Questões de Literatura do ENEM
Questões de Literatura, da área de Linguagens, com gabarito em cada página.
Resultados
1.323 questões encontradas. Mostrando a página 19 de 67.
55708ED2-C4 Para responder a esta questão, leia os excertos abaixo:“Onde se viu ir ao cinema, de luto pesado! A dor já estava sendo cultivada pelas aparências, e eu, que sempre gostara apenas regularmente de meu pai, mais por instinto de filho que por espontaneidade de amor, me via a ponto de aborrecer o bom do morto”.“Voltei, abri a porta e ele ao me ver disse ‘não faça isso, doutor, só tenho o senhor no mundo’. Não acabou de falar ou se falou eu não ouvi, com o barulho do tiro”.“— Será que ele está vendo a gente de algum lugar? — perguntou o rapazinho. Olhou para o alto — o teto ainda de luz acesa —, como se a alma do morto estivesse por ali, observando-os; não viu nada, mas sentia como se a alma estivesse por ali”.“Ai, por que não fugi? Pegou a vassoura atrás da porta e me encheu de pancada. Me desviei, a criança ali nos braços, o cabo deu no canto da mesa e se quebrou”.Os fragmentos acima correspondem, respectivamente, aos seguintes contos:556CD350-C4 Literatura
Escolas LiteráriasUNIOESTE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosSobre o conto “O outro”, de Rubem Fonseca, assinale a alternativa INCORRETA.556A11D6-C4 Literatura
Escolas LiteráriasUNIOESTE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosSobre o conto “Felicidade clandestina”, de Clarice Lispector, é CORRETO afirmar que:55671A7A-C4 Literatura
Teoria LiteráriaUNIOESTE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosNo que tange o romance Fogo morto, de José Lins do Rego, é CORRETO afirmar que:5564342A-C4 Literatura
Escolas LiteráriasUNIOESTE · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia atentamente o excerto do soneto “O acendedor de lampiões”, de Jorge de Lima, e assinale a opção CORRETA.“Triste ironia atroz que o senso humano irrita: –ele que doira a noite e ilumina a cidade,talvez não tenha luz na choupana em que habita.Tanta gente também nos outros insinuacrenças, religiões, amor, felicidade,como este acendedor de lampiões da rua!”5560F0DB-C4 Literatura
Teoria LiteráriaUNIOESTE · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosNo que concerne ao conto “Pai contra mãe”, de Machado de Assis, é CORRETO afirmar.555E29BA-C4 Literatura
Escolas LiteráriasUNIOESTE · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia atentamente o fragmento abaixo, retirado do soneto “O incêndio de Roma”, de Olavo Bilac, e assinale a alternativa CORRETA.“Nero, com o manto grego ondeando ao ombro, assomaentre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte,lira em punho, celebra a destruição de Roma”.B60FD8A2-C4 Literatura
ArcadismoUEG · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosObserve a imagem e leia o fragmento a seguir para responder à questão.
AMOEDO, Rodolfo. O último Tamoio (1883), Óleo sobre tela. Disponível em: https://www.enciclopedia.itaucultural.org.br/obra1230 /o-ultimo-tamoio. Acesso em: 25 jun. 2019.Além, muito além daquela serra, que ainda azula no horizonte, nasceu Iracema.
Iracema, a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que seu talhe de palmeira.
O favo da jati não era doce como seu sorriso; nem a baunilha recendia no bosque como seu hálito perfumado.
Mais rápida que a ema selvagem, a morena virgem corria o sertão e as matas do Ipu, onde campeava sua guerreira tribo, da grande nação tabajara. O pé grácil e nu, mal roçando, alisava apenas a verde pelúcia que vestia a terra com as primeiras águas.ALENCAR, José de. Iracema. São Paulo: Saraiva, 2006. p. 15.Em termos de periodização estético-literária, tanto a pintura quanto o fragmento apresentados constituem obras pertencentes aoB607E9D8-C4 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2019FácilEntre para guardar nos favoritosObserve a imagem e leia o poema a seguir para responder à questão.
AMARAL, Tarsila do. Abaporu (1928), Óleo sobre tela. Disponível em: https://www.historiadasartes.com/salados-professores/abaporu-de-tarsila-do-amaral/. Acesso em: 25 jun. 2019.
Aristocracia
O conde de Lautréamont
era tão conde quanto eu
que sendo o nobre Drummond
valho menos que um plebeu.ANDRADE, Carlos Drummond de. Farewell. 6. ed. Rio de Janeiro: Record, 1998. p. 28.Em termos artísticos, a pintora Tarsila do Amaral e o poeta Carlos Drummond de Andrade têm em comum sua participação66979A16-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
MORAES, Vinícius de. Rosa de Hiroxima. In: Antologia poética. São Paulo:Companhia das Letras, 1992. p.196
DALI, Salvador. A face da guerra, Óleo sobre tela, 1940. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/obras-de-salvador-dali/. Acesso em: 09 out. 2019
A pintura apresentada foi criada na década de 1940, e o poema-canção, mesmo tendo sido composto em 1954, tem como referente uma cena de genocídio ocorrida nessa mesma década, de 1940. Desse modo, tanto a pintura quanto o poema-canção dialogam com o contexto histórico da6694282E-C3 Literatura
EstilísticaUEG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
MORAES, Vinícius de. Rosa de Hiroxima. In: Antologia poética. São Paulo:Companhia das Letras, 1992. p.196
DALI, Salvador. A face da guerra, Óleo sobre tela, 1940. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/obras-de-salvador-dali/. Acesso em: 09 out. 2019
A imagem se deixa ler por meio de formas vigorosas, cujo efeito é aterrador, ao passo que o poema, em alguns versos, se dirige de forma apelativa ao leitor, como se verifica no668E9182-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o poema e observe a imagem a seguir para responder à questão.
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
MORAES, Vinícius de. Rosa de Hiroxima. In: Antologia poética. São Paulo:Companhia das Letras, 1992. p.196
Tanto o poema-canção quanto a imagem apresentados tecem, a seu modo, uma
DALI, Salvador. A face da guerra, Óleo sobre tela, 1940. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/obras-de-salvador-dali/. Acesso em: 09 out. 2019
668B4731-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUEG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o fragmento e observe a imagem a seguir para responder à questão.
Daí a pouco, em volta das bicas era um zumzum crescente; uma aglomeração tumultuosa de machos e fêmeas. Uns, após outros, lavavam a cara, incomodamente, debaixo do fio d’água que escorria da altura e uns cinco palmos. O chão inundava-se. As mulheres precisavam já prender as saias entre as coxas para não as molhar; via-selhes a tostada nudez dos braços e do pescoço, que elas despiam, suspendendo o cabelo todo para o alto do casco; os homens, esses não se preocupavam em não molhar o pelo, ao contrário metiam a cabeça bem debaixo da água e esfregavam com força as ventas e as barbas, fossando e fungando contra as palmas da mão.
AZEVEDO, Aluísio de. O cortiço. São Paulo: FTD, 1993.p. 41.
JÚNIOR, Almeida. Saudade. Óleo sobre tela 1899. Disponível em: https://arteeartistas.com.br/saudade-almeidajunior/. Acesso em: 16 out. 2019.
Tanto na pintura quanto no fragmento apresentados verificam-se características do
2BB13B6D-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosConsidero-me um realista, mas sou realista não à maneira naturalista — que falseia a vida — mas à maneira de nossa maravilhosa literatura popular, que transfigura a vida com a imaginação para ser fiel à vida. [...] O que eu procuro atingir, portanto, é, se não a verdade do mundo, a verdade de meu mundo, afinal inapreensível em sua totalidade, mas mesmo assim, ou por isso mesmo, tentador e belo [...] Assim, sem exageros que acabem a ilusão consentida do público, é melhor não apelar para as muletas do verismo nem esconder as traves da arquitetura teatral — sejam as do autor, as do encenador ou as dos atores, pois todos nós temos as nossas; assim o público, vendo que não pretendemos enganá-lo, que não queremos competir com a vida, aceita nossos andaimes de papel, madeira e cola e pode, graças a essa generosidade, participar de nossa maravilhosa realidade transfigurada.SUASSUNA, Ariano. O santo e a porca. 26 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012. p. 16-17.Sobre o texto acima, da “nota do autor” de O santo e a porca, e a peça em si, é correto afirmar que2BADD5AD-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosASSISTE AO ENTERRO DE UM TRABALHADOR DE EITO E OUVE O QUE DIZEM DO MORTO OS AMIGOS QUE O LEVARAM AO CEMITÉRIO— Essa cova em que estás,com palmos medida,é a conta menor que tiraste em vida.— É de bom tamanho,nem largo nem fundo,é a parte que te cabe deste latifúndio.— Não é cova grande,é cova medida,é a terra que querias ver dividida.— É uma cova grandepara teu pouco defunto,mas estarás mais anchoque estavas no mundo.— É uma cova grandepara teu defunto parco,porém mais que no mundote sentirás largo.— É uma cova grandepara tua carne pouca,mas a terra dadanão se abre a boca.MELO NETO, João Cabral de. Serial e antes. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1997. p.159-160.
A partir do trecho acima, de Morte e vida Severina, e de seu conhecimento sobre a obra, assinale a alternativa correta.2BAA4585-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritos“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso. Estava deitado sobre suas costas duras como a couraça e, ao levantar um pouco a cabeça, viu seu ventre abaulado, marrom, dividido por nervuras arqueadas, no topo do qual a coberta, prestes a deslizar de vez, ainda mal se sustinha.”KAFKA, Franz. A metamorfose. São Paulo: Cia das Letras, 1997. p. 7.A partir das sentenças iniciais de A metamorfose, de Franz Kafka, e de seu conhecimento sobre o livro, é correto dizer que2BA74BB2-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosMorte e vida severina e O santo e a porca foram concebidas como peças de teatro, ou seja, foram projetadas para interpretação no palco. Considerando-se tal especificidade e seus enredos, assinale a alternativa que apresenta características comuns às obras.2BA3C2E1-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritos
MORICONI, Italo. Destino: poesia. 2.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2016. p. 115.
Sobre o poema acima, de Waly Salomão, é INCORRETO afirmar que
2BA007F0-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosEsta história poderia chamar-se "As estátuas". Outro nome possível é "O assassinato". E também "Como matar baratas". Farei então pelo menos três histórias, verdadeiras, porque nenhuma delas mente a outra. Embora uma única, seriam mil e uma, se mil e uma noites me dessem.LISPECTOR, Clarice, “A quinta história”, In: Felicidade clandestina, Rio de Janeiro: Rocco, 2013. p. 128.O parágrafo acima inicia o conto “A quinta história”, de Clarice Lispector. Considerando-se as características peculiares à obra da escritora, presentes no conto, é correto afirmar que2B9B9FFE-C3 Literatura
Escolas LiteráriasUFU-MG · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosO excerto abaixo, retirado da obra Terra sonâmbula de Mia Couto, é a reprodução do diálogo entre Kindzu e Surendra.Antoninho, o ajudante, escutava com absurdez. Para ele eu era um traidor da raça, negro fugido das tradições africanas. Passou por entre nós dois, desdelicado provocador, só para mostrar seus desdéns. No passeio, gargalhou-se alto e mau som. Me vieram à lembrança as hienas. Surendra disse, então:– Não gosto de pretos, Kindzu.– Como? Então gosta de quem? Dos brancos?– Também não.– Já sei: gosta de indianos, gosta da sua raça.– Não. Eu gosto de homens que não têm raça. É por isso que eu gosto de si, Kindzu.COUTO, Mia. Terra sonâmbula, São Paulo: Companhia das Letras, 2016. p. 15.Com base no diálogo transcrito e no enredo do romance, é correto afirmar que