Geografia
- Energia
- Prova de 2022
- ENEM
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 3794C60A-63

Prova
338 questões da prova de 2022 de Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em Geografia, Conhecimentos Gerais, História, Filosofia e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

O povo Kambeba é o povo das águas. Os mais velhos costumam contar que o povo nasceu de uma gota-d'água que caiu do céu em uma grande chuva. Nessa gota estavam duas gotículas: o homem e a mulher. "Por essa narrativa e cosmologia indígena de que nós somos o povo das águas é que o rio nos tem fundamental importância", diz Márcia Wayna Kambeba, mestre em Geografia e escritora. Todos os dias, ela ia com o pai observar o rio, la em silêncio e, antes que tomasse para si a palavra, era interrompida. "Ouça o rio", o pai dizia. Depois de cerca de duas horas a ouvir as águas dos Solimões, ela mergulhava. "Confie no rio e aprenda com ele". "Fui entender mais tarde, com meus estudos e vivências, que meu pai estava me apresentando à sabedoria milenar do rio".
Rios amazônicos influenciam no agro e em reservatórios do Sudeste.
Disponível em: www.uol.com.br. Acesso em: 14 out.2021.
Pelo descrito no texto, o povo Kambeba tem o rio como um(a)
Lá embaixo está o Açude Itans, com seu formigueiro a cavar a terra. É mesmo impressionante o esforço daquele formigar de homens ao sol, lavados em suor, que não param, em longas filas pacientes acompanhando centenas de burricos que sobem e descem, numa ciranda comovente e silenciosa, cada burrico com duas caixas de terra no lombo. É o labor organizado para a salvação da terra e do homem. Depois do semideserto que tanto nos acabrunhou o espírito por falta de chuvas, o esforço destes milhares de sertanejos, todos vestidos de brim mescla e calçando alpercatas, no combate consciente á esterilidade da natureza, cm as famílias alojadas em pequeninas casas de taipa e telha — embrião de futura cidade — impressionava-nos profundamente.
VALLE, F, M. História do Açude Itans, município de Caicó(RN).
Brasília, 1994 (adaptado).
Na construção do empreendimento descrito, destaca-se a presença de
Para os Impérios Coloniais, o problema das doenças que atingiam os escravos era algo com que deparavam os senhores. Em vista disso, uma série de obras dedicadas à administração de escravos foi publicada com vista a implementar uma moderna gestão da mão de obra escravista em convergência com o iluminismo. Nesse contexto, o saber médico adquiria um papel extremamente relevante. Este era encarado com um instrumento fundamental ao desenvolvimento colonial, dada a percepção do impacto que as doenças tropicais causavam na população branca e nos povos escravizados.
ABREU, J,L.N. A Colônia enferma e a saúde dos povos; a medicina das "luzes" e as
informações sobre as enfermidades da América portuguesa. História, Ciências,
Saúde - Manguinhos, n. 3,jul-set 2007 (adaptado).
De acordo com o texto, a importância da medicina se justifica no âmbito dos objetivos.

Hoje sou um ser inanimado, mas já tive vida pulsante em seivas vegetais, fui um ser vivo; é bem verdade que do reino vegetal, mas isso não me tirou a percepção de vida vivida como tamborete. Guardo apreço pelos meus criadores, as mãos que me fizeram, me venderam, e pelas mulheres que me usaram para suas vendas e de tantas outras maneiras. Essas pessoas, sim tiveram suas subjetividades, singularidades e pluralidades, que a nossa história, de móveis de museus, está para além da mera vinculação aos estilos e à patrimonialização que recebemos como bem material vinculado ao patrimônio imaterial. A nossa história está ligada aos dons individuais das pessoas e suas práticas sociais. Alguns indivíduos consagram-se por terem determinados requisitos, tais como o conhecimento de modelos clássicos ou destreza nos desenhos.
FREITAS, J, M; OLIVEIRA, L, R. Memória de um tamborete de baiana; as muitas vozes
em um objeto de museu. Revista Brasileira de Pesquisa (Auto) Biográfica,
n. 14, maio-ago. 2020 (adaptado).
Ao descrever-se como patrimônio museológico, o objeto abordado no texto associa a sua história às

Nascidas no Líbano, as duas irmãs não puderam ser registradas no país, porque lá é exigido que os nascidos sejam filhos de pais e mães libaneses. Seus pais, de nacionalidade síria, também não puderam registrá-las no país de origem. Na Síria, crianças só são registradas por pais oficialmente casados, o que não era o caso deles.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br. Acesso em: 7 nov. 2021.
Em situação com a apresentada no texto, as pessoas ao nascerem já se encontram na condição sociopolítica de
TEXTO I
Manda o Santo Ofício da Inquisição que ninguém, seja qual for seu estado, idade ou condição, pare com carroça, caleça ou montaria nem atrapalhe com mesas ou cadeiras o centro das ruas, que vão da Inquisição a São Domingos, nem atravesse a procissão em pinto algum da ida ou da volta, amanhã, 19 do corrente, em que se celebrará auto fè. E também que nem nesse dia nem nos açoites ouse alguém atirar nos réus maçãs, pedras, laranjas nem outra coisa qualquer.
PALMA, R. Anais da Inquisição de Lima. São Paulo: Edusp: Giordario, 1992 (adaptado).
TEXTO II
Como acontece em todos os ritos, o sentido do auto da fé é conferido pela sequência dos atos que o compõem. Os lugares, as posturas, os gestos, as palavras são fixados previamente em toda a sua complexidade. Por isso, o auto da fé apresenta momentos fortes — durantes a preparação, a encenação, o ato e a recepção — que convém seguir em seus pormenores.
BETHENCOURT, F, História das Inquisições: Portugal, Espanha e Itália - séculos XV-XIX.
São Paulo: Cia das Letras, 2000.
O rito mencionado nos textos demonstra a capacidade da Igreja em
Macrocefalia urbana pode ser entendida como a massiva concentração das atividades econômicas em algumas metrópoles que propicia o desencadeamento de processos descompassados: redirecionamento e convergência de fluxos migratórios, déficit no número de empregos, ocupação desordenada de determinadas regiões da cidade e estigmatização de estratos sociais, que comprometem substancialmente a segurança pública urbana.
SANTOS, M. O espaço dividido: Os dois circuitos das economia urbana dos países
subdesenvolvidos. São Paulo; Edusp, 2004.
O processo de concentração espacial apresentado foi estimulado por qual fatos geográfico?
Entretanto, nosso amigo Basso tem o ânimo alegre. Isso resulta da filosofia: estar alegre diante da morte, forte e contente qualquer que seja o estado do corpo, sem desfalecer, ainda que desfaleça.
SÊNICA, L. Cartas morais. Lisboa: Calouste Gulbenkia, 1990.
O excerto refere-se a uma carta de Sêneca na qual se apresenta como um bem fundamental da filosofia promover a
Quando os espanhóis chegaram à América, estava em seu apogeu o império teocrático dos Incas, que estendia seu poder sobre o que hoje chamamos Peru, Bolívia e Equador, abarcava parte da Colômbia e do Chile e alcançava até o norte argentino e a selva brasileira; a confederação dos Astecas tinha conquistado um alto nível de eficiência no vale do México, e no Yucatán, na América Central, a esplêndida civilização dos Mais persistia nos povos herdeiros, organizados para o trabalho e para a guerra. O Maias tinham sido grandes astrônomos, mediram o tempo e o espaço com assombrosa precisão, e tinham descoberto o valor do número zero antes de qualquer povo da história. No museu de Lima, podem ser vistos centenas de crânios que receberam placas de ouro e prata por parte dos cirurgiões Incas.
GALEANO, E. As veias abertas da América Latina. Porto Alegre: L&PM,2012.
As sociedades mencionadas deixaram como legado uma diversidade de
Em Vitória (ES), no bairro Goiabeiras, encontramos as paneleiras, mulheres que são conhecidas pelos saberes/fazeres das tradicionais panelas de barro, ícones da culinária capixaba. A tradição passada de mãe para filha é de origem indígenas e sofreu influência de outras etnias, como a afro e a luso. Dessa mistura, acredita-se que a fabricação das panelas de barros já tenha 400 anos. A fabricação das panelas de barros se dá em várias etapas, desde a obtenção de matéria-prima à confecção das panelas. As matérias-primas tradicionalmente utilizadas são provenientes do meio natural, como: argila, retirada do barreiro no Vale do Mulembá; madeira, atualmente proveniente das sobras da construção civil; e tinta, extraída da casca do manguezal, o popular mangue-vermelho.
TRISTÃO, M, A educação ambiental e o pós-colonialismo.
Revista de Educação. n. 53, ago, 2014.
Uma característica de práticas tradicionais como a exemplificada no texto é a vinculação entre os recursos do mundo natural e a
No se raje, chicanita (para Missy Anzaldúa)
No se raje, mi prietita,
apriétese la faja aguántese.
Su linaje es antiquísimo,
sus raíces como las de los mesquites,
bien plantadas, horadando bajo tierra
a esa corriente, el alma de tierra madre —
tu origen.
[…]
Y sí, nos han quitado las tierras.
Ya no nos queda ni el camposanto
donde enterraron a Don Urbano tu vis-visabuelo.
Tiempos duros como pastura los cargamos
derechitas caminamos.
Pero nunca quitarán ese orgullo
de ser mexicana — chicana — tejana
ni el espíritu indio.
Y cuando los gringos se acaban —
mira como se matan unos a los otros —
aquí vamos a parecer
Quizá muriéndonos de hambre como siempre
pero una nueva especie
piel entre negra y bronces
segunda pestaña bajo la primera
con el poder de mirar al sol ojos desnudos.
Y vivas, m’ijita, retevivas.
ANZALDÚA, G. Borderlands/la frontera: the new mestiza.
San Francisco: Aunt Lute Books, 1987 (fragmento).
O poema expressa os sentimentos de uma chicana nos
Estados Unidos. Nesse cenário, o eu lírico faz um apelo
fundamentado na
Las empanadas nos pican la lengua
Uno de los alimentos más tradicionales en la gastronomía paisa tendrá su festival este fin de semana en San Antonio de Pereira. Esta preparación tiene también su historia en los dichos paisas.
En las fiestas de Tambogrande, el pueblo del cuento El Zarco de Tomás Carrasquilla, “se levantan las toldas de comestibles y bebestibles”. Allí el autor mencionaba, además de las cazuelas, el mondongo y el chorizo, a la empanada: “Ya hinchan el éter sereno de esas noches de verano los efluvios provocativos de la empanada”.
De este pequeño alimento amarillo que enamora el paladar de más de uno, hay poemas, escritos y dichos populares. Para Adriana Ortiz, magíster en Lingüística de la Universidad de Antioquia, los alimentos, la religión y en general la cultura de una población se pueden rastrear por sus refranes.
“Estas expresiones reflejan la vida, las relaciones y lo que se piensa del otro. En Antioquia los dichos usan bastante la comida”.
Disponível em: www.elcolombiano.com. Acesso em: 19 ago. 2017.
O texto apresenta alguns pratos típicos de Antioquia, uma
região colombiana. Depreende-se dessa reportagem que,
para sua população, os alimentos da gastronomia paisa

Disponível em: www.publibace.com. Acesso em: 10 dez. 2017.
Considerando-se os elementos verbais e não verbais do
anúncio publicitário, a expressão “echémosle la mano”
convoca o leitor para
Dobru, mi Suriname, nuestro Caribe
Un profesor de holandés, idioma oficial de Suriname,
no cesaba de hacer, en una de las clases, sarcásticos
comentarios en detrimento de la lengua popular de sus
habitantes, el Sranantongo, asegurando que era demasiado
pobre para escribir en ella poesía. El entonces estudiante
de secundaria, indignado con las injustas censuras que le
dolían bien hondo, le llevó al otro día un poema, escrito por
él en ese código lingüístico, que desmentían las absurdas
aseveraciones del censor. La abuela del joven bardo
montó en cólera cuando supo que los versos se referían a
su supuesta muerte aunque terminó divirtiéndose mucho
alegando que el nieto la había matado en vida.
Los rasgos del carácter, ya se sabe, se dejan ver desde la infancia y Robin “Dobru” Raveles, quien se convertiría después en un ferviente luchador por la identidad cultural y política de Suriname, y más tarde en el Poeta Nacional de ese país caribeño, anunciaba con sus actos, desde su niñez, que sería un hombre singular. La vida de este escritor, que a tres meses de obtener su título universitario de Derecho fue expulsado de la carrera por lanzar críticas al gobierno colonialista que dominaba su país, e internado por esa causa en prisión, ha sido recogida por la doctora Cynthia Abrahams en el título Robin “Dobru” Raveles, que tuvo por estos días, en la Feria Internacional del Libro de La Habana, su espacio en la Sala Nuestra América para ser presentado, siendo ello la primera participación de Suriname en el evento.
SAUTIÉ RODRÍGUEZ, M. Disponível em: www.granma.cubaweb.cu.
Acesso em: 20 fev. 2012 (adaptado).
O texto traz alguns apontamentos biográficos sobre Robin
“Dobru” Raveles, poeta nacional do Suriname. Segundo
esses apontamentos, a criação poética de “Dobru” foi
marcada pela
Colección Material de Lectura: un acierto literario
Fetiche literario, documento histórico e instrumento de iniciación a la lectura. Todo esto es la colección Material de Lectura de la UNAM, que desde hace 40 años ofrece a los jóvenes “una probadita” de lo más representativo de la poesía, el cuento y el ensayo contemporáneos de Iberoamérica.
Estos pequeños folletos de colores, de 11 por 20 centímetros, con un promedio de 45 páginas, han conquistado a diversas generaciones de jóvenes desde 1977, año en que los lanzó la Coordinación de Difusión Cultural de la máxima casa de estudios del país.
Y ahora, detalla en entrevista la escritora Rosa Beltrán (1960), la versión impresa se sigue vendiendo, “incluso se agota en las ferias del libro”, y la digital es la más leída en este formato en toda la universidad, con cinco millones de lectores frecuentes en su sitio de consulta gratuita.
BAUTISTA, V. Disponível em: www.excelsior.com.mx. Acesso em: 24 ago. 2017
Há mais de quatro décadas, a Universidade Nacional
Autônoma do México (Unam) tem levado gerações de
universitários à leitura de clássicos da literatura ibero-americana por meio de sua coleção Material de Lectura.
A esse respeito, conclui-se que esse texto tem a função de