Pular para o conteúdo

Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 392 de 549

  • Linguagens

    Português

    TEXTO: 

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Morfologia

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Morfologia


    RIOS NETO, Antônio Sales. Impasses civilizacionais. Disponível em: <https://aterraeredonda.com.br/impasses-civilizacionais>. Acesso em: 8 dez. 2022. Adaptado.
    Marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas sobre os recursos linguísticos usados no texto.


    ( ) Em “Parece não haver mais dúvidas” (l. 1) e em “cerca de seis milhões de crianças menores de cinco anos e mais outros três milhões” (l. 9-11), o vocábulo “mais”, nas duas situações, detém, semanticamente, ideia de adição.

    ( ) Em “especialmente o enorme contingente de excluídos gerado pela visão econômica de mundo, representada pelo atual sistema capitalista” (l. 25-28), as preposições “pela” e “pelo” exercem o mesmo sentido semântico.

    ( ) Em “Como bem disse dom Paulo Evaristo Arns” (l. 37) e em "como bem expressou recentemente o sociólogo francês Alain Touraine” (l. 47-48), “como” expressa, nas duas passagens, ideia de consonância.

    ( ) Em “Há um vazio de ideias e ações” (l. 46) e em “Edgar Morin e outros, há tempos, nos alertam.” (l. 63-64), a forma verbal “há”, nas duas passagens destacadas, poderia ser substituída por “existe” sem que haja prejuízos de ordem morfológica ou sintática.  

    ( ) Em “O filósofo britânico John Gray resumiu bem essa nossa condição” (l. 67-68), o pronome “essa” é um marcador anafórico que faz referência à “busca de consensos e a convergência de propostas” (l. 59-60).


    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão bca0d217-c4
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Interpretação de Textos


     DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Os ombros suportam o mundo. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro, RJ: Nova Aguilar, 1979, p. 131.
    Drummond foi um poeta mineiro, modernista, cuja poesia se destacou pelos temas do cotidiano da vida e pela linguagem despojada de rigidez.

    Os versos do poema destacado revelam um eu poético


    I. conformado, diante da vida, mas, ao mesmo tempo, cheio de coragem para lutar, a fim de sobreviver.

    II. revoltado, pela ausência de sensibilidade e de fé nos corações humanos e pela necessidade de se trabalhar intensamente.

    III. pessimista, ao refletir sobre a realidade da vida e a inutilidade das guerras, da fome e das discussões entre amigos. 

    IV. consciente, sem se desesperar, em relação à vida e à solidão, mesmo diante de circunstâncias indesejadas.

    V. realista, ao enxergar a vida sem misticismo e acreditar que a humanidade saberá encontrar soluções viáveis, sem ser preciso morrer.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
    Escolha uma alternativa para a questão bca395c4-c4
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto:


    Desolado com a possibilidade de extinção da língua portuguesa, deputado apresenta projeto de lei com o objetivo de proibir o uso de palavras de outros idiomas em meios de comunicação, nomes comerciais, documentos oficiais, etc. [...] A identidade das línguas não se esconde nos vocabulários, mas na maneira como eles se articulam. Seus segredos estão em palavras que a maioria dos mortais relega a segundo plano como artigos, preposições, conjunções, ou em processos relacionais como regências, concordâncias, flexões, declinações, sintaxes. Enquanto os fanáticos por computadores conjugarem o anglicismo “escanear” como se fosse “escaneio, escaneias, escaneia...” tudo está bem: estão apenas repetindo processos que nos deram palavras preciosas como “desolado” ou “parlamento”... – a última , um caso particularmente interessante, por nos fornecer uma palavra latina por tabela, sua raiz é latina, mas sua existência se deve aos ingleses. No dia em que começarmos a lidar com respeitáveis palavras de ascendência diretamente romana como “falar” em termos de “eu fala, tu fala, ele fala, nós fala”, aí talvez seja o momento de profetizar a agonia da “última flor de Lácio” [...] O simples fato de determinada comunidade usar ou não determinada expressão contém significado que jamais poderá ser traduzido por outra palavra. Voltando ao nosso apaixonado por computadores, se ele começar a disparar verbos como “escanear”, “printar”, deletar ou congêneres, saberemos de sua condição de info-fanático. Ninguém precisará nos dizer isso. Além de nos informar que vai imprimir ou apagar algo, ele está nos dizendo, também, que se quiser pode estourar o disco rígido de nosso computador sem que notemos. Quando um executivo fala em personal banking, ele não se refere apenas à relação personalizada que a informática permite entre ele e seu banco, informa-nos, também, sobre a tribo à qual pertence [...] A lei contém, portanto, elemento limitador da expressão. Quando pretende se impor a meios de comunicação, o problema torna-se mais grave. Além da redução quantitativa de informações que permite à comunidade, realiza, também, uma redução qualitativa: estabelece que certas categorias de informações simplesmente não podem ser transmitidas. Antigamente isso se chamava censura. (Texto adaptado de: AVELAR, Marcelo Castilho. O idioma está acima do controle das leis. Estado de Minas, Belo Horizonte, 17 set. 2000. Espetáculo/Opinião, p.4.)


    O dois-pontos usado no fragmento “[...] tudo está bem: estão apenas repetindo processos que nos deram palavras preciosas [...]” dá idéia de ________ e pode ser substituído por ________.

    Completa corretamente as lacunas:

    Escolha uma alternativa para a questão bca48b26-ff
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Interpretação de Textos


     DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Os ombros suportam o mundo. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro, RJ: Nova Aguilar, 1979, p. 131.
    Para a composição do poema, o eu lírico utiliza de recursos de estilo que favorecem a compreensão da mensagem.


    A alternativa em que a análise desses recursos está inadequada é
    Escolha uma alternativa para a questão bca61555-c4
  • Linguagens

    Português

    ETC

    Estou sozinho, estou triste, etc.

    Quem virá com a nova brisa que penetra

    Pelas frestas do meu ninho

    Quem insiste em anunciar-se no desejo

    Quem tanto não vejo ainda

    Quem pessoa secreta

    Vem, te chamo

    Vem, etc.

    (Caetano Veloso)


    Sobre o uso do “etc” nesse texto, por tratar-se de uma expressão bastante corriqueira, é correto dizer que

    Escolha uma alternativa para a questão bca73a25-ff
  • Linguagens

    Português

    TEXTO:

    Imagem da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Morfologia


     DRUMMOND DE ANDRADE, Carlos. Os ombros suportam o mundo. Poesia e Prosa. Rio de Janeiro, RJ: Nova Aguilar, 1979, p. 131.
    “Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.

    Ficaste sozinho, a luz apagou-se, mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.” (v. 8-10).


    Em relação aos recursos linguísticos dos versos destacados, há uma análise procedente em
    Escolha uma alternativa para a questão bca8ab0c-c4
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, ENEM 2011, Interpretação de Textos

    Com base no trecho de Morte e Vida Severina (Texto I) e na análise crítica (Texto II), observa-se que a relação entre o texto poético e o contexto social a que ele faz referência aponta para um problema social expresso literariamente pela pergunta “Como então dizer quem fala / ora a Vossas Senhorias?” . A resposta à pergunta expressa no poema é dada por meio da
    Escolha uma alternativa para a questão bca9d17d-88
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UEMG 2019, Interpretação de Textos

    (http://eduardoabril.blogspot.com. Acesso: 28/03/2010.)


    O fato de as palavras “imtulho” e “aria” estarem escritas de forma diferente da padrão indica a

    Escolha uma alternativa para a questão bcaa2d5b-ff
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2013, Interpretação de Textos Já em 1901, o escritor Olavo Bilac temia que a imagem substituísse a escrita. No entanto, ele reconhecia aspectos positivos dessa possível substituição. Um desses aspectos é observado no seguinte trecho:

    Escolha uma alternativa para a questão bcaa86ad-23
  • Linguagens

    Português

    Texto A  

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Interpretação de Textos

    CUNHA, Helena Parente. OUTRA. Disponível em: <https://pdfcoffee.com/alem-de-estar-helena-parente-cunha-poemas-pdf-free.html>. Acesso em: 13 dez. 2022. 


    Texto B

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Interpretação de Textos

    MEIRELES, Cecília. Mar Absoluto. In: Obra Poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,1987, p.272. 
    Os poemas destacados pertencem a duas poetisas distintas, mas se identificam ao dar voz à sensibilidade e às percepções do universo feminino.


    Sobre os poemas destacados, a alternativa que apresenta uma análise inadequada é a
    Escolha uma alternativa para a questão bcab308a-c4
  • Linguagens

    Português

    Seja Feliz

    (Marisa Monte)


    Tão longa a estrada

    Tão longa a sina

    Tão curta a vida

    Tão largo o céu

    Tão largo o mar

    Tão curta a vida

    Curta a vida

    (http://letras.mus.br/marisa-monte/1982242/. Acesso: 07/02/2013. Adaptado.)


    No último verso, a palavra “curta” tem um sentido diferente do ocorrido no terceiro e sexto versos, pois esse novo sentido expressa que a vida

    Escolha uma alternativa para a questão bcad00ba-ff
  • Linguagens

    Português

    Texto A  

    Figura 1 de 3 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Interpretação de Textos

    CUNHA, Helena Parente. OUTRA. Disponível em: <https://pdfcoffee.com/alem-de-estar-helena-parente-cunha-poemas-pdf-free.html>. Acesso em: 13 dez. 2022. 


    Texto B

    Figura 2 de 3 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Interpretação de Textos

    MEIRELES, Cecília. Mar Absoluto. In: Obra Poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,1987, p.272. 
    Figura 3 de 3 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Interpretação de Textos


    PICASSO, Pablo. Mulher no Espelho. Disponível em: <https://www.ggoogle.com/search?q=quadro+de+picasso+mulher+no+espelho&sxsrf>. Acesso em: 13 dez. 2022.


    Picasso foi pintor, escultor e desenhista espanhol, um dos principais artistas plásticos do século XX. Fundador do cubismo, ele rompeu com a estética da perfeição nas obras de arte, sendo, portanto, conhecido como o pintor da geometria.

    A sua obra “A Mulher no Espelho” mantém com os poemas anteriores um diálogo. Embora se apresente em arte visual, é inegável a presença de alguns aspectos contidos na sua construção que reiteram alguns versos dos poemas de Helena Parente e Cecília Meireles.


    Marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas acerca das três criações artísticas.


    ( ) Na obra de Picasso, observa-se um antagonismo da figura feminina: a imagem refletida apresenta-se distorcida da real, reiterando a mesma percepção de Cecília sobre si mesmo.

    ( ) Em “A mulher no Espelho”, de Picasso, nota-se que a face da mulher real apresenta-se bipartida em duas configurações dissociadas, uma fria e outra saudável, da mesma maneira que os versos de Helena, dentro do contexto do poema, “ontem/ eu era outra/ quando vim aqui”(v. 1-3) e” outra paisagem/ embora sempre/ o seu aqui” (v. 4-6).

    ( ) A imagem refletida no espelho transmite a sensação de frustração e tristeza, ao apresentar-se coberta de tons mais escuros e meio escondida, identificando-se com os versos de Cecília “Que mal faz, esta cor fingida/ do meu cabelo, e do meu rosto,/ se tudo é tinta: o mundo, a vida, /o contentamento, o desgosto?” (v. 9-12).

    ( ) O braço, entrelaçando a imagem do espelho deformada, permite inferir que a imagem real acolhe a imagem destorcida como também sua, assim como os versos do poema Outra, de Helena “, outra somos eu/ a cada onda / noutros meus pés (v. 16-18)

    ( ) A imagem dos corpos mostram uma disparidade visual entre a real e a refletida no espelho, insinuando diferentes leituras, e com idêntica interpretação dos versos de Helena, “outra paisagem/embora sempre/o seu aqui” (v. 4-6).  


    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão bcada379-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto A  

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Pontuação

    CUNHA, Helena Parente. OUTRA. Disponível em: <https://pdfcoffee.com/alem-de-estar-helena-parente-cunha-poemas-pdf-free.html>. Acesso em: 13 dez. 2022. 


    Texto B

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Pontuação

    MEIRELES, Cecília. Mar Absoluto. In: Obra Poética. Rio de Janeiro: Nova Aguilar,1987, p.272. 
    Em relação aos recursos linguísticos e de estilo dos poemas, está correta a análise que se faz dos versos em
    Escolha uma alternativa para a questão bcb0244d-c4
  • Linguagens

    Português

    Esta música é um samba de Adoniran Barbosa e menciona o Brás, um bairro situado na cidade de São Paulo.


    O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás

    Nós fumos não encontremos ninguém

    Nós voltermos com uma baita de uma reiva

    Da outra vez nós num vai mais

    No outro dia encontremo com o Arnesto

    Que pediu desculpas mais nós não aceitemos

    Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa

    Mas você devia ter ponhado um recado na porta

    Um recado assim ói: “Ói, turma, num deu pra esperá

    A duvido que isso, num faz mar, num tem importância,

    Assinado em cruz porque não sei escrever”.

    (http://goo.gl/QXibH. Acesso: 01/11/2012. Adaptado.)


    Considerando que a nossa forma de falar, além de ser determinada pela situação comunicativa em que estamos inseridos, pode representar nossa origem sociocultural, o locutor do texto é representado por um

    Escolha uma alternativa para a questão bcb0bda3-ff
  • Linguagens

    Português

    Texto A

        De repente a ladeira começou a animar-se. Do largo da sé, da Baixa dos Sapateiros, do Carmo, surgiram homens e mulheres apressados e aflitos. Não vinham pela morte de Pedro Archanjo, sábio autor de livros sobre miscigenação, talvez definitivos, e, sim, pela morte de Ojuobá, os olhos de Xangô, um pai daquele povo. Do castelo de Ester, a notícia se propagara de boca em boca, de porta em porta, de casarão em casarão, rua afora, escada acima, ladeira abaixo e nos becos. Chegou ao largo da Sé a tempo de embarcar nos primeiros bondes e ônibus.
        Mulheres arrancadas do sono ou dos braços de tardos fregueses para a lágrima e a lamentação. Trabalhadores de horário preciso, vagabundos sem relógio de ponto, bêbados e mendigos, habitantes dos sobradões, dos infectos cortiços, árabes de prestação, moços e velhos, gente de santo e comerciantes do Terreiro de Jesus, um carroceiro com sua carroça, e Ester, um quimono sobre a nudez mostrando tudo a quem quisesse ver. Mas, quem ia se aproveitar, se ela puxava os cabelos e batia nos peitos:
        — Ai, Archanjo, meu santo, por que não disse que estava doente? Como eu ia saber? Agora, Ojuobá, como vai ser? Tu era a luz da gente, nossos olhos de ver, nossa boca de falar. Tu era a coragem da gente e nosso entendimento. Tu sabia de ontem e de amanhã, quem mais vai saber?
        Quem, ai, quem? Na hora do espanto, homens e mulheres encaravam a morte nua e crua, ali na sarjeta, despida de qualquer enfeite, do menor consolo. Pedro Archanjo Ojuobá ainda não se fizera memória, tão somente morte e nada mais.


    AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. Disponível em: <https://www.terra.com.br/diversao/infograficos/jorge-amado-centenario/pdf/tenda-dos-milagres.pdf.> Acesso em: 12 dez. 2022.


    Texto B

        Já naquela hora a notícia da inesperada morte de Quincas Berro D’água circulava pelas ruas da Bahia. É bem verdade que os pequenos comerciantes do Mercado não fecharam suas portas em sinal de luto. Em compensação, imediatamente aumentaram os preços dos balangandãs, das bolsas de palha, das esculturas de barro que vendiam aos turistas, assim homenageavam o morto. Houve nas imediações do Mercado ajuntamentos precipitados, pareciam comícios relâmpagos, gente andando de um lado para outro, a notícia no ar, subindo o Elevador Lacerda, viajando nos bondes para a Calçada, ia de ônibus para a Feira de Santana. Debulhou-se em lágrimas a graciosa negra Paula, ante seu tabuleiro de beijus de tapioca. Não viria Berro D’água naquela tarde dizerlhe galanteios torneados, espiar-lhe os seios vastos, propor-lhe indecências, fazendo-a rir.
        Nos saveiros de velas arriadas, os homens do reino de Iemanjá, os bronzeados marinheiros, não escondiam sua decepcionada surpresa: como pudera acontecer essa morte num quarto do Tabuão, como fora o velho marinheiro desencarnar numa cama? Não proclamara, peremptório, e tantas vezes, Quincas Berro D’água, com voz e jeito capazes de convencer ao mais descrente, que jamais morreria em terra, que só um túmulo era digno de sua picardia: o mar banhado de lua, as águas sem fim? 

    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro D’água. Rio de janeiro: Record, 1991, p. 53.
    Os textos A e B, embora retirados de obras distintas, apresentam semelhanças em variados aspectos na sua construção.


    As afirmativas que encontram respaldo nos fragmentos ou no contexto geral das suas obras estão em


    I. A temática abordada nos fragmentos se estende por toda narrativa nas duas obras, tendo seu ponto alto nos desfechos, quando se concretiza o desejo das personagens principais.

    II. A obra do texto A relata a vida de Arcanjo em dois tempos distintos: um como homem do povo e seu modo de vida, e outro como homem público, respeitado pela intelectualidade baiana, enquanto que, na obra do texto B, a vida de Quincas é apresentada de maneira inversa.  

    III. Nas duas obras, o ponto de vista da narração dá-se sob o olhar de um narrador onisciente, e suas personagens fazem uso de uma linguagem apropriada à realidade delas, diferenciando-se, porém, na intenção literária de cada.

    IV. O cenário apresentado e o tempo transcorrido em que se processam as narrativas, desde seu início até o final, dão-se de maneira idêntica, entremeando passado e presente em iguais condições sociais e profissionais de seus personagens, Pedro Arcanjo e Berro D’água.

    V. As circunstâncias em que se deu a morte de Pedro Arcanjo e Berro D’água, o comportamento de seus amigos em relação ao fato e o desenrolar do fluxo das narrativas, desde a morte até o final, apresenta-se, de maneira idêntica, nas duas obras.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
    Escolha uma alternativa para a questão bcb2a5ac-c4
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Gêneros Textuais

    No texto, a autora narra fatos e expõe suas opiniões relacionados à vinda de sua família para o Brasil.
    Escolha uma alternativa para a questão bcb32256-31
  • Linguagens

    Português

    Texto A

        De repente a ladeira começou a animar-se. Do largo da sé, da Baixa dos Sapateiros, do Carmo, surgiram homens e mulheres apressados e aflitos. Não vinham pela morte de Pedro Archanjo, sábio autor de livros sobre miscigenação, talvez definitivos, e, sim, pela morte de Ojuobá, os olhos de Xangô, um pai daquele povo. Do castelo de Ester, a notícia se propagara de boca em boca, de porta em porta, de casarão em casarão, rua afora, escada acima, ladeira abaixo e nos becos. Chegou ao largo da Sé a tempo de embarcar nos primeiros bondes e ônibus.
        Mulheres arrancadas do sono ou dos braços de tardos fregueses para a lágrima e a lamentação. Trabalhadores de horário preciso, vagabundos sem relógio de ponto, bêbados e mendigos, habitantes dos sobradões, dos infectos cortiços, árabes de prestação, moços e velhos, gente de santo e comerciantes do Terreiro de Jesus, um carroceiro com sua carroça, e Ester, um quimono sobre a nudez mostrando tudo a quem quisesse ver. Mas, quem ia se aproveitar, se ela puxava os cabelos e batia nos peitos:
        — Ai, Archanjo, meu santo, por que não disse que estava doente? Como eu ia saber? Agora, Ojuobá, como vai ser? Tu era a luz da gente, nossos olhos de ver, nossa boca de falar. Tu era a coragem da gente e nosso entendimento. Tu sabia de ontem e de amanhã, quem mais vai saber?
        Quem, ai, quem? Na hora do espanto, homens e mulheres encaravam a morte nua e crua, ali na sarjeta, despida de qualquer enfeite, do menor consolo. Pedro Archanjo Ojuobá ainda não se fizera memória, tão somente morte e nada mais.


    AMADO, Jorge. Tenda dos milagres. Disponível em: <https://www.terra.com.br/diversao/infograficos/jorge-amado-centenario/pdf/tenda-dos-milagres.pdf.> Acesso em: 12 dez. 2022.


    Texto B

        Já naquela hora a notícia da inesperada morte de Quincas Berro D’água circulava pelas ruas da Bahia. É bem verdade que os pequenos comerciantes do Mercado não fecharam suas portas em sinal de luto. Em compensação, imediatamente aumentaram os preços dos balangandãs, das bolsas de palha, das esculturas de barro que vendiam aos turistas, assim homenageavam o morto. Houve nas imediações do Mercado ajuntamentos precipitados, pareciam comícios relâmpagos, gente andando de um lado para outro, a notícia no ar, subindo o Elevador Lacerda, viajando nos bondes para a Calçada, ia de ônibus para a Feira de Santana. Debulhou-se em lágrimas a graciosa negra Paula, ante seu tabuleiro de beijus de tapioca. Não viria Berro D’água naquela tarde dizerlhe galanteios torneados, espiar-lhe os seios vastos, propor-lhe indecências, fazendo-a rir.
        Nos saveiros de velas arriadas, os homens do reino de Iemanjá, os bronzeados marinheiros, não escondiam sua decepcionada surpresa: como pudera acontecer essa morte num quarto do Tabuão, como fora o velho marinheiro desencarnar numa cama? Não proclamara, peremptório, e tantas vezes, Quincas Berro D’água, com voz e jeito capazes de convencer ao mais descrente, que jamais morreria em terra, que só um túmulo era digno de sua picardia: o mar banhado de lua, as águas sem fim? 

    AMADO, Jorge. A morte e a morte de Quincas Berro D’água. Rio de janeiro: Record, 1991, p. 53.
    Texto C


        “Esta cidade acabou-se”, pensou Gregório de Matos, olhando pela janela do sobrado, no terreiro de Jesus. “Não é mais a Bahia. Antigamente, havia muito respeito. Hoje, até dentro da praça, nas barbas da infantaria, nas bochechas dos granachas, na frente da forca, fazem assaltos à vista.” [...]
        
        As pessoas que caminhavam pela praça naquele momento eram, na maioria, negros, escravos ou mestiços trabalhadores. Muitos iam para as igrejas. Os sinos chamavam, repicando.

        Da janela, Gregório de Matos acompanhou com os olhos a passagem do governador entre pessoas de diversos mundos e reinos distintos. Reinóis, que chamavam de maganos, fugidos de seus país ou degredados de seus reinos por terem cometidos crimes, pobres que não tinham o que comer em sua terra, ambiciosos, aventureiros, ingênuos desonestos, desesperançados, saltavam sem cessar no cais da colônia. Alguns chegavam em extrema miséria, descalços, rotos, despidos, e pouco tempo depois retornavam, ricos, com casas alugadas, dinheiro e navios. [...] Eram também persas, magores, armênios, gregos, infiéis e outros gentios. [...] A todos, a cidade dava entrada.


    MIRANDA, Ana. Boca do Inferno. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, p. 13-14.


    Sobre o texto C – Boca do Inferno – comparado aos textos A e B, marque V ou F, conforme sejam verdadeiras ou falsas as afirmativas acerca deles.


    ( ) O texto C, com a personagem Gregório de Matos, reitera a proposta literária da obra Tenda dos Milagres, em que Pedro Arcanjo ficou conhecido, no meio acadêmico cultural, pelas suas observações sociais sobre a cidade da Bahia. 

    ( ) O texto C apresenta-se mais rico de informações sobre o processo de formação étnica e cultural em que se construiu a sociedade da cidade da Bahia que os demais textos.

    ( ) As descrições que entremeiam as narrativas dos três textos, permitem dizer que as obras apresentam um mesmo contexto social e histórico da cidade da Bahia.

    ( ) O uso de um discurso indireto, enquanto recurso de estilo literário, está presente no texto C, assim como o de um discurso direto, no texto A.

    ( ) O registro de alguns deslizes no uso da língua portuguesa em relação à norma culta ocorre, indistintamente, nos três fragmentos.


    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
    Escolha uma alternativa para a questão bcb53284-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto A 

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Interpretação de Textos


    FILHO, Adonias. Um avô muito velho. O largo da Palma. Disponível em: </Users/marci/Downloads/document.onl_o-largo-da-palmaadonias-filho-pdf p. 52>. Acesso em: 13 dez. 2022.


    Texto B

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Interpretação de Textos


    FONSECA, Aleilton. O avô e o rio. Desterro dos Mortos. Bahia, Itabuna: Via Litterarum, 2012, p. 20.
    Considerando-se os fragmentos no contexto global das obras O Largo da Palma e O desterro dos mortos, são afirmações procedentes sobre elas


    I. Escritos por autores baianos, os fragmentos constituem narrações com diferentes pontos de vista narrativos. O texto A apresenta um narrador onisciente, enquanto o B, uma personagem narradora.

    II. O texto A é considerado novela, por apresentar, em sua totalidade, um maior número de personagens em relação ao Texto B, classificado como conto.

    III. A temática narrativa dos fragmentos gira em torno da velhice e da morte, ambas situações imperativas da própria vida. No Texto A, a presença da morte dá-se de maneira sucessiva, algo premonitório na vida da personagem, tanto quanto na narrativa do Texto B.

    IV. As personagens do Texto A atuam em um universo múltiplo tanto de tempo quanto de espaço, diferentemente do Texto B, em que elas agem em um espaço e tempo definidos.

    V. Por meio de seus personagens avôs, a velhice apresentase como uma precursora da morte física iminente, fato que se concretiza nas duas narrativas.


    A alternativa em que todas as afirmativas indicadas estão corretas é a
    Escolha uma alternativa para a questão bcb7c3d2-c4
  • Linguagens

    Português

    Texto A 

    Figura 1 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Funções morfossintáticas da palavra QUE


    FILHO, Adonias. Um avô muito velho. O largo da Palma. Disponível em: </Users/marci/Downloads/document.onl_o-largo-da-palmaadonias-filho-pdf p. 52>. Acesso em: 13 dez. 2022.


    Texto B

    Figura 2 de 2 da questão de Português, Universidade do Estado da Bahia 2023, Funções morfossintáticas da palavra QUE


    FONSECA, Aleilton. O avô e o rio. Desterro dos Mortos. Bahia, Itabuna: Via Litterarum, 2012, p. 20.
    Em relação aos recursos linguísticos e de estilos, a afirmativa sem respaldo textual é a
    Escolha uma alternativa para a questão bcba539b-c4
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UERJ 2016, Flexão verbal de número (singular, plural)

    A partir da narrativa de um episódio familiar, a autora elabora reflexões que vão além desse contexto pessoal, generalizando-o.

    Essa generalização pode ser observada no emprego da primeira pessoa do plural no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão bccc1fe5-31