Geografia
- Geografia Física
- Prova de 2016
- UEMG
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 2D5EEE98-A6
Analise os gráficos a seguir:

Instituição
716 questões de Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG), de 2010 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
Analise os gráficos a seguir:

Analise a imagem a seguir:

Analise o mapa a seguir:

As estrofes a seguir pertencem à música de Teixeirinha, denominada “24 de agosto”, produzida em 1962 e presente na 6ª faixa do disco LP “Saudades de Passo Fundo”. A música homenageia Getúlio Vargas.
“Vinte e quatro de agosto a terra estremeceu
Os rádios anunciaram o fato que aconteceu
As nuvens cobriram o céu, o povo em geral sofreu
O Brasil se vestiu de luto, Getúlio Vargas morreu!
Seu nome ficou na história pra nossa recordação
Seu sorriso era a vitória da nossa imensa nação
Com saúde, ele venceu guerra e revolução
Depois foi morrer à bala pela sua própria mão”.
(Adapatado)
Considerando a letra da música e os conhecimentos históricos sobre o tema, assinale a alternativa INCORRETA.
“As denúncias de que o exército brasileiro ao lutar na guerra (1864-1870) era formado por escravos não são novas. Ao contrário, têm pelo menos cento e vinte anos. Seus primeiros autores foram os redatores dos jornais paraguaios da época que tratavam de menosprezar o exército brasileiro com base no duvidoso argumento de que, por ser formado por negros, deveria ser de qualidade inferior”.
TORAL, André Amaral de. A participação dos negros escravos na guerra do Paraguai. Estudos Avançados. v. 9, nº 24, São Paulo, May/ Aug. 1995 (Adaptado).
Sobre os negros como partícipes da Guerra do Paraguai, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
I. Os exércitos paraguaio, brasileiro e uruguaio tinham alguns batalhões formados exclusivamente por negros. Como exemplos, tem-se o Corpo dos Zuavos da Bahia e o batalhão uruguaio Florida.
II. Na época da Guerra do Paraguai, não existiam negros escravos ou ex-escravos no exército paraguaio. A escravidão havia sido abolida no Paraguai em 1842, por Carlos Lopes, pai de Francisco Solano López.
III. Na época da guerra (1864-1870), no Paraguai, o negro brasileiro era representado como inimigo. O exército brasileiro era o exército macacuno e seus líderes, segundo a propaganda lopizta, eram macacos que pretendiam escravizar o povo paraguaio, conduzindo-os da liberdade à escravidão.
IV. Havia negros no exército brasileiro na Guerra do Paraguai, mas eles já tinham sido libertos.
Com base nos dois depoimentos e na imagem a seguir, considerando o que pode ser relacionado a essas fontes históricas, assinale a alternativa INCORRETA.
• “Eu tenho conhecimento de mais acidentes no início do dia do que no final. Eu fui, inclusive, testemunha de um deles. Uma criança estava trabalhando a lã, isto é, preparando a lã para a máquina, mas a alça a prendeu, como ela foi pega de surpresa, acabou sendo levada para dentro do mecanismo; e nós encontramos seus membros em um lugar, outro acolá, e ela foi cortada em pedaços; todo o seu corpo foi mandado para dentro e foi totalmente mutilado”. (John Allett começou a trabalhar em uma fábrica de têxteis quando tinha quatorze anos. Allett tinha cinquenta e três anos quando foi entrevistado por Michael Sadler e seu Comitê da Câmara dos Comuns, em 21 de maio de 1832.).
• “Os primeiros dias de setembro foram muito quentes. Os jornais noticiavam que homens e cavalos caiam mortos nos campos de produção agrícola. Ainda assim, a temperatura nunca passava de 29°C durante a parte mais quente do dia. Qual era então a situação das pobres crianças que estavam condenadas a trabalhar quatorze horas por dia, em uma temperatura média de 28°C? Pode algum homem, com um coração em seu peito e uma língua em sua boca, não se habilitar a amaldiçoar um sistema que produz tamanha escravidão e crueldade?” (William Cobbett fez um artigo sobre uma visita a uma fábrica de tecidos que aconteceu em setembro de 1824).

“O acidente em Mariana ficou conhecido no Brasil como o maior desastre ambiental da história e deixou 19 pessoas mortas, além de destruir o distrito de Bento Rodrigues, contaminar a Bacia Hidrográfica do Rio Doce e comprometer o abastecimento de água e a produção de alimentos em diversas cidades da região.”
Disponível em: <http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2017-08/juiz-suspende-acao-criminal-contra-mineradoras-por-acidente-em-mariana >. Acesso em: 21 nov. 2017.
Sobre o rompimento da Barragem Fundão em Mariana, é correto afirmar que
“A Espanha, assim como inúmeros outros Estados atualmente constituídos, é um território multinacional, ou seja, é formada por várias nações ou por diversos grupos étnicos regionais com identidade nacional diferenciada àquela do país ao qual pertencem. Nesse sentido, esse território é um dos principais locais do mundo em que há movimentos separatistas, com um forte clamor pela independência local em busca da constituição de um novo país.”
Disponível em: <http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/geografia/movimentos-separatistas-na-catalunha.htm> . Acesso em: 23 nov. 2017.
Referente às diversas nacionalidades que coexistem no território estatal da Espanha, assinale a alternativa correta.
DESENREDO
Adélia Prado
Grande admiração me causam os navios
e a letra de certas pessoas que esforço por imitar.
Dos meus, só eu conheço o mar.
Conto e reconto, eles dizem “anh”.
E continuam cercando o galinheiro de tela.
Falo da espuma, do tamanho cansativo das águas,
eles nem lembram que tem o Quênia,
nem de leve adivinham que estou pensando em Tanzânia.
Afainosos me mostram o lote: aqui vai ser a cozinha,
logo ali a horta de couve.
Não sei o que fazer com o litoral.
Fazia tarde bonita quando me inseri na janela, entre meus tios,
e vi o homem com a braguilha aberta,
o pé de rosa-doida enjerizado de rosas.
Horas e horas conversamos inconscientemente em português
como se fora esta a única língua do mundo.
Antes e depois da fé eu pergunto cadê os meus que se foram,
porque sou humana, com capricho tampo o restinho de molho na panela.
Saberemos viver uma vida melhor que esta,
quando mesmo chorando é tão bom estarmos juntos?
Sofrer não é em língua nenhuma.
Sofri e sofro em Minas Gerais e na beira do oceano.
Estarreço de estar viva. Ó luar do sertão,
ó matas que não preciso ver pra me perder,
ó cidades grandes, Estados do Brasil que amo como se os tivesse inventado.
Ser brasileiro me determina de modo emocionante
e isto, que posso chamar de destino, sem pecar,
descansa meu bem querer.
Tudo junto é inteligível demais e eu não suporto.
Valha-me noite que me cobre de sono.
O pensamento da morte não se acostuma comigo.
Estremecerei de susto até dormir.
E no entanto é tudo tão pequeno.
Para o desejo do meu coração
o mar é uma gota.
Disponível em: <http://bernardesdemoura.blogspot.com.br/2004/12/adlia-prado.html> . Acesso em: 24 nov. 2017.
Ao ler o poema apresentado, que faz uma leitura do Brasil considerando vários elementos
da paisagem, do território e da formação do País a partir da perspectiva de uma geografia
histórica, é correto afirmar que
A propalada crise climática global atual tem, como uma de suas causas, a emissão de dióxido de carbono (CO²) na atmosfera. A criação de Créditos de Carbono foi umas das supostas saídas encontradas para o problema.
Sobre os Créditos de Carbono, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Cada Crédito de Carbono é equivalente a 1T (uma tonelada) de CO² não emitida ou retirada da atmosfera por um País.
( ) Os Créditos de Carbono foram criados, em 1997, no Japão, quando houve a assinatura do Protocolo de Kyoto pelos países que se comprometeram a assinar esse acordo.
( ) Os Estados Unidos, maior emissor de gases poluentes do mundo, lidera a aplicação das políticas definidas no Protocolo de Kyoto.
( ) Créditos de Carbono são certificados negociados como mercadorias nas bolsas de valores.
Leia o fragmento a seguir:
“Desde o início de 1964, em torno das propostas de reformas de base, intensificavam-se as manifestações de apoio e de repulsa ao governo de João Goulart. Em 31 de março, um alto escalão de oficiais do Exército, com o apoio de vários governantes, como Magalhães Pinto, de Minas Gerais, Carlos Lacerda, da Guanabara, e Adhemar de Barros, de São Paulo, rebelou-se contra o governo de Jango. O golpe teve um desfecho rápido e bem-sucedido. Culminou com a deposição do presidente João Goulart, que deixou Brasília e se dirigiu para o Rio Grande do Sul. Era o início da ditadura comandada pelos militares também chamada de ‘Anos de Chumbo’”.
FONTE: Vicentino, Cláudio. Projeto Radix: História. 2ª ed. – São Paulo: Scipione, 2012. [Fragmento: Adaptado]
Sobre o período a que se refere o fragmento apresentado, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Na área econômica, os governos militares promoveram a abertura do mercado ao capital e às empresas estrangeiras, ampliando a internacionalização da economia.
( ) A ditadura militar formou um eficiente serviço de propaganda, que buscava despertar o sentido de patriotismo na população com slogans como “Este é um país que vai pra frente”; “Ninguém segura esse país”; “Brasil, ame-o ou deixe-o”.
( ) A junta formada após a deposição de Jango teve como primeira medida a decretação do Ato Institucional nº 1 (AI-1) que estabeleceu eleições indiretas para Presidência da República.
( ) Ainda no governo de Castelo Branco foi decretado o Ato Institucional nº 4 (AI-4) que definiu as orientações que nortearam a elaboração da nova Constituição, outorgada em janeiro de 1967.
( ) No governo Costa e Silva, políticos cassados pela ditadura, estudantes e trabalhadores de diversas categorias aliaram-se para formar a “Frente Ampla”.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Com o fim do governo de Floriano Peixoto, em 1894, o Brasil passou a ser governado por uma Oligarquia. Durante a República Oligárquica, o Partido Republicano Mineiro (PRM) e o Partido Republicano Paulista (PRP) indicavam e sustentavam o presidente de acordo com seus interesses, afora algumas exceções.
Sobre essas exceções, relacione a COLUNA I que apresenta o nome do presidente com a descrição de sua atuação da COLUNA II.
COLUNA I
1- Afonso Pena (1906 – 1909).
2- Nilo Peçanha (1909- 1910).
3- Venceslau Brás (1914 – 1918).
4- Artur Bernardes (1922 – 1926).
5- Washington Luís (1926 – 1930).
COLUNA II
( ) Último presidente da oligarquia, fluminense, conhecido como “paulista de Macaé”, seu lema foi “governar é abrir estradas”.
( ) Esse mineiro sucedeu Hermes da Fonseca, restabelecendo a política do “café com leite”, seu governo foi marcado por uma grande guerra.
( ) O governo desse mineiro foi marcado pela oposição dos militares de baixa patente, o que o levou a decretar estado de sítio inúmeras vezes.
( ) Presidente mineiro que pôs em prática a política de valorização do café estabelecida no Convênio de Taubaté. Não concluiu seu governo devido à morte súbita.
( ) Afiliado ao Partido Republicano Fluminense, assumiu a
presidência após disputa acirrada entre candidato gaúcho e
baiano.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Leia o fragmento a seguir:
“Então, quando o cabo do braçalote gemeu, encapelando-se no Cais da verga até os cotovelos do horizonte sem fim, sua memória também rangeu com os dentes da catraca, e pôde lembrar-se de quando estourara a notícia da prisão [...]: o outrora arguto Conde de Oeiras fora considerado traidor e condenado à morte. Subira ao trono [...] e com ela todo o desencanto com a monarquia.”
Fonte: BARRETO, Antônio. A barca dos amantes. 4ª ed. Belo Horizonte[MG]: Lê, p. 27. 2018. [Fragmento: Adaptado]
O fragmento de Antônio Barreto, na obra “A barca dos amantes”, em suas lacunas, retrata personagens históricos como, EXCETO:
Leia o fragmento a seguir:
“Consiste na continuidade da área continental emersa e pode atingir uma profundidade de cerca de 200m. Caracteriza-se por ser uma planície submersa que margeia todos os continentes, em uma extensão que varia de 70 a 1000km”.
Fonte: MARTINS, DADA et. al. Geografia no cotidiano: ensino médio. Curitiba. Base Editorial. 2016. p. 118.
O fragmento se refere à forma de relevo submarino, cujo nome é: