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Instituição

Questões: Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ) — com gabarito

1.157 questões de Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ), de 2006 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 1.157 questões
  • 16 provas

Resultados: 1.157 questões

Página 21 de 58

  • Ciências Humanas

    História

    Criado no século XIII, o Santo Ofício foi a instituição responsável pela Inquisição, utilizada para reprimir os movimentos religiosos que questionavam a autoridade da Igreja Católica e dos reis.

    Em relação ao período conhecido como Reforma e Contra Reforma, pode-se afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 5a5a8340-af
  • Ciências Humanas

    História

    “Ainda estou atolado nesta trincheira (...) Não me lavei, nem mesmo cheguei a tirar a roupa, e a média de sono, a cada 24 horas, tem sido de duas horas e meia. Não creio que já tenhamos começado a rastejar como animais, mas não acredito que me tivesse dado conta se já houvesse começado, é uma questão de somenos.”

    Capitão Edvin Gerard Venning, França .

    MARQUES, Ademar e outros.História Contemporânea através dos textos. São Paulo, Contexto, 1990, p. 119.



    Sobre a primeira Guerra Mundial, assinale a alternativa correta
    Escolha uma alternativa para a questão 5a60f0eb-af
  • Ciências Humanas

    História

    Assinale a alternativa que melhor identifica a chamada Guerra Farroupilha, ocorrida entre 1835 e 1845 no sul do Brasil.
    Escolha uma alternativa para a questão 5a652718-af
  • Ciências Humanas

    História

    “Conhecemos os sentimentos de desconfiança e cólera provocados, entre os operários, pelo aparecimento do maquinismo. Sua luta contra as máquinas e, em geral, contra as inovações técnicas, é o episódio mais conhecido de toda essa história.”


    Mantoux,Paul. A Revolução Industrial do século XVII. São Paulo, UNESP,s/d, p. 407.


    Em relação a esse movimento, conhecido pelo nome de ludismo, pode-se afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 5a68afe9-af
  • Conhecido internacionalmente como o mais importante movimento social do mundo contemporâneo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra tem enfrentado novos desafios nos últimos anos, em razão da consolidação do programa de Bolsa Família do governo federal.


    Em relação ao MST, pode-se afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão 5a6ea244-af
  • Matemática

    Matemática

    Após se encher um determinado recipiente com água, construiu-se o gráfico abaixo, formado pela justaposição de dois segmentos de reta com inclinações diferentes, o qual indica a altura do nível da água em função do volume no recipiente.

    Imagem da questão de Matemática, CEDERJ 2011, Análise de Tabelas e Gráficos

    Considere esse gráfico e indique qual é o formato do recipiente correspondente a ele.
    Escolha uma alternativa para a questão 5a839915-af
  • Ciências da Natureza

    Química

    O sulfato de amônio, (NH4 )2 SO4 , dissolve-se em água para formar uma solução condutora com os íons NH4 + e SO4 =. A equação não balanceada para a reação que tem lugar quando esse sólido iônico se dissolve em água é


    (NH4 )2 SO4(s) --------> NH4 +(aq) + SO4 = (aq).


    Supondo que se dissolvem 1,32 g de sulfato de amônio em 0,500 litros de água, pode-se afirmar que as concentrações em mols.L-1 de NH4 +(aq) e de SO4 = (aq), respectivamente, são
    Escolha uma alternativa para a questão 5a878bd1-af
  • Ciências da Natureza

    Química

    A 400º C, uma mistura gasosa de H2 , I2 e HI em equilíbrio contém 0,0031 mols de H2 , 0,0031 mols de I2 e 0,0029 mols de HI por litro. Ao ser alcançado o equilíbrio, verifica-se que o valor da constante de equilíbrio em termos de concentração (Kc ) é igual a 59,4. A reação que se processa pode ser escrita da seguinte maneira:


    H2(g) + I2(g) Imagem da questão de Química, CEDERJ 2011, Equilíbrio Químico 2HI(g)


    Que alterações farão variar a constante de equilíbrio da reação entre o H2(g) e o I2(g)?


    I adição de um catalisador
    II aumento da pressão (temperatura constante)
    III aumento da concentração dos reagentes
    IV aumento da temperatura
    V aumento da concentração dos produtos
    Escolha uma alternativa para a questão 5a8d077b-af
  • Ciências da Natureza

    Química

    Têm-se duas substâncias X e Y, sendo a primeira orgânica e a segunda inorgânica. Com relação a X e Y, afirma-se que:



    I a maioria das reações de X são mais rápidas do que as de Y;

    II X é solúvel em solventes apolares e Y em solventes polares;

    III X provavelmente tem isômeros; Y não os tem.



    Assinale a alternativa que apresenta as afirmações corretas em relação a X e Y.

    Escolha uma alternativa para a questão 5a95b437-af
  • Linguagens

    Espanhol

    Lee, con atención, los siguientes textos y señala la opción correcta:

    TEXTO I

    Hay una hermosa creencia que explica que, en una tierra antigua, existe un libro maravilloso que posee la fórmula secreta para cambiar la vida de los hombres. Cuentan que nadie fue capaz de encontrarlo, aunque partieron en su búsqueda caballeros valientes y aventureros indómitos que surcaron los mares o se perdieron en la oscuridad de los bosques misteriosos.Tal vez, aquel libro era guardado em una casa tenebrosa, en un lugar incierto donde una voz buscaba con insistencia cada medianoche la luz de la tierra, deseosa de leer en aquellas páginas
    La imaginación ha fantaseado a lo largo del tiempo con los poderes quiméricos del libro. En nuestros días, hemos redescubierto el poder de la lectura. No existe un libro que oculte una fórmula para cambiar nuestras vidas. No existe el secreto que resuelva o transforme la miseria y el drama de nuestro tiempo. No obstante, todavía me atrevo a creer en el poder de transformación que genere la lectura de un libro. Aunque leer continúa siendo un privilegio.

    La realidad es nuestra primera lectura. Cuando yo era niño comenzábamos a leer en las hojas de los árboles, en uma corriente de agua, en las formas de las nubes, en el vuelo de un pájaro, en los gestos humanos, en todo aquello que sucedía en nuestro entorno. Los niños de hoy comienzan a leer en las representaciones de la realidad que les ofrece el televisor. Aunque parezca que se abran horizontes, se trata de una forma empobrecida de ver el mundo. Hace algún tiempo, Fabricio Caivano escribía en las páginas de El País: “ El espectáculo instantáneo de las cosas del mundo es apasionante, pero por eso mismo inocula abulia intelectual e inhibe una razonable reflexión sobre ellas. Y el pensar pide empeño y tiempo”.

    Hoy es frecuente considerar que la televisión funciona como una droga. El consumo de imágenes modifica el comportamiento y el psiquismo de sus adeptos, crea dependencia, agitación, dificultad para la concentración y retarda algunos aprendizajes, por ejemplo el de la lectura. La realidad que la televisión convierte en espectáculo es ambigua y por eso es temible, porque substituye la forma que tiene esa realidad de existir. Un espectáculo que se nutre fundamentalmente de imágenes oscuras: el miedo, la amenaza, la catástrofe. Diría que se complace en transmitir las turbulencias del mundo, que tiene necesidad de convertir en espectáculo la miseria y el dolor contemporáneos. No dudo que pueda llegar a ser un instrumento prodigioso: testimonio y arma de combate. Bernard Pivot, persiste en creer que, cuando la televisión está bien utilizada, puede ser un instrumento formidable de adquisición de conocimiento, de diversión y de cohesión social. Puede incluso estimular la lectura y facilitar la difusión del libro. 

    Adaptado de NO HAY ESPECTÁCULO MÁS HERMOSO, de Gabriel Janer Manila (Texto integral disponible en http://www.revistaeducacion.mec.es/ re2005/re2005_14.pdf)



    Imagem da questão de Espanhol, CEDERJ 2011, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura
    En el primer párrafo hay ciertos elementos lingüísticos que sugieren indefinición y que hacen referencia a la irrealidad de un hecho narrado; son los siguientes:
    Escolha uma alternativa para a questão 5aa2da25-af
  • Ciências da Natureza

    Física

    Uma certa quantidade de um gás ideal ocupa metade de um recipiente isolante térmico. A partição desse recipiente é retirada e o gás expande livremente, ocupando todo o volume do recipiente. Assinale a alternativa que representa as relações entre as pressões (Pf e PI) e as temperaturas (Tf e TI) e as temperaturas finais e iniciais do gás, respectivamente.
    Escolha uma alternativa para a questão 5ac9718b-17
  • Ciências da Natureza

    Física

    A figura abaixo ilustra como variam as velocidades de dois veículos (I e II) em função do tempo. Assinale a alternativa que representa a relação entre as acelerações dos veículos I e II.

    Imagem da questão de Física, CEDERJ 2012, Cinemática
    Escolha uma alternativa para a questão 5c0d6440-17
  • Ciências da Natureza

    Física

    Um garoto submerso em uma piscina e uma menina deitada na borda da mesma observam-se mutuamente. Assinale a alternativa que representa as relações entre a profundidade real do menino Prg e a sua profundidade aparente Pag vista pela menina, assim como a altura real em que a menina se encontra em relação à superfície da água Arm e a sua altura aparente vista pelo garoto Aam

    Imagem da questão de Física, CEDERJ 2012, Estática e Hidrostática
    Escolha uma alternativa para a questão 5d51d766-17
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Os Estados Unidos levam bronca e perdem a posição de melhor aluno da classe (capitalista); a China é chamada a socorrer os caixas e impulsionar o crescimento global. A China mostra-se muito generosa, tendo acumulado US$ 1,170 trilhão em títulos do tesouro norte-americano.

    BULARD, M. Vícios chineses. Le Monde Diplomatique Brasil, ano 5, n. 50, set. 2011, p. 15.

    A situação descrita evidencia a atual condição mundial da China como
    Escolha uma alternativa para a questão 5e98feb0-17
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Primeiro, vieram políticas protecionistas na economia que geraram a reclamação formal de 40 países na Organização Mundial do Comércio (OMC), em março. Depois o governo argentino fez uma ameaça em pleno tiroteio verbal sobre a soberania das Ilhas Malvinas. Esta semana, o governo argentino resolveu nacionalizar a empresa YFP, filial da REPSOL.

    GONÇALVES, J. O que se passa na cabeça da presidenta argentina? O Dia, 22 abr. 2012, p. 33. Adaptado.

    Os impasses descritos, referentes às Ilhas Malvinas e à empresa YFP, colocam a Argentina em posição de confronto, respectivamente, com os seguintes países europeus:
    Escolha uma alternativa para a questão 5fe4fe60-17
  • Ciências Humanas

    Geografia

    BRASIL: REBANHO BOVINO

    Imagem da questão de Geografia, CEDERJ 2012, Agropecuária

    A análise do quantitativo do rebanho bovino demonstra que a maior concentração desse rebanho está localizada na seguinte porção do território brasileiro:
    Escolha uma alternativa para a questão 612c0fe7-17
  • Linguagens

    Português

    NÃO SE COME DINHEIRO
    Ailton Krenak

         Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos a baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele. Além da matança de todos os outros humanos que nós achamos que não tinham nada, que estavam aí só para nos suprir com roupa, comida, abrigo. Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade - que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições -, foram devastando tudo ao seu redor. É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são as sub-humanidades. Não são só os caiçaras, quilombolas e os povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo o que não interessa; o que sobra, a sub-humanidade - alguns de nós fazemos parte dela.
         É incrível que esse vírus que está aí agora esteja atingindo só as pessoas. Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver.” [...] Estamos sendo lembrados de que somos tão vulneráveis que, se cortarem nosso ar poralguns minutos, nós morremos. Não é preciso nenhum sistema bélico complexo para apagar essa tal humanidade: se extingue com a mesma facilidade que os mosquitos de uma sala depois de aplicado um aerossol. Nós não estamos com nada: essa é a declaração da Terra.
         E, se nós não estamos com nada, deveríamos ter contato com a experiência de estar vivos para além dos aparatos tecnológicos que podemos inventar. A ideia da economia, por exemplo, essa coisa invisível a não ser por aquele emblema de cifrão. Pode ser uma ficção afirmar que se a economia não estiver funcionando plenamente nós morremos. Nós poderíamos colocar todos os dirigentes do banco central em um cofre gigante e deixá-los vivendo lá, qual economia deles. Ninguém come dinheiro.
         Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciãos do povo lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Um Manee, também conhecido como Vernon Foster.
    (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: "quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da Terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.

    KRENAK, Ailton. Não se come dinheiro. In: Avida não é útil.
    SP: Companhia das Letras, 2020. Adaptado.
    O título do texto I, "Não se come dinheiro”, sintetiza a seguinte discussão presente no texto:
    Escolha uma alternativa para a questão 625eff02-8e
  • Linguagens

    Português

    NÃO SE COME DINHEIRO
    Ailton Krenak

         Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos a baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele. Além da matança de todos os outros humanos que nós achamos que não tinham nada, que estavam aí só para nos suprir com roupa, comida, abrigo. Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade - que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições -, foram devastando tudo ao seu redor. É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são as sub-humanidades. Não são só os caiçaras, quilombolas e os povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo o que não interessa; o que sobra, a sub-humanidade - alguns de nós fazemos parte dela.
         É incrível que esse vírus que está aí agora esteja atingindo só as pessoas. Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver.” [...] Estamos sendo lembrados de que somos tão vulneráveis que, se cortarem nosso ar poralguns minutos, nós morremos. Não é preciso nenhum sistema bélico complexo para apagar essa tal humanidade: se extingue com a mesma facilidade que os mosquitos de uma sala depois de aplicado um aerossol. Nós não estamos com nada: essa é a declaração da Terra.
         E, se nós não estamos com nada, deveríamos ter contato com a experiência de estar vivos para além dos aparatos tecnológicos que podemos inventar. A ideia da economia, por exemplo, essa coisa invisível a não ser por aquele emblema de cifrão. Pode ser uma ficção afirmar que se a economia não estiver funcionando plenamente nós morremos. Nós poderíamos colocar todos os dirigentes do banco central em um cofre gigante e deixá-los vivendo lá, qual economia deles. Ninguém come dinheiro.
         Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciãos do povo lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Um Manee, também conhecido como Vernon Foster.
    (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: "quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da Terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.

    KRENAK, Ailton. Não se come dinheiro. In: Avida não é útil.
    SP: Companhia das Letras, 2020. Adaptado.
    "Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele.”

    As expressões introduzidas pelos dois-pontos estabelecem com o trecho anterior uma relação de:
    Escolha uma alternativa para a questão 6264c494-8e
  • Linguagens

    Português

    NÃO SE COME DINHEIRO
    Ailton Krenak

         Quando falo de humanidade não estou falando só Homo sapiens, me refiro a uma imensidão de seres que nós excluímos desde sempre: caçamos a baleia, tiramos barbatanas de tubarão, matamos leão e o penduramos na parede para mostrar que somos mais bravos que ele. Além da matança de todos os outros humanos que nós achamos que não tinham nada, que estavam aí só para nos suprir com roupa, comida, abrigo. Somos a praga do planeta, uma espécie de ameba gigante. Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade - que está na declaração universal dos direitos humanos e nos protocolos das instituições -, foram devastando tudo ao seu redor. É como se tivessem elegido uma casta, a humanidade, e todos que estão fora dela são as sub-humanidades. Não são só os caiçaras, quilombolas e os povos indígenas, mas toda vida que deliberadamente largamos à margem do caminho. E o caminho é o progresso: essa ideia prospectiva de que estamos indo para algum lugar. Há um horizonte, estamos indo para lá, e vamos largando no percurso tudo o que não interessa; o que sobra, a sub-humanidade - alguns de nós fazemos parte dela.
         É incrível que esse vírus que está aí agora esteja atingindo só as pessoas. Foi uma manobra fantástica do organismo da Terra (...) dizer: "Respirem agora, eu quero ver.” [...] Estamos sendo lembrados de que somos tão vulneráveis que, se cortarem nosso ar poralguns minutos, nós morremos. Não é preciso nenhum sistema bélico complexo para apagar essa tal humanidade: se extingue com a mesma facilidade que os mosquitos de uma sala depois de aplicado um aerossol. Nós não estamos com nada: essa é a declaração da Terra.
         E, se nós não estamos com nada, deveríamos ter contato com a experiência de estar vivos para além dos aparatos tecnológicos que podemos inventar. A ideia da economia, por exemplo, essa coisa invisível a não ser por aquele emblema de cifrão. Pode ser uma ficção afirmar que se a economia não estiver funcionando plenamente nós morremos. Nós poderíamos colocar todos os dirigentes do banco central em um cofre gigante e deixá-los vivendo lá, qual economia deles. Ninguém come dinheiro.
         Hoje de manhã eu vi um indígena norte-americano do conselho dos anciãos do povo lakota falar sobre o coronavírus. É um homem de uns setenta e poucos anos, chamado Wakya Um Manee, também conhecido como Vernon Foster.
    (Vernon, que é um típico nome americano, pois quando os colonos chegaram na América, além de proibirem as línguas nativas, mudavam os nomes das pessoas.) Pois, repetindo as palavras de um ancestral, ele dizia: "quando o último peixe estiver nas águas e a última árvore for removida da Terra, só então o homem perceberá que ele não é capaz de comer seu dinheiro”.

    KRENAK, Ailton. Não se come dinheiro. In: Avida não é útil.
    SP: Companhia das Letras, 2020. Adaptado.
    "Ao longo da história, os humanos, aliás, esse clube exclusivo da humanidade...”

    O uso do vocábulo aliás marca entre as partes da frase uma relação de:
    Escolha uma alternativa para a questão 626762c3-8e