Matemática
- Problemas
- Prova de 2022
- Universidade Estadual do Maranhão
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: FB3647D5-B0
Instituição
329 questões de Universidade Estadual do Maranhão, de 2015 a 2023. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.




Para responder à questão, leia o texto a seguir que trata do período de defeso no Maranhão.
O período de defeso dos camarões rosa, branco e sete barbas, no Maranhão, tem início em janeiro. O defeso visa a proteger os camarões ‘jovens’ para garantir sua reprodução. A pesca de camarão está proibida de 1º de janeiro a 31 de maio no Estado.
O período de proteção da espécie foi anunciado pelo Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Programas Estratégicos (SEPE), nesta terçafeira (11), por meio de nota técnica.
Segundo o IMESC, a pesca do camarão tem uma importância econômica, histórica, social e cultural no Brasil e é realizada, em grande escala, no litoral. Por isso, é necessário o período de defeso, o qual permite também que se mantenha a capacidade de autorrenovação do estoque como um todo.

https://g1.globo.com/ma/maranhao/noticia/periodo-de-defeso-do-camarao
Considerando o conhecimento sobre o ecossistema de zonas costeiras, identifique como Verdadeiras (V) ou Falsas (F) as afirmativas a seguir:
I - ( ) A alta disponibilidade de nutrientes minerais e orgânicos faz do mangue um local com baixa oxigenação. Sendo assim, plantas como a Avicenia apresentam raízes com adaptações à respiração aérea, chamadas escoras.
II - ( ) A vegetação das zonas costeiras impede o avanço da erosão, formando uma zona de amortecimento de proteção da costa.
III - ( ) Os ecossistemas aquáticos marinhos apresentam igual variação dos fatores abióticos quando comparados com ecossistemas terrestres.
IV - ( ) Animais bentônicos são aqueles que vivem em contato com o substrato do fundo dos mares.
Está correta a seguinte sequência:

Texto base para a questão.
Analise a seguinte situação.
Viajar para o Maranhão é conhecer o casario histórico de São Luís, a beleza de tirar o fôlego dos Lençóis Maranhenses, a cultura do bumba meu boi e comer muito bem e sem culpa. A primeira sugestão é deixar a dieta de lado e mergulhar na culinária maranhense, uma das mais ricas do Brasil.
A base dessa cozinha são os frutos do mar. Um dos principais representantes dessa culinária é a Peixada Maranhense. De origem indígena, tem como ingrediente principal a pescada, mas também pode ser feita com outros peixes. Geralmente preparado em panelas (preferencialmente hermeticamente fechadas) que propiciam a adequada variação de temperatura e de pressão. Porém, após a finalização deste prato, um cheiro forte e característico de peixe exala por toda cozinha, em razão da presença de uma amina, especificamente a trimetilamina
Texto base para a questão.
Analise a seguinte situação.
Viajar para o Maranhão é conhecer o casario histórico de São Luís, a beleza de tirar o fôlego dos Lençóis Maranhenses, a cultura do bumba meu boi e comer muito bem e sem culpa. A primeira sugestão é deixar a dieta de lado e mergulhar na culinária maranhense, uma das mais ricas do Brasil.
A base dessa cozinha são os frutos do mar. Um dos principais representantes dessa culinária é a Peixada Maranhense. De origem indígena, tem como ingrediente principal a pescada, mas também pode ser feita com outros peixes. Geralmente preparado em panelas (preferencialmente hermeticamente fechadas) que propiciam a adequada variação de temperatura e de pressão. Porém, após a finalização deste prato, um cheiro forte e característico de peixe exala por toda cozinha, em razão da presença de uma amina, especificamente a trimetilamina

Texto base para a questão.
A Tiquira é um destilado de mandioca muito popular no Maranhão. Alguns consideram a Tiquira a verdadeira aguardente brasileira por ser feita da mandioca, uma planta nativa.
A aguardente tiquira – destilado produzido a partir do mosto fermentado de mandioca, originalmente incolor, adquire uma cor azulada, em razão da adição de folhas ou de flores de tangerina durante o processo de destilação. A obtenção do álcool, no processo de fermentação, ocorre conforme a reação química a seguir:
C6H12O6 → CO2 + CH3CH2OH
glicose etanol
Alguns produtores informais adicionam um corante chamado violeta de metila, conforme estrutura representada a seguir, que garante um vívido azul-arroxeado à bebida. Na Química, essa substância, é utilizada como um indicador para o intervalo de pH com valores de 0 a 1,6, quando apresenta uma coloração amarelada.
Considere os seguintes dados: C = 12 g.mol -1, H = 1 g.mol -1 e O = 16 g.mol -1.

Estrutura química do indicador violeta de metila
Texto base para a questão.
A Tiquira é um destilado de mandioca muito popular no Maranhão. Alguns consideram a Tiquira a verdadeira aguardente brasileira por ser feita da mandioca, uma planta nativa.
A aguardente tiquira – destilado produzido a partir do mosto fermentado de mandioca, originalmente incolor, adquire uma cor azulada, em razão da adição de folhas ou de flores de tangerina durante o processo de destilação. A obtenção do álcool, no processo de fermentação, ocorre conforme a reação química a seguir:
C6H12O6 → CO2 + CH3CH2OH
glicose etanol
Alguns produtores informais adicionam um corante chamado violeta de metila, conforme estrutura representada a seguir, que garante um vívido azul-arroxeado à bebida. Na Química, essa substância, é utilizada como um indicador para o intervalo de pH com valores de 0 a 1,6, quando apresenta uma coloração amarelada.
Considere os seguintes dados: C = 12 g.mol -1, H = 1 g.mol -1 e O = 16 g.mol -1.

Estrutura química do indicador violeta de metila
Antônio Gonçalves Dias, filho de um comerciante português e de uma mestiça de negro com índio, nasceu em um sítio próximo à cidade maranhense de Caxias, em 1823. Além dos temas de amor, o poeta engajou-se com uma poética de cunho social, centrada, sobretudo, nas questões dos povos originários, ao enobrecer o indígena, em uma perspectiva do conhecido “Mito do bom selvagem”.
Leia as estrofes extraídas de “O Canto do Piaga” para responder à questão.
O CANTO DO PIAGA
I
Ó Guerreiros da Taba sagrada,
Ó Guerreiros da Tribo Tupi,
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi.
Esta noite - era a lua já morta –
Anhangá me vedava sonhar;
Eis na horrível caverna, que habito,
Rouca voz começou-me a chamar.
Abro os olhos, inquieto, medroso,
Manitôs! que prodígios que vi!
Arde o pau de resina fumosa,
Não fui eu, não fui eu, que o acendi!
Eis rebenta a meus pés um fantasma,
Um fantasma d’imensa extensão;
Liso crânio repousa a meu lado,
Feia cobra se enrosca no chão.
O meu sangue gelou-se nas veias,
Todo inteiro - ossos, carnes – tremi.
Frio horror me coou pelos membros,
Frio vento no rosto senti.
Era feio, medonho, tremendo
Ó Guerreiros, o espectro que eu vi.
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi!
[...]
Vem trazer-vos crueza, impiedade –
Dons cruéis do cruel Anhangá;
Vem quebrar-vos a maça valente,
Profanar Manitôs, Maracás.
Vem trazer-vos algemas pesadas,
Com que a tribo Tupi vai gemer;
Hão-de os velhos servirem de escravos
Mesmo o Piaga inda escravo há de ser!
Fugireis procurando um asilo,
Triste asilo por ínvio sertão;
Anhangá de prazer há de rir-se,
Vendo os vossos quão poucos serão.
Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,
Susta as iras do fero Anhangá.
Manitôs já fugiram da Taba,
Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá!
DIAS, Gonçalves. Primeiros cantos. Belo Horizonte:Autêntica Ed.: 1998.
Antônio Gonçalves Dias, filho de um comerciante português e de uma mestiça de negro com índio, nasceu em um sítio próximo à cidade maranhense de Caxias, em 1823. Além dos temas de amor, o poeta engajou-se com uma poética de cunho social, centrada, sobretudo, nas questões dos povos originários, ao enobrecer o indígena, em uma perspectiva do conhecido “Mito do bom selvagem”.
Leia as estrofes extraídas de “O Canto do Piaga” para responder à questão.
O CANTO DO PIAGA
I
Ó Guerreiros da Taba sagrada,
Ó Guerreiros da Tribo Tupi,
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi.
Esta noite - era a lua já morta –
Anhangá me vedava sonhar;
Eis na horrível caverna, que habito,
Rouca voz começou-me a chamar.
Abro os olhos, inquieto, medroso,
Manitôs! que prodígios que vi!
Arde o pau de resina fumosa,
Não fui eu, não fui eu, que o acendi!
Eis rebenta a meus pés um fantasma,
Um fantasma d’imensa extensão;
Liso crânio repousa a meu lado,
Feia cobra se enrosca no chão.
O meu sangue gelou-se nas veias,
Todo inteiro - ossos, carnes – tremi.
Frio horror me coou pelos membros,
Frio vento no rosto senti.
Era feio, medonho, tremendo
Ó Guerreiros, o espectro que eu vi.
Falam Deuses nos cantos do Piaga,
Ó Guerreiros, meus cantos ouvi!
[...]
Vem trazer-vos crueza, impiedade –
Dons cruéis do cruel Anhangá;
Vem quebrar-vos a maça valente,
Profanar Manitôs, Maracás.
Vem trazer-vos algemas pesadas,
Com que a tribo Tupi vai gemer;
Hão-de os velhos servirem de escravos
Mesmo o Piaga inda escravo há de ser!
Fugireis procurando um asilo,
Triste asilo por ínvio sertão;
Anhangá de prazer há de rir-se,
Vendo os vossos quão poucos serão.
Vossos Deuses, ó Piaga, conjura,
Susta as iras do fero Anhangá.
Manitôs já fugiram da Taba,
Ó desgraça! ó ruína!! ó Tupá!
DIAS, Gonçalves. Primeiros cantos. Belo Horizonte:Autêntica Ed.: 1998.