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Disciplina · Linguagens

Questões de Literatura do ENEM

Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.

  • 1.323 questões
  • 24 assuntos

Resultados: 1.323 questões

Página 4 de 67

  • Linguagens

    Literatura

    Texto II

    Ismália


    Quando Ismália enlouqueceu,
    Pôs-se na torre a sonhar...
    Viu uma lua no céu,
    Viu outra lua no mar.


    No sonho em que se perdeu,
    Banhou-se toda em luar...
    Queria subir ao céu,
    Queria descer ao mar...


    E, no desvario seu,
    Na torre pôs-se a cantar...
    Estava perto do céu,
    Estava longe do mar...


    E como um anjo pendeu
    As asas para voar...
    Queria a lua do céu,
    Queria a lua do mar...


    As asas que Deus lhe deu
    Ruflaram de par em par...
    Sua alma subiu ao céu,
    Seu corpo desceu ao mar...


    GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
    É correto afirmar que, no poema,
    Escolha uma alternativa para a questão 38ff343c-03
  • Linguagens

    Literatura

    Texto II

    Ismália


    Quando Ismália enlouqueceu,
    Pôs-se na torre a sonhar...
    Viu uma lua no céu,
    Viu outra lua no mar.


    No sonho em que se perdeu,
    Banhou-se toda em luar...
    Queria subir ao céu,
    Queria descer ao mar...


    E, no desvario seu,
    Na torre pôs-se a cantar...
    Estava perto do céu,
    Estava longe do mar...


    E como um anjo pendeu
    As asas para voar...
    Queria a lua do céu,
    Queria a lua do mar...


    As asas que Deus lhe deu
    Ruflaram de par em par...
    Sua alma subiu ao céu,
    Seu corpo desceu ao mar...


    GUIMARAENS, Alphonsus de. Ismália. In: MOISÉS, Massaud. A literatura Brasileira através dos Textos. 2.ed. São Paulo: Cultrix, 1973. p.318-324.
    Atente para o que se diz a seguir sobre o poema Ismália e assinale a afirmação verdadeira.
    Escolha uma alternativa para a questão 38fc52eb-03
  • Linguagens

    Literatura

    — Eu lhe juro, Aurélia. Estes lábios nunca tocaram a face de outra mulher, que não fosse minha mãe. Meu primeiro beijo de amor, guardei-o para minha esposa, para ti...

    [...]

    — Ou de outra mais rica! — disse ela, retraindo-se para fugir ao beijo do marido, e afastando-o com a ponta dos dedos. A voz da moça tomara o timbre cristalino, eco da rispidez e aspereza do sentimento que lhe sublevava o seio, e que parecia ringir-lhe nos lábios como aço.

    — Aurélia! Que significa isto?

    — Representamos uma comédia, na qual ambos desempenhamos o nosso papel com perícia consumada. Podemos ter este orgulho, que os melhores atores não nos excederiam. Mas é tempo de pôr termo a esta cruel mistificação, com que nos estamos escarnecendo mutuamente, senhor. Entremos na realidade por mais triste que ela seja; e resigne-se cada um ao que é, eu, uma mulher traída; o senhor, um homem vendido.

    — Vendido! — exclamou Seixas ferido dentro d’alma.

    — Vendido, sim: não tem outro nome. Sou rica, muito rica; sou milionária; precisava de um marido, traste indispensável às mulheres honestas. O senhor estava no mercado; comprei-o. Custou-me cem contos de réis, foi barato; não se fez valer. Eu daria o dobro, o triplo, toda a minha riqueza por este momento.


    ALENCAR, J. Senhora. Rio de Janeiro: Tecnoprint, 2003.


    Ao tematizar o casamento, esse fragmento reproduz uma concepção de literatura romântica evidenciada na
    Escolha uma alternativa para a questão 5dd145fa-d8
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o trecho do romance Suíte Tóquio, de Giovana Madalosso, a seguir.

    Motorista é empregado, com carga pra entregar, horário pra cumprir, não vai ficar estuprando durante o expediente. Pra mostrar que sou mulher direita, vou até o banco, pego a Picochuca. Volto com ela dormindo no meu colo, levanto a mão. Outro vem e passa direto por mim. Não demora muito e aparece uma cegonha. Esse vai parar, leva tanto carro, o que custa levar uma mulher e uma menina? Deve custar alguma coisa, porque o motorista não para. Talvez não tenha enxergado a gente. Resolvo avançar um pouco mais, meu pé direito em cima da faixa amarela. Lá vem mais um e penso que foi enviado pra mim, no para-choque escrito bem grande Rastreado por Deus. Mas esse também não para, assim como a carreta e o caminhão-tanque que vem atrás dela e passa como se eu não existisse. Fico pensando o que é que está acontecendo, a vida arrancou o coração de todas essas pessoas? Depois de alguns minutos, vem outro. Pra minha surpresa, o caminhão freia. A porta abre. Um homem me olha lá de cima. Tenho medo dele, mas parece que ele também tem medo de mim. Me observa, desconfiado, do assento coberto por bolinhas de madeira, que nem as que o Lauro usava pra relaxar no trânsito. Tô indo pra São Paulo, falo pra ele. Eu também, sobe aí, diz, e estende a mão pra me ajudar. Não sei se é a gentileza ou o banco igual ao do Lauro, mas não sinto tanto medo dele, só um pouco. Sento, me ajeito sem acordar a Picochuca, ponho o cinto de segurança. É tua filha?, pergunta. Digo que sim.

    (MADALOSSO, G. Suíte Tóquio. São Paulo: Todavia, 2020. p.157-158.)

    Com base nesse trecho, na leitura integral do romance e nas correlações com Niketche, de Paulina Chiziane, e A Falência, de Júlia Lopes de Almeida, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão af4e56d3-16
  • Linguagens

    Literatura

    Harmonia do equilíbrio!
    Cega dinâmica embaraçada entre linhas
    De força magnética!
    Em hélices seguindo e refletindo: dança de elétrons

    [e prótons

    Matéria-máter do mundo.
    Poeira do sol, poeira do som, poeira de luz
    Poeira!
    Poeira da memória, da memória dos homens
    Que irá se perder um dia no universo
    — Cada átomo possui um número infinito de

     [partículas

    — Cada partícula um número infinito de partículas
    — Cada partícula de partícula um número...



    Imagem da questão de Literatura, ENEM 2023, Escolas Literárias



    Que são feitas as ondas e as partículas
    Num torvelinho de moídos corpos simples:
    — Farinha de energias finíssimas e raras —
    Selênio, Rubídio, Colúmbio, Germânio,
    Samário, Rutênio, Paládio, Lutécio.

    CARDOZO, J. Poemas selecionados. Recife: Bagaço, 1996 (fragmento).

    O fragmento remete a uma composição poética inspirada no Futurismo das vanguardas modernistas, pois
    Escolha uma alternativa para a questão 60a08200-49
  • Linguagens

    Literatura

        Essa vanguarda baseia-se na crença na realidade superior das formas específicas de associação, antes negligenciadas, na onipotência dos sonhos e no jogo desinteressado do pensamento. André Breton, seu principal teórico, afirmou que o propósito dessa vanguarda era “resolver a contradição até agora vigente entre sonho e realidade pela criação de uma realidade absoluta, uma supra-realidade.”

    (Ian Chilvers (org.). Dicionário Oxford de arte, 2007. Adaptado.)

    O texto trata de uma vanguarda que influenciou inúmeros escritores do Modernismo brasileiro, qual seja,
    Escolha uma alternativa para a questão bfebd0a6-68
  • Linguagens

    Literatura

    (URCA/2022.2) Assinale a obra do Século XIX cujo enredo é dominado por uma sátira aos riscos da incompreensão dos métodos da ciência:
    Escolha uma alternativa para a questão 666c8e7c-c1
  • Linguagens

    Literatura

    Com base no seguinte excerto de Vidas Secas, assinale a alternativa correta.


    [...]

    Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.

    Arrastaram-se para lá, devagar, sinha Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.

    Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.

    [...]

    RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. 144ª ed. Rio de Janeiro: Record, 2020.

    Escolha uma alternativa para a questão 37bf6771-9c
  • Linguagens

    Literatura

    Notas

        Soluços, lágrimas, casa armada, veludo preto nos portais, um homem que veio vestir o cadáver, outro que tomou a medida do caixão, caixão, essa, tocheiros, convites, convidados que entravam, lentamente, a passo surdo, e apertavam a mão à família, alguns tristes, todos sérios e calados, padre e sacristão, rezas, aspersões d'água benta, o fechar do caixão, a prego e martelo, seis pessoas que o tomam da essa, e o levantam, e o descem a custo pela escada, não obstante os gritos, soluços e novas lágrimas da família, e vão até o coche fúnebre, e o colocam em cima e traspassam e apertam as correias, o rodar do coche, o rodar dos carros, um a um... Isto que parece um simples inventário eram notas que eu havia tomado para um capítulo triste e vulgar que não escrevo.

    ASSIS, M Memórias póstumas de Brás Cubas. Disponivel em: www.dominiopublico.gov.br
    Acesso em: 25 jul 2022,

     

    O recurso linguístico que permite a Machado de Assis considerar um capítulo de Memórias póstumas de Brás Cubas como inventário é a
    Escolha uma alternativa para a questão 371d15e6-63
  • Linguagens

    Literatura

        Era o êxodo da seca de 1898. Uma ressureição do cemitérios antigos — esqueletos redivivos, com o aspecto terroso e o fedor das covas podres.

        Os fantasmas estropiados como que iam dançando de tão trópegos e trêmulos, num passo arrastado dé quem leva as pernas, em vez de ser levado por elas.

        Andavam devagar, olhando para trás, como quem quer voltar. Não tinham pressa em chegar, porque não sabiam aonde iam. Expulsos de seu paraíso por espadas de fogo, iam, ao acaso, em descaminhos, no arrastão dos maus fados.

        Fugiam do sol e o sol guiava-os nesse forçado nomadismo.

        Adelgaçados na magreira cômica, cresciam, como se o vento os levantasse. E os braços afinados desciam-lhes aos joelhos, de mãos abanando.

        Vinham escoteiros. Menos os hidrópicos — de ascite consecutiva à alimentação tóxica — com os fardos das barrigas alarmantes.

          Não tinham sexo, nem idade, nem condição nenhuma. Eram os retirantes. Nada mais.

    ALMEIDA, J. A.. A bagacelra, Rio do Janeiro: J, Olýmpio, 1978.


    Os recursos composicionais que inserem a obra no chamado “Romance de 30” da literatura brasileira
    manifestam-se aqui no(a)
    Escolha uma alternativa para a questão 3717b788-63
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    Literatura

    O FAZEDOR DE AMANHECER

    Manoel de Barros

    Sou leso em tratagens com máquina.
    Tenho desapetite para inventar coisas prestáveis.
    Em toda a minha vida só engenhei
    Três máquinas
    Como sejam:
    Uma pequena manivela para pegar no sono.
    Um fazedor de amanhecer para usamentos de poetas
    E um platinado de mandioca para o fordeco de meu irmão.
    Cheguei de ganhar um prêmio das indústrias automobilísticas pelo Platinado de Mandioca.
    Fui aclamado de idiota pela maioria das autoridades na entrega do prêmio.
    Pelo que fiquei um tanto soberbo.
    E a glória entronizou-se para sempre em minha existência.

    Disponível em: https://poesiaspreferidas.wordpress.com/2015/04/20/ofazedor-de-amanhecer-manoel-de-barros. Acesso em: 10 ago. 2020.

    Com base na leitura do poema, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão bcdee98c-04
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    Literatura

    Leia o poema para responder à questão.

         Selva selvaggia

    As palavras espiam como animais:
    umas, rajadas, sensuais, que nem panteras...
    outras, escuras, furtivas raposas...
    mas as mais belas palavras estão pousadas nas frondes mais altas, como pássaros...
    O poema está parado em meio da clareira.

    O poema
    caiu
    na armadilha! debate-se
    e ora subdivide-se e entrechoca-se como esferas de vidro colorido
    ora é uma fórmula algébrica
    ora, como um sexo, palpita... Que importa
    que importa qual seja enfim o seu verdadeiro universo?
    Ele em breve será inteiramente devorado pelas palavras!

    QUINTANA, M. Esconderijos do tempo. Rio de Janeiro: Objetiva, 2013.

    Selva selvaggia exemplifica uma das características da poética de Mário Quintana: 
    Escolha uma alternativa para a questão 7a5a0fcb-b2
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, ENEM 2021, Escolas Literárias


    Disponível em: www.masp.art.br. Acesso em: 13 ago. 2012 (adaptado).



    Nessa obra, que retrata uma cena de Caramuru, célebre poema épico brasileiro, a filiação à estética romântica manifesta-se na 

    Escolha uma alternativa para a questão 61ba1f6b-7a
  • Linguagens

    Literatura

    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.


    Saiu e andou. Olhou o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, e se lembrou que, por estas terras, já tinham errado tribos selvagens, das quais um dos chefes se orgulhava de ter no sangue o sangue de dez mil inimigos. Fora há quatro séculos. Olhou de novo o céu, os ares, as árvores de Santa Teresa, as casas, as igrejas; viu os bondes passarem; uma locomotiva apitou; um carro, puxado por uma linda parelha, atravessou-lhe na frente, quando já a entrar do campo... Tinha havido grandes e inúmeras modificações. Que fora aquele parque? Talvez um charco. Tinha havido grandes modificações nos aspectos, na fisionomia da terra, talvez no clima... Esperemos mais, pensou ela; e seguiu serenamente ao encontro de Ricardo Coração dos Outros.
    TERCEIRA PARTE
    V - A Afilhada

    Com base no fragmento, o final do romance, apesar de triste, como anuncia o próprio título, contém uma mensagem de otimismo, expressa nos pensamentos da personagem Olga, afilhada de Policarpo.
    O otimismo se justifica pela expectativa de:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a9a6ab7-e9
  • Linguagens

    Literatura

    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

    Policarpo Quaresma, cidadão brasileiro, funcionário público, certo de que a língua portuguesa é emprestada ao Brasil; certo também de que, por esse fato, o falar e o escrever em geral, sobretudo no campo das letras, se veem na humilhante contingência de sofrer continuamente censuras ásperas dos proprietários da língua; sabendo, além, que, dentro do nosso país, os autores e os escritores, com especialidade os gramáticos, não se entendem no tocante à correção gramatical, vendo-se, diariamente, surgir azedas polêmicas entre os mais profundos estudiosos do nosso idioma — usando do direito que lhe confere a Constituição, vem pedir que o Congresso Nacional decrete o tupi-guarani como língua oficial e nacional do povo brasileiro.
    O suplicante, deixando de parte os argumentos históricos que militam em favor de sua ideia, pede vênia para lembrar que a língua é a mais alta manifestação da inteligência de um povo, é a sua criação mais viva e original; e, portanto, a emancipação política do país requer como complemento e consequência a sua emancipação idiomática.
    PRIMEIRA PARTE
    IV - Desastrosas Consequências de um Requerimento

    O teor da solicitação de Policarpo Quaresma expressa uma ironia ao deixar implícita uma crítica histórica. O alvo dessa crítica é:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a8c42cc-e9
  • Linguagens

    Literatura

    E, bem pensado, mesmo na sua pureza, o que vinha a ser a Pátria? Não teria levado toda a sua vida norteado por uma ilusão, por uma ideia a menos, sem base, sem apoio, por um Deus ou uma deusa cujo império se esvaía? Não sabia que essa ideia nascera da amplificação da crendice dos povos greco-romanos de que os ancestrais mortos continuariam a viver como sombras e era preciso alimentá-las para que eles não perseguissem os descendentes? (...)
    Reviu a história; viu as mutilações, os acréscimos em todos os países históricos e perguntou de si para si: como um homem que vivesse quatro séculos, sendo francês, inglês, italiano, alemão, podia sentir a Pátria?
    Uma hora, para o francês, o Franco-Condado era terra dos seus avós, outra não era; num dado momento, a Alsácia não era, depois era e afinal não vinha a ser. Nós mesmos [brasileiros] não tivemos a Cisplatina e não a perdemos?
    (...) Certamente era uma noção sem consistência racional e precisava ser revista.
    Lima Barreto
    Triste Fim de Policarpo Quaresma, parte III, capítulo V.
     
    A questão refere-se ao romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto.

    Marechal Floriano Peixoto, segundo presidente do Brasil, é também personagem de Triste Fim de Policarpo Quaresma.
    O conceito que melhor sustenta a construção desse personagem ficcional, baseado numa figura histórica, é o da:
    Escolha uma alternativa para a questão 6a88e15d-e9
  • Linguagens

    Literatura

    Leito de folhas verdes


    Brilha a lua no céu, brilham estrelas,

    Correm perfumes no correr da brisa,

    A cujo influxo mágico respira-se

    Um quebranto de amor, melhor que a vida!


    A flor que desabrocha ao romper d’alva

    Um só giro do sol, não mais, vegeta:

    Eu sou aquela flor que espero ainda

    Doce raio do sol que me dê vida.


    DIAS, G. Antologia poética. Rio de Janeiro: Agir, 1979 (fragmento).


    Na perspectiva do Romantismo, a representação feminina espelha concepções expressas no poema pela

    Escolha uma alternativa para a questão 6785ece4-7c
  • Linguagens

    Literatura

    O Texto serve de base à questão;

    Texto
    New Barroco: tudo sobre a moda

    Se nos últimos anos o minimalismo reinou pedindo looks mais cleans, contudo, o inverno de 2020 promete trazer uma trend que sugere exatamente o contrário: looks ricos, exagerados e elaborados farão parte dessa estação.
    Além disso, o barroco será uma das grandes influências da moda para a estação mais fria do ano. O espírito barroco é carregado de informações, dramaticidade e conflitos, assim como abundância e vitalidade, o que traduz perfeitamente a atmosfera da contemporaneidade em todas as suas contradições.
    Na moda, toda essa desordem também aparece refletida na sobrecarga de informações, por exemplo: texturas, mix de estampas, hibridismo, exagero nas proporções, sobreposições, peles, pelos, transparência, brilho e tudo mais, de preferência no mesmo look! 

    Imagem da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Barroco
    Disponível em: https://coracanela.com.br/new-barroco-tudo-sobre-a-moda-barroca-e-como-investir.
    Acesso em 13/10/20. Adaptado.

    De acordo com o Texto, na moda, o "espírito barroco" se reflete

    1) na sobriedade das cores.

    2) no excesso de detalhes.

    3) na mistura de informações.

    4) na leveza dos tecidos.


    Estão CORRETAS:

    Escolha uma alternativa para a questão a748b440-70
  • Linguagens

    Literatura

    Os Textos 5, 6, 7 e 8 servem de base para a questão.

    Texto 5

    "A feição deles é parda, algo avermelhada; de bons rostos e bons narizes. Em geral são bem-feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Não fazem o menor caso de cobrir ou mostrar suas vergonhas, e nisso são tão inocentes como quando mostram o rosto. [...] Os cabelos deles são corredios. E andavam tosquiados, de tosquia alta, mais que verdadeiramente de leve, de boa grandeza, e, todavia, raspado por cima das orelhas. [....] E estavam já mais mansos e seguros entre nós do que nós estávamos entre eles. [...] Parece-me gente de tal inocência que, se nós entendêssemos a sua fala e eles a nossa, seriam logo cristãos, visto que não têm nem entendem crença alguma, segundo as aparências. [...] Ora veja, Vossa Alteza, quem em tal inocência vive, se se converterá, ou não, se lhe ensinarem o que pertence à sua salvação".

    CAMINHA, Pero Vaz de. "A carta". In: CASTRO, Silvio. A Carta de Pero Vaz de Caminha. Porto Alegre; L&PM, 2015. Excertos.

    Texto 6

    DOS TUPINIQUINS
    "Do seu nome direi que são tupiniquins; da sua cor, que são pardos à maneira dos mouros; de seus braços, que são rijos, de modo que um deles pode carregar com folga três dos nossos; dos seus pelos nada conto porque não os têm, e dos seus cabelos direi que os cortam em forma de meia esfera, sendo muito parecidos com os frades".
    TORERO, José Roberto. Terra Papagalli. Rio de Janeiro: Objetiva, 2011. Excertos. 


    Texto 7

    Figura 1 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Escolas Literárias
    Disponível em: https://2.bp.blogspot.com/- EUs2MX0aQ7o/WfuocMugdvI/AAAAAAAAFHw/EEeTeFt3eRUA6uFD0ea11 7gYRfyw0440ACLcBGAs/s640/3%2B-%2BDescobrimento%2B- %2BTerras.jpg Acesso em: 06/09/2020 

    Texto 8

    Figura 2 de 2 da questão de Literatura, Universidade de Pernambuco 2021, Escolas Literárias
    "Índios e soldados da província de Curitiba escoltando prisioneiros nativos", tela de Jean-Baptiste Debret. Disponível em: https://www.cafehistoria.com.br/povosindigenas-trabalho-brasil-colonial/ Acesso em: 06/09/2020.
    O Quinhentismo marca a introdução da cultura europeia no Brasil. Nesse período, podemos encontrar uma série de textos sobre a visão dos colonizadores a respeito dos índios. Com base na leitura dos Textos 5, 6, 7 e 8, e reconhecendo o contexto histórico-social e as características do Quinhentismo no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
    Escolha uma alternativa para a questão a73964f3-70
  • Linguagens

    Literatura


    TEXTO 1 
    Pronominais
    Dê-me um cigarro
    Diz a gramática
    Do professor e do aluno
    E do mulato sabido
    Mas o bom negro e o bom branco
    Da Nação Brasileira
    Dizem todos os dias
    Deixa disso camarada
    Me dá um cigarro.

    ANDRADE, Oswald. Obras completas.
    Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1972.


    TEXTO 2
    Samba do Arnesto

    O Arnesto nos convidô prum samba,
     [ele mora no Brás
    Nóis fumo e não encontremos ninguém
    Nóis vortemo cuma baita duma reiva
    Da outra veiz nóis num vai mais
    Nóis não semos tatu!
    Outro dia encontremo com o Arnesto
    Que pidiu descurpa mais nóis não aceitemos
    Isso não se faz, Arnesto, nóis não se importa
    Mais você devia ter ponhado um recado na
     [porta
    Anssim: “Ói, turma, num deu prá esperá
    A vez que isso num tem importância,
     [num faz má
    Depois que nóis vai, depois que nóis vorta
    Assinado em cruz porque não sei escrever
    Arnesto"


    BARBOSA, Adoniran, Gravações Elétricas
    Continental S/A, 1953.
    A característica da temática e do estilo próprios da escrita literária de Oswald de Andrade que NÃO está presente no poema “Pronominais” é
    Escolha uma alternativa para a questão 8016e0e1-92