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Instituição

Questões: Universidade Estadual Paulista (UNESP) — com gabarito

1.933 questões de Universidade Estadual Paulista (UNESP), de 2010 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 1.933 questões
  • 14 provas

Resultados: 688 questões

Página 17 de 35

  • Linguagens

    Inglês

    Instrução: Leia a tira para responder à questão.


    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    (www.hagardunor.net)


    O trecho do segundo quadrinho – I’m going to – introduz uma
    Escolha uma alternativa para a questão 91dd919d-af
  • Linguagens

    Inglês

    Brazil wants to count trees in the Amazon rainforest


    By Channtal Fleischfresser

    February 11, 2013



    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Photo: Flickr/Nico Crisafulli



              Brazil is home to roughly 60 percent of the Amazon, about half of what remains of the world’s tropical rainforests. And now, the country has plans to count its trees. A vast undertaking, the new National Forest Inventory hopes to gain “a broad panorama of the quality and the conditions in the forest cover”, according to Brazil’s Forestry Minister Antonio Carlos Hummel.

           The census, set to take place over the next four years, will scour 3,288,000 square miles, sampling 20,000 points at 20 kilometer intervals and registering the number, height, diameter, and species of the trees, among other data.

             The initiative, aimed to better allocate resources to the country’s forests, is part of a large-scale turnaround in Brazil’s relationship to its forests. While it once had one of the worst rates of deforestation in the world, last year only 1,797 square miles of the Amazon were destroyed – a reduction of nearly 80% compared to 2004.



    (www.smartplanet.com. Adaptado.)

    O Governo brasileiro
    Escolha uma alternativa para a questão 91e1719d-af
  • Linguagens

    Inglês

    Brazil wants to count trees in the Amazon rainforest


    By Channtal Fleischfresser

    February 11, 2013



    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2013, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Photo: Flickr/Nico Crisafulli



              Brazil is home to roughly 60 percent of the Amazon, about half of what remains of the world’s tropical rainforests. And now, the country has plans to count its trees. A vast undertaking, the new National Forest Inventory hopes to gain “a broad panorama of the quality and the conditions in the forest cover”, according to Brazil’s Forestry Minister Antonio Carlos Hummel.

           The census, set to take place over the next four years, will scour 3,288,000 square miles, sampling 20,000 points at 20 kilometer intervals and registering the number, height, diameter, and species of the trees, among other data.

             The initiative, aimed to better allocate resources to the country’s forests, is part of a large-scale turnaround in Brazil’s relationship to its forests. While it once had one of the worst rates of deforestation in the world, last year only 1,797 square miles of the Amazon were destroyed – a reduction of nearly 80% compared to 2004.



    (www.smartplanet.com. Adaptado.)

    O objetivo do Censo Florestal é
    Escolha uma alternativa para a questão 91ea8c91-af
  • Linguagens

    Literatura

    Podemos afirmar que as obras A divina comédia, escrita por Dante Alighieri no início do século XIV, e Dom Quixote, escrita por Miguel de Cervantes no início do século XVII,
    Escolha uma alternativa para a questão 9202bdc5-af
  • Linguagens

    Português

    Texto 1


    Sobre o estupro coletivo de uma estudante de 23 anos em Nova Déli, o advogado que defende os suspeitos declarou: “Até o momento eu não vi um único exemplo de estupro de uma mulher respeitável”. Sobre esta declaração, o advogado garantiu que não tentou difamar a vítima. “Eu só disse que as mulheres são respeitadas na Índia, sejam mães, irmãs, amigas, mas diga-me que país respeita uma prostituta?!”


    (Advogado de acusados de estupro na Índia denuncia confissão forçada.

    http://noticias.uol.com.br. Adaptado.)



    Texto 2


    Na Índia, a violência contra as mulheres tomou uma nova e mais perversa forma, a partir do cruzamento de duas linhas: as estruturas patriarcais tradicionais e as estruturas capitalistas emergentes. Precisamos pensar nas relações entre a violência do sistema econômico e a violência contra as mulheres.


    (Vandana Shiva, filósofa indiana. No continuum da violência.

    O Estado de S.Paulo, 12.01.2013. Adaptado.)



    Os textos referem-se ao fato ocorrido na Índia em dezembro de 2012. Pela leitura atenta dos textos, podemos afirmar que:

    Escolha uma alternativa para a questão 925c111b-af
  • Linguagens

    Português

    A  questão  toma  por base um poema satírico do poeta português João de Deus (1830-1896).
    Ossos do ofício

    Uma vez uma besta do tesouro,
    Uma besta fiscal,
    Ia de volta para a capital,
    Carregada de cobre, prata e ouro;
    E no caminho
    Encontra-se com outra carregada
    De cevada,
    Que ia para o moinho.
    Passa-lhe logo adiante
    Largo espaço,
    Coleando arrogante
    E a cada passo
    Repicando a choquilha
    Que se ouvia distante.
    Mas salta uma quadrilha
    De ladrões,
    Como leões,
    E qual mais presto
    Se lhe agarra ao cabresto.
    Ela reguinga, dá uma sacada
    Já cuidando
    Que desfazia o bando;
    Mas, coitada!
    Foi tanta a bordoada,
    Ah! que exclamava enfim
    A besta oficial:
    — Nunca imaginei tal!
    Tratada assim
    Uma besta real!...
    Mas aquela que vinha atrás de mim,
    Por que a não tratais mal?
    “Minha amiga, cá vou no meu sossego,
    Tu tens um belo emprego!
    Tu sustentas-te a fava, e eu a troços!
    Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro!
    Ossos do ofício, que o não há sem ossos."
    (Campo de flores, s/d.)
    Empregada na segunda estrofe, a palavra choquilha não é registrada em alguns dicionários. No entanto, pelo contexto dessa estrofe, sobretudo pela presença da forma verbal repicando, torna-se possível verificar que significa
    Escolha uma alternativa para a questão 98a91ff8-35
  • Linguagens

    Português

    A  questão  toma  por base um poema satírico do poeta português João de Deus (1830-1896).
    Ossos do ofício

    Uma vez uma besta do tesouro,
    Uma besta fiscal,
    Ia de volta para a capital,
    Carregada de cobre, prata e ouro;
    E no caminho
    Encontra-se com outra carregada
    De cevada,
    Que ia para o moinho.
    Passa-lhe logo adiante
    Largo espaço,
    Coleando arrogante
    E a cada passo
    Repicando a choquilha
    Que se ouvia distante.
    Mas salta uma quadrilha
    De ladrões,
    Como leões,
    E qual mais presto
    Se lhe agarra ao cabresto.
    Ela reguinga, dá uma sacada
    Já cuidando
    Que desfazia o bando;
    Mas, coitada!
    Foi tanta a bordoada,
    Ah! que exclamava enfim
    A besta oficial:
    — Nunca imaginei tal!
    Tratada assim
    Uma besta real!...
    Mas aquela que vinha atrás de mim,
    Por que a não tratais mal?
    “Minha amiga, cá vou no meu sossego,
    Tu tens um belo emprego!
    Tu sustentas-te a fava, e eu a troços!
    Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro!
    Ossos do ofício, que o não há sem ossos."
    (Campo de flores, s/d.)
    Na terceira estrofe, com relação à oração principal do período de que faz parte, a oração que exclamava enfim expressa
    Escolha uma alternativa para a questão 98af4893-35
  • Linguagens

    Português

    A  questão  toma  por base um poema satírico do poeta português João de Deus (1830-1896).
    Ossos do ofício

    Uma vez uma besta do tesouro,
    Uma besta fiscal,
    Ia de volta para a capital,
    Carregada de cobre, prata e ouro;
    E no caminho
    Encontra-se com outra carregada
    De cevada,
    Que ia para o moinho.
    Passa-lhe logo adiante
    Largo espaço,
    Coleando arrogante
    E a cada passo
    Repicando a choquilha
    Que se ouvia distante.
    Mas salta uma quadrilha
    De ladrões,
    Como leões,
    E qual mais presto
    Se lhe agarra ao cabresto.
    Ela reguinga, dá uma sacada
    Já cuidando
    Que desfazia o bando;
    Mas, coitada!
    Foi tanta a bordoada,
    Ah! que exclamava enfim
    A besta oficial:
    — Nunca imaginei tal!
    Tratada assim
    Uma besta real!...
    Mas aquela que vinha atrás de mim,
    Por que a não tratais mal?
    “Minha amiga, cá vou no meu sossego,
    Tu tens um belo emprego!
    Tu sustentas-te a fava, e eu a troços!
    Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro!
    Ossos do ofício, que o não há sem ossos."
    (Campo de flores, s/d.)
    Considerando que a sátira se apresenta sob forma de fábula, com personagens animais assumindo modos de agir e pensar tipicamente humanos, verifica-se que a atitude da besta real em relação à outra traduz um preconceito de
    Escolha uma alternativa para a questão 98b51e2e-35
  • Linguagens

    Português

    A  questão  toma  por base um poema satírico do poeta português João de Deus (1830-1896).
    Ossos do ofício

    Uma vez uma besta do tesouro,
    Uma besta fiscal,
    Ia de volta para a capital,
    Carregada de cobre, prata e ouro;
    E no caminho
    Encontra-se com outra carregada
    De cevada,
    Que ia para o moinho.
    Passa-lhe logo adiante
    Largo espaço,
    Coleando arrogante
    E a cada passo
    Repicando a choquilha
    Que se ouvia distante.
    Mas salta uma quadrilha
    De ladrões,
    Como leões,
    E qual mais presto
    Se lhe agarra ao cabresto.
    Ela reguinga, dá uma sacada
    Já cuidando
    Que desfazia o bando;
    Mas, coitada!
    Foi tanta a bordoada,
    Ah! que exclamava enfim
    A besta oficial:
    — Nunca imaginei tal!
    Tratada assim
    Uma besta real!...
    Mas aquela que vinha atrás de mim,
    Por que a não tratais mal?
    “Minha amiga, cá vou no meu sossego,
    Tu tens um belo emprego!
    Tu sustentas-te a fava, e eu a troços!
    Tu lá serves el-rei, e eu um moleiro!
    Ossos do ofício, que o não há sem ossos."
    (Campo de flores, s/d.)
    Na última estrofe, o comentário da besta que ia para o moinho corresponde à moral da fábula e equivale, no contexto,o provérbio:
    Escolha uma alternativa para a questão 98ba3988-35
  • Linguagens

    Português

    A   questão  focaliza  uma passagem de um artigo de José Francisco Botelho e uma das ilustrações de Carlo Giovani a esse artigo.

    Compaixão   
        Considerada a maior de todas as virtudes por religiões como o budismo e o hinduísmo, a compaixão é a capacidade humana de compartilhar (ou experimentar de forma parcial) os sentimentos alheios — principalmente o sofrimento. Mas a onipresença da miséria humana faz da compaixão uma virtude potencialmente paralisante. Afogados na enchente das dores alheias, podemos facilmente cair no desespero e na inação. Por isso, a piedade tem uma reputação conturbada na história do pensamento: se alguns a apontaram como o alicerce da ética e da moral, outros viram nela uma armadilha, um mero acréscimo de tristeza a um Universo já suficientemente amargo. Porém, vale lembrar que as virtudes, para funcionarem, devem se encaixar umas às outras: quando aliado à temperança, o sentimento de comiseração pelas dores do mundo pode ser um dos caminhos que nos afastam da cratera de Averno*. Dosando com prudência uma compaixão potencialmente infinita, é possível sentirmos de forma mais intensa a felicidade, a nossa e a dos outros — como alguém que se delicia com um gole de água fresca, lembrando-se do deserto que arde lá fora.
    Isso tudo pode parecer estranho, mas o fato é que a denúncia da compaixão segue um raciocínio bastante rigoroso. O sofrimento — e todos concordam — é algo ruim. A compaixão multiplica o sofrimento do mundo, fazendo com que a dor de uma criatura seja sentida também por outra. E o que é pior: ao passar a infelicidade adiante, ela não corrige, nem remedia, nem alivia a dor original. Como essa infiltração universal da tristeza poderia ser uma virtude? No século 1 a.C., Cícero escreveu: “Por que sentir piedade, se em vez disso podemos simplesmente ajudar os sofredores? Devemos ser justos e caridosos, mas sem sofrer o que os outros sofrem".

    * Os romanos consideravam a cratera vulcânica de Averno, situada perto de Nápoles, como entrada para o mundo inferior, o mundo dos mortos, governado por Plutão.



    Por meio da expressão onipresença da miséria humana, o autor do artigo salienta que
    Escolha uma alternativa para a questão 98c03b95-35
  • Linguagens

    Português

    A   questão  focaliza  uma passagem de um artigo de José Francisco Botelho e uma das ilustrações de Carlo Giovani a esse artigo.

    Compaixão   
        Considerada a maior de todas as virtudes por religiões como o budismo e o hinduísmo, a compaixão é a capacidade humana de compartilhar (ou experimentar de forma parcial) os sentimentos alheios — principalmente o sofrimento. Mas a onipresença da miséria humana faz da compaixão uma virtude potencialmente paralisante. Afogados na enchente das dores alheias, podemos facilmente cair no desespero e na inação. Por isso, a piedade tem uma reputação conturbada na história do pensamento: se alguns a apontaram como o alicerce da ética e da moral, outros viram nela uma armadilha, um mero acréscimo de tristeza a um Universo já suficientemente amargo. Porém, vale lembrar que as virtudes, para funcionarem, devem se encaixar umas às outras: quando aliado à temperança, o sentimento de comiseração pelas dores do mundo pode ser um dos caminhos que nos afastam da cratera de Averno*. Dosando com prudência uma compaixão potencialmente infinita, é possível sentirmos de forma mais intensa a felicidade, a nossa e a dos outros — como alguém que se delicia com um gole de água fresca, lembrando-se do deserto que arde lá fora.
    Isso tudo pode parecer estranho, mas o fato é que a denúncia da compaixão segue um raciocínio bastante rigoroso. O sofrimento — e todos concordam — é algo ruim. A compaixão multiplica o sofrimento do mundo, fazendo com que a dor de uma criatura seja sentida também por outra. E o que é pior: ao passar a infelicidade adiante, ela não corrige, nem remedia, nem alivia a dor original. Como essa infiltração universal da tristeza poderia ser uma virtude? No século 1 a.C., Cícero escreveu: “Por que sentir piedade, se em vez disso podemos simplesmente ajudar os sofredores? Devemos ser justos e caridosos, mas sem sofrer o que os outros sofrem".

    * Os romanos consideravam a cratera vulcânica de Averno, situada perto de Nápoles, como entrada para o mundo inferior, o mundo dos mortos, governado por Plutão.



    “Por que sentir piedade, se em vez disso podemos simplesmente ajudar os sofredores? Devemos ser justos e caridosos, mas sem sofrer o que os outros sofrem”.

    A argumentação de Cícero sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 98c74e2e-35
  • Linguagens

    Português

    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    A força expressiva da locução silêncio espesso resulta do fato de o substantivo e o adjetivo
    Escolha uma alternativa para a questão 98e7f45c-35
  • Linguagens

    Português

    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    A oração como uma emanação mesma do defunto sugere que
    Escolha uma alternativa para a questão 98ef2bc3-35
  • Linguagens

    Português

    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    A capacidade de animar os velórios é atribuída ao Tico pelo velho calvo, porque este a considera
    Escolha uma alternativa para a questão 98f6c951-35
  • Linguagens

    Português

    Para responder à  questão, leia o fragmento de um romance de Érico Veríssimo (1905-1975).

        O defunto dominava a casa com a sua presença enorme. Anoitecia, e os homens que cercavam o morto ali na sala ainda não se haviam habituado ao seu silêncio espesso.
        Fazia um calor opressivo. Do quarto contíguo vinham soluços sem choro. Pareciam pedaços arrancados dum grito de dor único e descomunal, davam uma impressão de dilaceramento, de agonia sincopada.
        As velas ardiam e o cheiro da cera derretida se casava com o perfume adocicado das flores que cobriam o caixão. A mistura enjoativa inundava o ar como uma emanação mesma do defunto, entrava pelas narinas dos vivos e lhes dava a sensação desconfortante duma comunhão com a morte.
       O velho calvo que estava a um canto da sala, voltou a cabeça para o militar a seu lado e cochichou:
    — Está fazendo falta aqui é o Tico, capitão.
         O oficial ainda não conhecia o Tico. Era novo na cidade. Então o velho explicou. O Tico era um sujeito que sabia animar os velórios, contava histórias, tinha um jeito especial de levar a conversa, deixando todo o mundo à vontade. Sem o Tico era o diabo... Por onde andaria aquela alma?
       Entrou um homem magro, alto, de preto. Cumprimentou com um aceno discreto de cabeça, caminhou devagarinho até o cadáver e ergueu o lenço branco que lhe cobria o rosto. Por alguns segundos fitou na cara morta os olhos tristes. Depois deixou cair o lenço, afastou-se enxugando as lágrimas com as costas das mãos e entrou no quarto vizinho.
    O velho calvo suspirou.
     — Pouca gente... O militar passou o lenço pela testa suada. 
    — Muito pouca. E o calor está brabo. 
    — E ainda é cedo.
     O capitão tirou o relógio: faltava um quarto para as oito. 
    (Um lugar ao sol, 1978.)
    Assinale a alternativa em que a reformulação do último período do texto incorporou a segunda oração ao conjunto como discurso indireto estrito.
    Escolha uma alternativa para a questão 98fd8ac9-35
  • Linguagens

    Português

    A  questão, abordam um fragmento de um artigo de Mônica Fantin sobre o uso dos tablets no ensino, postado na seção de blogues do jornal Gazeta do Povo em 16.05.2013:

                                                          Tablets nas escolas


        Ou seja, não é suficiente entregar equipamentos tecnológicos cada vez mais modernos sem uma perspectiva de formação de qualidade e significativa, e sem avaliar os programas anteriores. O risco é de cometer os mesmos equívocos e não potencializar as boas práticas, pois muda a tecnologia, mas as práticas continuam quase as mesmas.

       Com isso, podemos nos perguntar pelos desafios da didática diante da cultura digital: o tablet na sala de aula modifica a prática dos professores e o cotidiano escolar? Em que medida ele modifica as condições de aprendizagem dos estudantes? Evidentemente isso pode se desdobrar em inúmeras outras questões sobre a convergência de tecnologias e linguagens, sobre o acesso às redes na sala de aula e sobre a necessidade de mediações na perspectiva dos novos letramentos e alfabetismos nas múltiplas linguagens.


       Outra questão que é preciso pensar diz respeito aos conteúdos digitais. Os conteúdos que estão sendo produzidos para os tablets realmente oferecem a potencialidade do meio e sua arquitetura multimídia ou apenas estão servindo como leitores de textos com os mesmos conteúdos dos livros didáticos? Quem está produzindo tais conteúdos digitais? De que forma são escolhidos e compartilhados?

       Ou seja, pensar na potencialidade que o tablet oferece na escola — acessar e produzir imagens, vídeos, textos na diversidade de formas e conteúdos digitais — implica em repensar a didática e as possibilidades de experiências e práticas educativas, midiáticas e culturais na escola ao lado de questões econômicas e sociais mais amplas. E isso necessariamente envolve a reflexão crítica sobre os saberes e fazeres que estamos produzindo e compartilhando na cultura digital.

                                                                             (Tablets nas escolas. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado.)


    Com a expressão potencializar as boas práticas, a autora salienta que
    Escolha uma alternativa para a questão 990343dd-35
  • Linguagens

    Português

    A  questão, abordam um fragmento de um artigo de Mônica Fantin sobre o uso dos tablets no ensino, postado na seção de blogues do jornal Gazeta do Povo em 16.05.2013:

                                                          Tablets nas escolas


        Ou seja, não é suficiente entregar equipamentos tecnológicos cada vez mais modernos sem uma perspectiva de formação de qualidade e significativa, e sem avaliar os programas anteriores. O risco é de cometer os mesmos equívocos e não potencializar as boas práticas, pois muda a tecnologia, mas as práticas continuam quase as mesmas.

       Com isso, podemos nos perguntar pelos desafios da didática diante da cultura digital: o tablet na sala de aula modifica a prática dos professores e o cotidiano escolar? Em que medida ele modifica as condições de aprendizagem dos estudantes? Evidentemente isso pode se desdobrar em inúmeras outras questões sobre a convergência de tecnologias e linguagens, sobre o acesso às redes na sala de aula e sobre a necessidade de mediações na perspectiva dos novos letramentos e alfabetismos nas múltiplas linguagens.


       Outra questão que é preciso pensar diz respeito aos conteúdos digitais. Os conteúdos que estão sendo produzidos para os tablets realmente oferecem a potencialidade do meio e sua arquitetura multimídia ou apenas estão servindo como leitores de textos com os mesmos conteúdos dos livros didáticos? Quem está produzindo tais conteúdos digitais? De que forma são escolhidos e compartilhados?

       Ou seja, pensar na potencialidade que o tablet oferece na escola — acessar e produzir imagens, vídeos, textos na diversidade de formas e conteúdos digitais — implica em repensar a didática e as possibilidades de experiências e práticas educativas, midiáticas e culturais na escola ao lado de questões econômicas e sociais mais amplas. E isso necessariamente envolve a reflexão crítica sobre os saberes e fazeres que estamos produzindo e compartilhando na cultura digital.

                                                                             (Tablets nas escolas. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado.)


    O adjetivo midiático, empregado no feminino plural (midiáticas), diz respeito a
    Escolha uma alternativa para a questão 990c5698-35
  • Linguagens

    Português

    A  questão, abordam um fragmento de um artigo de Mônica Fantin sobre o uso dos tablets no ensino, postado na seção de blogues do jornal Gazeta do Povo em 16.05.2013:

                                                          Tablets nas escolas


        Ou seja, não é suficiente entregar equipamentos tecnológicos cada vez mais modernos sem uma perspectiva de formação de qualidade e significativa, e sem avaliar os programas anteriores. O risco é de cometer os mesmos equívocos e não potencializar as boas práticas, pois muda a tecnologia, mas as práticas continuam quase as mesmas.

       Com isso, podemos nos perguntar pelos desafios da didática diante da cultura digital: o tablet na sala de aula modifica a prática dos professores e o cotidiano escolar? Em que medida ele modifica as condições de aprendizagem dos estudantes? Evidentemente isso pode se desdobrar em inúmeras outras questões sobre a convergência de tecnologias e linguagens, sobre o acesso às redes na sala de aula e sobre a necessidade de mediações na perspectiva dos novos letramentos e alfabetismos nas múltiplas linguagens.


       Outra questão que é preciso pensar diz respeito aos conteúdos digitais. Os conteúdos que estão sendo produzidos para os tablets realmente oferecem a potencialidade do meio e sua arquitetura multimídia ou apenas estão servindo como leitores de textos com os mesmos conteúdos dos livros didáticos? Quem está produzindo tais conteúdos digitais? De que forma são escolhidos e compartilhados?

       Ou seja, pensar na potencialidade que o tablet oferece na escola — acessar e produzir imagens, vídeos, textos na diversidade de formas e conteúdos digitais — implica em repensar a didática e as possibilidades de experiências e práticas educativas, midiáticas e culturais na escola ao lado de questões econômicas e sociais mais amplas. E isso necessariamente envolve a reflexão crítica sobre os saberes e fazeres que estamos produzindo e compartilhando na cultura digital.

                                                                             (Tablets nas escolas. www.gazetadopovo.com.br. Adaptado.)


    No último período do texto, os termos saberes e fazeres são
    Escolha uma alternativa para a questão 9923a2fc-35
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, UNESP 2014, Interpretação de texto | Reading comprehension Segundo as informações presentes na tira, os dois homens
    Escolha uma alternativa para a questão 99293414-35