Questões de Linguagens do ENEM

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18.995 questões encontradas. Mostrando a página 9 de 950.

  • D16E50CE-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Analise o trecho do artigo “Existe uma Crise da Democracia no Brasil?”, escrito pelo sociólogo Florestan Fernandes, em 1954.


    [...] toda a argumentação desenrolada tenta mostrar que um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da democracia no Brasil é a persistência de uma mentalidade política arcaica, inadequada para promover ajustamentos dinâmicos não só a situações que se alteram socialmente, mas que estão em fluxo contínuo no presente. A contribuição que a educação sistemática pode oferecer para alterar semelhante mentalidade exprime, naturalmente, as tarefas políticas que ela pode preencher em uma esfera neutra.


    (apud: Enno D. Liedke Filho. “A Sociologia no Brasil: história, teorias e desafios”. Sociologias, no 14, 2005.)



    De acordo com o sociólogo, “um dos fatores que prejudicam o desenvolvimento da democracia no Brasil” é a

    Escolha uma alternativa para a questão d16e50ce-74
  • D166A4E3-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        Foi, com efeito, em contato com os colonizadores que os povos da Ásia e da África se descobriram diferentes e tomaram consciência de tudo o que os diferenciava dos europeus: diferença nas condições materiais de vida, diferença de cultura, enfim, diferença nas experiências históricas. A descolonização não deixa, pois, de ser o choque de valores do Ocidente na Ásia e na África — valores que atribuíam preeminência à técnica e aos bens materiais — e a revolta da Ásia e da África contra o Ocidente que tentava arrancar-lhes o que o tempo e a História lhes tinham ajudado a produzir [...].


    (Letícia Bicalho Canêdo. A descolonização da Ásia e da África, 1994.)



    Segundo o excerto, os processos de descolonização expressaram a luta dos povos africanos e asiáticos para preservar

    Escolha uma alternativa para a questão d166a4e3-74
  • D163DDBC-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        Novos estudos sobre os governos denominados populistas permitem afirmar que um traço comum os caracteriza: a introdução de uma nova cultura política baseada no papel interventor do Estado nas relações sociais. Esse papel representou, ao mesmo tempo, atendimento de reivindicações de natureza social (melhoria salarial, legislação trabalhista, reforma agrária, especificamente no caso mexicano) e política (uma cidadania baseada no reconhecimento do trabalhador como sujeito da história). [...] Por outro lado, apesar de se voltarem para os interesses das classes populares, não pode se perder de vista o caráter centralizador e controlador dessas políticas, que introduziram uma estrutura institucional de natureza autoritária, utilizada posteriormente como mecanismo de controle social e político.


    1. (José Alves de Freitas Neto. “Populismos e democracias”. www.unicamp.br, 29.11. 2017.)



    De acordo com o excerto, o populismo

    Escolha uma alternativa para a questão d163ddbc-74
  • D15355F9-74

    Português

    Interpretação de Textos
    UEA · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

        Péricles afirmava que a pobreza não impedia um homem capaz de prestar serviço à cidade, de dedicar-se a ela, ainda que apenas participando das decisões tomadas em comum. E, por outro lado, visto que a lei era a mesma para todos, essa igualdade era real para tudo o que se referisse às desavenças particulares: diante dos juízes do tribunal popular, os ricos e os pobres gozavam dos mesmos direitos.


    (Claude Mossé. Péricles: o inventor da democracia, 2008. Adaptado.)



    Uma das características da democracia ateniense do século V a.C. destacada no excerto é a

    Escolha uma alternativa para a questão d15355f9-74
  • FD8C8429-74

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
        Lixo verde é composto por resíduos vegetais biodegradáveis que vêm principalmente de casas e jardins. Isso inclui restos como aparas de grama, folhas que caíram, pedaços de frutas e vegetais, além de flores e plantas que já não estão boas, e também galhos e troncos menores. A principal característica desse tipo de lixo é que ele pode ser transformado em composto. Esse composto é muito rico e ajuda a tornar o solo mais fértil de forma sustentável.

    (https://diamundialdalimpeza.com.br)

    Na natureza, em áreas florestais, o “lixo verde” corresponde à
    Escolha uma alternativa para a questão fd8c8429-74
  • FD826E62-74

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
        O conceito de Cidades MIL, isto é, Cidades Media and Information Literacy (Cidades com Alfabetização Midiática e Informacional), surgiu em 2018, durante eventos da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). É uma evolução do conceito de Cidade Inteligente e Cidade do Conhecimento, dado que, para serem verdadeiramente sustentáveis, as cidades inteligentes também devem ser cidades MIL. Isso implica educar, capacitar e empoderar moradores e empresas para que estabeleçam redes de cooperação e façam um uso crítico, ético, criativo e responsável das novas infraestruturas e tecnologias que oferecem as cidades contemporâneas. A ênfase desse conceito, diferente dos anteriores, reside nos elementos humanos e não nos tecnológicos.

    (https://ceacom.com.br. Adaptado.)

    O conceito de Cidades MIL, explicado no excerto, busca
    Escolha uma alternativa para a questão fd826e62-74
  • FD599CD4-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Read the poster of a campaign launched by the New York State Office of Addiction Services and Supports (OASAS)

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025


    The campaign intends to.

    Escolha uma alternativa para a questão fd599cd4-74
  • FD574CF6-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho de uma música escrita pelo cantor George Michael para responder à questão.

    How can I help you?
    Please let me try to I can heal the pain that you’re feeling inside
    Whenever you want me, you know that I will be
    Waiting for the day that you say you’ll be mine

    Won’t you let me in? Let this love begin
    Won’t you show me your heart now?
    I’ll be good to you, I can make this thing true
    Show me that heart right now

    Who needs a lover that can’t be a friend
    Something tells me I’m the one you’ve been looking for, oh
    If you ever should see him again
    Won’t you tell him you’ve found someone who gives you more?

    Someone who will protect you, love and respect you
    All those things that he never could bring to you
    Like I do or rather I would
    Won’t you show me your heart like you should?

    (www.streetdirectory.com. Adaptado.)
    O trecho da música que revela uma correção enunciativa no discurso do eu lírico é:
    Escolha uma alternativa para a questão fd574cf6-74
  • FD546B27-74

    Inglês

    Sinônimos | Synonyms
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho de uma música escrita pelo cantor George Michael para responder à questão.

    How can I help you?
    Please let me try to I can heal the pain that you’re feeling inside
    Whenever you want me, you know that I will be
    Waiting for the day that you say you’ll be mine

    Won’t you let me in? Let this love begin
    Won’t you show me your heart now?
    I’ll be good to you, I can make this thing true
    Show me that heart right now

    Who needs a lover that can’t be a friend
    Something tells me I’m the one you’ve been looking for, oh
    If you ever should see him again
    Won’t you tell him you’ve found someone who gives you more?

    Someone who will protect you, love and respect you
    All those things that he never could bring to you
    Like I do or rather I would
    Won’t you show me your heart like you should?

    (www.streetdirectory.com. Adaptado.)
    No trecho “Who needs a lover that can’t be a friend” (3ª estrofe), o termo sublinhado é empregado com o mesmo sentido do termo sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão fd546b27-74
  • FD51D83D-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Leia o trecho de uma música escrita pelo cantor George Michael para responder à questão.

    How can I help you?
    Please let me try to I can heal the pain that you’re feeling inside
    Whenever you want me, you know that I will be
    Waiting for the day that you say you’ll be mine

    Won’t you let me in? Let this love begin
    Won’t you show me your heart now?
    I’ll be good to you, I can make this thing true
    Show me that heart right now

    Who needs a lover that can’t be a friend
    Something tells me I’m the one you’ve been looking for, oh
    If you ever should see him again
    Won’t you tell him you’ve found someone who gives you more?

    Someone who will protect you, love and respect you
    All those things that he never could bring to you
    Like I do or rather I would
    Won’t you show me your heart like you should?

    (www.streetdirectory.com. Adaptado.)
    The lyrics suggest that the speaker is primarily expressing
    Escolha uma alternativa para a questão fd51d83d-74
  • FD4ED671-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Entre para guardar nos favoritos

    Read the quote from basketball player Michael Jordan.


    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025


    According to the quote, Michael Jordan

    Escolha uma alternativa para a questão fd4ed671-74
  • FD4C2114-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Entre para guardar nos favoritos
    Leia o texto para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

        Of every 1,000 children born in Kenya, a country in East Africa, 32 don’t make it to their first birthdays. Study after study has explored how to improve those impressive numbers, in Kenya and elsewhere. But a decade-long study on alleviating poverty found a simple solution. Giving $1,000 to poor families lowered infant mortality rates by nearly half, and deaths in children under 5 by 45 percent. Those are much bigger drops than have been credited to routine immunizations, for example, or bed nets to prevent malaria.
        “This is easily the biggest impact on child survival that I’ve seen from an intervention that was designed to alleviate poverty,” said Harsha Thirumurthy, an economist at the University of Pennsylvania who was not involved in the work. The decline in infant mortality is a “showstopping result,” he said.
        The outcomes suggest that delivering even smaller amounts of money to families — especially those that live near a hospital — immediately before or after the birth of a child might allow women to seek medical care and drastically improve their children’s chances of survival. More than 100 low- and middle-income countries have explored so-called cash transfers, especially after the pandemic began. Generally, the experiments have found that giving money to poor families improves school attendance, nutrition and use of health services.

    (Apoorva Mandavilli. www.nytimes.com, 18.08.2025. Adaptado.)
    De acordo com o texto, o subsídio financeiro destinado a pessoas em situação de vulnerabilidade econômica no Quênia demonstrou ter um impacto para além da redução no índice de mortalidade infantil. O trecho do texto que confirma essa afirmação é:
    Escolha uma alternativa para a questão fd4c2114-74
  • FD49A622-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Leia o texto para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

        Of every 1,000 children born in Kenya, a country in East Africa, 32 don’t make it to their first birthdays. Study after study has explored how to improve those impressive numbers, in Kenya and elsewhere. But a decade-long study on alleviating poverty found a simple solution. Giving $1,000 to poor families lowered infant mortality rates by nearly half, and deaths in children under 5 by 45 percent. Those are much bigger drops than have been credited to routine immunizations, for example, or bed nets to prevent malaria.
        “This is easily the biggest impact on child survival that I’ve seen from an intervention that was designed to alleviate poverty,” said Harsha Thirumurthy, an economist at the University of Pennsylvania who was not involved in the work. The decline in infant mortality is a “showstopping result,” he said.
        The outcomes suggest that delivering even smaller amounts of money to families — especially those that live near a hospital — immediately before or after the birth of a child might allow women to seek medical care and drastically improve their children’s chances of survival. More than 100 low- and middle-income countries have explored so-called cash transfers, especially after the pandemic began. Generally, the experiments have found that giving money to poor families improves school attendance, nutrition and use of health services.

    (Apoorva Mandavilli. www.nytimes.com, 18.08.2025. Adaptado.)
    In the excerpt from the third paragraph “The outcomes suggest that delivering even smaller amounts of money to families — especially those that live near a hospital — immediately before or after the birth of a child might allow women to seek medical care and drastically improve their children’s chances of survival”, the underlined word expresses a 
    Escolha uma alternativa para a questão fd49a622-74
  • FD46ED36-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Leia o texto para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

        Of every 1,000 children born in Kenya, a country in East Africa, 32 don’t make it to their first birthdays. Study after study has explored how to improve those impressive numbers, in Kenya and elsewhere. But a decade-long study on alleviating poverty found a simple solution. Giving $1,000 to poor families lowered infant mortality rates by nearly half, and deaths in children under 5 by 45 percent. Those are much bigger drops than have been credited to routine immunizations, for example, or bed nets to prevent malaria.
        “This is easily the biggest impact on child survival that I’ve seen from an intervention that was designed to alleviate poverty,” said Harsha Thirumurthy, an economist at the University of Pennsylvania who was not involved in the work. The decline in infant mortality is a “showstopping result,” he said.
        The outcomes suggest that delivering even smaller amounts of money to families — especially those that live near a hospital — immediately before or after the birth of a child might allow women to seek medical care and drastically improve their children’s chances of survival. More than 100 low- and middle-income countries have explored so-called cash transfers, especially after the pandemic began. Generally, the experiments have found that giving money to poor families improves school attendance, nutrition and use of health services.

    (Apoorva Mandavilli. www.nytimes.com, 18.08.2025. Adaptado.)
    No trecho do segundo parágrafo “The decline in infant mortality is a ‘showstopping result,’ he said”, o termo sublinhado pode ser substituído, sem alteração de sentido para o texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão fd46ed36-74
  • FD44BD94-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Leia o texto para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

        Of every 1,000 children born in Kenya, a country in East Africa, 32 don’t make it to their first birthdays. Study after study has explored how to improve those impressive numbers, in Kenya and elsewhere. But a decade-long study on alleviating poverty found a simple solution. Giving $1,000 to poor families lowered infant mortality rates by nearly half, and deaths in children under 5 by 45 percent. Those are much bigger drops than have been credited to routine immunizations, for example, or bed nets to prevent malaria.
        “This is easily the biggest impact on child survival that I’ve seen from an intervention that was designed to alleviate poverty,” said Harsha Thirumurthy, an economist at the University of Pennsylvania who was not involved in the work. The decline in infant mortality is a “showstopping result,” he said.
        The outcomes suggest that delivering even smaller amounts of money to families — especially those that live near a hospital — immediately before or after the birth of a child might allow women to seek medical care and drastically improve their children’s chances of survival. More than 100 low- and middle-income countries have explored so-called cash transfers, especially after the pandemic began. Generally, the experiments have found that giving money to poor families improves school attendance, nutrition and use of health services.

    (Apoorva Mandavilli. www.nytimes.com, 18.08.2025. Adaptado.)
    In the excerpt from the first paragraph “Those are much bigger drops than have been credited”, the underlined word refers to
    Escolha uma alternativa para a questão fd44bd94-74
  • FD423B44-74

    Inglês

    Interpretação de texto | Reading comprehension
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    Leia o texto para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, da prova de 2025

        Of every 1,000 children born in Kenya, a country in East Africa, 32 don’t make it to their first birthdays. Study after study has explored how to improve those impressive numbers, in Kenya and elsewhere. But a decade-long study on alleviating poverty found a simple solution. Giving $1,000 to poor families lowered infant mortality rates by nearly half, and deaths in children under 5 by 45 percent. Those are much bigger drops than have been credited to routine immunizations, for example, or bed nets to prevent malaria.
        “This is easily the biggest impact on child survival that I’ve seen from an intervention that was designed to alleviate poverty,” said Harsha Thirumurthy, an economist at the University of Pennsylvania who was not involved in the work. The decline in infant mortality is a “showstopping result,” he said.
        The outcomes suggest that delivering even smaller amounts of money to families — especially those that live near a hospital — immediately before or after the birth of a child might allow women to seek medical care and drastically improve their children’s chances of survival. More than 100 low- and middle-income countries have explored so-called cash transfers, especially after the pandemic began. Generally, the experiments have found that giving money to poor families improves school attendance, nutrition and use of health services.

    (Apoorva Mandavilli. www.nytimes.com, 18.08.2025. Adaptado.)
    The main purpose of the text is to
    Escolha uma alternativa para a questão fd423b44-74
  • FD3FAC81-74

    Português

    Regência
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

    1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
        Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
        Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
        Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
    5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

    (Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
    “Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam ‘falar’ às pessoas depois que eu morrer.” (3º parágrafo)

    Nesse trecho, a posição dos parênteses, após a preposição “em” e não imediatamente após o verbo “creio”, explica-se por uma questão
    Escolha uma alternativa para a questão fd3fac81-74
  • FD3CF79F-74

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

    1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
        Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
        Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
        Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
    5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

    (Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
    “Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva.” (5º parágrafo)

    No contexto em que se insere, a oração sublinhada expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão fd3cf79f-74
  • FD3A856F-74

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

    1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
        Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
        Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
        Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
    5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

    (Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
    No último parágrafo, a seguinte expressão pode ser vista como exemplo de personificação:
    Escolha uma alternativa para a questão fd3a856f-74
  • FD37D5BA-74

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Para responder à questão, leia o ensaio “Mercúrio” do neurologista inglês Oliver Sacks (1933-2015), cuja morte completou 10 anos em 30 de agosto deste ano.

    1  Noite passada sonhei com o mercúrio: glóbulos enormes, brilhantes, ora subindo, ora descendo. O mercúrio é o elemento número 80, e meu sonho é um lembrete de que na terça-feira farei oitenta anos. Elementos químicos e aniversários andam ligados para mim desde menino, quando aprendi sobre os números atômicos. Com onze anos eu podia dizer “sou sódio” (elemento 11), e agora, aos 79, sou ouro. Alguns anos atrás, quando dei um frasco de mercúrio de presente a um amigo pelo seu octogésimo aniversário — um recipiente especial que não vaza nem se quebra —, ele me olhou de um jeito esquisito, mas depois me enviou uma cartinha simpática, gracejando: “Tomo um pouco toda manhã, para a saúde”.
        Oitenta! É difícil de acreditar. Muitas vezes sinto que a vida está prestes a começar, e percebo que está quase no fim. Beirando os oitenta, com esparsos problemas de saúde e cirurgias, nenhum deles incapacitante, me sinto feliz por estar vivo — “Estou feliz por não estar morto!” é uma frase que às vezes irrompe lá dentro de mim quando o tempo está perfeito. Sou grato por ter vivenciado muitas coisas — algumas fascinantes, outras horríveis — e por ter sido capaz de escrever uma dúzia de livros, de receber incontáveis cartas de amigos, colegas e leitores e de desfrutar do que Nathaniel Hawthorne chamou de “um intercurso com o mundo”.
        Lamento ter perdido (e ainda perder) tanto tempo; lamento ser tão angustiantemente tímido aos oitenta quanto era aos vinte; lamento não falar outra língua além da materna e não ter viajado ou vivenciado outras culturas de modo tão produtivo quanto deveria. Sinto que precisaria tentar concluir minha vida, seja o que for “concluir uma vida”. Quanto a mim, não creio em (nem desejo) uma existência após a morte, exceto na memória dos amigos e na esperança de que alguns dos meus livros ainda possam “falar” às pessoas depois que eu morrer.
        Quando chegar a minha hora, espero que eu possa morrer na ativa, como o biólogo molecular Francis Crick. Quando lhe informaram que seu câncer de cólon tinha voltado, de início ele não disse nada; simplesmente olhou ao longe por um minuto, depois retomou o que vinha pensando. Ao lhe perguntarem sobre seu diagnóstico algumas semanas depois, ele respondeu: “Tudo o que tem um começo deve ter um fim”. Morreu aos 88 anos, ainda totalmente comprometido com seu trabalho mais criativo.
    5  Meu pai, que viveu até os 94 anos, costumava dizer que seus oitenta anos tinham sido uma das décadas mais agradáveis de sua vida. Ele sentiu, como começo a sentir, não um encolhimento, e sim uma expansão da vida mental e da perspectiva. Nesta altura já tivemos uma longa experiência de vida, não só da nossa, mas também da de outros. Já vimos triunfos e tragédias, altos e baixos, revoluções e guerras, grandes realizações e profundas ambiguidades também. Já assistimos notáveis teorias ascenderem e acabarem derrubadas por fatos teimosos. Somos mais conscientes da transitoriedade e, talvez, da beleza. Aos oitenta podemos relembrar um vasto panorama e ter um senso claro de história vivida impossível aos mais novos. Posso imaginar, sentir nos ossos, o que é um século, coisa que não podia fazer aos quarenta ou sessenta. Não penso na velhice como uma fase cada vez mais penosa que é preciso suportar e levar o melhor possível, mas como um período de liberdade e tempo descomprometido, sem as infundadas urgências de outrora, livre para explorar o que eu quiser e para amarrar os pensamentos e sentimentos de toda uma vida. Não vejo a hora de fazer oitenta anos.

    (Oliver Sacks. Gratidão, 2015. Adaptado.)
    A resposta de Francis Crick, ao ser perguntado sobre seu diagnóstico, deixa transparecer o seguinte sentimento:
    Escolha uma alternativa para a questão fd37d5ba-74