Questões do ENEM 2016

Questões aplicadas na prova de 2016, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

4.687 questões encontradas. Mostrando a página 63 de 235.

  • 53819A06-DC

    Geografia

    Geografia Física
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    A associação das características geomorfológicas, climatobotânicas, hidrográficas e ecológicas de um lugar é a base para conceituar
    Escolha uma alternativa para a questão 53819a06-dc
  • 537C8BB3-DC

    Conhecimentos Gerais

    Sociedade e Comportamento
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Conhecimentos Gerais, da prova de 2016


    A charge ironiza

    Escolha uma alternativa para a questão 537c8bb3-dc
  • 53773CEC-DC

    Geografia

    Geografia Econômica
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

        O diagnóstico é do economista Víctor Álvarez, ex-ministro de Indústrias Básicas do governo Hugo Chávez: “A crise econômica, social e política que está sofrendo o país neste momento é uma nova expressão de esgotamento de um modelo que se impôs na Venezuela há mais de um século”.

                                                                                       (www.cartacapital.com.br. Adaptado.)



    Considerando o cenário econômico e geopolítico da Venezuela, é correto afirmar que o modelo citado no excerto se baseia                                          

    Escolha uma alternativa para a questão 53773cec-dc
  • 5369BF04-DC

    Matemática

    Problemas
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Uma pessoa comprou 2 pacotes de algodão, 5 rolos de gaze e 3 rolos de esparadrapo. Na farmácia onde realizou a compra, o preço de um pacote de algodão mais um rolo de gaze e mais um rolo de esparadrapo é R$ 16,00. Um rolo de esparadrapo custa R$ 2,00 a menos que um pacote de algodão e R$ 1,00 a mais que um rolo de gaze. Sabendo que essa pessoa pagou a compra com uma nota de R$ 50,00, o valor do troco recebido foi
    Escolha uma alternativa para a questão 5369bf04-dc
  • 53656FF2-DC

    Matemática

    Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    Em um plano cartesiano, o ponto P(a, b), com a e b números reais, é o ponto de máximo da função f(x) = –x2 + 2x + 8. Se a função g(x) = 3–2x + k, com k um número real, é tal que g(a) = b, o valor de k é
    Escolha uma alternativa para a questão 53656ff2-dc
  • 5361DABF-DC

    Matemática

    Progressão Aritmética - PA
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    Considere a progressão aritmética (a1 , 4, a3 , a4 , a5 , 16, ...) de razão r e a progressão geométrica (b1 , b2 , b3 , b4 , 4, ...) de razão q.

    Sabendo que r/q = 6, o valor de a9 – b3 é

    Escolha uma alternativa para a questão 5361dabf-dc
  • 535CC236-DC

    Matemática

    Análise Combinatória em Matemática
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    Uma pessoa dispõe de 5 blocos de papel colorido nas cores azul, amarelo, verde, branco e rosa, sendo cada um deles de uma única cor, e irá utilizar 3 folhas para anotações. O número total de maneiras possíveis de essa pessoa escolher essas 3 folhas, sendo pelo menos 2 delas de uma mesma cor, é
    Escolha uma alternativa para a questão 535cc236-dc
  • 53583417-DC

    Matemática

    Probabilidade
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    Um professor colocou em uma pasta 36 trabalhos de alunos, sendo 21 deles de alunos do 1o ano e os demais de alunos do 2o ano. Retirando-se aleatoriamente 2 trabalhos dessa pasta, um após o outro, a probabilidade de os dois serem de alunos de um mesmo ano é
    Escolha uma alternativa para a questão 53583417-dc
  • 535285A2-DC

    Matemática

    Função de 2º Grau ou Função Quadrática e Inequações
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Em um plano cartesiano, a parábola y = –x2 + 4x + 5 e a reta y = x + 5 se intersectam nos pontos P e Q. A distância entre esses dois pontos é
    Escolha uma alternativa para a questão 535285a2-dc
  • 534CE074-DC

    Matemática

    Geometria Plana
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    Na figura, ABCD é um quadrado de lado 6 cm e AFE é um triângulo retângulo de hipotenusa Imagem da questão de Matemática, da prova de 2016. Considere que Imagem da questão de Matemática, da prova de 2016 e DE = 4 cm.

    Imagem da questão de Matemática, da prova de 2016


    Sabendo que os pontos A, D e E estão alinhados, o valor da área destacada, em cm2 , é


    Escolha uma alternativa para a questão 534ce074-dc
  • 53464543-DC

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um laboratório comprou uma caixa de tubos de ensaio e, ao abri-la, constatou que 5% deles apresentavam defeitos e não poderiam ser utilizados. Dos tubos sem defeitos, 36 foram utilizados imediatamente, 60% dos demais foram guardados no estoque e os 92 tubos restantes foram colocados nos armários do laboratório. O número total de tubos de ensaio da caixa era
    Escolha uma alternativa para a questão 53464543-dc
  • 53420AA4-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Richard Conniff para responder à questão.


        Consideremos, por exemplo, a questão da morte, que, pelo menos à primeira vista, parece ser um indicador fidedigno de que se perdeu a luta darwiniana. Os ricos também morrem, é claro – só que não tão cedo. Levam uma vida mais longa e mais sadia do que o resto de nós. Diz o velho clichê que todo dinheiro do mundo não significa nada quando não se tem saúde, mas as pessoas endinheiradas geralmente a têm. E, em média, quanto mais dinheiro têm, melhor é sua saúde. O estudo Longitudinal de 1990, no Reino Unido, constatou que os donos de casa própria que têm um automóvel tendem a morrer mais moços do que os que têm dois, e assim sucessivamente, num “gradiente contínuo” de redução de mortalidade que vai das áreas mais desprivilegiadas até as mais opulentas. (O estudo considerou a posse de automóveis meramente como uma medida conveniente da riqueza; não pretendeu implicar que ter vinte carros qualificaria Elton John para a imortalidade.)

        Outras pesquisas indicaram que as pessoas abastadas tinham vida mais longa no passado. Numa das mais estranhas pesquisas demográficas de que se tem notícia, uma equipe de epidemiologistas e psicólogos vasculhou o cemitério de Glasgow, em meados dos anos 90, munidos de varas de limpar chaminés. Usaram-nas para medir a altura de mais de oitocentos obeliscos do século XIX. As pessoas enterradas sob os obeliscos tendem a ser abastadas, e os pesquisadores presumiram que os obeliscos mais altos marcariam as sepulturas mais ricas. O estudo revelou que cada metro extra de altura do obelisco traduzia-se em quase dois anos de longevidade adicional para a pessoa sepultada sob ele.

    (História natural dos ricos, 2004. Adaptado.)

    “As pessoas enterradas sob os obeliscos tendem a ser abastadas, e os pesquisadores presumiram que os obeliscos mais altos marcariam as sepulturas mais ricas” (2o parágrafo).


    As palavras em destaque indicam que o texto trata, nessa passagem, de

    Escolha uma alternativa para a questão 53420aa4-dc
  • 533DB02E-DC

    Português

    Coesão e coerência
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    Leia o texto de Richard Conniff para responder à questão.


        Consideremos, por exemplo, a questão da morte, que, pelo menos à primeira vista, parece ser um indicador fidedigno de que se perdeu a luta darwiniana. Os ricos também morrem, é claro – só que não tão cedo. Levam uma vida mais longa e mais sadia do que o resto de nós. Diz o velho clichê que todo dinheiro do mundo não significa nada quando não se tem saúde, mas as pessoas endinheiradas geralmente a têm. E, em média, quanto mais dinheiro têm, melhor é sua saúde. O estudo Longitudinal de 1990, no Reino Unido, constatou que os donos de casa própria que têm um automóvel tendem a morrer mais moços do que os que têm dois, e assim sucessivamente, num “gradiente contínuo” de redução de mortalidade que vai das áreas mais desprivilegiadas até as mais opulentas. (O estudo considerou a posse de automóveis meramente como uma medida conveniente da riqueza; não pretendeu implicar que ter vinte carros qualificaria Elton John para a imortalidade.)

        Outras pesquisas indicaram que as pessoas abastadas tinham vida mais longa no passado. Numa das mais estranhas pesquisas demográficas de que se tem notícia, uma equipe de epidemiologistas e psicólogos vasculhou o cemitério de Glasgow, em meados dos anos 90, munidos de varas de limpar chaminés. Usaram-nas para medir a altura de mais de oitocentos obeliscos do século XIX. As pessoas enterradas sob os obeliscos tendem a ser abastadas, e os pesquisadores presumiram que os obeliscos mais altos marcariam as sepulturas mais ricas. O estudo revelou que cada metro extra de altura do obelisco traduzia-se em quase dois anos de longevidade adicional para a pessoa sepultada sob ele.

    (História natural dos ricos, 2004. Adaptado.)

    “Diz o velho clichê que todo dinheiro do mundo não significa nada quando não se tem saúde”.


    Assinale a alternativa que estabelece a correta relação entre o texto e o clichê citado.

    Escolha uma alternativa para a questão 533db02e-dc
  • 533905E9-DC

    Português

    Flexão de voz (ativa, passiva, reflexiva)
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    “Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei”.


    Assinale a alternativa que expressa, na voz passiva, o conteúdo dessa oração.

    Escolha uma alternativa para a questão 533905e9-dc
  • 5333ADED-DC

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    Assinale a alternativa em que ocorre um pleonasmo.
    Escolha uma alternativa para a questão 5333aded-dc
  • 532DC0C0-DC

    Português

    Interpretação de Textos
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    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    Quanto aos recursos formais e ao conteúdo, o texto
    Escolha uma alternativa para a questão 532dc0c0-dc
  • 53289889-DC

    Português

    Flexão verbal de modo (indicativo, subjuntivo, imperativo)
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do romance O guarani, de José de Alencar, para responder à questão.


        A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.

        A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida.

        Cecília esperava o seu último momento com a sublime resignação evangélica, que só dá a religião do Cristo; morria feliz; Peri tinha confundido as suas almas na derradeira prece que expirara dos seus lábios.

        — Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.

        Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.

        — Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.

        A menina sorriu docemente.

        — Olha! disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...

        — Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.

        — Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!

        — Tu não sabes? disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda às vezes àqueles a quem ama um bom pensamento.

        E o índio ergueu os olhos com uma expressão inefável de reconhecimento.

        Falou com um tom solene:

        “Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa.

        “Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo o que aprendia do céu.

        [...]”

    (O guarani, 1997.)

    “A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.” 


    Nesse trecho, os verbos indicam

    Escolha uma alternativa para a questão 53289889-dc
  • 53249845-DC

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho do romance O guarani, de José de Alencar, para responder à questão.


        A inundação crescia sempre; o leito do rio elevava-se gradualmente; as árvores pequenas desapareciam; e a folhagem dos soberbos jacarandás sobrenadava já como grandes moitas de arbustos.

        A cúpula da palmeira, em que se achavam Peri e Cecília, parecia uma ilha de verdura banhando-se nas águas da corrente; as palmas que se abriam formavam no centro um berço mimoso, onde os dois amigos, estreitando-se, pediam ao céu para ambos uma só morte, pois uma só era a sua vida.

        Cecília esperava o seu último momento com a sublime resignação evangélica, que só dá a religião do Cristo; morria feliz; Peri tinha confundido as suas almas na derradeira prece que expirara dos seus lábios.

        — Podemos morrer, meu amigo! disse ela com uma expressão sublime.

        Peri estremeceu; ainda nessa hora suprema seu espírito revoltava-se contra aquela ideia, e não podia conceber que a vida de sua senhora tivesse de perecer como a de um simples mortal.

        — Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.

        A menina sorriu docemente.

        — Olha! disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...

        — Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.

        — Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!

        — Tu não sabes? disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda às vezes àqueles a quem ama um bom pensamento.

        E o índio ergueu os olhos com uma expressão inefável de reconhecimento.

        Falou com um tom solene:

        “Foi longe, bem longe dos tempos de agora. As águas caíram, e começaram a cobrir toda a terra. Os homens subiram ao alto dos montes; um só ficou na várzea com sua esposa.

        “Era Tamandaré; forte entre os fortes; sabia mais que todos. O Senhor falava-lhe de noite; e de dia ele ensinava aos filhos da tribo o que aprendia do céu.

        [...]”

    (O guarani, 1997.)

    O romance O guarani, exemplificado pelo trecho apresentado, é expressão de uma intenção literária de José de Alencar:
    Escolha uma alternativa para a questão 53249845-dc
  • 5320E8B2-DC

    Português

    Análise sintática
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    Leia o poema de Manuel Bandeira para responder à questão.



    A estrada

    Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,

    Interessa mais que uma avenida urbana.

    Nas cidades todas as pessoas se parecem.

    Todo o mundo é igual. Todo o mundo é toda a gente.

    Aqui, não: sente-se bem que cada um traz a sua alma.

    Cada criatura é única.

    Até os cães.

    Estes cães da roça parecem homens de negócios:

    Andam sempre preocupados.

    E quanta gente vem e vai!

    E tudo tem aquele caráter impressivo que faz meditar:

    Enterro a pé ou a carrocinha de leite puxada por um bodezinho manhoso.

    Nem falta o murmúrio da água, para sugerir, pela voz dos símbolos,

    Que a vida passa! que a vida passa!

    E que a mocidade vai acabar.

    (Estrela da vida inteira, 2009.)

    “Estes cães da roça parecem homens de negócios”.


    A função sintática do termo destacado no excerto é a mesma do termo destacado em:

    Escolha uma alternativa para a questão 5320e8b2-dc