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Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 22 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    Leia o poema As mortes sucessivas, de Adélia Prado, e analise as afirmativas.

    Quando minha irmã morreu eu chorei muito
    e me consolei depressa. Tinha um vestido novo
    e moitas no quintal onde eu ia existir.
    Quando minha mãe morreu
    Me consolei mais lento.
    Tinha uma perturbação recém-achada:
    meus seios conformavam dois montículos
    e eu fiquei muito nua,
    cruzando os braços sobre eles é que eu chorava.
    Quando meu pai morreu
    Nunca mais me consolei.
    Busquei retratos antigos, procurei conhecidos,
    parentes, que me lembrassem sua fala,
    seu modo de apertar os lábios e ter certeza.
    Reproduzi o encolhido do seu corpo
    em seu último sono e repeti as palavras
    que ele disse quando toquei seus pés:
    ´deixa, tá bom assim´.
    Quem me consolará desta lembrança?
    Meus seios se cumpriram
    e as moitas onde existo
    são pura sarça ardente de memória.
    I. O poema apresenta um eu lírico que busca uma aprendizagem frente à morte.
    II. As transformações do corpo do eu lírico evidenciam uma sucessão de perdas, enfrentadas desde a juventude.
    III. A lembrança do pai é representada como ferida dolorosa que não tranquiliza o sentimento de falta.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 52eb72c9-d6
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o excerto do romance Intermitências da Morte, de José Saramago, e analise as afirmativas.
    No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar.
    I. A partir de uma situação fantástica, a inexistência de mortes é vista como um fato inquietante.
    II. Conforme o texto, podemos inferir que adoentados em estado grave foram salvos da morte, libertando-se de seu sofrimento.
    III. O estilo do autor é marcado pela oscilação entre a narrativa de um fato e o comentário dissertativo sobre ele.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são, apenas,
    Escolha uma alternativa para a questão 52eee24a-d6
  • Linguagens

    Literatura

    Leia atentamente o fragmento abaixo, retirado do soneto “O incêndio de Roma”, de Olavo Bilac, e assinale a alternativa CORRETA.


                   “Nero, com o manto grego ondeando ao ombro, assoma
      entre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte,
    lira em punho, celebra a destruição de Roma”.
    Escolha uma alternativa para a questão 555e29ba-c4
  • Linguagens

    Literatura

    No que concerne ao conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis, é CORRETO afirmar.
    Escolha uma alternativa para a questão 5560f0db-c4
  • Linguagens

    Literatura

    Leia atentamente o excerto do soneto “O acendedor de lampiões”, de Jorge de Lima, e assinale a opção CORRETA.


    “Triste ironia atroz que o senso humano irrita: –
    ele que doira a noite e ilumina a cidade,
    talvez não tenha luz na choupana em que habita.

    Tanta gente também nos outros insinua
    crenças, religiões, amor, felicidade,
    como este acendedor de lampiões da rua!” 
    Escolha uma alternativa para a questão 5564342a-c4
  • Linguagens

    Literatura

    No que tange o romance Fogo morto, de José Lins do Rego, é CORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 55671a7a-c4
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o conto “Felicidade clandestina”, de Clarice Lispector, é CORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 556a11d6-c4
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre o conto “O outro”, de Rubem Fonseca, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 556cd350-c4
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder a esta questão, leia os excertos abaixo:


    “Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto”.

    “Voltei, abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso, doutor, só tenho o senhor no mundo’. Não acabou de falar ou se falou eu não ouvi, com o barulho do tiro”.

    “— Será que ele está vendo a gente de algum lugar? — perguntou o rapazinho. Olhou para o alto — o teto ainda de luz acesa —, como se a alma do morto estivesse por ali, observando-os; não viu nada, mas sentia como se a alma estivesse por ali”.

    “Ai, por que não fugi? Pegou a vassoura atrás da porta e me encheu de pancada. Me desviei, a criança ali nos braços, o cabo deu no canto da mesa e se quebrou”.


    Os fragmentos acima correspondem, respectivamente, aos seguintes contos:
    Escolha uma alternativa para a questão 55708ed2-c4
  • Linguagens

    Literatura

    Instrução: para responder a questão, leia o texto abaixo.

    De ficção e realidade: diálogo possível

    – Literatura é fuga do real, cara! Veja o Brasil que temos: propina, tráfico de influência, delações, politicalha, trapaças...  
    – Quem disse que a Literatura não tem os pés fincados na realidade? Para o momento brasileiro, valem os versos: “Começa o mundo enfim pela ignorância,/ e tem qualquer dos bens por natureza”.
    – Que bens? A rifa das licitações? O propinoduto?  
    – É isso mesmo, cara! Diferente do fantasma romântico, parece que o dinheiro virou uma “febre que nunca descansa,/ O delírio que te há de matar!...”. 
     – O que nós temos é uma safra de corruptos e corrompidos.
    – Verdade! Sujeito assim safado mereceria “ser das gentes o espectro execrado”. O tal “Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre” corrompeu muito político. “De cada ribeirão trepidante e de cada recosto/ de montanha, o metal rolou na cascalhada/ Para o fausto d’El-Rei”. Que vergonha!
    – É! Mas, certamente, esse não é o “Ouro nativo que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela...”.
    – Sei lá! O que mais nos reserva a Lava-Jato?
    – Veja só, cara! Ouvindo os noticiários, tenho a impressão que o assalto do vampiro tem mais equidade: “
    – Cê vem com a gente. É uma loja. Nós roubamos e dividimos o dinheiro. Em partes iguais”
    – Então, ainda há o que cantar neste país?
    – Claro! Vai o legado das Olimpíadas e das Paralimpíadas: “Entre o laboratório de erros/ e o labirinto de surpresas,/ canta o conhecimento do limite,/ a madura experiência a brotar da rota esperança”.  
    Com base na leitura do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 58dd5455-af
  • Linguagens

    Literatura

    Instrução: para responder a questão, leia o texto abaixo.

    De ficção e realidade: diálogo possível

    – Literatura é fuga do real, cara! Veja o Brasil que temos: propina, tráfico de influência, delações, politicalha, trapaças...  
    – Quem disse que a Literatura não tem os pés fincados na realidade? Para o momento brasileiro, valem os versos: “Começa o mundo enfim pela ignorância,/ e tem qualquer dos bens por natureza”.
    – Que bens? A rifa das licitações? O propinoduto?  
    – É isso mesmo, cara! Diferente do fantasma romântico, parece que o dinheiro virou uma “febre que nunca descansa,/ O delírio que te há de matar!...”. 
     – O que nós temos é uma safra de corruptos e corrompidos.
    – Verdade! Sujeito assim safado mereceria “ser das gentes o espectro execrado”. O tal “Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre” corrompeu muito político. “De cada ribeirão trepidante e de cada recosto/ de montanha, o metal rolou na cascalhada/ Para o fausto d’El-Rei”. Que vergonha!
    – É! Mas, certamente, esse não é o “Ouro nativo que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela...”.
    – Sei lá! O que mais nos reserva a Lava-Jato?
    – Veja só, cara! Ouvindo os noticiários, tenho a impressão que o assalto do vampiro tem mais equidade: “
    – Cê vem com a gente. É uma loja. Nós roubamos e dividimos o dinheiro. Em partes iguais”
    – Então, ainda há o que cantar neste país?
    – Claro! Vai o legado das Olimpíadas e das Paralimpíadas: “Entre o laboratório de erros/ e o labirinto de surpresas,/ canta o conhecimento do limite,/ a madura experiência a brotar da rota esperança”.  
    Assinale a alternativa INCORRETA, considerando os poemas originais de onde os versos foram extraídos.
    Escolha uma alternativa para a questão 58e00b1a-af
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa INCORRETA, tendo em vista as citações dos contos de Machado de Assis e o que se declara a respeito.
    Escolha uma alternativa para a questão 58e40e0b-af
  • Linguagens

    Literatura

    Em Vestida de preto, de Mário de Andrade, o reencontro do narrador com a prima Maria, por quem este nutriu uma intensa paixão juvenil, é marcado por um sentimento descrito como:
    Escolha uma alternativa para a questão 58e837d3-af
  • Linguagens

    Literatura

    Com base no conto A nova Califórnia, de Lima Barreto, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 58ebcfc7-af
  • Linguagens

    Literatura

    Em Terras do sem fim, quem é a personagem que, caracterizada pelo engrandecimento, aparece no romance através de histórias marcadas pela superstição, violência e desonestidade: venda da alma ao diabo, tocaia interesseira e mortes bárbaras: “cortara-lhe as orelhas, a língua, o nariz e os ovos”?
    Escolha uma alternativa para a questão 58f0a9b8-af
  • Linguagens

    Literatura

    Qual alternativa NÃO procede a respeito de Terras do sem fim, de Jorge Amado?
    Escolha uma alternativa para a questão 58f3e6c5-af
  • Linguagens

    Literatura

    A questão deve ser respondida com base na leitura dos trechos a seguir.

    TEXTO 1

    Tanto de meu estado me acho incerto,
    Que, em vivo ardor, tremendo estou de frio
    Sem causa, juntamente choro e rio,
    O mundo todo abarco, e nada aperto.

    (CAMÕES, Luís Vaz de. In: Sonetos para amar o amor. FARACO, Sergio [Org.]. Porto Alegre: L&PM, 2007, p. 15.)

    TEXTO 2

    Este inferno de amar – como eu amo! –
    Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?
    Esta chama que alenta e consome,
    Que é a vida – e que a vida destrói –
    Como é que se veio a atear,
    Quando – ai quando se há-de ela apagar?

    (GARRET, Almeida. “Este inferno de amar”. In: MOISÉS, Massaud. A literatura portuguesa através dos textos. São Paulo: Cultrix, 2004, p. 252.)

    Almeida Garret é um dos principais nomes do Romantismo em Portugal. No Texto 2, de sua autoria, constitui uma importante característica da estética romântica:
    Escolha uma alternativa para a questão 59753959-ac
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, UEG 2010, Escolas Literárias

    As personalidades referidas neste fragmento que, respectivamente, marcaram a sociedade brasileira e as tendências estéticas da obra literária de Álvares de Azevedo são:
    Escolha uma alternativa para a questão 59bb38cb-6d
  • Linguagens

    Literatura

    “A leitura deste conto nos permite ver uma experiência radical da modernidade brasileira: uma autora que representa o cotidiano mais simples, aparentemente prosaico, através de imagens poéticas que o adensam e iluminam, mostrando faces inusitadas. A primeira parte da narrativa, do ponto de vista da evolução do enredo, é simples; trata-se de um passeio de bonde de uma dona de casa saciada e aparentemente equilibrada, com um começo, meio e fim constituindo o que poderíamos chamar de trama tradicional. Os filhos crescem sem sobressaltos, o marido a protege, tudo dentro dos papéis esperados pelo mundo da cultura. Mas esta é apenas a parte inicial do conto, a camada superficial que será bruscamente dilacerada na segunda parte do texto; este procedimento [...] de mostrar um mundo coeso, aparentemente linear, para nele introduzir a ruptura e a contradição, constituem [...] uma metáfora da visibilidade do universo humano, construída em graus diverso, por olhares e possibilidades diferenciadas. [...] A outra bela imagem do texto – a do saco de tricô – lembra-nos a figura de Penélope, mas com um encaminhamento moderno: diferentemente da personagem que controla seus fios, montando-os e remontando-os, Ana é surpreendida pela parada brusca do bonde que faz desatarem, metaforicamente, seu tricô e seu ordenamento do mundo. Pela escrita dessa autora, podemos observar que seus escritos funcionam como esse saco de tricô, que se desata, surpreendendo a aparente tranquilidade da personagem, do leitor e da narrativa” (Vera Romariz – Só ou bem acompanhado? Reflexões sobre a literatura e a cultura). Pela caracterização que Vera Romariz faz da obra e da autora, podemos perceber que se trata de __________, ligada ao movimento ________.

    Qual opção completa corretamente as lacunas acima?
    Escolha uma alternativa para a questão 5c9e470f-64
  • Linguagens

    Literatura

    Observe a imagem a seguir para responder às questões 12 e 13.

    Imagem da questão de Literatura, UEG 2014, Escolas Literárias A pintura apresentada e o conto “A máquina extraviada” se aproximam da seguinte corrente estética:
    Escolha uma alternativa para a questão 5d9f8b92-fb