Questões do ENEM 2024

Questões aplicadas na prova de 2024, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

2.129 questões encontradas. Mostrando a página 29 de 107.

  • 7DBEB7FA-68

    Geografia

    Urbanização
    UEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
    A urbanização brasileira, iniciada no século XIX, desde os anos 1950 tem sido acompanhada por intenso processo de metropolização. A metropolização é caracterizada pela concentração demográfica nas metrópoles, pela formação de regiões metropolitanas e de áreas conurbadas. Define-se conurbação como: 
    Escolha uma alternativa para a questão 7dbeb7fa-68
  • 7DBC30BD-68

    Geografia

    Regionalização Brasileira
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.



    Os geógrafos Milton Santos e Maria Laura Silveira elaboraram em 2001 uma proposta de divisão regional baseada na difusão diferencial dos meios técnico-científicos e informacionais e nas heranças do passado, resultando no que se chamou de quatro Brasis.


    Disponível em: https://www.tudogeo.com.br/2019/04/02/os-quatro-brasis-de-milton-santos/. Acesso em: 21 fev. 2024.



    De acordo com esses geógrafos, a região que apresenta mais rugosidades, que são marcas do passado, e, portanto, que oferece maior resistência à efetivação do meio técnico-científico e informacional, é a região

    Escolha uma alternativa para a questão 7dbc30bd-68
  • 7DB9C84D-68

    Geografia

    Cartografia
    UEG · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos
    As projeções cartográficas são técnicas destinadas a representar a informação tridimensional, o globo terrestre ou parte dele, em formato bidimensional (mapa). Sobre as projeções cartográficas, verifica-se o seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão 7db9c84d-68
  • 7DB74A0E-68

    Geografia

    Geografia Física
    UEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a definição a seguir.



    Gruta ou caverna


    Cavidade de formas variadas que aparecem frequentemente nas rochas calcárias ou em arenitos de cimento calcário. Estes buracos são realizados pela dissolução do carbonato de cálcio produzida pelo ácido carbônico, pela erosão mecânica e também pela pressão hidrostática.


    GUERRA, A. T. e GUERRA, A. J. T. Novo Dicionário Geológico – Geomorfológico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997, p.331.



    Tal formação ocorre em rochas 

    Escolha uma alternativa para a questão 7db74a0e-68
  • 7DB4E987-68

    História

    História Geral
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.



    A partir de novembro de 1914, os soldados enterraram-se para sobreviver. Os alemães tinham dado o exemplo, ao construírem verdadeiras redes de trincheiras paralelas, linhas de partida, linhas de ligação, passagens em zigue-zague e abrigos. Os ingleses imitavam-nos, mas os franceses e os russos construíram as trincheiras com menos cuidado: não imaginavam que aí pudessem ficar enterrados durante quase três anos.


    FERRO, M. História da Primeira Guerra Mundial -– 1914 - 1918. Lisboa: Edições 70, sd. p. 139.



    A estratégia bélica do uso das trincheiras marcou a segunda fase da Primeira Guerra Mundial, que ficou conhecida como 

    Escolha uma alternativa para a questão 7db4e987-68
  • 7DB27038-68

    História

    História Geral
    UEG · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.



    Em 21 de junho de 1919, sete meses após a assinatura do armistício, nove marinheiros alemães morreram ao tentar defender o último vestígio do orgulho do Império Alemão: a frota de alto mar. [...] Consequentemente 52 dos 74 navios [ancorados na Baia de Scapa Flow, na Escócia] naufragaram.


    KNIGHT, B. Naufrágio da frota alemã em Scapa Flow completa 100 anos. 21 jun. 2019. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/deutschewelle/2019/06/21/naufragio-de-frota-alema-em-scapa-flow-completa-100-anos.htm. Acesso em : 21 fev. 2024. 



    O naufrágio da frota imperial alemã em Scapa Flow, uma das últimas baixas militares da I Guerra Mundial, ocorreu porque 

    Escolha uma alternativa para a questão 7db27038-68
  • 7DAFFCA3-68

    História

    História Geral
    UEG · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos a seguir.



    O desejo que sentem os povos de ser livres raramente prejudica a liberdade, porque nasce da opressão ou do temor de ser oprimido. E se o povo se engana, os discursos em praça pública existem justamente para retificar as suas ideias.


    MAQUIAVEL, N. Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio. Brasília: UnB, 1994. p. 32.



    Na verdade não há maneira segura de possuir um Estado senão arruinando-o. Quem se torna senhor de uma cidade habituada a viver livre, e não a destrói, pode estar certo de que por ela será destruído. Os seus habitantes encontram sempre como incentivo à revolta, a ideia da liberdade e das antigas instituições, instituições que nunca esquecem nem com o perpassar do tempo, nem com os benefícios acaso trazidos pelo conquistador.


    MAQUIAVEL, N. O Príncipe. Brasília: Senado Federal, 2019. p. 39.



    As citações foram retiradas das duas obras mais conhecidas de Nicolau Maquiavel: O Príncipe, finalizada em 1513, e Comentários sobre a primeira década de Tito Lívio, finalizada em 1521. Comparando as duas citações, percebe-se que 

    Escolha uma alternativa para a questão 7daffca3-68
  • 7DAD7C29-68

    História

    História do Brasil
    UEG · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.



    A história desse “I Congresso Nacional de Intelectuais”, realizado em Goiânia em 1954, pode ser assim resumida: derrubada a Ditadura e finda a Guerra Mundial, começam a agitar-se os escritores brasileiros, em vários Estados [...]. Então, para que se unissem, não somente os escritores, mas todos os intelectuais brasileiros, em vez de se realizar o “V Congresso de Escritores”, programou-se o “I Congresso Nacional de Intelectuais”, que conseguiu atingir os seus objetivos.


    TELES, G. M. Estudos Goianos: A Poesia em Goiás. 2. ed. Goiânia: Editora da UFG, 1983. p. 135.  



    Em 2024 completam 70 anos da realização do I Congresso Nacional de Intelectuais, que contou com a participação de figuras importantes da cultura como Pablo Neruda, Jorge Amado e Lima Barreto. Politicamente, esse evento serviu para reafirmar 

    Escolha uma alternativa para a questão 7dad7c29-68
  • 7DAAEAD3-68

    História

    Antiguidade Ocidental (Gregos, Romanos e Macedônios)
    UEG · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir.


    Os rapazes começavam o treinamento para o serviço militar. A caça, para eles, era um treino para a guerra, assim como as competições esportivas que eles participavam. A educação dos rapazes consistia no conhecimento das letras, da poesia e da retórica, ainda que pudessem seguir e continuar a instrução, com o estudo da filosofia. 


    FUNARI, P. P. Grécia e Roma. São Paulo: Contexto, 2001. p. 44



    O ideal grego de educação pretendia disciplinar o corpo e a mente, buscando uma formação integral do cidadão, sendo chamado de

    Escolha uma alternativa para a questão 7daaead3-68
  • 7D9C7D7E-68

    Matemática

    Progressão Geométrica - PG
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Devido aos altos custos, ou à inviabilidade de realizações de algumas pesquisas, como, por exemplo, os censos, o cálculo de estimativas populacionais é uma opção utilizada para determinar a quantidade de indivíduos em uma população. Admita que, por meio da realização de uma pesquisa, no ano (chamado ano base), apurou-se que havia indivíduos e que, em outro ano após o ano base, também via pesquisa, obteve-se indivíduos. Uma das formas de se estimar a quantidade de indivíduos, anos após o ano base, é utilizar:


    Q23.png (197×30)


    em que N é o tempo exato entre as duas pesquisas. 



    Considerando-se que a população obtida na pesquisa de 2024 é 16 vezes maior que a população obtida na pesquisa de 2004 (ano base), em qual ano a estimativa Pn será igual ao dobro da população de 2004? 

    Escolha uma alternativa para a questão 7d9c7d7e-68
  • 7D9A1999-68

    Matemática

    Aritmética e Problemas
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos
    Um investidor tem 35% de seu capital, em reais, investidos em ações da empresa A, 25% em ações da empresa B e os 40% restantes, em uma criptomoeda. Considerando-se uma valorização de 15% das ações da empresa A e uma desvalorização de 10% e 5%, respectivamente, das ações da empresa B e da criptomoeda, verifica-se que o capital, em reais, do investidor: 
    Escolha uma alternativa para a questão 7d9a1999-68
  • 7D927165-68

    Matemática

    Geometria Plana
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    O Floco de Neve de Koch é um fractal obtido a partir de um triângulo equilátero seguindo os procedimentos:


    Q19.png (269×304)


    1) toma-se cada um dos seus lados e divide-o em três segmentos iguais;


    2) retira-se o segmento central de cada lado e o substitui por outro triângulo equilátero sem base, formando uma nova imagem;


    3) repetem-se os passos (1) e (2) na imagem formada após executar o passo (2);


    4) repete-se o passo (3) infinitamente. 



    Denotamos como iteração a quantidade de vezes que os passos (1) e (2) foram executados. Admitindo o triângulo equilátero como iteração zero, o quadro ao lado exibe as imagens obtidas nas iterações 0, 1 e 2.




    Considerando-se que o triângulo inicial tenha 1 cm de lado, a figura que tem como perímetro 256/27  cm representa a imagem obtida na iteração:

    Escolha uma alternativa para a questão 7d927165-68
  • 7D8FDF24-68

    Português

    Gêneros Textuais
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Considerando os textos, verifica-se que os Parangolés constituem experiências estéticas que convocam a pessoa a
    Escolha uma alternativa para a questão 7d8fdf24-68
  • 7D8D5963-68

    Português

    Coesão e coerência
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Considere os seguintes versos recortados dos textos 02, 03 e 04.


    Q17.png (850×214)


    A expressividade poética presente nos versos recortados se caracteriza por uma versificação curta, em que predomina um/uma 

    Escolha uma alternativa para a questão 7d8d5963-68
  • 7D8AED58-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Nota-se, nos textos 02 e 03, uma construção poética baseada em três elementos comuns, quais sejam:
    Escolha uma alternativa para a questão 7d8aed58-68
  • 7D88807E-68

    Português

    Interpretação de Textos
    UEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    Os Parangolés de Hélio Oiticica podem ser considerados obras antiartísticas. A partir deles, podia-se questionar o status quo dos suportes das obras de arte, como a escultura e a pintura, tendo em vista seu ato transgressor de criar uma “nova condição estrutural” da “arte ambiental”, conforme texto 1. Portanto, uma exposição de Parangolés neutralizaria sua própria natureza: essa nova estrutura buscava recriar a ambiência e a atmosfera das favelas, numa específica fusão de espaçotempo, que desafiava as noções de duração, suporte e experiência estética.



    As três fontes de influência que levaram Oiticica a conceber o Parangolé como uma síntese são:

    Escolha uma alternativa para a questão 7d88807e-68
  • 7D86145C-68

    Português

    Gêneros Textuais
    UEG · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Leia os textos 01 a 04 para responder à questão.


    Texto 01


    A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.  


    OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].



    Texto 02 


    Parangolivro 


    negro pobre poeta
    sem noção de sequência
    multiplicidade de olhares
    ler e descobrir
    escrever bater com a cabeça
    uma arma em nossa mira
    não caber
    dentro da armadura
    debater até sangrar
    entrar e sair
    como se não estivesse
    viver longo
    cada instante
    olhar os filhos sem fim
    caminhar sob o sol
    fugir do inferno de si
    [...]
    osso em febre
    oco do fim do mundo
    uma palavra porrada
    parangolivro parangolé
    morro raimundo de montes
    claros colares
    hélio morro da mangueira
    parangolé oiticica
    ninhos gibis
    incertezas
    instantes de interdelírio
    garotos hospícios
    parangolivres
    [...]


    PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.



    Texto 03


    Parangolé


    Entre
    a
    casa
    é sua
    sua casa-
    camisa
    suas vestes-
    vestíbulos
    saia-sala
    chão-chapéu
    entre
    a casa
    é sua
    corredor
    para o corpo
    escada
    para o êxtase
    vestido
    com vista
    para o mar


    MARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.



    Texto 04


    Parangolé Pamplona


    O Parangolé Pamplona você mesmo faz
    O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
    Com um retângulo de pano de uma cor só
    E é só dançar
    E é só deixar a cor tomar conta do ar
    Verde
    Rosa
    Branco no branco no preto nu
    Branco no branco no preto nu


    O Parangolé Pamplona
    Faça você mesmo
    E quando o couro come
    É só pegar carona
    Laranja
    Vermelho


    Para o espaço estandarte
    Para o êxtase asa delta
    Para o delírio porta aberta
    Pleno ar
    Puro hélio
    Mas
    O Parangolé Pamplona você mesmo faz


    CALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.

    A descrição feita por Hélio Oiticica, no texto 01, sobre sua obra Parangolé, constituída por capas, estandartes e tendas, aproximava-se, à época de sua invenção, da linguagem

    Escolha uma alternativa para a questão 7d86145c-68
  • 7D83AB78-68

    Português

    Figuras de Linguagem
    UEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos

    Pneumotórax



    Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

    A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

    Tosse, tosse, tosse.

    Mandou chamar o médico:

    – Diga trinta e três.

    – Trinta e três… trinta e três… trinta e três…

    – Respire.

    ………………………………………………………….

    – O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

    – Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

    – Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.



    BANDEIRA, Manuel. Pneumotórax. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1993. p. 206. 


    Em relação ao poema, verifica-se que
    Escolha uma alternativa para a questão 7d83ab78-68
  • 7D8135D3-68

    Português

    Coesão e coerência
    UEG · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Pneumotórax



    Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.

    A vida inteira que podia ter sido e que não foi.

    Tosse, tosse, tosse.

    Mandou chamar o médico:

    – Diga trinta e três.

    – Trinta e três… trinta e três… trinta e três…

    – Respire.

    ………………………………………………………….

    – O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.

    – Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?

    – Não. A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.



    BANDEIRA, Manuel. Pneumotórax. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Aguilar, 1993. p. 206. 


    A forma do diálogo e da fala dos sujeitos, no texto, demonstra que
    Escolha uma alternativa para a questão 7d8135d3-68