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Prova

Prova de 2024: Universidade Federal de Juiz de Fora - MG — questões com gabarito

130 questões da prova de 2024 de Universidade Federal de Juiz de Fora - MG, em Português, Biologia, Matemática, Física e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 130 questões
  • 9 matérias

Resultados: 46 questões

Página 3 de 3

  • Linguagens

    Literatura

    Sete annos de pastor Jacob servia


    Luís Vaz de Camões


    Sete annos de pastor Jacob servia

    Labão, pae de Raquel, serrana bella:

    Mas n˜ao servia ao pae, servia a ella,

    Que a ella só por premio pertendia.


    Os dias na esperança de hum só dia

    Passava, contentando-se com vella:

    Porém o pae, usando de cautella,

    Em lugar de Raquel lhe deo a Lia.


    Vendo o triste Pastor que com enganos

    Assi lhe era negada a sua Pastora,

    Como se a não tivera merecida;


    Começou a servir outros sete annos,

    Dizendo: Mais servíra, senão fôra

    Para tão longo amor tão curta a vida.


    Fonte: CAMOES, Luís Vaz de. Obras Completas de Luis de Camões, Tomo II (Portuguese Edition). Edição do Kindle.

    Assinale a única alternativa INCORRETA sobre o poema de Gregório de Matos.
    Escolha uma alternativa para a questão c9ed33c7-cc
  • Linguagens

    Português

    Leia o Texto I a seguir, uma letra de canção do rapper Emicida, para resolver a questão.


    TEXTO I

    A ordem natural das coisas
    Emicida


    A merendeira desce, o ônibus sai
    Dona Maria já se foi, só depois é que o Sol nasce
    De madruga é que as aranha tece no breu
    E amantes ofegantes vão pro mundo de Morfeu 


    E o Sol só vem depois
    O Sol só vem depois
    É o astro rei, ok, mas vem depois
    O Sol só vem depois


    Anunciado no latir dos cães, no cantar dos galos
    Na calma das mães, que quer o rebento cem por cento
    E diz: Leva o documento, son
    Na São Paulo das manhã que tem lá seus Vietnã
    Na vela que o vento apaga, afaga quando passa
    A brasa dorme fria e só quem dança é a fumaça
    Orvalho é o pranto dessas planta no sereno


    A Lua já tá no Japão, como esse mundo é pequeno
    Farelos de um sonho bobinho que a luz contorna
    Dar um tapa no quartinho, esse ano sai a reforma
    O som das criança indo pra escola convence
    O feijão germina no algodão, a vida sempre vence
    As nuvens curiosas, como são
    Se vestem de cabelo crespo, ancião
    Caminham lento, lá pra cima, o firmamento
    Pois no fundo ela se finge de neblina
    Pra ver o amor dos dois mundos


    Fonte: EMICIDA. Disponível em:
    https://www.letras.mus.br/emicida/a-ordem-natural-das-coisas-
    part-mc-tha/. Acesso em: 08 jul. 2024.
    A partir da letra da música de Emicida “A ordem natural das coisas”, infere-se que:
    Escolha uma alternativa para a questão ec8b7b3f-3b
  • Linguagens

    Português

    Leia o Texto I a seguir, uma letra de canção do rapper Emicida, para resolver a questão.


    TEXTO I

    A ordem natural das coisas
    Emicida


    A merendeira desce, o ônibus sai
    Dona Maria já se foi, só depois é que o Sol nasce
    De madruga é que as aranha tece no breu
    E amantes ofegantes vão pro mundo de Morfeu 


    E o Sol só vem depois
    O Sol só vem depois
    É o astro rei, ok, mas vem depois
    O Sol só vem depois


    Anunciado no latir dos cães, no cantar dos galos
    Na calma das mães, que quer o rebento cem por cento
    E diz: Leva o documento, son
    Na São Paulo das manhã que tem lá seus Vietnã
    Na vela que o vento apaga, afaga quando passa
    A brasa dorme fria e só quem dança é a fumaça
    Orvalho é o pranto dessas planta no sereno


    A Lua já tá no Japão, como esse mundo é pequeno
    Farelos de um sonho bobinho que a luz contorna
    Dar um tapa no quartinho, esse ano sai a reforma
    O som das criança indo pra escola convence
    O feijão germina no algodão, a vida sempre vence
    As nuvens curiosas, como são
    Se vestem de cabelo crespo, ancião
    Caminham lento, lá pra cima, o firmamento
    Pois no fundo ela se finge de neblina
    Pra ver o amor dos dois mundos


    Fonte: EMICIDA. Disponível em:
    https://www.letras.mus.br/emicida/a-ordem-natural-das-coisas-
    part-mc-tha/. Acesso em: 08 jul. 2024.
    O uso dos dois pontos em “E diz: Leva o documento, son” indica a inserção de:
    Escolha uma alternativa para a questão ec9001ac-3b
  • Linguagens

    Português

    TEXTO I

    A ordem natural das coisas
    Emicida


    A merendeira desce, o ônibus sai
    Dona Maria já se foi, só depois é que o Sol nasce
    De madruga é que as aranha tece no breu
    E amantes ofegantes vão pro mundo de Morfeu 


    E o Sol só vem depois
    O Sol só vem depois
    É o astro rei, ok, mas vem depois
    O Sol só vem depois


    Anunciado no latir dos cães, no cantar dos galos
    Na calma das mães, que quer o rebento cem por cento
    E diz: Leva o documento, son
    Na São Paulo das manhã que tem lá seus Vietnã
    Na vela que o vento apaga, afaga quando passa
    A brasa dorme fria e só quem dança é a fumaça
    Orvalho é o pranto dessas planta no sereno


    A Lua já tá no Japão, como esse mundo é pequeno
    Farelos de um sonho bobinho que a luz contorna
    Dar um tapa no quartinho, esse ano sai a reforma
    O som das criança indo pra escola convence
    O feijão germina no algodão, a vida sempre vence
    As nuvens curiosas, como são
    Se vestem de cabelo crespo, ancião
    Caminham lento, lá pra cima, o firmamento
    Pois no fundo ela se finge de neblina
    Pra ver o amor dos dois mundos


    Fonte: EMICIDA. Disponível em:
    https://www.letras.mus.br/emicida/a-ordem-natural-das-coisas-
    part-mc-tha/. Acesso em: 08 jul. 2024.





    TEXTO II


    Imagem da questão de Português, Universidade Federal de Juiz de Fora - MG 2024, Interpretação de Textos



                                                                                                  Fonte: https://x.com/maxmacieldf/status/130185

                                                                    1089407561728?t=q7z9woZ4a6CCgeoq-LT Jg&s=19. Acesso em:

                                                                                                                                                          08 jul. 2024.




    A letra de canção de Emicida, Texto I, e o post, Texto II, aproximam-se com relação à temática.


    O trecho metafórico do Texto I que confirma essa afirmação é: 
    Escolha uma alternativa para a questão ec928963-3b
  • Linguagens

    Português

    A seguir, são apresentados quatro relatos retirados da dissertação de Mestrado intitulada “A reconfiguração da experiência de ser doméstica através da página ‘Eu, empregada doméstica’”, de Enise de Castro Silva, textos III, IV e V. Leia-os, para resolver a questão.


    TEXTO III


            [...] Filhos sem educação que faziam de mim gato e sapato a filha dessa minha patroa tinha minha idade 14 anos a época e ela até me batia mas isso eu não deixava revidava então era uma brigaiada mas como eles não podiam perder a escravinha não me mandavam embora só ameaçavam!



    TEXTO IV


            Sem falar em outro doutorzinho que expõe sua empregada ao ridículo lá no meu trabalho ele sai mostrando a foto do perfil dela do whatsap para seus outros colegas e debochando. Olha só essa foto que cara de pobre que pose de vagabunda só podia ser doméstica mesmo!



    TEXTO V


            [...] a D. da casa é uma dondoca mesquinha que vive pra gastar o dinheiro do marido e ser servida. Um dia na hora do jantar usei um pouco de pimenta do reino dela para colocar no meu prato. A mulher fez um escândalo disse que aquilo era muito caro que aquelas pimentas era dela e da família dela. Não era pra eu usar na comida da empregada. Onde já se viu? Uma pimenta de 17 reais (só porque vinha naqueles moedores) a empregadinha colocar no prato. No dia seguinte comprei as pimentas com moedor mais caras do supermercado levei pra casa dela. Usava em todas as comidas da casa colocava na mesa a minha pimenta oferecia para os convidados dela usava a rodo. Eu sentia o constrangimento e a raiva dela mas ela não podia fazer nada eu estava sendo legal. Uns 3 anos depois vocês não sabem o que eu encontro vencida bem escondidinha. AS PIMENTAS. Era tão caras e ela deixou apodrecer.



    Trechos retirados de SILVA, Enise de Castro. A reconfiguração da experiência de ser doméstica através da página “Eu, empregada doméstica”. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, 2019, p. 71-88. Textos adaptados para fins didáticos.




    O Texto VI a seguir é um trecho do livro “Da fala para a escrita – atividades de retextualização”, escrito pelo linguista brasileiro Luiz Antônio Marcuschi acerca da relação entre gêneros de textos orais e escritos. Leia-o com atenção para responder a questão.


    TEXTO VI

    Da fala para a escrita – atividades de retextualização


    Luiz Antônio Marcuschi


            A hipótese que defendemos supõe que: as diferenças entre fala e escrita se dão dentro do continuum tipológico das práticas sociais de produção dos gêneros textuais e não na relação dicotômica [oposta] de dois polos opostos. [...] Na realidade, temos uma série de textos produzidos em condições naturais e espontâneas nos mais diversos domínios discursivos das duas modalidades da língua – oral e escrita. Com isto, descobrimos que, comparando uma carta pessoal em estilo descontraído (texto escrito) com uma narrativa oral espontânea (texto oral), haverá menos diferenças do que entre a narrativa oral e um texto acadêmico escrito. Por outro lado, uma conferência universitária preparada com cuidado terá maior semelhança com textos escritos do que com uma conversação espontânea. Os textos se entrecruzam sob muitos aspectos e por vezes constituem domínios mistos, mesclando aspectos da oralidade em textos escritos e da escrita em textos orais. [...] Com isso, toda vez que emprego a palavra língua não me refiro a um sistema de regras determinado, abstrato, regular e homogêneo, nem a relações linguísticas imanentes. Ao contrário, minha concepção de língua pressupõe um fenômeno heterogêneo (com múltiplas formas de manifestação), variável (dinâmico, suscetível a mudanças), histórico e social (fruto de práticas sociais e históricas), indeterminado sob o ponto de vista semântico e sintático (submetido às condições de produção) e que se manifesta em situações de uso concretas como texto e discurso. [...]


     Fonte: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Da fala para a escrita – atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2010. p. 37-38. Texto adaptado para fins didáticos
    Marcuschi, autor do texto VI, defende uma hipótese sobre a linguagem. Sabendo disso, pode-se afirmar que os textos III, IV, V - escritos por empregadas domésticas na página de rede social “Eu, empregada”:



    Escolha uma alternativa para a questão ec950ac3-3b
  • Linguagens

    Português

    A seguir, são apresentados quatro relatos retirados da dissertação de Mestrado intitulada “A reconfiguração da experiência de ser doméstica através da página ‘Eu, empregada doméstica’”, de Enise de Castro Silva, textos III, IV e V. Leia-os, para resolver a questão.



    TEXTO III


            [...] Filhos sem educação que faziam de mim gato e sapato a filha dessa minha patroa tinha minha idade 14 anos a época e ela até me batia mas isso eu não deixava revidava então era uma brigaiada mas como eles não podiam perder a escravinha não me mandavam embora só ameaçavam!



    TEXTO IV


            Sem falar em outro doutorzinho que expõe sua empregada ao ridículo lá no meu trabalho ele sai mostrando a foto do perfil dela do whatsap para seus outros colegas e debochando. Olha só essa foto que cara de pobre que pose de vagabunda só podia ser doméstica mesmo!



    TEXTO V


            [...] a D. da casa é uma dondoca mesquinha que vive pra gastar o dinheiro do marido e ser servida. Um dia na hora do jantar usei um pouco de pimenta do reino dela para colocar no meu prato. A mulher fez um escândalo disse que aquilo era muito caro que aquelas pimentas era dela e da família dela. Não era pra eu usar na comida da empregada. Onde já se viu? Uma pimenta de 17 reais (só porque vinha naqueles moedores) a empregadinha colocar no prato. No dia seguinte comprei as pimentas com moedor mais caras do supermercado levei pra casa dela. Usava em todas as comidas da casa colocava na mesa a minha pimenta oferecia para os convidados dela usava a rodo. Eu sentia o constrangimento e a raiva dela mas ela não podia fazer nada eu estava sendo legal. Uns 3 anos depois vocês não sabem o que eu encontro vencida bem escondidinha. AS PIMENTAS. Era tão caras e ela deixou apodrecer.



    Trechos retirados de SILVA, Enise de Castro. A reconfiguração da experiência de ser doméstica através da página “Eu, empregada doméstica”. Dissertação (Mestrado) – Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, 2019, p. 71-88. Textos adaptados para fins didáticos.

    Em relação aos efeitos de sentido construídos pela utilização do sufixo “inha/inho” empregado em palavras presentes nos textos III, IV, V, pode-se inferir que:

    Escolha uma alternativa para a questão ec976567-3b