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Questões de Linguagens do ENEM
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- 219 assuntos
- LinguagensConsidere o poema Seiscentos e sessenta e seis, de Mario Quintana.Seiscentos e sessenta e seisA vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa.Quando se vê, já são 6 horas: há tempo...Quando se vê, já é 6ª feira...Quando se vê, passaram 60 anos...Agora, é tarde demais para ser reprovado...E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade,Eu nem olhava o relógioSeguia sempre, sempre em frente...E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o poema.( ) O sujeito lírico busca a definição da vida a partir da metáfora com o universo escolar e a passagem do tempo.( ) A sucessão “6 horas, 6ª feira, 60 anos” aponta para a finitude, isto é, fim do dia útil, fim da semana útil, consequentemente, fim da vida útil.( ) O sujeito lírico encerra o poema com um tom melancólico, porque a realidade não corresponde às suas expectativas.( ) O sujeito lírico encerra o poema com um tom melancólico, porque se dá conta da importância da aprovação na escola.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
- Linguagens
Português
- Coesão e coerência
- Prova de 2019
- Universidade Estadual de Montes Claros - MG
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: 2983F032-E6
A progressão desse texto argumentativo se constrói, principalmente, com
- Linguagens
Português
- Figuras de Linguagem
- Prova de 2014
- Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 298482E0-DE
Leia o texto abaixo para responder a questão:Prrrii!!-Aí, Heitor!A bola foi parar na extrema esquerda. Melle desembestou com ela.A arquibancada pôs-se em pé. Conteve a respiração. Suspirou:-Aaaah!Miquelina cravava as unhas no braço gordo de Yolanda. Em torno do trapézio verde a ânsia de vinte mil pessoas. De olhos ávidos. De nervos elétricos. De preto. De branco. De azul. De vermelho.Delírio futebolístico no Parque Antártica.Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam. Por causa da bola de couro amarelo que não parava, que não parava um minuto, um segundo. Não parava.-Neco, Neco!Parecia um louco. Driblou. Escorregou. Driblou. Correu. Parou. Chutou.-Gooool! Gooool!Miquelina ficou abobada com o olhar parado. Arquejando. Achando aquilo um desaforo, um absurdo.-Alegoá-goá-goá! Alegoá-goá-goá! Urrá-urrá! Coríntians!Palhetas subiram no ar. Com os gritos. Entusiasmos rugiam. Pulavam. Dançavam. E as mãos batendo nas bocas:-Go-o-o-o-o-o-o-l!Miquelina fechou os olhos de ódio.(MACHADO, Antônio de Alcântara. (1926) “Corinthians (2) x Palestra (1)” In: . São Paulo: OESP/Klick, 1997. p. 49)Em “Camisas verdes e calções negros corriam, pulavam, chocavam-se, embaralhavam-se, caíam, contorciam-se, esfalfavam-se, brigavam”, é possível verificar o uso de: - Linguagens
Literatura
No romance As meninas, de Lygia Fagundes Telles, o caráter polifônico do jogo narrativo é garantido pela alternância bastante natural entre um narrador em terceira pessoa e as narrações em primeira pessoa das protagonistas.No bloco da esquerda abaixo, estão listados os nomes do(a)s narradores(as); no da direita, fragmentos de textos proferidos por ele(a)s.Associe adequadamente o bloco da direita ao da esquerda.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é - Linguagens
Português
- Figuras de Linguagem
- Prova de 2019
- Universidade Estadual de Montes Claros - MG
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 2987DC71-E6
Em qual das alternativas a seguir há uma personificação da palavra “pensamento”?
- Linguagens
Português
Considere os fragmentos do romance Feliz ano velho, de Marcelo Rubens Paiva.I. Acordei. De um lado, um caninho com um líquido amarelo que entrava em minha veia; do outro, um com sangue. Na boca, um acoplado, aqueles aparelhinhos de respiração artificial que já conhecia do Fantástico. Muito eficiente, fechava a boca com a língua, mesmo assim o ar entrava. Tinha uma sanfoninha pendurada que enchia e esvaziava. Assoprava e ela nem se tocava, enchia e esvaziava...II. Fiquei curtindo as sensações nele. Na pele não sentia muito, mas se apertasse ou manipulasse, sentia tesão. A respiração ficava ofegante. Corria pelo corpo todo aquele formigamento de prazer. Que loucura, eu tenho que me redescobrir sexualmente, saber usar esse corpo, aprender com ele. Não é o mesmo prazer, mas é gostoso ficar mexendo no pinto. Não é psicológico, mas físico. Senti-me uma criança que descobre a sensação gostosa de mexer no piu-piu.Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre os fragmentos acima.( ) Os fragmentos estão relacionados ao acidente que deixa o narrador fisicamente limitado: no primeiro, pós-acidente na sala da UTI; no segundo, a descoberta das novas sensações de prazer corporal.( ) Os dois fragmentos desse relato memorialístico, caracterizados por frases rebuscadas e bastante elaboradas, apontam para momentos distintos de descoberta corporal.( ) A descoberta do prazer físico, sobretudo o sexual, compõe o universo da absoluta novidade no enredo.( ) O relato de Paiva, no decorrer da narrativa, pode ser interpretado como uma espécie de libertação do sofrimento, catalisado pelas experiências traumáticas da vida do autor.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2014
- Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 298A0150-DE
Texto para a questão:D. SEBASTIÃO'Sperai! Caí no areal e na hora adversaQue Deus concede aos seusPara o intervalo em que esteja a alma imersaEm sonhos que são Deus.Que importa o areal e a morte e a desventuraSe com Deus me guardei?É O que eu me sonhei que eterno duraÉ Esse que regressarei.(PESSOA, Fernando .Mensagem)O sebastianismo, mito do retorno triunfal de Dom Sebastião, o rei desaparecido em batalha no norte da África, ilustra a fala de José Miguel Wisnki e o poema de Fernando Pessoa. O uso para Wisnik se justifica porque: - Linguagens
Literatura
Leia os versos destacados de três poemas de Bagagem, de Adélia Prado.Antes do nomeNão me importa a palavra, esta corriqueira.Quero é o esplêndido caos de onde emerge a sintaxe,[...]Quem entender a linguagem entende Deuscujo filho é Verbo. Morre quem entender.A invenção de um modo[...]Porque tudo que invento já foi ditonos dois livros que eu li:as escrituras de Deus,as escrituras de João.Tudo é Bíblias. Tudo é Grande Sertão.GuiaA poesia me salvará.[...]No entanto, repito, a poesia me salvará.Por ela entendo a paixãoque Ele teve por nós, morrendo na cruz.Considere as seguintes afirmações sobre os poemas.I - A fé é uma musa poderosa, e o sujeito lírico sente-se inferior à palavra, tanto das escrituras quanto do cotidiano.II - O fazer poético é, para o sujeito lírico, ao mesmo tempo, sagrado e profano, corpo e espírito.III- A metapoesia é uma temática importante na lírica de Adélia Prado.Quais estão corretas? - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2011
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 298B5CA5-EC
Assinale a opção que caracteriza corretamente os versos do poema Maçã, que integra a coletânea 50 poemas escolhidos pelo autor, de Manuel Bandeira, apresentados a seguir:Por um lado te vejo como um seio murchoPelo outro como um ventre de cujo umbigo pende ainda[o cordão placentárioÉs vermelha como o amor divinoDentro de ti em pequenas pevidesPalpita a vida prodigiosaInfinitamenteE quedas tão simplesAo lado de um talherNum quarto pobre de hotel. - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2019
- Universidade Estadual de Montes Claros - MG
- Dificuldade: Fácil
- Com imagem
- Código da questão: 298C018E-E6
As escolhas linguístico-lexicais feitas pelo autor possibilitam a esse texto
- Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2014
- Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: 298DAAD5-DE
Texto para a questão:D. SEBASTIÃO'Sperai! Caí no areal e na hora adversaQue Deus concede aos seusPara o intervalo em que esteja a alma imersaEm sonhos que são Deus.Que importa o areal e a morte e a desventuraSe com Deus me guardei?É O que eu me sonhei que eterno duraÉ Esse que regressarei.(PESSOA, Fernando .Mensagem)Comparativamente, o poema de Pessoa toma o mito sebastianista de modo um pouco diferente daquele referido por Wisnik. Em “D. Sebastião” especificamente o rei é a figura esperada, que regressará, para: - Linguagens
Português
No bloco superior abaixo, estão listados títulos de alguns contos da obra Deixe o quarto como está, de Amilcar Bettega Barbosa; no inferior, fragmentos de textos a eles relacionados.Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.1 - “Exílio”2 - “Hereditário”3 - “Insistência”4 - “O encontro”5 - “Para salvar Beth”( ) “É um trabalho simples”, ele disse, “é só levar o cachorrinho lá e ficar esperando.” “Mas você nunca gostou de cachorro, Gil, lembra aquela vez que eu ganhei um filhote da Cris, quer dizer, da cadela da Cris?” Ela riu.( ) Das poucas coisas que meu pai deixou, a mim coube uma pequena caixa recoberta por um veludo puído, dessas onde se guardavam os anéis de diamantes, pulseiras ou coisas assim.( ) Chegaram à cidade com noite e cansaço e um táxi os tirou da chuva para pousá-los num quarto de pensão desconfortável, à espera de que uma noite de sono os refizesse novos e prontos para o encontro que não deveria tardar.( ) “Vou fechar a loja e ir embora da cidade.” Quantas vezes esse pensamento já havia me rondado! Não que eu não gostasse da cidade, mas a loja ali não se sustentava.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2019
- Universidade Estadual de Montes Claros - MG
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 298F3598-E6
Analise a reprodução da tela Desembarque de Cabral, obra de Oscar Pereira da Silva, representando a chegada dos portugueses no Brasil e, logo em seguida, leia o fragmento da obra Ubirajara, de José de Alencar, para responder à questão.

Disponível em: <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/common/f/f1/Oscar_Pereira_da_Silva_-_Desembarque_...>. Acesso em 9 nov. 2019.
Na “Advertência” do Livro “Ubirajara”, de José de Alencar, encontramos a seguinte afirmação: “Como admitir que bárbaros, quais nos pintaram os indígenas, brutos e canibais, antes feras que homens, fossem suscetíveis desses brios nativos que realçam a dignidade do rei da criação? Os historiadores, cronistas e viajantes da primeira época, senão de todo o período colonial, devem ser lidos à luz de uma crítica severa. É indispensável, sobretudo, escoimar os fatos comprovados, das fábulas a que serviam de mote, e das apreciações a que os sujeitavam espíritos acanhados, por demais imbuídos de uma intolerância ríspida.”Fonte: ALENCAR, José de. Ubirajara. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1874. p. 2.
Relacionando a pintura de Oscar Pereira da Silva com o trecho apresentado, é correto afirmar, EXCETO:
- Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2011
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 298F4D96-EC
Assinale a opção que caracteriza corretamente os versos do poema Consoada, que integra a coletânea 50 poemas escolhidos pelo autor, de Manuel Bandeira, apresentados a seguir:Quando a indesejada das gentes chegar(Não sei se dura ou caroável),Talvez eu tenha medo.Talvez sorria, ou diga:– Alô, iniludível!O meu dia foi bom, pode a noite descer.(A noite com os seus sortilégios.)Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,A mesa posta,Com cada coisa em seu lugar. - Linguagens
Literatura
Considere as afirmações abaixo, sobre a canção “Minha história (Gesubambino)”, do álbum Construção, de Chico Buarque.I - O sujeito cancional conta a vida de abandono dele e da mãe, o que representa a realidade de muitas crianças que não conhecem o pai biológico.II - A canção reforça o apelo cristão da história, através de rimas como “amor/Nosso Senhor”, “cruz/Jesus”.III- O pai era um marinheiro estrangeiro, que se tornou dono de bar.Quais estão corretas? - Linguagens
Literatura
- Barroco
- Prova de 2019
- Universidade Estadual de Montes Claros - MG
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 2991FC47-E6
Excerto 1INCONSTÂNCIA DOS BENS DO MUNDO (317)Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,Depois da Luz se segue a noite escura,Em tristes sombras morre a formosura,Em contínuas tristezas a alegria.Porém, se acaba o Sol, por que nascia?Se é tão formosa a Luz, por que não dura?Como a beleza assim se transfigura?Excerto 2DEFINE A SUA CIDADE (94)[...]Bahia tem letras cincoque são BAHIA,logo ninguém me diráque dous ff chega a terpois nenhum contém sequer,salvo se em boa verdadesão os ff da cidadeum furtar, outro foder.MATOS, Gregório de. Seleção de Obras Poéticas. p. 2-5. Disponível em: <http//www.bibvirt.futuro.usp.br.> Acesso em: 11 nov. 2019.Com base nos trechos, todas as afirmativas estão corretas, EXCETO: - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2011
- Faculdade Cásper Líbero
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 29936F2B-EC
Sobre Laços de família, de Clarice Lispector, é correto afirmar que: - Linguagens
Português
Os excertos abaixo, relativos aos momentos iniciais da narrativa, foram retirados de Ponciá Vicêncio, de Conceição Evaristo. Considere-os, no contexto do enredo da obra.I. Filho de ex-escravo, crescera na fazenda levando a mesma vida dos pais. Era pajem do sinhô-moço. Tinha a obrigação de brincar com ele. Era o cavalo onde o mocinho galopava sonhando conhecer todas as terras do pai. Tinham a mesma idade. Um dia o coronelzinho exigiu que ele abrisse a boca, pois queria mijar dentro. O pajem abriu. A urina do outro caía escorrendo quente por sua goela e pelo canto de sua boca. Sinhô-moço ria, ria. Ele chorava e não sabia o que mais lhe salgava a boca, se o gosto da urina ou se o sabor de suas lágrimas.II. Um dia o coronelzinho, que já sabia ler, ficou curioso para ver se negro aprendia os sinais, as letras de branco e começou a ensinar o pai de Ponciá. O menino respondeu logo ao ensinamento do distraído mestre. Em pouco tempo reconhecia todas as letras. Quando Sinhô-moço se certificou de que o negro aprendia, parou a brincadeira. Negro aprendia sim! Mas o que o negro ia fazer com o saber do branco?III. Quando mais nova, sonhara até um outro nome para si. Não gostava daquele que lhe deram. Menina, tinha o hábito de ir à beira do rio e lá, se mirando nas águas, gritava o próprio nome: Ponciá Vicêncio! Ponciá Vicêncio! Sentia-se como se estivesse chamando outra pessoa. Não ouvia o seu nome responder dentro de si. Inventava outros. Panda, Molenga, Quieti, nenhum lhe pertencia também. Ela, inominada, tremendo de medo, temia a brincadeira, mas insistia. A cabeça rodava no vazio, ela vazia se sentia sem nome. Sentia-se ninguém.Sobre os excertos, considere as seguintes afirmações.I - No fragmento I, identificam-se as relações de opressão e de poder entre os senhores e os povos escravizados.II - No fragmento II, percebe-se a prática racista e discriminatória que, na época, subtraía dos povos negros o acesso à leitura e à escrita.III- No fragmento III, reconhece-se a postura questionadora e sonhadora da protagonista no que tange à busca pela identidade.Quais estão corretas? - Linguagens
Português
- Figuras de Linguagem
- Prova de 2012
- UNICENTRO
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: 2994EC2C-09

O fragmento que ilustra a linguagem conotativa é o transcrito na alternativa - Linguagens
Literatura
- Escolas Literárias
- Prova de 2019
- Universidade Estadual de Montes Claros - MG
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 2995600C-E6
Excerto 1
“Estes Índios são de cor baça, e cabelo corredio; tem o rosto amassado, e algumas feições dele à maneira de Chins. Pela maior parte são bem dispostos, rijos e de boa estatura; gente mui esforçada, e que estima pouco morrer, temerária na guerra, e de muito pouco consideração: são desagradecidos em Grã maneira, e mui desumanos e cruéis, inclinados a pelejar, e vingativos por extremo. Vivem todos mui descansados sem terem outros pensamentos senão de comer, beber, e matar gente, e por isso engordam muito, mas com qualquer desgosto pelo conseguinte tornam a emagrecer, e muitas vezes pode deles tanto a imaginação que se algum deseja a morte, ou alguém lhe mete em cabeça que há de morrer tal dia ou tal noite não passa daquele termo que não morra.”
Fonte: GÂNDAVO, p. 26. Disponível em: <www.nead.unama.br.>. Acesso em: 11 nov. 2019
Excerto 2
“Ubirajara, senhor da lança, é tempo de empunhares o grande arco da nação araguaia, que deve estar na mão do mais possante. Camacã o conquistou no dia em que escolheu por esposa Jaçanã, a virgem dos olhos de fogo, em cujo seio te gerou seu primeiro sangue. Ainda hoje, apesar da velhice que lhe mirrou o corpo, nenhum guerreiro ousaria disputar o grande arco ao velho chefe, que não sofresse logo o castigo de sua audácia. Mas Tupã ordena que o ancião se curve para a terra, até desabar como o tronco carcomido; e que o mancebo se eleve para o céu como a árvore altaneira. Camacã revive em ti; a glória de ser o maior guerreiro cresce com a glória de ter gerado um guerreiro ainda maior do que ele.”
Fonte: ALENCAR, José de. Ubirajara. Rio de Janeiro: B. L. Garnier, 1874. p. 11.
Analisando os excertos, é INCORRETO afirmar: