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Instituição

Questões: Universidade Estadual do Norte do Paraná — com gabarito

196 questões de Universidade Estadual do Norte do Paraná, de 2016 a 2018. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 196 questões
  • 3 provas

Resultados: 196 questões

Página 1 de 10

  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto a seguir.


    Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adotar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escrito ficaria assim mais galante e mais novo.

    (ASSIS, M. de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. 18 ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 17.)


    De acordo com o início do primeiro capítulo de Memórias póstumas de Brás Cubas, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a36a4dbb-b1
  • Linguagens

    Literatura

    A obra Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus é escrita na forma de diário, que se inicia em 15 de julho de 1955 e termina em 1º de janeiro de 1960.

    Sobre essa forma, assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão dc41181e-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão. 
    Entalhando a felicidade
    “Madeira é um elemento que tem que ser respeitado. Eu nasci numa casa de madeira, me criei numa casa de madeira. Ela era feita com árvores retiradas dali, da região”, conta José Belaque, 63. O artesão expõe suas peças no Calçadão de Londrina, esquina com Hugo Cabral, de segunda a sexta. Após uma vida dedicada ao trabalho contínuo e sistemático, Belaque parece ter encontrado, na madeira, a felicidade.
    As peças são criadas para discursar. Os móveis para bonecas obedecem à arte vitoriana, período que estudou em um trabalho como guia turístico. Formas, desenhos, cores, tudo leva ao passado. “A minimização, ou seja, a cozinha do adulto que tinha nas fazendas, agora é feita para as bonecas. A criança vai aprendendo, por meio do brinquedo, a história”, afirma.
    História na expressão e na própria madeira. “Isso tudo é um resgate. Foi uma árvore que deu frutos, sombra, conforto e de repente ela se torna um elemento positivo”, defende. “Quando eu era criança, não tinha indústria de brinquedos e a gente queria brincar. Então, os avós e pais construíam os brinquedos de uma forma artesanal. Eu quis voltar num tempo em que se construíam os brinquedos, elementos decorativos e móveis dentro de casa”, afirma.
    Há quatro anos, tomou a decisão de viver da arte após a constatação de ter realizado bons trabalhos em sua carreira, já satisfeito com o ponto aonde tinha chegado. A oficina funciona no fundo da casa de Belaque. “Eu estou fazendo uma coisa que amo fazer, na hora em que tenho interesse, então eu digo que estou no período fetal. Eu almoço quando tenho fome, levanto quando o corpo pede, trabalho e me estendo até de madrugada quando estou empolgado”, sorri.
    E vai criando conforme suas crenças e constatações expressas na madeira. Recicladas e não recicladas, afirma usar mais o pínus por questão de respeito e custo. As madeiras de primeira linha que possui são controladas e faz questão de afirmar: “Eu só trabalho com aquelas que têm o selo de controle, se não tiver eu não aceito, não compro. Não dou força para criar-se esse comércio”, argumenta.
    No fim, o resultado é a felicidade baseada no respeito pela natureza, pela arte e pela sua história. “Dinheiro é maravilhoso, mas chega um período em que ele não é mais tão importante, porque a felicidade não é o dinheiro que traz. É você realizar aquilo que gosta de fazer. Isso é felicidade”, acredita.
    (Adaptado de: GONÇALVES, É. Entalhando a felicidade. Londrina: Folha de Londrina, Folha Mais, 26 e 27 de maio de 2018, p. 1). 

    Em relação à partícula “que” em “Eu estou fazendo uma coisa que amo” e “eu digo que estou no período fetal”, considere as afirmativas a seguir.


    I. O primeiro “que” é um pronome relativo e retoma o termo “coisa”.

    II. O segundo “que” é uma conjunção subordinativa substantiva objetiva direta.

    III. O primeiro “que” inicia uma oração subordinada adverbial causal.

    IV. O segundo “que” é um pronome relativo e retoma a forma verbal “estou”.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão dc18a447-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão. 
    Entalhando a felicidade
    “Madeira é um elemento que tem que ser respeitado. Eu nasci numa casa de madeira, me criei numa casa de madeira. Ela era feita com árvores retiradas dali, da região”, conta José Belaque, 63. O artesão expõe suas peças no Calçadão de Londrina, esquina com Hugo Cabral, de segunda a sexta. Após uma vida dedicada ao trabalho contínuo e sistemático, Belaque parece ter encontrado, na madeira, a felicidade.
    As peças são criadas para discursar. Os móveis para bonecas obedecem à arte vitoriana, período que estudou em um trabalho como guia turístico. Formas, desenhos, cores, tudo leva ao passado. “A minimização, ou seja, a cozinha do adulto que tinha nas fazendas, agora é feita para as bonecas. A criança vai aprendendo, por meio do brinquedo, a história”, afirma.
    História na expressão e na própria madeira. “Isso tudo é um resgate. Foi uma árvore que deu frutos, sombra, conforto e de repente ela se torna um elemento positivo”, defende. “Quando eu era criança, não tinha indústria de brinquedos e a gente queria brincar. Então, os avós e pais construíam os brinquedos de uma forma artesanal. Eu quis voltar num tempo em que se construíam os brinquedos, elementos decorativos e móveis dentro de casa”, afirma.
    Há quatro anos, tomou a decisão de viver da arte após a constatação de ter realizado bons trabalhos em sua carreira, já satisfeito com o ponto aonde tinha chegado. A oficina funciona no fundo da casa de Belaque. “Eu estou fazendo uma coisa que amo fazer, na hora em que tenho interesse, então eu digo que estou no período fetal. Eu almoço quando tenho fome, levanto quando o corpo pede, trabalho e me estendo até de madrugada quando estou empolgado”, sorri.
    E vai criando conforme suas crenças e constatações expressas na madeira. Recicladas e não recicladas, afirma usar mais o pínus por questão de respeito e custo. As madeiras de primeira linha que possui são controladas e faz questão de afirmar: “Eu só trabalho com aquelas que têm o selo de controle, se não tiver eu não aceito, não compro. Não dou força para criar-se esse comércio”, argumenta.
    No fim, o resultado é a felicidade baseada no respeito pela natureza, pela arte e pela sua história. “Dinheiro é maravilhoso, mas chega um período em que ele não é mais tão importante, porque a felicidade não é o dinheiro que traz. É você realizar aquilo que gosta de fazer. Isso é felicidade”, acredita.
    (Adaptado de: GONÇALVES, É. Entalhando a felicidade. Londrina: Folha de Londrina, Folha Mais, 26 e 27 de maio de 2018, p. 1). 
    Em “Eu só trabalho com aquelas que têm o selo de controle”, assinale a alternativa que remete ao sentido da palavra “só”, neste contexto.
    Escolha uma alternativa para a questão dc141d17-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão. 
    Entalhando a felicidade
    “Madeira é um elemento que tem que ser respeitado. Eu nasci numa casa de madeira, me criei numa casa de madeira. Ela era feita com árvores retiradas dali, da região”, conta José Belaque, 63. O artesão expõe suas peças no Calçadão de Londrina, esquina com Hugo Cabral, de segunda a sexta. Após uma vida dedicada ao trabalho contínuo e sistemático, Belaque parece ter encontrado, na madeira, a felicidade.
    As peças são criadas para discursar. Os móveis para bonecas obedecem à arte vitoriana, período que estudou em um trabalho como guia turístico. Formas, desenhos, cores, tudo leva ao passado. “A minimização, ou seja, a cozinha do adulto que tinha nas fazendas, agora é feita para as bonecas. A criança vai aprendendo, por meio do brinquedo, a história”, afirma.
    História na expressão e na própria madeira. “Isso tudo é um resgate. Foi uma árvore que deu frutos, sombra, conforto e de repente ela se torna um elemento positivo”, defende. “Quando eu era criança, não tinha indústria de brinquedos e a gente queria brincar. Então, os avós e pais construíam os brinquedos de uma forma artesanal. Eu quis voltar num tempo em que se construíam os brinquedos, elementos decorativos e móveis dentro de casa”, afirma.
    Há quatro anos, tomou a decisão de viver da arte após a constatação de ter realizado bons trabalhos em sua carreira, já satisfeito com o ponto aonde tinha chegado. A oficina funciona no fundo da casa de Belaque. “Eu estou fazendo uma coisa que amo fazer, na hora em que tenho interesse, então eu digo que estou no período fetal. Eu almoço quando tenho fome, levanto quando o corpo pede, trabalho e me estendo até de madrugada quando estou empolgado”, sorri.
    E vai criando conforme suas crenças e constatações expressas na madeira. Recicladas e não recicladas, afirma usar mais o pínus por questão de respeito e custo. As madeiras de primeira linha que possui são controladas e faz questão de afirmar: “Eu só trabalho com aquelas que têm o selo de controle, se não tiver eu não aceito, não compro. Não dou força para criar-se esse comércio”, argumenta.
    No fim, o resultado é a felicidade baseada no respeito pela natureza, pela arte e pela sua história. “Dinheiro é maravilhoso, mas chega um período em que ele não é mais tão importante, porque a felicidade não é o dinheiro que traz. É você realizar aquilo que gosta de fazer. Isso é felicidade”, acredita.
    (Adaptado de: GONÇALVES, É. Entalhando a felicidade. Londrina: Folha de Londrina, Folha Mais, 26 e 27 de maio de 2018, p. 1). 

    Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.

    I. Na oração “Os móveis para bonecas obedecem à arte vitoriana”, a presença da preposição a deve-se à exigência feita pelo verbo.

    II. Em “O artesão expõe suas peças no Calçadão de Londrina, esquina com Hugo Cabral, de segunda a sexta”, não se emprega a crase porque o a é uma mera preposição.

    III. Em “Dinheiro é maravilhoso, mas chega um período em que ele não é mais tão importante”, o conectivo “mas” estabelece uma relação de oposição com a ideia expressa anteriormente.

    IV. Em “Então, os avós e pais construíam os brinquedos de forma artesanal” a partícula “então” estabelece uma relação de alternância.

    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão dc0d41c0-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia a charge a seguir

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2018, Interpretação de Textos

    A charge acima traz implícita uma máxima, ou seja, uma frase sentenciosa, concisa, de verdade comprovada, baseada na secular experiência do povo. Com base nesse pressuposto, assinale a alternativa que melhor define esse princípio.

    Escolha uma alternativa para a questão dc002ebe-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 11.

    Mais que farinha, água e sal

    De ajudante de padaria ao título de melhor chef do Paraná. Uma história de determinação e simplicidade de quem viu no primeiro ofício sua maior paixão. Do trabalho na pouca idade, o acordar de madrugada para colocar o pão fresco na mesa de muitos londrinenses à experiência e estudo. Foi preciso colocar muito a mão na massa para que Rodrigo Bernardes, 36, chegasse a ser embaixador da gastronomia paranaense trabalhando no ramo da panificação.

    “Eu acordava às 3h30 da manhã, adiantava o trabalho na padaria, saía por volta das 11h30 e 12h00. De lá eu ia dar aula e à tarde e à noite fazia faculdade”, conta Bernardes. Dormia pouco, trabalhava e estudava muito. Com formação em gastronomia e tecnologia de alimentos e pós-graduação em gastronomia fina, continuou na área de panificação e confeitaria, paixão inexplicável.

    O trabalho veio aos 10 anos. Filho mais velho de três irmãos, família humilde, era preciso que o menino aprendesse alguma função. Varrer o chão, lavar formas, carregar sacos, um olho no próprio trabalho e outro no padeiro. “Eu queria aprender, mas naquela época era difícil passarem as receitas até por medo de perder o emprego”, recorda.

    Até que um padeiro, vendo os desejos do garoto, foi mostrando o que era feito no processo. Observando, Bernardes foi guardando tudo na memória. “Um dia faltou o padeiro e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão. Ali eu agarrei a oportunidade com as duas mãos e deu certo. Aquele dia eu percebi que tinha futuro. Eu saí da padaria e não sabia se eu chorava, se eu ria”, enfatiza. A partir de então, Bernardes se tornou assistente de padeiro, trabalhando junto com o mestre.

    Casado e com uma filha de 4 anos, conta que na casa quem faz a comida é a mulher. “Em casa de ferreiro, espeto é de pau”, revela. Observador, Bernardes sabe mesmo sobre as padarias londrinenses. “Você já comeu pão na padaria X ?”, ele pergunta. Também sabe onde há padarias modernizadas, administradas por fulano, que fez história no segmento na cidade e que agora está com loja nova. Sabe sobre os padeiros, aqueles que o ensinaram e aqueles a quem ensinou.

    (Adaptado de: TAINE, L. Mais que farinha, água e sal. Londrina: Folha de Londrina. Folha Gente. 21 e 22 abr. 2018, p. 1.) 

    Leia o trecho a seguir.

    “Um dia o padeiro faltou e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão”.


    Com base no trecho, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o referente do pronome oblíquo átono sublinhado.

    Escolha uma alternativa para a questão dbf4cfb8-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda às questões de 6 a 11.

    Mais que farinha, água e sal

    De ajudante de padaria ao título de melhor chef do Paraná. Uma história de determinação e simplicidade de quem viu no primeiro ofício sua maior paixão. Do trabalho na pouca idade, o acordar de madrugada para colocar o pão fresco na mesa de muitos londrinenses à experiência e estudo. Foi preciso colocar muito a mão na massa para que Rodrigo Bernardes, 36, chegasse a ser embaixador da gastronomia paranaense trabalhando no ramo da panificação.

    “Eu acordava às 3h30 da manhã, adiantava o trabalho na padaria, saía por volta das 11h30 e 12h00. De lá eu ia dar aula e à tarde e à noite fazia faculdade”, conta Bernardes. Dormia pouco, trabalhava e estudava muito. Com formação em gastronomia e tecnologia de alimentos e pós-graduação em gastronomia fina, continuou na área de panificação e confeitaria, paixão inexplicável.

    O trabalho veio aos 10 anos. Filho mais velho de três irmãos, família humilde, era preciso que o menino aprendesse alguma função. Varrer o chão, lavar formas, carregar sacos, um olho no próprio trabalho e outro no padeiro. “Eu queria aprender, mas naquela época era difícil passarem as receitas até por medo de perder o emprego”, recorda.

    Até que um padeiro, vendo os desejos do garoto, foi mostrando o que era feito no processo. Observando, Bernardes foi guardando tudo na memória. “Um dia faltou o padeiro e o proprietário não tinha ninguém para substituí-lo, só aí meu chefe me deu a chance de tentar fazer o pão. Ali eu agarrei a oportunidade com as duas mãos e deu certo. Aquele dia eu percebi que tinha futuro. Eu saí da padaria e não sabia se eu chorava, se eu ria”, enfatiza. A partir de então, Bernardes se tornou assistente de padeiro, trabalhando junto com o mestre.

    Casado e com uma filha de 4 anos, conta que na casa quem faz a comida é a mulher. “Em casa de ferreiro, espeto é de pau”, revela. Observador, Bernardes sabe mesmo sobre as padarias londrinenses. “Você já comeu pão na padaria X ?”, ele pergunta. Também sabe onde há padarias modernizadas, administradas por fulano, que fez história no segmento na cidade e que agora está com loja nova. Sabe sobre os padeiros, aqueles que o ensinaram e aqueles a quem ensinou.

    (Adaptado de: TAINE, L. Mais que farinha, água e sal. Londrina: Folha de Londrina. Folha Gente. 21 e 22 abr. 2018, p. 1.) 

    Em relação aos recursos linguístico-semânticos presentes no texto, considere as afirmativas a seguir.
    I. Em “trabalhando no ramo da panificação” e “continuou na área de panificação e confeitaria”, os termos “ramo” e “área” estão empregados como sinônimos.
    II. Em “Do trabalho na pouca idade, o acordar de madrugada para colocar o pão fresco na mesa”, temos um caso de derivação imprópria em “o acordar”.
    III. Em “paixão inexplicável”, o prefixo in-, na palavra “inexplicável”, indica negação.
    IV. Em “quem viu no ofício sua maior paixão” e “era preciso que o menino aprendesse alguma função” as palavras “ofício” e “função” estão sendo empregadas em sentido diverso.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão dbf14851-b2
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.
    Racismo em tempos modernos
    Democracia racial costuma ser um termo utilizado no Brasil por quem, infelizmente, acredita na inexistência de preconceito de cor. Atualmente, as redes sociais são, por excelência, uma amostragem da presença dessa crença muito debatida no século anterior. Dentro da lenda da democracia racial, seus adeptos, consciente ou inconscientemente, reclamam que a ausência de preconceito é justificada pela atmosfera pacífica da convivência social, sem guerras civis, onde quem diz ter um “amigo negro” é absolvido automaticamente após qualquer piada racista ou comentário degradante. E assim foi argumentada por homens como Florestan Fernandes, décadas atrás, ao responder a muitas das questões postas hoje, mas que aparentemente são ignoradas pelos paladinos da negação do racismo sob os interesses dos mais obscuros.
    No habitat virtual emerge um antigo modelo de discurso que, se antes estava reservado a lugares próprios e passíveis de camuflagens, agora está despido para quem quiser ver. Basta uma notícia de constatação de preconceito racial, que uma burricada surge para reafirmar que o racismo é uma ilusão confeccionada por elementos X ou Y. Isso, é claro, quando não sentenciam os próprios negros por sofrerem racismo. É como acusar os judeus pelo holocausto ou grupos indígenas pelo seu próprio extermínio. Mas há quem faça.
    Em suas mastodônticas moralidades, acham que cotas raciais, por exemplo, legitimam o preconceito. Ignoram a estrutura das relações do pós-Abolição, que fortificou uma sociedade desigual não apenas socioeconômica, mas pela cor, como subterfúgio da manutenção das divisões sociais. Divisões que sobrevivem.
    Em uma sociedade em que, segundo o IBGE (2014), mais de 53% se declaram negros ou pardos, as tentativas de destacar as exceções confirmam o grau de disparidade. Enquanto o acesso profissional e universitário não representar o cotidiano, qualquer discurso de meritocracia é vazio. Não tão distante, ainda sobrevive a frase de George Bernard Shaw: “Faz-se o negro passar a vida a engraxar sapatos e depois prova-se a inferioridade do negro pelo fato de ele ser engraxate”.
    (Adaptado de: <https://oglobo.globo.com/opiniao/racismo-em-tempos-modernos-18605034. Acesso em: 22 jun. 2018.)
    De acordo com o trecho “Não tão distante, ainda sobrevive a frase de Bernard Shaw: ‘Faz-se o negro passar a vida a engraxar sapatos e depois prova-se a inferioridade do negro pelo fato de ele ser engraxate”’, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a função dos dois pontos.
    Escolha uma alternativa para a questão dbe4d940-b2
  • Linguagens

    Literatura

    Assinale a alternativa que contém trecho de história literária referente a Memórias póstumas de Brás Cubas.
    Escolha uma alternativa para a questão a3715fdc-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Interpretação de Textos

    (Disponível em: <coisasdamiroca.centerblog.net/6775-tirinha-adoramos-cestas-sestas-sextas-74>. Acesso em: 18 jul. 2017.)

    Com relação às palavras “cestas” e “sextas”, considere as afirmativas a seguir.


    I. As duas palavras pertencem à mesma classe gramatical.
    II. São paroxítonas e pronunciadas com “e” fechado.
    III. Apresentam a mesma pronúncia, mas grafia e significado diferentes.
    IV. A substituição de uma palavra pela outra não altera o significado.


    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a359886a-b1
  • Linguagens

    Português

    Imagem da questão de Português, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Denotação e Conotação

    (Disponível em: <coisasdamiroca.centerblog.net/6775-tirinha-adoramos-cestas-sestas-sextas-74>. Acesso em: 18 jul. 2017.)

    Entre os termos “cestas” e “sextas”, é correto afirmar que ocorre:
    Escolha uma alternativa para a questão a352fa7d-b1
  • Linguagens

    Português

    BISAZINHA

    Minha avozinha,
    tão franzidinha,
    quem te secou?

    Foi o vento, meu netinho,
    foi o vento que ventou.
    (BANDEIRA, P. Cavalgando o arco-íris. 17. ed. São Paulo: Moderna, 1991.)
    Quanto ao recurso estilístico empregado no verso “Foi o vento que ventou”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão a34cf7d0-b1
  • Ciências Humanas

    História

    Leia o texto a seguir.

    Em 2017, comemora-se 500 anos da Reforma Protestante. Martin Lutero, padre e professor, em 31 de outubro de 1517, pregou na porta da igreja do castelo de Wittemberg (Alemanha) um pergaminho com 95 teses, escrito em latim e com fundamentos na Bíblia Cristã. Lutero tinha como objetivo suscitar discussão entre os acadêmicos acerca da venda do perdão de Deus, como se fosse mercadoria, através de cartas de indulgência. A Reforma Protestante teve um papel decisivo na maneira de pensar do homem moderno ocidental e no nascimento do próprio Estado moderno.

    (PERRY, M. Civilização Ocidental: uma história concisa. 3.ed. São Paulo: Martins Fontes, 2002. p. 244-246.)


    A partir dos conhecimentos sobre o nascimento do pensamento moderno e a Reforma Protestante, considere as afirmativas a seguir.

    I. A Reforma Protestante destruiu a unidade religiosa da Europa, fortaleceu o poder das monarquias e estimulou o crescimento do Estado moderno secular.

    II. A pretensão à autoridade temporal do Papa foi repudiada pelos membros da Reforma Protestante, o poder clerical enfraqueceu e se subordinou aos monarcas que passaram a construir Estados centralizados.

    III. Lutero apregoava aos cristãos a insubordinação absoluta aos governantes, o que contribuiu diretamente para a ideia de liberdade tão característica do pensamento moderno.

    IV. A Reforma Protestante contribuiu para a criação de uma ética dependente, no sentido de que cabe ao clérigo intermediar a relação com Deus, fornecendo segurança e certeza do que deve ou não ser tomado como regra da conduta.


    Assinale a alternativa correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 7856712b-b1
  • Ciências Humanas

    Geografia

    A figura a seguir mostra a diversidade de fontes de energia utilizadas no mundo contemporâneo.


    Imagem da questão de Geografia, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Energia


    Com base na figura e nos conhecimentos sobre fonte de energia, relacione as fontes de energia renováveis e não renováveis às suas formas de obtenção.

    A) Fontes Não Renováveis.

    B) Fontes Renováveis.


    (1) Hidrelétrica. (I) De depósitos fósseis no fundo do mar ou em grandes profundidades continentais.

    (2) Gás natural. (II) Da transformação química de grandes florestas soterradas.

    (3) Biomassa. (III) Da energia liberada por uma queda d’água, que faz girar uma turbina.

    (4) Carvão mineral. (IV) Da quebra de átomos de urânio.

    (5) Marés. (V) Do aquecimento de placas de material semicondutor, como o silício.

    (6) Petróleo. (VI) Da natureza, associado ou não ao petróleo.

    (7) Energia nuclear. (VII) Das alterações de nível das marés, através de barragens ou através de turbinas submersas.

    (8) Eólica. (VIII) Da decomposição de material orgânico.

    (9) Solar. (IX) Dos movimentos dos ventos captados por pás de turbinas ligadas a geradores.


    Assinale a alternativa que contém a associação correta.

    Escolha uma alternativa para a questão 782856d2-b1
  • Ciências Humanas

    História

    O Renascimento constituiu-se, historicamente, na Europa, entre os séculos XI e XIII. Sobre as características do Ranascimento, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 77f9c631-b1
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    O site Mega Curioso (www.megacurioso.com.br) apresentou uma matéria com curiosidades sobre animais. Uma das curiosidades é que centenas de árvores crescem devido às sementes que os esquilos perdem pelo caminho. A imagem a seguir representa hipoteticamente a distribuição geográfica de sementes de uma única árvore que foram perdidas pelos esquilos. 

    Imagem da questão de Biologia, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Ecologia e ciências ambientais

    Na imagem, cada número representa uma semente.
    A partir da análise dessa imagem, considere as afirmativas a seguir.

       I. A semente 16 terá menor chance de se desenvolver, crescer e se transformar em uma árvore.
      II. A competição intraespecífica é maior entre as sementes 13 e 15 do que entre as sementes 13 e 7.
     III. A predação dos esquilos diminuiria a dispersão de sementes dentro desse ambiente.
    IV. As sementes 1, 8, 14 e 16 podem aumentar o fluxo gênico interpopulacional. 

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão 77e2afa6-b1
  • Ciências da Natureza

    Biologia

    O esquema a seguir representa a glicólise simplificada.


    Imagem da questão de Biologia, Universidade Estadual do Norte do Paraná 2017, Moléculas, células e tecidos


    A partir do esquema, assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o saldo energético dessa etapa da respiração aeróbica.

    Escolha uma alternativa para a questão 77dacd97-b1
  • Ciências da Natureza

    Química

    Sistemas de separação de misturas são muito empregados em indústrias químicas, petroquímicas e farmacêuticas. Para isso, sistemas simples de separação de misturas são cotidianamente utilizados. Com base nos conhecimentos sobre separação de misturas, considere as afirmativas a seguir.

    I. A separação de ouro da areia utilizada por garimpeiros é um processo de levigação.
    II. A naftalina é o nome comercial de naftaleno, muito utilizado em guarda-roupas para evitar baratas em roupas. Sabe-se, que após um determinado tempo, a naftalina desaparece, caracterizando um processo de fusão.
    III. A separação de açúcar de sal de cozinha (NaCℓ) pode ser efetuada por um processo de dissolução fracionada, seguido por filtração.
    IV. Em postos de combustíveis, a avaliação do teor de álcool anidro em gasolina acima do permitido pode ser realizada pela adição de água. A separação dos líquidos imiscíveis (gasolina) e mistura (etanol + água) pode ser feita por um processo de decantação.

    Assinale a alternativa correta
    Escolha uma alternativa para a questão 77b7b371-b1
  • Ciências da Natureza

    Física

    O valor de g na superfície da Terra é, aproximadamente, 9,8 m/s² .
    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o valor aproximado de g, em m/s² , a uma distância do centro da Terra igual a cinco raios terrestres, distância um pouco menor que o raio da órbita de um satélite estacionário. 
    Escolha uma alternativa para a questão 779f9d90-b1