Questões do ENEM 2025

Questões aplicadas na prova de 2025, cada uma em página própria com enunciado, alternativas e gabarito.

Resultados

615 questões encontradas. Mostrando a página 13 de 31.

  • 93733B30-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    iii. Busca

    Pelos campos fora
    Caminhava sempre
    Como se buscasse
    Uma presença ausente

    “Onde estás tu, morte?
    Não posso te ver:
    Neste dia de Maio
    Com rosas e trigo
    É como se tu não
    Vivesses comigo
    [...]
    É verdade que passas
    Pela cidade às vezes
    Nos caixões de chumbo:

    Mas viro o meu rosto
    Pois não te compreendo
    És um pesadelo
    Uma coisa inventada
    Que o vento desmente
    Com suas mãos frescas
    E a luz logo apaga”
    [...]


    Sophia de Mello Breyner Andresen. O Cristo cigano.


    É tão tenaz o desvio que a esquivança encobridora ante a morte exerce sobre a cotidianidade que, no ser-um-com-ooutro, seus ‘próximos’ ainda se empenham com frequência precisamente junto ao ‘moribundo’ para o persuadir de que escapa da morte e retorna em seguida à tranquila cotidianidade do mundo de suas ocupações. Tal ‘preocupação-com-o-outro’ pensa ‘consolar’ dessa maneira o ‘moribundo’. Ela quer devolvê-lo à existência, ajudando-o a encobrir ainda mais completamente sua possibilidade de ser mais própria e irremetente. A gente se ocupa dessa maneira de uma constante tranquilização sobre a morte. Mas, no fundo, ela vale tanto para o ‘moribundo’ quanto para ‘os que consolam’. E mesmo no caso do deixar de viver, a publicidade ainda não deve ser perturbada, nem inquietada pelo acontecimento na sua ocupada despreocupação. Pois não raro se vê na morte dos outros uma inconveniência social, quando não mesmo uma falta de tato, cuja publicidade deve ser poupada.


    Martin Heidegger. Ser e Tempo, §51.



    A escritora Sophia de Mello Breyner Andresen e o filósofo Martin Heidegger descrevem, por meio de recursos expositivos bem diferentes, uma mesma atitude geral comumente assumida por uma pessoa ante o desvelamento de sua própria mortalidade a partir da constatação da morte ou do adoecimento mortal de uma outra pessoa. Qual alternativa melhor descreve essa atitude?
    Escolha uma alternativa para a questão 93733b30-23
  • 93709661-23

    Literatura

    Escolas Literárias
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    Imagem da questão de Literatura, da prova de 2025






    Francisco Ruiz Gijón (1683-1720), Santíssimo Cristo da Expiação, popularmente conhecido como Cristo Cachorro. Escultura em madeira, 1682 (detalhe).


    A partir da comparação entre a escultura Cristo Cachorro, de Francisco Ruiz Gijón, e o livro O Cristo cigano, de Sophia de Mello Breyner Andresen, inspirado por ela, depreende-se:
    Escolha uma alternativa para a questão 93709661-23
  • 936618D3-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    Os espetáculos circenses organizados ao final do século XVIII uniam o cômico e o dramático, como historicamente já faziam outras formas de espetáculo, por meio da combinação da atuação das famílias de saltimbancos, ciganos, atores da Commedia dell’Arte, e mesclavam a pantomima e o palhaço com a acrobacia, os equilíbrios, as exibições equestres e a doma de animais em um mesmo espaço. Desde aquele momento, fica visível a emergência não somente de novos modelos de espetáculos, mas também novas estruturas de organização e produção desses espetáculos, caracterizadas pela delimitação do espaço físico das apresentações, cobrança compulsória de entradas e alternância entre exibições de equilibristas, acrobatas, artistas equestres, comediantes, pantomimas e representações diversas, ou seja, um espetáculo pautado na íntima mistura de expressões e artistas originários de diferentes espaços e formações.


    LOPES, Daniel de Carvalho; SILVA, Ermínia. Circo: percursos de uma arte em transformação contínua. Cadernos do GIPE-CIT, v. 1, 2020. Adaptado.



    No contexto histórico, o circo
    Escolha uma alternativa para a questão 936618d3-23
  • 9363439F-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    O carnaval, para além de ser a mais importante manifestação cultural brasileira, é o exercício concreto e sensível de vários direitos conquistados e consagrados. Ele celebra o direito à cidade, à manifestação, à associação e o direito à liberdade de expressão. Como festa pagã e sincrética, afirma o direito à liberdade religiosa sem ser proselitista e, como representação cultural, amplia o espaço cívico para combiná-lo com festividade, criatividade e liberdade artística e cultural.

    O carnaval, nas suas diversas facetas, é político. E essa característica não aparece somente nos debates promovidos através da festa, mas também pela possibilidade de desfrutar uma vida livre de censura de qualquer tipo por parte de pessoas de todas as regiões do país, em suas mais distintas realidades.

    Ocupar as ruas é um ato político. O lazer e a folia em espaço público, o exercício do direito à fruição e de produzir e consumir conteúdos culturais diversos também são. É ainda mais relevante o ato de externalizar e amplificar histórias, memórias e narrativas sobre grupos historicamente silenciados no país, como as populações negra, indígena e de tantas outras comunidades tradicionais. A manifestação política através de brincadeiras, danças, marchinhas, cantos e fantasias é das formas mais sublimes de expressão da aliança entre luta social, cultura e expressão estética. É a possibilidade que brasileiras e brasileiros encontram de, lutando por meio da arte, fazer ecoar uma voz esquecida no cotidiano.

    Artigo 19. 16/02/2024. Adaptado.


    Ao afirmar que o carnaval é político, o texto objetiva
    Escolha uma alternativa para a questão 9363439f-23
  • 9360AF93-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    Considere os dois fragmentos a seguir:


    O fundamento psicológico sobre o qual se eleva o tipo das individualidades da cidade grande é a intensificação da vida nervosa, que resulta da mudança rápida e ininterrupta de impressões [...]. Talvez não haja nenhum fenômeno tão característico da cidade grande como o caráter blasé. [...] A essência do caráter blasé é o embotamento frente à distinção das coisas [...]. Em parte por conta dessa situação psicológica, em parte em virtude do direito à desconfiança que temos perante os elementos da vida na cidade grande, que passam por nós em um contato fugaz, somos coagidos a uma reserva, em virtude da qual mal conhecemos os vizinhos que temos por muitos anos [...]. Ao mesmo tempo, essa reserva garante ao indivíduo uma espécie [...] de liberdade pessoal.

    Simmel, Georg. (2005). As grandes cidades e a vida do espírito. Mana, Trad. Leopoldo Waizbort. Adaptado.


    As luzes da cidade se acendiam, as cortinas de aço das portas desciam com barulho e os caixeiros, os empregados que passavam o dia sorridentes ou abstratos, por trás dos balcões [...], se transformavam em homens misteriosos, individuais, que metiam um paletó, tinham uma casa, uma rua e iam comer o seu jantar, dormir o seu sono, trancar a sua porta. [...] Todos ali tinham a sua vida isolada, sua vida particular.
    E, naquela hora, cortavam as amarras, cada um procurando o seu mundo pessoal, a sua pequenina ilha.

    Rachel de Queiroz. Caminho de Pedras. Adaptado.


    No primeiro trecho, publicado originalmente em 1903, o sociólogo Georg Simmel procurou condensar as características fundamentais da vida psíquica nas grandes cidades. Já no segundo, com que Rachel de Queiroz inicia o capítulo 7 de Caminho de Pedras, vemos como o protagonista Roberto percebe sua cidade a bordo de um bonde. Lendo-os em conjunto, é possível afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 9360af93-23
  • 933BA523-23

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025






    Our planet is home to subterranean lava deposits and smatterings of obsidian—black volcanic glass. Scalding groundwater bubbles to the surface in places. In such a landscape, you remember that the planet’s hard exterior is so thin that we call it a crust. Its superheated interior burns with an estimated forty-four trillion watts of power. Heat mined from underground is called geothermal and can be used to produce steam, spin a turbine, and generate electricity. Until recently, humans have tended to harvest small quantities in the rare places where it surfaces, such as hot springs. The biggest drawback is drilling miles through hot rock, safely. If scientists can do that, next-generation geothermal power could supply clean energy for eons. Right now, geothermal energy meets a puny portion of humanity’s electricity and heating needs. Fossil fuels power about eighty per cent of human activity, pumping out carbon dioxide and short-circuiting our climate to catastrophic effect. Converts argue that geothermal checks three key boxes: it is carbon-free, available everywhere, and effectively unlimited. It is also baseload, which means that, unlike solar panels or wind, it provides a steady flow of energy. “Over the last two years, I have watched this exponential spinup of activity in geothermal,” a drilling expert said. But there is a risk of moon shots: often, they miss. “There’s basically zero chance that you’re going to develop a moon-shot technology and have it be commercial in five years, on a large-scale”, said Mark Jacobson, an engineering professor. That’s how long humanity has to lower emissions before climatic devastation. “There’s a very decent chance you can do that with wind and solar,” he said. Perhaps, when resources and time are finite, trying and failing could be worse than not trying at all.

    New Yorker. March 2025. Adaptado.


    De acordo com o texto, atualmente a exploração do calor gerado nas regiões subterrâneas do planeta
    Escolha uma alternativa para a questão 933ba523-23
  • 9338E9A5-23

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    FUVEST · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    Considere o texto a seguir:




    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



        Ice flows across Antarctica and continues to do so as it reaches the edge of the land mass and extends over the ocean. The huge floating tongues of ice often remain attached to the continent. Anything that remains grounded on the land is part of the Antarctic ice sheet; the floating part is an ice shelf. Floating ice shelves surround three-quarters of Antarctica’s coast and make up about 11% of its total area. One of the largest, the Ross Ice Shelf, is roughly the size of France. The George VI Ice Shelf is shown in the image, taken by NASA’s Landsat 8 in January 2020.

        It may seem intuitive that all the ice added to the ocean from melting ice shelves would raise global sea level, but that’s not the case. By Archimedes’s principle, ice shelves floating on the water have already displaced their own weight, so their disintegration or melting won’t change the water level. Ice shelves do, however, regulate the speed of glaciers on Antarctica’s land. Ice shelves act to hold glaciers back. Take  the shelf away, and the glaciers are free to speed up and flow into the ocean. Any ice and liquid water that the glaciers take with them will raise sea level. Of Earth’s fresh water, 70% is stored in Antarctica’s ice; that is the equivalent of about 58 meters of sea-level rise if all of it were to melt.


    Buzzard, S. “The surface hydrology of Antarctica’s floating ice”. Physics Today 75, 28-33 (2022). Adaptado.





    Segundo o texto, é correto afirmar:

    Escolha uma alternativa para a questão 9338e9a5-23
  • 93308085-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Imagem da questão de Português, da prova de 2025





    Disponível em https://cartum.folha.uol.com.br/charges/.

    Em termos da interação entre os recursos verbais e imagéticos na charge, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 93308085-23
  • 932A946E-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    O indígena sofre menos sob a República do que sob a dominação espanhola? Não existem mais corregimientos nem encomiendas, mas persistem os trabalhos forçados e os recrutamentos. O sofrimento que lhe provocamos basta para descarregar sobre nós a execração dos seres humanos. Nós o conservamos na ignorância e na servidão, o envilecemos no quartel, o embrutecemos com o álcool, o lançamos a destroçar-se nas guerras civis e, de tempos em tempos, organizamos caçadas e matanças.

    Manuel González Prada. “Nuestros índios”. In: Ideas en torno de Latinoamérica. México: UNAM, 1986. Adaptado.


    O excerto, extraído de um texto publicado no início do século XX pelo peruano Manuel González Prada,
    Escolha uma alternativa para a questão 932a946e-23
  • 931F858F-23

    Português

    Interpretação de Textos
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    A uberização nomeia um novo tipo de gestão e controle da força de trabalho. Resultando das formas contemporâneas de eliminação de direitos, transferência de riscos e custos para os trabalhadores e novos arranjos produtivos, ela em alguma medida sintetiza processos em curso há décadas, ao mesmo tempo em que se apresenta como tendência para o futuro do trabalho. O tema ganha visibilidade com a formação de enormes contingentes de trabalhadores controlados por empresas que operam por meio de plataformas digitais. O desafio contemporâneo frente a esse novo tipo de organização envolve elementos complexos e armadilhas teórico-políticas. Reside em compreender as plataformas digitais como um novo meio poderoso pelo qual as relações de trabalho vêm se reestruturando, sem, entretanto, incorrer em um determinismo tecnológico que mistifique os processos sociais que envolvem décadas de flexibilização e transformação no trabalho, e que se materializam nas plataformas digitais, embora de forma obscura. Com base nessa perspectiva, o desafio também reside na compreensão de uma tendência que precede e ultrapassa as plataformas digitais, relacionada ao elemento central da uberização, qual seja, a consolidação e gerenciamento de multidões de trabalhadores como trabalhadores just-in-time. Essa condição do trabalho envolve um novo tipo generalizável de remuneração por peça que conserva sua centralidade nas formas de exploração capitalistas, mas atualiza seus elementos, demandando a compreensão das permanências, transformações e tendências que se desenham no presente ou como futuro possível e provável do trabalho.


    ABÍLIO, L. C. et al. “Uberização e plataformização do trabalho no Brasil: conceitos, processos e formas”. Sociologias, v. 23, n. 57, 2021.
    A expressão just-in-time, destacada no texto, refere-se, no contexto da discussão, a uma modalidade de trabalho 
    Escolha uma alternativa para a questão 931f858f-23
  • 931C95F7-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    A uberização nomeia um novo tipo de gestão e controle da força de trabalho. Resultando das formas contemporâneas de eliminação de direitos, transferência de riscos e custos para os trabalhadores e novos arranjos produtivos, ela em alguma medida sintetiza processos em curso há décadas, ao mesmo tempo em que se apresenta como tendência para o futuro do trabalho. O tema ganha visibilidade com a formação de enormes contingentes de trabalhadores controlados por empresas que operam por meio de plataformas digitais. O desafio contemporâneo frente a esse novo tipo de organização envolve elementos complexos e armadilhas teórico-políticas. Reside em compreender as plataformas digitais como um novo meio poderoso pelo qual as relações de trabalho vêm se reestruturando, sem, entretanto, incorrer em um determinismo tecnológico que mistifique os processos sociais que envolvem décadas de flexibilização e transformação no trabalho, e que se materializam nas plataformas digitais, embora de forma obscura. Com base nessa perspectiva, o desafio também reside na compreensão de uma tendência que precede e ultrapassa as plataformas digitais, relacionada ao elemento central da uberização, qual seja, a consolidação e gerenciamento de multidões de trabalhadores como trabalhadores just-in-time. Essa condição do trabalho envolve um novo tipo generalizável de remuneração por peça que conserva sua centralidade nas formas de exploração capitalistas, mas atualiza seus elementos, demandando a compreensão das permanências, transformações e tendências que se desenham no presente ou como futuro possível e provável do trabalho.


    ABÍLIO, L. C. et al. “Uberização e plataformização do trabalho no Brasil: conceitos, processos e formas”. Sociologias, v. 23, n. 57, 2021.
    Segundo o texto, a uberização é um processo que
    Escolha uma alternativa para a questão 931c95f7-23
  • 931445A6-23

    Literatura

    Teoria Literária
    FUVEST · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    A jornada das mulheres pela igualdade de direitos no Brasil, como em outras partes do mundo, sempre envolveu lutas sociais, políticas e jurídicas, com marcos importantes como a Lei Geral de 1827, que permitiu o acesso das mulheres à educação, e a Constituição de 1934, que garantiu o direito ao voto feminino. A partir da década de 1960, houve avanços significativos, como o Estatuto da Mulher Casada (1962), que eliminou a necessidade de receber autorização do marido para diversas atividades, e, na década de 1970, a Lei do Divórcio (1977) e o fortalecimento dos movimentos feministas. As obras Caminho de pedras, de Rachel de Queiroz, e As meninas, de Lygia Fagundes Telles, discutem questões relativas aos direitos das mulheres e sua relação com a política ao longo do século XX no Brasil. Sobre esses romances, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 931445a6-23
  • 9311697C-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Sempre que brilha um novo dia, e que nos bate à porta o jornal, apoderamo-nos com solicitude dessa folha e avidamente percorremos a sessão das Câmaras do dia antecedente em procura do assunto que temos escrito no coração e no espírito - a educação da mulher brasileira -, e dobramos a folha desconsolados e aguardamos o dia seguinte, que se escoa na mesma expectativa, no mesmo desengano!

    (...)

    Um dia raiará mais propício para nós, em que os escolhidos da nação brasileira se dignem de achar a educação da mulher um objeto importante para dele ocuparem-se, com a circunspecção que merece.

    Nísia Floresta. Opúsculo Humanitário.


    Sonhando ser mestra, eu não imaginava o descanso, o repouso ameno que daria à minha mãe como recompensa dos grandes sacrifícios feitos por ela para meu bem-estar, eu não pensava em ser útil, em tornar-me necessária, imprescindível. Eu queria ser mestra para não morar em um cortiço malalumiado, infecto, úmido, nesta terra onde há tantas flores, tanta luz e tantas alegrias. O caso é que fosse qual fosse a mão que me escreveu no pensamento a resolução de vir a ser professora – pertencesse ela à tentação diabólica do luxo ou à compreensão de um dever –, fosse qual fosse, eu a abençoo.

    Julia Lopes de Almeida. Memórias de Martha.



    A partir da leitura dos excertos e das obras citadas, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 9311697c-23
  • 93085162-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    A escola não pode ignorar as diferenças sociolinguísticas. Os professores e, por meio deles, os alunos têm que estar bem conscientes de que existem duas ou mais maneiras de dizer a mesma coisa. E mais, que essas formas alternativas servem a propósitos comunicativos distintos e são recebidas de maneira diferenciada pela sociedade. Os alunos que chegam à escola falando “nós cheguemu”, “abrido” e “ele drome”, por exemplo, têm que ser respeitados e ver valorizadas as suas peculiaridades linguístico-culturais, mas têm o direito inalienável de aprender as variantes de prestígio dessas expressões. Não se lhes pode negar esse conhecimento, sob pena de se fecharem para eles as portas, já estreitas, da ascensão social.


    BORTONI-RICARDO, S. M. Nós cheguemos na escola, e agora? Sociolinguística & Educação. São Paulo: Parábola, 2005. Adaptado.



    De acordo com o texto, cabe aos professores
    Escolha uma alternativa para a questão 93085162-23
  • 92F7A2DA-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
        Pouco antes de eu completar quatro anos de idade, nasceu nossa irmã mais nova, para quem eu escolhera o nome de Maria Bethânia, por causa de uma bela valsa do compositor pernambucano Capiba. Naturalmente todos achavam graça no fato de eu saber cantar canções de gente grande, e mais ainda na minha determinação de nomear minha irmãzinha segundo uma dessas canções.¬ ¬ Mas ninguém se sentia com coragem de realmente pôr esse nome “tão pesado” num bebê. Como havia várias outras sugestões (iam de Cristina a Gislaine), meu pai resolveu escrever todos os nomes em pedacinhos de papel que, depois de dobrados, ele jogou na copa de meu pequeno chapéu de explorador e me deu para tirar na sorte. Saiu o da minha escolha. Meu pai então pôs um ar resignado (que era uma ordem para que todos também se resignassem) e disse: “Pronto. Agora tem que ser Maria Bethânia”. E saiu para registrar a recém-nascida com esse nome. Recentemente, ouvi de minhas irmãs mais velhas uma versão que diz que meu pai escrevera Maria Bethânia em todos os papéis. Não é de todo improvável. E, de fato, na expressão resignada de meu pai era visível – ainda hoje o é, na lembrança – um intrigante toque de humor. Mas, embora me encha de orgulho o pensamento de que meu pai possa ter trapaceado para me agradar, eu sempre preferi crer na autenticidade do sorteio: essa intervenção do acaso parece conferir mais realidade a tudo o que veio a se passar desde então, pois ela faz crescerem ao mesmo tempo as magias (que nos dão a impressão de se excluírem mutuamente) do presságio e da unicidade absolutamente gratuita de cada acontecimento.


    Caetano Veloso. Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Adaptado.
    No fragmento Mas ninguém se sentia com coragem de realmente pôr esse nome “tão pesado” num bebê, a expressão “tão pesado” aparece entre aspas porque o enunciador
    Escolha uma alternativa para a questão 92f7a2da-23
  • 92F40CB3-23

    Português

    Interpretação de Textos
    FUVEST · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
        Pouco antes de eu completar quatro anos de idade, nasceu nossa irmã mais nova, para quem eu escolhera o nome de Maria Bethânia, por causa de uma bela valsa do compositor pernambucano Capiba. Naturalmente todos achavam graça no fato de eu saber cantar canções de gente grande, e mais ainda na minha determinação de nomear minha irmãzinha segundo uma dessas canções.¬ ¬ Mas ninguém se sentia com coragem de realmente pôr esse nome “tão pesado” num bebê. Como havia várias outras sugestões (iam de Cristina a Gislaine), meu pai resolveu escrever todos os nomes em pedacinhos de papel que, depois de dobrados, ele jogou na copa de meu pequeno chapéu de explorador e me deu para tirar na sorte. Saiu o da minha escolha. Meu pai então pôs um ar resignado (que era uma ordem para que todos também se resignassem) e disse: “Pronto. Agora tem que ser Maria Bethânia”. E saiu para registrar a recém-nascida com esse nome. Recentemente, ouvi de minhas irmãs mais velhas uma versão que diz que meu pai escrevera Maria Bethânia em todos os papéis. Não é de todo improvável. E, de fato, na expressão resignada de meu pai era visível – ainda hoje o é, na lembrança – um intrigante toque de humor. Mas, embora me encha de orgulho o pensamento de que meu pai possa ter trapaceado para me agradar, eu sempre preferi crer na autenticidade do sorteio: essa intervenção do acaso parece conferir mais realidade a tudo o que veio a se passar desde então, pois ela faz crescerem ao mesmo tempo as magias (que nos dão a impressão de se excluírem mutuamente) do presságio e da unicidade absolutamente gratuita de cada acontecimento.


    Caetano Veloso. Verdade tropical. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Adaptado.
    Caetano Veloso revela sua posição a respeito do fato narrado no fragmento Mas, embora me encha de orgulho o pensamento de que meu pai possa ter trapaceado para me agradar, eu sempre preferi crer na autenticidade do sorteio. Assinale a alternativa em que a paráfrase do excerto mantém o mesmo sentido do texto original. 
    Escolha uma alternativa para a questão 92f40cb3-23
  • F8C15D96-13

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1


    THE IMPACT OF SOCIAL MEDIA ON SELF-IDENTITY FORMATION: A PSYCHOLOGICAL AND SOCIOLOGICAL PERSPECTIVE


    Berumen Victoria




    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



    Available at: https://www.stasson.org/the-impact-of-social-media-on-self-identity-formation-a-psychological-and-sociological-perspective/. Accessed August 30th, 2025. (Adapted).

    In its concluding paragraph, the text claims that social media:
    Escolha uma alternativa para a questão f8c15d96-13
  • F8BEF7EF-13

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1


    THE IMPACT OF SOCIAL MEDIA ON SELF-IDENTITY FORMATION: A PSYCHOLOGICAL AND SOCIOLOGICAL PERSPECTIVE


    Berumen Victoria




    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



    Available at: https://www.stasson.org/the-impact-of-social-media-on-self-identity-formation-a-psychological-and-sociological-perspective/. Accessed August 30th, 2025. (Adapted).

    The following sentence presents a negative aspect of social media:
    Escolha uma alternativa para a questão f8bef7ef-13
  • F8BCA942-13

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1


    THE IMPACT OF SOCIAL MEDIA ON SELF-IDENTITY FORMATION: A PSYCHOLOGICAL AND SOCIOLOGICAL PERSPECTIVE


    Berumen Victoria




    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



    Available at: https://www.stasson.org/the-impact-of-social-media-on-self-identity-formation-a-psychological-and-sociological-perspective/. Accessed August 30th, 2025. (Adapted).

    Still, this virtual social landscape can also lead to shallow interactions, with the quantity of connections often overshadowing the quality of relationships. (l. 12-14)


    The discourse marker “still” that opens this sentence helps convey the following idea:
    Escolha uma alternativa para a questão f8bca942-13
  • F8BA68D4-13

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Ciências Médicas de Maricá (FACMAR) · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 1


    THE IMPACT OF SOCIAL MEDIA ON SELF-IDENTITY FORMATION: A PSYCHOLOGICAL AND SOCIOLOGICAL PERSPECTIVE


    Berumen Victoria




    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025



    Available at: https://www.stasson.org/the-impact-of-social-media-on-self-identity-formation-a-psychological-and-sociological-perspective/. Accessed August 30th, 2025. (Adapted).

    Regarding social media, the main aim of the article is to:
    Escolha uma alternativa para a questão f8ba68d4-13