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Instituição

Questões: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC - RS) — com gabarito

1.109 questões de Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC - RS), de 2010 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 1.109 questões
  • 10 provas

Resultados: 412 questões

Página 3 de 21

  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Responder à questão 54 com base nos textos 3 e 4.

    TEXTO 3

    CONSTRUÇÃO

    Carlos Drummond de Andrade

    Um grito pula no ar como foguete.

    Vem da paisagem de barro úmido, caliça e andaimes [hirtos.

    O sol cai sobre as coisas em placa fervendo.

    O sorveteiro corta a rua.

    E o vento brinca nos bigodes do construtor.

    ANDRADE, Carlos Drummond de. Poesia completa. Rio de
    Janeiro: Nova Aguilar, 2002. p. 8.


    TEXTO 4

    CONSTRUÇÃO

    Chico Buarque

    Amou daquela vez como se fosse a última

    Beijou sua mulher como se fosse a última

    E cada filho seu como se fosse o único

    E atravessou a rua com seu passo tímido

    Subiu a construção como se fosse máquina

    Ergueu no patamar quatro paredes sólidas

    Tijolo com tijolo num desenho mágico

    Seus olhos embotados de cimento e lágrima

    Sentou pra descansar como se fosse sábado

    Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe

    Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago

    Dançou e gargalhou como se ouvisse música

    E tropeçou no céu como se fosse um bêbado

    E flutuou no ar como se fosse um pássaro

    E se acabou no chão feito um pacote flácido

    Agonizou no meio do passeio público

    Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

    [...]

    Fragmento retirado de: http://www.chicobuarque.com.br/ construcao/mestre.asp? pg=construc_71.htm. Acesso em 17 maio 2019
    Considerando os textos 3 e 4, assinale a alternativa INCORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 090f440b-33
  • Linguagens

    Literatura

    Considere as seguintes afirmações sobre o gênero conto na literatura sul-rio-grandense:


    I. Nos contos de O carnaval dos animais, de Moacyr Scliar, o cotidiano é frequentemente atravessado por acontecimentos e personagens insólitos.

    II. O experimentalismo linguístico, o tom intimista e as referências à cultura pop são características das narrativas de Caio Fernando Abreu em O cego e a dançarina.

    III. O universo fronteiriço, os dramas da infância e da adolescência e a inadaptação ao mundo urbano são os temas predominantes de Dançar tango em Porto Alegre, de Sergio Faraco.


    Estão corretas as afirmativas
    Escolha uma alternativa para a questão 0912ebae-33
  • Linguagens

    Literatura

    TEXTO 5

    HARRY POTTER

    Adélia Prado

    Imagem da questão de Literatura, PUC - RS 2019, Classificação dos Gêneros Literários

    PRADO, Adélia. A duração do dia. Rio de Janeiro: Record, 2010. p. 41.


    Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) para as afirmações sobre o texto 5.

    ( ) Na relação do poema com seu título, observase a aproximação de universos distanciados: o provinciano, de um lado, e o da cultura de massas, de outro.

    ( ) A memória e o cotidiano, temas recorrentes na poesia de Adélia Prado, são impregnados, no poema, de uma atmosfera mágica, sobrenatural.

    ( ) Ao tematizar a própria criação poética, o poema adquire um caráter metalinguístico.

    ( ) A presença de um eu-lírico feminino e a menção às “galinhas tontas” (verso 15) inscreve o poema numa tendência da literatura contemporânea: a denúncia da violência, concreta ou simbólica, contra a mulher.


    O correto preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
    Escolha uma alternativa para a questão 09162b2c-33
  • Linguagens

    Português


    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos


    Desde as tragédias gregas, a violência sempre instigou a criação literária. O conflito entre nativos e europeus no tempo das descobertas, as batalhas sangrentas no estabelecimento das fronteiras do pampa, o mundo sem lei do sertanejo, a degradação moral nos conglomerados urbanos são alguns dos enredos brutais que configuram o nosso imaginário literário. A violência, mais do que um problema do nosso cotidiano contemporâneo, é um tema recorrente, como atestam os textos desta prova.

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 31, leia o excerto do conto “O caso da vara”, de Machado de Assis.

    Todas as afirmativas estão corretamente associadas ao excerto, EXCETO:

    Escolha uma alternativa para a questão 1022dfb9-27
  • Linguagens

    Literatura

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 32, leia o trecho a seguir, no contexto da obra O Ateneu, de Raul Pompéia, e as afirmativas.

    Imagem da questão de Literatura, PUC - RS 2011, Escolas Literárias

    I. A violência recorrente num ambiente de confinamento mostra ao personagem principal a lógica da dominação dos mais fracos pelos mais fortes.

    II. A expressão “fazer valer um bom serviço” explicita o trabalho duplo de Sanches: apresentar um suposto perigo e ao mesmo tempo oferecer proteção ao aluno novato.

    III. O incêndio que devastaria o colégio Ateneu, provocado pelo personagem principal do romance, é um último ato de violência, que dá fim à obra de Raul Pompéia.

    IV. Com teor memorialista, a obra O Ateneu, uma crônica de saudades, traz um narrador em primeira pessoa do singular, chamado Franco.

    As afirmativas corretas são, apenas,



    Escolha uma alternativa para a questão 1109613b-27
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 33, leia o excerto a seguir, no contexto do conto de Simões Lopes Neto, e as afirmativas, preenchendo os parênteses com V para verdadeiro e F para falso.

    “Foi então que um gaúcho gadelhudo, mui alto, canhoto, desprendeu da cintura as boleadeiras e fê- las roncar por cima da cabeça… e quando ia soltá- las, zunindo, com força pra rebentar as costelas dum boi manso, e que o negro estava cocando o tiro, de facão pronto pra cortar as sogas…, nesse mesmo momento e instante a velha Fermina entrou na roda, e ligeira como um gato, varejou no Bonifácio uma chocolateira de água fervendo, que trazia na mão, do chimarrão que estava chupando… O negro urrou como um touro na capa…; a rumo no mais avançou o braço, e fincou e suspendeu, levando a velha, estorcendo- se, atravessada no facão até o esse…; ao mesmo tempo, mandado por pulso de homem um bolaço cantou- lhe no tampo da cabeça e logo outro, no costilhar, e o negro caiu, como boi desnucado, de boca aberta, a língua pontuada, mexendo em tremura uma perna, onde a roseta da chilena tinia, miúdo…

    Patrício, escuite!”


    ( ) As comparações com bichos ( boi manso, gato, touro na capa, boi desnucado) conferem aos personagens uma espécie de animalização, um instinto não racional que potencializa o tom violento da cena.

    ( ) Na leitura do trecho, torna- se evidente a força visual na escrita de Simões Lopes Neto, autor que detalhava, com riqueza, as ações de seus personagens, gerando tensão no relato.

    ( ) A utilização de expressões tipicamente urbanas do Rio Grande do Sul dá ao texto um caráter regionalista.

    ( ) O vaqueano Blau Nunes é o narrador da obra, personagem que testemunhou ou ouviu os causos que relata. Essa marca de oralidade torna- se ainda mais explícita com a passagem “Patrício, escuite!”.

    ( ) O trecho pertence ao conto “Negro Bonifácio”.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

    Escolha uma alternativa para a questão 11efd23a-27
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 34, leia os textos que seguem.

    Texto 1

    (…)

    É bem possível que eu um dia cegue.
    No ardor desta letal tórrida zona,
    A cor do sangue é a cor que me impressiona
    E a que mais neste mundo me persegue!

    Essa obsessão cromática me abate.
    Não sei por que me vêm sempre à lembrança
    O estômago esfaqueado de uma criança
    E um pedaço de víscera escarlate.

    (…)

    Na ascensão barométrica da calma,
    Eu bem sabia, ansiado e contrafeito,
    Que uma população doente do peito
    Tossia sem remédio na minh’alma!

    E o cuspo que essa hereditária tosse
    Golfava, à guisa de ácido resíduo,
    Não era o cuspo só de um indivíduo
    Minado pela tísica precoce.

    (…)

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2011, Interpretação de Textos

    Os versos do excerto e o texto crítico de Alfredo Bosi referem- se a

    Escolha uma alternativa para a questão 12d4667b-27
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 35, leia os textos e as afirmativas que seguem.

    Texto 1

    Era um sonho dantesco... o tombadilho
    Que das luzernas avermelha o brilho
    Em sangue a se banhar.
    Tinir de ferros... estalar do açoite...
    Legiões de homens negros como a noite
    Horrendos a dançar.

    (...)

    E ri- se a orquestra irônica, estridente...
    E da ronda fantástica a serpente
    Faz doudas espirais ...
    Se o velho arqueja, se no chão resvala,
    Ouvem- se gritos... o chicote estala.
    E voam mais e mais...

    Presa nos elos de uma só cadeia,
    A multidão faminta cambaleia
    E chora e dança ali!
    Um de raiva delira, outro enlouquece,
    Outro, que de martírios embrutece,
    Cantando geme e ri!

    No entanto o capitão manda a manobra
    E após, fitando o céu que se desdobra,
    Tão puro sobre o mar,
    Diz, do fumo entre os densos nevoeiros:
    “Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
    Fazei- os mais dançar!...”

    (Excertos da quarta parte do poema “O Navio Negreiro”, de Castro Alves)


    Texto 2

    Tudo começou quando a gente conversava
    Naquela esquina ali
    De frente àquela praça
    Veio os homens
    E nos pararam
    Documento por favor
    Então a gente apresentou
    Mas eles não paravam
    Qual é negão? Qual é negão?
    O que que tá pegando?
    Qual é negão? Qual é negão?


    É mole de ver
    Que em qualquer dura
    O tempo passa mais lento pro negão
    Quem segurava com força a chibata
    Agora usa farda
    Engatilha a macaca Escolhe sempre o primeiro
    Negro pra passar na revista
    Pra passar na revista


    Todo camburão tem um pouco de navio negreiro
    Todo camburão tem um pouco de navio negreiro


    (...)

    (Todo camburão tem um pouco de navio negreiro, composição de Marcelo Yuka, do grupo O Rappa, em disco lançado em 1994)

    Com base nos textos, afirma-se:

    I. Já no primeiro verso do texto 1, o eu lírico anteci- pa o teor violento desse trecho do poema ao utilizar a expressão “sonho dantesco”, referência às imagens perturbadoras do Inferno, primeira parte da obra Divina Comédia, de Dante Alighieri.

    II. A canção do grupo O Rappa relaciona a imagem do açoitador do passado com a do policial dos dias de hoje.

    III. Por aclimação, entende-se o esforço do homem tencionando um processo de adaptação, mesmo em circunstâncias desfavoráveis. Ao construir imagens contrastantes (a multidão que, mesmo chorando, dança; o escravo que concomitante- mente geme e ri), Castro Alves, no texto 1, reduz seu grito de denúncia e antevê essa ação de ajustamento dos negros à realidade da escravatura.

    IV. Nos dois textos, há referência ou comparação entre animais e instrumentos que funcionam como armas de opressão frente ao negro.

    As afirmativas corretas são, apenas


    Escolha uma alternativa para a questão 13bc032c-27
  • Linguagens

    Literatura

    O personagem Paulo Honório, presente no romance __________, apresenta- se tomado pelo ódio e pensa em matar a sua própria esposa, Madalena. Este magnífico romance de __________, além de tematizar a violência, também discute o contexto econômico e social da Revolução de 30.

    Escolha uma alternativa para a questão 14a099d8-27
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 37, ler o fragmento do poema “A morte do leiteiro”, de Carlos Drummond de Andrade.

    Há pouco leite no país
    é preciso entregá- lo cedo.
    Há muita sede no país,
    é preciso entregá- lo cedo.
    Há no país uma legenda,
    que ladrão se mata com tiro.
    Então o moço que é leiteiro
    de madrugada com sua lata
    sai correndo e distribuindo
    leite bom para gente ruim.
    (...)
    E como a porta dos fundos
    também escondesse gente
    que aspira ao pouco de leite
    disponível em nosso tempo,
    avancemos por esse beco,
    peguemos o corredor,
    depositemos o litro...
    Sem fazer barulho, é claro,
    que barulho nada resolve.
    Meu leiteiro tão sutil
    de passo maneiro e leve,
    antes desliza que marcha.
    É certo que algum rumor
    sempre se faz: passo errado,
    vaso de flor no caminho,
    cão latindo por princípio,
    ou um gato quizilento.
    E há sempre um senhor que acorda,
    resmunga e torna a dormir.

    Mas este entrou em pânico
    (ladrões infestam o bairro),
    não quis saber de mais nada.
    O revólver da gaveta
    saltou para sua mão.
    Ladrão? se pega com tiro.
    Os tiros na madrugada
    liquidaram meu leiteiro.
    Se era noivo, se era virgem,
    se era alegre, se era bom,
    não sei,
    é tarde para saber.
    (...)


    Da garrafa estilhaçada.
    no ladrilho já sereno
    escorre uma coisa espessa
    que é leite, sangue... não sei
    Por entre objetos confusos,
    mal redimidos da noite,
    duas cores se procuram,
    suavemente se tocam,
    amorosamente se enlaçam,
    formando um terceiro tom
    a que chamamos aurora.

    De acordo com o texto, afirma-se:

    I. Em plena madrugada, o leiteiro cumpre um papel fundamental na distribuição de um leite bom que alimenta inclusive gente ruim.

    II. Na sua ríspida e barulhenta marcha, o leiteiro acorda todos que dormem nas casas nas quais o leite é entregue.

    III. De forma premeditada, o morador mata o raivoso leiteiro que se aproxima também para assaltá- lo.

    IV. Devido a um trágico engano, um cidadão inocente é morto no exercício da profissão.

    As afirmativas corretas são, apenas,

    Escolha uma alternativa para a questão 1585eb63-27
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 38, ler o excerto do conto “Mineirinho”, de Clarice Lispector, e preencher os parênteses com V (verdadeiro) ou F (falso).

    “É, suponho que é em mim, como um dos representantes de nós, que devo procurar por que está doendo a morte de um facínora. E por que é que mais me adianta contar os treze tiros que mataram Mineirinho do que os seus crimes. Perguntei a minha cozinheira o que pensava sobre o assunto. Vi no seu rosto a pequena convulsão de um conflito, o mal-estar de não entender o que se sente, o de precisar trair sensações contraditórias por não saber como harmonizá- las. Fatos irredutíveis, mas revolta irredutível também, a violenta compaixão da revolta. Sentir- se dividido na própria perplexidade diante de não poder esquecer que Mineirinho era perigoso e já matara demais; e no entanto nós o queríamos vivo. (...) No entanto a primeira lei, a que protege corpo e vida insubstituíveis, é a de que não matarás. Ela é a minha maior garantia: assim não me matam, porque eu não quero morrer, e assim não me deixam matar, porque ter matado será a escuridão para mim. Esta é a lei. Mas há alguma coisa que, se me fez ouvir o primeiro tiro com um alívio de segurança, no terceiro me deixa alerta, no quarto desassossegada, o quinto e o sexto me cobrem de vergonha, o sétimo e o oitavo eu ouço com o coração batendo de horror, no nono e no décimo minha boca está trêmula, no décimo primeiro digo em espanto o nome de Deus, no décimo segundo chamo meu irmão. O décimo terceiro tiro me assassina – porque eu sou o outro. Porque eu quero ser o outro.”

    ( ) O narrador não compreende plenamente por que está sensibilizado com a morte de um facínora que matou muitas pessoas.

    ( ) A cozinheira apresenta- se bastante confortável em discutir a morte do Mineirinho.

    ( ) Ao longo da contagem dos tiros que abateram o criminoso, o narrador vai se apiedando progressivamente, culminando no décimo terceiro tiro, momento em que se coloca no lugar do próprio facínora.

    ( ) A certa altura do conto, o narrador, movido pela lei da sobrevivência, chega a aceitar o extermínio de facínoras como o Mineirinho.

    A sequência correta, de cima para baixo, é

    Escolha uma alternativa para a questão 166dc5e4-27
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 39, leia o fragmento do conto “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”, de João Guimarães Rosa.

    O cavalo de Nhô Augusto obedeceu para diante; as ferraduras tinham e deram fogo no lajeado; e o cavaleiro, em pé nos estribos, trouxe a taca no ar, querendo a figura do velho. Mas o Major piscou, apenas, e encolheu a cabeça, porque mais não era preciso, e os capangas pulavam de cada beirada, e eram só pernas e braços. – Frecha, povo! Desmancha! Já os porretes caíam em cima do cavaleiro, que nem pinotes de matrinxãs na rede. Pauladas na cabeça, nos ombros, nas coxas. Nhô Augusto desceu o corpo e caiu. Ainda se ajoelhou em terra, querendo firmar- se nas mãos, mas isso só lhe serviu para poder ver as caras horríveis dos seus próprios bate- paus, e, no, meio deles, o capiauzinho mongo que amava a mulher- a toa Sariema. E Nhô Augusto fechou os olhos, de gastura, porque ele sabia que capiau de testa peluda, com o cabelo quase nos olhos, é uma raça de homem capaz de guardar o passado em casa, em lugar fresco perto do pote, e ir buscar na rua outras raivas pequenas, tudo para ajuntar à massa- mãe do ódio grande, até chegar o dia de tirar vingança. (...) Puxaram e arrastaram Nhô Augusto, pelo atalho do rancho do Barranco, que ficou sendo um caminho de pragas e judiação. E quando chegaram ao rancho do Barranco, ao fim da légua, o Nhô Augusto já vinha quase que só carregado, meio nu, todo picado de faca, quebrado de pancadas e enlameado grosso, poeira com sangue. Empurraram- no para o chão, e ele nem se moveu. (...) E, aí, quando tudo esteve a ponto, abrasaram o ferro com a marca do gado do Major – que soía ser um triângulo inscrito numa circunferência –, e imprimiram-na, com chiado, chamusco e fumaça, na polpa glútea direita de Nhô Augusto. Mas recuaram todos, num susto, porque Nhô Augusto viveu- se, com um berro e um salto, medonhos.

    Considerando o fragmento acima, todas as afirmativas são corretas, EXCETO:
    Escolha uma alternativa para a questão 1751e3e8-27
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Para responder à questão 40, leia o excerto do poema denominado “Graciliano Ramos”, de João Cabral de Melo Neto.

    Falo somente com o que falo:
    com as mesmas vinte palavras
    girando ao redor do sol
    que as limpa do que não é faca:
    de toda uma crosta viscosa,
    resto de janta abaianada,
    que fica na lâmina e cega
    seu gosto da cicatriz clara.
    Falo somente do que falo:
    do seco e de suas paisagens,
    Nordestes, debaixo de um sol
    ali do mais quente vinagre:
    que reduz tudo ao espinhaço,
    cresta o simplesmente folhagem,
    folha prolixa, folharada,
    onde possa esconder- se na fraude.
    Falo somente por quem falo:
    por quem existe nesses climas
    condicionados pelo sol,
    pelo gavião e outras rapinas:
    e onde estão os solos inertes
    de tantas condições caatinga
    em que só cabe cultivar
    o que é sinônimo da míngua.
    Falo somente para quem falo:
    quem padece sono de morto
    e precisa um despertador
    acre, como o sol sobre o olho:
    que é quando o sol é estridente,
    a contrapelo, imperioso,
    e bate nas pálpebras como
    se bate numa porta a socos.

    I. O poema de João Cabral dialoga com o imaginário acre e violento presente no livro Vidas Secas, de Graciliano Ramos.

    II. O poema se dirige aos que sofrem com as radicais condições da caatinga nordestina, onde o sol é estridente, atingindo as pálpebras como se bate numa porta a socos.

    III. Apesar de todas as adversidades sertanejas, a natureza local possibilita um momento para cultivar uma multiplicidade de alimentos.

    A(s) afirmativa(s) correta(s) é/são:

    Escolha uma alternativa para a questão 1838bd7a-27
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder a questão com base no texto1.


    TEXTO 1

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2010, Interpretação de Textos

     http://pessoas.hsw.uol.com.br/medo1.htm

    01/09/2009 (adaptado).

    A questão para a qual o texto NÃO apresenta resposta é
    Escolha uma alternativa para a questão 191bd2c6-af
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder a questão com base no texto1.


    TEXTO 1

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2010, Coesão e coerência

     http://pessoas.hsw.uol.com.br/medo1.htm

    01/09/2009 (adaptado).

    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, analise as possibilidades de reescrita do primeiro parágrafo do texto 1, apresentadas abaixo.

    I. Com o passar do tempo, as pessoas que sentiram medo tiveram mais pressão evolutiva favorável, pois, assim como acontece com os animais, o medo promove a sobrevivência humana. O medo nos leva a evitar situações que representam perigos em nossas vidas: carros em alta velocidade, animais venenosos e doenças contagiosas.

    II. O medo é um sentimento que sempre esteve ligado a pressão evolutiva favorável. O receio de carros em alta velocidade, de animais venenosos e de doenças contagiosas, com o decorrer do tempo, promoveu a sobrevivência, tanto em seres humanos quanto em animais.

    III. Tanto nos seres humanos quanto nos animais, o propósito do medo é o de promover a sobrevivência. Ao longo do tempo, as pessoas que sentiram medo evoluíram mais favoravelmente do que as que não o sentiram. Assim, quem tem medo de carros em alta velocidade, de animais venenosos e de doenças contagiosas tem mais chances de sobreviver do que as pessoas que não têm.

    IV. A pressão evolutiva favorável está ligada ao sentimento de medo, tanto nos homens quanto nos animais. Como o objetivo do medo é promover a sobrevivência é de se esperar que, o receio de carros em alta velocidade, de animais venenosos e de doenças contagiosas leve a pessoa a se proteger e, consequentemente, a viver mais.

    Os parágrafos corretos e coerentes são, apenas,
    Escolha uma alternativa para a questão 1921ee29-af
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder a questão com base no texto 2.

    TEXTO 2

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2010, Interpretação de Textos

    André Comte-Sponville. Pequeno tratado das
    grandes virtudes. p. 55 a 57 (adaptado).
    Neste fragmento, o autor pretende esclarecer ao leitor que
    Escolha uma alternativa para a questão 192fc06a-af
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder a questão com base no texto 2.

    TEXTO 2

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2010, Interpretação de Textos

    André Comte-Sponville. Pequeno tratado das
    grandes virtudes. p. 55 a 57 (adaptado).

    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, considerar o que é solicitado e os itens numerados de 1 a 4.


    Analisando o processo de composição do texto, verifica-se que o autor

    1. apresenta de início uma definição provisória, que, na sequência, é contestada e reformulada.

    2. parte de uma ideia geral, convidando o leitor a examinar seus possíveis desdobramentos em situações específicas.

    3. vale-se de contrastes, explicando o que “é” a partir do que “não é”.

    4. utiliza questionamentos para apresentar uma série de hipóteses a serem consideradas em sua definição.


    Estão corretas apenas as afirmativas

    Escolha uma alternativa para a questão 19335f19-af
  • Linguagens

    Português

    INSTRUÇÃO: Responder a questão com base no texto 2.

    TEXTO 2

    Imagem da questão de Português, PUC - RS 2010, Interpretação de Textos

    André Comte-Sponville. Pequeno tratado das
    grandes virtudes. p. 55 a 57 (adaptado).

    INSTRUÇÃO: Para responder a questão, considerar o que é solicitado e os itens numerados de 1 a 4.


    A propósito do sentido de certos vocábulos no texto, afirma-se:


    1. “impávidos” (linha 07) significa “destemidos” e poderia ser substituído por “valentes” sem prejuízo à coerência da frase.

    2. “egoísmo” (linhas 12 e 13) e “altruísmo” (linha 24) são antônimos.

    3. “virtude” (linha 01) inclui, em seu sentido amplo, os sentidos de “dignidade” (linha 15), “liberdade” (linhas 15 e 16), “qualidades” (linha 16) e “generosidade” (linha 25).

    4. Na composição das palavras “desinteresse” (linha 24) e “insensibilidade” (linha 26), há elementos de valor semântico equivalente.


    As afirmativas corretas são, apenas:

    Escolha uma alternativa para a questão 193decf9-af
  • Linguagens

    Português

    “Como de hábito, Policarpo Quaresma, mais conhecido por Major Quaresma, bateu em casa às quatro e quinze da tarde. Havia mais de vinte anos que isso acontecia (...). Vivendo em casa própria e tendo outros rendimentos além do seu ordenado, o Major Quaresma podia levar um trem de vida superior aos seus recursos burocráticos, gozando, por parte da vizinhança, da consideração e respeito de homem abastado. Não recebia ninguém, vivia num isolamento monacal, embora fosse cortês com os vizinhos que o julgavam esquisito e misantropo (...)”.

    Esse trecho alude a um personagem solitário e visionário, um dos mais representativos da Literatura Brasileira.

    Quem é o autor que criou este personagem?
    Escolha uma alternativa para a questão 1d5f59fb-3f
  • Linguagens

    Literatura

    Imagem da questão de Literatura, PUC - RS 2012, Escolas Literárias
    Considerando os textos 1 e 2 e o contexto do Romantismo, afirma-se:

    ( ) Nos dois textos, é a partir do silêncio noturno que surge o sentimento de solidão. No poema de Casimiro de Abreu, essa solidão do eu lírico se potencializa com elementos da natureza que também trazem uma certa melancolia: a quietude das ondas do mar, a lua que reflete na água.

    ( ) A noite tem função simbólica distinta nos dois textos: no primeiro ela provoca um leve meditar, sem sofrimento; no segundo traz dor e sensação de abandono.

    ( ) O subjetivismo, o sentimento nostálgico e a tristeza são alguns dos traços da poesia do romântico Casimiro de Abreu, evidenciados em “Saudades”.

    ( ) O autor de “Saudades”, assim como o poeta Gonçalves Dias, pertence à segunda geração romântica, conhecida como a do ‘Mal do Século’.

    ( ) Em seu célebre prefácio à obra Cromwell, o es- critor romântico francês Victor Hugo desdenhava da necessidade de rigidez nas estruturas de composição no Romantismo, postulando uma espontaneidade de criação. Esse pensamento pode ser comprovado com o texto 1, que apresenta um poema com versos livres e brancos.

    A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
    Escolha uma alternativa para a questão 20a73e2a-3f