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Instituição

Questões: Universidade Estadual do Norte do Paraná — com gabarito

196 questões de Universidade Estadual do Norte do Paraná, de 2016 a 2018. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 196 questões
  • 3 provas

Resultados: 196 questões

Página 3 de 10

  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 11.

    Mais que farinha, água e sal

    De ajudante de padaria ao título de melhor chef do Paraná. Uma história de determinação e simplicidade de quem viu no primeiro ofício sua maior paixão. Do trabalho na pouca idade, o acordar de madrugada para colocar o pão fresco na mesa de muitos londrinenses à experiência e estudo. Foi preciso colocar muito a mão na massa para que Rodrigo Bernardes, 36, chegasse a ser embaixador da gastronomia paranaense trabalhando no ramo da panificação.

    “Eu acordava às 3h30 da manhã, adiantava o trabalho na padaria, saía por volta das 11h30 e 12h00. De lá eu ia dar aula e à tarde e à noite fazia faculdade”, conta Bernardes. Dormia pouco, trabalhava e estudava muito. Com formação em gastronomia e tecnologia de alimentos e pós-graduação em gastronomia fina, continuou na área de panificação e confeitaria, paixão inexplicável.

    O trabalho veio aos 10 anos. Filho mais velho de três irmãos, família humilde, era preciso que o menino aprendesse alguma função. Varrer o chão, lavar formas, carregar sacos, um olho no próprio trabalho e outro no padeiro. “Eu queria aprender, mas naquela época era difícil passarem as receitas até por medo de perder o emprego”, recorda.

    Até que um padeiro, vendo os desejos do garoto, foi mostrando o que era feito no processo. Observando, Bernardes foi guardando tudo na memória. “Um dia faltou o padeiro e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão. Ali eu agarrei a oportunidade com as duas mãos e deu certo. Aquele dia eu percebi que tinha futuro. Eu saí da padaria e não sabia se eu chorava, se eu ria”, enfatiza. A partir de então, Bernardes se tornou assistente de padeiro, trabalhando junto com o mestre.

    Casado e com uma filha de 4 anos, conta que na casa quem faz a comida é a mulher. “Em casa de ferreiro, espeto é de pau”, revela. Observador, Bernardes sabe mesmo sobre as padarias londrinenses. “Você já comeu pão na padaria X ?”, ele pergunta. Também sabe onde há padarias modernizadas, administradas por fulano, que fez história no segmento na cidade e que agora está com loja nova. Sabe sobre os padeiros, aqueles que o ensinaram e aqueles a quem ensinou.

    (Adaptado de: TAINE, L. Mais que farinha, água e sal. Londrina: Folha de Londrina. Folha Gente. 21 e 22 abr. 2018, p. 1.) 

    Com base no texto, assinale a alternativa que pode substituir, corretamente, a expressão destacada no trecho: “A partir de então, Bernardes se tornou assistente de padeiro”.
    Escolha uma alternativa para a questão dbfbf5fb-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 11.

    Mais que farinha, água e sal

    De ajudante de padaria ao título de melhor chef do Paraná. Uma história de determinação e simplicidade de quem viu no primeiro ofício sua maior paixão. Do trabalho na pouca idade, o acordar de madrugada para colocar o pão fresco na mesa de muitos londrinenses à experiência e estudo. Foi preciso colocar muito a mão na massa para que Rodrigo Bernardes, 36, chegasse a ser embaixador da gastronomia paranaense trabalhando no ramo da panificação.

    “Eu acordava às 3h30 da manhã, adiantava o trabalho na padaria, saía por volta das 11h30 e 12h00. De lá eu ia dar aula e à tarde e à noite fazia faculdade”, conta Bernardes. Dormia pouco, trabalhava e estudava muito. Com formação em gastronomia e tecnologia de alimentos e pós-graduação em gastronomia fina, continuou na área de panificação e confeitaria, paixão inexplicável.

    O trabalho veio aos 10 anos. Filho mais velho de três irmãos, família humilde, era preciso que o menino aprendesse alguma função. Varrer o chão, lavar formas, carregar sacos, um olho no próprio trabalho e outro no padeiro. “Eu queria aprender, mas naquela época era difícil passarem as receitas até por medo de perder o emprego”, recorda.

    Até que um padeiro, vendo os desejos do garoto, foi mostrando o que era feito no processo. Observando, Bernardes foi guardando tudo na memória. “Um dia faltou o padeiro e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão. Ali eu agarrei a oportunidade com as duas mãos e deu certo. Aquele dia eu percebi que tinha futuro. Eu saí da padaria e não sabia se eu chorava, se eu ria”, enfatiza. A partir de então, Bernardes se tornou assistente de padeiro, trabalhando junto com o mestre.

    Casado e com uma filha de 4 anos, conta que na casa quem faz a comida é a mulher. “Em casa de ferreiro, espeto é de pau”, revela. Observador, Bernardes sabe mesmo sobre as padarias londrinenses. “Você já comeu pão na padaria X ?”, ele pergunta. Também sabe onde há padarias modernizadas, administradas por fulano, que fez história no segmento na cidade e que agora está com loja nova. Sabe sobre os padeiros, aqueles que o ensinaram e aqueles a quem ensinou.

    (Adaptado de: TAINE, L. Mais que farinha, água e sal. Londrina: Folha de Londrina. Folha Gente. 21 e 22 abr. 2018, p. 1.) 

    Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.
    I. Em “Dormia pouco, trabalhava e estudava muito”, as palavras sublinhadas denotam uma circunstância de modo.
    II. Em “De lá eu ia dar aula e à tarde e à noite fazia faculdade”, o emprego da crase é obrigatório por se tratar de locuções adverbiais femininas.
    III. Em “Até que um padeiro, vendo os desejos do garoto, foi mostrando o que era feito”, a expressão grifada indica um limite de tempo.
    IV. Em “Observador, Bernardes sabe mesmo sobre as padarias londrinenses”, a expressão grifada pode ser substituída por realmente, sem prejuízo de significação.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão dbf84f29-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 11.

    Mais que farinha, água e sal

    De ajudante de padaria ao título de melhor chef do Paraná. Uma história de determinação e simplicidade de quem viu no primeiro ofício sua maior paixão. Do trabalho na pouca idade, o acordar de madrugada para colocar o pão fresco na mesa de muitos londrinenses à experiência e estudo. Foi preciso colocar muito a mão na massa para que Rodrigo Bernardes, 36, chegasse a ser embaixador da gastronomia paranaense trabalhando no ramo da panificação.

    “Eu acordava às 3h30 da manhã, adiantava o trabalho na padaria, saía por volta das 11h30 e 12h00. De lá eu ia dar aula e à tarde e à noite fazia faculdade”, conta Bernardes. Dormia pouco, trabalhava e estudava muito. Com formação em gastronomia e tecnologia de alimentos e pós-graduação em gastronomia fina, continuou na área de panificação e confeitaria, paixão inexplicável.

    O trabalho veio aos 10 anos. Filho mais velho de três irmãos, família humilde, era preciso que o menino aprendesse alguma função. Varrer o chão, lavar formas, carregar sacos, um olho no próprio trabalho e outro no padeiro. “Eu queria aprender, mas naquela época era difícil passarem as receitas até por medo de perder o emprego”, recorda.

    Até que um padeiro, vendo os desejos do garoto, foi mostrando o que era feito no processo. Observando, Bernardes foi guardando tudo na memória. “Um dia faltou o padeiro e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão. Ali eu agarrei a oportunidade com as duas mãos e deu certo. Aquele dia eu percebi que tinha futuro. Eu saí da padaria e não sabia se eu chorava, se eu ria”, enfatiza. A partir de então, Bernardes se tornou assistente de padeiro, trabalhando junto com o mestre.

    Casado e com uma filha de 4 anos, conta que na casa quem faz a comida é a mulher. “Em casa de ferreiro, espeto é de pau”, revela. Observador, Bernardes sabe mesmo sobre as padarias londrinenses. “Você já comeu pão na padaria X ?”, ele pergunta. Também sabe onde há padarias modernizadas, administradas por fulano, que fez história no segmento na cidade e que agora está com loja nova. Sabe sobre os padeiros, aqueles que o ensinaram e aqueles a quem ensinou.

    (Adaptado de: TAINE, L. Mais que farinha, água e sal. Londrina: Folha de Londrina. Folha Gente. 21 e 22 abr. 2018, p. 1.) 

    Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.
    I. Em “Também sabe onde há padarias modernizadas”, o advérbio “também” pode ser substituído pela conjunção “mas”, sem prejuízo de significação.
    II. Em “Foi preciso colocar muito a mão na massa para que Rodrigo Bernardes, 36, chegasse a ser embaixador”, a expressão grifada está sendo empregada em seu sentido literal.
    III. Em “Eu saí da padaria e não sabia se eu chorava, se eu ria”, a sucessão de sons verbais organizados provoca a sensação de ritmo e musicalidade, ou seja, a poetização da prosa.
    IV. Em “Eu acordava às 3h30 da manhã, adiantava o trabalho na padaria, saía por volta das 11h30”, as vírgulas foram empregadas para marcar uma enumeração de ações.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão dbed10a5-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 11.

    Mais que farinha, água e sal

    De ajudante de padaria ao título de melhor chef do Paraná. Uma história de determinação e simplicidade de quem viu no primeiro ofício sua maior paixão. Do trabalho na pouca idade, o acordar de madrugada para colocar o pão fresco na mesa de muitos londrinenses à experiência e estudo. Foi preciso colocar muito a mão na massa para que Rodrigo Bernardes, 36, chegasse a ser embaixador da gastronomia paranaense trabalhando no ramo da panificação.

    “Eu acordava às 3h30 da manhã, adiantava o trabalho na padaria, saía por volta das 11h30 e 12h00. De lá eu ia dar aula e à tarde e à noite fazia faculdade”, conta Bernardes. Dormia pouco, trabalhava e estudava muito. Com formação em gastronomia e tecnologia de alimentos e pós-graduação em gastronomia fina, continuou na área de panificação e confeitaria, paixão inexplicável.

    O trabalho veio aos 10 anos. Filho mais velho de três irmãos, família humilde, era preciso que o menino aprendesse alguma função. Varrer o chão, lavar formas, carregar sacos, um olho no próprio trabalho e outro no padeiro. “Eu queria aprender, mas naquela época era difícil passarem as receitas até por medo de perder o emprego”, recorda.

    Até que um padeiro, vendo os desejos do garoto, foi mostrando o que era feito no processo. Observando, Bernardes foi guardando tudo na memória. “Um dia faltou o padeiro e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão. Ali eu agarrei a oportunidade com as duas mãos e deu certo. Aquele dia eu percebi que tinha futuro. Eu saí da padaria e não sabia se eu chorava, se eu ria”, enfatiza. A partir de então, Bernardes se tornou assistente de padeiro, trabalhando junto com o mestre.

    Casado e com uma filha de 4 anos, conta que na casa quem faz a comida é a mulher. “Em casa de ferreiro, espeto é de pau”, revela. Observador, Bernardes sabe mesmo sobre as padarias londrinenses. “Você já comeu pão na padaria X ?”, ele pergunta. Também sabe onde há padarias modernizadas, administradas por fulano, que fez história no segmento na cidade e que agora está com loja nova. Sabe sobre os padeiros, aqueles que o ensinaram e aqueles a quem ensinou.

    (Adaptado de: TAINE, L. Mais que farinha, água e sal. Londrina: Folha de Londrina. Folha Gente. 21 e 22 abr. 2018, p. 1.) 

    Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.
    I. Histórias como a do chef londrinense mostram que o sucesso profissional está atrelado ao esforço e à determinação.
    II. O ofício de padeiro foi consequência da curiosidade do garoto pela função, desde tenra idade.
    III. A frase “um olho no próprio trabalho e o outro no padeiro” demonstra a irresponsabilidade do garoto com a sua função.
    IV. Ao utilizar a expressão “Em casa de ferreiro, o espeto é de pau”, o chef corrobora a sua participação no preparo das refeições familiares.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão dbe90f3e-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.
    Racismo em tempos modernos
    Democracia racial costuma ser um termo utilizado no Brasil por quem, infelizmente, acredita na inexistência de preconceito de cor. Atualmente, as redes sociais são, por excelência, uma amostragem da presença dessa crença muito debatida no século anterior. Dentro da lenda da democracia racial, seus adeptos, consciente ou inconscientemente, reclamam que a ausência de preconceito é justificada pela atmosfera pacífica da convivência social, sem guerras civis, onde quem diz ter um “amigo negro” é absolvido automaticamente após qualquer piada racista ou comentário degradante. E assim foi argumentada por homens como Florestan Fernandes, décadas atrás, ao responder a muitas das questões postas hoje, mas que aparentemente são ignoradas pelos paladinos da negação do racismo sob os interesses dos mais obscuros.
    No habitat virtual emerge um antigo modelo de discurso que, se antes estava reservado a lugares próprios e passíveis de camuflagens, agora está despido para quem quiser ver. Basta uma notícia de constatação de preconceito racial, que uma burricada surge para reafirmar que o racismo é uma ilusão confeccionada por elementos X ou Y. Isso, é claro, quando não sentenciam os próprios negros por sofrerem racismo. É como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio extermínio. Mas há quem faça.
    Em suas mastodônticas moralidades, acham que cotas raciais, por exemplo, legitimam o preconceito. Ignoram a estrutura das relações do pós-Abolição, que fortificou uma sociedade desigual não apenas socioeconômica, mas pela cor, como subterfúgio da manutenção das divisões sociais. Divisões que sobrevivem.
    Em uma sociedade em que, segundo o IBGE (2014), mais de 53% se declaram negros ou pardos, as tentativas de destacar as exceções confirmam o grau de disparidade. Enquanto o acesso profissional e universitário não representar o cotidiano, qualquer discurso de meritocracia é vazio. Não tão distante, ainda sobrevive a frase de George Bernard Shaw: “Faz-se o negro passar a vida a engraxar sapatos e depois prova-se a inferioridade do negro pelo fato de ele ser engraxate”.
    (Adaptado de: <https://oglobo.globo.com/opiniao/racismo-em-tempos-modernos-18605034. Acesso em: 22 jun. 2018.)
    Com base no texto, considere as afirmativas a seguir.
    I. Em “quem diz ter um ‘amigo negro’ é absolvido automaticamente”, as aspas empregadas em “amigo negro” indicam ironia por parte do autor do texto.
    II. As palavras “inexistência”, “comentário” e “próprios”, retiradas do texto, são acentuadas pela mesma razão.
    III. Em “É como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio extermínio”, temos uma comparação.
    IV. Em “Mas há quem faça”, o verbo “haver” é impessoal e se refere a tempo passado.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão dbe0537b-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.
    Racismo em tempos modernos
    Democracia racial costuma ser um termo utilizado no Brasil por quem, infelizmente, acredita na inexistência de preconceito de cor. Atualmente, as redes sociais são, por excelência, uma amostragem da presença dessa crença muito debatida no século anterior. Dentro da lenda da democracia racial, seus adeptos, consciente ou inconscientemente, reclamam que a ausência de preconceito é justificada pela atmosfera pacífica da convivência social, sem guerras civis, onde quem diz ter um “amigo negro” é absolvido automaticamente após qualquer piada racista ou comentário degradante. E assim foi argumentada por homens como Florestan Fernandes, décadas atrás, ao responder a muitas das questões postas hoje, mas que aparentemente são ignoradas pelos paladinos da negação do racismo sob os interesses dos mais obscuros.
    No habitat virtual emerge um antigo modelo de discurso que, se antes estava reservado a lugares próprios e passíveis de camuflagens, agora está despido para quem quiser ver. Basta uma notícia de constatação de preconceito racial, que uma burricada surge para reafirmar que o racismo é uma ilusão confeccionada por elementos X ou Y. Isso, é claro, quando não sentenciam os próprios negros por sofrerem racismo. É como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio extermínio. Mas há quem faça.
    Em suas mastodônticas moralidades, acham que cotas raciais, por exemplo, legitimam o preconceito. Ignoram a estrutura das relações do pós-Abolição, que fortificou uma sociedade desigual não apenas socioeconômica, mas pela cor, como subterfúgio da manutenção das divisões sociais. Divisões que sobrevivem.
    Em uma sociedade em que, segundo o IBGE (2014), mais de 53% se declaram negros ou pardos, as tentativas de destacar as exceções confirmam o grau de disparidade. Enquanto o acesso profissional e universitário não representar o cotidiano, qualquer discurso de meritocracia é vazio. Não tão distante, ainda sobrevive a frase de George Bernard Shaw: “Faz-se o negro passar a vida a engraxar sapatos e depois prova-se a inferioridade do negro pelo fato de ele ser engraxate”.
    (Adaptado de: <https://oglobo.globo.com/opiniao/racismo-em-tempos-modernos-18605034. Acesso em: 22 jun. 2018.)
    Com base nos trechos a seguir, assinale a alternativa em que o termo sublinhado exprime, explicitamente, posicionamento por parte do autor.
    Escolha uma alternativa para a questão dbdc7551-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.
    Racismo em tempos modernos
    Democracia racial costuma ser um termo utilizado no Brasil por quem, infelizmente, acredita na inexistência de preconceito de cor. Atualmente, as redes sociais são, por excelência, uma amostragem da presença dessa crença muito debatida no século anterior. Dentro da lenda da democracia racial, seus adeptos, consciente ou inconscientemente, reclamam que a ausência de preconceito é justificada pela atmosfera pacífica da convivência social, sem guerras civis, onde quem diz ter um “amigo negro” é absolvido automaticamente após qualquer piada racista ou comentário degradante. E assim foi argumentada por homens como Florestan Fernandes, décadas atrás, ao responder a muitas das questões postas hoje, mas que aparentemente são ignoradas pelos paladinos da negação do racismo sob os interesses dos mais obscuros.
    No habitat virtual emerge um antigo modelo de discurso que, se antes estava reservado a lugares próprios e passíveis de camuflagens, agora está despido para quem quiser ver. Basta uma notícia de constatação de preconceito racial, que uma burricada surge para reafirmar que o racismo é uma ilusão confeccionada por elementos X ou Y. Isso, é claro, quando não sentenciam os próprios negros por sofrerem racismo. É como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio extermínio. Mas há quem faça.
    Em suas mastodônticas moralidades, acham que cotas raciais, por exemplo, legitimam o preconceito. Ignoram a estrutura das relações do pós-Abolição, que fortificou uma sociedade desigual não apenas socioeconômica, mas pela cor, como subterfúgio da manutenção das divisões sociais. Divisões que sobrevivem.
    Em uma sociedade em que, segundo o IBGE (2014), mais de 53% se declaram negros ou pardos, as tentativas de destacar as exceções confirmam o grau de disparidade. Enquanto o acesso profissional e universitário não representar o cotidiano, qualquer discurso de meritocracia é vazio. Não tão distante, ainda sobrevive a frase de George Bernard Shaw: “Faz-se o negro passar a vida a engraxar sapatos e depois prova-se a inferioridade do negro pelo fato de ele ser engraxate”.
    (Adaptado de: <https://oglobo.globo.com/opiniao/racismo-em-tempos-modernos-18605034. Acesso em: 22 jun. 2018.)
    A partir da leitura do texto, considere as afirmativas a seguir.
    I. O objetivo principal do texto é denunciar o preconceito, bem como a falta de democracia racial no Brasil.
    II. O autor do texto critica os órgãos governamentais e cobra políticas públicas para o combate ao racismo.
    III. Segundo o autor, as divisões sociais não têm relação com o preconceito de cor. IV. Ao dizer “Mas há quem faça”, o autor demonstra indignação com aquilo que expõe em seu texto.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão dbd7ca3e-b2
  • Linguagens

    Inglês

    Leia a letra da canção a seguir e responda à questão.

    Numb
    Linkin Park

    I’m tired of being what you want me to be
    Feeling so faithless, lost under the surface
    I don’t know what you’re expecting of me
    Put under the pressure of walking in your shoes

    Caught in the undertow, just caught in the undertow
    Every step that I take is another mistake to you
    Caught in the undertow, just caught in the undertow

    I’ve become so numb
    I can’t feel you there
    I’ve become so tired
    So much more aware

    I’m becoming this
    All I want to do
    Is be more like me
    And be less like you

    Can’t you see that you’re smothering me?
    Holding too tightly, afraid to lose control
    ’Cause everything that you thought I would be
    Has fallen apart right in front of you

    And I know
    I may end up failing, too
    But I know you were just like me
    With someone disappointed in you

    LINKIN PARK. Numb. In: Meteora. Warner Bros. Records, 2003, 1 CD (36min 43s). Faixa 13 (3min 08s). Produtor Don Gilmore.
    Em relação à linguagem utilizada na canção, considere as afirmativas a seguir.


    I. O trecho grifado no verso “Every step that I take is another mistake to you” é usado em seu sentido literal.

    II. No verso “Put under the pressure of walking in your shoes”, o trecho grifado é usado em tom de ironia.

    III. Em “I’ve become so tired”, o tempo verbal tem a função de indicar uma ação ocorrida no passado, que tem relevância no tempo presente.

    IV. No verso “So much more aware”, a palavra “so” é usada com função de acrescentar maior ênfase à sentença.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a3a41989-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Leia a letra da canção a seguir e responda à questão.

    Numb
    Linkin Park

    I’m tired of being what you want me to be
    Feeling so faithless, lost under the surface
    I don’t know what you’re expecting of me
    Put under the pressure of walking in your shoes

    Caught in the undertow, just caught in the undertow
    Every step that I take is another mistake to you
    Caught in the undertow, just caught in the undertow

    I’ve become so numb
    I can’t feel you there
    I’ve become so tired
    So much more aware

    I’m becoming this
    All I want to do
    Is be more like me
    And be less like you

    Can’t you see that you’re smothering me?
    Holding too tightly, afraid to lose control
    ’Cause everything that you thought I would be
    Has fallen apart right in front of you

    And I know
    I may end up failing, too
    But I know you were just like me
    With someone disappointed in you

    LINKIN PARK. Numb. In: Meteora. Warner Bros. Records, 2003, 1 CD (36min 43s). Faixa 13 (3min 08s). Produtor Don Gilmore.
    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o tema central da canção.
    Escolha uma alternativa para a questão a39ca984-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Choking to death


    Sharks have been swimming in the oceans since before dinosaurs walked the earth. They’ve shaped the marine environment and everything in it. Without sharks the oceans could collapse, taking with them their ability to produce 50% of the oxygen we breathe and absorb 20% of the CO2 emissions we produce.


    With every shark slaughtered we’re strengthening our stranglehold on the planet.


    Too many fishing boats, too few fish The International Union for the Conservation of Nature recently reported that 85% of the world’s fish stocks are fully exploited or overexploited. It’s the big fish that will disappear first.


    That’s why we’re focussing on key species that are most vulnerable to overfishing yet widely available in shops and restaurants.


    Join us and help protect our blue planet.



    (Adaptado de: Bite-Back Shark & Marine Conservation (website) Why we do it. Disponível em: https://www.bite-back.com/whatwe-do/why-we-do-it/. Acesso em: 15 ago. 2017).

    De acordo com o texto, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a que se refere a expressão “Too many fishing boats, too few fish”.
    Escolha uma alternativa para a questão a3991eba-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Choking to death


    Sharks have been swimming in the oceans since before dinosaurs walked the earth. They’ve shaped the marine environment and everything in it. Without sharks the oceans could collapse, taking with them their ability to produce 50% of the oxygen we breathe and absorb 20% of the CO2 emissions we produce.


    With every shark slaughtered we’re strengthening our stranglehold on the planet.


    Too many fishing boats, too few fish The International Union for the Conservation of Nature recently reported that 85% of the world’s fish stocks are fully exploited or overexploited. It’s the big fish that will disappear first.


    That’s why we’re focussing on key species that are most vulnerable to overfishing yet widely available in shops and restaurants.


    Join us and help protect our blue planet.



    (Adaptado de: Bite-Back Shark & Marine Conservation (website) Why we do it. Disponível em: https://www.bite-back.com/whatwe-do/why-we-do-it/. Acesso em: 15 ago. 2017).

    Com base na leitura do texto, considere as afirmativas a seguir.


    I. Os tubarões são animais muito antigos, anteriores aos dinossauros.

    II. Tubarões são responsáveis pelo estabelecimento do ecossistema marinho do planeta.

    III. O extermínio dos tubarões poderia afetar gravemente o equilíbrio dos oceanos e, consequentemente, o planeta.

    IV. Tubarões consomem em média 20% de CO2, contribuindo com a qualidade do ar que respiramos.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a391dda7-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Imagem da questão de Inglês, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Choking to death


    Sharks have been swimming in the oceans since before dinosaurs walked the earth. They’ve shaped the marine environment and everything in it. Without sharks the oceans could collapse, taking with them their ability to produce 50% of the oxygen we breathe and absorb 20% of the CO2 emissions we produce.


    With every shark slaughtered we’re strengthening our stranglehold on the planet.


    Too many fishing boats, too few fish The International Union for the Conservation of Nature recently reported that 85% of the world’s fish stocks are fully exploited or overexploited. It’s the big fish that will disappear first.


    That’s why we’re focussing on key species that are most vulnerable to overfishing yet widely available in shops and restaurants.


    Join us and help protect our blue planet.



    (Adaptado de: Bite-Back Shark & Marine Conservation (website) Why we do it. Disponível em: https://www.bite-back.com/whatwe-do/why-we-do-it/. Acesso em: 15 ago. 2017).

    De acordo com o texto, o objetivo da organização Bite-Back é
    Escolha uma alternativa para a questão a38e5109-b1
  • Linguagens

    Inglês

    Figura 1 de 2 da questão de Inglês, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    Figura 2 de 2 da questão de Inglês, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Interpretação de texto | Reading comprehension

    A partir da leitura dos trechos sublinhados no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a38ad715-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema a seguir.


    das coisas
    que eu fiz a metro
    todos saberão
    quantos quilômetros
    são


    aquelas
    em centímetros
    sentimentos mínimos
    ímpetos infinitos
    não?


    (LEMINSKI, P. Toda Poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 37.)



    Com base na leitura do poema, considere as afirmativas a seguir.


    I. O poema abre a possibilidade para uma interpretação metaliterária: textos longos obtêm maior projeção; textos curtos, não.

    II. Medidas como “metro”, “quilômetros” e “centímetros” são utilizadas aleatoriamente, sem grandes especificidades de sentido.

    III. O deslocamento do ponto de interrogação, do final do poema para o final da primeira estrofe, não inverteria sentido nem ênfase do que é abordado.

    IV. Ao justapor “sentimentos mínimos” a “ímpetos infinitos”, o poeta joga luz sobre o potencial das produções “em centímetros”.



    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a37d6671-b1
  • Linguagens

    Português

    Ninguém imaginará que, topando os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos. Não senhor, não procedi nem percorri. Tive abatimentos, desejo de recuar; contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal? A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. E como sempre tive a intenção de possuir as terras de São Bernardo, considerei legítimas as ações que me levaram a obtê-las.
    (RAMOS, G. São Bernardo. 42. ed. Rio de Janeiro: Record, 1984. p. 39.)
    Sobre o trecho do romance, considere as afirmativas a seguir.


    I. Ao admitir riscos com que se deparou, o narrador evoca os procedimentos “com segurança” como justificativa para a variação dos atos praticados.

    II. As “muitas curvas” constituem uma imagem construída pelo narrador para representar dificuldades enfrentadas, sem entrar, ainda, no mérito de julgar as soluções como boas ou ruins.

    III. A avaliação do resultado de seus atos como “lucro” e “prejuízo” já aponta a mentalidade predominante do narrador, cujo objetivo maior é desfrutar de vantagens na posse dos bens.

    IV. A ideia de considerar “legítimas” determinadas ações serve como uma espécie de autoabsolvição e representa um desvio de foco sobre a qualificação moral dos atos praticados.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a37a42bd-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Ninguém imaginará que, topando os obstáculos mencionados, eu haja procedido invariavelmente com segurança e percorrido, sem me deter, caminhos certos. Não senhor, não procedi nem percorri. Tive abatimentos, desejo de recuar; contornei dificuldades: muitas curvas. Acham que andei mal? A verdade é que nunca soube quais foram os meus atos bons e quais foram os maus. Fiz coisas boas que me trouxeram prejuízo; fiz coisas ruins que deram lucro. E como sempre tive a intenção de possuir as terras de São Bernardo, considerei legítimas as ações que me levaram a obtê-las.
    (RAMOS, G. São Bernardo. 42. ed. Rio de Janeiro: Record, 1984. p. 39.)
    Com base na leitura prévia de São Bernardo e no trecho do romance, considere as afirmativas a seguir sobre as correlações com os elementos da narrativa.



    I. O espaço é essencial no romance, desde o título do livro, até as justificativas, incluídas no trecho, para determinadas ações.

    II. O tempo é linear, sem retrospectivas, pois o narrador não se arrepende de eventuais deslizes cometidos em sua trajetória.

    III. O narrador limita-se a relatar fatos, sem parcialidade, ainda que a presença de circunstâncias desconhecidas lhe cause angústia.

    IV. A condição de protagonista é construída no trecho sem o recurso de dotá-lo de estabilidade moral e do enobrecimento que caracterizam heróis tradicionais.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a375c351-b1
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema a seguir.


    choveu

    na carta que você mandou

    quem mandou?


    (LEMINSKI, P. Toda Poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p. 237.)



    Sobre os verbos usados no poema de Paulo Leminski, considere as afirmativas a seguir.


    I. As formas verbais utilizadas nos dois últimos versos possuem o mesmo sentido figurado.
    II. A forma verbal utilizada no segundo verso possui ali o único sentido literal do verbo.
    III. A forma verbal empregada no segundo verso tem o sentido de “enviar”.
    IV. A forma verbal empregada no último verso compõe uma expressão com uso e sentido informais.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão a36d7730-b1
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o trecho a seguir, que dá início à quarta parte – “Resgate”, de Senhora, e responda à questão.

    Havia baile em São Clemente. Aurélia ali estava como sempre, deslumbrante de formosura, de espírito e de luxo. Seu traje era um primor de elegância; suas jóias valiam um tesouro, mas ninguém apercebia-se disso. O que se via e admirava era ela, sua beleza, que enchia a sala, como um esplendor. O baile em vez de fatigá-la, ao contrário a expandia. Semelhante às flores tropicais, filhas do sol, que ostentam o brilhante matiz nas horas mais ardentes do dia, era justamente nesse pélago de luz e paixões, que Aurélia revelava toda a opulência de sua beleza. Seixas a contemplava de parte. As outras moças, de meia noite em diante, começavam a murchar-se; o cansaço desbotava-lhes a cor, ou afogueava-lhes o rosto. O talhe denunciava o excesso da fadiga na languidez das inflexões ou na rispidez do gesto. Aurélia ao contrário, à medida que adiantava-se a noite, desferia de si mais seduções, e parecia entrar na plenitude de sua graça. A correção artística de seu traje ia desaparecendo no bulício do baile. Como o primeiro esboço que surge afinal do cinzel impetuoso do artista, ao fogo da inspiração, sua estátua recebia da admiração da turba os últimos toques. Quando em torno se revolvia o turbilhão, ela conservava sua inalterável serenidade. O colo arfava-lhe mansamente, ao influxo das brandas emoções; o sorriso coalhava-se em enlevos nos lábios entreabertos, por onde escapava-se a respiração calma. Desprendia-se de seus olhos, de toda sua pessoa, uma efusão celeste que era como a sua irradiação. Quando completou-se esta assunção de sua beleza, o baile estava a terminar.
    (ALENCAR, J. de. Senhora. Rio de Janeiro: Edições de Ouro, 1971. p. 225-6.)
    Sobre o trecho, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a365fca8-b1
  • Linguagens

    Português

    BISAZINHA

    Minha avozinha,
    tão franzidinha,
    quem te secou?

    Foi o vento, meu netinho,
    foi o vento que ventou.
    (BANDEIRA, P. Cavalgando o arco-íris. 17. ed. São Paulo: Moderna, 1991.)
    Em relação ao emprego das vírgulas nos versos “Foi o vento, meu netinho, foi o vento que ventou”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a34fc01f-b1
  • Linguagens

    Português

    BISAZINHA

    Minha avozinha,
    tão franzidinha,
    quem te secou?

    Foi o vento, meu netinho,
    foi o vento que ventou.
    (BANDEIRA, P. Cavalgando o arco-íris. 17. ed. São Paulo: Moderna, 1991.)
    Em relação ao emprego dos diminutivos, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a34a1273-b1