Instituição
Questões: Ensino Einstein — com gabarito
517 questões de Ensino Einstein, de 2017 a 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
- 517 questões
- 7 provas
- LinguagensPara responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.1Dos braços do poetaPende a ópera do mundo(Tempo, cirurgião do mundo): —O abismo bate palmas,A noite aponta o revólver.Ouço a multidão, o coro do universo,O trote das estrelasJá nos subúrbios da caneta:As rosas perderam a fala.Entrega-se a morte a domicílio.Dos braços…Pende a ópera do mundo.2Tenho que dar de comer ao poema.Novas perturbações me alimentam:Nem tudo o que penso agoraPosso dizer por papel e tinta.O poeta já nasce conscrito,Atento às fascinantes inclinações do erro,Já nasce com as cicatrizes da liberdade.O ouvido soprando sua trompaPercebe a galopeA marcha do número 666.Palpo1 a Quimera2.O tremorE os jasmins da palavra “jamais”.3Dos telhados abstratosVejo os limites da pele,Assisto crescerem os cabelos dos minutosNo instante da eternidade.Vejo ouvindo, ouço vendo.Considero as tatuagens dos peixes,O astro monossecular.Os rochedos colocam-se máscaras contra[pássaros asfixiantes.A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.Ruído surdo, o tempo oco a tombar…A espiral das gerações cresce.(Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)1palpar: apalpar.2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente.Em um ensaio sobre o poema de Murilo Mendes, o crítico Murilo Marcondes de Moura assinalou que, “à sua maneira, ‘Aproximação do terror’ também é um poema em que se discutem o lugar do poeta e a função da poesia” (In: Alfredo Bosi (org.). Leitura de poesia, 2007.).A se considerar esse ponto de vista do crítico, o poema assume também uma dimensão
- Linguagens
Português
- Sintaxe
- Prova de 2024
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: F3D7ECD1-30
Para responder à questão, leia o poema “Aproximação do terror”, de Murilo Mendes, escrito entre 1943 e 1945, mas publicado originalmente em 1947 no livro Poesia Liberdade.Pode ser reescrito na voz passiva o seguinte trecho do poema:1Dos braços do poetaPende a ópera do mundo(Tempo, cirurgião do mundo): —O abismo bate palmas,A noite aponta o revólver.Ouço a multidão, o coro do universo,O trote das estrelasJá nos subúrbios da caneta:As rosas perderam a fala.Entrega-se a morte a domicílio.Dos braços…Pende a ópera do mundo.2Tenho que dar de comer ao poema.Novas perturbações me alimentam:Nem tudo o que penso agoraPosso dizer por papel e tinta.O poeta já nasce conscrito,Atento às fascinantes inclinações do erro,Já nasce com as cicatrizes da liberdade.O ouvido soprando sua trompaPercebe a galopeA marcha do número 666.Palpo1 a Quimera2.O tremorE os jasmins da palavra “jamais”.3Dos telhados abstratosVejo os limites da pele,Assisto crescerem os cabelos dos minutosNo instante da eternidade.Vejo ouvindo, ouço vendo.Considero as tatuagens dos peixes,O astro monossecular.Os rochedos colocam-se máscaras contra[pássaros asfixiantes.A grande Babilônia ergue o corpo de dólares.Ruído surdo, o tempo oco a tombar…A espiral das gerações cresce.(Murilo Mendes. Antologia poética, 2014.)1palpar: apalpar.2Quimera: monstro mitológico com cabeça de leão, corpo de cabra e cauda de serpente. - Linguagens
Literatura
Tais escritores pregavam e procuraram realizar a filosofia da objetividade: o que interessa é o objeto, o não eu. Para realizar seu objetivo, abandonaram as preocupações teológicas e metafísicas por considerá-las subjetivas, egocêntricas e aderiram à ciência. O dado positivo substitui o idealismo: só interessa o que pode ser observado, documentado, analisado, experimentado, inclusive a vida psíquica, porque sujeita às mesmas leis da vida fisiológica.(Massaud Moisés. Literatura portuguesa, 1992. Adaptado.)O texto refere-se aos escritores - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2024
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Difícil
- Código da questão: F3F5D9E7-30
Read the text to answer question.When United States (US) Surgeon General Dr. Vivek Murthy pushed for a tobacco-style warning on social media, he called the mental health crisis in young people an emergency that demanded action without waiting for “perfect information.”Even among experts, questions remain about the exact role that social media plays in the mental health of children and teens. Authors of a comprehensive new review of research on the topic say there’s still key information missing to know whether prevention programs and interventions will work.In the study, published recently in the medical journal JAMA Pediatrics, researchers found an overall link between anxiety and depression in adolescents and the time spent on social media platforms, as well as a link between the types of activities and content they were interacting with. However, the level of impact varied enough to suggest that the findings shouldn’t be generalized to the population as a whole. “In a world increasingly saturated by digital technology, we cannot afford to design prevention programs, interventions, and regulations without knowing that they work for everyone, especially those who are most vulnerable,” wrote the study authors.The National Academies committee specifically recommend against a social media ban. Despite potential harms — such as unhealthy social comparisons and distracting from other important healthy behaviors such as sleep, exercise and studying — social media can also benefit young people by helping to foster connection with friends and family, and with online support communities.(Deidre McPhillips. https://edition.cnn.com, 24.06.2024. Adapted.)The text mainly discusses the - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2024
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: F4095A82-30
Read the text to answer question.When United States (US) Surgeon General Dr. Vivek Murthy pushed for a tobacco-style warning on social media, he called the mental health crisis in young people an emergency that demanded action without waiting for “perfect information.”Even among experts, questions remain about the exact role that social media plays in the mental health of children and teens. Authors of a comprehensive new review of research on the topic say there’s still key information missing to know whether prevention programs and interventions will work.In the study, published recently in the medical journal JAMA Pediatrics, researchers found an overall link between anxiety and depression in adolescents and the time spent on social media platforms, as well as a link between the types of activities and content they were interacting with. However, the level of impact varied enough to suggest that the findings shouldn’t be generalized to the population as a whole. “In a world increasingly saturated by digital technology, we cannot afford to design prevention programs, interventions, and regulations without knowing that they work for everyone, especially those who are most vulnerable,” wrote the study authors.The National Academies committee specifically recommend against a social media ban. Despite potential harms — such as unhealthy social comparisons and distracting from other important healthy behaviors such as sleep, exercise and studying — social media can also benefit young people by helping to foster connection with friends and family, and with online support communities.(Deidre McPhillips. https://edition.cnn.com, 24.06.2024. Adapted.)The expression “‘perfect information’”, from the first paragraph, refers to - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2024
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: F414D129-30
Read the text to answer question.When United States (US) Surgeon General Dr. Vivek Murthy pushed for a tobacco-style warning on social media, he called the mental health crisis in young people an emergency that demanded action without waiting for “perfect information.”Even among experts, questions remain about the exact role that social media plays in the mental health of children and teens. Authors of a comprehensive new review of research on the topic say there’s still key information missing to know whether prevention programs and interventions will work.In the study, published recently in the medical journal JAMA Pediatrics, researchers found an overall link between anxiety and depression in adolescents and the time spent on social media platforms, as well as a link between the types of activities and content they were interacting with. However, the level of impact varied enough to suggest that the findings shouldn’t be generalized to the population as a whole. “In a world increasingly saturated by digital technology, we cannot afford to design prevention programs, interventions, and regulations without knowing that they work for everyone, especially those who are most vulnerable,” wrote the study authors.The National Academies committee specifically recommend against a social media ban. Despite potential harms — such as unhealthy social comparisons and distracting from other important healthy behaviors such as sleep, exercise and studying — social media can also benefit young people by helping to foster connection with friends and family, and with online support communities.(Deidre McPhillips. https://edition.cnn.com, 24.06.2024. Adapted.)The study described in the third paragraph - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2024
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: F42003C0-30
Read the text to answer question.When United States (US) Surgeon General Dr. Vivek Murthy pushed for a tobacco-style warning on social media, he called the mental health crisis in young people an emergency that demanded action without waiting for “perfect information.”Even among experts, questions remain about the exact role that social media plays in the mental health of children and teens. Authors of a comprehensive new review of research on the topic say there’s still key information missing to know whether prevention programs and interventions will work.In the study, published recently in the medical journal JAMA Pediatrics, researchers found an overall link between anxiety and depression in adolescents and the time spent on social media platforms, as well as a link between the types of activities and content they were interacting with. However, the level of impact varied enough to suggest that the findings shouldn’t be generalized to the population as a whole. “In a world increasingly saturated by digital technology, we cannot afford to design prevention programs, interventions, and regulations without knowing that they work for everyone, especially those who are most vulnerable,” wrote the study authors.The National Academies committee specifically recommend against a social media ban. Despite potential harms — such as unhealthy social comparisons and distracting from other important healthy behaviors such as sleep, exercise and studying — social media can also benefit young people by helping to foster connection with friends and family, and with online support communities.(Deidre McPhillips. https://edition.cnn.com, 24.06.2024. Adapted.)According to the fourth paragraph, social media use can, potentially, - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2024
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: F422CAC7-30
Read the following letter to the editor.To the Editor:Defective airplanes, tobacco products, cars without seatbelts and social media posts: One of these things is not like the others.The surgeon general Dr. Vivek Murthy proposes applying warning labels to social media platforms as if they are surely dangerous, like cigarettes and airplanes whose doors fall off during a flight. But there’s another way social media is different: It’s a tool we use to express ourselves. As such, its use is protected by the First Amendment1 .This isn’t the first time the government has tried to regulate expression in the name of protecting kids. It tried to do so in the 1950s with comics, the 1980s with rock music and the 1990s with video games. We now look back on these efforts as misguided and unconstitutional.Nico PerrinoWashingtonThe writer is the executive vice president of FIRE, the Foundation for Individual Rights and Expression.(www.nytimes.com, 24.06.2024. Adapted.)1First Amendment: an item in the American Constitution that guarantees the people freedom concerning religion and expression, among other rights.It is the letter writer’s explicit position on protection protocols: - Linguagens
Português
Mapear é se reconhecer, identificar o lugar onde se vive e trabalha, lugar que guarda memórias, histórias e conflitos. Porém, os mapeamentos oficiais, em grande parte dos casos, têm invisibilizado os modos de vidas tradicionais. É nesse contexto que surgiu o projeto “Mapeamento no Complexo Suape em Cabo de Santo Agostinho — Pernambuco, Brasil”, que buscou, por meio da cartografia social, reconstituir esse território, a partir da perspectiva das comunidades impactadas pela construção do Complexo Industrial Portuário de Suape, identificando áreas que foram desapropriadas, propondo as legendas necessárias para a compreensão dos processos sociais que ali se deram e destacando os lugares de pertencimento e conflitos.(https://actionaid.org.br, 01.07.2021.)De acordo com o excerto, a cartografia social contribui para - Linguagens
Português
- Interpretação de Textos
- Prova de 2025
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Fácil
- Com imagem
- Código da questão: 72827BC6-4A
Examine a tirinha de Rafa Figueiredo, publicada em 27.01.2023, para responder à questão.

(www.defeitodefabrica.com)
O humor da tirinha decorre do recurso expressivo denominado - Linguagens
Português
- Morfologia
- Prova de 2025
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Muito fácil
- Com imagem
- Código da questão: 72860F79-4A
Examine a tirinha de Rafa Figueiredo, publicada em 27.01.2023, para responder à questão.

(www.defeitodefabrica.com)
Mantendo o sentido geral da tirinha, caso a fala estivesse no plural, dirigindo-se a “vocês”, os verbos assumiriam as seguintes formas: - Linguagens
Literatura
No _______________, a rima nunca foi abandonada. Mas os poetas adquiriram grande liberdade no seu tratamento. O uso do verso livre, com ritmos muito mais pessoais, podendo aceitar todas as inflexões do poeta, permitiu deixá-la de lado. No verso metrificado, ela foi usada ou não, e pela primeira vez pôde se observar na poesia o verso branco em metros curtos. A poética sempre se ocupou dos tipos de rima e do modo de combiná-la, distinguindo diversas modalidades e estabelecendo regras. Essas regras formais chegaram ao máximo de exigência com os _________________.
(Antonio Candido. O estudo analítico do poema, 2006. Adaptado.)
As lacunas do texto são preenchidas, respectivamente, por:
- Linguagens
Português
Leia o trecho do romance Os ratos, de Dyonelio Machado, para responder à questão.
1 Havia momentos a conversa tinha esfriado. Alcides, à sua frente, olha, longe, a rua. Naziazeno acompanha, meio furtivamente, os gestos do Carvalho, que se prepara para sair. Já tirou o porte-monnaie1 do bolso de trás das calças, torcendo- -se um pouco; tornou a colocá-lo onde estava, depois de o examinar com o olho bem metido dentro dele, e puxou uma cédula dum dos bolsos do lado da calça, torcendo-se ainda mais. O garçom, a seu lado, sereno, mas com um certo grau de impaciência latente, faz rapidamente o troco, mal lhe cai o dinheiro nas mãos. Vai tirando as moedas de vários bolsos e depondo-as no mármore da mesa. Carvalho, a cabeça baixa, confere, separando-as com um dedo, como uma cozinheira “escolhendo” feijão na tábua da mesa. Destaca uma moedinha, que põe de parte, com dedo moroso. Recolhe o resto. Pega da bengala e dos jornais que colocara numa cadeira ao lado e levanta-se, relanceando um olhar pelo café, olhar que vem “ferir” o rosto de Naziazeno, que estremece, como se um jato de holofote subitamente o iluminasse. Desvia precipitadamente a cara; põe-se a olhar para o Alcides. A figura porém do Carvalho avança pouco a pouco na franja do seu campo visual; é apenas um vulto negro e alto, avançando cadenciadamente. Seus passos soam já... Naziazeno mantém o pescoço duro... Qualquer relaxamento de músculos põe-no cara a cara com o outro... Está começando a sentir um calor no rosto... Os passos são mais sonoros... Alcides volta-se lentamente para trás, na direção deles...
2 — Bom dia.
3 — Bom dia!
4 — Bom dia, Carvalho!...
5 ... E os passos agora cada vez ressoam menos... menos... extinguem-se...
6 A onda de calor foge progressivamente do seu rosto. Naziazeno tem a impressão de haver mergulhado a face na água fria. Acha-se um pouco trêmulo.
7 Alcides ali à sua frente, ele não se sente tão só. A cara deslavada e ausente do outro bem podia passar por ingênua. Ele curvava um pouco o tórax para diante, olhava em frente, as feições iguais, como de quem dorme. Quando tirava o olhar dum foco para colocá-lo num outro, fechava habitualmente os olhos, como quem faz um “entreato” entre as duas visadas. Isto repetido várias vezes dava-lhe um ar de sono, que o tornava mais ausente e ingênuo.
(Os ratos, 2022.)
1 porte-monnaie: porta-moedas.
Na cena, a presença de Carvalho - Linguagens
Português
- Sintaxe
- Prova de 2025
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 728F5110-4A
Leia o trecho do romance Os ratos, de Dyonelio Machado, para responder à questão.
1 Havia momentos a conversa tinha esfriado. Alcides, à sua frente, olha, longe, a rua. Naziazeno acompanha, meio furtivamente, os gestos do Carvalho, que se prepara para sair. Já tirou o porte-monnaie1 do bolso de trás das calças, torcendo- -se um pouco; tornou a colocá-lo onde estava, depois de o examinar com o olho bem metido dentro dele, e puxou uma cédula dum dos bolsos do lado da calça, torcendo-se ainda mais. O garçom, a seu lado, sereno, mas com um certo grau de impaciência latente, faz rapidamente o troco, mal lhe cai o dinheiro nas mãos. Vai tirando as moedas de vários bolsos e depondo-as no mármore da mesa. Carvalho, a cabeça baixa, confere, separando-as com um dedo, como uma cozinheira “escolhendo” feijão na tábua da mesa. Destaca uma moedinha, que põe de parte, com dedo moroso. Recolhe o resto. Pega da bengala e dos jornais que colocara numa cadeira ao lado e levanta-se, relanceando um olhar pelo café, olhar que vem “ferir” o rosto de Naziazeno, que estremece, como se um jato de holofote subitamente o iluminasse. Desvia precipitadamente a cara; põe-se a olhar para o Alcides. A figura porém do Carvalho avança pouco a pouco na franja do seu campo visual; é apenas um vulto negro e alto, avançando cadenciadamente. Seus passos soam já... Naziazeno mantém o pescoço duro... Qualquer relaxamento de músculos põe-no cara a cara com o outro... Está começando a sentir um calor no rosto... Os passos são mais sonoros... Alcides volta-se lentamente para trás, na direção deles...
2 — Bom dia.
3 — Bom dia!
4 — Bom dia, Carvalho!...
5 ... E os passos agora cada vez ressoam menos... menos... extinguem-se...
6 A onda de calor foge progressivamente do seu rosto. Naziazeno tem a impressão de haver mergulhado a face na água fria. Acha-se um pouco trêmulo.
7 Alcides ali à sua frente, ele não se sente tão só. A cara deslavada e ausente do outro bem podia passar por ingênua. Ele curvava um pouco o tórax para diante, olhava em frente, as feições iguais, como de quem dorme. Quando tirava o olhar dum foco para colocá-lo num outro, fechava habitualmente os olhos, como quem faz um “entreato” entre as duas visadas. Isto repetido várias vezes dava-lhe um ar de sono, que o tornava mais ausente e ingênuo.
(Os ratos, 2022.)
1 porte-monnaie: porta-moedas.
“O garçom, a seu lado, sereno, mas com um certo grau de impaciência latente, faz rapidamente o troco, mal lhe cai o dinheiro nas mãos.” (1º parágrafo)
Em relação à oração que a precede, a oração sublinhada expressa uma circunstância de
- Linguagens
Português
- Sintaxe
- Prova de 2025
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 7291EA9E-4A
Leia o trecho do romance Os ratos, de Dyonelio Machado, para responder à questão.
1 Havia momentos a conversa tinha esfriado. Alcides, à sua frente, olha, longe, a rua. Naziazeno acompanha, meio furtivamente, os gestos do Carvalho, que se prepara para sair. Já tirou o porte-monnaie1 do bolso de trás das calças, torcendo- -se um pouco; tornou a colocá-lo onde estava, depois de o examinar com o olho bem metido dentro dele, e puxou uma cédula dum dos bolsos do lado da calça, torcendo-se ainda mais. O garçom, a seu lado, sereno, mas com um certo grau de impaciência latente, faz rapidamente o troco, mal lhe cai o dinheiro nas mãos. Vai tirando as moedas de vários bolsos e depondo-as no mármore da mesa. Carvalho, a cabeça baixa, confere, separando-as com um dedo, como uma cozinheira “escolhendo” feijão na tábua da mesa. Destaca uma moedinha, que põe de parte, com dedo moroso. Recolhe o resto. Pega da bengala e dos jornais que colocara numa cadeira ao lado e levanta-se, relanceando um olhar pelo café, olhar que vem “ferir” o rosto de Naziazeno, que estremece, como se um jato de holofote subitamente o iluminasse. Desvia precipitadamente a cara; põe-se a olhar para o Alcides. A figura porém do Carvalho avança pouco a pouco na franja do seu campo visual; é apenas um vulto negro e alto, avançando cadenciadamente. Seus passos soam já... Naziazeno mantém o pescoço duro... Qualquer relaxamento de músculos põe-no cara a cara com o outro... Está começando a sentir um calor no rosto... Os passos são mais sonoros... Alcides volta-se lentamente para trás, na direção deles...
2 — Bom dia.
3 — Bom dia!
4 — Bom dia, Carvalho!...
5 ... E os passos agora cada vez ressoam menos... menos... extinguem-se...
6 A onda de calor foge progressivamente do seu rosto. Naziazeno tem a impressão de haver mergulhado a face na água fria. Acha-se um pouco trêmulo.
7 Alcides ali à sua frente, ele não se sente tão só. A cara deslavada e ausente do outro bem podia passar por ingênua. Ele curvava um pouco o tórax para diante, olhava em frente, as feições iguais, como de quem dorme. Quando tirava o olhar dum foco para colocá-lo num outro, fechava habitualmente os olhos, como quem faz um “entreato” entre as duas visadas. Isto repetido várias vezes dava-lhe um ar de sono, que o tornava mais ausente e ingênuo.
(Os ratos, 2022.)
1 porte-monnaie: porta-moedas.
Ocorre objeto direto preposicionado quando o objeto direto de uma oração é introduzido por uma preposição, por motivo de ênfase, clareza ou estilo. Identifica-se um exemplo de objeto direto preposicionado em: - Linguagens
Português
- Morfologia
- Prova de 2025
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 7294FFB9-4A
Leia o trecho do romance Os ratos, de Dyonelio Machado, para responder à questão.
1 Havia momentos a conversa tinha esfriado. Alcides, à sua frente, olha, longe, a rua. Naziazeno acompanha, meio furtivamente, os gestos do Carvalho, que se prepara para sair. Já tirou o porte-monnaie1 do bolso de trás das calças, torcendo- -se um pouco; tornou a colocá-lo onde estava, depois de o examinar com o olho bem metido dentro dele, e puxou uma cédula dum dos bolsos do lado da calça, torcendo-se ainda mais. O garçom, a seu lado, sereno, mas com um certo grau de impaciência latente, faz rapidamente o troco, mal lhe cai o dinheiro nas mãos. Vai tirando as moedas de vários bolsos e depondo-as no mármore da mesa. Carvalho, a cabeça baixa, confere, separando-as com um dedo, como uma cozinheira “escolhendo” feijão na tábua da mesa. Destaca uma moedinha, que põe de parte, com dedo moroso. Recolhe o resto. Pega da bengala e dos jornais que colocara numa cadeira ao lado e levanta-se, relanceando um olhar pelo café, olhar que vem “ferir” o rosto de Naziazeno, que estremece, como se um jato de holofote subitamente o iluminasse. Desvia precipitadamente a cara; põe-se a olhar para o Alcides. A figura porém do Carvalho avança pouco a pouco na franja do seu campo visual; é apenas um vulto negro e alto, avançando cadenciadamente. Seus passos soam já... Naziazeno mantém o pescoço duro... Qualquer relaxamento de músculos põe-no cara a cara com o outro... Está começando a sentir um calor no rosto... Os passos são mais sonoros... Alcides volta-se lentamente para trás, na direção deles...
2 — Bom dia.
3 — Bom dia!
4 — Bom dia, Carvalho!...
5 ... E os passos agora cada vez ressoam menos... menos... extinguem-se...
6 A onda de calor foge progressivamente do seu rosto. Naziazeno tem a impressão de haver mergulhado a face na água fria. Acha-se um pouco trêmulo.
7 Alcides ali à sua frente, ele não se sente tão só. A cara deslavada e ausente do outro bem podia passar por ingênua. Ele curvava um pouco o tórax para diante, olhava em frente, as feições iguais, como de quem dorme. Quando tirava o olhar dum foco para colocá-lo num outro, fechava habitualmente os olhos, como quem faz um “entreato” entre as duas visadas. Isto repetido várias vezes dava-lhe um ar de sono, que o tornava mais ausente e ingênuo.
(Os ratos, 2022.)
1 porte-monnaie: porta-moedas.
Uma palavra formada com um prefixo que expressa negação ocorre em: - Linguagens
Português
Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questão.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2 , é doce e é piadoso3 .
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Em relação às pessoas que fazem afirmações negativas sobre Amor, o eu lírico propõe - Linguagens
Literatura
- Estilística
- Prova de 2025
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Muito fácil
- Código da questão: 729AB9FF-4A
Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questão.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2 , é doce e é piadoso3 .
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
Rimas ricas são aquelas que ocorrem entre palavras de classes gramaticais diferentes. Constitui um exemplo de rima rica a que ocorre entre: - Linguagens
Português
- Sintaxe
- Prova de 2025
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Médio
- Código da questão: 729D743B-4A
Leia o soneto de Luís de Camões para responder à questão.
Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
ligeiro, ingrato, vão, desconhecido,
sem falta1 lhe terá bem merecido
que lhe seja cruel ou rigoroso.
Amor é brando2 , é doce e é piadoso3 .
Quem o contrário diz não seja crido;
seja por cego e apaixonado tido,
e aos homens, e inda4 aos deuses, odioso.
Se males faz Amor, em mim se veem;
em mim mostrando todo o seu rigor,
ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de amor;
todos estes seus males são um bem,
que eu por todo outro bem não trocaria.
(Luís de Camões. Sonetos: antologia comentada, 2012.)
1 sem falta: sem dúvida.
2 brando: manso, meigo.
3 piadoso: piedoso.
4 inda: ainda.
“Se males faz Amor, em mim se veem;” (3ª estrofe) Transposta para a voz passiva, mantendo o sentido original, a oração sublinhada assume a forma: - Linguagens
Inglês
- Interpretação de texto | Reading comprehension
- Prova de 2025
- Ensino Einstein
- Dificuldade: Fácil
- Código da questão: 72A094C4-4A
Leia o texto para responder à questão.
In my research recently published in an open access journal, I used a popular language model, GPT-4 by OpenAI, to create simple summaries of scientific papers. These summaries generated by artificial intelligence (AI) used simpler language and more common words, like “job” instead of “occupation”, than summaries written by the researchers who had done the work.
In one experiment, I found that readers of the AI-generated summaries had a better understanding of the science than readers of the human-written summaries. A second experiment investigated what effects the simpler summaries might have on people’s perceptions of the scientists who performed the research. In this experiment, participants rated the scientists whose work was described in the simpler texts as more credible than the scientists whose work was described in the more complex texts.
Have you ever read about a scientific discovery and felt like it was written in a foreign language? New scientific information is probably hard to understand — especially if you try to read a science article in a research journal. In an era where understanding science is crucial for informed decision- -making, the abilities to comprehend and communicate complex ideas are more important than ever. Trust in science has been declining for years, and one contributing factor may be the challenge of understanding scientific jargon.
As AI continues to evolve, its role in science communication may expand, especially if using generative AI becomes more commonplace. Simple science descriptions are preferable to and more beneficial than complex ones, and AI tools can help. But scientists could also achieve the same goals by working harder to minimize jargon and communicate clearly — no AI necessary.
(David Markowitz. https://theconversation.com, 30.10.2024. Adaptado.)
According to the experiments described in the first and second paragraphs, AI-generated science summaries, if compared with human-written summaries, are more