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Instituição

Questões: Ensino Einstein — com gabarito

517 questões de Ensino Einstein, de 2017 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 517 questões
  • 7 provas

Resultados: 170 questões

Página 5 de 9

  • Linguagens

    Português

    Examine a tirinha publicada pelo perfil “Safely Endangered Comics” no Instagram em 07.07.2023.



    Imagem da questão de Português, Ensino Einstein 2023, Interpretação de Textos



    A tirinha permite caracterizar Derek como 

    Escolha uma alternativa para a questão b673c943-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    A voz do personagem mescla-se intimamente à voz do narrador, configurando o chamado discurso indireto livre, no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão b67652bc-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    No período composto “Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina.” (14º parágrafo), há duas orações conectadas por uma relação de
    Escolha uma alternativa para a questão b678db9a-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    Ao se transpor a oração “Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos.” (20º parágrafo) para a voz passiva sintética, a forma verbal resultante será: 
    Escolha uma alternativa para a questão b67b9abd-7e
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “A decadência do Ocidente”, de Luis Fernando Verissimo.


        O doutor ganhou uma galinha viva e chegou em casa com ela, para alegria de toda a família. O filho mais moço, inclusive, nunca tinha visto uma galinha viva de perto. Já tinha até um nome para ela — Margarete — e planos para adotá-la, quando ouviu do pai que a galinha seria, obviamente, comida.

        — Comida?!

        — Sim, senhor.

        — Mas se come ela?

        — Ué. Você está cansado de comer galinha.

        — Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?

        — Claro.

        Na verdade o guri gostava muito de peito, de coxa e de asa, mas nunca tinha ligado as partes ao animal. Ainda mais aquele animal vivo ali no meio do apartamento.

        O doutor disse que queria a galinha ao molho pardo. Há anos que não comia uma galinha ao molho pardo. A empregada sabia como se preparava galinha ao molho pardo? A mulher foi consultar a empregada. Dali a pouco o doutor ouviu um grito de horror vindo da cozinha. Depois veio a mulher dizer que ele esquecesse a galinha ao molho pardo.

        — A empregada não sabe fazer?

       — Não só não sabe fazer, como quase desmaiou quando eu disse que precisava cortar o pescoço da galinha. Nunca cortou um pescoço de galinha.

        Era o cúmulo. Então a mulher que cortasse o pescoço da galinha.

        — Eu?! Não mesmo!

        O doutor lembrou-se de uma velha empregada da sua mãe. A Dona Noca. Não só cortava pescoços de galinhas, como fazia isto com uma certa alegria assassina. A solução era a Dona Noca.

        — A Dona Noca já morreu — disse a mulher.

        — O quê?!

        — Há dez anos.

        — Não é possível! A última galinha ao molho pardo que eu comi foi feita por ela.

        — Então faz mais de dez anos que você não come galinha ao molho pardo.

        Alguém no edifício se disporia a degolar a galinha. Fizeram uma rápida enquete entre os vizinhos. Ninguém se animava a cortar o pescoço da galinha. Nem o Rogerinho do 701, que fazia coisas inomináveis com gatos.

        — Somos uma civilização de frouxos! — sentenciou o doutor.

        Foi para o poço do edifício e repetiu:

        — Frouxos! Perdemos o contato com o barro da vida!

        E a Margarete só olhando.


    (Luis Fernando Verissimo. A mãe do Freud, 1997.)

    O termo sublinhado em “— Mas a galinha que a gente come é igual a esta aqui?” (6º parágrafo) pertence à mesma classe gramatical daquele sublinhado em: 
    Escolha uma alternativa para a questão b67e3f27-7e
  • Linguagens

    Literatura

        Pode-se dizer que até hoje a maior parte das noções sobre arte, seus limites e suas tarefas, foi definida por este movimento: nós pensamos, como seus autores, que a arte deve ter relação direta com a vida real; que o indivíduo é realmente a medida das coisas; que o artista é um sujeito que sofre mais que nós e expressa sua experiência de modo exemplar, cumprindo assim uma espécie de missão; que a arte deve sempre se renovar.


    (Luís Augusto Fischer. Literatura brasileira: modos de usar, 2013. Adaptado.)



    O texto trata do movimento

    Escolha uma alternativa para a questão b680c2ae-7e
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text to answer question from.


        Rescuers spotted debris from the tourist submarine Titan on the ocean floor near the wreck of the Titanic on June 22, 2023, indicating that the vessel suffered a catastrophic failure and the five people aboard were killed. Below, Purdue University professor Nina Mahmoudian talks about vehicles for deep ocean research.
        Nina Mahmoudian: When we talk about water studies, we’re talking about vast areas. And covering vast areas requires tools that can work for extended periods of time, sometimes months. Having people aboard underwater vehicles, especially for such long periods, is expensive and dangerous.
        One of the tools researchers use is remotely operated vehicles, or ROVs. Basically, there is a cable between the vehicle and operator that allows the operator to command and move the vehicle, and the vehicle can transmit data in real time. ROVs can reach deep ocean — up to a depth of 6,000 meters. It’s also better able to provide the mobility necessary for observing the sea bed and gathering data.     Autonomous underwater vehicles provide another opportunity for underwater exploration. They are usually not tied to a ship. They are typically programmed ahead of time to do a specific mission. And while they are underwater they usually don’t have constant communication. At some interval, they surface, relay the data that they have gathered, change the battery or recharge and receive renewed instructions before again submerging.
        Crewed1 submersibles will be exciting for the public and those involved. However, they will be much more expensive compared with uncrewed explorations because of the required size of the platforms and the need for life-support systems. So, uncrewed vehicles provide better opportunities for exploration at less cost and risk in operating in inhospitable locations. Using remotely operated and autonomous underwater vehicles gives operators the opportunity to perform tasks that are unsafe for humans, like observing under ice and detecting underwater mines.


    (https://theconversation.com, 23.06.2023. Adapted.)


    1crewed: carrying or operated by a person or people on board.
    The fact which motivated the publication of this article on the specific date of June 23, 2023 was the
    Escolha uma alternativa para a questão b6835a9d-7e
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text to answer question from.


        Rescuers spotted debris from the tourist submarine Titan on the ocean floor near the wreck of the Titanic on June 22, 2023, indicating that the vessel suffered a catastrophic failure and the five people aboard were killed. Below, Purdue University professor Nina Mahmoudian talks about vehicles for deep ocean research.
        Nina Mahmoudian: When we talk about water studies, we’re talking about vast areas. And covering vast areas requires tools that can work for extended periods of time, sometimes months. Having people aboard underwater vehicles, especially for such long periods, is expensive and dangerous.
        One of the tools researchers use is remotely operated vehicles, or ROVs. Basically, there is a cable between the vehicle and operator that allows the operator to command and move the vehicle, and the vehicle can transmit data in real time. ROVs can reach deep ocean — up to a depth of 6,000 meters. It’s also better able to provide the mobility necessary for observing the sea bed and gathering data.     Autonomous underwater vehicles provide another opportunity for underwater exploration. They are usually not tied to a ship. They are typically programmed ahead of time to do a specific mission. And while they are underwater they usually don’t have constant communication. At some interval, they surface, relay the data that they have gathered, change the battery or recharge and receive renewed instructions before again submerging.
        Crewed1 submersibles will be exciting for the public and those involved. However, they will be much more expensive compared with uncrewed explorations because of the required size of the platforms and the need for life-support systems. So, uncrewed vehicles provide better opportunities for exploration at less cost and risk in operating in inhospitable locations. Using remotely operated and autonomous underwater vehicles gives operators the opportunity to perform tasks that are unsafe for humans, like observing under ice and detecting underwater mines.


    (https://theconversation.com, 23.06.2023. Adapted.)


    1crewed: carrying or operated by a person or people on board.
    Professor Nina Mahmoudian, mainly,
    Escolha uma alternativa para a questão b685f74f-7e
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text to answer question from.


        Rescuers spotted debris from the tourist submarine Titan on the ocean floor near the wreck of the Titanic on June 22, 2023, indicating that the vessel suffered a catastrophic failure and the five people aboard were killed. Below, Purdue University professor Nina Mahmoudian talks about vehicles for deep ocean research.
        Nina Mahmoudian: When we talk about water studies, we’re talking about vast areas. And covering vast areas requires tools that can work for extended periods of time, sometimes months. Having people aboard underwater vehicles, especially for such long periods, is expensive and dangerous.
        One of the tools researchers use is remotely operated vehicles, or ROVs. Basically, there is a cable between the vehicle and operator that allows the operator to command and move the vehicle, and the vehicle can transmit data in real time. ROVs can reach deep ocean — up to a depth of 6,000 meters. It’s also better able to provide the mobility necessary for observing the sea bed and gathering data.     Autonomous underwater vehicles provide another opportunity for underwater exploration. They are usually not tied to a ship. They are typically programmed ahead of time to do a specific mission. And while they are underwater they usually don’t have constant communication. At some interval, they surface, relay the data that they have gathered, change the battery or recharge and receive renewed instructions before again submerging.
        Crewed1 submersibles will be exciting for the public and those involved. However, they will be much more expensive compared with uncrewed explorations because of the required size of the platforms and the need for life-support systems. So, uncrewed vehicles provide better opportunities for exploration at less cost and risk in operating in inhospitable locations. Using remotely operated and autonomous underwater vehicles gives operators the opportunity to perform tasks that are unsafe for humans, like observing under ice and detecting underwater mines.


    (https://theconversation.com, 23.06.2023. Adapted.)


    1crewed: carrying or operated by a person or people on board.
    In the third and fourth paragraphs, the descriptions of the remotely operated vehicle and the autonomous underwater vehicle tell us that they both
    Escolha uma alternativa para a questão b688a0bc-7e
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text to answer question from.


        Rescuers spotted debris from the tourist submarine Titan on the ocean floor near the wreck of the Titanic on June 22, 2023, indicating that the vessel suffered a catastrophic failure and the five people aboard were killed. Below, Purdue University professor Nina Mahmoudian talks about vehicles for deep ocean research.
        Nina Mahmoudian: When we talk about water studies, we’re talking about vast areas. And covering vast areas requires tools that can work for extended periods of time, sometimes months. Having people aboard underwater vehicles, especially for such long periods, is expensive and dangerous.
        One of the tools researchers use is remotely operated vehicles, or ROVs. Basically, there is a cable between the vehicle and operator that allows the operator to command and move the vehicle, and the vehicle can transmit data in real time. ROVs can reach deep ocean — up to a depth of 6,000 meters. It’s also better able to provide the mobility necessary for observing the sea bed and gathering data.     Autonomous underwater vehicles provide another opportunity for underwater exploration. They are usually not tied to a ship. They are typically programmed ahead of time to do a specific mission. And while they are underwater they usually don’t have constant communication. At some interval, they surface, relay the data that they have gathered, change the battery or recharge and receive renewed instructions before again submerging.
        Crewed1 submersibles will be exciting for the public and those involved. However, they will be much more expensive compared with uncrewed explorations because of the required size of the platforms and the need for life-support systems. So, uncrewed vehicles provide better opportunities for exploration at less cost and risk in operating in inhospitable locations. Using remotely operated and autonomous underwater vehicles gives operators the opportunity to perform tasks that are unsafe for humans, like observing under ice and detecting underwater mines.


    (https://theconversation.com, 23.06.2023. Adapted.)


    1crewed: carrying or operated by a person or people on board.
    According to the fifth paragraph, uncrewed submersibles have some advantages over crewed ones, such as the fact that uncrewed submersibles
    Escolha uma alternativa para a questão b68b3537-7e
  • Linguagens

    Inglês

    Read the text to answer question from.


        Rescuers spotted debris from the tourist submarine Titan on the ocean floor near the wreck of the Titanic on June 22, 2023, indicating that the vessel suffered a catastrophic failure and the five people aboard were killed. Below, Purdue University professor Nina Mahmoudian talks about vehicles for deep ocean research.
        Nina Mahmoudian: When we talk about water studies, we’re talking about vast areas. And covering vast areas requires tools that can work for extended periods of time, sometimes months. Having people aboard underwater vehicles, especially for such long periods, is expensive and dangerous.
        One of the tools researchers use is remotely operated vehicles, or ROVs. Basically, there is a cable between the vehicle and operator that allows the operator to command and move the vehicle, and the vehicle can transmit data in real time. ROVs can reach deep ocean — up to a depth of 6,000 meters. It’s also better able to provide the mobility necessary for observing the sea bed and gathering data.     Autonomous underwater vehicles provide another opportunity for underwater exploration. They are usually not tied to a ship. They are typically programmed ahead of time to do a specific mission. And while they are underwater they usually don’t have constant communication. At some interval, they surface, relay the data that they have gathered, change the battery or recharge and receive renewed instructions before again submerging.
        Crewed1 submersibles will be exciting for the public and those involved. However, they will be much more expensive compared with uncrewed explorations because of the required size of the platforms and the need for life-support systems. So, uncrewed vehicles provide better opportunities for exploration at less cost and risk in operating in inhospitable locations. Using remotely operated and autonomous underwater vehicles gives operators the opportunity to perform tasks that are unsafe for humans, like observing under ice and detecting underwater mines.


    (https://theconversation.com, 23.06.2023. Adapted.)


    1crewed: carrying or operated by a person or people on board.

    Read the ad which Sir Ernest Shackleton, the famed explorer of the Antarctica, supposedly printed in the London newspaper The Times.



    Imagem da questão de Inglês, Ensino Einstein 2023, Interpretação de texto | Reading comprehension


    (https://shackletonequity.com)



    Both the ad and the text mention the following aspect of exploratory expeditions: 

    Escolha uma alternativa para a questão b68dd1ad-7e
  • Linguagens

    Português

        A ocupação das Américas pelo Homo sapiens pode ter mais do que o dobro de tempo do sustentado pelas teorias tradicionais. Segundo dois artigos publicados em 22 de julho de 2020 na revista científica Nature, um deles com participação de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), populações humanas estavam presentes na América do Norte por volta de 33 mil anos atrás, ainda antes do início do Último Máximo Glacial (UMG). Esse período, entre 26,5 mil e 19 mil anos atrás, representa o intervalo de tempo, durante a mais recente glaciação, em que as geleiras atingiram sua maior extensão no globo terrestre. Embora cada vez mais questionada ao longo das últimas décadas, a tese historicamente dominante na arqueologia norte-americana defende que a primeira cultura estabelecida no continente teria sido a de Clóvis, preservada em sítios de cerca de 13 mil anos, ricos em pontas de lança bifaciais, situados no estado norte- -americano do Novo México.


    (Marcos Pivetta. “O homem moderno entrou nas Américas mais de 30 mil anos atrás.” In: Pesquisa Fapesp, 20.08.2020, https://revistapesquisa.fapesp.br. Adaptado.)



    Segundo o artigo, a datação da ocupação humana das Américas

    Escolha uma alternativa para a questão b690707e-7e
  • Linguagens

    Português

    Multinacionais na Rússia ainda financiam guerra na Ucrânia



        Das 1 387 empresas ocidentais com subsidiárias russas no início da invasão, em 24 de fevereiro de 2022, apenas 241 (17%) abandonaram inteiramente o país. As que permaneceram, geraram naquele ano 177 bilhões de dólares para os cofres nacionais russos.



    (www.dw.com, 05.07.2023. Adaptado.)



    No contexto econômico e político mundiais, o excerto explicita a contradição entre

    Escolha uma alternativa para a questão b69e967a-7e
  • Linguagens

    Inglês

    Examine a tirinha, publicada pelo perfil “The Jenkins” no Instagram em 01.06.2023.

    Imagem da questão de Inglês, Ensino Einstein 2024, Interpretação de texto | Reading comprehension


    Para obter seu efeito de humor, a tirinha explora o seguinte recurso expressivo: 
    Escolha uma alternativa para a questão f384988a-30
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “Dever de casa”, de Otto Lara Resende, publicada originalmente em 13.09.1992.

         Um fiapo de gente e um feixe de problemas. Agora é uma perguntação que não tem mais fim. Papai, o plural de segunda-feira? Tira os óculos, para de ler a revista. Daqui a pouco é hora do telejornal. Dia cansativo, mas pai é pai. Segunda-feira, segunda-feira. Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isso não terá mudado.
        Mudam tudo neste país. Depois querem ter jurisprudência. Ainda hoje andou lendo um acórdão. Ementa malfeita. Segunda-feira no plural. Não tem mais o que inventar. Segundas-feiras. Variam os dois elementos. Fácil, óbvio. Entendeu?
        Nem tinha retomado a leitura e lá vem outra perguntinha. Quarta-feira é abstrato ou concreto? Essa, agora. Primeiro vamos saber se é mesmo substantivo. Nenhuma dúvida. É substantivo. Abstrato?
        Concreto. A professora disse que é concreto. Pai é pai. Põe tudo de lado e sai sem bater a porta. Concreto, está lá no Celso Cunha, é o substantivo que designa um ser propriamente dito. Nomes de pessoas, de lugares, de instituições. Etc. Quarta-feira. Vamos raciocinar. Nome de um dia. Abstrato designa noção, ação, estado e qualidade. Desde que considerados como seres. Quarta-feira é um ser? Se é um dia, é um ser. Mas concreto? Abstrato. Deve ser abstrato.
        Um dia de matar, o trânsito engarrafado. A dorzinha de cabeça já se instalou. Quarta-feira, papai. Afinal? Outro dia era o aliás. Até que teve sua graça. Que é aliás? Bom, como categoria gramatical, me parece que. Pausa. Mudaram a nomenclatura gramatical toda. […] Aliás, advérbio não é. Ou melhor, é controvertido. Vem do latim. Quer dizer quer dizer, como disse o outro. Será advérbio?
        Esses meninos de hoje, francamente. Gramática ninguém estuda mais. A língua andrajosa, um monte de solecismos. Mas quarta-feira é substantivo abstrato? Concreto, disse a professora. Ora, pinoia. Está começando o telejornal. Mais um fantasma. Mandado de segurança. Mandado e não mandato. Preste atenção, meu filho. Aliás, só faltava essa. […] Fantasma é concreto? Eta Brasil complicado! Aliás, hoje é quarta-feira. Abstrata? Uma vergonha!

    (Otto Lara Resende. Bom dia para nascer, 2011.)
    Verificam-se nos trechos “Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é.” (1º parágrafo), “Não tem mais o que inventar.” (2º parágrafo) e “Essa, agora.” (3º parágrafo) as vozes, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão f399c063-30
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “Dever de casa”, de Otto Lara Resende, publicada originalmente em 13.09.1992.

         Um fiapo de gente e um feixe de problemas. Agora é uma perguntação que não tem mais fim. Papai, o plural de segunda-feira? Tira os óculos, para de ler a revista. Daqui a pouco é hora do telejornal. Dia cansativo, mas pai é pai. Segunda-feira, segunda-feira. Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isso não terá mudado.
        Mudam tudo neste país. Depois querem ter jurisprudência. Ainda hoje andou lendo um acórdão. Ementa malfeita. Segunda-feira no plural. Não tem mais o que inventar. Segundas-feiras. Variam os dois elementos. Fácil, óbvio. Entendeu?
        Nem tinha retomado a leitura e lá vem outra perguntinha. Quarta-feira é abstrato ou concreto? Essa, agora. Primeiro vamos saber se é mesmo substantivo. Nenhuma dúvida. É substantivo. Abstrato?
        Concreto. A professora disse que é concreto. Pai é pai. Põe tudo de lado e sai sem bater a porta. Concreto, está lá no Celso Cunha, é o substantivo que designa um ser propriamente dito. Nomes de pessoas, de lugares, de instituições. Etc. Quarta-feira. Vamos raciocinar. Nome de um dia. Abstrato designa noção, ação, estado e qualidade. Desde que considerados como seres. Quarta-feira é um ser? Se é um dia, é um ser. Mas concreto? Abstrato. Deve ser abstrato.
        Um dia de matar, o trânsito engarrafado. A dorzinha de cabeça já se instalou. Quarta-feira, papai. Afinal? Outro dia era o aliás. Até que teve sua graça. Que é aliás? Bom, como categoria gramatical, me parece que. Pausa. Mudaram a nomenclatura gramatical toda. […] Aliás, advérbio não é. Ou melhor, é controvertido. Vem do latim. Quer dizer quer dizer, como disse o outro. Será advérbio?
        Esses meninos de hoje, francamente. Gramática ninguém estuda mais. A língua andrajosa, um monte de solecismos. Mas quarta-feira é substantivo abstrato? Concreto, disse a professora. Ora, pinoia. Está começando o telejornal. Mais um fantasma. Mandado de segurança. Mandado e não mandato. Preste atenção, meu filho. Aliás, só faltava essa. […] Fantasma é concreto? Eta Brasil complicado! Aliás, hoje é quarta-feira. Abstrata? Uma vergonha!

    (Otto Lara Resende. Bom dia para nascer, 2011.)
    No contexto em que se insere, a expressão “feixe de problemas” (1º parágrafo) faz referência
    Escolha uma alternativa para a questão f39c523e-30
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “Dever de casa”, de Otto Lara Resende, publicada originalmente em 13.09.1992.

         Um fiapo de gente e um feixe de problemas. Agora é uma perguntação que não tem mais fim. Papai, o plural de segunda-feira? Tira os óculos, para de ler a revista. Daqui a pouco é hora do telejornal. Dia cansativo, mas pai é pai. Segunda-feira, segunda-feira. Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isso não terá mudado.
        Mudam tudo neste país. Depois querem ter jurisprudência. Ainda hoje andou lendo um acórdão. Ementa malfeita. Segunda-feira no plural. Não tem mais o que inventar. Segundas-feiras. Variam os dois elementos. Fácil, óbvio. Entendeu?
        Nem tinha retomado a leitura e lá vem outra perguntinha. Quarta-feira é abstrato ou concreto? Essa, agora. Primeiro vamos saber se é mesmo substantivo. Nenhuma dúvida. É substantivo. Abstrato?
        Concreto. A professora disse que é concreto. Pai é pai. Põe tudo de lado e sai sem bater a porta. Concreto, está lá no Celso Cunha, é o substantivo que designa um ser propriamente dito. Nomes de pessoas, de lugares, de instituições. Etc. Quarta-feira. Vamos raciocinar. Nome de um dia. Abstrato designa noção, ação, estado e qualidade. Desde que considerados como seres. Quarta-feira é um ser? Se é um dia, é um ser. Mas concreto? Abstrato. Deve ser abstrato.
        Um dia de matar, o trânsito engarrafado. A dorzinha de cabeça já se instalou. Quarta-feira, papai. Afinal? Outro dia era o aliás. Até que teve sua graça. Que é aliás? Bom, como categoria gramatical, me parece que. Pausa. Mudaram a nomenclatura gramatical toda. […] Aliás, advérbio não é. Ou melhor, é controvertido. Vem do latim. Quer dizer quer dizer, como disse o outro. Será advérbio?
        Esses meninos de hoje, francamente. Gramática ninguém estuda mais. A língua andrajosa, um monte de solecismos. Mas quarta-feira é substantivo abstrato? Concreto, disse a professora. Ora, pinoia. Está começando o telejornal. Mais um fantasma. Mandado de segurança. Mandado e não mandato. Preste atenção, meu filho. Aliás, só faltava essa. […] Fantasma é concreto? Eta Brasil complicado! Aliás, hoje é quarta-feira. Abstrata? Uma vergonha!

    (Otto Lara Resende. Bom dia para nascer, 2011.)
    No contexto em que se insere, o trecho “Desde que considerados como seres.” (4º parágrafo) expressa ideia de 
    Escolha uma alternativa para a questão f3a87798-30
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia a crônica “Dever de casa”, de Otto Lara Resende, publicada originalmente em 13.09.1992.

         Um fiapo de gente e um feixe de problemas. Agora é uma perguntação que não tem mais fim. Papai, o plural de segunda-feira? Tira os óculos, para de ler a revista. Daqui a pouco é hora do telejornal. Dia cansativo, mas pai é pai. Segunda-feira, segunda-feira. Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isso não terá mudado.
        Mudam tudo neste país. Depois querem ter jurisprudência. Ainda hoje andou lendo um acórdão. Ementa malfeita. Segunda-feira no plural. Não tem mais o que inventar. Segundas-feiras. Variam os dois elementos. Fácil, óbvio. Entendeu?
        Nem tinha retomado a leitura e lá vem outra perguntinha. Quarta-feira é abstrato ou concreto? Essa, agora. Primeiro vamos saber se é mesmo substantivo. Nenhuma dúvida. É substantivo. Abstrato?
        Concreto. A professora disse que é concreto. Pai é pai. Põe tudo de lado e sai sem bater a porta. Concreto, está lá no Celso Cunha, é o substantivo que designa um ser propriamente dito. Nomes de pessoas, de lugares, de instituições. Etc. Quarta-feira. Vamos raciocinar. Nome de um dia. Abstrato designa noção, ação, estado e qualidade. Desde que considerados como seres. Quarta-feira é um ser? Se é um dia, é um ser. Mas concreto? Abstrato. Deve ser abstrato.
        Um dia de matar, o trânsito engarrafado. A dorzinha de cabeça já se instalou. Quarta-feira, papai. Afinal? Outro dia era o aliás. Até que teve sua graça. Que é aliás? Bom, como categoria gramatical, me parece que. Pausa. Mudaram a nomenclatura gramatical toda. […] Aliás, advérbio não é. Ou melhor, é controvertido. Vem do latim. Quer dizer quer dizer, como disse o outro. Será advérbio?
        Esses meninos de hoje, francamente. Gramática ninguém estuda mais. A língua andrajosa, um monte de solecismos. Mas quarta-feira é substantivo abstrato? Concreto, disse a professora. Ora, pinoia. Está começando o telejornal. Mais um fantasma. Mandado de segurança. Mandado e não mandato. Preste atenção, meu filho. Aliás, só faltava essa. […] Fantasma é concreto? Eta Brasil complicado! Aliás, hoje é quarta-feira. Abstrata? Uma vergonha!

    (Otto Lara Resende. Bom dia para nascer, 2011.)
    O verbo em negrito deve sua flexão ao termo sublinhado no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão f3b3446b-30
  • Linguagens

    Literatura

    Para responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.


    1

    Dos braços do poeta
    Pende a ópera do mundo
    (Tempo, cirurgião do mundo): —

    O abismo bate palmas,
    A noite aponta o revólver.
    Ouço a multidão, o coro do universo,
    O trote das estrelas
    Já nos subúrbios da caneta:
    As rosas perderam a fala.
    Entrega-se a morte a domicílio.

    Dos braços…
    Pende a ópera do mundo.


    2

    Tenho que dar de comer ao poema.
    Novas perturbações me alimentam:
    Nem tudo o que penso agora
    Posso dizer por papel e tinta.
    O poeta já nasce conscrito,
    Atento às fascinantes inclinações do erro,
    Já nasce com as cicatrizes da liberdade.

    O ouvido soprando sua trompa
    Percebe a galope
    A marcha do número 666.

    Palpo1 a Quimera2.
    O tremor
    E os jasmins da palavra “jamais”.


    3

    Dos telhados abstratos
    Vejo os limites da pele,
    Assisto crescerem os cabelos dos minutos
    No instante da eternidade.
    Vejo ouvindo, ouço vendo.

    Considero as tatuagens dos peixes,
    O astro monossecular.
    Os rochedos colocam-se máscaras contra
                                        [pássaros asfixiantes.

    A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.
    Ruído surdo, o tempo oco a tombar…
    A espiral das gerações cresce.

    (Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)

    1palpar: apalpar.
    2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.
    Ao explorar reiteradamente imagens insólitas e oníricas, o poema revela uma influência marcante da vanguarda
    Escolha uma alternativa para a questão f3bf3a36-30
  • Linguagens

    Português

    Para responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.


    1

    Dos braços do poeta
    Pende a ópera do mundo
    (Tempo, cirurgião do mundo): —

    O abismo bate palmas,
    A noite aponta o revólver.
    Ouço a multidão, o coro do universo,
    O trote das estrelas
    Já nos subúrbios da caneta:
    As rosas perderam a fala.
    Entrega-se a morte a domicílio.

    Dos braços…
    Pende a ópera do mundo.


    2

    Tenho que dar de comer ao poema.
    Novas perturbações me alimentam:
    Nem tudo o que penso agora
    Posso dizer por papel e tinta.
    O poeta já nasce conscrito,
    Atento às fascinantes inclinações do erro,
    Já nasce com as cicatrizes da liberdade.

    O ouvido soprando sua trompa
    Percebe a galope
    A marcha do número 666.

    Palpo1 a Quimera2.
    O tremor
    E os jasmins da palavra “jamais”.


    3

    Dos telhados abstratos
    Vejo os limites da pele,
    Assisto crescerem os cabelos dos minutos
    No instante da eternidade.
    Vejo ouvindo, ouço vendo.

    Considero as tatuagens dos peixes,
    O astro monossecular.
    Os rochedos colocam-se máscaras contra
                                        [pássaros asfixiantes.

    A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.
    Ruído surdo, o tempo oco a tombar…
    A espiral das gerações cresce.

    (Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)

    1palpar: apalpar.
    2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.
    Considerando a época de produção do poema (Estado Novo), remeteria de modo mais explícito ao contexto de censura o seguinte trecho: 
    Escolha uma alternativa para a questão f3c1e056-30