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Disciplina · Linguagens

Questões de Português do ENEM

Questões de Português, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 10.965 questões
  • 95 assuntos

Resultados: 10.965 questões

Página 411 de 549

  • Linguagens

    Português

            O ladrão que furta para comer não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem São Basílio Magno. Não só são ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com mancha, já com forças roubam cidades e reinos: os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor nem perigo: os outros, se furtam, são enforcados; estes furtam e enforcam. Diógenes que tudo via com mais aguda vista que os outros homens viu que uma grande tropa de varas e ministros da justiça levava a enforcar uns ladrões e começou a bradar: lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos... Quantas vezes se viu em Roma a enforcar o ladrão por ter roubado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo, um cônsul, ou ditador por ter roubado uma província?... De Seronato disse com discreta contraposição Sidônio Apolinário: Nom cessat simul furta, vel punire, vel facere. Seronato está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer. Isto não era zelo de justiça, senão inveja. Queria tirar os ladrões do mundo para roubar ele só! Declarando assim por palavras não minhas, senão de muito bons autores, quão honrados e autorizados sejam os ladrões de que falo, estes são os que disse, e digo levam consigo os reis ao inferno.


    VIEIRA, Antônio. O sermão do bom ladrão. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).


    Padre Antônio Vieira, clérigo jesuíta de origem portuguesa que viveu no Brasil no século XVII, proferiu inúmeros sermões que articulavam questões teológicas e políticas. Em O Sermão do Bom Ladrão — apresentado em 1655, em Lisboa —, para convencer sua audiência do ponto de vista defendido sobre a classe política, Vieira adota como estratégia 
    Escolha uma alternativa para a questão c41a51ad-3e
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 

    V 

        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Na parte V, linha 1, a palavra “esquife” só não pode ser entendida como

    Escolha uma alternativa para a questão c41cc102-e1
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 

    V 

        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Leia as afirmativas a seguir e assinale a opção correta.

    I. O texto transmite ao leitor uma sensação de rancor e ojeriza.
    II. O texto possui sete partes e, na última, fala da superstição dos escravos.
    III. O poema conta o passamento de Angelina.
    Escolha uma alternativa para a questão c41fd241-e1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, UNCISAL 2019, Interpretação de Textos


    Disponível em: www.inca.gov.br. Acesso em: nov. 2016 (adaptado). 



    A imagem anterior consiste em um texto publicitário, do Ministério da Saúde, que faz parte de uma campanha contra o tabagismo e visa influenciar o comportamento do leitor com relação ao cigarro. Nesse texto, o principal recurso de convencimento do leitor é a 
    Escolha uma alternativa para a questão c4209660-3e
  • Linguagens

    Português

          Até o fim da vida guardarei seu olhar no meu coração. Até o fim da vida sentirei esta humana infelicidade de nem sempre poder socorrer, neste complexo mundo dos homens.

           Então, o triste cãozinho reuniu todas as suas forças, atravessou o patamar, sem nenhuma dúvida sobre o caminho, como se fosse um visitante habitual, e começou a descer as escadas e as suas rampas, com plantas em flor de cada lado, as borboletas incertas, salpicos de luz no granito, até o limiar da entrada. Passou por entre as grades do portão, prosseguiu para o lado esquerdo, desapareceu.

           Ele ia descendo como um velhinho andrajoso, esfarrapado, de cabeça baixa, sem firmeza e sem destino. Era, no entanto, uma forma de vida. Uma criatura deste mundo de criaturas inumeráveis. Esteve ao meu alcance; talvez tivesse fome e sede: e eu nada fiz por ele; amei-o, apenas, com uma caridade inútil, sem qualquer expressão concreta. Deixei-o partir, assim, humilhado, e tão digno, no entanto: como alguém que respeitosamente pede desculpas por ter ocupado um lugar que não era seu.

           Depois pensei que nós todos somos, um dia, esse cãozinho triste, à sombra de uma porta. E há o dono da casa, e a escada que descemos, e a dignidade final da solidão.



    MEIRELES, Cecília. Um cão, apenas. Janela mágica. São Paulo: Ed. Moderna, 1983.



    No fragmento da crônica de Cecília Meireles, o encontro com o cão provoca no narrador o sentimento de empatia que o leva a compreender 
    Escolha uma alternativa para a questão c423a7de-3e
  • Linguagens

    Português

    A seguir, é apresentado trecho do portal da Câmara dos Deputados na Internet em que há uma série de links para a participação dos cidadãos nas atividades daquela casa legislativa, assim como algumas formas de se compartilhar o conteúdo da página com outras pessoas.  



    Imagem da questão de Português, UNCISAL 2019, Interpretação de Textos

    Disponível em: http://www2.camara.leg.br/participe.
    Acesso em: nov. 2016. 


    Com base no que se pode inferir desse contexto e nas características dos gêneros textuais digitais, um modo adequado e formal de participação de um cidadão junto à Câmara dos Deputados, por meio do portal dessa entidade na Internet, seria 
    Escolha uma alternativa para a questão c4265227-3e
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 

    V 

        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    A função sintática da expressão sublinhada em “E a dor prostrara a todos naquela casa...” (parte III, linha 2) é
    Escolha uma alternativa para a questão c4270fdf-e1
  • Linguagens

    Português

    Qual é a primeira coisa que você faz quando entra na Internet? Checa seu email, dá uma olhadinha no Twitter, confere as atualizações dos seus contatos no Facebook? Há diversos estudos comprovando que interagir com outras pessoas, principalmente com amigos, é o que mais fazemos na Internet. Só o Facebook já tem mais de 500 milhões de usuários, que juntos passam 700 bilhões de minutos por mês conectados ao sítio — que chegou a superar o Google em número de acessos diários. A Internet é a ferramenta mais poderosa já inventada no que diz respeito à amizade. E está transformando nossas relações: tornou muito mais fácil manter contato com os amigos e conhecer gente nova. 


    Disponível em: http://super.abril.com.br.
    Acesso em: nov. 2016 (adaptado). 


    Atualmente, as tecnologias da comunicação e da informação interferem em vários campos da nossa vida diária. O texto anterior trata da interferência de um tipo de tecnologia em uma área específica da nossa vida social, relacionada às amizades. Que tecnologia é essa? 
    Escolha uma alternativa para a questão c429c784-3e
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir.

    ANGELINA

    I

        A mão de Deus passou de leve pelos seus cabelos loiros e ela adormeceu. 
        Ao pé de sua alcova, nesse dia de luto e de tristeza para os de sua casa, as roseiras amareleciam e finavam também com saudade. 
        Era quase noite... a lua pálida, como um cadáver, surgia através da montanha, atirando os primeiros raios à cabeceira da morta.

    II
        Angelina expirara com um sorriso a brincar-lhe na boca cor de rosa.
        É assim que emurchece a campainha dos vales; é assim que morre a abelha que não lhe encontra no seio o último favo de mel.
        A alma da criança voara de seus lábios sorrindo e parecia adejar ainda em torno daquela cabeça emoldurada em ouro.
        É que as almas das moças bonitas são como as mariposas da noite, amam as rosas mesmo depois que se esfolham. 

    III
    Pobre Angelina!
        E a dor prostrara a todos naquela casa, porque ninguém supunha que ela morresse; tão linda que era, tão cheia de vida!
        A família não se animara a vê-la no leito de defunta.
        Apenas de joelhos junto à cabeceira, chorava uma pobre escrava que a trouxera aos peitos, quando pequena, e chorava com a eloqüência dessas agonias maternais que não se explicam.

    IV 

        E a Nhan-nhanzinha já não podia ouvir o soluçar de sua negra velha!
        Era em vão que as lágrimas caíam sobre as mãos frias da criança; o sono dos que vão para o céu é tão suave que os próprios espíritos aprazem-se em fazê-lo eterno! 

    V 

        E quando, no outro dia, o esquife saiu, a pobre escrava deixava cair sobre a mortalha fria de Angelina um ramo de cravos brancos, que fora arrancar no jardim.

    VI 

        A ponte desceu... os convidados voltaram... e a menina ficou na sua cova do cemitério velho.
        Nunca mais a alegria voltou à estância.
      Durante um ano e mais, os escravos supersticiosos imaginavam ver a figura branca e vaporosa de Nhannhanzinha, altas horas da noite, voltear sorrindo por entre as cravinas e as rosas do canteiro grande ao pé da casa!

    VII

        Mas, o certo foi que, sobre a sepultura da menina, nasceram muitos cravos brancos e perfumosos, cuja essência agreste e divina embalsama o leito de mármore dos que ali dormem...     Ainda hoje mesmo, as borboletas, que perpassam pelo ninho daquelas flores, parecem ser o espírito de Angelina que se lembra, com saudade, da casa onde nasceu e para onde nunca mais voltará!

    LOBO DA COSTA, Francisco. Angelina. Arauto das Letras, 8 de outubro de 1882.

    Em “Angelina expirara com um sorriso...” (parte II, linha 1), o verbo está flexionado no
    Escolha uma alternativa para a questão c42af3f9-e1
  • Linguagens

    Português

    Para o teste seguinte, analise as afirmativas e assinale a opção correta.

    I. Castro Alves escreveu poesias que mostram uma libertação do egocentrismo absoluto, abrindo-se para a compreensão dos problemas sociais e expressando sua indignação contra as tiranias e opressões.
    II. Francisco Lobo da Costa, em sua obra, luta por uma sociedade mais justa e sem preconceitos.
    III. Castro Alves, em sua poesia lírico-amorosa, não ousa mostrar uma mulher em carne e osso, envolta por um clima de erotismo e sensualidade.
    IV. Lobo da Costa, descrente da vida, incapaz de superar as adversidades, conta, em sua poesia lírico-amorosa, seus sentimentos e seus sonhos frustrados.
    Escolha uma alternativa para a questão c42e2000-e1
  • Linguagens

    Português

    Ensinar gramática


    — Onde é que a gente vai agora, vó?
    — Lá na padaria da praça comprar um pão gostoso.
    Silêncio pensativo no banco de trás. E então:
    — Perto da minha casa também tem uma padaria. Os pão lá é
    muito bom.
    Momentos de indecisão. Ignorar ou corrigir? Compulsivamente:
    — Sabe, meu querido, a gente fala assim: OS PÃES SÃO
    MUITO BONS. Um pão, dois PÃES. O pão é bom, os PÃES são
    bons.
    Novo silêncio pensativo no banco de trás. E então:
    — Quer dizer, vó, que PÃES é DOIS PÃO? 


    CARONE, Flávia de Barros. Ensinar gramática.
    Linha d’Água, n.º 5, 1988, p. 52. 



    Constitui exemplo de marca linguística característica da variedade coloquial do português presente no texto anterior o emprego 
    Escolha uma alternativa para a questão c42ea353-3e
  • Linguagens

    Português

    Personagem A — Me disseram…
    Personagem B — Disseram-me.
     A — Hein?
     B — O correto é “disseram-me”. Não “me disseram”.
     A — Eu falo como quero. E te digo mais… Ou é
    “digo-te”?
     B — O quê?
     A — Digo-te que você…
     B — O “te” e o “você” não combinam.
     A — Lhe digo?
     B — Também não. O que você ia me dizer?
     A — Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E
    que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara.
    Como é que se diz?
     B — Partir-te a cara.
     A — Pois é. Parti-la hei de, se você não parar de me
    corrigir. Ou corrigir-me.
     B — É para o seu bem. 


    VERISSÍMO, Luís Fernando. Papos. Disponível em: https://novaescola.org.br.
    Acesso em: out. 2019 (adaptado). 


    O diálogo apresentado anteriormente ilustra, de forma divertida, a situação em que uma personagem tenta mostrar para a outra como usar a língua portuguesa segundo a norma padrão. Caso a personagem A, impaciente, desejasse responder à última fala da personagem B empregando a norma padrão da língua portuguesa, uma frase adequada para o contexto seria


    Escolha uma alternativa para a questão c433938a-3e
  • Linguagens

    Português

    O número de famílias que não autorizam a doação de órgãos e tecidos de parentes com diagnóstico de morte encefálica aumentou significativamente no Brasil. Em sete anos, a taxa de recusa familiar dobrou, saltando de 22%, em 2008, para 44%, em 2015, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Países como Austrália e Reino Unido enfrentam situação semelhante, que, aliada a falhas na identificação e notificação de potenciais doadores, dificulta a realização de transplantes. Um estudo conduzido por pesquisadores da Escola Paulista de Enfermagem da Universidade Federal de São Paulo buscou mapear as razões da recusa familiar. O principal motivo identificado pela pesquisa é que boa parte das famílias (21%) não compreendeu o conceito de morte encefálica. Já 19% atribuíram a decisão a crenças religiosas e outros 19% responsabilizaram a falta de competência técnica da equipe hospitalar. 


    PIERRO, Bruno de. Doação de órgãos: a arte de dar más notícias. Revista
    Pesquisa FAPESP. Edição 237, nov. 2015. Disponível em:
    http://revistapesquisa.fapesp.br. Acesso em: nov. 2016. 


    O texto precedente traz os resultados de uma pesquisa conduzida por uma universidade brasileira. Infere-se desse texto que a finalidade comunicativa do seu autor é 
    Escolha uma alternativa para a questão c435dca5-3e
  • Linguagens

    Português

    No livro Pau-brasil, um dos marcos da poesia modernista brasileira, Oswald de Andrade inseriu o seguinte poema, que trata do patrimônio linguístico brasileiro e de sua importância para a identidade nacional. 


    Vício na fala


    Para dizerem milho dizem mio
    Para melhor dizem mió
    Para pior pió
    Para telha dizem teia
    Para telhado dizem teiado
    E vão fazendo telhados. 


    ANDRADE, Oswald de. Obras completas/Pau-brasil.
    São Paulo: Globo, 1990. 


    Os contrastes entre as pronúncias de palavras elencados por Oswald de Andrade em seu poema evidenciam  

    Escolha uma alternativa para a questão c43850af-3e
  • Linguagens

    Português

    Ao contrário do que muita gente vem dizendo, pelo menos neste primeiro momento, é errado afirmar que as crianças estão preferindo a Internet à televisão. Uma pesquisa feita todos os anos com crianças entre quatro e onze anos de idade ao redor do planeta diz que a TV ainda é o meio de comunicação favorito delas. Apesar de esta geração já ter nascido com a Internet, os dados do estudo demonstram que a televisão (aberta e paga) continua sendo a opção mais viável e também preferida. Em todo o mundo, nove em cada dez crianças (92%) ainda preferem assistir seus canais favoritos em vez do streaming gratuito (83%) e dos DVDs (79%). 


    VAQUER, Gabriel. Pesquisa afirma que crianças ainda preferem TV
    aberta e paga à Internet. Disponível em: http://natelinha.uol.com.br.
    Acesso em: set. 2016 (adaptado).



    De acordo com o texto anterior, as crianças preferem a TV à Internet, diferentemente do que supõe o senso comum sobre o tema. A expectativa de que o streaming seria mais atrativo deve-se ao fato de que esse serviço caracteriza-se pela  
    Escolha uma alternativa para a questão c43dd0a8-3e
  • Linguagens

    Português

              A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem.

           Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia. Como se a poesia restituísse, através de um uso específico da língua, a integridade entre nome e coisa — que o tempo e as culturas do homem civilizado trataram de separar no decorrer da história.

           No seu estado de língua, no dicionário, as palavras intermedeiam nossa relação com as coisas, impedindo nosso contato direto com elas. A linguagem poética inverte essa relação, pois, vindo a se tornar, ela em si, coisa, oferece uma via de acesso sensível mais direto entre nós e o mundo. 


    ANTUNES, Arnaldo. Sobre a origem da poesia. Disponível em: www.arnaldoantunes.com.br. Acesso em: nov. 2016 (adaptado).


    Primordialmente, o texto anterior   
    Escolha uma alternativa para a questão c4430a2b-3e
  • Linguagens

    Português

    O médico que atende pacientes em seu consultório geralmente o faz com hora marcada e individualmente. Ele escuta as queixas dos pacientes, conversa, faz várias perguntas e solicita exames para investigar o que há de errado. Seu trabalho consiste em diagnosticar o problema (doença ou disfunção) do paciente e prescrever um tratamento, que pode ser por meio de medicamentos, de mudanças no estilo de vida ou mesmo de uma intervenção cirúrgica. 


    Disponível em: https://www.guiadacarreira.com.br.
    Acesso em: out. 2019 (adaptado). 


    O texto apresentado anteriormente, que trata da atividade profissional do médico, está escrito na modalidade padrão da língua portuguesa. No dia a dia, na fala, o emprego da modalidade padrão da língua é mais adequado a determinados tipos de situação do que a outros. Em qual das situações mencionadas a seguir o emprego da norma padrão da língua é não somente esperado, mas também recomendável? 
    Escolha uma alternativa para a questão c44afa54-3e
  • Linguagens

    Português


    Imagem da questão de Português, UNCISAL 2019, Interpretação de Textos



    Ao chegar a Paris, Rosalvo Ribeiro matriculou-se na Academia Julien. Dedicado aos estudos clássicos, o moço alagoano colheu admiráveis e máximos proveitos dos ensinamentos recebidos, e, mediante concurso, ingressou na Academia de Belas Artes. A sua prova pública constitui-se em cópia de uma estátua grega. 


    As artes plásticas em Alagoas até o ano de 1925. Disponível em:
    www.historiadealagoas.com.br. Acesso em: out. 2019 (adaptado).



    Sobre a sua obra, a alagoana Tânia Pedrosa comenta que “neste rumo eterno de vida entrei como se entra em veredas sertanejas, vendo caatingas, casinhas à beira do rio São Francisco, percorrendo o agreste, a zona da mata, o litoral, observando nossa diversidade cultural singular, resultado da miscigenação, e nossas etnias variadas, além dos diversos materiais e formas imaginárias da nossa arte, influenciada pelos brancos colonizadores, negros africanos e índios”.  


    DANTAS, C. L. (Org.). A invenção da terra: arte popular — Coleção de Tânia
    de Maya Pedrosa/IPHAN. Maceió: IPHAN – AL, 2013 (adaptado). 


    Infere-se das imagens e dos textos apresentados anteriormente que as produções de Rosalvo Ribeiro e Tânia Pedrosa 

    Escolha uma alternativa para a questão c44d7aed-3e
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    Português

    Criado no Japão no final dos anos 90, o emoji — palavra japonesa formada por e (“figura”), mo (“escrita”) e ji (“sinal”) — começou a se popularizar na cultura ocidental por volta de 2009, logo depois de ser incorporado aos iPhones pela Apple. Essa linguagem já foi tão incorporada por usuários do mundo todo que, entre as palavras escritas, a mais popular de 2014 não foi uma palavra, mas sim o emoji de coração vermelho. Para elaborar a lista dessas palavras, a Global Language Monitor analisou blogues, redes sociais e 275 mil mídias de notícias no mundo todo, e, pela primeira vez, ela foi liderada por um símbolo. “Os emojis produzem sentido nas práticas discursivas no meio digital e são capazes de tornar a interação virtual mais efetiva e dinâmica, propiciando rapidez nas trocas de informações”, dizem as especialistas em ciências da linguagem Renata da Fonte e Roberta Caiado. 


     ROSSIN, Giovana. Os emojis são a linguagem universal?
    Revista Galileu. abr. 2015 (adaptado). 


    Conclui-se do texto que os emojis, como sistema de comunicação, caracterizam-se por propiciar a expressão 
    Escolha uma alternativa para a questão c44ff536-3e
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    Texto 1


    UM PÉ DE MILHO


    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.
    Aconteceu que, no meu quintal, em um monte de terra trazida pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro da casa. Secaram as pequenas folhas; pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que aquilo era capim. Quando estava com dois palmos, veio um outro amigo e afirmou que era cana.
    Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança suas folhas além do muro e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro espremido, junto do portão, numa esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis. Detesto comparações surrealistas – mas na lógica de seu crescimento, tal como vi numa noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, de crinas ao vento e em outra madrugada, parecia um galo cantando.
    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores lindas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que me fazem bem. É alguma coisa que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. Eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.
    Rubem Braga
    Entre os dois períodos do primeiro parágrafo do texto 1, a oposição mais importante para o próprio texto é:
    Escolha uma alternativa para a questão c458bf7a-e3