Questões de Literatura do ENEM
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BD977489-B1 Leia o poema de Camilo Pessanha para responder a questão.INTERROGAÇÃONão sei se isto é amor. Procuro o teu olhar,Se alguma dor me fere, em busca de um abrigo;E apesar disso, crês? nunca pensei num larOnde fosses feliz, e eu feliz contigo.Por ti nunca chorei nenhum ideal desfeito.E nunca te escrevi nenhuns versos românticos.Nem depois de acordar te procurei no leito,Como a esposa sensual do Cântico dos Cânticos.Se é amar-te não sei. Não sei se te idealizoA tua cor sadia, o teu sorriso terno...Mas sinto-me sorrir de ver esse sorrisoQue me penetra bem, como este sol de Inverno.Passo contigo a tarde e sempre sem receioDa luz crepuscular, que enerva, que provoca.Eu não demoro o olhar na curva do teu seioNem me lembrei jamais de te beijar na boca.Eu não sei se é amor. Será talvez começo.Eu não sei que mudança a minha alma pressente...Amor não sei se o é, mas sei que te estremeço,Que adoecia talvez de te saber doente.(PESSANHA, Camilo. Clepsidra. São Paulo: Núcleo, 1989.)O escritor português Camilo Pessanha faz parte da escola literária denominada Simbolismo.Assinale a alternativa que possui uma característica desse movimento artístico presente no poema.
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Escolas LiteráriasUniversidade Federal do Amazonas · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTextoQuando eu ainda não sabia nadar, meu pai me levava para ali, segurava-me um braço e atirava-me num lugar fundo. Puxava-me para cima e deixava-me respirar um instante. Em seguida repetia a tortura. Com o correr do tempo aprendi natação com os bichos e livrei-me disso.Mais tarde, na escola de mestre Antônio Justino, li a história de um pintor e de um cachorro que morria afogado. Pois para mim era no poço da Pedra que se dava o desastre. Sempre imaginei o pintor com a cara de Camilo Pereira da Silva, e o cachorro parecia-se comigo.Se eu pudesse fazer o mesmo com Marina, afogá-la devagar, trazendo-a para a superfície quando ela estivesse perdendo o fôlego, prolongar o suplício um dia inteiro...Debaixo da chuva, a mangueira do quintal está toda branca. O papagaio na cozinha bate as asas, sacudindo os salpicos que vêm da biqueira. Afago o pelo macio do meu gato mourisco, que dorme enroscado numa cadeira. As ideias ruins desaparecem. Marina desaparece.Ponho-me a vagabundear em pensamento pela vila distante, entro na igreja, escuto os sermões e os desaforos que padre Inácio pregava aos matutos: – “Arreda, povo, raça de cachorro com porco.” Sento-me no paredão do açude, ouço a cantilena dos sapos. Vejo a figura sinistra de seu Evaristo enforcado e os homens que iam para a cadeia amarrados de cordas. Lembro-me de um fato, de outro fato anterior ou posterior ao primeiro, mas os dois vêm juntos. E os tipos que evoco não têm relevo. Tudo empastado, confuso. Em seguida os dois acontecimentos se distanciam e entre eles nascem outros acontecimentos que vão crescendo até me darem sofrível noção de realidade. As feições das pessoas ganham nitidez. De toda aquela vida havia no meu espírito vagos indícios. Saíram do entorpecimento recordações que a imaginação completou.A escola era triste. Mas, durante as lições, em pé, de braços cruzados, escutando as emboanças de mestre Antônio Justino, eu via, no outro lado da rua, uma casa que tinha sempre a porta escancarada mostrando a sala, o corredor e o quintal cheio de roseiras. Moravam ali três mulheres velhas que pareciam formigas.Relacione os trechos retirados do livro Angústia, de Graciliano Ramos, às afirmações a seguir.1. “Era como se a gente houvesse deixado a Terra. De repente surgiam vozes estranhas. Que eram? Ainda hoje não sei. Vozes que iam crescendo, monótonas, e me causavam medo”.2. “Ia cheio de satisfação maluca. Não tirava a mão do bolso, apalpava as caixinhas, sentia através do papel de seda a macieza do veludo. Na alvura do braço roliço a fita do relógio faria uma cinta negra; a pedrinha branca faiscaria no dedo miúdo”.3. “E Julião Tavares parado. Minutos antes andava na maciota, o cigarro aceso, o pensamento na cama da mocinha sardenta. Agora ali junto da cerca, estirado. Inconveniente ficar ao lado dele. Inconveniente”.4. “Não haveria desatino: as duas mulheres eram fatalistas e queixavam-se da sorte. Malucas. Revoltava-me o recurso infantil de se xingarem, arrancarem os cabelos. Era evidente que Julião Tavares devia morrer. Não procurei investigar as razões desta necessidade. Ela se impunha, entravame na cabeça como um prego. Um prego me atravessava os miolos.”5. “– D. Aurora, tenha paciência. Veja se me arranja um quarto mais barato. Os tempos andam safados, d. Aurora[...]Tudo pela hora da morte, seu Luís.– É verdade, tudo pela hora da morte, d. Adélia.– A senhora já reparou nos preços dos remédios? A farmácia tem uma goela!”( ) O Brasil sentia os reflexos econômicos da queda da bolsa de Nova York, em 1929, e da revolução de 1930.( ) Luís da Silva é um homem atormentado e sua narrativa revela confusão.( ) Após o homicídio, a memória de Luís da Silva é fragmentada, passado e presente se confundem.( ) Empolgado com o noivado, Luís da Silva se vê desejando entregar à Marina o presente que tanto lhe custara.( ) Luís da Silva alimenta ódio por Julião Tavares. A gravidez e o abandono de Marina são a mola propulsora para o assassinato.Assinale a alternativa que apresenta a numeração em sequência CORRETA, de cima para baixo.47A3AFD0-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Federal do Amazonas · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosTextoQuando eu ainda não sabia nadar, meu pai me levava para ali, segurava-me um braço e atirava-me num lugar fundo. Puxava-me para cima e deixava-me respirar um instante. Em seguida repetia a tortura. Com o correr do tempo aprendi natação com os bichos e livrei-me disso.Mais tarde, na escola de mestre Antônio Justino, li a história de um pintor e de um cachorro que morria afogado. Pois para mim era no poço da Pedra que se dava o desastre. Sempre imaginei o pintor com a cara de Camilo Pereira da Silva, e o cachorro parecia-se comigo.Se eu pudesse fazer o mesmo com Marina, afogá-la devagar, trazendo-a para a superfície quando ela estivesse perdendo o fôlego, prolongar o suplício um dia inteiro...Debaixo da chuva, a mangueira do quintal está toda branca. O papagaio na cozinha bate as asas, sacudindo os salpicos que vêm da biqueira. Afago o pelo macio do meu gato mourisco, que dorme enroscado numa cadeira. As ideias ruins desaparecem. Marina desaparece.Ponho-me a vagabundear em pensamento pela vila distante, entro na igreja, escuto os sermões e os desaforos que padre Inácio pregava aos matutos: – “Arreda, povo, raça de cachorro com porco.” Sento-me no paredão do açude, ouço a cantilena dos sapos. Vejo a figura sinistra de seu Evaristo enforcado e os homens que iam para a cadeia amarrados de cordas. Lembro-me de um fato, de outro fato anterior ou posterior ao primeiro, mas os dois vêm juntos. E os tipos que evoco não têm relevo. Tudo empastado, confuso. Em seguida os dois acontecimentos se distanciam e entre eles nascem outros acontecimentos que vão crescendo até me darem sofrível noção de realidade. As feições das pessoas ganham nitidez. De toda aquela vida havia no meu espírito vagos indícios. Saíram do entorpecimento recordações que a imaginação completou.A escola era triste. Mas, durante as lições, em pé, de braços cruzados, escutando as emboanças de mestre Antônio Justino, eu via, no outro lado da rua, uma casa que tinha sempre a porta escancarada mostrando a sala, o corredor e o quintal cheio de roseiras. Moravam ali três mulheres velhas que pareciam formigas.A partir da leitura do texto anterior, retirado do livro Angústia, de Graciliano Ramos, pode-se afirmar:I. O primeiro parágrafo traz o transtorno emocional do narrador em sua relação com o pai. A brincadeira no poço não o ensinara a nadar, antes, era uma tortura. O narrador explica que aprendeu a nadar com os bichos.II. O narrador é um homem atormentado, de ideias agressivas, até mesmo homicidas, como se vê no segundo parágrafo, o que se justifica pelo tratamento recebido na infância.III. Ao observar e acarinhar seus bichos de estimação “as ideias ruins desaparecem. Marina desaparece”. Esse trecho comprova que Marina é a causa primeira de tudo o que atormenta Luís da Silva.IV. Apesar da relação difícil com o pai, as memórias da infância do narrador são afáveis: a vida farta na fazenda, os belos sermões do padre Inácio e as lições inesquecíveis do mestre Antônio Justino.V. A metáfora produzida com animais demonstra a inferioridade com que Luís percebe a si e aos outros.47A0C0FF-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Federal do Amazonas · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a afirmativa que mais acertadamente esclarece sobre a razão do homicídio cometido por Luís.479D3E48-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Federal do Amazonas · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosAssinale a afirmativa INCORRETA sobre o enredo de Angústia:4798D0C2-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Federal do Amazonas · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosAssinale V para verdadeiro e F para falso nas afirmativas a seguir:( ) Após o movimento experimentalista da Geração de 22, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e Carlos Drummond de Andrade fazem parte da Geração que traz para a literatura o amadurecimento do movimento modernista.( ) Na prosa de ficção da geração de 30, a paisagem nos é familiar. Estão ali o nordeste decadente, as agruras das classes médias no começo da fase urbanizadora, os conflitos internos da burguesia entre provinciana e cosmopolita.( ) Caetés (1933), São Bernardo (1934) e Angústia (1936) são romances autobiográficos de Graciliano Ramos, portanto escritos em primeira pessoa, nos quais as narrativas se prendem à análise do mundo interior, sem desprezar o contexto sócio-político em que vive cada personagem.( ) Na escrita de Graciliano Ramos, o “herói” é sempre um problema: não aceita o mundo, nem os outros, nem a si mesmo.( ) Graciliano Ramos é, ao mesmo tempo, ora neo-realista, ao molde de um Machado de Assis, ora neo-naturalista, ao molde de um Aluízio Azevedo, ao contextualizar seus romances no Nordeste ou na memória da vida de origem nordestina de seus personagens.Assinale a alternativa que relaciona a sequência CORRETA de V e F de cima para baixo:479402CC-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Federal do Amazonas · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosSobre o Modernismo, assinale a alternativa INCORRETA:A375C351-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosNinguém imaginará que, topando os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos. Não senhor, não procedi nem percorri. Tive abatimentos, desejo de recuar; contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal? A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. E como sempre tive a intenção de possuir as terras de São Bernardo, considerei legítimas as ações que me levaram a obtê-las.(RAMOS, G. São Bernardo. 42. ed. Rio de Janeiro: Record, 1984. p. 39.)Com base na leitura prévia de São Bernardo e no trecho do romance, considere as afirmativas a seguir sobre as correlações com os elementos da narrativa.I. O espaço é essencial no romance, desde o título do livro, até as justificativas, incluídas no trecho, para determinadas ações.II. O tempo é linear, sem retrospectivas, pois o narrador não se arrepende de eventuais deslizes cometidos em sua trajetória.III. O narrador limita-se a relatar fatos, sem parcialidade, ainda que a presença de circunstâncias desconhecidas lhe cause angústia.IV. A condição de protagonista é construída no trecho sem o recurso de dotá-lo de estabilidade moral e do enobrecimento que caracterizam heróis tradicionais.Assinale a alternativa correta.A3715FDC-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2017FácilEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa que contém trecho de história literária referente a Memórias póstumas de Brás Cubas.A36A4DBB-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2017Muito fácilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo.(ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 18 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 17.)De acordo com o início do primeiro capítulo de Memórias póstumas de Brás Cubas, assinale a alternativa correta.A365FCA8-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir, que dá início à quarta parte – “Resgate”, de Senhora, e responda à questão.
Havia baile em São Clemente. Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu traje era um primor de elegância; suas jóias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor. O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza. Seixas a contemplava de parte. As outras moças, de meia noite em diante, começavam a murchar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto. Aurélia ao contrário, à medida que adiantava-se a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu traje ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques. Quando em torno se revolvia o turbilhão, ela conservava sua inalterável serenidade. O colo arfava-lhe mansamente, ao influxo das brandas emoções; o sorriso coalhava-se em enlevos nos lábios entreabertos, por onde escapava-se a respiração calma. Desprendia-se de seus olhos, de toda sua pessoa, uma efusão celeste que era como a sua irradiação. Quando completou-se esta assunção de sua beleza, o baile estava a terminar.(ALENCAR, J. de. Senhora. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1971. p. 225-6.)Sobre o trecho, assinale a alternativa correta.A3622A62-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir, que dá início à quarta parte – “Resgate”, de Senhora, e responda à questão.
Havia baile em São Clemente. Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu traje era um primor de elegância; suas jóias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor. O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza. Seixas a contemplava de parte. As outras moças, de meia noite em diante, começavam a murchar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto. Aurélia ao contrário, à medida que adiantava-se a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu traje ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques. Quando em torno se revolvia o turbilhão, ela conservava sua inalterável serenidade. O colo arfava-lhe mansamente, ao influxo das brandas emoções; o sorriso coalhava-se em enlevos nos lábios entreabertos, por onde escapava-se a respiração calma. Desprendia-se de seus olhos, de toda sua pessoa, uma efusão celeste que era como a sua irradiação. Quando completou-se esta assunção de sua beleza, o baile estava a terminar.(ALENCAR, J. de. Senhora. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1971. p. 225-6.)Com base no trecho e no romance, considere as afirmativas a seguir.I. O contraste entre Aurélia e as outras moças atende ao propósito de singularização da heroína romântica.II. A graça com que Aurélia transita no baile contrasta com a rispidez expressa em diversos momentos íntimos de seu convívio com Seixas.III. A focalização do baile decorre da ambientação urbana do romance, que põe em evidência as relações sociais daquele tempo.IV. A desenvoltura e o êxito de Aurélia no baile confirmam a degradação moral da protagonista que contraiu casamento por interesses financeiros.Assinale a alternativa correta.A35DE2C2-B1 Literatura
Escolas LiteráriasUniversidade Estadual do Norte do Paraná · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o trecho a seguir.
Tornemos à câmara nupcial, onde se representa a primeira cena do drama original, de que apenas conhecemos o prólogo. Os dois atores ainda conservam a mesma posição em que os deixamos. Fernando Seixas obedecendo automaticamente Aurélia, sentara-se, e fitava a moça com um olhar estupefato. A moça arrastou a cadeira e colocou-se em face do marido, cujas faces crestava o seu hálito abrasado.
(ALENCAR, J. de. Senhora. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1971. p. 149.)
De acordo com o trecho citado, pertencente ao nono capítulo da 2ª parte, assinale a alternativa correta.
F347E739-B0 Literatura
Escolas LiteráriasPUC - SP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosA respeito do romance A cidade e as serras, de Eça de Queirós, é CORRETO afirmar queF341B311-B0 Literatura
Escolas LiteráriasPUC - SP · 2017MédioEntre para guardar nos favoritos- Aqui tens tu, Zé Fernandes - começou Jacinto, encostado à janela do mirante -, a teoria que me governa, bem comprovada. Com estes olhos que recebemos da Madre natureza, lestos e sãos, nós podemos apenas distinguir além, através da Avenida, naquela loja, uma vidraça alumiada. Mais nada! Se eu porém aos meus olhos juntar os dois vidros simples dum binóculo de corridas, percebo, por trás da vidraça, presuntos, queijos, boiões de geleia e caixas de ameixa seca. Concluo portanto que é uma mercearia. Obtive uma noção: tenho sobre ti, que com os olhos desarmados vês só o luzir da vidraça, uma vantagem positiva. Se agora, em vez destes vidros simples, eu usasse os do meu telescópio, de composição mais científica, poderia avistar além, no planeta Marte, os mares, as neves, os canais, o recorte dos golfos, toda a geografia dum astro que circula a milhares de léguas dos Campos Elísios. É outra noção, e tremenda! Tens aqui pois o olho primitivo, o da Natureza, elevado pela Civilização à sua máxima potência de visão. E desde já, pelo lado do olho portanto, eu, civilizado, sou mais feliz que o incivilizado, porque descubro realidades do Universo que ele não suspeita e de que está privado. Aplica esta prova a todos os órgãos e compreenderás o meu princípio.
(Queirós, Eça de. A cidade e as serras. São Paulo: Ateliê, 2007, p. 63-64)
No fragmento em questão, ao apresentar para o amigo Zé Fernandes sua teoria a respeito da felicidade, Jacinto revela:
EE0237F1-AF Literatura
Escolas LiteráriasUNIOESTE · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosTendo em vista os tercetos abaixo e os poemas de onde foram extraídos, O Incêndio de Roma e Sinfonias do Ocaso, bem como seus respectivos autores, Olavo Bilac e Cruz e Sousa, assinale a alternativa INCORRETA.“Nero, com o manto grego ondeado ao ombro, assomaEntre os libertos, e ébrio, engrinaldada a fronte,Lira em punho, celebra a destruição de Roma”.“Ah! por estes sinfônicos ocasosA terra exala aromas de áureos vasos,Incensos de turíbulos divinos”.EDFDF0A2-AF Literatura
Escolas LiteráriasUNIOESTE · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosCom base nos contos e o que se declara a respeito, assinale a alternativa INCORRETA.EDF9BAA6-AF Literatura
BarrocoUNIOESTE · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosTendo em vista a Carta XVII ao Rei D. Afonso VI, escrita pelo Pe. Antônio Vieira, assinale a alternativa que NÃO condiz com as afirmações do autor.E82EF642-AF Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosAssinale a alternativa correta sobre o romance A noite das mulheres cantoras, de Lídia Jorge.E829C39F-AF Literatura
Escolas LiteráriasUFRGS · 2017DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia as seguintes afirmações sobre Amor de Pedro por João, de Tabajara Ruas
I - Hermes, desfigurado e magro, depois de muito sofrimento, reencontra Mara na embaixada, acompanhada de Marcelo.
II - Josias, quando volta a ser preso, lamenta ouvir a revelação do policial de que seu filho Sepé era um traidor.
III- O romance abre com a queda do governo Allende e termina com a partida dos brasileiros exilados no Chile para a Europa.
Quais estão corretas?