Questões do ENEM 2016

Questões aplicadas na prova de 2016, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

4.687 questões encontradas. Mostrando a página 216 de 235.

  • D97D2C61-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Qual é a segurança do sangue?

    Para que o sangue esteja disponível para aqueles que necessitam, os indivíduos saudáveis devem criar o hábito de doar sangue e encorajar amigos e familiares saudáveis a praticarem o mesmo ato.

    A prática de selecionar criteriosamente os doadores, bem como as rígidas normas aplicadas para testar, transportar, estocar e transfundir o sangue doado fizeram dele um produto muito mais seguro do que já foi anteriormente.

    Apenas pessoas saudáveis e que não sejam de risco para adquirir doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue, como hepatites B e C, HIV, sífilis e Chagas, podem doar sangue.

    Se você acha que sua saúde ou comportamento pode colocar em risco a vida de quem for receber seu sangue, ou tem a real intenção de apenas realizar o teste para o vírus HIV, NÃO DOE SANGUE.

    Cumpre destacar que apesar de o sangue doado ser testado para as doenças transmissíveis conhecidas no momento, existe um período chamado de janela imunológica em que um doador contaminado por um determinado vírus pode transmitir a doença através do seu sangue.

    DA SUA HONESTIDADE DEPENDE A VIDA DE QUEM VAI RECEBER SEU SANGUE.

    Disponível em: www.prosangue.sp.gov.br. Acesso em: 24 abr. 2015 (adaptado).

    Nessa campanha, as informações apresentadas têm como objetivo principal

    Escolha uma alternativa para a questão d97d2c61-a6
  • D979D3F5-A6

    Literatura

    Escolas Literárias
    ENEM · 2016Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Antiode

    Poesia, não será esse

    o sentido em que

    ainda te escrevo:

    flor! (Te escrevo:

    flor! Não uma

    flor, nem aquela

    flor-virtude — em

    disfarçados urinóis).

    Flor é a palavra

    flor; verso inscrito

    no verso, como as

    manhãs no tempo.

    Flor é o salto

    da ave para o voo:

    o salto fora do sono

    quando seu tecido

    se rompe; é uma explosão

    posta a funcionar,

    como uma máquina,

    uma jarra de flores.

    MELO NETO, J. C. Psicologia da composição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997 (fragmento)

    A poesia é marcada pela recriação do objeto por meio da linguagem, sem necessariamente explicá-lo. Nesse fragmento de João Cabral de Melo Neto, poeta da geração de 1945, o sujeito lírico propõe a recriação poética de

    Escolha uma alternativa para a questão d979d3f5-a6
  • D9768193-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

                               Esses chopes dourados

    [...]

    quando a geração de meu pai

    batia na minha

    a minha achava que era normal

    que a geração de cima

    só podia educar a de baixo

    batendo

    quando a minha geração batia na de vocês

    ainda não sabia que estava errado

    mas a geração de vocês já sabia

    e cresceu odiando a geração de cima

    aí chegou esta hora

    em que todas as gerações já sabem de tudo

    e é péssimo

    ter pertencido à geração do meio

    tendo errado quando apanhou da de cima

    e errado quando bateu na de baixo

    e sabendo que apesar de amaldiçoados

    éramos todos inocentes.

    WANDERLEY, J. In: MORICONI, I. (Org.). Os cem melhores poemas brasileiros do século. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001 (fragmento). 

    Ao expressar uma percepção de atitudes e valores situados na passagem do tempo, o eu lírico manifesta uma angústia sintetizada na
    Escolha uma alternativa para a questão d9768193-a6
  • D9730976-A6

    Literatura

    Escolas Literárias
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

                                            A partida de trem

          Marcava seis horas da manhã. Angela Pralini pagou o táxi e pegou sua pequena valise. Dona Maria Rita de Alvarenga Chagas Souza Melo desceu do Opala da filha e encaminharam-se para os trilhos. A velha bem-vestida e com joias. Das rugas que a disfarçavam saía a forma pura de um nariz perdido na idade, e de uma boca que outrora devia ter sido cheia e sensível. Mas que importa? Chega-se a um certo ponto — e o que foi não importa. Começa uma nova raça. Uma velha não pode comunicar-se. Recebeu o beijo gelado de sua filha que foi embora antes do trem partir. Ajudara-a antes a subir no vagão. Sem que neste houvesse um centro, ela se colocara do lado. Quando a locomotiva se pôs em movimento, surpreendeu-se um pouco: não esperava que o trem seguisse nessa direção e sentara-se de costas para o caminho.

          Angela Pralini percebeu-lhe o movimento e perguntou:

          — A senhora deseja trocar de lugar comigo?

          Dona Maria Rita se espantou com a delicadeza, disse que não, obrigada, para ela dava no mesmo. Mas parecia ter-se perturbado. Passou a mão sobre o camafeu filigranado de ouro, espetado no peito, passou a mão pelo broche. Seca. Ofendida? Perguntou afinal a Angela Pralini:

          — É por causa de mim que a senhorita deseja trocar de lugar?

    LISPECTOR, C. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980 (fragmento)

    A descoberta de experiências emocionais com base no cotidiano é recorrente na obra de Clarice Lispector. No fragmento, o narrador enfatiza o(a)
    Escolha uma alternativa para a questão d9730976-a6
  • D96FCE7E-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

          O livro A fórmula secreta conta a história de um episódio fundamental para o nascimento da matemática moderna e retrata uma das disputas mais virulentas ciência renascentista. Fórmulas misteriosas, duelos públicos, traições, genialidade, ambição — e matemática! Esse é o instigante universo apresentado no livro, que resgata a história dos italianos Tartaglia e Cardano e da fórmula revolucionária para resolução de equações de terceiro grau.  A obra reconstitui um episódio polêmico que marca, para muitos, o início do período moderno da matemática.

    Em última análise, A fórmula secreta apresenta-se como uma ótima opção para conhecer um pouco mais sobre a história da matemática e acompanhar um dos debates científicos mais inflamados do século XVI no campo. Mais do que isso, é uma obra de fácil leitura e uma boa mostra de que é possível abordar temas como álgebra de forma interessante, inteligente e acessível ao grande público.

    GARCIA, M. Duelos, segredos e matemática. Disponível em: http://cienciahoje.uol.com.br. Acesso em: 6 out. 2015 (adaptado).

    Na construção textual, o autor realiza escolhas para cumprir determinados objetivos. Nesse sentido, a função social desse texto é
    Escolha uma alternativa para a questão d96fce7e-a6
  • D96C6DB3-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

                              Você pode não acreditar

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os leiteiros deixavam as garrafinhas de leite do lado de fora das casas, seja ao pé da porta, seja na janela.

          A gente ia de uniforme azul e branco para o grupo, de manhãzinha, passava pelas casas e não ocorria que alguém pudesse roubar aquilo.

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que os padeiros deixavam o pão na soleira da porta ou na janela que dava para a rua. A gente passava e via aquilo como uma coisa normal.

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que você saía à noite para namorar e voltava andando pelas ruas da cidade, caminhando displicentemente, sentindo cheiro de jasmim e de alecrim, sem olhar para trás, sem temer as sombras.

          Você pode não acreditar: houve um tempo em que as pessoas se visitavam airosamente. Chegavam no meio da tarde ou à noite, contavam casos, tomavam café, falavam da saúde, tricotavam sobre a vida alheia e voltavam de bonde às suas casas.

          Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que o namorado primeiro ficava andando com a moça numa rua perto da casa dela, depois passava a namorar no portão, depois tinha ingresso na sala da família. Era sinal de que já estava praticamente noivo e seguro.

          Houve um tempo em que havia tempo.

          Houve um tempo.

                               SANT’ANNA, A. R. Estado de Minas, 5 maio 2013 (fragmento).

    Nessa crônica, a repetição do trecho “Você pode não acreditar: mas houve um tempo em que...” configura-se como uma estratégia argumentativa que visa
    Escolha uma alternativa para a questão d96c6db3-a6
  • D9690820-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Primeira lição

    Os gêneros de poesia são: lírico, satírico, didático, épico, ligeiro.

    O gênero lírico compreende o lirismo.

    Lirismo é a tradução de um sentimento subjetivo, sincero e pessoal.

    É a linguagem do coração, do amor.

    O lirismo é assim denominado porque em outros tempos os versos sentimentais eram declamados ao som da lira.

    O lirismo pode ser:

    a) Elegíaco, quando trata de assuntos tristes, quase sempre a morte.

    b) Bucólico, quando versa sobre assuntos campestres.

    c) Erótico, quando versa sobre o amor.

    O lirismo elegíaco compreende a elegia, a nênia, a endecha, o epitáfio e o epicédio.

    Elegia é uma poesia que trata de assuntos tristes.

    Nênia é uma poesia em homenagem a uma pessoa morta.

    Era declamada junto à fogueira onde o cadáver era incinerado.

    Endecha é uma poesia que revela as dores do coração.

    Epitáfio é um pequeno verso gravado em pedras tumulares.

    Epicédio é uma poesia onde o poeta relata a vida de uma pessoa morta.

    CESAR, A. C. Poética. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.

    No poema de Ana Cristina Cesar, a relação entre as definições apresentadas e o processo de construção do texto indica que o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d9690820-a6
  • D965D831-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    O nome do inseto pirilampo (vaga-lume) tem uma interessante certidão de nascimento. De repente, no fim do século XVII, os poetas de Lisboa repararam que não podiam cantar o inseto luminoso, apesar de ele ser um manancial de metáforas, pois possuía um nome “indecoroso” que não podia ser “usado em papéis sérios”: caga-lume. Foi então que o dicionarista Raphael Bluteau inventou a nova palavra, pirilampo, a partir do grego pyr, significando 'fogo’, e lampas, 'candeia’.

    FERREIRA, M. B. Caminhos do português: exposição comemorativa do Ano Europeu das Línguas. Portugal: Biblioteca Nacional, 2001 (adaptado).

    O texto descreve a mudança ocorrida na nomeação do inseto, por questões de tabu linguístico. Esse tabu diz respeito à

    Escolha uma alternativa para a questão d965d831-a6
  • D95E1C7F-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Sem acessórios nem som

    Escrever só para me livrar

    de escrever.

    Escrever sem ver, com riscos

    sentindo falta dos acompanhamentos

    com as mesmas lesmas

    e figuras sem força de expressão.

    Mas tudo desafina:

    o pensamento pesa

    tanto quanto o corpo

    enquanto corto os conectivos

    corto as palavras rentes

    com tesoura de jardim

    cega e bruta

    com facão de mato.

    Mas a marca deste corte

    tem que ficar

    nas palavras que sobraram.

    Qualquer coisa do que desapareceu

    continuou nas margens, nos talos

    no atalho aberto a talhe de foice

    no caminho de rato.

    FREITAS FILHO, A. Máquina de escrever: poesia reunida e revista. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2003.

    Nesse texto, a reflexão sobre o processo criativo aponta para uma concepção de atividade poética que põe em evidência o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d95e1c7f-a6
  • D95AC76F-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

                                  Galinha cega

          O dono correu atrás de sua branquinha, agarrou-a, lhe examinou os olhos. Estavam direitinhos, graças a Deus, e muito pretos. Soltou-a no terreiro e lhe atirou mais milho. A galinha continuou a bicar o chão desorientada. Atirou ainda mais, com paciência, até que ela se fartasse. Mas não conseguiu com o gasto de milho, de que as outras se aproveitaram, atinar com a origem daquela desorientação. Que é que seria aquilo, meu Deus do céu? Se fosse efeito de uma pedrada na cabeça e se soubesse quem havia mandado a pedra, algum moleque da vizinhança, aí... Nem por sombra imaginou que era a cegueira irremediável que principiava.

          Também a galinha, coitada, não compreendia nada, absolutamente nada daquilo. Por que não vinham mais os dias luminosos em que procurava a sombra das pitangueiras? Sentia ainda o calor do sol, mas tudo quase sempre tão escuro. Quase que já não sabia onde é que estava a luz, onde é que estava a sombra.

                     GUIMARAENS, J. A. Contos e novelas. Rio de Janeiro: Imago, 1976 (fragmento)

    Ao apresentar uma cena em que um menino atira milho às galinhas e observa com atenção uma delas, o narrador explora um recurso que conduz a uma expressividade fundamentada na
    Escolha uma alternativa para a questão d95ac76f-a6
  • D9573B32-A6

    Português

    Gêneros Textuais
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Querido diário

    Hoje topei com alguns conhecidos meus

    Me dão bom-dia, cheios de carinho

    Dizem para eu ter muita luz, ficar com Deus

    Eles têm pena de eu viver sozinho [...]

    Hoje o inimigo veio me espreitar

    Armou tocaia lá na curva do rio

    Trouxe um porrete a mó de me quebrar

    Mas eu não quebro porque sou macio, viu

    HOLANDA, C. B. Chico. Rio de Janeiro: Biscoito Fino, 2013 (fragmento).

    Uma característica do gênero diário que aparece na letra da canção de Chico Buarque é o(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d9573b32-a6
  • D953DAFB-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

                                  Pérolas absolutas

          Há, no seio de uma ostra, um movimento — ainda que imperceptível. Qualquer coisa imiscuiu-se pela fissura, uma partícula qualquer, diminuta e invisível. Venceu as paredes lacradas, que se fecham como a boca que tem medo de deixar escapar um segredo. Venceu. E agora penetra o núcleo da ostra, contaminando-lhe a própria substância. A ostra reage, imediatamente. E começa a secretar o nácar. É um mecanismo de defesa, uma tentativa de purificação contra a partícula invasora. Com uma paciência de fundo de mar, a ostra profanada continua seu trabalho incansável, secretando por anos a fio o nácar que aos poucos se vai solidificando. É dessa solidificação que nascem as pérolas.

          As pérolas são, assim, o resultado de uma contaminação. A arte por vezes também. A arte é quase sempre a transformação da dor. [...] Escrever é preciso. É preciso continuar secretando o nácar, formar a pérola que talvez seja imperfeita, que talvez jamais seja encontrada e viva para sempre encerrada no fundo do mar. Talvez estas, as pérolas esquecidas, jamais achadas, as pérolas intocadas e por isso absolutas em si mesmas, guardem em si uma parcela faiscante da eternidade.

                         SEIXAS, H. Uma ilha chamada livro. Rio de Janeiro: Record, 2009 (fragmento). 

    Considerando os aspectos estéticos e semânticos presentes no texto, a imagem da pérola configura uma percepção que
    Escolha uma alternativa para a questão d953dafb-a6
  • D9508C0F-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Nesse texto, a combinação de elementos verbais e não verbais configura-se como estratégia argumentativa para

    Escolha uma alternativa para a questão d9508c0f-a6
  • D94D2AB4-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Centro das atenções em um planeta cada vez mais interconectado, a Floresta Amazônica expõe inúmeros dilemas. Um dos mais candentes diz respeito à madeira e sua exploração econômica, uma saga que envolve os muitos desafios para a conservação dos recursos naturais às gerações futuras.

    Com o olhar jornalístico, crítico e ao mesmo tempo didático, adentramos a Amazônia em busca de histórias e sutilezas que os dados nem sempre revelam. Lapidamos estatísticas e estudos científicos para construir uma síntese útil a quem direciona esforços para conservar a floresta, seja no setor público, seja no setor privado, seja na sociedade civil.

    Guiada como uma reportagem, rica em informações ilustradas, a obra Madeira de ponta a ponta revela a diversidade de fraudes na cadeia de produção, transporte e comercialização da madeira, bem como as iniciativas de boas práticas que se disseminam e trazem esperança rumo a um modelo de convivência entre desenvolvimento e manutenção da floresta.

    VILLELA, M.; SPINK, P In: ADEODATO, S. et al. Madeira de ponta a ponta: o caminho desde a floresta até o consumo. São Paulo: FGV RAE, 2011 (adaptado).

    A fim de alcançar seus objetivos comunicativos, os autores escreveram esse texto para

    Escolha uma alternativa para a questão d94d2ab4-a6
  • D949DD9B-A6

    Português

    Interpretação de Textos
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    Em casa, Hideo ainda podia seguir fiel ao imperador japonês e às tradições que trouxera no navio que aportara em Santos. [...] Por isso Hideo exigia que, aos domingos, todos estivessem juntos durante o almoço. Ele se sentava à cabeceira da mesa; à direita ficava Hanashiro, que era o primeiro filho, e Hitoshi, o segundo, e à esquerda, Haruo, depois Hiroshi, que era o mais novo. [...] A esposa, que também era mãe, e as filhas, que também eram irmãs, aguardavam de pé ao redor da mesa [...]. Haruo reclamava, não se cansava de reclamar: que se sentassem também as mulheres à mesa, que era um absurdo aquele costume. Quando se casasse, se sentariam à mesa a esposa e o marido, um em frente ao outro, porque não era o homem melhor que a mulher para ser o primeiro [...]. Elas seguiam de pé, a mãe um pouco cansada dos protestos do filho, pois o momento do almoço era sagrado, não era hora de levantar bandeiras inúteis [...].

    NAKASATO, O. Nihonjin. São Paulo: Benvirá, 2011 (fragmento).

    Referindo-se a práticas culturais de origem nipônica, o narrador registra as reações que elas provocam na família e mostra um contexto em que

    Escolha uma alternativa para a questão d949dd9b-a6
  • D9459DC8-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Até que ponto replicar conteúdo é crime? “A internet e a pirataria são inseparáveis”, diz o diretor do instituto de pesquisas americano Social Science Research Council. “Há uma infraestrutura pequena para controlar quem é o dono dos arquivos que circulam na rede. Isso acabou com o controle sobre a propriedade e tem sido descrito como pirataria, mas é inerente à tecnologia”, afirma o diretor. O ato de distribuir cópias de um trabalho sem a autorização dos seus produtores pode, sim, ser considerado crime, mas nem sempre essa distribuição gratuita lesa os donos dos direitos autorais. Pelo contrário. Veja o caso do livro O alquimista, do escritor Paulo Coelho. Após publicar, para download gratuito, uma versão traduzida da obra em seu blog, Coelho viu as vendas do livro em papel explodirem.

    BARRETO, J.; MORAES, M. A internet existe sem pirataria? Veja, n. 2 308, 13 fev. 2013 (adaptado).

    De acordo com o texto, o impacto causado pela internet propicia a

    Escolha uma alternativa para a questão d9459dc8-a6
  • D93DE82C-A6

    Português

    Pontuação
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Quem procura a essência de um conto no espaço que fica entre a obra e seu autor comete um erro: é muito melhor procurar não no terreno que fica entre o escritor e sua obra, mas justamente no terreno que fica entre o texto e seu leitor.

    OZ, A. De amor e trevas. São Paulo: Cia. das Letras, 2005 (fragmento).

    A progressão temática de um texto pode ser estruturada por meio de diferentes recursos coesivos, entre os quais se destaca a pontuação. Nesse texto, o emprego dos dois pontos caracteriza uma operação textual realizada com a finalidade de

    Escolha uma alternativa para a questão d93de82c-a6
  • D93A7C5D-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO I

          Nesta época do ano, em que comprar compulsivamente é a principal preocupação de boa parte da população, é imprescindível refletirmos sobre a importância da mídia na propagação de determinados comportamentos que induzem ao consumismo exacerbado. No clássico livro O capital, Karl Marx aponta que no capitalismo os bens materiais, ao serem fetichizados, passam a assumir qualidades que vão além da mera materialidade. As coisas são personificadas e as pessoas são coisificadas. Em outros termos, um automóvel de luxo, uma mansão em um bairro nobre ou a ostentação de objetos de determinadas marcas famosas são alguns dos fatores que conferem maior valorização e visibilidade social a um indivíduo.

    LADEIRA, F. F. Reflexões sobre o consumismo. Disponível em: http://observatoriodaimprensa.com.br. Acesso em: 18 jan. 2015.


    TEXTO II

          Todos os dias, em algum nível, o consumo atinge nossa vida, modifica nossas relações, gera e rege sentimentos, engendra fantasias, aciona comportamentos, faz sofrer, faz gozar. Às vezes constrangendo-nos em nossas ações no mundo, humilhando e aprisionando, às vezes ampliando nossa imaginação e nossa capacidade de desejar, consumimos e somos consumidos. Numa época toda codificada como a nossa, o código da alma (o código do ser) virou código do consumidor! Fascínio pelo consumo, fascínio do consumo. Felicidade, luxo, bem-estar, boa forma, lazer, elevação espiritual, saúde, turismo, sexo, família e corpo são hoje reféns da engrenagem do consumo.

    BARCELLOS, G. A alma do consumo. Disponível em: www.diplomatique.org.br. Acesso em: 18 jan. 2015.

    Esses textos propõem uma reflexão crítica sobre o consumismo. Ambos partem do ponto de vista de que esse hábito
    Escolha uma alternativa para a questão d93a7c5d-a6
  • D936B0D2-A6

    Português

    Interpretação de Textos
    ENEM · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Mandinga — Era a denominação que, no período das grandes navegações, os portugueses davam à costa ocidental da África. A palavra se tornou sinônimo de feitiçaria porque os exploradores lusitanos consideravam bruxos os africanos que ali habitavam — é que eles davam indicações sobre a existência de ouro na região. Em idioma nativo, manding designava terra de feiticeiros. A palavra acabou virando sinônimo de feitiço, sortilégio.

    COTRIM, M. O pulo do gato 3. São Paulo: Geração Editorial, 2009 (fragmento).

    No texto, evidencia-se que a construção do significado da palavra mandinga resulta de um(a)

    Escolha uma alternativa para a questão d936b0d2-a6
  • D933686E-A6

    Português

    Sintaxe
    ENEM · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    O senso comum é que só os seres humanos são capazes de rir. Isso não é verdade?

    Não. O riso básico — o da brincadeira, da diversão, da expressão física do riso, do movimento da face e da vocalização — nós compartilhamos com diversos animais. Em ratos, já foram observadas vocalizações ultrassônicas — que nós não somos capazes de perceber — e que eles emitem quando estão brincando de “rolar no chão”. Acontecendo de o cientista provocar um dano em um local específico no cérebro, o rato deixa de fazer essa vocalização e a brincadeira vira briga séria. Sem o riso, o outro pensa que está sendo atacado. O que nos diferencia dos animais é que não temos apenas esse mecanismo básico. Temos um outro mais evoluído. Os animais têm o senso de brincadeira, como nós, mas não têm senso de humor. O córtex, a parte superficial do cérebro deles, não é tão evoluído como o nosso. Temos mecanismos corticais que nos permitem, por exemplo, interpretar uma piada.

    Disponível em: http://globonews.globo.com. Acesso em: 31 maio 2012 (adaptado).

    A coesão textual é responsável por estabelecer relações entre as partes do texto. Analisando o trecho “Acontecendo de o cientista provocar um dano em um local específico no cérebro”, verifica-se que ele estabelece com a oração seguinte uma relação de

    Escolha uma alternativa para a questão d933686e-a6