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Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 29 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    Em Vestida de preto, de Mário de Andrade, o reencontro do narrador com a prima Maria, por quem este nutriu uma intensa paixão juvenil, é marcado por um sentimento descrito como:
    Escolha uma alternativa para a questão 58e837d3-af
  • Linguagens

    Literatura

    Instrução: para responder a questão, leia o texto abaixo.

    De ficção e realidade: diálogo possível

    – Literatura é fuga do real, cara! Veja o Brasil que temos: propina, tráfico de influência, delações, politicalha, trapaças...  
    – Quem disse que a Literatura não tem os pés fincados na realidade? Para o momento brasileiro, valem os versos: “Começa o mundo enfim pela ignorância,/ e tem qualquer dos bens por natureza”.
    – Que bens? A rifa das licitações? O propinoduto?  
    – É isso mesmo, cara! Diferente do fantasma romântico, parece que o dinheiro virou uma “febre que nunca descansa,/ O delírio que te há de matar!...”. 
     – O que nós temos é uma safra de corruptos e corrompidos.
    – Verdade! Sujeito assim safado mereceria “ser das gentes o espectro execrado”. O tal “Ouro branco! Ouro preto! Ouro podre” corrompeu muito político. “De cada ribeirão trepidante e de cada recosto/ de montanha, o metal rolou na cascalhada/ Para o fausto d’El-Rei”. Que vergonha!
    – É! Mas, certamente, esse não é o “Ouro nativo que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela...”.
    – Sei lá! O que mais nos reserva a Lava-Jato?
    – Veja só, cara! Ouvindo os noticiários, tenho a impressão que o assalto do vampiro tem mais equidade: “
    – Cê vem com a gente. É uma loja. Nós roubamos e dividimos o dinheiro. Em partes iguais”
    – Então, ainda há o que cantar neste país?
    – Claro! Vai o legado das Olimpíadas e das Paralimpíadas: “Entre o laboratório de erros/ e o labirinto de surpresas,/ canta o conhecimento do limite,/ a madura experiência a brotar da rota esperança”.  
    Com base na leitura do texto, assinale a alternativa INCORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão 58dd5455-af
  • Linguagens

    Literatura

    Estas palavras ecoavam docemente pelos atentos ouvidos de Guaraciaba, e lhe ressoavam n’alma como um hino celestial. Ela sentia-se ao mesmo tempo enternecida e ufana por ouvir aquele altivo e indómito guerreiro pronunciar a seus pés palavras do mais submisso e mavioso amor, e respondeu-lhe cheia de emoção: — Itajiba, tuas falas são mais doces para minha alma que os favos da jataí, ou o suco delicioso do abacaxi. Elas fazem-me palpitar o coração como a flor que estremece ao bafejo perfumado das brisas da manhã. Tu me amas, bem o sei, e o amor que te consagro também não é para ti nenhum segredo, embora meus lábios não o tenham revelado. A flor, mesmo nas trevas, se trai pelo seu perfume; a fonte do deserto, escondida entre os rochedos, se revela por seu murmúrio ao caminhante sequioso. Desde os primeiros momentos tu viste meu coração abrir-se para ti, como a flor do manacá aos primeiros raios do sol.

    GUIMARÃES, B. O ermitão de Muquém. Disponível em: www.dominiopublico.gov.br. Acesso em: 7 out. 2015.


    O texto de Bernardo Guimarães é representativo da estética romântica. Entre as marcas textuais que evidenciam a filiação a esse movimento literário está em destaque a

    Escolha uma alternativa para a questão 96b8c16d-31
  • Linguagens

    Literatura

    A regra de proporção é um princípio da pintura cujo equivalente, na literatura, estaria no cuidado do escritor em manter os aspectos naturais das pessoas e coisas que descreve com fidedignidade. Essa é uma das preocupações de um autor como
    Escolha uma alternativa para a questão 2272b4bf-30
  • Linguagens

    Literatura

    O romance Memórias póstumas de Brás Cubas é considerado um divisor de águas tanto na obra de Machado de Assis quanto na literatura brasileira do século XIX. Indique a alternativa em que todas as características mencionadas podem ser adequadamente atribuídas ao romance em questão.
    Escolha uma alternativa para a questão 6e2c38a8-1d
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o excerto do romance Intermitências da Morte, de José Saramago, e analise as afirmativas.
    No dia seguinte ninguém morreu. O facto, por absolutamente contrário às normas da vida, causou nos espíritos uma perturbação enorme, efeito em todos os aspectos justificado, basta que nos lembremos de que não havia notícia nos quarenta volumes da história universal, nem ao menos um caso para amostra, de ter alguma vez ocorrido fenómeno semelhante, passar-se um dia completo, com todas as suas pródigas vinte e quatro horas, contadas entre diurnas e nocturnas, matutinas e vespertinas, sem que tivesse sucedido um falecimento por doença, uma queda mortal, um suicídio levado a bom fim, nada de nada, pela palavra nada. Nem sequer um daqueles acidentes de automóvel tão frequentes em ocasiões festivas, quando a alegre irresponsabilidade e o excesso de álcool se desafiam mutuamente nas estradas para decidir sobre quem vai conseguir chegar à morte em primeiro lugar.
    I. A partir de uma situação fantástica, a inexistência de mortes é vista como um fato inquietante.
    II. Conforme o texto, podemos inferir que adoentados em estado grave foram salvos da morte, libertando-se de seu sofrimento.
    III. O estilo do autor é marcado pela oscilação entre a narrativa de um fato e o comentário dissertativo sobre ele.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são, apenas,
    Escolha uma alternativa para a questão 52eee24a-d6
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o poema As mortes sucessivas, de Adélia Prado, e analise as afirmativas.

    Quando minha irmã morreu eu chorei muito
    e me consolei depressa. Tinha um vestido novo
    e moitas no quintal onde eu ia existir.
    Quando minha mãe morreu
    Me consolei mais lento.
    Tinha uma perturbação recém-achada:
    meus seios conformavam dois montículos
    e eu fiquei muito nua,
    cruzando os braços sobre eles é que eu chorava.
    Quando meu pai morreu
    Nunca mais me consolei.
    Busquei retratos antigos, procurei conhecidos,
    parentes, que me lembrassem sua fala,
    seu modo de apertar os lábios e ter certeza.
    Reproduzi o encolhido do seu corpo
    em seu último sono e repeti as palavras
    que ele disse quando toquei seus pés:
    ´deixa, tá bom assim´.
    Quem me consolará desta lembrança?
    Meus seios se cumpriram
    e as moitas onde existo
    são pura sarça ardente de memória.
    I. O poema apresenta um eu lírico que busca uma aprendizagem frente à morte.
    II. As transformações do corpo do eu lírico evidenciam uma sucessão de perdas, enfrentadas desde a juventude.
    III. A lembrança do pai é representada como ferida dolorosa que não tranquiliza o sentimento de falta.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 52eb72c9-d6
  • Linguagens

    Literatura

    _________, no conto Venha ver o pôr do sol, narra uma história de _________ a partir do encontro de um casal de antigos amantes, em que, ao fim, a personagem feminina é _________
    Escolha uma alternativa para a questão 52e575e8-d6
  • Linguagens

    Literatura

    Leia os excertos do conto Uma vela para Dario, de Dalton Trevisan, e analise as afirmativas sobre o texto.
    Dario vinha apressado, guarda-chuva no braço esquerdo e, assim que dobrou a esquina, diminuiu o passo até parar, encostando-se à parede de uma casa. Por ela escorregando, sentou-se na calçada, ainda úmida de chuva, e descansou na pedra o cachimbo. (...)
    Ele reclinou-se mais um pouco, estendido agora na calçada, e o cachimbo tinha apagado. O rapaz de bigode pediu aos outros que se afastassem e o deixassem respirar. Abriu-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe retiraram os sapatos, Dario roncou feio e bolhas de espuma surgiram no canto da boca. Cada pessoa que chegava erguia-se na ponta dos pés, embora não o pudesse ver. Os moradores da rua conversavam de uma porta à outra, as crianças foram despertadas e de pijama acudiram à janela. O senhor gordo repetia que Dario sentara-se na calçada, soprando ainda a fumaça do cachimbo e encostando o guarda-chuva na parede. Mas não se via guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.
    (....)
    A última boca repetiu – Ele morreu, ele morreu. A gente começou a se dispersar. Dario levara duas horas para morrer, ninguém acreditou que estivesse no fim. Agora, aos que podiam vê-lo, tinha todo o ar de um defunto. Um senhor piedoso despiu o paletó de Dario para lhe sustentar a cabeça. Cruzou as suas mãos no peito. Não pôde fechar os olhos nem a boca, onde a espuma tinha desaparecido. Apenas um homem morto e a multidão se espalhou, as mesas do café ficaram vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos. Um menino de cor e descalço veio com uma vela, que acendeu ao lado do cadáver. Parecia morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva. Fecharam-se uma a uma as janelas e, três horas depois, lá estava Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó e o dedo sem a aliança. A vela tinha queimado até a metade e apagou-se às primeiras gotas da chuva, que voltava a cair.
    I. O conto retrata a perversa fascinação diante da morte de um passante.
    II. Dario, ao longo do texto, é privado não só de seus bens materiais, como também de seu nome próprio, sendo referido, ao final, apenas como um morto.
    III. O personagem, embora enfrente o completo desamparo, recebe uma espécie de cumplicidade e apiedamento de um habitante urbano em situação de fragilidade social.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 52e27211-d6
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o poema A meu pai morto, de Augusto dos Anjos, e analise as afirmativas.

    Podre meu Pai! A Morte o olhar lhe vidra.
    Em seus lábios que os meus lábios osculam
    Microrganismos fúnebres pululam
    Numa fermentação gorda de cidra.

    Duras leis as que os homens e a hórrida hidra
    A uma só lei biológica vinculam,
    E a marcha das moléculas regulam,
    Com a invariabilidade da clepsidra!...

    Podre meu Pai! E a mão que enchi de beijos
    Roída toda de bichos, como os queijos
    Sobre a mesa de orgíacos festins!...

    Amo meu Pai na atômica desordem
    Entre as bocas necrófagas que o mordem
    E a terra infecta que lhe cobre os rins!

    I. As estrofes que começam por “Podre meu Pai!” reiteram a ideia de que, por trás da Morte, há a presença de bichos e microrganismos cuja função é servir à lei biológica, que conduz todo ser vivo ao seu fim e à dissolução.
    II. O poema, por ser um soneto, contrasta com a produção de Augusto dos Anjos, em geral marcada pela presença de versos livres e pela renovação formal.
    III. O uso de vocabulário científico, transformado em linguagem poética pelo autor, é percebido na poesia de Augusto dos Anjos.
    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são
    Escolha uma alternativa para a questão 52d97c6c-d6
  • Linguagens

    Literatura

    Leia atentamente os poemas retirados da obra Muitas Vozes, de Ferreira Gullar, e em seguida assinale a alternativa CORRETA. 


     Texto 1

    REDUNDÂNCIAS

    Ter medo da morte

    é coisa dos vivos

    o morto está livre

    de tudo o que é vida


    Ter apego ao mundo

    é coisa dos vivos

    para o morto não há

    (não houve)

    raios rios risos


    E ninguém vive a morte

    quer morto quer vivo

    mera noção que existe

    só enquanto existo  


    Texto 2

    LIÇÃO DE UM GATO SIAMÊS

    Só agora sei

    que existe a eternidade: é a duração

    finita

    da minha precariedade


    O tempo fora

    de mim

    é relativo

    mas não o tempo vivo:

    esse é eterno

    porque afetivo

    — dura eternamente

    enquanto vivo


    E como não vivo

    além do que vivo

    não é

    tempo relativo:

    dura em si mesmo

    eterno (e transitivo) 

    I. Os dois textos abordam temáticas centrais da obra “Muitas Vozes”, que são a finitude da vida e as constantes reflexões existenciais sobre o viver e o estar no mundo.

    II. O texto 1 claramente trata da temática da morte, enquanto o texto 2 se opõe ao primeiro, introduzindo a figura religiosa da eternidade, a felicidade e o sentido da experiência humana.

    III. O texto 1 reflete o interesse do eu lírico nas questões do pós-morte, evidenciando que o mistério da morte é maior que o entendimento humano e só podemos percebê-la a partir da fé religiosa.

    IV. No texto 2, o eu lírico, com base na ironia, reflete sobre a ideia de eternidade, a qual nos apresenta na primeira estrofe como sendo a “duração finita da minha precariedade”.

    V. No texto 1, temos a ideia de que a morte só interessa aos vivos, só amedronta os vivos, pois os mortos já estão livres dela.


    Escolha uma alternativa para a questão 84cd1d77-c0
  • Linguagens

    Literatura

    Nova canção do exílio


    Um sabiá

    na palmeira, longe.

    Estas aves cantam

    um outro canto.


    O céu cintila

    sobre flores úmidas.

    Vozes na mata,

    e o maior amor.


    Só, na noite,

    seria feliz:

    um sabiá,

    na palmeira, longe.


    Onde é tudo belo

    e fantástico,

    só, na noite,

    seria feliz.

    (Um sabiá,

    na palmeira, longe.)


    Ainda um grito de vida e

    voltar

    para onde é tudo belo

    e fantástico:

    a palmeira, o sabiá,

    o longe. 


    Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo.

    O sentido do poema depende, em boa medida, do reconhecimento de que, em sua composição, o autor se vale de uma relação intertextual com a “Canção do exílio”, de Gonçalves Dias. O que viabiliza a escolha do poema gonçalvino como referência intertextual é, em primeiro lugar, o fato de ele ser
    Escolha uma alternativa para a questão 35bc529a-c0
  • Linguagens

    Literatura

      Em uma outra casinha do cortiço acabava de estalar uma nova sobremesa, engrossando o barulho geral: era o jantar de um grupo de italianos mascates, onde o Delporto, o Pompeo, o Francesco e o Andrea representavam as principais figuras. Todos eles cantavam em coro, mais afinados que nas outras duas casas; quase, porém, que se lhes não podia ouvir as vozes, tantas e tão estrondosas eram as pragas que soltavam ao mesmo tempo. De quando em quando, de entre o grosso e macho vozear dos homens, esguichava um falsete feminino, tão estridente que provocava réplica aos papagaios e aos perus da vizinhança. E, daqui e dali, iam rebentando novas algazarras em grupos formados cá e lá pela estalagem. Havia nos operários e nos trabalhadores decidida disposição para pandegar, para aproveitar bem, até ao fim, aquele dia de folga. A casa de pasto fermentava revolucionada, como um estômago de bêbado depois de grande bródio, e arrotava sobre o pátio uma baforada quente e ruidosa que entontecia. 

    Aluísio Azevedo, O cortiço.

    Para dar ideia, de maneira mais precisa, da agitação da cena descrita, o narrador se vale do uso reiterado de verbos que expressam ______________________ da ação e de adjetivos de significação ____________________.

    As lacunas dessa frase podem ser corretamente preenchidas pelas palavras

    Escolha uma alternativa para a questão 35b923d2-c0
  • Linguagens

    Literatura

    É preciso não perder de vista o quanto importava ao escritor _______________ cobrir com seus numerosos romances passado e presente, cidade e campo, litoral e sertão, e compor, assim, uma espécie de ________________ do Brasil.

    Preenche-se de modo respectivo e adequado os espaços em branco com o que está em:

    Escolha uma alternativa para a questão d83355a9-b0
  • Linguagens

    Literatura

                       Imagem da questão de Literatura, ENEM 2016, Escolas Literárias


    TEXTO II

          Tenho um rosto lacerado por rugas secas e profundas, sulcos na pele. Não é um rosto desfeito, como acontece com pessoas de traços delicados, o contorno é o mesmo mas a matéria foi destruída. Tenho um rosto destruído.

                                 DURAS, M. O amante. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1985. 

    Na imagem e no texto do romance de Marguerite Duras, os dois autorretratos apontam para o modo de representação da subjetividade moderna. Na pintura e na literatura modernas, o rosto humano deforma-se, destrói-se ou fragmenta-se em razão
    Escolha uma alternativa para a questão d9a04e35-a6
  • Linguagens

    Literatura

                                            A partida de trem

          Marcava seis horas da manhã. Angela Pralini pagou o táxi e pegou sua pequena valise. Dona Maria Rita de Alvarenga Chagas Souza Melo desceu do Opala da filha e encaminharam-se para os trilhos. A velha bem-vestida e com joias. Das rugas que a disfarçavam saía a forma pura de um nariz perdido na idade, e de uma boca que outrora devia ter sido cheia e sensível. Mas que importa? Chega-se a um certo ponto — e o que foi não importa. Começa uma nova raça. Uma velha não pode comunicar-se. Recebeu o beijo gelado de sua filha que foi embora antes do trem partir. Ajudara-a antes a subir no vagão. Sem que neste houvesse um centro, ela se colocara do lado. Quando a locomotiva se pôs em movimento, surpreendeu-se um pouco: não esperava que o trem seguisse nessa direção e sentara-se de costas para o caminho.

          Angela Pralini percebeu-lhe o movimento e perguntou:

          — A senhora deseja trocar de lugar comigo?

          Dona Maria Rita se espantou com a delicadeza, disse que não, obrigada, para ela dava no mesmo. Mas parecia ter-se perturbado. Passou a mão sobre o camafeu filigranado de ouro, espetado no peito, passou a mão pelo broche. Seca. Ofendida? Perguntou afinal a Angela Pralini:

          — É por causa de mim que a senhorita deseja trocar de lugar?

    LISPECTOR, C. Onde estivestes de noite. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980 (fragmento)

    A descoberta de experiências emocionais com base no cotidiano é recorrente na obra de Clarice Lispector. No fragmento, o narrador enfatiza o(a)
    Escolha uma alternativa para a questão d9730976-a6
  • Linguagens

    Literatura

    Uma análise mais atenta do livro mostra que ele foi construído a partir da combinação de uma infinidade de textos preexistentes, elaborados pela tradição oral ou escrita, popular ou erudita, europeia ou brasileira. A originalidade estrutural deriva, deste modo, do fato de o livro não se basear na mímesis, isto é, na dependência constante que a arte estabelece entre o mundo objetivo e a ficção; mas em ligar-se quase sempre a outros mundos imaginários, a sistemas fechados de sinais, já regidos por significação autônoma. Esse processo, parasitário na aparência, é no entanto curiosamente inventivo; pois, em vez de recortar com neutralidade nos entrechos originais as partes de que necessita para reagrupá-las, intactas, numa ordem nova, atua quase sempre sobre cada fragmento, alterando-o em profundidade.

    (Gilda de Mello e Souza. O tupi e o alaúde, 1979. Adaptado.)

    Tal comentário aplica-se ao livro
    Escolha uma alternativa para a questão 6fcb4315-06
  • Linguagens

    Literatura

    O Simbolismo é, antes de tudo, antipositivista, antinaturalista e anticientificista. Com esse movimento, nota-se o despontar de uma poesia nova, que ressuscitava o culto do vago em substituição ao culto da forma e do descritivo.

    (Massaud Moisés. A literatura portuguesa, 1994. Adaptado.)

    Considerando esta breve caracterização, assinale a alternativa em que se verifica o trecho de um poema simbolista.
    Escolha uma alternativa para a questão 6fc460eb-06
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa na qual se pode detectar nos versos do poeta português Manuel Maria de Barbosa du Bocage (1765-1805) uma ruptura com a convenção arcádica do locus amoenus (“lugar aprazível”).
    Escolha uma alternativa para a questão 6fa80ce3-06