Questões de Português do ENEM
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EBE4DBD3-CD “Na planície avermelhada os juazeiros largavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala”.RAMOS, Graciliano. Vidas secas. 57. ed. São Paulo: Record, p. 9.Dadas as afirmativas acerca do primeiro parágrafo do capítulo “Mudança”, de Vidas secas, escrito pelo romancista alagoano Graciliano Ramos,I. No início do livro, a seleção e a combinação de imagens representativas da seca, como “a planície avermelhada”, “os juazeiros” e o “rio seco”, constroem um contexto desolador.II. Trata-se de um parágrafo que exalta a beleza do sertão nordestino, em que elementos significativos da paisagem são articulados para compor um cenário leve e idílico.III. Fabiano, um dos personagens centrais desse livro de Graciliano Ramos, narra sua história em primeira pessoa, como se pode ver nesse trecho.IV. Há uma forte presença da visualidade, com descrições do sertão afetado pela seca, que predomina no início e no fim desse livro.verifica-se que estão corretasEBDD2436-CD Português
Interpretação de TextosQualin - Faculdade de Saúde · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos“Ademais, não havia temer-se o juízo tremendo do futuro. A História não iria até ali.Afeiçoara-se a ver a fisionomia temerosa dos povos na ruinaria majestosa das cidades vastas, na imponência soberana dos coliseus ciclópicos, nas gloriosas chacinas das batalhas clássicas e na selvatiqueza épica das grandes invasões. Nada tinha que ver naquele matadouro.O sertão é o homizio. Quem lhe rompe as trilhas, ao divisar à beira da estrada a cruz sobre a cova do assassinado, não indaga do crime. Tira o chapéu, e passa.E lá não chegaria, certo, a correção dos poderes constituídos. O atentado era público. Conhecia-o, em Monte Santo, o principal representante do governo, e silenciara. Coonestara-o com a indiferença culposa. Desse modo a consciência da impunidade, do mesmo passo fortalecida pelo anonimato da culpa e pela cumplicidade tácita dos únicos que podiam reprimi-la, amalgamou-se a todos os rancores acumulados, e arrojou, armada até aos dentes, em cima da mísera sociedade sertaneja, a multidão criminosa e paga para matar.Canudos tinha muito apropriadamente, em roda, uma cercadura de montanhas. Era um parêntesis; era um hiato. Era um vácuo. Não existia. Transposto aquele cordão de serras, ninguém mais pecava.Realizava-se um recuo prodigioso no tempo; um resvalar estonteador por alguns séculos abaixo”.CUNHA, Euclides. Os sertões. Edição crítica e organização: Walnice Nogueira Galvão. São Paulo: Ubu, 2016, v. I, p. 512.De acordo com o trecho, é correto afirmar queEBD9DF74-CD Português
Interpretação de TextosQualin - Faculdade de Saúde · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosSe Liga AíA gente pensa que vive num lugar onde se fala o que pensa.Mas eu não conheço esse lugar.Eu não conheço esse lugar!A gente pensa que é livre pra falar tudo que pensa mas agente sempre pensa um pouco antes de falar!Se liga aí, se liga lá, se liga então!Se legalize nessa comunicação.Se liga aí, se liga lá, se liga então!Se legalize a liberdade de expressão!Se liga aí, se liga lá, se liga então!Se legalize nessa comunicação.Se liga aí, se liga lá, se liga então!Se legalize a opção!Pensa! O pensamento tem poder.Mas não adianta só pensar.Você também tem que dizer! Diz!Porque as palavras têm poder.Mas não adianta só falar.Você também tem que fazer! Faz!Porque você só vai saber se o final vai ser feliz depois quetudo acontecer.[...]Disponível em: https://www.letras.mus.br/gabriel-pensador/72842/. Acesso em: 31 mar. 2025.As preferências linguísticas do autor atribuem ao textoEBD72B5C-CD Português
Interpretação de TextosQualin - Faculdade de Saúde · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosEQUIPES MULTIPROFISSIONAISArte educador, assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista são alguns dos profissionais de saúde que também trabalham na atenção primária do SUS. Eles integram as Equipes Multidisciplinares em Atenção Primária à Saúde (eMulti), que atuam de modo integrado e complementar à saúde da família, e também a outros modelos de equipe, como a do Consultório na Rua e a da Unidade Básica de Saúde Fluvial.Chamadas inicialmente de Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família), quando foram criadas, em 2008, essas equipes trabalham em conjunto com as equipes de Saúde da Família (eSF), além de fortalecer as articulações com outros setores, como educação, serviço social, cultura, lazer e esporte.Na edição 260 (maio de 2024), Radis mostrou como é o dia a dia de uma psicóloga que atua em uma Clínica da Família. Depois de uma série de ataques a esse modelo de trabalho multidisciplinar nos últimos anos, inclusive com o congelamento de repasses depois de 2019, essas equipes voltaram a receber investimentos do Ministério da Saúde, em 2023, e passaram a ser chamadas de eMulti.REVISTA RADIS, Nº 267 - DEZ 2024, p. 22.No texto, a referência a várias áreas dos profissionais da saúde tem como objetivoEBD48EA9-CD Português
Interpretação de TextosQualin - Faculdade de Saúde · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://issuu.com/daniellalopesrodrigues/docs/revista_dispositiva_v._4__ corrigida_/s/11453165. Acesso em: 28 mar. 2025.
Considerando-se o universo das falas da personagem Mafalda na tira acima, dadas as afirmativas,
I. No contexto da tira, a marca de intertextualidade se dá a partir de outro texto não verbal preexistente.
II. Nota-se, na tira, que a representação da intertextualidade ocorre na alusão às ordens que a personagem Mafalda recebe diariamente de sua mãe em relação à lavagem das mãos.
III. Na tira, ocorre um intertexto pela ativação do texto-fonte na memória discursiva da personagem Mafalda.
IV. O gênero textual, em questão, trata de uma narrativa curta com um tom crítico que recusa o mundo como ele é e se apresenta a partir de duas linguagens: a verbal e a não verbal, ambas importantes para a compreensão da tira.
verifica-se que estão corretas apenas
EBD1E8FE-CD Português
Interpretação de TextosQualin - Faculdade de Saúde · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://www.facebook.com/Prometeus22/. Acesso em: 28 mar. 2025.Dadas as afirmativas acerca das funções da linguagem,I. Na imagem, a função apresentada é a conativa, pois se centra na mensagem e em como ela é transmitida, e em razão disso, o anúncio possui recursos não verbais.II. A função apelativa ou conativa é bem própria do gênero textual que foi apresentado.III. No cartaz, o verbo encontra-se no imperativo. Verbos no imperativo são frequentes nos anúncios e conferem mais brevidade e impacto à mensagem que se deseja transmitir ao receptor.IV. O cartaz apresentado proporciona uma reflexão sobre o papel do cidadão em práticas cotidianas, junto a quem é endereçada a mensagem.V. O verbo no imperativo, característico da função informativa, não interfere na leitura do cartaz, uma vez que o uso deles se trata de uma questão meramente estilística.verifica-se que estão corretas apenasEBCF3FE7-CD Português
Funções morfossintáticas da palavra QUEQualin - Faculdade de Saúde · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosO que a BNCC dizValorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. Cada competência traz a proposta de um aluno ativo, que consegue não apenas compreender e reconhecer a importância do que foi aprendido, mas, principalmente, refletir sobre como ocorre a construção do conhecimento, conquistando autonomia para estudar e aprender em diversos contextos, inclusive fora da escola.Disponível em: https://novaescola.org.br/bncc/conteudo/5/competencia-1-conhecimento. Acesso em: 30 mar. 2025.A respeito do vocábulo “que” no contexto: “Cada competência traz a proposta de um aluno ativo, que consegue não apenas compreender e reconhecer a importância...”, assinale a alternativa correta.EBCC8E6D-CD Português
Interpretação de TextosQualin - Faculdade de Saúde · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://folhapress.folha.com.br/arte/61287. Acesso em: 30 mar. 2025.Essa charge retrata a sanção do projeto de lei que proíbe o uso de celulares nas escolas. Nela, as diferentes linguagens, representadas pelo aluno, evidenciam uma posturaEBCA038E-CD Português
Interpretação de TextosQualin - Faculdade de Saúde · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosPlataformaNão põe corda no meu blocoNem vem com teu carro-chefeNão dá ordem ao pessoalNão traz lema nem divisaQue a gente não precisaQue organizem nosso carnavalNão sou candidato a nadaMeu negócio é madrugadaMas meu coração não se conformaO meu peito é do contraE por isso mete broncaNeste samba plataformaPor um blocoQue derrube esse coretoPor passistas à vontadeQue não dancem o minuetoPor um blocoSem bandeira ou fingimentoQue balance e abagunceO desfile e o julgamentoPor um bloco que aumenteO movimentoQue sacuda e arrebenteO cordão de isolamentoDisponível em: https://www.letras.mus.br/joao-bosco/46531/. Acesso em: 28 mar. 2025Levando-se em consideração a letra dessa composição, dadas as afirmativas,I. A composição é uma expressão artística que se apropria do contexto do carnaval para tecer uma crítica social e cultural.II. A letra da canção clama por organização rígida e pelas estruturas de poder que, muitas vezes, se infiltram nas celebrações populares, como o carnaval, que é um símbolo de liberdade e de expressão espontânea no Brasil.III. O compositor utiliza a metáfora do carnaval para falar de temas mais amplos, como a resistência contra a conformidade e a burocracia.IV. A letra da canção apresenta mensagem que rejeita a autenticidade e a quebra de padrões que limitam a expressão individual e coletiva.verifica-se que está/ão correta/sEBC77514-CD Português
Funções morfossintáticas da palavra QUEQualin - Faculdade de Saúde · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritosEu ando pelo mundoPrestando atenção em coresQue eu não sei o nomeCores de AlmodóvarCores de Frida KahloCores!Passeio pelo escuroEu presto muita atençãoNo que meu irmão ouveE como uma segunda peleUm calo, uma cascaUma cápsula protetoraAi, Eu quero chegar antesPra sinalizarO estar de cada coisaFiltrar seus graus[...]Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/43856/. Acesso em: 28 mar. 2025.Com base na construção dos versos: “Prestando atenção em cores / Que eu não sei o nome”, da música Esquadros, de Adriana Calcanhotto, e, considerando a estrutura morfossintática, dadas as afirmativas,I. Como acontece com as orações relativas-padrão, houve nos versos em questão uma drástica alteração da ordem “antecedente - preposição - consequente”.II. Pelas regras da norma-padrão, a autora deveria ter usado uma adequada preposição no verso: “Que eu não sei o nome”.III. O verso: “Que eu não sei o nome” poderia ser substituído, sem prejuízos semânticos, por: “Das quais eu não sei o nome”.verifica-se que está/ão correta/sEBC4A12D-CD Português
Morfologia - PronomesQualin - Faculdade de Saúde · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosDeixa eu dizer que te amoDeixa eu pensar em vocêIsso me acalma, me acolhe a almaIsso me ajuda a viverDisponível em: https://www.letras.mus.br/marisa-monte/47268/. Acesso em: 28 mar. 2025.Dadas as afirmativas acerca do pronome em destaque nos versos: “Deixa eu dizer que te amo / Deixa eu pensar em você”,I. Evidencia-se, nos versos, a prática da maioria dos falantes do português brasileiro (de todas as regiões, de todos os níveis de escolaridade) em usar os pronomes pessoais retos para exercer as funções sintáticas: objeto direto do primeiro verbo e sujeito do segundo.II. Nota-se uma tendência cada vez mais acentuada que leva o português do Brasil a preferir usar o pronome sujeito (reto) quando a norma-padrão conservadora cobra um pronome-objeto (oblíquo).III. Nos versos, há um fenômeno sintático que, na tradição gramatical, recebe o nome de sujeito acusativo, usado praticamente pelos falantes incultos brasileiros.verifica-se que está/ão correta/sEBC12995-CD Português
MorfologiaQualin - Faculdade de Saúde · 2025DifícilEntre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/16552491. Acesso em: 1º abr. 2025. Adaptada.O texto acima trabalha com a possibilidade da ambiguidade obtida devido à/aoC5ED4C6E-CC Português
Interpretação de TextosEscola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.TEXTO IIRaquel Castanharo, influenciadora e fisioterapeuta, foi diagnosticada com câncer de mama apenas 17 dias antes de sua primeira maratona. Apesar de já sentir um nódulo há anos, exames anteriores não indicaram a presença da doença. O tumor, classificado como luminal B, media 5 centímetros e crescia lentamente. Os médicos permitiram que Raquel participasse da maratona do Rio de Janeiro, já que o tratamento começaria algumas semanas depois.Em julho, Raquel iniciou a quimioterapia, começando com os ciclos vermelhos a cada 15 dias. O exercício físico se tornou um aliado importante para lidar com os efeitos colaterais do tratamento. A influenciadora, que nunca se considerou uma corredora, encontrou prazer na corrida ao se permitir ser mais lenta, superando a pressão do desempenho.Disponível em: https://www.portaltela.com/cotidiano/saude/2025/09/02/corredora-e-diagnosticada-com-cancer-demama-antes-da-estreia-em-maratona. Acesso em: 2 set. 2025Considerando o propósito comunicativo, predomina no texto II a função da linguagem cujo foco éC5EAF739-CC Português
SintaxeEscola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2025MédioEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.TEXTO IIRaquel Castanharo, influenciadora e fisioterapeuta, foi diagnosticada com câncer de mama apenas 17 dias antes de sua primeira maratona. Apesar de já sentir um nódulo há anos, exames anteriores não indicaram a presença da doença. O tumor, classificado como luminal B, media 5 centímetros e crescia lentamente. Os médicos permitiram que Raquel participasse da maratona do Rio de Janeiro, já que o tratamento começaria algumas semanas depois.Em julho, Raquel iniciou a quimioterapia, começando com os ciclos vermelhos a cada 15 dias. O exercício físico se tornou um aliado importante para lidar com os efeitos colaterais do tratamento. A influenciadora, que nunca se considerou uma corredora, encontrou prazer na corrida ao se permitir ser mais lenta, superando a pressão do desempenho.Disponível em: https://www.portaltela.com/cotidiano/saude/2025/09/02/corredora-e-diagnosticada-com-cancer-demama-antes-da-estreia-em-maratona. Acesso em: 2 set. 2025Releia o trecho a seguir.“A influenciadora, que nunca se considerou uma corredora, encontrou prazer na corrida ao se permitir ser mais lenta, superando a pressão do desempenho.”Na oração em destaque, a colocação pronominal justifica‑se pelaC5E88511-CC Português
Interpretação de TextosEscola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.TEXTO IIRaquel Castanharo, influenciadora e fisioterapeuta, foi diagnosticada com câncer de mama apenas 17 dias antes de sua primeira maratona. Apesar de já sentir um nódulo há anos, exames anteriores não indicaram a presença da doença. O tumor, classificado como luminal B, media 5 centímetros e crescia lentamente. Os médicos permitiram que Raquel participasse da maratona do Rio de Janeiro, já que o tratamento começaria algumas semanas depois.Em julho, Raquel iniciou a quimioterapia, começando com os ciclos vermelhos a cada 15 dias. O exercício físico se tornou um aliado importante para lidar com os efeitos colaterais do tratamento. A influenciadora, que nunca se considerou uma corredora, encontrou prazer na corrida ao se permitir ser mais lenta, superando a pressão do desempenho.Disponível em: https://www.portaltela.com/cotidiano/saude/2025/09/02/corredora-e-diagnosticada-com-cancer-demama-antes-da-estreia-em-maratona. Acesso em: 2 set. 2025O texto II apresenta uma finalidade motivacional aoC5E5F693-CC Português
SintaxeEscola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.TEXTO IIRaquel Castanharo, influenciadora e fisioterapeuta, foi diagnosticada com câncer de mama apenas 17 dias antes de sua primeira maratona. Apesar de já sentir um nódulo há anos, exames anteriores não indicaram a presença da doença. O tumor, classificado como luminal B, media 5 centímetros e crescia lentamente. Os médicos permitiram que Raquel participasse da maratona do Rio de Janeiro, já que o tratamento começaria algumas semanas depois.Em julho, Raquel iniciou a quimioterapia, começando com os ciclos vermelhos a cada 15 dias. O exercício físico se tornou um aliado importante para lidar com os efeitos colaterais do tratamento. A influenciadora, que nunca se considerou uma corredora, encontrou prazer na corrida ao se permitir ser mais lenta, superando a pressão do desempenho.Disponível em: https://www.portaltela.com/cotidiano/saude/2025/09/02/corredora-e-diagnosticada-com-cancer-demama-antes-da-estreia-em-maratona. Acesso em: 2 set. 2025Releia o trecho a seguir.“Os médicos permitiram que Raquel participasse da maratona do Rio de Janeiro, já que o tratamento começaria algumas semanas depois.”Considerando a gramática normativa, assinale a alternativa que apresenta a reescrita desse trecho sem que haja alteração do sentido original.C5E3427F-CC Português
Interpretação de TextosEscola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.
TEXTO I
Inovação em saúde: os caminhos da evolução
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.
Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.
Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.
A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.
Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.
O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.
Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.
Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.
A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.
CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).
Releia o trecho a seguir.
“Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias ‘revolucionárias’ como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.”
O emprego das aspas na palavra em destaque no trecho tem por finalidade
C5E04173-CC Português
SintaxeEscola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.
TEXTO I
Inovação em saúde: os caminhos da evolução
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.
Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.
Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.
A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.
Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.
O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.
Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.
Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.
A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.
CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).
Releia o trecho a seguir.“A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente.”A função da oração subordinada em destaque no período éC5DD9C00-CC Português
Interpretação de TextosEscola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.
TEXTO I
Inovação em saúde: os caminhos da evolução
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.
Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.
Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.
A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.
Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.
O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.
Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.
Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.
A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.
CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).
No artigo, os autores procuram sustentar sua tese a partir de diferentes estratégias argumentativas.Considerando os critérios de pertinência, relevância, coerência e consistência, pode‑se concluir que os argumentos utilizados sãoC5DAC580-CC Português
Interpretação de TextosEscola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2025FácilEntre para guardar nos favoritosINSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.
TEXTO I
Inovação em saúde: os caminhos da evolução
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.
Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.
Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.
A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.
Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.
O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.
Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.
Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.
A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.
CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).
A progressão dos argumentos no texto é construída principalmente a partir da