Questões do ENEM 2024

Questões aplicadas na prova de 2024, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

690 questões encontradas. Mostrando a página 25 de 35.

  • 8CCE90AC-0E

    Literatura

    Modernismo: Tendências contemporâneas
    UFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Considere o seguinte texto:


    Eu deixei o leito as 3 da manhã porque quando a gente perde o sono começa pensar nas miserias que nos rodeia […] Deixei o leito para escrever. Enquanto escrevo vou pensando que resido num castelo cor de ouro que reluz na luz do sol. Que as janelas são de prata e as luzes de brilhantes. Que a minha vista circula no jardim e eu contemplo as flores de todas as qualidades […] É preciso criar este ambiente de fantasia, para esquecer que estou na favela.
    Fiz o café e fui carregar agua. Olhei o céu, a estrela Dalva já estava no céu. Como é horrível pisar na lama.


    Jesus, C. M. de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2014. p. 58.


    Com base na leitura desse fragmento de Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, e na integralidade da leitura do livro, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8cce90ac-0e
  • 8CCB708B-0E

    Literatura

    Arcadismo
    UFPR · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos
    A respeito de Liras de Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga, analise as afirmativas a seguir:


    1. A publicação das liras em Minas Gerais inspirou o anseio de liberdade política, tendo colaborado para a deflagração da Inconfidência Mineira.

    2. A voz poética de todas as liras é a do pastor Dirceu, que foge do amor por Marília até ser vencido pelo deus do amor, Cupido.

    3. Os versos metrificados, especialmente os de 5 e 7 sílabas, dão às liras um ritmo frequente na tradição da poesia de língua portuguesa.

    4. As características árcades das liras se apresentam sobretudo no referencial bucólico presente nos poemas, reconhecível no mundo pastoril ali retratado.



    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8ccb708b-0e
  • 8CC8826A-0E

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFPR · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    A narrativa de A Falência, publicada por Júlia Lopes de Almeida em 1904, traz à tona algumas tensões e desigualdades que caracterizam o Brasil após a Abolição e a Proclamação da República. Considere as seguintes afirmativas sobre as marcas dessas tensões nos personagens e no espaço:


    1. O embate entre o dinheiro conquistado com o trabalho e o capital alcançado por meio da especulação financeira acompanha a trajetória de Francisco Teodoro.

    2. A violência contra a mulher se inscreve no passado de D. Joana, personagem que sofreu maus-tratos do falecido marido, e no de Capitão Rino, cuja mãe foi assassinada por adultério.

    3. As condições desiguais de moradia são percebidas no contraste entre as casas luxuosas de bairros como Botafogo e a descrição da miséria dos morros.

    4. A luta por direitos trabalhistas é ilustrada pelas primeiras reivindicações dos empregados dos armazéns de café de Francisco Teodoro.



    Assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 8cc8826a-0e
  • 8CC5D115-0E

    Literatura

    Escolas Literárias
    UFPR · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere o seguinte texto:


    O homem está na cidade

    como uma coisa está em outra

    e a cidade está no homem

    que está em outra cidade

    mas variados são os modos

    como uma coisa

    está em outra coisa:

    o homem, por exemplo, não está na cidade

    como uma árvore está

    em qualquer outra

    nem como uma árvore

    está em qualquer uma de suas folhas

    (mesmo rolando longe dela)

    O homem não está na cidade

    como uma árvore está num livro

    quando um vento ali a folheia. 


    Gullar, F. Poema sujo. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1983. p. 102.



    Com base na leitura desse fragmento, extraído da parte final de Poema sujo, de Ferreira Gullar, e na leitura da integralidade do poema, assinale a alternativa correta. 

    Escolha uma alternativa para a questão 8cc5d115-0e
  • 8CC36428-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir:


    A Lua está encolhendo


    A exemplo de uma uva que se enruga ao virar uma passa, a Lua está encolhendo e ganhando vincos. Mas por não ser feito de matéria flexível como a fruta, o astro se deforma de modo mais violento. As falhas geológicas se multiplicam e terremotos e deslizamentos de terra se tornam mais comuns. A circunferência da Lua diminuiu mais de 45 metros nas últimas centenas de milhões de anos à medida que seu núcleo foi se resfriando. Pesquisadores da Nasa, a agência espacial norte-americana, e de universidades e institutos da América do Norte verificaram que a contração lunar provocou o surgimento de falhas tectônicas no polo sul lunar. Algumas regiões afetadas pelas deformações e instabilidades de terreno se situam em áreas cogitadas como local de pouso da missão Artemis 3, iniciativa da Nasa prevista para 2026 que pretende levar novamente astronautas para a Lua. “Nossa modelagem sugere que terremotos superficiais capazes de produzir fortes tremores de solo na região polar sul são possíveis de ocorrer a partir de eventos de deslizamento em falhas existentes ou novas que venham a se formar”, diz o geólogo Thomas Watters, do Instituto Smithsonian, autor principal do estudo, em comunicado à imprensa.


    A Lua está encolhendo, Revista Pesquisa FAPESP, n. 337, p. 7, mar. 2024.


    De acordo com o texto, assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 8cc36428-0e
  • 8CC0EF5A-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Todas as grandes línguas de cultura que conhecemos hoje, ao longo de sua história, passaram por um processo de estandardização. Por estandardização, entenderemos aqui o fato de que a língua assume uma mesma forma para a maioria dos usuários e passa a obedecer a modelos definidos. No processo de estandardização de uma língua entram, às vezes, fatores de natureza extralinguística. Em poucos séculos, a invenção da imprensa fez com que as mesmas obras pudessem ser lidas exatamente com o mesmo texto em lugares diferentes. Antes da imprensa, elas circulavam em versões manuscritas, produzidas a bico-de-pena em oficinas de cópia: a ignorância dos empregados a respeito do assunto da obra, suas diferenças de formação, a própria lentidão da tarefa, que obrigava a utilizar vários copistas na produção de um mesmo manuscrito, faziam com que o texto copiado se alterasse ao longo do tempo. No século XX, a estandardização da língua esteve intimamente ligada à explosão dos meios de comunicação de massa (o rádio, a televisão, o jornal, o outdoor e a internet), e a algumas grandes tendências da educação, como a generalização do ensino primário, que gerou um mercado de livros didáticos de grandes proporções e levou à criação de uma rica literatura infantil. É difícil avaliar de maneira exata a influência de todos esses fatores extralinguísticos, mas o certo é que eles contribuíram para uniformizar a língua e frear suas mudanças.


    Ilari, R.; Basso, R. O português da gente: a língua que estudamos a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006. p. 197-199. Adaptado.
    Assinale a alternativa que apresenta a ideia central do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 8cc0ef5a-0e
  • 8CBE47F4-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Todas as grandes línguas de cultura que conhecemos hoje, ao longo de sua história, passaram por um processo de estandardização. Por estandardização, entenderemos aqui o fato de que a língua assume uma mesma forma para a maioria dos usuários e passa a obedecer a modelos definidos. No processo de estandardização de uma língua entram, às vezes, fatores de natureza extralinguística. Em poucos séculos, a invenção da imprensa fez com que as mesmas obras pudessem ser lidas exatamente com o mesmo texto em lugares diferentes. Antes da imprensa, elas circulavam em versões manuscritas, produzidas a bico-de-pena em oficinas de cópia: a ignorância dos empregados a respeito do assunto da obra, suas diferenças de formação, a própria lentidão da tarefa, que obrigava a utilizar vários copistas na produção de um mesmo manuscrito, faziam com que o texto copiado se alterasse ao longo do tempo. No século XX, a estandardização da língua esteve intimamente ligada à explosão dos meios de comunicação de massa (o rádio, a televisão, o jornal, o outdoor e a internet), e a algumas grandes tendências da educação, como a generalização do ensino primário, que gerou um mercado de livros didáticos de grandes proporções e levou à criação de uma rica literatura infantil. É difícil avaliar de maneira exata a influência de todos esses fatores extralinguísticos, mas o certo é que eles contribuíram para uniformizar a língua e frear suas mudanças.


    Ilari, R.; Basso, R. O português da gente: a língua que estudamos a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006. p. 197-199. Adaptado.
    De acordo com o texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8cbe47f4-0e
  • 8CBB7627-0E

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    UFPR · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir.


    O santo bateu

    Minha mãe é fã de Lana Del Rey* aos 56 anos. Essa é uma feliz exceção. Em geral nós perdemos a capacidade de gostar de música nova por volta dos 30. Um experimento publicado em 2022 analisou as preferências de 1064 pessoas entre 18 e 84 anos e descobriu que as canções favoritas de cada uma, em média, saíram quando elas tinham 17. A maior parte de nós gosta dos hits da nossa infância, ama os da juventude e odeia (ou só ignora) boa parte do que é lançado depois. É o famoso “no meu tempo que era bom”.

    Vaiano, B. O Santo bateu, Superinteressante, ed. 464, junho 2024

    . *Lana Del Rey, cantora performática, compositora, modelo e poetisa norte-americana, nascida em 1985.



    Considere as seguintes sequências extraídas do texto:

    1. Essa é uma feliz exceção.
    2. Em geral nós perdemos a capacidade de gostar de música por volta dos 30.
    3. A maior parte de nós gosta dos hits de infância.
    4. É o famoso “no meu tempo que era bom”.


    Apresenta(m) marca expressiva da subjetividade do autor:
    Escolha uma alternativa para a questão 8cbb7627-0e
  • 8CB8B058-0E

    Português

    Coesão e coerência
    UFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Observe as formulações abaixo, extraídas de questões de processos seletivos:


    1. Uma das etapas do processo de reciclagem de plásticos é a separação de diferentes polímeros. Um dos métodos mais empregados consiste na separação por densidade. Uma amostra contendo diferentes polímeros é triturada e colocada num líquido. Os plásticos mais densos que o líquido afundam e os menos densos flutuam, permitindo a separação.


    2. Dois tipos de transporte que podem acontecer nas membranas plasmáticas são o transporte passivo e o transporte ativo. O primeiro pode acontecer por simples difusão do elemento a ser transportado através da bicamada lipídica da membrana. o transporte ativo sempre depende de proteínas que atravessam a membrana, às quais o elemento a ser transportado se liga, desligando-se posteriormente do outro lado da membrana.



    Assinale a alternativa que substitui, respectiva e adequadamente, os itens grifados em cada um dos enunciados, respeitando o nexo sintático-semântico:
    Escolha uma alternativa para a questão 8cb8b058-0e
  • 8CB6189C-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Entenda os juros

    Juros são o valor do dinheiro no tempo. Ou seja, funcionam como se fossem o aluguel do dinheiro. Os bancos e outras instituições financeiras fazem a intermediação entre quem tem dinheiro (poupador ou investidor) e quem precisa de dinheiro (tomador ou devedor). Se você é um poupador/investidor, o dinheiro que você aplicou na instituição financeira será emprestado ao tomador/devedor, que pagará o valor, mais juros ao banco. O banco, por sua vez, fica com parcela do valor pago como remuneração e devolve a você a quantia com juros no momento futuro, conforme combinado.

    O tomador vai devolver ao banco um valor superior ao que tomou emprestado e o poupador vai receber um montante maior do que o investido.


    Taxa de juros
    É o preço do “aluguel” do dinheiro por um período de tempo; percentual calculado pela divisão dos juros contratados pelo capital emprestado/poupado.
    Se os juros cobrados pelo empréstimo de R$1.000 durante um ano forem R$80, significa que o tomador pagou uma taxa de juros de 8% a.a. (ao ano). O cálculo é feito da seguinte forma: juros/capital, ou seja 80/1.000 = 8/100 por ano = 8% a.a.
    Por outro lado, considere o cenário em que um investimento de R$ 1.000 renda à taxa de juros de 5% a.a. (ao ano). Assim, o investidor receberá R$5 por cada R$100 investidos (5/100) durante um ano, o que, ao final do período, totalizará o montante de R$1.050.


    Disponível em: https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/entendajuro.
    Analise a seguinte situação:


      Você investiu R$ 3.500,00 em uma instituição financeira, com uma taxa de juros de 8% ao ano.


    Assinale a alternativa que define o valor do lucro após um ano.
    Escolha uma alternativa para a questão 8cb6189c-0e
  • 8CB39BC0-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Entenda os juros

    Juros são o valor do dinheiro no tempo. Ou seja, funcionam como se fossem o aluguel do dinheiro. Os bancos e outras instituições financeiras fazem a intermediação entre quem tem dinheiro (poupador ou investidor) e quem precisa de dinheiro (tomador ou devedor). Se você é um poupador/investidor, o dinheiro que você aplicou na instituição financeira será emprestado ao tomador/devedor, que pagará o valor, mais juros ao banco. O banco, por sua vez, fica com parcela do valor pago como remuneração e devolve a você a quantia com juros no momento futuro, conforme combinado.

    O tomador vai devolver ao banco um valor superior ao que tomou emprestado e o poupador vai receber um montante maior do que o investido.


    Taxa de juros
    É o preço do “aluguel” do dinheiro por um período de tempo; percentual calculado pela divisão dos juros contratados pelo capital emprestado/poupado.
    Se os juros cobrados pelo empréstimo de R$1.000 durante um ano forem R$80, significa que o tomador pagou uma taxa de juros de 8% a.a. (ao ano). O cálculo é feito da seguinte forma: juros/capital, ou seja 80/1.000 = 8/100 por ano = 8% a.a.
    Por outro lado, considere o cenário em que um investimento de R$ 1.000 renda à taxa de juros de 5% a.a. (ao ano). Assim, o investidor receberá R$5 por cada R$100 investidos (5/100) durante um ano, o que, ao final do período, totalizará o montante de R$1.050.


    Disponível em: https://www.bcb.gov.br/cidadaniafinanceira/entendajuro.
    Considere as seguintes afirmativas:

    1. As instituições financeiras atuam no meio do processo entre o investidor e o devedor.
    2. O devedor é o participante que sai lucrando no processo de empréstimo de dinheiro dos bancos.
    3. A taxa de juros define o valor da administração bancária na gestão de investimentos financeiros.
    4. O valor dos juros pago pelo devedor é igual ao valor lucrado pelo investidor.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 8cb39bc0-0e
  • 8CAE7ED1-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Tragédia no RS apaga pessoas negras e escancara racismo ambiental


    No início dos anos 2000, viajei a Mato Grosso do Sul para participar de um evento universitário. Lembro que na época eu causei espanto em alguns participantes ao dizer que eu era de Porto Alegre. A surpresa vinha acompanhada de um questionamento: “Não sabia que tinha negros no Rio Grande Sul”. Ao longo dos anos experimentei essa reação diversas vezes, em contextos e lugares diferentes.

    Essa percepção faz parte de um senso comum bastante arraigado no Brasil, e é fruto de um projeto de embranquecimento e apagamento das comunidades negras no estado. Um projeto bem-sucedido que há séculos invisibiliza não só a presença de pessoas negras, como também sua contribuição crucial na construção do estado.

    O imaginário popular é este: o Rio Grande do Sul é branco, constituído por uma grande colônia alemã, de ares europeus, lugar em que os moradores nem falam português. Um estereótipo que é reforçado pelas imagens dos municípios como Gramado e Canela, com seus chalés, fábricas de chocolates, vinhos e cafés coloniais.

    Obviamente que existe uma inegável contribuição da colonização europeia na formação do estado, no entanto, o que se coloca aqui é a supervalorização dessa cultura e o apagamento de outras.

    Segundo dados do próprio governo do estado, o Rio Grande do Sul tem uma população negra de 21%. Os levantamentos também mostram que os negros são os mais pobres, ganham salários mais baixos e têm menos acesso à educação e à saúde quando comparados aos brancos. Além disso, a representatividade na política é pequena: apenas na última eleição foi eleita a primeira bancada negra de Porto Alegre.

    As enchentes no Rio Grande do Sul revelam a existência de uma segregação racial no estado. A tragédia atingiu de maneira significativa a região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, um lugar onde reside grande parte da população negra e periférica.

    Portanto, são comunidades inteiras pertencentes a uma classe operária, que ocupam áreas de risco e que estão propensas a serem as primeiras vítimas das catástrofes climáticas.

    Não se pode falar em reconstrução de um estado sem levar em consideração os efeitos do racismo ambiental. A reconstrução deve se dar num contexto compreendendo que, historicamente, as comunidades periféricas, negras, quilombolas e indígenas não tiveram acesso a serviços básicos como saneamento, água potável, luz, acesso à internet, saúde e educação de qualidade.

    As enchentes escancararam o racismo ambiental, portanto, será preciso dar atenção ainda maior às desigualdades raciais para uma reconstrução justa e humana.


    Disponível em: https://www.geledes.org.br/tragedia-no-rs-apaga-pessoas-negras-e-escancara-racismo-ambiental. Adaptado. 
    Assinale a alternativa que sintetiza a experiência relatada em primeira pessoa, no primeiro parágrafo.
    Escolha uma alternativa para a questão 8cae7ed1-0e
  • 8CAB831D-0E

    Português

    Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
    UFPR · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Tragédia no RS apaga pessoas negras e escancara racismo ambiental


    No início dos anos 2000, viajei a Mato Grosso do Sul para participar de um evento universitário. Lembro que na época eu causei espanto em alguns participantes ao dizer que eu era de Porto Alegre. A surpresa vinha acompanhada de um questionamento: “Não sabia que tinha negros no Rio Grande Sul”. Ao longo dos anos experimentei essa reação diversas vezes, em contextos e lugares diferentes.

    Essa percepção faz parte de um senso comum bastante arraigado no Brasil, e é fruto de um projeto de embranquecimento e apagamento das comunidades negras no estado. Um projeto bem-sucedido que há séculos invisibiliza não só a presença de pessoas negras, como também sua contribuição crucial na construção do estado.

    O imaginário popular é este: o Rio Grande do Sul é branco, constituído por uma grande colônia alemã, de ares europeus, lugar em que os moradores nem falam português. Um estereótipo que é reforçado pelas imagens dos municípios como Gramado e Canela, com seus chalés, fábricas de chocolates, vinhos e cafés coloniais.

    Obviamente que existe uma inegável contribuição da colonização europeia na formação do estado, no entanto, o que se coloca aqui é a supervalorização dessa cultura e o apagamento de outras.

    Segundo dados do próprio governo do estado, o Rio Grande do Sul tem uma população negra de 21%. Os levantamentos também mostram que os negros são os mais pobres, ganham salários mais baixos e têm menos acesso à educação e à saúde quando comparados aos brancos. Além disso, a representatividade na política é pequena: apenas na última eleição foi eleita a primeira bancada negra de Porto Alegre.

    As enchentes no Rio Grande do Sul revelam a existência de uma segregação racial no estado. A tragédia atingiu de maneira significativa a região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, um lugar onde reside grande parte da população negra e periférica.

    Portanto, são comunidades inteiras pertencentes a uma classe operária, que ocupam áreas de risco e que estão propensas a serem as primeiras vítimas das catástrofes climáticas.

    Não se pode falar em reconstrução de um estado sem levar em consideração os efeitos do racismo ambiental. A reconstrução deve se dar num contexto compreendendo que, historicamente, as comunidades periféricas, negras, quilombolas e indígenas não tiveram acesso a serviços básicos como saneamento, água potável, luz, acesso à internet, saúde e educação de qualidade.

    As enchentes escancararam o racismo ambiental, portanto, será preciso dar atenção ainda maior às desigualdades raciais para uma reconstrução justa e humana.


    Disponível em: https://www.geledes.org.br/tragedia-no-rs-apaga-pessoas-negras-e-escancara-racismo-ambiental. Adaptado. 
    Considere as seguintes afirmativas:

    1. As condições sociais da periferia de Porto Alegre foram a principal causa das enchentes.
    2. A população negra do Rio Grande do Sul forma a maior parte da população do estado.
    3. A reconstrução humana e justa do Rio Grande do Sul poderá combater o racismo ambiental.
    4. O autor do texto não sabia que havia negros no Rio Grande do Sul.

    Assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão 8cab831d-0e
  • 8CA8D5AE-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Tragédia no RS apaga pessoas negras e escancara racismo ambiental


    No início dos anos 2000, viajei a Mato Grosso do Sul para participar de um evento universitário. Lembro que na época eu causei espanto em alguns participantes ao dizer que eu era de Porto Alegre. A surpresa vinha acompanhada de um questionamento: “Não sabia que tinha negros no Rio Grande Sul”. Ao longo dos anos experimentei essa reação diversas vezes, em contextos e lugares diferentes.

    Essa percepção faz parte de um senso comum bastante arraigado no Brasil, e é fruto de um projeto de embranquecimento e apagamento das comunidades negras no estado. Um projeto bem-sucedido que há séculos invisibiliza não só a presença de pessoas negras, como também sua contribuição crucial na construção do estado.

    O imaginário popular é este: o Rio Grande do Sul é branco, constituído por uma grande colônia alemã, de ares europeus, lugar em que os moradores nem falam português. Um estereótipo que é reforçado pelas imagens dos municípios como Gramado e Canela, com seus chalés, fábricas de chocolates, vinhos e cafés coloniais.

    Obviamente que existe uma inegável contribuição da colonização europeia na formação do estado, no entanto, o que se coloca aqui é a supervalorização dessa cultura e o apagamento de outras.

    Segundo dados do próprio governo do estado, o Rio Grande do Sul tem uma população negra de 21%. Os levantamentos também mostram que os negros são os mais pobres, ganham salários mais baixos e têm menos acesso à educação e à saúde quando comparados aos brancos. Além disso, a representatividade na política é pequena: apenas na última eleição foi eleita a primeira bancada negra de Porto Alegre.

    As enchentes no Rio Grande do Sul revelam a existência de uma segregação racial no estado. A tragédia atingiu de maneira significativa a região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, um lugar onde reside grande parte da população negra e periférica.

    Portanto, são comunidades inteiras pertencentes a uma classe operária, que ocupam áreas de risco e que estão propensas a serem as primeiras vítimas das catástrofes climáticas.

    Não se pode falar em reconstrução de um estado sem levar em consideração os efeitos do racismo ambiental. A reconstrução deve se dar num contexto compreendendo que, historicamente, as comunidades periféricas, negras, quilombolas e indígenas não tiveram acesso a serviços básicos como saneamento, água potável, luz, acesso à internet, saúde e educação de qualidade.

    As enchentes escancararam o racismo ambiental, portanto, será preciso dar atenção ainda maior às desigualdades raciais para uma reconstrução justa e humana.


    Disponível em: https://www.geledes.org.br/tragedia-no-rs-apaga-pessoas-negras-e-escancara-racismo-ambiental. Adaptado. 
    Assinale a alternativa que sintetiza a tese central do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 8ca8d5ae-0e
  • 8CA5FAFC-0E

    Português

    Interpretação de Textos
    UFPR · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    Tragédia no RS apaga pessoas negras e escancara racismo ambiental


    No início dos anos 2000, viajei a Mato Grosso do Sul para participar de um evento universitário. Lembro que na época eu causei espanto em alguns participantes ao dizer que eu era de Porto Alegre. A surpresa vinha acompanhada de um questionamento: “Não sabia que tinha negros no Rio Grande Sul”. Ao longo dos anos experimentei essa reação diversas vezes, em contextos e lugares diferentes.

    Essa percepção faz parte de um senso comum bastante arraigado no Brasil, e é fruto de um projeto de embranquecimento e apagamento das comunidades negras no estado. Um projeto bem-sucedido que há séculos invisibiliza não só a presença de pessoas negras, como também sua contribuição crucial na construção do estado.

    O imaginário popular é este: o Rio Grande do Sul é branco, constituído por uma grande colônia alemã, de ares europeus, lugar em que os moradores nem falam português. Um estereótipo que é reforçado pelas imagens dos municípios como Gramado e Canela, com seus chalés, fábricas de chocolates, vinhos e cafés coloniais.

    Obviamente que existe uma inegável contribuição da colonização europeia na formação do estado, no entanto, o que se coloca aqui é a supervalorização dessa cultura e o apagamento de outras.

    Segundo dados do próprio governo do estado, o Rio Grande do Sul tem uma população negra de 21%. Os levantamentos também mostram que os negros são os mais pobres, ganham salários mais baixos e têm menos acesso à educação e à saúde quando comparados aos brancos. Além disso, a representatividade na política é pequena: apenas na última eleição foi eleita a primeira bancada negra de Porto Alegre.

    As enchentes no Rio Grande do Sul revelam a existência de uma segregação racial no estado. A tragédia atingiu de maneira significativa a região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, um lugar onde reside grande parte da população negra e periférica.

    Portanto, são comunidades inteiras pertencentes a uma classe operária, que ocupam áreas de risco e que estão propensas a serem as primeiras vítimas das catástrofes climáticas.

    Não se pode falar em reconstrução de um estado sem levar em consideração os efeitos do racismo ambiental. A reconstrução deve se dar num contexto compreendendo que, historicamente, as comunidades periféricas, negras, quilombolas e indígenas não tiveram acesso a serviços básicos como saneamento, água potável, luz, acesso à internet, saúde e educação de qualidade.

    As enchentes escancararam o racismo ambiental, portanto, será preciso dar atenção ainda maior às desigualdades raciais para uma reconstrução justa e humana.


    Disponível em: https://www.geledes.org.br/tragedia-no-rs-apaga-pessoas-negras-e-escancara-racismo-ambiental. Adaptado. 
    Assinale a alternativa que indica expressões do texto com significados convergentes.
    Escolha uma alternativa para a questão 8ca5fafc-0e
  • A930A37A-04

    Português

    Formação do imperativo
    UFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    O estrume


    Súbito deu-me a consciência um repelão, acusou-me de ter feito capitular a probidade de D. Plácida, obrigando-a a um papel torpe, depois de uma longa vida de trabalho e privações. Medianeira não era melhor que concubina, e eu tinha-a baixado a esse ofício, à custa de obséquios e dinheiros. Foi o que me disse a consciência; fiquei uns dez minutos sem saber que lhe replicasse. Ela acrescentou que eu me aproveitara da fascinação exercida por Virgília sobre a ex-costureira, da gratidão desta, enfim da necessidade. Notou a resistência de D.Plácida, as lágrimas dos primeiros dias, as caras feias, os silêncios, os olhos baixos, e a minha arte em suportar tudo isso, até vencê-la. E repuxou-me outra vez de um modo irritado e nervoso.


    Concordei que assim era, mas aleguei que a velhice de D. Plácida estava agora ao abrigo da mendicidade: era uma compensação. Se não fossem os meus amores, provavelmente D. Plácida acabaria como tantas outras criaturas humanas; donde se poderia deduzir que o vício é muitas vezes o estrume da virtude. O que não impede que a virtude seja uma flor cheirosa e sã. A consciência concordou, e eu fui abrir a porta a Virgília.


    ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Moderna, 1999 (fragmento).



    De acordo com o trecho e a leitura da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, assinale a alternativa correta.

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  • A92E0599-04

    Português

    Ortografia
    UFGD · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Resiliência


    Se meus fracassos não ensinassem tanto

    Se minhas lágrimas não põem à prova

    Acho que o segredo de vencer na vida

    Talvez é compreender sua dor de agora


    Ninguém nasceu no topo da montanha

    E a escalada sempre vai ser árdua

    Só aquele que resistir o processo

    Vai ter direito a vista mais fantástica


    O melhor peixe é o que você pesca

    A melhor caça é a que você caça

    O alívio vale seu suor da testa

    Porque o que vem de graça é mais sem graça


    Nem sempre o mais caro é o que presta

    O vinho bom não valoriza a taça

    Uma atitude dispensa promessa

    E o mais certo é que um dia tudo passa


    Eu já consigo enxergar

    O que é meu, vou buscar

    Eles não vão me parar


    Logo eu?

    Filho de dona Niece

    Cria das ruas do agreste

    Deus que me dera isso aqui


    Disponível em: https://www.letras.mus.br/tribo-da-periferia/resiliencia/. Acesso em: 29 jun. 2024 (fragmento).



    Com base no trecho da música Resiliência, do grupo de RAP brasiliense Tribo da Periferia, o sofrimento é compreendido como

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  • A92B8BCD-04

    Português

    Classificação dos verbos (Regulares, Irregulares, Defectivos, Abundantes, Unipessoais, Pronominais)
    UFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    A caçada


    O homem acendeu um cigarro. Sua mão tremia. Em que tempo, meu Deus! Em que tempo teria assistido a essa mesma cena. E onde?...


    Era uma caçada. No primeiro plano, estava o caçador de arco retesado, apontando para uma touceira espessa.


    Num plano mais profundo, o segundo caçador espreitava por entre as árvores do bosque, mas esta era apenas uma vaga silhueta, cujo rosto se reduzira a um esmaecido contorno. Poderoso, absoluto era o primeiro caçador, a barba violenta como um bolo de serpentes, os músculos tensos, à espera de que a caça levantasse para desferir-lhe a seta.


    O homem respirava com esforço. Vagou o olhar pela tapeçaria que tinha a cor esverdeada de um céu de tempestade. Envenenando o tom verde-musgo do tecido, destacavam-se manchas de um negro-violáceo e que pareciam escorrer da folhagem, deslizar pelas botas do caçador e espalhar-se no chão como um líquido maligno. A touceira na qual a caça estava escondida também tinha as mesmas manchas e que tanto podiam fazer parte do desenho como ser simples efeito do tempo devorando o pano.


    — Parece que hoje tudo está mais próximo — disse o homem em voz baixa.


    — É como se... Mas não está diferente?


    A velha firmou mais o olhar. Tirou os óculos e voltou a pô-los.


    — Não vejo diferença nenhuma.


    TELLES, Lygia Fagundes. Melhores Contos de Lygia Fagundes Telles. seleção de Eduardo Portella. São Paulo: Global. 2003, p. 163- 164.



    Sobre esse conto, é correto afirmar que

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  • A9290E3D-04

    Português

    Classificação dos verbos (Regulares, Irregulares, Defectivos, Abundantes, Unipessoais, Pronominais)
    UFGD · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Durante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), em entrevista concedida ao programa Metrópolis (2019), Jarid Arraes falou sobre sua estética e suas inspirações para o desenvolvimento de Redemoinho em Dia Quente (2019). Leia, a seguir, um trecho de sua fala.


    [...] Eu comecei escrevendo cordel, porque meu pai e meu avô, eles são cordelistas, então eu queria dar continuidade à tradição do cordel na família. Mas eu queria fazer isso de um jeito subversivo. [...] Escrever sobre o interior do Ceará, escrever sobre o sertão, era uma coisa que me importava muito. Até porque eu queria escrever pela minha ótica, que, com certeza, não iria ser aquela ótica do estereótipo, do chão rachado, com o esqueleto de uma vaca. [...] Acima de tudo, é uma questão política pra mim. É por isso que eu quis tanto, que eu me esforcei muito para parecer verdadeiro.


    Disponível em: https://youtu.be/t-vpleu8HmE. Acesso em: 28 jun. 2024 (adaptado).



    De acordo com a referida obra, assinale a alternativa correta. 

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