Química
Química OrgânicaEscola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
90 questões de Escola Superior de ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória, todas de 2025. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.
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Uma mistura dos gases amônia, hidrogênio e nitrogênio está em equilíbrio em um recipiente fechado com pressão constante. A concentração dos gases é monitorada constantemente. Após um intervalo de tempo, é adicionado hidrogênio ao sistema e, algum tempo depois, adiciona‑se amônia. A variação na composição do sistema ao longo do tempo está representada no gráfico a seguir.

Sobre o sistema descrito, é correto afirmar que

O metano é um gás liberado na atmosfera quando ocorrem processos de decomposição biológica e pelo uso de algumas fontes de combustíveis fósseis. Parte do gás metano na atmosfera é transformado em gás carbônico, em um processo que ocorre em diversas etapas envolvendo diferentes espécies químicas, mas que podem ser representadas por uma única equação química geral.

Sobre o processo representado por essa equação, é correto afirmar que
O captopril é um inibidor da enzima conversora da angiotensina e é usado no controle da pressão arterial. O medicamento é comercializado em cartelas com 30 comprimidos, e cada pílula tem 25 mg do fármaco. A produção do fármaco ocorre em mais de uma etapa. A síntese do captopril (fórmula 4) a partir do ácido 3-hidroxi‑2‑metilpropanoico (fórmula 1) é representada a seguir. A imagem ilustra também as fórmulas dos intermediários (2 e 3) e o rendimento de cada etapa.

Assinale a alternativa que apresenta a quantidade aproximada de cartelas que podem ser produzidas a partir de 1,04 g do ácido 3‑hidroxi‑2‑metilpropanoico.
Observe os gráficos das funções f(x)=ax+5 e g(x)=2x+b no plano cartesiano a seguir.

Se as duas funções interceptam‑se no ponto (4, 3), a soma a+b dos coeficientes desconhecidos nas funções dadas vale
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir para responder à questão.
TEXTO I
Inovação em saúde: os caminhos da evolução
No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) enfrenta o desafio de atender mais de 140 milhões de pessoas com recursos limitados, o que impulsiona a busca por inovação. Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias “revolucionárias” como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.
Esse insucesso não é exclusivo do Brasil, sendo um padrão global onde a tecnologia perfeita falha devido à implementação inadequada. Como afirmou Atul Gawande, “a maior barreira para a inovação em saúde não é a tecnologia, mas sua adoção”.
Com base em quase uma década de experiência em tecnologia na saúde brasileira, identificamos cinco verdades ignoradas por quem propõe “ideias disruptivas”.
A primeira delas é que a saúde avança na velocidade da confiança, não da inovação. Profissionais de saúde têm receio de errar em algo que pode custar vidas, exigindo validação científica e segurança para pacientes. No Brasil, essa barreira é maior devido ao acesso desigual à informação e à desconfiança institucional. Eric Topol resume: “Não se trata de resistência à mudança. Trata‑se de cautela diante de algo que mexe com vidas”.
Em segundo lugar, a integração sempre vence a inovação. Uma ferramenta, por mais genial que seja, será abandonada se não se integrar aos sistemas existentes do SUS, prontuários eletrônicos ou ao fluxo de trabalho dos profissionais. Leana Wen compara: “Tecnologia que não se encaixa no dia a dia do profissional é como uma receita médica que ninguém segue”.
O terceiro ponto é que o “fator legal” não define o sucesso, mas o uso real sim. Um aplicativo pode ser impressionante em demonstrações, mas se os usuários reais — enfermeiros, técnicos, médicos — o considerarem difícil de usar, não o adotarão. Clayton Christensen defende: “As melhores inovações não são as mais complexas, mas as que resolvem problemas reais, de forma simples e eficaz”.
Um quarto fator a se considerar é que o reembolso define tudo. Mesmo a melhor plataforma de telemedicina será ignorada se não houver um código de cobrança reconhecido por órgãos reguladores ou operadoras de planos de saúde. David Blumenthal afirma: “Nenhuma inovação sobrevive sem um modelo financeiro claro. A saúde não é uma startup de apps sociais”.
Por fim, as lideranças clínicas são o motor da mudança. É essencial ter aliados internos — médicos, enfermeiros, coordenadores engajados. Eles só se envolvem se a tecnologia resolver um problema real e imediato. Danielle Ofri destaca: “Os médicos não resistem à tecnologia. Resistem a tecnologias que tornam seu trabalho mais difícil”.
A lição para o Brasil é que devemos focar em soluções evolutivas que respeitem o ritmo e as necessidades do sistema existente. Inovações devem ser construídas com os profissionais de saúde, priorizando integração e simplicidade e com um modelo de negócios sustentável.
CERRI, Giovanni Guido; MORAES, Fabio Ynoe de. Inovação em saúde: os caminhos da evolução. Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/07/inovacao-em-saude-oscaminhos-da-evolucao.shtml. Acesso em: 2 set. 2025 (adaptado).
Releia o trecho a seguir.
“Contudo, apesar dos investimentos em tecnologias ‘revolucionárias’ como inteligência artificial para diagnósticos ou blockchain para prontuários, muitas dessas soluções fracassam na prática.”
O emprego das aspas na palavra em destaque no trecho tem por finalidade