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Instituição

Questões: Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ) — com gabarito

1.157 questões de Centro de Educação Superior a Distância do Estado do Rio de Janeiro (CEDERJ), de 2006 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 1.157 questões
  • 16 provas

Resultados: 1.157 questões

Página 47 de 58

  • Ciências da Natureza

    Física

    Certa massa de gás estava contida em um recipiente de 45 L, à temperatura de 33ºC e à pressão de 6 atm. Sabendo que essa massa foi transferida para um reservatório de 90 L, à pressão de 6 atm, no novo reservatório,
    Escolha uma alternativa para a questão a1c970ae-df
  • Ciências da Natureza

    Química

    A concentração do íon Mg2+(aq) e do íon Cl- (aq) em uma solução preparada pela adição de 190.0 g de MgCl2 em quantidade de H2O suficiente para obter 2.5 L de solução, são aproximadamente:
    Escolha uma alternativa para a questão a1cc4b31-df
  • Ciências da Natureza

    Química

    Considere a seguir as duas reações com os seus respectivos ΔH0 a 25.0 0C sob pressão de 1.0 atm:


    (I) C(s) + O2(g) → CO2(g)          ΔH0 = -393.5 kJ/mol


    (II) C(s) + ½ O2(g)) → CO(g)     ΔH0 = -110.5 kJ/mol



    Considerando as informações, R(constante dos gases perfeitos) = 8.3J K-1 mol-1 , o valor de ΔE0 para cada uma delas será, respectivamente:

    Escolha uma alternativa para a questão a1cf06ac-df
  • Ciências da Natureza

    Química

    Observe as seguintes reações: (I) Cu2+(aq) + 2e- → Cu; (II) Ag+ + 1e- → Ag e, (III) Zn2+ + 2e- → Zn.


    Sabendo-se que soluções de Cu(NO3)2, AgNO3 e Zn(NO3) foram conectadas em série por meio de eletrodos e que 10.0 g de Cu são depositados, é correto afirmar que a massa em gramas de Ag e de Zn além do valor da carga em C, usada, são respectivamente:
    Escolha uma alternativa para a questão a1d188f2-df
  • Linguagens

    Inglês

    Online Education and Its Effective Practice: A Research Review


    By: Anna Sun, Xiufang Chen 



       Online education is here to stay and grow. The review of its history clearly shows that online education has developed rapidly, mostly as a result of Internet connectivity, advanced technology, and a massive market. It has evolved from 19th century correspondence programs to the 21st century’s vibrant and well-designed institutional online courses.



       The fast development of the Internet and the World Wide Web (WWW) has produced numerous benefits to education. Online education provides potential opportunities to open new markets for higher education institutions. Many adult learners may enjoy the flexibility when they have to balance work, study, and family responsibilities. The wide range of various technology advancements used by universities’ online programs may promote the interaction between students and instructors, and among students at large. Finally, the upgraded technology and software may allow instructors, students, and university administrators to collect data, feedback, and evaluation regarding their online experiences.



       We can anticipate that online education will continue to increase its presence and influence higher education through a vigorous process of reshaping, refining, and restructuring. It is unlikely, however, to replace entirely traditional higher education, but merely to be an alternative. But, because of its flexibility and accessibility, online education is gaining in popularity, especially for people who are otherwise unable to obtain education because of physical distance, schedule conflicts, and unaffordable costs.



    Available in: https://www.informingscience.org/

    Publications/3502. Access 28 set. 2022. Adapted

    Internet connectivity, advanced technology, and a massive market are mentioned, in the text, as:
    Escolha uma alternativa para a questão a1d3e9ed-df
  • Linguagens

    Inglês

    Online Education and Its Effective Practice: A Research Review


    By: Anna Sun, Xiufang Chen 



       Online education is here to stay and grow. The review of its history clearly shows that online education has developed rapidly, mostly as a result of Internet connectivity, advanced technology, and a massive market. It has evolved from 19th century correspondence programs to the 21st century’s vibrant and well-designed institutional online courses.



       The fast development of the Internet and the World Wide Web (WWW) has produced numerous benefits to education. Online education provides potential opportunities to open new markets for higher education institutions. Many adult learners may enjoy the flexibility when they have to balance work, study, and family responsibilities. The wide range of various technology advancements used by universities’ online programs may promote the interaction between students and instructors, and among students at large. Finally, the upgraded technology and software may allow instructors, students, and university administrators to collect data, feedback, and evaluation regarding their online experiences.



       We can anticipate that online education will continue to increase its presence and influence higher education through a vigorous process of reshaping, refining, and restructuring. It is unlikely, however, to replace entirely traditional higher education, but merely to be an alternative. But, because of its flexibility and accessibility, online education is gaining in popularity, especially for people who are otherwise unable to obtain education because of physical distance, schedule conflicts, and unaffordable costs.



    Available in: https://www.informingscience.org/

    Publications/3502. Access 28 set. 2022. Adapted

    Two of the benefits of online education, according to the text, are:
    Escolha uma alternativa para a questão a1d649ce-df
  • Linguagens

    Inglês

    Online Education and Its Effective Practice: A Research Review


    By: Anna Sun, Xiufang Chen 



       Online education is here to stay and grow. The review of its history clearly shows that online education has developed rapidly, mostly as a result of Internet connectivity, advanced technology, and a massive market. It has evolved from 19th century correspondence programs to the 21st century’s vibrant and well-designed institutional online courses.



       The fast development of the Internet and the World Wide Web (WWW) has produced numerous benefits to education. Online education provides potential opportunities to open new markets for higher education institutions. Many adult learners may enjoy the flexibility when they have to balance work, study, and family responsibilities. The wide range of various technology advancements used by universities’ online programs may promote the interaction between students and instructors, and among students at large. Finally, the upgraded technology and software may allow instructors, students, and university administrators to collect data, feedback, and evaluation regarding their online experiences.



       We can anticipate that online education will continue to increase its presence and influence higher education through a vigorous process of reshaping, refining, and restructuring. It is unlikely, however, to replace entirely traditional higher education, but merely to be an alternative. But, because of its flexibility and accessibility, online education is gaining in popularity, especially for people who are otherwise unable to obtain education because of physical distance, schedule conflicts, and unaffordable costs.



    Available in: https://www.informingscience.org/

    Publications/3502. Access 28 set. 2022. Adapted

    The authors’ opinion about the future of online education, in the context of higher education (university), expresses their:
    Escolha uma alternativa para a questão a1d8c0b3-df
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, CEDERJ 2006, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    En la primeira frase del texto, el pronombre nosotros se refiere:
    Escolha uma alternativa para a questão ac923400-a9
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, CEDERJ 2006, Interpretação de Texto | Comprensión de Lectura

    La idea principal del texto es:
    Escolha uma alternativa para a questão ae33f787-a9
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, CEDERJ 2006, Modo Verbal (Indicativo, Subjuntivo e Imperativo) | Modo Verbal (Indicativo, Subjuntivo e Imperativo)

    La correspondencia entre forma verbal e infinitivo del verbo está equivocada en:
    Escolha uma alternativa para a questão afc182d3-a9
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, CEDERJ 2006, Modo Verbal (Indicativo, Subjuntivo e Imperativo) | Modo Verbal (Indicativo, Subjuntivo e Imperativo)

    “Pero ahora tengo la impresión...”; la forma verbal equivocada del verbo tener es:
    Escolha uma alternativa para a questão b14215f8-a9
  • Linguagens

    Espanhol

    Imagem da questão de Espanhol, CEDERJ 2006, Demonstrativos | Pronombres Demonstrativos

    “Y, pensándolo bien, toda la literatura latinoamericana ha tratado del amor, y no hay un solo latinoamericano que alguna vez no haya escrito, en secreto, poemas de amor. Después, cuando maduran, estos versos los avergüenzan, y los esconden, y dicen que nadie puede leerlos, para que nadie pueda decir que sucumbieron ante el amor”; la correspondencia equivocada entre pronombre subrayado y su antecedente es:
    Escolha uma alternativa para a questão b2c1f344-a9
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

                      As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

          Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

          A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

          Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

          É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

          O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

         O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

         Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

          Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

          Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

          Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                                 (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
    A ideia central do texto está resumida no seguinte fragmento:
    Escolha uma alternativa para a questão c63dcebc-96
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

                      As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

          Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

          A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

          Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

          É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

          O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

         O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

         Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

          Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

          Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

          Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                                 (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
    Do ponto de vista da estrutura textual, é correto afirmar que o texto “As gravatas de Mário Quintana" é predominantemente
    Escolha uma alternativa para a questão c64319a8-96
  • Linguagens

    Português

    Texto 1

                      As gravatas de Mário Quintana (não basta saber uma língua para entendê-la)

          Como é que uma pessoa se comunica com a outra? Como fazemos para transmitir ideias?

          A resposta parece bastante óbvia: transmitimos ideias usando a língua. Assim, se vou passando na rua e vejo um avestruz (digamos que seja uma rua muito peculiar, onde o tráfego de avestruzes é intenso), digo ao meu amigo: Olha, lá vai um avestruz. Com isso, transmito determinada informação ao meu amigo; em outras palavras, passo para a mente de outra pessoa uma ideia que estava originalmente em minha mente.

          Para isso, evidentemente, é preciso que as duas pessoas em questão conheçam a mesma língua, que ambas chamem aquele animal desajeitado de avestruz; que ambas saibam utilizar os verbos olhar e ir, e assim por diante. Uma vez isso arranjado, as duas pessoas se entenderão. Para que as pessoas se entendam, é necessário – e suficiente – que falem a mesma língua.

          É isso mesmo? Veremos que não. Na verdade, para que se dê a compreensão, mesmo em nível bastante elementar, é necessário que as pessoas tenham muito mais em comum que simplesmente uma língua. Precisam ter em comum um grande número de informações, precisam pertencer a meios culturais semelhantes, precisam mesmo ter, até certo ponto, crenças comuns. Sem isso, a língua simplesmente deixa de funcionar enquanto instrumento de comunicação. Na verdade, a comunicação linguística é um processo bastante precário; depende de tantos fatores que falham com muita frequência, para desânimo de muitos que ficam gemendo Por que é que ele não me entendeu?

          O problema é que o que a língua exprime é apenas uma parte do que se quer transmitir. Geralmente, se pensa no processo de comunicação como uma rua de mão única: a informação passa do falante para o ouvinte (ou do autor para o leitor). Se fosse assim, a estrutura linguística teria de ser suficiente para veicular a mensagem, porque, afinal de contas, a única coisa que o emissor realmente produz é um conjunto de sons (ou de riscos no papel), organizados de acordo com as regras da língua. Mesmo isso, como vimos, depende de alguma coisa por parte do receptor, a saber, o conhecimento das palavras e das regras da língua; mas poderia ser só isso, e as coisas seriam muito mais simples – e, também, talvez os seres humanos se entendessem melhor. (...)

         O significado de uma frase não é simples função de seus elementos constitutivos, mas depende ainda da informação extralinguística. Ou ainda (e aqui me oponho às crenças de boa parte de meus colegas linguistas), uma frase fora de contexto não tem, a rigor, significado.

         Vamos ver o exemplo: seja o sintagma as gravatas de Mário Quintana. Que significa isso? E, em especial, que tipo de relação exprime a preposição de? Evidentemente, de exprime “posse", e o sintagma equivale a as gravatas pertencem a Mário Quintana. Pode parecer, então, que computamos o significado do sintagma simplesmente juntando o significado das palavras: as gravatas + de + Mário Quintana.

          Mas ainda aqui isso é só a primeira impressão. Digamos que o sintagma fosse as gravatas de Pierre Cardin; agora, para alguém que sabe quem é Pierre Cardin, a relação expressa pela preposição de já não precisa ser de posse. Na verdade, é mais provável que se entenda como “autoria", isto é, as gravatas criadas por Pierre Cardin.

          Ora, a preposição é a mesma nos dois casos. De onde vem essa diferença de significado? Simplesmente do que sabemos sobre Mário Quintana (um poeta) e sobre Pierre Cardin (um estilista de moda). Se dissermos os poemas de Mário Quintana, a preposição já não exprimirá posse, mas autoria – porque, já que Mário Quintana é um poeta, é plausível que se fale dos poemas de sua autoria; além do mais, em geral, não se pensa em poemas como tendo possuidor.

          Se a situação é essa, não faz sentido perguntar se o significado da preposição de é de posse ou autoria. Será posse ou autoria segundo o que soubermos dos diversos objetos ou pessoas mencionadas: se se trata de um objeto possuível, como uma gravata, ou não possuível, como um poema; e se se trata de um poeta ou de um costureiro.

                                 (PERINI, Mário A. Sofrendo a gramática. São Paulo: Ática, 2000, páginas 57-60.)
    Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, observando a relação expressa pela preposição “de" e, a seguir, assinale a alternativa que contempla a numeração correta.

    (1) As gravatas de Mário Quintana

    (2) As gravatas de Pierre Cardin

    (3) Os copos de vinho

    (4) Os copos de vidro

    (5) A casa de campo

    (6) A chegada de Paris

    ( ) Procedência

    ( ) Tipo

    ( ) Posse

    ( ) Autoria

    ( ) Conteúdo

    ( ) Matéria
    Escolha uma alternativa para a questão c648f45f-96
  • Linguagens

    Português

    Texto 2

                                        Canção de garoa

                                                                                  Mário Quintana

                                  Em cima do meu telhado
                                  Pirulin lulin lulin,
                                  Um anjo, todo molhado,
                                  Soluça no seu flautim.

                                  O relógio vai bater:
                                  As molas rangem sem fim.
                                  O retrato na parede
                                  Fica olhando para mim.

                                  E chove sem saber por quê...
                                  E tudo foi sempre assim!
                                  Parece que vou sofrer:
                                  Pirulin lulin lulin...

        QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. 4.ed. Editora Moderna, 1984. p. 23.
    No poema, a onomatopeia utilizada procurar imitar o som
    Escolha uma alternativa para a questão c64d85c5-96
  • Linguagens

    Português

    Texto 2

                                        Canção de garoa

                                                                                  Mário Quintana

                                  Em cima do meu telhado
                                  Pirulin lulin lulin,
                                  Um anjo, todo molhado,
                                  Soluça no seu flautim.

                                  O relógio vai bater:
                                  As molas rangem sem fim.
                                  O retrato na parede
                                  Fica olhando para mim.

                                  E chove sem saber por quê...
                                  E tudo foi sempre assim!
                                  Parece que vou sofrer:
                                  Pirulin lulin lulin...

        QUINTANA, Mário. Nariz de vidro. 4.ed. Editora Moderna, 1984. p. 23.
    A conjunção “e" foi usada duas vezes na terceira estrofe, para reforçar a ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão c65208d6-96
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    As vias catabólicas – a anaeróbica e a aeróbica – são utilizadas pela célula para produção de ATP. A via metabólica utilizada pela célula para sintetizar energia na ausência de oxigênio é a seguinte:
    Escolha uma alternativa para a questão c656e6ce-96
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    Leia e avalie as afirmativas sobre as especializações de membrana.

    I As interdigitações aumentam a área de absorção celular.

    II As microvilosidades aumentam a comunicação entre as células.

    III Os estereocílios são cílios sem mobilidade.

    IV Os desmossomos têm a função de aumentar a adesão entre células vizinhas.

    Após a leitura, conclui-se que:
    Escolha uma alternativa para a questão c65b207b-96
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    A agrônoma Johanna Döbereiner, pesquisadora da EMBRAPA que faleceu no ano de 2000, foi uma das indicadas para o Prêmio Nobel de Química em 1997. Seus estudos sobre a bactéria Rhizobium, associada à raiz de leguminosas, revolucionaram e aprimoraram o plantio da soja no Brasil.

    Fonte: http://www.brasil.gov.br/ciencia-e-tecnologia/2010/10/ conheca-as-contribuicoes-de-johanna-dobereiner-para-a-ciencia. Adaptado.

    Esse aprimoramento se deve à capacidade de essa bactéria
    Escolha uma alternativa para a questão c65fdb07-96