Em 2019, Zahi Hawass [arqueólogo e ex-Ministro de Antiguidades do Egito] relançou sua campanha de restituição [de peças egípcias
em museus europeus], perguntando aos diretores dos Museus Estatais de Berlim, do Museu Britânico e do Museu do Louvre: “como
você pode recusar emprestar estes itens ao novo Grande Museu Egípcio, quando você levou tantas antiguidades do Egito?” [...]
Todos os três museus recusaram seus pedidos. [...] Um porta-voz do Museu Britânico diz: “No Museu Britânico, os visitantes podem
ver a Pedra Roseta [...] dentro do contexto mais amplo de outras culturas antigas, incluindo seus contemporâneos como Roma,
Atenas e Pérsia, permitindo que o público explore este vasto arco da história […].”
Reportagem não assinada. 22 ago. 2022. Disponível em: https://dasartes.com.br/de-arte-a-z/ex-ministro-de-antiguidades-egipcio-pede-devolucao-de-pecas-amuseus-europeus. Acesso em: 10 out. 2024.
O Assojaba Tupinambá (Manto Tupinambá) é uma vestimenta sagrada, utilizada em rituais e composta por penas de aves nativas. A
preservação do território e de sua natureza garante que a colheita das penas seja feita de forma respeitosa e também protege a vida
que flui no Manto. A indumentária emplumada representa para o povo Tupinambá uma confluência entre a dimensão espiritual (os
Encantados e os antepassados), o meio ambiente, a economia e a agroecologia e a transmissão de saberes.
GONÇALVES, Ana Carolyna. O Manto Tupinambá – Espaço do Conhecimento UFMG, 08 ago. 2023.
Disponível em: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/o-manto-tupinamba/. Acesso em: 19 set. 2024.
No século XVII, vários elementos vivos das culturas indígenas foram levados para a Europa. Contudo, a devolução de artefatos
expatriados durante a colonização aos seus países de origem tem sido uma prática recorrente no mundo todo. Em 2024, um Manto
Tupinambá de quase 400 anos retornou ao Brasil, após permanecer no acervo do Museu Nacional da Dinamarca por 300 anos.
A partir das informações apresentadas, verifica-se que