Questões do ENEM 2018

Questões aplicadas na prova de 2018, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

6.600 questões encontradas. Mostrando a página 101 de 330.

  • B4E4C91D-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Radicais Livres


    Precursores da Internet se transformam em militantes anti-digital

        Quando a internet comercial ainda engatinhava, um grupo de pensadores - cientistas, filósofos, sociólogos, profissionais liberais - se dedicou a imaginar e construir o ciberespaço, a então nova fronteira da humanidade. Ele tomaria forma com a hiperconectividade dos indivíduos em rede, que poderiam, se quisessem, adotar múltiplas identidades naquele ambiente artificial. Só que hoje, pouco mais de 30 anos depois, os protagonistas desse círculo estão fazendo um apelo desesperado para que a sociedade se desconecte, sob pena de extinguir o que nos resta de humano.

        O cenário retratado pelos digerati é quase devastador. A alcunha vem de literati, "homens letrados" em latim, termo adaptado, com uma certa verve, para a era digital. E a narrativa comum é a virada da internet ao avesso: de um imenso território de liberdade e experimentação criativa, ela teria se transformado num loteamento de espaços fechados, simbolizados pela onipresença das redes sociais. Um espaço em que usuários têm dados espionados, ações monitoradas e vontades manipuladas. Mais: esses agrupamentos que se vendem como locais de convivência abertos e gratuitos, portanto próximos do que imaginaram originalmente os digerati, hoje cobram caro. Quase todos os frequentadores são obrigados a ver o que é anunciado ali.

        Cientista, compositor e escritor, Jaron Lanier, de 58 anos, foi o criador do conceito de realidade virtual. Fundador da primeira empresa a comercializar essa solução em escala industrial, o novaiorquino é um dos principais articuladores desse movimento. Lanier tem levado seus dreadlocks longuíssimos aos quatro cantos do mundo em uma campanha de alerta contra o que chama de "os impérios de modificação de comportamento", como classificou em sua palestra no TED Talks, em maio. Ele não tem Twitter, Red d it ou Facebook e acaba de lançar o chamado às armas "Ten arguments for deleting your social media accounts right now" ("Dez argumentos para deletar agora sua conta nas redes sociais", em tradução livre).


    O mecanismo dos likes

         Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrio e se submete ao mecanismo viciante dos likes: "Eles alimentam esses sentimentos, e você fica preso num loop", diz. A discussão é tão procedente que o criador da World Wide Web, o físico inglês Tim Berners-Lee, 63, afirmou, na edição deste mês da revista Vanity Fair, que está "devastado" com os rumos de sua invenção. Ele decidiu desenvolver um antídoto: trabalha no momento em uma plataforma para redescentralizar a internet, para devolver aos usuários o poder e a autonomia sobre os dados que desejam acessar. "Quem quer assegurar que a internet sirva de fato à humanidade está hoje preocupado com o que vê no mundo digital" - diz.

        Especialista em estudos de ciência e tecnologia, Sherry Turkle, 70, vai além. E recomenda o desligamento de celulares e redes sociais. Professora do Massachusetts Institute of Technology, ela acompanhou a mudança de comportamento dos usuários online e estudou desde as múltiplas personas que habitavam os mundos artificiais até a egotrip e a alienação que comprometem o convívio na sociedade real. Turkle é autora do primeiro livro sobre a formação da identidade no ambiente virtual, ''Life on the screen" ("Vida na tela" em tradução livre, de 1995). Em abril, ela publicou um artigo analisando como o crescente repúdio ao Facebook não nos impedirá de seguir ativos na rede social. O motivo? "Ele nos permite ter uma versão melhor de nós mesmos".

        Cientista da computação, escritor e ativista do Software Livre, o americano Richard Stallman, 65, discorda da proposta de desconexão total. Com uma forte ressalva. O uso que ele faz é bem peculiar. Stallman não tem celular, não entra em redes sociais e aboliu aplicativos e programas que utilizam software proprietário. Argumenta que eles são desenhados pelas corporações justamente para manipular e controlar dados dos usuários. "As empresas que desenvolvem esses programas têm controle total sobre o que as pessoas fazem. Se quiserem, elas podem espionar usuários, restringilos ou manipulá-los. Estamos indefesos, impotentes perante a vontade das corporações" - afirma.

        Todas as mensagens que Stallman envia de seu correio eletrônico chegam com uma declaração de defesa da Constituição dos EUA, num recado a "eventuais agentes federais americanos que estejam lendo". Ele fez a reportagem assumir por escrito que leria 13 artigos sobre software livre e se negou a conversar por Skype ou WhatsApp.

        O cientista conta ainda que disse "não, obrigado" ao aprender que todo smartphone, sem exceção, permite às redes telefônicas seguir seus movimentos. E que, segundo ele, quase todo aparelho pode ser convertido num dispositivo de escuta. "Não foi difícil dizer não, já que a alternativa era entregar minha liberdade" - argumenta.

        Procurados por O Globo, Facebook e Twitter não se pronunciaram. O Google informou em nota que anunciou em maio novos recursos com o objetivo de ajudar os usuários a recorrer à tecnologia "de forma mais criteriosa, para desconectar quando necessário e criar hábitos saudáveis em suas famílias".

        Sérgio Branco, diretor e fundador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, voltado para a promoção de práticas de regulação na área, concorda que as pessoas ainda não se conscientizaram do perigo, especialmente, porque, ele diz, "vive-se a ilusão de que tudo é gratuito". "Jamais será um ato puramente inocente fornecer dados em troca de conteúdo, porque não temos controle sobre o que as empresas farão com eles" - alerta o advogado.

        Como exemplo, ele cita um caso revelado pelo documentário As vítimas do Facebook, lançado pelos diretores canadenses Geoff D'Eon e Jay Dahl em 2011. Uma mulher diagnosticada com depressão severa recebeu como indicação médica sair de férias. Levou a mãe a um cruzeiro no Caribe e postou fotos no Facebook. Seu plano de saúde, que monitorava os dados, viu a foto e cancelou o serviço. A alegação? Quem está em depressão profunda não viaja para o Caribe de férias e muito menos celebra a alegria no universo digital. 


    Redes sociais: outras formas de compartilhar

        Se o ciberespaço hoje aparenta ser um lugar ameaçador, a solução para voltarmos a habitar um local seguro e livre pode ser resumida em uma única palavra: conscientização. Stallman, em seu libelo em favor das liberdades individuais, duvida que as empresas desistam de seus lucros para racionalizar o que estão fazendo. Ele aponta uma saída simples e objetiva: "Depende de nós. Precisamos nos recusar a usar programas e plataformas abusivas. A maneira de acabar com o poder das empresas sobre os usuários é insistir em que eles usem software livre. Assim, eles próprios controlariam os programas e poderíam alterá-los. Quando seus amigos disserem que não querem mais usar Facebook, WhatsApp, Skype ou qualquer outro sistema de comunicação viciante, por favor, faça um esforço e coopere. Não descarte a amizade, encontre outras formas de dividir com eles informações sobre eventos sociais" - diz Stallman.

        Já Jaron Lanier sugere "voltar o relógio" e reinventar a participação nas redes sociais. Não mais aceitar um ambiente de oferta de conteúdo aparentemente gratuito, mas ajudar a financiar espaços de concentração de conhecimento, em que especialistas de fato possam emitir suas opiniões. "Essa mudança eliminaria as notícias falsas e, no caso de aconselhamento médico, por exemplo, pagar-seia por pareceres de um verdadeiro profissional. Sonho com isso, e acho sim que a transformação é possível" - defende ele.

        Tristan Harris, 33, ex-designer de Ética do Google, para onde trabalhou até 2016, se tornou uma espécie de mascote para o time dos radicais livres, ao fundar o Centro de Tecnologia Humana. Ele aposta em quatro soluções: as empresas precisam redesenhar suas interfaces para minimizar nosso tempo de tela; os governos têm de pressionar as empresas de tecnologia para adotarem modelos de negócios humanitários; consumidores se defrontam com a tarefa de assumir o controle de suas vidas digitais através de uma conscientização; e os funcionários das empresas de tecnologia devem se capacitar para construir soluções que melhorem a sociedade.

        E como isso se dará no Brasil, que vive a realidade de uma cultura digital especialmente disseminada? Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país conta com uma base instalada de 235,5 milhões de aparelhos celulares (densidade de 112,6 aparelhos para cada 100 habitantes) e 116 milhões de usuários de Internet.


    Contatos perdidos

        Para a professora da UFRJ e teórica da comunicação Raquel Paiva, a conscientização só podería ocorrer se (ou quando) o usuário brasileiro perceber que está se relacionando mais com máquinas do que com pessoas. "Somos um povo gregário, que necessita de vinculação, precisa do olhar do outro para se ver. O que temo é que as pessoas demorem muito a perceber que não cuidaram do seu entorno, que perderam a sociabilidade e deterioraram o seu convívio e sua capacidade de comunicação" - diz.

        Ao descobrir que as informações pessoais dos usuários do Facebook eram vazadas para terceiros, Paiva fechou, de bate-pronto, a conta que tinha na rede social. "Acabei sendo eu a punida, pois perdi o acesso à maioria dos serviços que utilizava no cotidiano, como a compra de produtos orgânicos e roupas alternativas. Também me vi privada do contato com alguns colegas acadêmicos, uma vez que eles passaram a "existir" apenas no âmbito do Facebook" - conta a professora.

        O documentarista canadense Geoff D'Eon, diretor de As vítimas do Facebook, diz simpatizar com a crítica dura dos digerati, mas faz ponderação pertinente: "A desconexão em massa, na prática, não vai acontecer. E não iremos resolver problemas sérios, como a explosão de notícias falsas, cyber-bullying, revenge porn, perda de privacidade e vazamento indiscriminado de informação, apenas com a elite intelectual se retirando das redes sociais. O restante da população seguirá, e as corporações vão continuar ganhando dinheiro. É muito tarde para um caminho de volta. Talvez a saída seja pensar melhor no que postar, ser mais consciente e cauteloso em relação ao que e com quem dividimos nossa vida online".

    Rosane Serro, O Globo, 7/7/2018.

    Segundo Sherry Turkle, a razão de seguirmos ativos no Facebook diz respeito ao fato de a rede social:
    Escolha uma alternativa para a questão b4e4c91d-e6
  • B4E13DFA-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Radicais Livres


    Precursores da Internet se transformam em militantes anti-digital

        Quando a internet comercial ainda engatinhava, um grupo de pensadores - cientistas, filósofos, sociólogos, profissionais liberais - se dedicou a imaginar e construir o ciberespaço, a então nova fronteira da humanidade. Ele tomaria forma com a hiperconectividade dos indivíduos em rede, que poderiam, se quisessem, adotar múltiplas identidades naquele ambiente artificial. Só que hoje, pouco mais de 30 anos depois, os protagonistas desse círculo estão fazendo um apelo desesperado para que a sociedade se desconecte, sob pena de extinguir o que nos resta de humano.

        O cenário retratado pelos digerati é quase devastador. A alcunha vem de literati, "homens letrados" em latim, termo adaptado, com uma certa verve, para a era digital. E a narrativa comum é a virada da internet ao avesso: de um imenso território de liberdade e experimentação criativa, ela teria se transformado num loteamento de espaços fechados, simbolizados pela onipresença das redes sociais. Um espaço em que usuários têm dados espionados, ações monitoradas e vontades manipuladas. Mais: esses agrupamentos que se vendem como locais de convivência abertos e gratuitos, portanto próximos do que imaginaram originalmente os digerati, hoje cobram caro. Quase todos os frequentadores são obrigados a ver o que é anunciado ali.

        Cientista, compositor e escritor, Jaron Lanier, de 58 anos, foi o criador do conceito de realidade virtual. Fundador da primeira empresa a comercializar essa solução em escala industrial, o novaiorquino é um dos principais articuladores desse movimento. Lanier tem levado seus dreadlocks longuíssimos aos quatro cantos do mundo em uma campanha de alerta contra o que chama de "os impérios de modificação de comportamento", como classificou em sua palestra no TED Talks, em maio. Ele não tem Twitter, Red d it ou Facebook e acaba de lançar o chamado às armas "Ten arguments for deleting your social media accounts right now" ("Dez argumentos para deletar agora sua conta nas redes sociais", em tradução livre).


    O mecanismo dos likes

         Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrio e se submete ao mecanismo viciante dos likes: "Eles alimentam esses sentimentos, e você fica preso num loop", diz. A discussão é tão procedente que o criador da World Wide Web, o físico inglês Tim Berners-Lee, 63, afirmou, na edição deste mês da revista Vanity Fair, que está "devastado" com os rumos de sua invenção. Ele decidiu desenvolver um antídoto: trabalha no momento em uma plataforma para redescentralizar a internet, para devolver aos usuários o poder e a autonomia sobre os dados que desejam acessar. "Quem quer assegurar que a internet sirva de fato à humanidade está hoje preocupado com o que vê no mundo digital" - diz.

        Especialista em estudos de ciência e tecnologia, Sherry Turkle, 70, vai além. E recomenda o desligamento de celulares e redes sociais. Professora do Massachusetts Institute of Technology, ela acompanhou a mudança de comportamento dos usuários online e estudou desde as múltiplas personas que habitavam os mundos artificiais até a egotrip e a alienação que comprometem o convívio na sociedade real. Turkle é autora do primeiro livro sobre a formação da identidade no ambiente virtual, ''Life on the screen" ("Vida na tela" em tradução livre, de 1995). Em abril, ela publicou um artigo analisando como o crescente repúdio ao Facebook não nos impedirá de seguir ativos na rede social. O motivo? "Ele nos permite ter uma versão melhor de nós mesmos".

        Cientista da computação, escritor e ativista do Software Livre, o americano Richard Stallman, 65, discorda da proposta de desconexão total. Com uma forte ressalva. O uso que ele faz é bem peculiar. Stallman não tem celular, não entra em redes sociais e aboliu aplicativos e programas que utilizam software proprietário. Argumenta que eles são desenhados pelas corporações justamente para manipular e controlar dados dos usuários. "As empresas que desenvolvem esses programas têm controle total sobre o que as pessoas fazem. Se quiserem, elas podem espionar usuários, restringilos ou manipulá-los. Estamos indefesos, impotentes perante a vontade das corporações" - afirma.

        Todas as mensagens que Stallman envia de seu correio eletrônico chegam com uma declaração de defesa da Constituição dos EUA, num recado a "eventuais agentes federais americanos que estejam lendo". Ele fez a reportagem assumir por escrito que leria 13 artigos sobre software livre e se negou a conversar por Skype ou WhatsApp.

        O cientista conta ainda que disse "não, obrigado" ao aprender que todo smartphone, sem exceção, permite às redes telefônicas seguir seus movimentos. E que, segundo ele, quase todo aparelho pode ser convertido num dispositivo de escuta. "Não foi difícil dizer não, já que a alternativa era entregar minha liberdade" - argumenta.

        Procurados por O Globo, Facebook e Twitter não se pronunciaram. O Google informou em nota que anunciou em maio novos recursos com o objetivo de ajudar os usuários a recorrer à tecnologia "de forma mais criteriosa, para desconectar quando necessário e criar hábitos saudáveis em suas famílias".

        Sérgio Branco, diretor e fundador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, voltado para a promoção de práticas de regulação na área, concorda que as pessoas ainda não se conscientizaram do perigo, especialmente, porque, ele diz, "vive-se a ilusão de que tudo é gratuito". "Jamais será um ato puramente inocente fornecer dados em troca de conteúdo, porque não temos controle sobre o que as empresas farão com eles" - alerta o advogado.

        Como exemplo, ele cita um caso revelado pelo documentário As vítimas do Facebook, lançado pelos diretores canadenses Geoff D'Eon e Jay Dahl em 2011. Uma mulher diagnosticada com depressão severa recebeu como indicação médica sair de férias. Levou a mãe a um cruzeiro no Caribe e postou fotos no Facebook. Seu plano de saúde, que monitorava os dados, viu a foto e cancelou o serviço. A alegação? Quem está em depressão profunda não viaja para o Caribe de férias e muito menos celebra a alegria no universo digital. 


    Redes sociais: outras formas de compartilhar

        Se o ciberespaço hoje aparenta ser um lugar ameaçador, a solução para voltarmos a habitar um local seguro e livre pode ser resumida em uma única palavra: conscientização. Stallman, em seu libelo em favor das liberdades individuais, duvida que as empresas desistam de seus lucros para racionalizar o que estão fazendo. Ele aponta uma saída simples e objetiva: "Depende de nós. Precisamos nos recusar a usar programas e plataformas abusivas. A maneira de acabar com o poder das empresas sobre os usuários é insistir em que eles usem software livre. Assim, eles próprios controlariam os programas e poderíam alterá-los. Quando seus amigos disserem que não querem mais usar Facebook, WhatsApp, Skype ou qualquer outro sistema de comunicação viciante, por favor, faça um esforço e coopere. Não descarte a amizade, encontre outras formas de dividir com eles informações sobre eventos sociais" - diz Stallman.

        Já Jaron Lanier sugere "voltar o relógio" e reinventar a participação nas redes sociais. Não mais aceitar um ambiente de oferta de conteúdo aparentemente gratuito, mas ajudar a financiar espaços de concentração de conhecimento, em que especialistas de fato possam emitir suas opiniões. "Essa mudança eliminaria as notícias falsas e, no caso de aconselhamento médico, por exemplo, pagar-seia por pareceres de um verdadeiro profissional. Sonho com isso, e acho sim que a transformação é possível" - defende ele.

        Tristan Harris, 33, ex-designer de Ética do Google, para onde trabalhou até 2016, se tornou uma espécie de mascote para o time dos radicais livres, ao fundar o Centro de Tecnologia Humana. Ele aposta em quatro soluções: as empresas precisam redesenhar suas interfaces para minimizar nosso tempo de tela; os governos têm de pressionar as empresas de tecnologia para adotarem modelos de negócios humanitários; consumidores se defrontam com a tarefa de assumir o controle de suas vidas digitais através de uma conscientização; e os funcionários das empresas de tecnologia devem se capacitar para construir soluções que melhorem a sociedade.

        E como isso se dará no Brasil, que vive a realidade de uma cultura digital especialmente disseminada? Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país conta com uma base instalada de 235,5 milhões de aparelhos celulares (densidade de 112,6 aparelhos para cada 100 habitantes) e 116 milhões de usuários de Internet.


    Contatos perdidos

        Para a professora da UFRJ e teórica da comunicação Raquel Paiva, a conscientização só podería ocorrer se (ou quando) o usuário brasileiro perceber que está se relacionando mais com máquinas do que com pessoas. "Somos um povo gregário, que necessita de vinculação, precisa do olhar do outro para se ver. O que temo é que as pessoas demorem muito a perceber que não cuidaram do seu entorno, que perderam a sociabilidade e deterioraram o seu convívio e sua capacidade de comunicação" - diz.

        Ao descobrir que as informações pessoais dos usuários do Facebook eram vazadas para terceiros, Paiva fechou, de bate-pronto, a conta que tinha na rede social. "Acabei sendo eu a punida, pois perdi o acesso à maioria dos serviços que utilizava no cotidiano, como a compra de produtos orgânicos e roupas alternativas. Também me vi privada do contato com alguns colegas acadêmicos, uma vez que eles passaram a "existir" apenas no âmbito do Facebook" - conta a professora.

        O documentarista canadense Geoff D'Eon, diretor de As vítimas do Facebook, diz simpatizar com a crítica dura dos digerati, mas faz ponderação pertinente: "A desconexão em massa, na prática, não vai acontecer. E não iremos resolver problemas sérios, como a explosão de notícias falsas, cyber-bullying, revenge porn, perda de privacidade e vazamento indiscriminado de informação, apenas com a elite intelectual se retirando das redes sociais. O restante da população seguirá, e as corporações vão continuar ganhando dinheiro. É muito tarde para um caminho de volta. Talvez a saída seja pensar melhor no que postar, ser mais consciente e cauteloso em relação ao que e com quem dividimos nossa vida online".

    Rosane Serro, O Globo, 7/7/2018.

    De acordo com o texto, o antídoto contra a ameaça representada pelo ciberespaço seria:
    Escolha uma alternativa para a questão b4e13dfa-e6
  • B4DC8EED-E6

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade Cásper Líbero · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Radicais Livres


    Precursores da Internet se transformam em militantes anti-digital

        Quando a internet comercial ainda engatinhava, um grupo de pensadores - cientistas, filósofos, sociólogos, profissionais liberais - se dedicou a imaginar e construir o ciberespaço, a então nova fronteira da humanidade. Ele tomaria forma com a hiperconectividade dos indivíduos em rede, que poderiam, se quisessem, adotar múltiplas identidades naquele ambiente artificial. Só que hoje, pouco mais de 30 anos depois, os protagonistas desse círculo estão fazendo um apelo desesperado para que a sociedade se desconecte, sob pena de extinguir o que nos resta de humano.

        O cenário retratado pelos digerati é quase devastador. A alcunha vem de literati, "homens letrados" em latim, termo adaptado, com uma certa verve, para a era digital. E a narrativa comum é a virada da internet ao avesso: de um imenso território de liberdade e experimentação criativa, ela teria se transformado num loteamento de espaços fechados, simbolizados pela onipresença das redes sociais. Um espaço em que usuários têm dados espionados, ações monitoradas e vontades manipuladas. Mais: esses agrupamentos que se vendem como locais de convivência abertos e gratuitos, portanto próximos do que imaginaram originalmente os digerati, hoje cobram caro. Quase todos os frequentadores são obrigados a ver o que é anunciado ali.

        Cientista, compositor e escritor, Jaron Lanier, de 58 anos, foi o criador do conceito de realidade virtual. Fundador da primeira empresa a comercializar essa solução em escala industrial, o novaiorquino é um dos principais articuladores desse movimento. Lanier tem levado seus dreadlocks longuíssimos aos quatro cantos do mundo em uma campanha de alerta contra o que chama de "os impérios de modificação de comportamento", como classificou em sua palestra no TED Talks, em maio. Ele não tem Twitter, Red d it ou Facebook e acaba de lançar o chamado às armas "Ten arguments for deleting your social media accounts right now" ("Dez argumentos para deletar agora sua conta nas redes sociais", em tradução livre).


    O mecanismo dos likes

         Lanier alega que nas redes sociais o cidadão perde seu livre-arbítrio e se submete ao mecanismo viciante dos likes: "Eles alimentam esses sentimentos, e você fica preso num loop", diz. A discussão é tão procedente que o criador da World Wide Web, o físico inglês Tim Berners-Lee, 63, afirmou, na edição deste mês da revista Vanity Fair, que está "devastado" com os rumos de sua invenção. Ele decidiu desenvolver um antídoto: trabalha no momento em uma plataforma para redescentralizar a internet, para devolver aos usuários o poder e a autonomia sobre os dados que desejam acessar. "Quem quer assegurar que a internet sirva de fato à humanidade está hoje preocupado com o que vê no mundo digital" - diz.

        Especialista em estudos de ciência e tecnologia, Sherry Turkle, 70, vai além. E recomenda o desligamento de celulares e redes sociais. Professora do Massachusetts Institute of Technology, ela acompanhou a mudança de comportamento dos usuários online e estudou desde as múltiplas personas que habitavam os mundos artificiais até a egotrip e a alienação que comprometem o convívio na sociedade real. Turkle é autora do primeiro livro sobre a formação da identidade no ambiente virtual, ''Life on the screen" ("Vida na tela" em tradução livre, de 1995). Em abril, ela publicou um artigo analisando como o crescente repúdio ao Facebook não nos impedirá de seguir ativos na rede social. O motivo? "Ele nos permite ter uma versão melhor de nós mesmos".

        Cientista da computação, escritor e ativista do Software Livre, o americano Richard Stallman, 65, discorda da proposta de desconexão total. Com uma forte ressalva. O uso que ele faz é bem peculiar. Stallman não tem celular, não entra em redes sociais e aboliu aplicativos e programas que utilizam software proprietário. Argumenta que eles são desenhados pelas corporações justamente para manipular e controlar dados dos usuários. "As empresas que desenvolvem esses programas têm controle total sobre o que as pessoas fazem. Se quiserem, elas podem espionar usuários, restringilos ou manipulá-los. Estamos indefesos, impotentes perante a vontade das corporações" - afirma.

        Todas as mensagens que Stallman envia de seu correio eletrônico chegam com uma declaração de defesa da Constituição dos EUA, num recado a "eventuais agentes federais americanos que estejam lendo". Ele fez a reportagem assumir por escrito que leria 13 artigos sobre software livre e se negou a conversar por Skype ou WhatsApp.

        O cientista conta ainda que disse "não, obrigado" ao aprender que todo smartphone, sem exceção, permite às redes telefônicas seguir seus movimentos. E que, segundo ele, quase todo aparelho pode ser convertido num dispositivo de escuta. "Não foi difícil dizer não, já que a alternativa era entregar minha liberdade" - argumenta.

        Procurados por O Globo, Facebook e Twitter não se pronunciaram. O Google informou em nota que anunciou em maio novos recursos com o objetivo de ajudar os usuários a recorrer à tecnologia "de forma mais criteriosa, para desconectar quando necessário e criar hábitos saudáveis em suas famílias".

        Sérgio Branco, diretor e fundador do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro, voltado para a promoção de práticas de regulação na área, concorda que as pessoas ainda não se conscientizaram do perigo, especialmente, porque, ele diz, "vive-se a ilusão de que tudo é gratuito". "Jamais será um ato puramente inocente fornecer dados em troca de conteúdo, porque não temos controle sobre o que as empresas farão com eles" - alerta o advogado.

        Como exemplo, ele cita um caso revelado pelo documentário As vítimas do Facebook, lançado pelos diretores canadenses Geoff D'Eon e Jay Dahl em 2011. Uma mulher diagnosticada com depressão severa recebeu como indicação médica sair de férias. Levou a mãe a um cruzeiro no Caribe e postou fotos no Facebook. Seu plano de saúde, que monitorava os dados, viu a foto e cancelou o serviço. A alegação? Quem está em depressão profunda não viaja para o Caribe de férias e muito menos celebra a alegria no universo digital. 


    Redes sociais: outras formas de compartilhar

        Se o ciberespaço hoje aparenta ser um lugar ameaçador, a solução para voltarmos a habitar um local seguro e livre pode ser resumida em uma única palavra: conscientização. Stallman, em seu libelo em favor das liberdades individuais, duvida que as empresas desistam de seus lucros para racionalizar o que estão fazendo. Ele aponta uma saída simples e objetiva: "Depende de nós. Precisamos nos recusar a usar programas e plataformas abusivas. A maneira de acabar com o poder das empresas sobre os usuários é insistir em que eles usem software livre. Assim, eles próprios controlariam os programas e poderíam alterá-los. Quando seus amigos disserem que não querem mais usar Facebook, WhatsApp, Skype ou qualquer outro sistema de comunicação viciante, por favor, faça um esforço e coopere. Não descarte a amizade, encontre outras formas de dividir com eles informações sobre eventos sociais" - diz Stallman.

        Já Jaron Lanier sugere "voltar o relógio" e reinventar a participação nas redes sociais. Não mais aceitar um ambiente de oferta de conteúdo aparentemente gratuito, mas ajudar a financiar espaços de concentração de conhecimento, em que especialistas de fato possam emitir suas opiniões. "Essa mudança eliminaria as notícias falsas e, no caso de aconselhamento médico, por exemplo, pagar-seia por pareceres de um verdadeiro profissional. Sonho com isso, e acho sim que a transformação é possível" - defende ele.

        Tristan Harris, 33, ex-designer de Ética do Google, para onde trabalhou até 2016, se tornou uma espécie de mascote para o time dos radicais livres, ao fundar o Centro de Tecnologia Humana. Ele aposta em quatro soluções: as empresas precisam redesenhar suas interfaces para minimizar nosso tempo de tela; os governos têm de pressionar as empresas de tecnologia para adotarem modelos de negócios humanitários; consumidores se defrontam com a tarefa de assumir o controle de suas vidas digitais através de uma conscientização; e os funcionários das empresas de tecnologia devem se capacitar para construir soluções que melhorem a sociedade.

        E como isso se dará no Brasil, que vive a realidade de uma cultura digital especialmente disseminada? Segundo o último levantamento da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o país conta com uma base instalada de 235,5 milhões de aparelhos celulares (densidade de 112,6 aparelhos para cada 100 habitantes) e 116 milhões de usuários de Internet.


    Contatos perdidos

        Para a professora da UFRJ e teórica da comunicação Raquel Paiva, a conscientização só podería ocorrer se (ou quando) o usuário brasileiro perceber que está se relacionando mais com máquinas do que com pessoas. "Somos um povo gregário, que necessita de vinculação, precisa do olhar do outro para se ver. O que temo é que as pessoas demorem muito a perceber que não cuidaram do seu entorno, que perderam a sociabilidade e deterioraram o seu convívio e sua capacidade de comunicação" - diz.

        Ao descobrir que as informações pessoais dos usuários do Facebook eram vazadas para terceiros, Paiva fechou, de bate-pronto, a conta que tinha na rede social. "Acabei sendo eu a punida, pois perdi o acesso à maioria dos serviços que utilizava no cotidiano, como a compra de produtos orgânicos e roupas alternativas. Também me vi privada do contato com alguns colegas acadêmicos, uma vez que eles passaram a "existir" apenas no âmbito do Facebook" - conta a professora.

        O documentarista canadense Geoff D'Eon, diretor de As vítimas do Facebook, diz simpatizar com a crítica dura dos digerati, mas faz ponderação pertinente: "A desconexão em massa, na prática, não vai acontecer. E não iremos resolver problemas sérios, como a explosão de notícias falsas, cyber-bullying, revenge porn, perda de privacidade e vazamento indiscriminado de informação, apenas com a elite intelectual se retirando das redes sociais. O restante da população seguirá, e as corporações vão continuar ganhando dinheiro. É muito tarde para um caminho de volta. Talvez a saída seja pensar melhor no que postar, ser mais consciente e cauteloso em relação ao que e com quem dividimos nossa vida online".

    Rosane Serro, O Globo, 7/7/2018.

    Pode-se afirmar que a idéia central do texto é a de que:
    Escolha uma alternativa para a questão b4dc8eed-e6
  • F6396FF9-E3

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    HOW TO ESCAPE THE ONLINE SPIES

    WHETHER YOU’RE TWEETING, SHOPPING OR JUST BROWSING, INTERNET COMPANIES ARE MONITORING YOU.

    Nobody likes being spied on. When you’re innocently browsing the web, it’s deeply unpleasant to think that faceless technology corporations are monitoring and recording your every move.
    While such data collection is legal, that doesn’t mean it’s all right. There are plenty of things you might prefer to keep to yourself, such as your income, your sexuality, your political views or your membership of the Yoko Ono fanclub.
    While you might console yourself with the knowledge that all of this information is mostly used for targeting ads, that might not be the case for much longer. The internet giants are building up ever more detailed user profiles – and finding new ways to exploit that information.
    Even if you’ve nothing to hide, therefore, it may be wise to minimise your exposure to online tracking. Here’s how Google spy on you – and how to protect your privacy.

    GOOGLE

    Most of us use Google services every day, and as a result the web giant knows a huge amount about our movements and interests. You can find out everything it’s learned about you at myaccount.google.com. Your data is all set out in an impressively forthright way; the only problem is, there’s so much information to work through that it can be bewildering to navigate.
    One section that’s worth your attention is “Manage your Google activity”. Here you’ll find Google’s activity controls, which let you disable various types of data collection.
    For example, you can tell Google not to log your Chrome browsing history and activity, to stop tracking your location and to desist from keeping records of any voice commands you might issue. Turning these features off can make Google services less smart, but you might consider that a price worth paying. For a closer look at the information Google’s been collecting on you lately, click on “My activity”. This brings up a timeline showing all of your searches, webpage visits, Android app activity and so forth. Seeing your digital life laid bare like this can be pretty unnerving: if there’s something you’d prefer Google to forget, simply click on the menu icon to its right and delete.
    If you want to thoroughly inspect everything Google knows about you, you can even download a comprehensive archive of personal information by clicking on “Control your content” > “Download your data”. Be warned, though, this archive can be huge: the default settings include all the emails in your Gmail account, and any videos you may have uploaded to YouTube.
    If you want to limit the information you share with Google in the future, the easiest way is simply to use it less. For example, try the privacy-focused search engine at duckduckgo.com, and use an alternative browser such as Firefox.

    Fonte: https://www.theguardian.com/technology/2017/may/13/
    how-to-get-privacy-digital-life-data-monitoring-gathering-amazon-facebook-google (editado).
    Acesso em: 10 de novembro de 2017.

    Segundo o texto, as informações que o usuário gera ao navegar pela internet podem servir para fins outros que não apenas publicitários. A empresa Google, por exemplo, oferece recursos que permitem ao usuário evitar a espionagem excessiva. Abaixo, marque a alternativa em que constam as orientações sobre como evitar o recolhimento de informações pelo Google, de acordo com o texto:
    Escolha uma alternativa para a questão f6396ff9-e3
  • F6351CC7-E3

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia os textos a seguir e responda à questão posta na sequência.

    POPE FRANCIS DELIVERS SURPRISE SPEECH TO TED CONFERENCE
    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018

    “No one is an island,” the Pope has said during a surprise talk at the TED2017 conference in Vancouver, British Columbia.
    Appearing during a 17-minute pre-recorded talk, the Francis became the first Pope in history to participate in a TED (Technology, Entertainment, Design) conference.
    Speaking from behind a desk in the Vatican, Pope Francis said: “First and foremost, I would love it if this meeting could help to remind us that we all need each other, none of us is an autonomous and independent ‘I,’ separated from the other, and we can only build the future by standing together, including everyone.”
    TED is an organisation, which hosts conferences all over the world where many high profile figures talk on a number of topics.
    During his speech, Pope Francis said that he hoped social inclusion and equality would accompany scientific and technological innovation.
    He said: “How wonderful would it be if solidarity, this beautiful and, at times, inconvenient word, were not simply reduced to social work, and became, instead, the default attitude in political, economic and scientific choices, as well as in the relationships among individuals, peoples and countries,” he said.
    “Only by educating people to a true solidarity will we be able to overcome the ‘culture of waste,’ which doesn’t concern only food and goods but, first and foremost, the people who are cast aside by our technoeconomic systems which, without even realising it, are now putting products at their core, instead of people.”
    The Pope went on to call for a “revolution of tenderness,” asking: “And what is tenderness? It is the love that comes close and becomes real. It is a movement that starts from our heart and reaches the eyes, the ears and the hands.”
    Pope Francis reminded his audience that we all depend on each other, saying: “The future of humankind isn’t exclusively in the hands of politicians, of great leaders, of big companies,” he said. “Yes, they do hold an enormous responsibility. But the future is, most of all, in the hands of those people who recognise the other as a ‘you’ and themselves as part of an ‘us.’ We all need each other.”
    The Pope also said that good intentions were not enough. He said: “Good intentions and conventional formulas, so often used to appease our conscience, are not enough. Let us help each other, all together, to remember that the other is not a statistic or a number. The other has a face. The ‘you’ is always a real presence, a person to take care of.”

    Fonte: http://www.catholicherald.co.uk/news/2017/04/26/pope-francis-delivers-surprise-speech-to-ted-conference/ (editado). Acesso em: 09 de novembro de 2017.

    NO MAN IS AN ISLAND

    No man is an island,
    Entire of itself;
    Every man is a piece of the continent,
    A part of the main.

    If a clod be washed away by the sea,
    Europe is the less,
    As well as if a promontory were:
    As well as if a manor of thy friend’s
    Or of thine own were.

    Any man’s death diminishes me,
    Because I am involved in mankind.
    And therefore never send to know for whom the bell tolls;
    It tolls for thee.

    By John Donne (Meditation XVII)

    John Donne (1572-1631), poeta inglês, foi um dos nomes mais expressivos de sua época. Ele era cristão, foi pastor anglicano e chegou a ser nomeado decano da St. Paul Cathedral, em Londres. Sua obra é marcada por poemas de tom metafísico, entre outros. Na fala do Papa Francisco à conferência TED, é possível estabelecer uma relação intertextual com o poema “No man is an island”, de John Donne. Na fala do Papa, a relação intertextual é estabelecida pelo uso da expressão metafórica “No one is an island.” Entre as alternativas abaixo, indique o trecho do discurso do Papa Francisco cujo sentido mais se aproxima à mensagem do poema de John Donne:
    Escolha uma alternativa para a questão f6351cc7-e3
  • F630658C-E3

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018


    Na tirinha ao lado:

    Escolha uma alternativa para a questão f630658c-e3
  • F62D3615-E3

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Universidade Católica de Pelotas · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A “Marcha das Mulheres” (Women`s March), realizada em janeiro de 2017, foi o maior protesto coordenado da história dos Estados Unidos da América e um dos maiores já registrados no mundo. Os cartazes abaixo, criados pelo artista de rua Shepard Fairey para o projeto “We the People”, da Amplifier Foundation, circularam pelas manifestações que marcaram o evento. 


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2018

    Fonte: http://constitutionus.com/ Acesso em: 10 de novembro de 2017. 

    Nesse sentido, a mensagem verbo-visual dos referidos cartazes busca:
    Escolha uma alternativa para a questão f62d3615-e3
  • F628EEA3-E3

    Geografia

    Aquecimento global
    Universidade Católica de Pelotas · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    Os problemas relacionados ao meio ambiente são muito antigos, entretanto, à medida que a população cresceu e a economia se industrializou, esses problemas aumentaram muito. Um dos problemas ambientais observados nos mostra a intensificação do aquecimento da Terra, ou seja, a elevação da temperatura terrestre em função da presença em excesso de certos gases, principalmente o dióxido de carbono (gás carbônico), na atmosfera. Esses gases permitem que a luz solar atinja a superfície terrestre, mas bloqueiam e enviam de volta parte da radiação infravermelha (calor) irradiada pela Terra.

    Os fatos relatados descrevem o fenômeno conhecido como
    Escolha uma alternativa para a questão f628eea3-e3
  • F62518D0-E3

    Geografia

    Conceitos Demográficos
    Universidade Católica de Pelotas · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Os estudos e apontamentos sobre o crescimento, a diminuição e a estabilização dos quantitativos populacionais em todo o mundo analisam dinâmicas sistematizadas nas teorias demográficas.

    Sobre as teorias demográficas é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão f62518d0-e3
  • F6219D72-E3

    História

    Guerra Fria e seus desdobramentos
    Universidade Católica de Pelotas · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos
    A divisão das Coreias vem desde o fim da Segunda Guerra Mundial e é, hoje, um dos principais focos de tensão da geopolítica mundial.

    Com relação às seguintes afirmativas, marque V para verdadeiro e F para falso.

    ( ) Com o fim da Segunda Guerra Mundial, o território da Coreia – então sob a influência do Japão, derrotado ao lado dos países do Eixo – foi dividido a partir da influência dos Estados Unidos, ao Sul, e da URSS e China, ao norte.
    ( ) Em 1950, eclodiu, então, a Guerra das Coreias (1950-1953), quando as tropas sul-coreanas atacaram o norte de surpresa, invadindo e ocupando a capital Seul.
    ( ) A China interviu na Guerra das Coreias, ajudando diretamente a Coreia do Sul. Em 27 de julho de 1953, foi assinado um armistício na cidade de Panmujon, divisa entre os dois países, em que foi acordado o cessar-fogo e ficou estabelecida a divisão das Coreias nos limites do paralelo 38º N.
    ( ) Desde que Kim Jong-un, assumiu o poder a Coreia do Norte avançou significativamente em seu programa de desenvolvimento nuclear e de mísseis. O país realizou um teste nuclear em 2013 e outros dois em 2016, provocando grande apreensão da comunidade internacional. Em julho de 2017, lançou com sucesso um míssil balístico intercontinental Hwasong-14.

    A alternativa correta é
    Escolha uma alternativa para a questão f6219d72-e3
  • F61E0FCD-E3

    Geografia

    Geografia Física
    Universidade Católica de Pelotas · 2018Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    O Brasil possui uma grande diversidade climática, o que contribui para a formação de diferentes biomas. Observe algumas das principais formações vegetais no território brasileiro:

    I. Mata Atlântica
    II. Mata de Araucárias
    III. Mata de Cocais
    IV. Cerrado
    V. Caatinga

    Relacione as formações vegetais com as suas respectivas características:

    ( ) Formação que se localiza no estado do Maranhão, caracterizando-se como mata de transição entre formações bastante distintas. Há grande ocorrência de babaçu e ocorrência esporádica de carnaúba. Sofre com o desmatamento para o cultivo de grãos.
    ( ) Originalmente estendia-se ao longo do litoral desde o Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, penetrando significativamente para o interior de Minas Gerais e São Paulo. Apesar de ser um dos biomas mais importantes para preservação da biodiversidade é também o mais ameaçado.
    ( ) Predomínio de espécie vegetal adaptada a climas de temperaturas moderadas a baixas no inverno, solos férteis e índices pluviométricos superiores a 1000 mm anuais. Essa formação dominava vastas extensões dos planaltos da região Sul e pontos altos da Serra da Mantiqueira nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
    ( ) Domínio de vegetação xerófila, com o predomínio de arbustos caducifólios e espinhosos. No verão brotam folhas verdes e flores. Atualmente, cerca de 50% da sua área está devastada e menos de 1% está protegida em unidades de conservação.
    ( ) Constituído por vegetação caducifólia predominantemente arbustiva, de raízes profundas e galhos retorcidos. É uma formação adaptada ao clima de chuvas abundantes no verão e inverno seco.

    Assinale a alternativa que apresenta a relação correta entre as formações vegetais e suas características:
    Escolha uma alternativa para a questão f61e0fcd-e3
  • F61AF5C2-E3

    Geografia

    Geologia
    Universidade Católica de Pelotas · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Considera-se que a crosta terrestre é constituída por cerca de seis grandes placas tectônicas e outras menores, que se deslocam sobre a astenosfera e provocam a deriva dos continentes. Alguns tipos de contatos entre as placas tectônicas são responsáveis por fenômenos naturais que têm significativa importância para a vida da humanidade.

    Sobre alguns tipos de contatos entre placas tectônicas, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão f61af5c2-e3
  • F6178BCC-E3

    Conhecimentos Gerais

    Conhecimentos Gerais Sobre Arte e Cultura
    Universidade Católica de Pelotas · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Lançado em 1945 no Brasil, o desenho animado “Você já foi na Bahia?” promovia um encontro inusitado entre Pato Donald e Zé Carioca. Longe de ser um mero entretenimento lançado por Walt Disney, o desenho fazia parte dos esforços estadunidenses de se aproximar dos países latinoamericanos através de trocas culturais que caracterizaram a Política da Boa Vizinhança. Em inúmeros outros momentos da história republicana brasileira a cultura nacional foi associada a movimentos “estrangeiros”, sendo algumas dessas experiências bem aceitas e outras nem tanto. Sobre a cultura brasileira durante a República e as relações com a influência estrangeira é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão f6178bcc-e3
  • F61422CA-E3

    História

    História Geral
    Universidade Católica de Pelotas · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    “É uma verdade eterna: qualquer pessoa que tenha o poder, tende a abusar dele. Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo poder”.
    Montesquieu, O espírito das Leis

    O iluminista Montesquieu, ao criticar a ausência de limites claros que caracterizava o governo dos reis absolutistas europeus, acabou por ser fundamental na estruturação da tripartição de poderes. Defendia o nobre francês que a democracia poderia ser medida pela capacidade de convivência harmônica e independente entre os três poderes. No Brasil, porém, a convivência entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário nem sempre foi harmônica. É um exemplo de ingerência de um poder sobre os demais:
    Escolha uma alternativa para a questão f61422ca-e3
  • F610E7BD-E3

    História

    História do Brasil
    Universidade Católica de Pelotas · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    O Brasil foi o país americano que mais recebeu escravos vindos da África e a forte presença negra fez com que houvesse uma multiplicidade de relações sociais, culturais e de poder com os brancos. Nesse contexto, a bipolarização proprietário-propriedade não é capaz de explicar os espaços de convivência e de resistência construídos pelos negros ao longos dos mais de trezentos anos de escravidão.
    Um exemplo de situação que ocorria no Brasil escravocrata e que contesta a visão tradicional sobre a escravidão e o papel do negro na sociedade brasileira é:
    Escolha uma alternativa para a questão f610e7bd-e3
  • F60CF054-E3

    História

    História Geral
    Universidade Católica de Pelotas · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A obra “A liberdade guiando o povo”, pintada por Delacroix, representa de forma elogiosa a Revolução de 1830, ocorrida na França e que teve frutos espalhados pelo mundo inteiro. Com influência fundamental na crise do Antigo Regime, esta revolução tem, como uma de suas consequências, a(o):
    Imagem da questão de História, da prova de 2018

    Escolha uma alternativa para a questão f60cf054-e3
  • F608E935-E3

    Conhecimentos Gerais

    Movimentos Sociais, Discriminação e Desigualdade: Raça, classe e gênero
    Universidade Católica de Pelotas · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Um dos principais fundamentos da organização jurídica e da relação entre Estado e sociedade nos países ocidentais é a noção de contratualismo. Segundo essa concepção, o Estado se legitima através da representação do coletivo dos integrantes de uma determinada sociedade.
    Sobre as diferentes funções e limitações do Estado pode-se afirmar de forma correta que:
    Escolha uma alternativa para a questão f608e935-e3
  • F605B04C-E3

    Biologia

    Evolução biológica
    Universidade Católica de Pelotas · 2018MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um artigo recente aponta a descoberta de quase 300 diferentes formas de vida oriundas da Ásia na costa leste dos EUA. Entre as espécies encontradas, mexilhões são os mais comuns, mas há também caranguejos, mariscos, anêmonas e estrelas do mar. Todas essas espécies foram introduzidas após um terremoto de força 9.1 na escala Richter que atingiu a costa do Japão em março de 2011 e provocou um forte tsunami. Além das consequências diretas do desastre natural, o tsunami foi responsável também por transportar diferentes espécies marinhas das águas japonesas para o mar dos Estados Unidos.

    Carlton, J.T. et al. 2017. Tsunami-drivenrafting: Transoceanicspeciesdispersalandimplications for marine biogeography. Science, v. 357, n. 6358, set. 2017. DOI: 10.1126/science.aao1498

    Sobre as espécies mencionadas podemos afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão f605b04c-e3
  • F601D94F-E3

    Biologia

    Estrutura e fisiologia da Membrana Plasmática
    Universidade Católica de Pelotas · 2018FácilEntre para guardar nos favoritos

    O esquema abaixo representa os tipos de transporte pela membrana.


    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2018


    Disponível em: https://descomplica.com.br/blog/biologia/resumo-tipos-celulares-membrana/. Acesso em 29/09/2017.


    Podemos afirmar que no tipo de transporte indicado pelo número

    Escolha uma alternativa para a questão f601d94f-e3
  • F5FE034A-E3

    Biologia

    Câncer
    Universidade Católica de Pelotas · 2018DifícilEntre para guardar nos favoritos
    De acordo com reportagem da revista Época, o câncer de colo do útero é o terceiro que mais mata mulheres no Brasil. Mas a vacina é pouco usada – seus estoques correm o risco de vencer.

    Imagem da questão de Biologia, da prova de 2018

    Disponível em: http://epoca.globo.com/saude/check-up/noticia/2017/ 08/o-que-deu-errado-com-vacina-contra-hpv.html. Acesso em 09/10/2017.

    Com base no gráfico e em seus conhecimentos podemos concluir que:
    Escolha uma alternativa para a questão f5fe034a-e3