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Questões de Linguagens do ENEM

Todas as questões de Linguagens do banco, com gabarito em cada página. Combine com ano, disciplina e dificuldade para montar sua lista de estudo.

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  • 219 assuntos

Resultados: 18.995 questões

Página 670 de 950

  • Linguagens

    Português

    A questão a seguir embasam-se na obra de Viriato Corrêa. Escrita na década de 1930, essa obra literária contém as memórias de infância do menino Cazuza, vivida no interior do Maranhão no final do século XIX.

    Nessa poesia popular nordestina trazida por Viriato Corrêa, em "Cazuza", observa-se o intuito dos repentistas de sobrepujarem um ao outro

    — José Firmino acredite,
    Não gosto de me gabar,
    Mas quando pego a viola,
    Quando começo a cantar,
    Saem da cova os defuntos,
    Os peixes saem do mar,
    Os anjos descem do céu,
    E tudo vem me escutar.

    O José Firmino quase não deixou que o
    companheiro acabasse o último verso, e cantou
    de viola estendida no peito:

    — Eu não tenho inveja disso,
    Sou valente, valentão,
    Canguçu é meu cavalo,
    Cascavel meu cinturão,
    Eu engulo brasa viva,
    Pego corisco com a mão,
    Um empurrão do meu dedo
    Bota dez morros no chão.

    O outro acelerou os dedos nas cordas da viola e respondeu:

    — Se eu for contar minhas artes
    Não acabo nunca mais;
    Para apagar os incêndios
    Uso breu e aguarrás,
    Eu ponho luneta em pulga,
    E gravata em Satanás,
    Eu faço gelo com brasa,
    Coisa que você não faz,
    Faço o carro andar na frente,
    Faço o boi andar atrás.

    E ergueu-se. José Firmino ergueu-se também.
    Eram ambos fortes no desafio. Não haveria
    vencido nem vencedor. Não valia a pena teimar.

    CORRÊA, Viriato. Cazuza. 37ª ed. São Paulo: Editora Nacional, 1992

    Entre as estratégias contundentes utilizadas nas gabolices, destacam-se construções paradoxais, a exemplo do par de versos:
    Escolha uma alternativa para a questão face51a7-b0
  • Linguagens

    Português

    A questão toma como base o conto "Um Espinho de Marfim".


    Leia o final do conto "Um Espinho de Marfim".

    "E nesse último dia aproximou a cabeça do seu peito, com suave força, com força de amor empurrando, cravando o espinho de marfim no coração, enfim florido.Quando o rei veio em cobrança da promessa, foi isso que o sol morrente lhe entregou, a rosa de sangue e um feixe de lírios."

    O leitor pode fazer uma interpretação simbólica do dilema vivido pela princesa que decide por
    Escolha uma alternativa para a questão facb33f2-b0
  • Linguagens

    Português

    O conto a seguir serve de base para responder à questão.

    Entre as folhas do Verde O

        O príncipe acordou contente. Era dia de caçada. Os cachorros latiam no pátio do castelo. Vestiu o colete de couro, calçou as botas. Os cavalos batiam os cascos debaixo da janela. Apanhou as luvas e desceu.

         Lá embaixo parecia uma festa. Os arreios e os pelos dos animais brilhavam ao Sol. Brilhavam os dentes abertos em risadas, as armas, as trompas que deram o sinal de partida.

         Na floresta também ouviram a trompa e o alarido. Todos souberam que eles vinham. E cada um se escondeu como pode.

         Só a moça não se escondeu. Acordou com o som da tropa, e estava debruçada no regato quando os caçadores chegaram.

         Foi assim que o príncipe a viu. Metade mulher, metade corça, bebendo no regato. A mulher tão linda. A corça tão ágil. A mulher ele queria amar, a corça ele queria matar. Se chegasse perto será que ela fugia? Mexeu num galho, ela levantou a cabeça ouvindo. Então o príncipe botou a flecha no arco, retesou a corda, atirou bem na pata direita. E quando a corça-mulher dobrou os joelhos tentando arrancar a flecha, ele correu e a segurou, chamando homens e cães.

         Levaram a corça para o castelo. Veio o médico, trataram do ferimento. Puseram a corça num quarto de porta trancada. Todos os dias o príncipe ia visitá-la. Só ele tinha a chave. E cada vez se apaixonava mais. Mas a corça-mulher só falava a língua da floresta e o príncipe só sabia ouvir a língua do palácio. Então, ficavam horas se olhando calados, com tanta coisa para dizer.

         Ele queria dizer que a amava tanto, que queria casar com ela e tê-la para sempre no castelo, que a cobriria de roupas e joias, que chamaria o melhor feiticeiro do reino para fazê-la virar toda mulher.

         Ela queria dizer que o amava tanto, que queria se casar com ele e levá-lo para a floresta, que lhe ensinaria a gostar dos pássaros e das flores e que pediria à Rainha das Corças para dar-lhe quatro patas ágeis e um belo pelo castanho.

         Mas o príncipe tinha a chave da porta. E ela não tinha o segredo da palavra.

         Todos os dias se encontravam. Agora se seguravam as mãos. E no dia em que a primeira lágrima rolou nos olhos dela, o príncipe pensou ter entendido e mandou chamar o feiticeiro.

         Quando a corça acordou, já não era mais corça. Duas pernas só, e compridas, um corpo branco. Tentou levantar, não conseguiu. O príncipe lhe deu a mão. Vieram as costureiras e a cobriram de roupas. Vieram os joalheiros e a cobriram de joias. Vieram os mestres de dança para ensinar-lhe a andar. Só não tinha a palavra. E o desejo de ser mulher.

         Sete dias ela levou para aprender sete passos. E na manhã do oitavo dia, quando acordou e viu a porta aberta, juntou sete passos e mais sete, atravessou o corredor, desceu a escada, cruzou o pátio e correu para a floresta à procura de sua Rainha.

         O Sol ainda brilhava quando a corça saiu da floresta, só corça, não mais mulher. E se pôs a pastar sob as janelas do palácio.


    COLASANTI, Marina. Uma ideia toda azul. São Paulo: Global, 2005

    Esse conto nos ajuda a explicar a polaridade entre os gêneros que apontam dicotomias biológicas e psicológicas, ilustrando as diferenças entre macho-fêmea, homem-mulher, visto na vida cotidiana como bem-mal, certo-errado, temática central dos contos de fadas. Pode-se depreender, mais de que uma mera dicotomia, que o tema central do conto revela 
    Escolha uma alternativa para a questão fac212c2-b0
  • Linguagens

    Literatura

    Clarice Lispector nasceu em uma aldeia na Ucrânia (Antiga União Soviética). Ao chegar ao Brasil, desembarcou em Manaus, quando tinha dois meses de idade, depois se mudou para Recife. Viveu fora do Brasil, fez leituras de grandes brasileiros e de estrangeiros, trazendo inovações, produzindo um estilo que a tornou uma das grandes escritoras de Língua Portuguesa. Leia um fragmento de um dos capítulos de seu primeiro livro. 

    ALEGRIAS DE JOANA

        A liberdade que às vezes sentia. Não vinha de reflexões nítidas, mas de um estado como feito de percepções por demais orgânicas para serem formuladas em pensamentos. Às vezes, no fundo da sensação tremulava uma ideia que lhe dava leve consciência de sua espécie e de sua cor.

        O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade. O próprio pensamento adquiria uma qualidade de eternidade. Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também. A impressão de que se conseguisse manter-se na sensação por mais uns instantes teria uma revelação — facilmente, como enxergar o resto do mundo apenas inclinando-se da terra para o espaço. Eternidade não era só o tempo, mas algo como a certeza enraizadamente profunda de não poder contê-lo no corpo por causa da morte; a impossibilidade de ultrapassar a eternidade era eternidade; e também era eterno um sentimento em pureza absoluta, quase abstrato. Sobretudo dava ideia de eternidade a impossibilidade de saber quantos seres humanos se sucederiam após seu corpo, que um dia estaria distante do presente com a velocidade de um bólido. Definia eternidade e as explicações nasciam fatais como as pancadas do coração. Delas não mudaria um termo sequer, de tal modo eram sua verdade. Porém mal brotavam, tornavam-se vazias logicamente.

        Definir a eternidade como uma quantidade maior que o tempo e maior mesmo do que o tempo que a mente humana pode suportar em ideia também não permitiria, ainda assim, alcançar sua duração. Sua qualidade era exatamente não ter quantidade, não ser mensurável e divisível porque tudo o que se podia medir e dividir tinha um princípio e um fim. Eternidade não era a quantidade infinitamente grande que se desgastava, mas eternidade era a sucessão.

    LISPECTOR, Clarice. Perto do Coração Selvagem: Rio de Janeiro: Rocco, 2019. 
    Analise os seguintes trechos para responder à questão.

    “O estado para onde deslizava quando murmurava: eternidade.” / ”Aprofundava-se magicamente e alargava-se, sem propriamente um conteúdo e uma forma, mas sem dimensões também.”

    Os trechos podem exemplificar a afirmação de críticos consagrados sobre uma das surpreendentes marcas estilísticas de Clarice Lispector. Essa característica se traduz como
    Escolha uma alternativa para a questão fab32006-b0
  • Linguagens

    Inglês

    The sentence in which contrasting ideas can be reflected by one of the linking words in it is
    Escolha uma alternativa para a questão 64712d26-b0
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Estadual do Maranhão 2022, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Outside Magazine - Live Bravely. BEST TOWNS 2021.
    The option which points out the mayor’s campaign commitment is
    Escolha uma alternativa para a questão 646bc143-b0
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Estadual do Maranhão 2022, Interpretação de texto | Reading comprehension
    Outside Magazine - Live Bravely. BEST TOWNS 2021.
    The amount of miles there was in the Atlanta BeltLine by the time the author wrote the text Atlanta, Georgia: an example of urban-outdoor balance in the face of rapid growth is
    Escolha uma alternativa para a questão 646915bc-b0
  • Linguagens

    Português

    Analise a charge a seguir.

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Maranhão 2022, Interpretação de Textos


    Estado de Minas 03-12-2021 https://www.em.com.br/app/charge/2021/12/03/interna_charge,1328062/racismo.shtml


    A charge apresenta uma crítica severa à falta de liberdade do ser humano. Há relação temática, sobretudo, evidenciada na sequência do segundo ao quarto quadrinhos com o seguinte trecho do conto A Escrava: 

    Escolha uma alternativa para a questão 6463d2e7-b0
  • Linguagens

    Português

    [...] E os dois imigrantes, no silêncio dos caminhos, unidos enfim numa mesma comunhão de esperança e admiração, puseram-se a louvar a Terra de Canaã.

    Eles disseram que ela era formosa com os seus trajes magníficos, vestida de sol, coberta com o manto do voluptuoso e infinito azul; que era amimada pelas coisas; sobre o seu colo águas dos rios fazem voltas e outras enlaçam-lhe a cintura desejada; [...]

    Eles disseram que ela era opulenta, porque no seu bojo fantástico guarda a riqueza inumerável, o ouro puro e a pedra iluminada; porque os seus rebanhos fartam as suas nações e o fruto das suas árvores consola o amargor da existência; porque um só grão das suas areias fecundas fertilizaria o mundo inteiro e apagaria para sempre a miséria e a fome entre os homens. Oh! poderosa!...

    Eles disseram que ela, amorosa, enfraquece o sol com as suas sombras; para o orvalho da noite fria tem o calor da pele aquecida, e os homens encontram nela, tão meiga e consoladora, o esquecimento instantâneo da agonia eterna...

    Eles disseram que ela era feliz entre as outras, porque era a mãe abastada, a casa de ouro, a providência dos filhos despreocupados, que a não enjeitam por outra, não deixam as suas vestes protetoras e a recompensam com o gesto perpetuamente infantil e carinhoso, e cantam-lhe hinos saídos de um peito alegre...

    Eles disseram que ela era generosa, porque distribui os seus dons preciosos aos que deles têm desejo; a sua porta não se fecha, as suas riquezas não têm dono; não é perturbada pela ambição e pelo orgulho; os seus olhos suaves e divinos não distinguem as separações miseráveis; o seu seio maternal se abre a todos como um farto e tépido agasalho... Oh! esperança nossa!

    Eles disseram esses e outros louvores e caminharam dentro da luz...


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    No trecho “Eles disseram que ela, amorosa, enfraquece o sol e as suas sombras”, o termo "amorosa" possibilita duas funções sintáticas distintas. Considerando a anáfora predominante no fragmento, a função sintática prevalente é 
    Escolha uma alternativa para a questão 6456a2c0-b0
  • Linguagens

    Português

    LENTZ — Até agora não vejo probabilidade da raça negra atingir a civilização dos brancos. Jamais a África ...


    MILKAU — O tempo da África chegará. As raças civilizam-se pela fusão; é no encontro das raças adiantadas com as raças virgens, selvagens, que está o repouso conservador, o milagre do rejuvenescimento da civilização. O papel dos povos superiores é o instintivo impulso do desdobramento da cultura, transfundindo de corpo a corpo o produto dessa fusão que, passada a treva da gestação, leva mais longe o capital acumulado nas infinitas gerações. Foi assim que a Gália se tornou França e a Germânia, Alemanha.


    LENTZ — Não acredito que da fusão com espécies radicalmente incapazes resulte uma raça sobre que se possa desenvolver a civilização. Será sempre uma cultura inferior, civilização de mulatos, eternos escravos em revoltas e quedas. Enquanto não se eliminar a raça que é o produto de tal fusão, a civilização será sempre um misterioso artifício, todos os minutos rotos pelo sensualismo, pela bestialidade e pelo servilismo inato do negro. O problema social para o progresso de uma região como o Brasil está na substituição de uma raça híbrida, como a dos mulatos, por europeus. A imigração não é simplesmente para o futuro da região do País um caso de simples estética, é antes de tudo uma questão complexa, que interessa o futuro humano.


    ARANHA, G. (1868-1931). Canaã. 3 ed. São Paulo: Martins Claret, 2013.

    O contexto sociohistórico da época do Romance Canaã, ainda que seu valor como obra literária seja posto em dúvida, retrata algumas teses de realidades vitais. Pode-se afirmar que o enredo do romance 
    Escolha uma alternativa para a questão 644e9a86-b0
  • Linguagens

    Inglês

    A Neurologist’s Tips to Protect Your Memory

    Figura 1 de 6 da questão de Inglês, UECE 2022, Análise sintática | Syntax Parsing   
    Figura 2 de 6 da questão de Inglês, UECE 2022, Análise sintática | Syntax Parsing
    Figura 3 de 6 da questão de Inglês, UECE 2022, Análise sintática | Syntax Parsing
    Figura 4 de 6 da questão de Inglês, UECE 2022, Análise sintática | Syntax Parsing
    Figura 5 de 6 da questão de Inglês, UECE 2022, Análise sintática | Syntax Parsing
    Figura 6 de 6 da questão de Inglês, UECE 2022, Análise sintática | Syntax Parsing 

    Adapted from: https://www.nytimes.com/2022/07/06/
    The sentences "As we age, our memory declines" (line 01) and “Some memory lapses are actually attention problems, not memory problems.” (lines 33-34) are, respectively,
    Escolha uma alternativa para a questão 13b0fc4f-a2
  • Linguagens

    Espanhol

    Texto 02

    Imagem da questão de Espanhol, UECE 2022, Pessoais | Pronombres Personales

    www.elalmanaque.com/turismo/canarias

    En la expresión A cambio se nos ofreció (línea 13), el pronombre “nos” tiene función de
    Escolha uma alternativa para a questão 942691a4-a2
  • Linguagens

    Espanhol

    Texto 01
    Figura 1 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2022, Conjunções | Conjunciones
    Figura 2 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2022, Conjunções | Conjunciones


    Pruebas de nível (Paula Gozalo y María Martín)
    Se justifica el acento de la partícula qué (línea 06) por
    Escolha uma alternativa para a questão 9412eda3-a2
  • Linguagens

    Espanhol

    Texto 01
    Figura 1 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2022, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    Figura 2 de 2 da questão de Espanhol, UECE 2022, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura


    Pruebas de nível (Paula Gozalo y María Martín)
    El texto nos dice todavía que la escuela Casa Menuda
    Escolha uma alternativa para a questão 940e782f-a2
  • Linguagens

    Português

    Texto I


    Imagem da questão de Português, UEMG 2022, Advérbios


    Laerte.

    Disponível em: https://www.instagram.com/p/CWtk14SFixR/. Acesso em 19 jan. 2022.


    Texto II

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

    Luiz Vaz de Camões

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

    Muda-se o ser, muda-se a confiança;

    Todo o mundo é composto de mudança,

    Tomando sempre novas qualidades.


    Continuamente vemos novidades,

    Diferentes em tudo da esperança;

    Do mal ficam as mágoas na lembrança,

    E do bem, se algum houve, as saudades.


    O tempo cobre o chão de verde manto,

    Que já coberto foi de neve fria,

    E em mim converte em choro o doce canto.


    E, afora este mudar-se cada dia,

    Outra mudança faz de mor espanto:

    Que não se muda já como soía.


    Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2513/mudam-se-ostempos-mudam-se-as-vontades. Acesso em 17 jan. 2022.


    Glossário:

    Soía: costumava

    Assinale a alternativa correta a respeito de elementos linguísticos presentes no Texto II.
    Escolha uma alternativa para a questão 37b90248-9c
  • Linguagens

    Português

    Texto I


    Imagem da questão de Português, UEMG 2022, Interpretação de Textos


    Laerte.

    Disponível em: https://www.instagram.com/p/CWtk14SFixR/. Acesso em 19 jan. 2022.


    Texto II

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades

    Luiz Vaz de Camões

    Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

    Muda-se o ser, muda-se a confiança;

    Todo o mundo é composto de mudança,

    Tomando sempre novas qualidades.


    Continuamente vemos novidades,

    Diferentes em tudo da esperança;

    Do mal ficam as mágoas na lembrança,

    E do bem, se algum houve, as saudades.


    O tempo cobre o chão de verde manto,

    Que já coberto foi de neve fria,

    E em mim converte em choro o doce canto.


    E, afora este mudar-se cada dia,

    Outra mudança faz de mor espanto:

    Que não se muda já como soía.


    Disponível em: https://www.escritas.org/pt/t/2513/mudam-se-ostempos-mudam-se-as-vontades. Acesso em 17 jan. 2022.


    Glossário:

    Soía: costumava

    Considerando a forma e o conteúdo dos Textos I e II, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).

    I. A charge da cartunista Laerte e o poema de estrutura não fixa de Camões relacionam-se de modo intertextual, uma vez que abordam uma mesma temática: mudanças.

    II. O poema de Camões apresenta um eu lírico que se centra nas mudanças ocorridas na natureza, conforme se observa nos versos “O tempo cobre o chão de verde manto/ Que já coberto foi de neve fria”.

    III. Na charge, apesar desta retratar um contexto positivo para a personagem ao evidenciar que todo fim (primeiro quadrinho) traz com ele um recomeço (terceiro quadrinho), Laerte convoca o leitor a refletir sobre a temática da solidão, já que apresenta a personagem solitária nos dois ambientes ilustrados.

    IV. Com foco no indivíduo, a charge sugere que a mudança está em cada um, independente do local onde se estiver; já o poema propõe uma reflexão mais coletiva sobre o tema, como se pode confirmar no verso “Todo o mundo é composto de mudança”.
    Escolha uma alternativa para a questão 37b28ea6-9c
  • Linguagens

    Inglês

    Essential reading on, and beyond, Indigenous Peoples Day


    Imagem da questão de Inglês, UERJ 2022, Interpretação de texto | Reading comprehension

    In this text, the authors advocate the following cause:
    Escolha uma alternativa para a questão 7b12c9c9-7a
  • Linguagens

    Português

    O QUINTO IMPÉRIO


    Triste de quem vive em casa,
    Contente com o seu lar,
    Sem que um sonho, no erguer de asa,
    Faça até mais rubra a brasa
    Da lareira a abandonar!

    Triste de quem é feliz!
    Vive porque a vida dura.
    Nada na alma lhe diz
    Mais que a lição da raiz —
    Ter por vida a sepultura.

    Eras sobre eras se somem
    No tempo que em eras vem.
    Ser descontente é ser homem.
    Que as forças cegas se domem
    Pela visão que a alma tem!

    E assim, passados os quatro
    Tempos do ser que sonhou,
    A terra será teatro
    Do dia claro, que no atro
    Da erma noite começou.

    Grécia, Roma, Cristandade,
    Europa — os quatro se vão
    Para onde vai toda idade.
    Quem vem viver a verdade
    Que morreu D. Sebastião?

    Fernando Pessoa. Mensagem.
    Mensagem reconduz a história de Portugal a partir de uma reinterpretação do tempo histórico. No poema, o tempo é encarado segundo uma concepção
    Escolha uma alternativa para a questão 99df4099-7a
  • Linguagens

    Português

        Vanda vinha do interior de Minas Gerais e de dentro de um livro de Charles Dickens. Sem dinheiro para criá-la, sua mãe a dera, com seus sete anos, a uma conhecida. Ao recebe-la, a mulher perguntou o que a garotinha gostava de comer. Anotou tudo num papel. Mal a mãe virou as costas, no entanto a fulana amassou a lista e, como uma vilã de folhetim, decretou: "A partir de hoje, você não vai mais nem sentir cheiro dessas comidas!".

       Vanda trabalhou lá até os quinze anos, quando recebeu a carta de uma prima com uma nota de cem cruzeiros, saiu de casa com a roupa do corpo e fugiu num ônibus para São Paulo.

        Todas as vezes que eu e minha irmã a importunávamos com nossas demandas de criança mimada, ela nos contava histórias da infância de gata-borralheira, fazia-nos apertar seu nariz quebrado por uma das filhas da “patroa” com um rolo de amassar pão e nos expulsava da cozinha: “Sai pra lá, peste, e me deixa acabar essa janta”.

    PRATA, A. Nu de botas. São Paulo: Cia. das Letras, 2013 (adaptado). 


    Pela ótica do narrador, a trajetória da empregada de sua casa assume um efeito expressivo decorrente da 

    Escolha uma alternativa para a questão 373a5d8b-63
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO I

    Imagem da questão de Literatura, ENEM 2022, Escolas Literárias



    TEXTO II

            Embora não fosse um grupo ou um movimento organizado, o Minimalismo foi um dos muitos rótulos (incluindo estruturas primárias, objetos unitários, arte AB e Cool Art) aplicados pelos críticos para descrever estruturas aparentemente simples que alguns artistas estavam criando. Quando a arte minimalista começou a surgir, muitos críticos e um público opinativo julgaram-na fria, anônima e imperdoável. Os materiais industriais pré-fabricados frequentemente usados não pareciam "arte". 

    DEMPSEY, A. Estilos, escola e movimentos. São Paulo: Cosac & Naify. 2003 (Adaptado)

    De acordo com os textos I e II, compreende-se que a obra minimalista é uma
    Escolha uma alternativa para a questão 372e79a8-63