Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2019
- UNICAMP
- Dificuldade: Difícil
- Com imagem
- Código da questão: D8786FE4-C2

Os dizeres da camiseta
Instituição
937 questões de Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), de 2010 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

Os dizeres da camiseta




Elderly flight passenger throws coins into engine for ‘luck’, delays take-off for hours
China Southern Airlines Flight 380 was held up at the Shanghai Pudong International Airport after an elderly woman passenger caused a disruption, according to the airline’s official WeChat account. An investigation into the incident is under way.
Passengers boarding the flight reportedly saw an elderly woman throwing coins at the engine for “blessings” from the middle of the boarding staircase and alerted the crew.
Ground staff said the woman, who appeared to be about 80 and had limited mobility, was accompanied by her husband, daughter and son-in-law.
The captain was quoted as saying the metal, if sucked up
by the engine, could have caused serious damage,
including failure.
The flight was later given a green light and took off at 5.52pm, more than five hours late. It is scheduled to arrive in Guangzhou at 8.14pm.
(Adaptado de Sarah Zheng, Elderly flight passenger throws coins into engine for ‘luck’, delays take-off for hours. South China Morning Post, 27/06/2017. Disponível em http://www.scmp.com/news/china/society/article/2100242/elderlyflight-passenger-throws-coins-engine-luck-delays-take. Acessado em 10/07/2017.)
O que é correto afirmar sobre o incidente relatado na
notícia anterior?
O poema abaixo é de autoria do poeta Augusto de Campos, integrante do movimento concretista.

Nesse poema, nota-se uma técnica de composição que
consiste
Em maio deste ano, uma festa do 3º ano do Ensino Médio de uma escola do Rio Grande do Sul propôs aos alunos que se preparavam para o vestibular uma atividade chamada “Se nada der certo”. O objetivo era “trabalhar o cenário de não aprovação no vestibular”, e como “lidar melhor com essa fase”. Os alunos compareceram à festa “fantasiados” de faxineiros, garis, domésticas, agricultores, entre outras profissões consideradas de pessoas “fracassadas”. O evento teve repercussão nacional e acirrou o debate sobre a meritocracia. Para Luis Felipe Miguel, professor de ciência política, “o tom de chacota da festa-recreio era óbvio”, e teria sido mais interessante “discutir como se constrói a hierarquia que define algumas ocupações como subalternas e outras como superiores; discutir como alguns podem desprezar os saberes incorporados nas práticas dessas profissões (subalternas apenas porque contam com quem as faça por eles); discutir como o que realmente ‘deu certo’ para eles foi a loteria do nascimento, que, na nossa sociedade, determina a parte do leão das trajetórias individuais”.
(Adaptado de Fernanda Valente, Dia do ’se nada der certo’ acende debate sobre meritocracia e privilégio. Carta Capital, 06/06/2017. Disponível em http://justificando.cartacapital.com.br/2017/06/06/dia-do-se-nada-der-certoacende-debate-sobre-meritocracia-e-privilegio/. Acessado em 08/06/2017.)
As alternativas a seguir reproduzem trechos de uma entrevista do professor Sidney Chalhoub (Unicamp e Harvard) sobre o mito da meritocracia.
(Manuel Alves Filho, A meritocracia é um mito que alimenta as desigualdades, diz Sidney Chalhoub. Jornal da Unicamp, 07/06/2017.)
Assinale aquela que dialoga diretamente com a notícia
acima.
(...) plantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra, *macadamizai estradas, fazei caminhos de ferro, construí passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa, estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-pães, andai: reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei, agiotai. – No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado, à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um rico?
*Macadamizar: pavimentar.
(Almeida Garrett, Viagens na minha terra. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012, p.77.)
Formou Deus o homem, e o pôs num paraíso de delícias; tornou a formá-lo a sociedade, e o pôs num inferno de tolices.
(Almeida Garrett, Viagens na minha terra. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012, p.190.)
Vários discursos organizam a estrutura narrativa do
romance Viagens na minha terra, de Almeida Garrett. Isso
permite afirmar que a visão de mundo dessa narrativa
