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Instituição

Questões: Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) — com gabarito

667 questões de Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), de 2005 a 2021. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 667 questões
  • 13 provas

Resultados: 667 questões

Página 1 de 34

  • Ciências Humanas

    História

    Fomos em busca dos homens fugidos de nosso povoado e descobrimos que cinco deles e suas famílias estavam nas terras de Eulogio, mas os homens deste senhor impediram- nos com violência de nos aproximar da entrada do domínio.

    (Egito romano, em 332 d.C.)


    ... os colonos não têm liberdade para abandonar o campo ao qual estão atados por sua condição e seu nascimento. Se dele se afastam em busca de outra casa, devem ser devolvidos, acorrentados e castigados.

    (Valentiniano, em 371 d.C.)

    Os textos mostram a


    Escolha uma alternativa para a questão 00290bc2-28
  • Ciências Humanas

    História

    Na Baixa Idade Média, mais precisamente entre os séculos XII e XIII, o centro- norte da Itália formava um viveiro de prósperas cidades que expressavam o vigor da retomada econômica do Ocidente naqueles séculos. Muitas dessas cidades, em termos político- administrativos, eram

    Escolha uma alternativa para a questão 00fdb03e-28
  • Linguagens

    Português

    Instrução: As questões de 15 a 17 tomam por base o fragmento.

     (...) Um poeta dizia que o menino é o pai do homem. Se isto é verdade, vejamos alguns lineamentos do menino.
      Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo,
    e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce “por pirraça”; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, – algumas vezes gemendo – mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um – “ai, nhonhô!” – ao que eu retorquia: “Cala a boca, besta!” – Esconder os chapéus das visitas, deitar rabos de papel a pessoas graves, puxar pelo rabicho das cabeleiras, dar beliscões nos braços das matronas, e outras muitas façanhas deste jaez, eram mostras de um gênio indócil, mas devo crer que eram também expressões de um espírito robusto, porque meu pai tinha-me em grande admiração; e se às vezes me repreendia, à vista de gente, fazia-o por simples formalidade: em particular dava-me beijos.
     Não se conclua daqui que eu levasse todo o resto da minha vida a quebrar a cabeça dos outros nem a esconder-lhes os chapéus; mas opiniático, egoísta e algo contemptor dos homens, isso fui; se não passei o tempo a esconder-lhes os chapéus, alguma vez lhes puxei pelo rabicho das cabeleiras.

    (Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.)

    Indique a frase que, no contexto do fragmento, ratifica o sentido de o menino é o pai do homem, citação inicial do narrador.
    Escolha uma alternativa para a questão 0123ef87-46
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

    Versos de Natal


    Espelho, amigo verdadeiro,
    Tu refletes as minhas rugas,
    Os meus cabelos brancos,
    Os meus olhos míopes e cansados.
    Espelho, amigo verdadeiro,
    Mestre do realismo exato e minucioso,
    Obrigado, obrigado!

    Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
    Descobririas o menino que sustenta esse homem,
    O menino que não quer morrer,
    Que não morrerá senão comigo,
    O menino que todos os anos na véspera do Natal
    Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
    Para o poeta, o espelho é um amigo verdadeiro porque

    Escolha uma alternativa para a questão 014e8225-29
  • Ciências Humanas

    História

    Relatório de um magistrado sobre o alegado suicídio de Richard Hun, na prisão da Torre de Londres, em 1515:

    Todos nós os do inquérito encontramos o corpo do dito Hun suspenso dum gancho de ferro por uma faixa de seda, de expressão calma, cabelo bem penteado, e o boné enfiado na cabeça, com os olhos e a boca simplesmente cerrados, sem qualquer pasmo, esgar ou contração... Pelo que nos pareceu absolutamente a todos nós que o pescoço de Hun já estaria partido e grande quantidade de sangue vertido antes de ele ser enforcado. Pelo que todos nós achamos por Deus e em nossas consciências que Richard Hun fora assassinado.

    O documento revela a

    Escolha uma alternativa para a questão 01d49aa6-28
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

    Versos de Natal


    Espelho, amigo verdadeiro,
    Tu refletes as minhas rugas,
    Os meus cabelos brancos,
    Os meus olhos míopes e cansados.
    Espelho, amigo verdadeiro,
    Mestre do realismo exato e minucioso,
    Obrigado, obrigado!

    Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
    Descobririas o menino que sustenta esse homem,
    O menino que não quer morrer,
    Que não morrerá senão comigo,
    O menino que todos os anos na véspera do Natal
    Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
    No poema, a metáfora do espelho é um caminho para a reflexão sobre

    Escolha uma alternativa para a questão 02cfad86-29
  • Linguagens

    Português

    Instrução: As questões de 15 a 17 tomam por base o fragmento.

     (...) Um poeta dizia que o menino é o pai do homem. Se isto é verdade, vejamos alguns lineamentos do menino.
      Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo,
    e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce “por pirraça”; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, – algumas vezes gemendo – mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um – “ai, nhonhô!” – ao que eu retorquia: “Cala a boca, besta!” – Esconder os chapéus das visitas, deitar rabos de papel a pessoas graves, puxar pelo rabicho das cabeleiras, dar beliscões nos braços das matronas, e outras muitas façanhas deste jaez, eram mostras de um gênio indócil, mas devo crer que eram também expressões de um espírito robusto, porque meu pai tinha-me em grande admiração; e se às vezes me repreendia, à vista de gente, fazia-o por simples formalidade: em particular dava-me beijos.
     Não se conclua daqui que eu levasse todo o resto da minha vida a quebrar a cabeça dos outros nem a esconder-lhes os chapéus; mas opiniático, egoísta e algo contemptor dos homens, isso fui; se não passei o tempo a esconder-lhes os chapéus, alguma vez lhes puxei pelo rabicho das cabeleiras.

    (Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.)

    É correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 02d83e52-46
  • Ciências Humanas

    História

    Deus meu, não se cansando os hereges e os inimigos... de semear continuamente os seus erros e heresias no campo da Cristandade, com tantos e tantos livros perniciosos que são republicados a cada dia, é necessário que não se durma, mas que nos esforcemos para extirpá-los ao menos nos lugares onde isso seja possível.

    (Cardeal Robert Bellarmino,1614.)

    Tendo em vista o contexto da época, pode- se inferir que os hereges e os inimigos aos quais o autor se refere eram, principalmente, os

    Escolha uma alternativa para a questão 02f7c77e-28
  • Ciências Humanas

    História

    Sobre o trabalho compulsório (seja servil, seja escravo) em toda a América, no período colonial, pode- se afirmar que

    Escolha uma alternativa para a questão 041a547d-28
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

    Versos de Natal


    Espelho, amigo verdadeiro,
    Tu refletes as minhas rugas,
    Os meus cabelos brancos,
    Os meus olhos míopes e cansados.
    Espelho, amigo verdadeiro,
    Mestre do realismo exato e minucioso,
    Obrigado, obrigado!

    Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
    Descobririas o menino que sustenta esse homem,
    O menino que não quer morrer,
    Que não morrerá senão comigo,
    O menino que todos os anos na véspera do Natal
    Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
    O fato de o poeta reconhecer em si a existência do menino indica que

    Escolha uma alternativa para a questão 04472aa0-29
  • Linguagens

    Português

    Instrução: As questões de 15 a 17 tomam por base o fragmento.

     (...) Um poeta dizia que o menino é o pai do homem. Se isto é verdade, vejamos alguns lineamentos do menino.
      Desde os cinco anos merecera eu a alcunha de “menino diabo”; e verdadeiramente não era outra coisa; fui dos mais malignos do meu tempo, arguto, indiscreto, traquinas e voluntarioso. Por exemplo, um dia quebrei a cabeça de uma escrava, porque me negara uma colher do doce de coco que estava fazendo,
    e, não contente com o malefício, deitei um punhado de cinza ao tacho, e, não satisfeito da travessura, fui dizer à minha mãe que a escrava é que estragara o doce “por pirraça”; e eu tinha apenas seis anos. Prudêncio, um moleque de casa, era o meu cavalo de todos os dias; punha as mãos no chão, recebia um cordel nos queixos, à guisa de freio, eu trepava-lhe ao dorso, com uma varinha na mão, fustigava-o, dava mil voltas a um e outro lado, e ele obedecia, – algumas vezes gemendo – mas obedecia sem dizer palavra, ou, quando muito, um – “ai, nhonhô!” – ao que eu retorquia: “Cala a boca, besta!” – Esconder os chapéus das visitas, deitar rabos de papel a pessoas graves, puxar pelo rabicho das cabeleiras, dar beliscões nos braços das matronas, e outras muitas façanhas deste jaez, eram mostras de um gênio indócil, mas devo crer que eram também expressões de um espírito robusto, porque meu pai tinha-me em grande admiração; e se às vezes me repreendia, à vista de gente, fazia-o por simples formalidade: em particular dava-me beijos.
     Não se conclua daqui que eu levasse todo o resto da minha vida a quebrar a cabeça dos outros nem a esconder-lhes os chapéus; mas opiniático, egoísta e algo contemptor dos homens, isso fui; se não passei o tempo a esconder-lhes os chapéus, alguma vez lhes puxei pelo rabicho das cabeleiras.

    (Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas.)

    Para reforçar a caracterização do “menino diabo” atribuída ao narrador, é utilizado principalmente o seguinte recurso estilístico:
    Escolha uma alternativa para a questão 04ab3e26-46
  • Ciências Humanas

    História

    Pastores metodistas e batistas do sul dos Estados Unidos apoiaram, nas décadas de 1770 e 1780, a causa antiescravista, mas deixaram de fazê- lo nos dez anos transcorridos entre 1795-1805. Essa mudança de atitude foi devida

    Escolha uma alternativa para a questão 04ef928f-28
  • Ciências Humanas

    História

    Signos infalíveis anunciam que, dentro de poucos anos, as questões das nacionalidades, combinadas com as questões sociais, dominarão sobre todas as demais no continente europeu.

    (Henri Martin1847.)

    Tendo em vista o que ocorreu século e meio depois dessa declaração, pode- se afirmar que o autor

    Escolha uma alternativa para a questão 05c68f9a-28
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

    Versos de Natal


    Espelho, amigo verdadeiro,
    Tu refletes as minhas rugas,
    Os meus cabelos brancos,
    Os meus olhos míopes e cansados.
    Espelho, amigo verdadeiro,
    Mestre do realismo exato e minucioso,
    Obrigado, obrigado!

    Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
    Descobririas o menino que sustenta esse homem,
    O menino que não quer morrer,
    Que não morrerá senão comigo,
    O menino que todos os anos na véspera do Natal
    Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
    No poema, o poeta contesta o senso comum, isto é, a idéia de que

    Escolha uma alternativa para a questão 05cc9b99-29
  • Linguagens

    Português

    Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 18 e 19.

     Crescia naturalmente
    Fazendo estripulia,
    Malino e muito arguto,
    Gostava de zombaria.
    A cabeça duma escrava
    Quase arrebentei um dia.
    E tudo isso porque
    Um doce me havia negado,
    De cinza no tacho cheio
    Inda joguei um punhado,
    Daí porque a alcunha
    De “Menino Endiabrado”.
    Prudêncio era um menino
    Da casa, que agora falo.
    Botava suas mãos no chão
    Pra poder depois montá-lo:
    Com um chicote na mão
    Fazia dele um cavalo.
    (Varneci Nascimento. Memórias póstumas de Brás Cubas em cordel.)

    A versão modificada, adaptada à oralidade – como usualmente se dá na produção da literatura de cordel – apresenta termos semelhantes aos do texto original de Machado de Assis, que podem ser identificados em todas as palavras da alternativa
    Escolha uma alternativa para a questão 06598d00-46
  • Ciências Humanas

    História

    Para o historiador Arno J. Mayer, as duas guerras mundiais, a de 1914-1918 e a de 1939-1945, devem ser vistas como constituindo um único conflito, uma segunda Guerra dos Trinta Anos. Essa interpretação é possível pelo fato

    Escolha uma alternativa para a questão 069c1bf8-28
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Leia o poema de Manuel Bandeira para responder às questões

    Versos de Natal


    Espelho, amigo verdadeiro,
    Tu refletes as minhas rugas,
    Os meus cabelos brancos,
    Os meus olhos míopes e cansados.
    Espelho, amigo verdadeiro,
    Mestre do realismo exato e minucioso,
    Obrigado, obrigado!

    Mas se fosses mágico, Penetrarias até ao fundo desse homem triste,
    Descobririas o menino que sustenta esse homem,
    O menino que não quer morrer,
    Que não morrerá senão comigo,
    O menino que todos os anos na véspera do Natal
    Pensa ainda em pôr os seus chinelinhos atrás da porta.
    Sobre Manuel Bandeira, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 07499e89-29
  • Ciências Humanas

    História

    Convém ter muita advertência nas prisões que fizer nas pessoas que hão de sair ao auto público, que se faça tudo com muita justificação pelo muito que importa à reputação e crédito do Santo Ofício e a honra e fazenda das ditas pessoas, as quais depois de presas e sentenciadas não se lhes pode restituir o dano que se lhes der.

    (Do Inquisidor– Geral ao primeiro Visitador na colônia, em 1591.)

    Essa afirmação indica que, na Colônia, a Inquisição

    Escolha uma alternativa para a questão 07728913-28
  • Ciências Humanas

    História

    Para um homem ter o pão da terra, há de ter roça; para comer carne, há de ter caçador; para comer peixe, pescador; para vestir roupa lavada, lavadeira; ... e os que não podem alcançar a tanto número de escravos, ou passam mi- séria, realmente, ou vendo- se no espelho dos demais lhes parece que é miserável a sua vida.

    (Padre Vieira, 1608-1697.)

    O texto mostra que, para se viver bem na Colônia, seria preciso ter, sobretudo,

    Escolha uma alternativa para a questão 084a55ca-28
  • Linguagens

    Literatura

    Instrução: Leia o texto para responder às questões de números 18 e 19.

     Crescia naturalmente
    Fazendo estripulia,
    Malino e muito arguto,
    Gostava de zombaria.
    A cabeça duma escrava
    Quase arrebentei um dia.
    E tudo isso porque
    Um doce me havia negado,
    De cinza no tacho cheio
    Inda joguei um punhado,
    Daí porque a alcunha
    De “Menino Endiabrado”.
    Prudêncio era um menino
    Da casa, que agora falo.
    Botava suas mãos no chão
    Pra poder depois montá-lo:
    Com um chicote na mão
    Fazia dele um cavalo.
    (Varneci Nascimento. Memórias póstumas de Brás Cubas em cordel.)

    Considere as seguintes afirmações:

    I. Os versos do poema possuem sete sílabas poéticas.

    II. O poema é composto por três sextilhas.

    III. As três estrofes obedecem ao esquema de rimas ABCBDB.

    Está correto o que se afirma em
    Escolha uma alternativa para a questão 084c8a62-46