Pular para o conteúdo

Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 13 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    Com base no texto abaixo, responda à questão.

    Amor sem limite (fragmento)

    Quando a gente ama alguém de verdade
    Esse amor não se esquece
    O tempo passa, tudo passa, mas no peito
    O amor permanece
    E qualquer minuto longe é demais
    A saudade atormenta
    Mas qualquer minuto perto é bom demais
    O amor só aumenta.

    Vivo por ela
    Ninguém duvida
    Porque ela é tudo
    Na minha vida.

    (Roberto Carlos e Erasmo Carlos)

    Esta canção de Roberto e Erasmo Carlos situa a mulher num plano superior, de certa forma idealizada, e reserva ao eu-poético masculino a vassalagem amorosa. Desta forma, no cenário da poética medieval da literatura portuguesa, caracterizase a mulher nas cantigas de:
    Escolha uma alternativa para a questão e298cdf3-d9
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a única opção INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão de64b7e0-e1
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, ENEM 2006, Escolas Literárias No poema de Bandeira, importante representante da poesia modernista, destaca-se como característica da escola literária dessa época

    Escolha uma alternativa para a questão 2a392875-be
  • Linguagens

    Literatura

        Enquanto rejeitam o herói, essas obras demoram-se em retratar as cenas do cotidiano. Nesse contexto, bem e mal, belo e feio, em vez de se contraporem estilizados, misturam-se, ou melhor, revelam-se em sua convivência magmática. Buscam- -se a verdade expressiva, a pintura fiel de situações, personagens concretos e a objetividade da descrição, recusando-se a impor o selo do próprio julgamento do autor. Enfatizam-se o ambiente, a raça, o momento e o “contexto”.


    (Luciana Stegagno Picchio. História da literatura brasileira, 2024. Adaptado.)


    Tendo em vista as características elencadas, as obras referidas no texto vinculam-se à estética
    Escolha uma alternativa para a questão 4b4057c6-2d
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, FUVEST 2025, Escolas Literárias






    Francisco Ruiz Gijón (1683-1720), Santíssimo Cristo da Expiação, popularmente conhecido como Cristo Cachorro. Escultura em madeira, 1682 (detalhe).


    A partir da comparação entre a escultura Cristo Cachorro, de Francisco Ruiz Gijón, e o livro O Cristo cigano, de Sophia de Mello Breyner Andresen, inspirado por ela, depreende-se:
    Escolha uma alternativa para a questão 93709661-23
  • Linguagens

    Literatura

    A jornada das mulheres pela igualdade de direitos no Brasil, como em outras partes do mundo, sempre envolveu lutas sociais, políticas e jurídicas, com marcos importantes como a Lei Geral de 1827, que permitiu o acesso das mulheres à educação, e a Constituição de 1934, que garantiu o direito ao voto feminino. A partir da década de 1960, houve avanços significativos, como o Estatuto da Mulher Casada (1962), que eliminou a necessidade de receber autorização do marido para diversas atividades, e, na década de 1970, a Lei do Divórcio (1977) e o fortalecimento dos movimentos feministas. As obras Caminho de pedras, de Rachel de Queiroz, e As meninas, de Lygia Fagundes Telles, discutem questões relativas aos direitos das mulheres e sua relação com a política ao longo do século XX no Brasil. Sobre esses romances, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão 931445a6-23
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder à questão, examine o desenho de Dedé Laurentino, concebido a partir do poema “No meio do caminho”, de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987).


    Imagem da questão de Literatura, UNESP 2025, Escolas Literárias


    (Dedé Laurentino. Você está aqui, 2023. Adaptado.)

    Poucos poemas causaram tanta polêmica na história da literatura brasileira quanto “No meio do caminho”, publicado originalmente em 1928 na Revista de Antropofagia. São características desse poema de Drummond, que o afastam da estética parnasiana, ainda em voga no Brasil no início do século XX:

    Escolha uma alternativa para a questão afdb7596-00
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder à questão, leia um trecho do romance ilustrado As aventuras de Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, de Angelo Agostini (1843-1910) e Cândido Aragonez de Faria (1849-1911), publicado original mente entre 30 de janeiro de 1869 e 12 de outubro de 1872. O Dia do Quadrinho Nacional é celebrado em 30 de janeiro em razão justamente da data de publicação do primeiro capítulo desse romance ilustrado.


    Nhô1 Quim, jovem de vinte anos, filho único de gente rica porém honrada, namorara-se de sinhá Rosa, moça virtuosa, mas que... de louça nem um pires. O velho Quim, tendo só em vista a felicidade do pequeno, entende que mulher sem dinheiro é asneira; e por isso em lugar de mandar o filho plantar batatas, (o que seria muito proveitoso na roça), resolve-o a dar um passeio à Corte para distraí-lo.

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, UNESP 2025, Escolas Literárias

    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, UNESP 2025, Escolas Literárias




    (Angelo Agostini e Cândido Aragonez de Faria. As aventuras do Nhô Quim: ou impressões de uma viagem à Corte, 2024. Adaptado.)


    1nhô: tratamento reverente dispensado originalmente aos brancos, especialmente aos patrões ou proprietários, pelos escravizados.

    2ruço: pelo castanho-claro.

    3selim: sela para montaria.

    4ratão: indivíduo excêntrico, extravagante.

    5caiporismo: estado, condição ou qualidade de quem é caipora, infeliz ou azarado em tudo ou quase tudo que faz ou que lhe sucede.

    O estilo cômico e satírico observado em As aventuras de Nhô Quim caracteriza também a seguinte obra do Romantismo brasileiro:

    Escolha uma alternativa para a questão afb34225-00
  • Linguagens

    Literatura

    Deprecação


    Tupã, ó Deus grande! cobriste o teu rosto

    Com denso velâmen de penas gentis;

    E jazem teus filhos clamando vingança

    Dos bens que lhes deste da perda infeliz!


    Tupã, ó Deus grande! teu rosto descobre:

    Bastante sofremos com tua vingança!

    Já lágrimas tristes choraram teus filhos

    Teus filhos que choram tão grande mudança.


    Anhangá impiedoso nos trouxe de longe

    Os homens que o raio manejam cruentos,

    Que vivem sem pátria, que vagam sem tino

    Trás do ouro correndo, vorazes, sedentos.


    E a terra em que pisam, e os campos e os rios

    Que assaltam, são nossos; tu és nosso Deus:

    Por que lhes concedes tão alta pujança,

    Se os raios de morte, que vibram, são teus?

    [...]


    DIAS, Gonçalves. Cantos. Introdução, organização e fixação do texto: Cilaine Alves. São Paulo: Martins Fontes, 2000, pp. 16-17.


    De acordo com os versos do poeta Gonçalves Dias, assinale a alternativa correta.  
    Escolha uma alternativa para a questão ebe7672b-cd
  • Linguagens

    Literatura

    Clarice Lispector é uma autora brasileira que escreveu uma vasta obra, composta, entre outros gêneros, por contos, entre os quais se destacam os livros Laços de família (1960) e Felicidade clandestina (1971), e romances como Perto do coração selvagem e A hora da estrela (1977).


    Sobre essa autora é correto afirmar que 
    Escolha uma alternativa para a questão ebe2443f-cd
  • Linguagens

    Literatura

    AMAR

    Que pode uma criatura senão,

    Entre criaturas, amar?

    Amar e esquecer, amar e malamar,

    Amar, desamar, amar?

    Sempre, e até de olhos vidrados, amar?

    Que pode, pergunto, o ser amoroso,

    Sozinho, em rotação universal, senão

    Rodar também, e amar?

    Amar o que o mar traz à praia,

    O que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,

    É sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

    Amar solenemente as palmas do deserto,

    O que é entrega ou adoração expectante,

    E amar o inóspito, o áspero,

    Um vaso sem flor, um chão de ferro,

    E o peito inerte, e a rua vista em sonho,

    E uma ave de rapina.

    Este o nosso destino: Amor sem conta,

    Distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,

    Doação ilimitada a uma completa ingratidão,

    E na concha vazia do amor à procura medrosa,

    Paciente, de mais e mais amor.

    Amar a nossa falta mesma de amor,

    E na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito,

    e a sede infinita.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Amar se aprende amando. Rio de Janeiro: Record, 1985.
    Considerando as características da obra drummondiana, é correto afirmar que o poema “Amar”:
    Escolha uma alternativa para a questão 3dbf805c-c4
  • Linguagens

    Literatura

    Símbolos



    Eu e tu, ante a noite e o amplo desdobramento

    do mar, fero, a estourar de encontro à rocha nua...

    Um símbolo descubro aqui, neste momento

    esta rocha, este mar... a minha vida e a tua.


    O mar vem, o mar vai, nele há o gesto violento

    de quem maltrata e, após, se arrepende e recua.

    Como compreendo bem da rocha o sentimento!

    São muito iguais, por certo, a minha mágoa e a sua.


    Contemplo neste quadro a nossa triste vida;

    tu és dúbio mar que, na sua inconsciência,

    tem carinhos de amor e fúrias de demência!


    Eu sou a dor estanque, a dor empedernida,

    sou rocha a emergir de um côncavo de areia,

    imóvel, muda, isenta e alheia ao mar, alheia.


    MACHADO, G. Poesia completa. Rio de Janeiro:

    Cátedra/MEC, 1978.

    Nesse soneto, os traços da estética simbolista são resgatados pelo eu lírico ao
    Escolha uma alternativa para a questão 71085ff8-d2
  • Linguagens

    Literatura

    — Vejo, disse ele com algum acanhamento, que o doutor não é nenhum pé-rapado, mas nunca é bom facilitar... Minha filha Nocência fez 18 anos pelo Natal, e é rapariga que pela feição parece moça de cidade, muito ariscazinha de modos, mas bonita e boa deveras... Coitada, foi criada sem mãe, e aqui nestes fundões. [...]
    — Ora muito que bem, continuou Pereira caindo aos poucos na habitual garrulice, quando vi a menina tomar corpo, tratei logo de casá-la.
     — Ah! é casada? perguntou Cirino.
    — Isto é, é e não é. A coisa está apalavrada. Por aqui costuma labutar no costeio do gado para São Paulo um homem de mão- cheia, que talvez o sr. conheça... o Manecão Doca...
    — Não, respondeu Cirino abanando a cabeça.
    — Pois isso é um homem às direitas, desempenado e trabucador como ele só... fura estes sertões todos e vem tangendo pontes de gado que metem pasmo. Também dizem que tem bichado muito e ajuntado cobre grosso, o que é possível, porque não é gastador nem dado a mulheres. Uma feita que estava aqui de pousada... olhe, mesmo neste lugar onde estava mecê inda agorinha, falei-lhe em casamento... isto é, dei-lhe uns toques... porque os pais devem tomar isso a si para bem de suas famílias; não acha?
    — Boa dúvida, aprovou Cirino, dou-lhe toda a razão; era do seu dever.

    TAUNAY, A. d’E. Inocência. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br.
    Acesso em: 29 fev. 2024. 
    Nesse trecho, ao se referir à sua filha, o pai de Inocência reproduz os ideais românticos, presentes na
    Escolha uma alternativa para a questão 70fa54e6-d2
  • Linguagens

    Literatura

    Sete annos de pastor Jacob servia


    Luís Vaz de Camões


    Sete annos de pastor Jacob servia

    Labão, pae de Raquel, serrana bella:

    Mas n˜ao servia ao pae, servia a ella,

    Que a ella só por premio pertendia.


    Os dias na esperança de hum só dia

    Passava, contentando-se com vella:

    Porém o pae, usando de cautella,

    Em lugar de Raquel lhe deo a Lia.


    Vendo o triste Pastor que com enganos

    Assi lhe era negada a sua Pastora,

    Como se a não tivera merecida;


    Começou a servir outros sete annos,

    Dizendo: Mais servíra, senão fôra

    Para tão longo amor tão curta a vida.


    Fonte: CAMOES, Luís Vaz de. Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II (Portuguese Edition). Edição do Kindle.

    Assinale a única alternativa INCORRETA sobre o poema de Gregório de Matos.
    Escolha uma alternativa para a questão c9ed33c7-cc
  • Linguagens

    Literatura

    Analise as afirmativas seguintes em relação ao romance O Vendededor de Passados, de José Eduardo Agualusa.


    I. A narrativa do romance é conduzida exclusivamente em terceira pessoa onisciente, mantendo uma perspectiva distanciada de eventos e personagens.

    II. A obra apresenta uma estrutura narrativa não linear, alternando entre diferentes tempos e perspectivas narrativas, o que contribui para a complexidade da trama e a exploração dos temas de identidade e memória.

    III. A utilização de um narrador não humano, a osga que acredita ser a reencarnação de um fotógrafo, acrescenta uma camada de realismo mágico à estrutura narrativa.

    IV. A estrutura narrativa incorpora metaficção, com personagens que estão conscientes dos processos de criação de histórias e identidades, o que desafia as fronteiras entre realidade e ficção dentro do romance.


    É CORRETO o que se afirma em: 
    Escolha uma alternativa para a questão e332a04a-40
  • Linguagens

    Literatura

    Considere o movimento da Catequese Poética, criado pelo poeta catarinense Lindolf Bell, na década de 1960, juntamente com a simbologia das águas como eixo norteador da leitura do poema VI.


    VI

    A linha do horizonte
    atravessa meus olhos

    Meus olhos
    que a linha final da morte atravessará

    A linha do horizonte
    viverá de horizonte a horizonte

    Sem meus olhos
    E sem a minha vida

    BELL, Lindolf. O Código das Águas. Global: 1984.


    A partir da leitura, assinale a alternativa CORRETA. 
    Escolha uma alternativa para a questão e3305132-40
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO III


    Amor
    Clarice Lispector


            Os filhos de Ana eram bons, uma coisa verdadeira e sumarenta. Cresciam, tomavam banho, exigiam para si, malcriados, instantes cada vez mais completos. A cozinha era enfim espaçosa, o fogão enguiçado dava estouros. O calor era forte no apartamento que estavam aos poucos pagando. Mas o vento batendo nas cortinas que ela mesma cortara lembrava-lhe que se quisesse podia parar e enxugar a testa, olhando o calmo horizonte.Como um lavrador. [...] No fundo, Ana sempre tivera necessidade de sentir a raiz firme das coisas. E isso um lar perplexamente lhe dera. Por caminhos tortos, viera a cair num destino de mulher, com a surpresa de nele caber como se o tivesse inventado. O homem com quem casara era um homem verdadeiro, os filhos que tivera eram filhos verdadeiros. Sua juventude anterior parecia-lhe estranha como uma doença de vida. Dela havia aos poucos emergido para descobrir que também sem a felicidade se vivia: abolindo-a, encontrara uma legião de pessoas, antes invisíveis, que viviam como quem trabalha - com persistência, continuidade, alegria. [...] O bonde se arrastava, em seguida estacava. Até Humaitá tinha tempo de descansar. Foi então que olhou para o homem parado no ponto. A diferença entre ele e os outros é que ele estava realmente parado. De pé, suas mãos se mantinham avançadas. Era um cego. O que havia mais que fizesse Ana se aprumar em desconfiança? Alguma coisa intranquila estava sucedendo. Então ela viu: o cego mascava chicles... Um homem cego mascava chicles. Ana ainda teve tempo de pensar por um segundo que os irmãos viriam jantar - o coração batia-lhe violento, espaçado. Inclinada, olhava o cego profundamente, como se olha o que não nos vê. Ele mastigava goma na escuridão. Sem sofrimento, com os olhos abertos [...]

    - o bonde deu uma arrancada súbita jogandoa desprevenida para trás, o pesado saco de tricô despencou-se do colo, ruiu no chão - Ana deu um grito, o condutor deu ordem de parada antes de saber do que se tratava - o bonde estacou, os passageiros olharam assustados. Incapaz de se mover para apanhar suas compras, Ana se aprumava pálida. Uma expressão de rosto, há muito não usada, ressurgiralhe com dificuldade, ainda incerta, incompreensível. O moleque dos jornais ria entregando-lhe o volume. Mas os ovos se haviam quebrado no embrulho de jornal. Gemas amarelas e viscosas pingavam entre os filhos da rede. [...] A rede perdera o sentido e estar num bonde era um fio partido; não sabia o que fazer com as compras no colo. [...] como se pudesse cair do bonde, como se as coisas pudessem ser revertidas com a mesma calma com que não o eram. O que chamava de crise viera afinal. E sua marca era o prazer intenso com que olhava agora as coisas, sofrendo espantada. O calor se tornara mais abafado, tudo tinha ganho uma força e vozes mais altas.


    FONTE: LISPECTOR, Clarice. O Amor. In: MORICONI, Ítalo (org). Os cem melhores contos brasileiros do século, Editora Objetiva: Rio de Janeiro, 2000, p. 212-219.
    Nos trechos apresentados do conto "Amor", de Clarice Lispector, observa-se:
    Escolha uma alternativa para a questão 95e5121b-3f
  • Linguagens

    Literatura

    Considerando os dois textos (IV e V), é possível afirmar que “Prosopopeia”, de Bento Teixeira, pode ser considerado o marco inicial, no Brasil, do movimento barroco, uma vez que, dentre outras características:
    Escolha uma alternativa para a questão 99dbe23c-3c
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO IV


    Prosopopéia
    Bento Teixeira


    I


    Cantem Poetas o Poder Romano,
    Sobmetendo Nações ao jugo duro;
    O Mantuano pinte o Rei Troiano,
    Descendo à confusão do Reino escuro;
    Que eu canto um Albuquerque soberano,
    Da Fé, da cara Pátria firme muro,
    Cujo valor e ser, que o Ceo lhe inspira,
    Pode estancar a Lácia e Grega lira.


    II


    As Délficas irmãs chamar não quero,
    que tal invocação é vão estudo;
    Aquele chamo só, de quem espero
    A vida que se espera em fim de tudo.
    Ele fará meu Verso tão sincero,
    Quanto fora sem ele tosco e rudo,
    Que per rezão negar não deve o menos
    Quem deu o mais a míseros terrenos.


    Fonte: TEIXEIRA, Bento. Prosopopeia. Rio de Janeiro: Typ. do Imperial Instituto Artistico, 1873. Disponível em: http://www2.senado.leg.br/bdsf/handle/id/242781. Acesso em: 09/07/2024.


    GLOSSÁRIO:

    Délficas: Musas, deusas da poesia e irmãs de Apolo por parte de pai (Zeus)
    Lácia: referente ao Lácio, região da Itália central. 


    TEXTO V


    Nas palavras do crítico literário Alfredo Bosi, a intenção do poeta Bento Teixeira, ao escrever o poema épico “Prosopopeia”, é “encomiástica, e o objeto do louvor Jorge de Albuquerque Coelho, donatário da capitania de Pernambuco, que encetava a sua carreira de prosperidade graças à cana-de-açúcar. A imitação de Os Lusíadas é assídua, desde a estrutura até o uso dos chavões da mitologia e dos torneios sintáticos. O que há de não-português (mas não diria: de brasileiro) no poemeto, como a ‘Descrição do Recife de Pernambuco’, ‘Olinda Celebrada’ e o canto dos feitos de Albuquerque Coelho, entra a título de louvação da terra enquanto colônia, parecendo precoce a atribuição de um sentimento nativista a qualquer dos passos citados”.


    Fonte: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura. 50. ed. São Paulo: Cultrix, 2015, p. 36. 


    GLOSSÁRIO: 

    Encomiástico: elogioso, que faz elogio a algo ou alguém.
    Considerando os dois textos (IV e V), é possível afirmar que “Prosopopeia”, de Bento Teixeira, pode ser considerado o marco inicial, no Brasil, do movimento barroco, uma vez que, dentre outras características:
    Escolha uma alternativa para a questão ba77de2c-3c