- Política
- Prova de 2009
- Universidade do Estado do Amapá
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: B97125BE-DB

Disciplina
Questões de Conhecimentos Gerais, com gabarito em cada página.

Sobre a atualidade marque V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas, e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) O Brasil vem, desde 2016, refutando as ideias do Consenso de Washington, receituário neoliberal que pregava mais abertura comercial e menos protecionismo, privatização de empresas estatais, desregulamentação das leis trabalhistas, além das reformas fiscais e tributária.
( ) A Guerra da Coreia (1950-1953) foi o início das tensões entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, e a atual troca de ameaças entre os dois países reacende a tensão, deixando o mundo em polvorosa diante de um possível confronto nuclear.
( ) A Revolução Russa, o primeiro regime comunista da história e acontecimento significativo do século XX, completa em 2017 os 100 anos, muitos dos quais vivenciados na Guerra Fria, caracterizada por antagonismo político, econômico, ideológico e militar entre Estados Unidos e União Soviética.
( ) Em junho de 2017 os Estados Unidos, segundo poluidor do mundo atrás da China, decidiram sair do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima, um tratado internacional para redução dos gases de efeito estufa.
( ) A queda do muro de Berlim em 1989 representou o fim das barreiras físicas entre os países, com exceção dos Estados Unidos que, contrariamente, desde Bush, Clinton, Obama e Trump, vêm aumentando a extensão do muro ao longo da fronteira com o México.
Considere o enunciado a seguir e assinale a alternativa correta.
“A obsolescência tecnológica se dá na mesma velocidade em que se verificam as inovações. A exclusão também pode se dar pelo rápido processo de obsolescência que faz com que a atualização tecnológica seja dispendiosa para o indivíduo, para organizações de várias naturezas e para os Estados. Por outro lado tecnologias se tornam economicamente mais acessíveis na medida em que se desenvolvem, o que permite que aqueles que não poderiam ter esse acesso na fase inicial, quando ainda era estado da arte, terminam tê-lo quando se tornam estado da técnica”.
Disponível em: http://intranet.fainam.edu.br/acesso_site/fia/academos/revista2/6.pdf com acesso em 02/10/2017.
A história da construção do Estado brasileiro na primeira metade do século XIX foi a história da tensão entre unidade e autonomia. Por outro lado, no interior do Estado, de elites com fortes vínculos com os interesses de sua região de origem e ao mesmo tempo comprometidas com uma determinada política nacional, pautada pela negociação destes interesses e pela manutenção da exclusão social, marcou não apenas o século XIX, como também o século XX. Através do parlamento essas elites regionais têm imposto uma determinada dinâmica para o jogo político que se materializa na imensa dificuldade de empreender reformas sociais profundas.
Dolhnikoff, Miriam. O pacto imperial. As origens do federalismo no Brasil. São Paulo: Globo, 2005, p. 11-12.
De acordo com o ponto de vista apresentado no texto,
Analise as imagens a seguir.

As duas fotografias representam dois momentos de reação de civis ao poder militar, sendo que
Inicialmente, o país havia sido uma colônia alemã e, posteriormente, passou para o poderio da Bélgica, tornando-se independente em 1962. O conflito envolvendo esse país é, na verdade, de ordem interna, visto que envolve populações mais ou menos próximas de duas etnias principais, os tutsis e os hutus. A aceleração dos conflitos resultou na morte de mais de 1 milhão de pessoas, majoritariamente da etnia tutsi, que foram assassinadas por milícias de origem hutu.
(http://geografiaeatualidades.blogspot.com/2008/08/srie-frica-ruanda.html. Acesso: 11/04/2010.)
Qual é o nome deste país?

para o gás natural é a mais baixa entre os diversos combustíveis analisados, o que é importante, uma vez que esse gás é um dos principais responsáveis pelo agravamento do efeito estufa. Durante muito tempo, os doentes eram tratados, principalmente, com remédios populares. Nas terras não cristãs, os homens e as mulheres que aplicavam esses tratamentos eram considerados feiticeiros e feiticeiras. Nas terras cristãs, a feitiçaria era proibida, mas havia “curandeiros” cristãos a quem Deus havia dado um saber. As pessoas mais ricas (senhores e burgueses) eram quase sempre tratadas por médicos judeus, pois os judeus possuíam conhecimentos de medicina vindos da Antiguidade.
(Jacques Le Goff. A Idade Média explicada aos meus filhos, 2007. Adaptado.)
Ao tratar das doenças e dos tratamentos médicos na Idade
Média, o texto
Omolu espalhara a bexiga na cidade. Era uma vingança contra a cidade dos ricos. Mas os ricos tinham a vacina, que sabia Omolu de vacinas? Era um pobre deus das florestas d’África. Um deus dos negros pobres. Que podia saber de vacinas? Então a bexiga desceu e assolou o povo de Omolu. Tudo que Omolu pôde fazer foi transformar a bexiga de negra em alastrim, bexiga branca e tola. Assim mesmo morrera negro, morrera pobre. Mas Omolu dizia que não fora o alastrim que matara. Fora o lazareto. Omolu só queria com o alastrim marcar seus filhinhos negros. O lazareto é que os matava. Mas as macumbas pediam que ele levasse a bexiga da cidade, levasse para os ricos latifundiários do sertão. Eles tinham dinheiro, léguas e léguas de terra, mas não sabiam tampouco da vacina.
(Jorge Amado. Capitães da areia, 2008.)
O texto literário, publicado em 1937, fala da epidemia de bexiga (varíola) e
A fome é, por isso, historicamente, uma ameaça constante. E doenças graves sempre afetaram as suas populações. Quando os africanos começavam a se alegrar com vitórias nesse campo — a erradicação da varíola, por exemplo —, surgiu um novo flagelo, a aids, cujo avanço não foi contido a tempo devido, em grande parte, às atitudes de políticos e de religiosos que negavam a existência do drama ou se opunham às medidas de proteção.
(Alberto da Costa e Silva. A África explicada aos meus filhos, 2008.)
O texto associa a rápida disseminação da aids na África, nas últimas décadas do século XX, entre outros fatores,