Questões de Linguagens do ENEM
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8CAB831D-0E Tragédia no RS apaga pessoas negras e escancara racismo ambientalNo início dos anos 2000, viajei a Mato Grosso do Sul para participar de um evento universitário. Lembro que na época eu causei espanto em alguns participantes ao dizer que eu era de Porto Alegre. A surpresa vinha acompanhada de um questionamento: “Não sabia que tinha negros no Rio Grande Sul”. Ao longo dos anos experimentei essa reação diversas vezes, em contextos e lugares diferentes.Essa percepção faz parte de um senso comum bastante arraigado no Brasil, e é fruto de um projeto de embranquecimento e apagamento das comunidades negras no estado. Um projeto bem-sucedido que há séculos invisibiliza não só a presença de pessoas negras, como também sua contribuição crucial na construção do estado.O imaginário popular é este: o Rio Grande do Sul é branco, constituído por uma grande colônia alemã, de ares europeus, lugar em que os moradores nem falam português. Um estereótipo que é reforçado pelas imagens dos municípios como Gramado e Canela, com seus chalés, fábricas de chocolates, vinhos e cafés coloniais.Obviamente que existe uma inegável contribuição da colonização europeia na formação do estado, no entanto, o que se coloca aqui é a supervalorização dessa cultura e o apagamento de outras.Segundo dados do próprio governo do estado, o Rio Grande do Sul tem uma população negra de 21%. Os levantamentos também mostram que os negros são os mais pobres, ganham salários mais baixos e têm menos acesso à educação e à saúde quando comparados aos brancos. Além disso, a representatividade na política é pequena: apenas na última eleição foi eleita a primeira bancada negra de Porto Alegre.As enchentes no Rio Grande do Sul revelam a existência de uma segregação racial no estado. A tragédia atingiu de maneira significativa a região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, um lugar onde reside grande parte da população negra e periférica.Portanto, são comunidades inteiras pertencentes a uma classe operária, que ocupam áreas de risco e que estão propensas a serem as primeiras vítimas das catástrofes climáticas.Não se pode falar em reconstrução de um estado sem levar em consideração os efeitos do racismo ambiental. A reconstrução deve se dar num contexto compreendendo que, historicamente, as comunidades periféricas, negras, quilombolas e indígenas não tiveram acesso a serviços básicos como saneamento, água potável, luz, acesso à internet, saúde e educação de qualidade.As enchentes escancararam o racismo ambiental, portanto, será preciso dar atenção ainda maior às desigualdades raciais para uma reconstrução justa e humana.Disponível em: https://www.geledes.org.br/tragedia-no-rs-apaga-pessoas-negras-e-escancara-racismo-ambiental. Adaptado.Considere as seguintes afirmativas:1. As condições sociais da periferia de Porto Alegre foram a principal causa das enchentes.2. A população negra do Rio Grande do Sul forma a maior parte da população do estado.3. A reconstrução humana e justa do Rio Grande do Sul poderá combater o racismo ambiental.4. O autor do texto não sabia que havia negros no Rio Grande do Sul.Assinale a alternativa correta.8CA8D5AE-0E Português
Interpretação de TextosUFPR · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTragédia no RS apaga pessoas negras e escancara racismo ambientalNo início dos anos 2000, viajei a Mato Grosso do Sul para participar de um evento universitário. Lembro que na época eu causei espanto em alguns participantes ao dizer que eu era de Porto Alegre. A surpresa vinha acompanhada de um questionamento: “Não sabia que tinha negros no Rio Grande Sul”. Ao longo dos anos experimentei essa reação diversas vezes, em contextos e lugares diferentes.Essa percepção faz parte de um senso comum bastante arraigado no Brasil, e é fruto de um projeto de embranquecimento e apagamento das comunidades negras no estado. Um projeto bem-sucedido que há séculos invisibiliza não só a presença de pessoas negras, como também sua contribuição crucial na construção do estado.O imaginário popular é este: o Rio Grande do Sul é branco, constituído por uma grande colônia alemã, de ares europeus, lugar em que os moradores nem falam português. Um estereótipo que é reforçado pelas imagens dos municípios como Gramado e Canela, com seus chalés, fábricas de chocolates, vinhos e cafés coloniais.Obviamente que existe uma inegável contribuição da colonização europeia na formação do estado, no entanto, o que se coloca aqui é a supervalorização dessa cultura e o apagamento de outras.Segundo dados do próprio governo do estado, o Rio Grande do Sul tem uma população negra de 21%. Os levantamentos também mostram que os negros são os mais pobres, ganham salários mais baixos e têm menos acesso à educação e à saúde quando comparados aos brancos. Além disso, a representatividade na política é pequena: apenas na última eleição foi eleita a primeira bancada negra de Porto Alegre.As enchentes no Rio Grande do Sul revelam a existência de uma segregação racial no estado. A tragédia atingiu de maneira significativa a região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, um lugar onde reside grande parte da população negra e periférica.Portanto, são comunidades inteiras pertencentes a uma classe operária, que ocupam áreas de risco e que estão propensas a serem as primeiras vítimas das catástrofes climáticas.Não se pode falar em reconstrução de um estado sem levar em consideração os efeitos do racismo ambiental. A reconstrução deve se dar num contexto compreendendo que, historicamente, as comunidades periféricas, negras, quilombolas e indígenas não tiveram acesso a serviços básicos como saneamento, água potável, luz, acesso à internet, saúde e educação de qualidade.As enchentes escancararam o racismo ambiental, portanto, será preciso dar atenção ainda maior às desigualdades raciais para uma reconstrução justa e humana.Disponível em: https://www.geledes.org.br/tragedia-no-rs-apaga-pessoas-negras-e-escancara-racismo-ambiental. Adaptado.Assinale a alternativa que sintetiza a tese central do texto.8CA5FAFC-0E Português
Interpretação de TextosUFPR · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTragédia no RS apaga pessoas negras e escancara racismo ambientalNo início dos anos 2000, viajei a Mato Grosso do Sul para participar de um evento universitário. Lembro que na época eu causei espanto em alguns participantes ao dizer que eu era de Porto Alegre. A surpresa vinha acompanhada de um questionamento: “Não sabia que tinha negros no Rio Grande Sul”. Ao longo dos anos experimentei essa reação diversas vezes, em contextos e lugares diferentes.Essa percepção faz parte de um senso comum bastante arraigado no Brasil, e é fruto de um projeto de embranquecimento e apagamento das comunidades negras no estado. Um projeto bem-sucedido que há séculos invisibiliza não só a presença de pessoas negras, como também sua contribuição crucial na construção do estado.O imaginário popular é este: o Rio Grande do Sul é branco, constituído por uma grande colônia alemã, de ares europeus, lugar em que os moradores nem falam português. Um estereótipo que é reforçado pelas imagens dos municípios como Gramado e Canela, com seus chalés, fábricas de chocolates, vinhos e cafés coloniais.Obviamente que existe uma inegável contribuição da colonização europeia na formação do estado, no entanto, o que se coloca aqui é a supervalorização dessa cultura e o apagamento de outras.Segundo dados do próprio governo do estado, o Rio Grande do Sul tem uma população negra de 21%. Os levantamentos também mostram que os negros são os mais pobres, ganham salários mais baixos e têm menos acesso à educação e à saúde quando comparados aos brancos. Além disso, a representatividade na política é pequena: apenas na última eleição foi eleita a primeira bancada negra de Porto Alegre.As enchentes no Rio Grande do Sul revelam a existência de uma segregação racial no estado. A tragédia atingiu de maneira significativa a região metropolitana de Porto Alegre, por exemplo, um lugar onde reside grande parte da população negra e periférica.Portanto, são comunidades inteiras pertencentes a uma classe operária, que ocupam áreas de risco e que estão propensas a serem as primeiras vítimas das catástrofes climáticas.Não se pode falar em reconstrução de um estado sem levar em consideração os efeitos do racismo ambiental. A reconstrução deve se dar num contexto compreendendo que, historicamente, as comunidades periféricas, negras, quilombolas e indígenas não tiveram acesso a serviços básicos como saneamento, água potável, luz, acesso à internet, saúde e educação de qualidade.As enchentes escancararam o racismo ambiental, portanto, será preciso dar atenção ainda maior às desigualdades raciais para uma reconstrução justa e humana.Disponível em: https://www.geledes.org.br/tragedia-no-rs-apaga-pessoas-negras-e-escancara-racismo-ambiental. Adaptado.Assinale a alternativa que indica expressões do texto com significados convergentes.A930A37A-04 Português
Formação do imperativoUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosO estrume
Súbito deu-me a consciência um repelão, acusou-me de ter feito capitular a probidade de D. Plácida, obrigando-a a um papel torpe, depois de uma longa vida de trabalho e privações. Medianeira não era melhor que concubina, e eu tinha-a baixado a esse ofício, à custa de obséquios e dinheiros. Foi o que me disse a consciência; fiquei uns dez minutos sem saber que lhe replicasse. Ela acrescentou que eu me aproveitara da fascinação exercida por Virgília sobre a ex-costureira, da gratidão desta, enfim da necessidade. Notou a resistência de D.Plácida, as lágrimas dos primeiros dias, as caras feias, os silêncios, os olhos baixos, e a minha arte em suportar tudo isso, até vencê-la. E repuxou-me outra vez de um modo irritado e nervoso.
Concordei que assim era, mas aleguei que a velhice de D. Plácida estava agora ao abrigo da mendicidade: era uma compensação. Se não fossem os meus amores, provavelmente D. Plácida acabaria como tantas outras criaturas humanas; donde se poderia deduzir que o vício é muitas vezes o estrume da virtude. O que não impede que a virtude seja uma flor cheirosa e sã. A consciência concordou, e eu fui abrir a porta a Virgília.
ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Moderna, 1999 (fragmento).
De acordo com o trecho e a leitura da obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, assinale a alternativa correta.
A92E0599-04 Português
OrtografiaUFGD · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritosResiliência
Se meus fracassos não ensinassem tanto
Se minhas lágrimas não põem à prova
Acho que o segredo de vencer na vida
Talvez é compreender sua dor de agora
Ninguém nasceu no topo da montanha
E a escalada sempre vai ser árdua
Só aquele que resistir o processo
Vai ter direito a vista mais fantástica
O melhor peixe é o que você pesca
A melhor caça é a que você caça
O alívio vale seu suor da testa
Porque o que vem de graça é mais sem graça
Nem sempre o mais caro é o que presta
O vinho bom não valoriza a taça
Uma atitude dispensa promessa
E o mais certo é que um dia tudo passa
Eu já consigo enxergar
O que é meu, vou buscar
Eles não vão me parar
Logo eu?
Filho de dona Niece
Cria das ruas do agreste
Deus que me dera isso aqui
Disponível em: https://www.letras.mus.br/tribo-da-periferia/resiliencia/. Acesso em: 29 jun. 2024 (fragmento).
Com base no trecho da música Resiliência, do grupo de RAP brasiliense Tribo da Periferia, o sofrimento é compreendido como
A92B8BCD-04 Português
Classificação dos verbos (Regulares, Irregulares, Defectivos, Abundantes, Unipessoais, Pronominais)UFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosA caçada
O homem acendeu um cigarro. Sua mão tremia. Em que tempo, meu Deus! Em que tempo teria assistido a essa mesma cena. E onde?...
Era uma caçada. No primeiro plano, estava o caçador de arco retesado, apontando para uma touceira espessa.
Num plano mais profundo, o segundo caçador espreitava por entre as árvores do bosque, mas esta era apenas uma vaga silhueta, cujo rosto se reduzira a um esmaecido contorno. Poderoso, absoluto era o primeiro caçador, a barba violenta como um bolo de serpentes, os músculos tensos, à espera de que a caça levantasse para desferir-lhe a seta.
O homem respirava com esforço. Vagou o olhar pela tapeçaria que tinha a cor esverdeada de um céu de tempestade. Envenenando o tom verde-musgo do tecido, destacavam-se manchas de um negro-violáceo e que pareciam escorrer da folhagem, deslizar pelas botas do caçador e espalhar-se no chão como um líquido maligno. A touceira na qual a caça estava escondida também tinha as mesmas manchas e que tanto podiam fazer parte do desenho como ser simples efeito do tempo devorando o pano.
— Parece que hoje tudo está mais próximo — disse o homem em voz baixa.
— É como se... Mas não está diferente?
A velha firmou mais o olhar. Tirou os óculos e voltou a pô-los.
— Não vejo diferença nenhuma.
TELLES, Lygia Fagundes. Melhores Contos de Lygia Fagundes Telles. seleção de Eduardo Portella. São Paulo: Global. 2003, p. 163- 164.
Sobre esse conto, é correto afirmar que
A9290E3D-04 Português
Classificação dos verbos (Regulares, Irregulares, Defectivos, Abundantes, Unipessoais, Pronominais)UFGD · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosDurante a Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), em entrevista concedida ao programa Metrópolis (2019), Jarid Arraes falou sobre sua estética e suas inspirações para o desenvolvimento de Redemoinho em Dia Quente (2019). Leia, a seguir, um trecho de sua fala.
[...] Eu comecei escrevendo cordel, porque meu pai e meu avô, eles são cordelistas, então eu queria dar continuidade à tradição do cordel na família. Mas eu queria fazer isso de um jeito subversivo. [...] Escrever sobre o interior do Ceará, escrever sobre o sertão, era uma coisa que me importava muito. Até porque eu queria escrever pela minha ótica, que, com certeza, não iria ser aquela ótica do estereótipo, do chão rachado, com o esqueleto de uma vaca. [...] Acima de tudo, é uma questão política pra mim. É por isso que eu quis tanto, que eu me esforcei muito para parecer verdadeiro.
Disponível em: https://youtu.be/t-vpleu8HmE. Acesso em: 28 jun. 2024 (adaptado).
De acordo com a referida obra, assinale a alternativa correta.
A92681B7-04 Literatura
Gênero Épico ou NarrativoUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTendo como referência que o poema é um gênero literário composto, principalmente, por versos, métrica, estrofes, rimas e ritmo, leia o texto I e o trecho do poema Tabacaria (texto II), de 1933, de autoria de Álvaro de Campos, heterônimo do poeta Fernando Pessoa.
TEXTO I
Como expressão linguística, um poema tende a organizar-se em frases ritmadas, com base na entonação, no número de sílabas, na distribuição mais ou menos regular, ou irregular, das sílabas acentuadas, constituindo-se desta maneira numa série de versos. [...] Na atividade poética formal de construção de um poema, exploram-se as possibilidades da linguagem em geral e da língua específica, em particular: a) no material sonoro; b) nas palavras; c) nas associações de ideias; d) nas construções frasais, utilizando-se o ritmo, a harmonia imitativa, a rima, a assonância, a aliteração, as figuras de palavras, as figuras de pensamento, as figuras de sintaxe [...].
Disponível em: https://edtl.fcsh.unl.pt/encyclopedia/poema. Acesso em: 01 jul. 2024.
TEXTO II
Tabacaria
[...] Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.
Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.
Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.
(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.
Disponível em: http://arquivopessoa.net/textos/163. Acesso em: 01 jul. 2024 (fragmento).
Assinale a alternativa correta a respeito dos elementos estruturais e simbólicos que constituem o poema Tabacaria.
A923F4F4-04 Português
Interpretação de TextosUFGD · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritosQue Horas Ela Volta? (2015), com direção de Anna Muylaert, aborda de maneira profunda e crítica a questão das relações de classe no Brasil. O filme traz a história de Val, que trabalha para uma família de classe alta em São Paulo, e da nova dinâmica após a chegada de sua filha.

Fonte: QUE HORAS ELA VOLTA?. Direção de Anna Muylaert. Rio de Janeiro: África Filmes; Globo Filmes, 1995.
Analise as cenas apresentadas e assinale a alternativa correta sobre as discussões suscitadas pela referida obra cinematográfica.
A9218F3C-04 Português
Gêneros TextuaisUFGD · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritosSobre os gêneros textuais, é correto afirmar queA91F2742-04 Português
Interpretação de TextosUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos“Machado de Assis com sotaque carioca? ‘Brás Cubas’ ganha um novo viral.”
Mais de cem anos após sua primeira publicação, o livro Memórias Póstumas de Brás Cubas voltou a ser assunto no Brasil. Com o sucesso de um TikTok, em que uma leitora americana se encantava pela obra de Machado de Assis, mais discussões sobre o livro e o autor vieram à tona – e uma nova brincadeira tomou conta das redes sociais.
Como relembrado por internautas, Machado de Assis nasceu e viveu no Rio de Janeiro. Com isso, muitos retomaram uma discussão que surgiu em 2021: qual era o sotaque do escritor? “Ele provavelmente falava ‘Memóriax Poxtumax de Braix Cubax’”, brincou um usuário do X (antigo Twitter).
Conhecida por seu sotaque carregado, a influenciadora Baueny Barroco entrou na brincadeira e releu o primeiro trecho de Memórias Póstumas de Brás Cubas em “carioquês”. O áudio rapidamente viralizou e, no último sábado, 25, até a apresentadora Maria Beltrão entrou na brincadeira.
Disponível em: https://www.estadao.com.br/cultura/literatura/machado-de-assis-com-sotaque-carioca-trecho-de-bras-cubas-viranovo-meme-viral-entenda-nprec/. Acesso em: 27 jun. 2024.
A notícia, ao abordar o possível sotaque de Machado de Assis, remete ao fenômeno da variação geográfica ou diatópica. Sobre o fenômeno da variação linguística, é correto afirmar que uma língua se constitui
A91A507E-04 Português
Coesão e coerênciaUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosInterpretações distintas sobre o número (singular ou plural) de uma única palavra na obra do compositor Cartola, O Mundo é um Moinho, resultaram em duas versões diferentes de um trecho da música. Leia os trechos das duas versões.
VERSÃO I
Ouça-me bem amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos
Vai reduzir as ilusões a pó
Disponível em: https://www.vagalume.com.br/cazuza/o-mundo-e-um-moinho.html. Acesso em: 08 jul. 2024.
VERSÃO II
Ouça-me bem, amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
Disponível em: https://www.vagalume.com.br/cartola/o-mundo-e-um-moinho.html. Acesso em: 08 jul. 2024.
A partir da interpretação dos textos apresentados, assinale a alternativa correta.
A917D9B5-04 Português
Interpretação de TextosUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosDivertida Mente 2
Sinopse
Divertida Mente 2 marca a sequência da famosa história de Riley (Kaitlyn Dias). Com um salto temporal, a garota agora se encontra mais velha, com 13 anos de idade, passando pela tão temida pré-adolescência. Junto com o amadurecimento, a sala de controle mental da jovem também está passando por uma demolição para dar lugar a algo totalmente inesperado: novas emoções. As já conhecidas, Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Raiva (Lewis Black), Medo (Tony Hale) e Nojinho (Liza Lapira), que desde quando Riley era bebê, eles predominam na central de controle da garota em uma operação bem-sucedida, tendo algumas falhas no percurso, como foi apresentado no primeiro filme. As antigas emoções não têm certeza de como se sentir e como agir quando novos inquilinos chegam ao local, sendo um deles a tão temida Ansiedade (Maya Hawke). Inveja (Ayo Edebiri), Tédio (Adèle Exarchopoulos) e Vergonha (Paul Walter Hauser) integrarão, juntos com a Ansiedade, na mente de Riley, assim como a Nostalgia (June Squibb), que aparecerá também.
Disponível em: https://www.adorocinema.com/filmes/filme-307991/. Acesso em: 11 jun. 2024 (adaptado).
De acordo com o texto, é correto afirmar que
A9156A23-04 Português
Interpretação de TextosUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosA Lei nº 11.340/2006 é conhecida, nacionalmente, como Lei Maria da Penha. Trata-se de uma das principais legislações brasileiras no combate à violência contra a mulher. No artigo 7º dessa lei, são elencadas como formas de violência doméstica e familiar contra a mulher:
I - a violência física, entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal;
II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;
III - a violência sexual, entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar, a manter ou a participar de relação sexual não desejada, mediante intimidação, ameaça, coação ou uso da força; que a induza a comercializar ou a utilizar, de qualquer modo, a sua sexualidade, que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio, à gravidez, ao aborto ou à prostituição, mediante coação, chantagem, suborno ou manipulação; ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos;
IV - a violência patrimonial, entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades;
V - a violência moral, entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2006/lei/l11340.htm. Acesso em: 06 de jul. 2024.
Numa situação fictícia em que o companheiro atemoriza divulgar imagens íntimas de sua companheira em redes sociais e a julga infiel, é correto afirmar que essas condutas, se enquadram, respectivamente, conforme a Lei nº 11.340/2006, como violências
A912FE28-04 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://www.seattletimes.com/comics-universal/?amu=/lola/2024/06/25. Acesso em: 01 jul. 2024.
O quadrinho revela que
A9107B3A-04 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://www.seattletimes.com/comics-universal/?amu=/cornered/2024/06/25. Acesso em: 28 jun. 2024.
A mulher da charge acredita que
A90DF159-04 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosOne of the World’s 7,000 Languages Dies Every Three Months. Can Apps Help Save Them?
Like his ancestors, 65-year-old Clayton Long spent his childhood immersed in Navajo culture, greeting fellow clan members with old, breathful Navajo words like “Yá’át’ééh.” Then he was sent to an English-only boarding school where his native language, also known as Diné, was banned. “I went into a silent resistance,” Long says from his home in Blanding, Utah. He vowed that he would help to preserve it after he left the work he has done for about three decades as a teacher. This week, he’s entering new territory on that mission: the app store.
Long is one of the educators working with language-learning startup Duolingo on the company’s latest endeavor: using its popular app to revive threatened languages. On Oct. 8, celebrated in some places as Indigenous People’s Day, Duolingo will launch courses in both Navajo and Hawaiian, two of the estimated 3,150 languages that face doubts about their longterm survival. That’s nearly half of the estimated 7,000 languages spoken around the world.
Disponível em: https://time.com/5417035/technology-endangered-languages/ Acesso em: 29 jul. 2024.
Ao relatar suas vivências, Clayton Long destaca
A90B7787-04 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosDom Casmurro (1899), perhaps Brazil’s most celebrated novel, has acquired in the century since its publication what must be the longest critical bibliography devoted to any single work of Brazilian fiction. Part of its attraction no doubt lies in the enigma concerning possible adultery and betrayal that many critics have found in its pages. In the distinct stages the interpretation of the novel has gone through, betrayal has been the key issue of debate.
Disponível em: https://www.cambridge.org/core/books/abs/cambridge-companion-to-the-latin-american-novel/dom-casmurroby-machado-de assis/DCF5DB08148E84AC332C707F173C74D4). Acesso em: 02 jul. 2024.
It is noted that Bentinho silences the character of Capitu from the first to the last page, leaving the reader in a position of passivity in front of his story. Soon, the signs of betrayal described with contempt by Bentinho cannot be considered, since they are all drawings of his mind that at times showed signs of psychic disturbance. The narrator, represented by attitudes of jealousy, exaggerates in all the described occasions. Bentinho, already Casmurro, aims to understand the events that took place between his life and that of Capitu.
Disponível em: https://amadeusjournal.emnuvens.com.br/amadeus/article/download/61/130/287. Acesso em: 02 jul. 2024 (adaptado).
De acordo com o texto, é correto afirmar que
A90796D6-04 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUFGD · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosThe song Sitting on the Dock of the Bay by Redding was right. When (Sittin’ on) the Dock of the Bay was released less than two months later, it became the singer’s first million-seller and first Billboard Number One single. But the legendary soul singer never got to hear the finished version of his breakthrough single: He had died in a plane crash on December 10th, 1967, almost a month before the song was released, (January 8, 1968).
Disponível em: https://www.rollingstone.com/music/music-features/inside-otis-reddings-final-masterpiece-sittin-on-the-dock-of- -the-bay-122170/. Acesso em: 01 jul. 2024 (adaptado)
(Sittin' On) The Dock of The Bay
So I’m just gonna sit on the dock of the bay
Watching the tide roll away
I’m sittin’ on the dock of the bay
Wastin’ time
Look like nothing’s gonna change
Everything still remains the same
I can’t do what ten people tell me to do
So I guess I’ll remain the same, yes
Disponível em: https://www.letras.mus.br/otis-redding/380577/. Acesso em: 21 jun.2024.
Choose the alternative which contains the feelings expressed in the excerpt above.
C87B6DE1-03 Inglês
Interpretação de texto | Reading comprehensionUECE · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosT E X T
The word ‘viral’ has lost its meaning
The nature of virality has shifted radically over the past decade as the internet has fractured into uncounted disparate algorithms, platforms, and niche communities. The volume of content being churned out every day has skyrocketed, the life cycle of each piece of media has grown shorter and social media platforms continue to inflate public metrics, devaluing previously impressive online stats.
All of these factors have rendered the term “viral” nearly meaningless, say experts, and have led to a condition we’ll call “viralflation.” The term speaks to the diminished meaning of virality. If everything is labeled viral, then is nothing viral?
“Back in the day, 1 million views was the thing,” said Marcus Stringer, a partner manager at Social Blade, a social media analytics platform. “That meant you’d gone viral, and you’d get picked up by news agencies around the world. Now, tens of millions of views is the norm for top YouTube channels. Soon, 20 million views will eventually become the norm.”
“Because the concept of virality has been so watered down, truly viral pieces of content must reach hundreds of millions of people at a scale that’s increasingly unattainable for anyone but MrBeast,” said Lara Cohen, vice president of partners and business development at Linktree, a platform that allows creators to aggregate links to their social media profiles on one page. MrBeast is the internet name of Jimmy Donaldson, YouTube’s most watched creator.
A decade and a half ago, there was a clear delineation between viral content and the vast majority of media that users would encounter every day. The internet was smaller, and most sharing was manual (people emailing and messaging links to each other) or via early internet aggregators such as sites like Digg and StumbleUpon.
Viral content emerged slowly, so the life span of a viral video was long. Some content remained viral for up to a year, worming its way through the internet as it gained traction. When social media platforms began to switch to algorithmic feeds optimized for engagement in the mid 2010s, the viral content cycle accelerated, experts said. Brands began recognizing the power of virality and started to attempt to manufacture it. Content creators joined engagement groups where they’d reshare each other’s content in attempts to force virality.
Platforms themselves also began to realize the power of virality and sought to generate it, or at least generate the appearance of it. This was the beginning of the era of viralflation. Facebook helped lower the industry-wide threshold for what counted as a video view, and began inflating view counts on various Facebook videos in an effort to make them appear more viral than they were.
Then TikTok broke into the mainstream in 2020, lowering the bar even further for what counted as a “view.” While a view on Facebook counts after three seconds of watch time, a view on TikTok is simply an impression, meaning the video was served to a user for at least a fraction of a second on screen. According to the company, TikTok also counts each loop of the video as a view, allowing videos to rake in massive view counts.
“The speed at which we cycle through trends and sort of moments of virality on the internet is faster now largely because of TikTok,” Cohen said. This has created an arms race among tech platforms to see which could inflate metrics the most. There’s been an incentive to have these numbers look bigger because they look better to advertisers, so there’s a financial incentive to cause this viral inflation.
A new class of content creators also has raised the bar for what’s considered viral. “When MrBeast started to explode, things really started to change in the landscape,” Stringer said. “People didn’t consider [earlier metrics of virality] viral anymore, because he’s getting multi millions of views per video.”
Coco Mocoe, a trend forecaster in Los Angeles, said that along with these shifts, users are also consuming a higher total amount of content online per day, especially members of Generation Z, those born between 1998 and 2012. They are more likely to consume all forms of media through the internet and social platforms, rather than via newspapers or TV. And, much of that content is short form and less than 60 seconds long. “The main reason there are bigger numbers now is because people are consuming so much more content in a given sitting,” she added.
This has made virality more ephemeral. “There’s not that same… permanence,” Mocoe said. “If you’re watching 50 videos with 1 million views, you’re less likely to remember one as opposed to a decade ago, when you might only watch five videos a day, and just one would have 1 million views.” For the average consumer, viralflation has made it increasingly difficult to tell what is and isn’t actually viral. Because we no longer have any shared sense of virality, it makes it easier for people who don’t understand the mechanics of the internet to fall for fake viral trends.
Adapted from: https://www.washingtonpost.com/ 2024/03/09/
The condition which is called "viralflation" refers to