Química
Transformações Químicas e EnergiaUEL · 2023MédioEntre para guardar nos favoritos
Questões aplicadas na prova de 2023, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
1.976 questões encontradas. Mostrando a página 92 de 99.

Leia o texto a seguir.
Foi então que uns brancos muito legais convidaram a gente para uma festa deles, dizendo que era pra gente também. Negócio de livro sobre a gente. [...] Chamaram até pra sentar na mesa onde eles tavam sentados, fazendo discurso bonito, dizendo que a gente era oprimido, discriminado, explorado [...] E a gente foi sentar lá na mesa. Só que tava tão cheia que não deu pra gente sentar junto com eles. [...] Eles tavam tão ocupados, ensinando um monte de coisa pro crioléu da plateia, que nem repararam que se apertasse um pouco até dava pra abrir um espaçozinho e todo mundo sentar junto na mesa. Mas a festa foram eles que fizeram, e a gente não podia bagunçar com essa de chega pra cá, chega pra lá. [...] Onde já se viu? Se eles sabiam da gente mais do que a gente mesmo? Se tavam ali, na maior boa vontade, ensinando uma porção de coisa pra gente da gente?
GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latino-americano: ensaios, intervenções e diálogos. Rio de Janeiro: Zahar. Kindle ed.
Lélia Gonzalez escreve este ensaio no que ela denomina pretuguês, que seria uma africanização da língua portuguesa brasileira e meio de resistência pela fala, para denunciar a violência epistemológica decorrente da colonização. Essa crítica envolve o modo como construímos conheci mento do mundo social, a relação de poder entre diferentes formas de conhecimento e a relação entre sujeito e objeto do conhecimento.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre epistemologias e teorias sociais, assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
Não há, pois, dúvida alguma de que sou, se ele me engana; e, por mais que me engane, não poderá jamais fazer com que eu nada seja, enquanto eu pensar ser alguma coisa. De sorte que, após ter pensado bastante nisso e ter examinado cuidadosamente todas as coisas, cumpre enfim concluir e ter por constante que esta proposição, eu sou, eu existo, é necessariamente verdadeira todas as vezes que a enuncio ou que a concebo em meu espírito.
DESCARTES, René. Meditações. Tra. de J. Guinsburg e Bento
Prado Júnior. São Paulo: Nova Cultural, 1996. p. 267.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Descartes, assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir.
Por isso, para o arredondar, como que por meio de um torno, deu-lhe uma forma esférica, cujo centro está à mesma distância de todos os pontos do extremo envolvente– e de todas as figuras é essa a mais perfeita e semelhante a si própria [...]. Então, pensou em construir uma imagem móvel da eternidade, e, quando ordenou o céu, construiu, a partir da eternidade que permanece uma unidade, uma imagem eterna que avança de acordo com o número; é aquilo a que chamamos tempo.
PLATÃO, Timeu 33b e 37e. In Timeu- Crítias. Tradução, introdução, notas e índices de Rodolfo Lopes. Coimbra: CECH/FCT, 2011. p. 102 e p. 109.

Modelo de cosmo pitagórico, adotado por Platão.
aulasdefisica.com
No texto, Platão descreve a ação do Demiurgo, divindade responsável pelo surgimento do cosmo/universo e do tempo.
Com base na figura, no texto e nos conhecimentos sobre Platão, considere as afirmativas a seguir.
I. O tempo, para Platão, é incriado, sendo o cosmo geométrico e a Terra, achatada.
II. O modelo de universo de Platão é esférico, por ser considerado o mais belo e perfeito.
III. O universo, para Platão, tem como modelo aquilo que é eterno e perfeito: as ideias ou formas.
IV. O tempo surge junto com o cosmo, como imagem, em movimento, da eternidade.
Assinale a alternativa correta.
= 21, assinale
a alternativa que apresenta, correta e aproximadamente,
quanto tempo, em anos, Daniel passou fora da Terra do
ponto de vista de uma pessoa que ficou na Terra e do ponto
de vista dele, respectivamente.Leia o texto a seguir.
O mito opõe-se ao logos, como a fantasia opõe-se à razão e a palavra que relata à que demonstra. Logos e mythos são as duas metades da linguagem, duas funções igualmente fundamentais da vida do espírito. O logos, sendo um raciocínio, pretende convencer; ele provoca em quem ouve a necessidade de fazer um julgamento. O logos é verdadeiro se for correto e conforme à “lógica”; é falso se dissimular algum embuste secreto (um “sofisma”). Mas o “mito” não tem outro fim senão ele mesmo. Quer se acredite nele ou não, ao bel-prazer, por um ato de fé, quer seja considerado “belo” ou verossímil, ou simplesmente porque se deseja acreditar nele. O mito se vê, assim, atraindo a sua volta toda a parte irracional do pensamento humano: ele é, pela própria natureza, aparentado da arte em todas as suas criações.
GRIMAL, Pierre. Mitologia Grega. Trad. de Rejane Janowitzer. Porto Alegre, RS: L&PM, 2013. p. 8.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o surgi mento da Filosofia na Grécia Antiga, assinale a alternativa correta.





no lado A do tubo, há passagem do solvente do lado B para o lado A através da
membrana semipermeável, processo este chamado de
osmose.
, a pressão externa exercida no
lado B do tubo para manter o líquido no mesmo nível
em ambos os lados do tubo, deve ser maior que a pressão osmótica.
a 298 K adicionada no lado A do tubo é relativamente maior que a de uma solução de C6H12O6 (glicose) na mesma concentração e temperatura. 
- Jaider Esbell em performance na exposição “Apresentação: Ruku” na Galeria Millan, em São Paulo. 2021. Foto: Renata Chebel / Galeria Millan.
Disponível em: artebrasileiros.com.br; 2- A descida da pajé Jenipapo do reino das medicinas– Jaider Esbell (2021), acrílica e posca sobre tela, 111 x 160 cm.
Disponível em: premiopipa.com; 3- Esquema do fruto de jenipapo.
Falecido recentemente, Jaider Esbell (1979-2021), artista e curador indígena da etnia Makuxi, assumiu um papel central para a consolidação da Arte Indígena Contemporânea no Brasil. Meses antes de sua morte, expôs cerca de 60 obras, em uma produção que combinou pintura, escrita, desenho, instalação e performance para entrelaçar discussões entre cosmologias, narrativas míticas originárias, espiritualidade, críticas à cultura hegemônica e preocupações socioambientais. A exposição buscou ser mais do que uma introdução aos saberes dos povos originários, configurando-se como um convite para o diálogo e para uma nova forma de enxergar o mundo. Esbell debruçou-se sobre as visões em torno da árvore-pajé, Jenipapo ou Ruku, da qual se produz a tinta natural aplicada por povos indígenas em pinturas corporais e utilizada em cerimônias rituais. De coloração azul escuro, a tinta é extraída do mesocarpo e endocarpo de frutos verdes. O jenipapo é um angiosperma funcionalmente dioico que pertence à família Rubiaceae, caracterizado por apresentar fruto tipo indeiscente, cor amarelo-alaranjado, com epicarpo pardo e aroma intenso. O conhecimento dos organismos quanto à morfossistemática biológica moderna enfatiza as relações filogenéticas das espécies, diferente da classificação dos povos tradicionais, que agrupam as espécies com base em seus usos e propriedades.
Adaptado de: galeriamillan.com.br

- Jaider Esbell em performance na exposição “Apresentação: Ruku” na Galeria Millan, em São Paulo. 2021. Foto: Renata Chebel / Galeria Millan.
Disponível em: artebrasileiros.com.br; 2- A descida da pajé Jenipapo do reino das medicinas– Jaider Esbell (2021), acrílica e posca sobre tela, 111 x 160 cm.
Disponível em: premiopipa.com; 3- Esquema do fruto de jenipapo.
Falecido recentemente, Jaider Esbell (1979-2021), artista e curador indígena da etnia Makuxi, assumiu um papel central para a consolidação da Arte Indígena Contemporânea no Brasil. Meses antes de sua morte, expôs cerca de 60 obras, em uma produção que combinou pintura, escrita, desenho, instalação e performance para entrelaçar discussões entre cosmologias, narrativas míticas originárias, espiritualidade, críticas à cultura hegemônica e preocupações socioambientais. A exposição buscou ser mais do que uma introdução aos saberes dos povos originários, configurando-se como um convite para o diálogo e para uma nova forma de enxergar o mundo. Esbell debruçou-se sobre as visões em torno da árvore-pajé, Jenipapo ou Ruku, da qual se produz a tinta natural aplicada por povos indígenas em pinturas corporais e utilizada em cerimônias rituais. De coloração azul escuro, a tinta é extraída do mesocarpo e endocarpo de frutos verdes. O jenipapo é um angiosperma funcionalmente dioico que pertence à família Rubiaceae, caracterizado por apresentar fruto tipo indeiscente, cor amarelo-alaranjado, com epicarpo pardo e aroma intenso. O conhecimento dos organismos quanto à morfossistemática biológica moderna enfatiza as relações filogenéticas das espécies, diferente da classificação dos povos tradicionais, que agrupam as espécies com base em seus usos e propriedades.
Adaptado de: galeriamillan.com.br
Com base nos conhecimentos sobre morfossistemática vegetal e filogenia, atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.
( ) O grupo dos angiospermas é caracterizado pela ausência de estrutura protetora das sementes.
( ) As criptógamas, grupo ao qual pertence o jenipapo, são caracterizadas pela presença de vasos condutores de seiva.
( ) Em termos filogenéticos, é viável pesquisar plantas da mesma família do jenipapo em busca de compostos medicinais semelhantes aos produzidos por esta planta.
( ) Como os organismos são agrupados com base em seu parentesco, todas as espécies do gênero Genipa pertencem à família Rubiaceae.
( ) As fanerógamas agrupam Gimnospermas e Angiospermas, caracterizadas pela presença de sementes.
Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.

Com relação aos grandes grupos de animais, estudos de ordem genética, química, geológica e paleontológica têm contribuído para o entendimento de como ocorreu a diversificação desses seres vivos nos diferentes continentes, bem como as estratégias evolutivas envolvidas nesse pro cesso. Os sistemas corporais dos animais são apenas um dos critérios utilizados para se estudar o fenômeno da diversificação.
Com base nos conhecimentos sobre os sistemas corporais característicos dos diferentes grupos de animais, relacione a coluna da esquerda com a coluna da direita.
I. Digestão intra e extracelular
II. Respiração traqueal
III. Fluido circulatório denominado hemolinfa
IV. Excretas com alta concentração de ácido úrico
V. Vasos circulatórios
(A) Presente na maioria dos moluscos e dos artrópodes.
(B) Presentes nos insetos, répteis e aves.
(C) Presente em cnidários e platelmintos.
(D) Presentes nos anelídeos, moluscos, artrópodes e cordados.
(E) Presente nos insetos adultos.
Assinale a alternativa que contém a associação correta.
Leia o texto a seguir.
Não há dúvida de que o trabalho de investigação que um dado paradigma permite torna-se uma contribuição duradoura para o corpo de conhecimento científico e técnico, mas os paradigmas eles próprios são com frequência postos de lado e substituídos por outros bastante incompatíveis com eles. Não podemos recorrer a noções de “verdade” ou “validade” a propósito dos paradigmas na tentativa de compreender a especial eficácia da investigação que a sua aceitação permite.
KUHN, Thomas S. A função do dogma na investigação científica. Trad. de Jorge Dias de Deus. Curitiba: UFPR. SCHLA, 2012, p. 39.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a filosofia de Thomas Kuhn, assinale a alternativa correta.