Questões do ENEM 2016

Questões aplicadas na prova de 2016, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

1.504 questões encontradas. Mostrando a página 13 de 76.

  • A3662E80-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Alagoas · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016


    TEXTO 3


    NADA COMO UMA BOA BRIGA

    (Duda Teixeira)


    COM TODO MUNDO lendo nas redes sociais somente as notícias que corroboram seus preconceitos, os debates entre políticos ganharam uma utilidade pública ainda maior. Ao confrontarem ideias opostas, eles revelam fragilidades e silenciam os radicalismos ancorados na internet. Na segunda-feira, 26, a refrega verbal entre Hillary Clinton e Donald Trump, candidatos à Presidência dos Estados Unidos, estendeu-se por noventa minutos. O republicano Trump escorregou ao dizer que não pode divulgar sua declaração de imposto de renda e ao negar ter sido a favor da Guerra do Iraque. A democrata Hillary não explicou por que passou a criticar os tratados de livre- comércio, os quais sempre defendeu. À vista de todos, nenhuma mentira ficou impune. As afirmações foram conferidas simultaneamente por equipes de jornalistas. Abastecido por eles, o moderador, Lester Holt, da NBC, interpelou várias vezes os dois rivais sobre as falsidades que tinham acabado de dizer. A transparência e a rapidez deixaram tudo mais empolgante e atraíram 84 milhões de espectadores nos Estados Unidos. Apesar do risco de corrigir algo que esteja certo, a checagem dos fatos em tempo real entusiasmou canais de televisão brasileiros, que pensam em reproduzir a iniciativa. Ficou a impressão de que, na era da polarização virtual, a democracia não perdeu vigor, como se especula aqui e ali. Está apenas sendo reinventada.

    Veja. Ed. 2498, de 5 de outubro de 2016. p. 39.

    Segundo o texto, é incorreto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão a3662e80-f2
  • A361EE08-F2

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    Instituto Federal de Alagoas · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Quanto à acentuação gráfica das palavras em português padrão, marque a alternativa que traz uma informação errada.
    Escolha uma alternativa para a questão a361ee08-f2
  • A35D7CC2-F2

    Português

    Interpretação de Textos
    Instituto Federal de Alagoas · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Para efeito de marketing, a empresa que vende o produto que se apresenta nesse rótulo infringe, propositadamente, a ortografia do português padrão. Em que palavra isso ocorre?
    Escolha uma alternativa para a questão a35d7cc2-f2
  • 33772EF0-F1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade do Vale do Paraíba · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    As questão é referente às imagens abaixo.



    Na história em quadrinhos, acima, consta
    Escolha uma alternativa para a questão 33772ef0-f1
  • 336EE853-F1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade do Vale do Paraíba · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    A questão é referente às imagens abaixo.



    Snoopy não está excitado, mas as meninas estão porque
    Escolha uma alternativa para a questão 336ee853-f1
  • 336BED6D-F1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade do Vale do Paraíba · 2016Muito difícilEntre para guardar nos favoritos
    A questão é referente ao texto abaixo.

    Long trip with no money

    A man decided to test lessons, which he learned from the Dalai Lama, and he went on a pilgrimage. He and others went on a 322- kilometre journey from London to Glastonbury. The people had no money – they wanted to see if it was possible to live through kindness. It seems, that in 21st century Britain, it is. The man talked about their experience – he said that when you smile at people, take time to understand their story, then they will come forward and are naturally kind. One woman gave them rice and a man brought them all tea. And one time, a person even gave them the keys to his flat!
    Disponível em http://www.newsinlevels.com/products/long-trip-with-no-money-level-21/
    O significado de palavra “kind” no texto acima é
    Escolha uma alternativa para a questão 336bed6d-f1
  • 3364B695-F1

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade do Vale do Paraíba · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A questão é referente ao texto abaixo.

    Long trip with no money

    A man decided to test lessons, which he learned from the Dalai Lama, and he went on a pilgrimage. He and others went on a 322- kilometre journey from London to Glastonbury. The people had no money – they wanted to see if it was possible to live through kindness. It seems, that in 21st century Britain, it is. The man talked about their experience – he said that when you smile at people, take time to understand their story, then they will come forward and are naturally kind. One woman gave them rice and a man brought them all tea. And one time, a person even gave them the keys to his flat!
    Disponível em http://www.newsinlevels.com/products/long-trip-with-no-money-level-21/
    O que não acontece durante a peregrinação descrita no artigo é que
    Escolha uma alternativa para a questão 3364b695-f1
  • 3347F2B0-F1

    Português

    Crase
    Universidade do Vale do Paraíba · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    As frases que seguem podem estar corretas ou não quanto ao emprego do acento grave. Leia-as, atentamente, e marque a alternativa correta abaixo.


    I. Comprou uma capa igual à que tinha estragado na última chuva.
    II. Não sou favorável às decisões tomadas na reunião.
    III. Iniciaremos as inscrições à partir de amanhã.


    Em relação às frases acima, pode-se afirmar que apenas
    Escolha uma alternativa para a questão 3347f2b0-f1
  • 334424E2-F1

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    Universidade do Vale do Paraíba · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A frase que apresenta inadequação quanto à concordância é a alternativa
    Escolha uma alternativa para a questão 334424e2-f1
  • 33400622-F1

    Português

    Coesão e coerência
    Universidade do Vale do Paraíba · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    (...) ajudar a preservar as tartarugas gigantes que vivem nas proximidades do vulcão Cerro Azul, na ilha Isabela, das Ilhas Galápagos.


    A alternativa cuja frase pode substituir, corretamen- te, o trecho acima, considerando-se o emprego do pronome relativo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 33400622-f1
  • 333C26ED-F1

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Universidade do Vale do Paraíba · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    TARTARUGA GIGANTE DE GALÁPAGOS, DE MAIS DE 150 ANOS, MORRE EM ZOO NOS EUA

    A tartaruga-gigante-de-galápagos chamada Speed, o morador mais antigo do zoológico de San Diego, no Estado norte-americano da Califórnia, morreu em 19 de junho de 2015. O zoológico informou que o animal de mais de 150 anos foi sacrificado após passar alguns anos sofrendo de artrite. Speed chegou ao local em 1933, como parte de um programa para ajudar a preservar as tartarugas gigantes que vivem nas proximidades do vulcão Cerro Azul, na ilha Isabela, das Ilhas Galápagos.
    Disponível em: http://noticias.uol.com.br. Acesso 06/ 06/2015.


    No título, o verbo grifado apresenta-se
    Escolha uma alternativa para a questão 333c26ed-f1
  • 33384D90-F1

    Português

    Formação das Palavras: Composição, Derivação, Hibridismo, Onomatopeia e Abreviação
    Universidade do Vale do Paraíba · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia os versos, abaixo, e responda à questão.


    Plunct Plact Zum

    Não vai a lugar nenhum!

    Disponível: http//www.lLetras.mus.br. Acesso 30/09/15. O Carimbador Maluco – Raul Seixas (Plunct Plact Zum).

    Considerando-se o processo de formação das palavras, pode-se afirmar que em Plunct Plact Zum, no primeiro verso, há um exemplo de
    Escolha uma alternativa para a questão 33384d90-f1
  • 3331DBC7-F1

    Português

    Colocação Pronominal
    Universidade do Vale do Paraíba · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia os versos, abaixo, e responda à questão.


    Dê-me um cigarro

    Diz a gramática

    Do professor e do aluno

    ANDRADE, O. Obras completas. Volumes 6-7. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.

    Em “Dê-me um cigarro”, quanto à colocação do pronome oblíquo “me”, em obediência às normas gramaticais da Língua Portuguesa, ocorreu
    Escolha uma alternativa para a questão 3331dbc7-f1
  • 922824AC-EA

    Português

    Coesão e coerência
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Observe o trecho abaixo:


    “Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir ...”


    Se passarmos os verbos do trecho para a primeira pessoa do plural e mantivermos o mesmo tempo verbal, teremos:
    Escolha uma alternativa para a questão 922824ac-ea
  • 9224C8F7-EA

    Português

    Concordância verbal, Concordância nominal
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Há concordância nominal INADEQUADA em:
    Escolha uma alternativa para a questão 9224c8f7-ea
  • 92217548-EA

    Português

    Pontuação
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Quanto à pontuação do texto, são feitas as seguintes afirmações:


    I. O emprego da vírgula em “Recebia casa, comida e roupa lavada e... “ apresenta a mesma justificativa do que o usado em “Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo”.
    II. Os travessões empregados em ”Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca” poderiam ser substituídos por parênteses sem acarretar prejuízo semântico.
    III. O uso dos dois-pontos em ” As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe...” se justifica pelo mesmo motivo empregado em “acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições”.


    Está(ão) INCORRETA(S) apenas a(s) afirmativa(s)
    Escolha uma alternativa para a questão 92217548-ea
  • 921E02F9-EA

    Português

    Acentuação Gráfica: Proparoxítonas, Paroxítonas, Oxítonas e Hiatos
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Se omitido o acento gráfico, que palavra, quanto à classe gramatical, torna-se um substantivo?
    Escolha uma alternativa para a questão 921e02f9-ea
  • 921AA082-EA

    Português

    Figuras de Linguagem
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Há o emprego de uma figura de linguagem denominada metonímia em
    Escolha uma alternativa para a questão 921aa082-ea
  • 9216D351-EA

    Português

    Ortografia
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    ACHADO NÃO É ROUBADO

    Fabrício Carpinejar


            Não ganhava mesada, nem ajuda de custo na infância. Eu me virava como dava. Recebia casa, comida e roupa lavada e não havia como miar, latir e __________________ mais nada aos pais, só agradecer.
            As minhas fontes de renda eram praticamente duas: procurar dinheiro nas bolsas vazias da mãe, torcendo para que deixasse alguma nota na pressa da troca dos acessórios, ou catar moedas nas ruas e nos bueiros.
             A modalidade de caça a dinheiro perdido exigia disciplina e profissionalismo. Saía de casa pelas 13h e caminhava por duas horas, com a cabeça apontada ao meio-fio como pedra em estilingue. Varria a poeira com os pés e cortava o mato com canivete. Fui voluntário remoto do Departamento Municipal de Limpeza Urbana.
             Gastava o meu Kichute em vinte quadras, do bairro Petrópolis ao centro. Voltava quando atingia a entrada do viaduto da Conceição e reiniciava a minha arqueologia monetária no outro lado da rua.         Levava um saquinho para colher as moedas. Cada tarde rendia o equivalente a três reais. Encontrar correntinhas, colares e __________________ salvava o dia. Poderia revender no mercado paralelo da escola. As meninas pagavam em jujubas, bolo inglês e guaraná.
             Já o bueiro me socializava. Convidava com frequência o Liquinho, vulgo Ricardo. Mais forte do que eu, ajudava a levantar a pesada e lacrada tampa de metal. Eu ficava com a responsabilidade de descer_________ profundezas do lodo. Tirava toda a roupa – a mãe não perdoaria o petróleo do esgoto – e pulava de cueca, apalpando às cegas o fundo com as mãos. Esquecia a nojeira imaginando as recompensas. Repartia os lucros com os colegas que me acompanhavam nas expedições ao submundo de Porto Alegre. Lembro que compramos uma bola de futebol com a arrecadação de duas semanas.
             Espantoso o número de itens perdidos. Assim como os professores paravam no meu colégio, acreditava na greve dos objetos: moedas e anéis rolavam e cédulas voavam dos bolsos para protestar por melhores condições.
             Sofria para me manter estável, pois nunca pedia dinheiro a ninguém. Desde cedo, descobri que vadiar é também trabalhar duro.


    Disponível em: < http://carpinejar.blogspot.com.br/2016/06/achado-nao-e-roubado.html > Acesso em: 22 jun. 2016.
    Que par exemplifica um caso de palavras homógrafas?
    Escolha uma alternativa para a questão 9216d351-ea