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Prova

Prova de 2023: Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO) — questões com gabarito

72 questões da prova de 2023 de Universidade Estadual do Centro-Oeste (UNICENTRO), em Sociologia, Física, Química, Biologia e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 72 questões
  • 12 matérias

Resultados: 6 questões

  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance A Falência, de Júlia Lopes de Almeida, a seguir.

    – O livro?
    – Está aqui.
    – Já leu?
    – Já. Trata-se de um amor um pouco parecido com o nosso.
    – Então não leio. Sei que está cheio de injustiças e de mentiras perversas. Os senhores romancistas não perdoam às mulheres; fazem-nas responsáveis por tudo – como se não pagássemos caro a felicidade que fruímos! Nesses livros tenho sempre medo do fim; revolto-me contra os castigos que eles infligem às nossas culpas, e desespero-me por não poder gritar-lhes: hipócritas! hipócritas! Leve o seu livro; não me torne a trazer desses romances. Basta-me o nosso para eu ter medo do fim.
    – Não tenha remorsos; o nosso não acabará!
    – Remorsos... remorsos de quê? Pensa, Gervásio, que, desde o primeiro ano de casado, o meu marido não me traiu também? Qual é a mulher, por mais estúpida, ou mais indiferente, que não adivinhe, que não sinta o adultério do marido no próprio dia em que ele é cometido? Há sempre um vestígio da outra, que se mostra em um gesto, em um perfume, em uma palavra, em um carinho...

    (ALMEIDA, J. L. A Falência. São Paulo: Via Leitura, 2018. p.31-32.)

    Com base nesse trecho e na leitura integral desse romance, assinale a alternativa correta. 
    Escolha uma alternativa para a questão af498f9c-16
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.

    An old drug offers a new way to stop STIs

    July 11, 2023 5:04 AM ET
    By Will Stone

    A promising line of attack against sexually transmitted infections puts a cheap and widely available medication to a new use. The treatment – a form of post-exposure prophylaxis, or PEP – is a dose of the antibiotic doxycycline taken in the hours immediately after sex which works to extinguish an STI before it leads to symptoms or spreads to others. A growing body of research shows using doxycycline in this way can substantially lower the risk of contracting three of the most common bacterial STIs – chlamydia, gonorrhea and syphilis. Called doxy-PEP, the preventative treatment has instilled enough confidence that the Center for Disease Control and Prevention plans to roll out guidance later this summer to give doctors and public health departments a roadmap for how to offer it. While doxy-PEP will not be recommended for everyone, including most women, and the implications for antibiotic resistance need to be closely monitored, experts say its potential to curb the rising rates of STIs cannot be ignored. “Our efforts to control STIs for the last 50 years have not succeeded,” says Dr. Edward Hook, a professor of medicine and epidemiology at the University Alabama, Birmingham. “It’s time to do something different.”

    (Disponível em: . Acesso em: 11 set. 2023.)
    Acerca dos recursos de construção do texto, considere as afirmativas a seguir.

    I. As expressões “marinheiros da esquadra de Cabral” e “colonização real do território” são empregadas como sinônimas na progressão textual.

    II. O uso do trecho “embranquecer a população brasileira” exemplifica uma figura de linguagem chamada hipérbole.

    III. Os trechos “falantes de idiomas diferentes” e “ambiente multilíngue” apresentam equivalência de sentidos no contexto utilizado.

    IV. O uso da expressão “Brasil cada vez mais negro” está no sentido denotativo, conforme as informações veiculadas no texto.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão af4218e0-16
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.

    An old drug offers a new way to stop STIs

    July 11, 2023 5:04 AM ET
    By Will Stone

    A promising line of attack against sexually transmitted infections puts a cheap and widely available medication to a new use. The treatment – a form of post-exposure prophylaxis, or PEP – is a dose of the antibiotic doxycycline taken in the hours immediately after sex which works to extinguish an STI before it leads to symptoms or spreads to others. A growing body of research shows using doxycycline in this way can substantially lower the risk of contracting three of the most common bacterial STIs – chlamydia, gonorrhea and syphilis. Called doxy-PEP, the preventative treatment has instilled enough confidence that the Center for Disease Control and Prevention plans to roll out guidance later this summer to give doctors and public health departments a roadmap for how to offer it. While doxy-PEP will not be recommended for everyone, including most women, and the implications for antibiotic resistance need to be closely monitored, experts say its potential to curb the rising rates of STIs cannot be ignored. “Our efforts to control STIs for the last 50 years have not succeeded,” says Dr. Edward Hook, a professor of medicine and epidemiology at the University Alabama, Birmingham. “It’s time to do something different.”

    (Disponível em: . Acesso em: 11 set. 2023.)
    Sobre os recursos linguístico-semânticos utilizados no texto, considere as afirmativas a seguir.

    I. Em “num ambiente multilíngue cuja única constante era o português”, o pronome “cuja” pode ser substituído pelo termo “onde”, sem prejuízo de sentido.

    II. No fragmento “a fim de garantir a manutenção de um modelo europeu”, a expressão “a fim de” indica a finalidade das atitudes vivenciadas no Brasil.

    III. No trecho “onde havia africanos lusitanizados e portugueses”, a palavra “onde” pode ser substituída pela expressão “em que” sem alterar o sentido original.

    IV. No trecho “ciclos econômicos como o do açúcar e o do café”, o termo “como” foi empregado para exemplificar as informações apresentadas.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão af3fbb44-16
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.

    Aquela narrativa-padrão segundo a qual não houve tensões e conflitos em nossa formação linguística, que dizia que o português se instalou no Brasil e foi apenas “influenciado” pelas línguas dos povos originários e escravizados (ou, como ouvi na escola, de índios e escravos), já se provou inadequada para descrever o tamanho do impacto que tiveram na trajetória do nosso país as línguas que existiam aqui quando se deu o desembarque dos marinheiros da esquadra de Cabral.

    A mesma coisa, você já deve estar imaginando, se aplica ao estudo das alterações geradas em nosso idioma pela presença dos africanos escravizados desde os primeiros momentos da colonização real do território, e de modo bem mais acentuado a partir do estabelecimento de ciclos econômicos como o do açúcar e o do café, que dependiam da exploração cada vez mais intensiva de números crescentes de escravizados. Não é à toa que, descontada a fortuna singular do nheengatu, cujo destino ia se desenrolando numa área que estava (e, em certa medida, ainda está) “isolada” do Brasil litorâneo e mais densamente povoado, o fim do período de ouro da língua geral paulista coincida com o início desse novo modelo econômico.

    Num movimento que partia fundamentalmente do Nordeste açucareiro (onde as línguas gerais nunca tiveram a mesma prevalência), o Brasil de brancos e indígenas seria substituído por um Brasil cada vez mais negro. E de maneira curiosa, e até irônica, como veremos, quando se pensa nas tentativas conscientes de embranquecer a população brasileira a partir de meados do século XIX, a fim de garantir a manutenção de um modelo europeu, talvez o fator determinante para a vitória do português em terras brasileiras tenha sido a dispersão dessa mão de obra negra por seu território. [...]

    Uma alteração importante nesse nosso ponto de vista é a noção de que alguns escravizados podem já ter chegado ao Brasil com graus variados de conhecimento da língua portuguesa. Primeiro, porque a presença do idioma em Angola ia se estabelecendo como uma realidade. Segundo, pelo fato de que as pessoas capturadas em regiões no interior com frequência acabavam passando longos períodos presas nos entrepostos do litoral. Nessas feitorias, onde havia africanos lusitanizados e portugueses, é possível que a língua estivesse se instalando como instrumento de contato entre falantes de idiomas diferentes. Antes de aportarem no Rio de Janeiro ou em Salvador, essas pessoas faziam viagens transatlânticas que, a depender dos pontos de partida e de chegada, podiam se estender por cerca de três meses, de novo num ambiente multilíngue cuja única constante era o português.

    (GALINDO, C. W. Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. p.164- 165;172.) 
    Em relação à formação das palavras usadas no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão af3d00bd-16
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.

    Aquela narrativa-padrão segundo a qual não houve tensões e conflitos em nossa formação linguística, que dizia que o português se instalou no Brasil e foi apenas “influenciado” pelas línguas dos povos originários e escravizados (ou, como ouvi na escola, de índios e escravos), já se provou inadequada para descrever o tamanho do impacto que tiveram na trajetória do nosso país as línguas que existiam aqui quando se deu o desembarque dos marinheiros da esquadra de Cabral.

    A mesma coisa, você já deve estar imaginando, se aplica ao estudo das alterações geradas em nosso idioma pela presença dos africanos escravizados desde os primeiros momentos da colonização real do território, e de modo bem mais acentuado a partir do estabelecimento de ciclos econômicos como o do açúcar e o do café, que dependiam da exploração cada vez mais intensiva de números crescentes de escravizados. Não é à toa que, descontada a fortuna singular do nheengatu, cujo destino ia se desenrolando numa área que estava (e, em certa medida, ainda está) “isolada” do Brasil litorâneo e mais densamente povoado, o fim do período de ouro da língua geral paulista coincida com o início desse novo modelo econômico.

    Num movimento que partia fundamentalmente do Nordeste açucareiro (onde as línguas gerais nunca tiveram a mesma prevalência), o Brasil de brancos e indígenas seria substituído por um Brasil cada vez mais negro. E de maneira curiosa, e até irônica, como veremos, quando se pensa nas tentativas conscientes de embranquecer a população brasileira a partir de meados do século XIX, a fim de garantir a manutenção de um modelo europeu, talvez o fator determinante para a vitória do português em terras brasileiras tenha sido a dispersão dessa mão de obra negra por seu território. [...]

    Uma alteração importante nesse nosso ponto de vista é a noção de que alguns escravizados podem já ter chegado ao Brasil com graus variados de conhecimento da língua portuguesa. Primeiro, porque a presença do idioma em Angola ia se estabelecendo como uma realidade. Segundo, pelo fato de que as pessoas capturadas em regiões no interior com frequência acabavam passando longos períodos presas nos entrepostos do litoral. Nessas feitorias, onde havia africanos lusitanizados e portugueses, é possível que a língua estivesse se instalando como instrumento de contato entre falantes de idiomas diferentes. Antes de aportarem no Rio de Janeiro ou em Salvador, essas pessoas faziam viagens transatlânticas que, a depender dos pontos de partida e de chegada, podiam se estender por cerca de três meses, de novo num ambiente multilíngue cuja única constante era o português.

    (GALINDO, C. W. Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. p.164- 165;172.) 
    Acerca dos recursos linguísticos empregados no texto, considere as afirmativas a seguir.

    I. As aspas usadas em determinadas palavras do texto servem para enfatizar ou ironizar as ideias apresentadas.

    II. O uso dos parênteses ao longo do texto gera um efeito de sentido redundante às ideias que são expostas.

    III. No segundo parágrafo, o uso do termo “você” tem o objetivo de tornar o texto mais formal devido ao assunto tratado.

    IV. No terceiro parágrafo, o uso da expressão “como veremos” indica a inclusão do leitor no processo de leitura.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão af3a7558-16
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão.

    Aquela narrativa-padrão segundo a qual não houve tensões e conflitos em nossa formação linguística, que dizia que o português se instalou no Brasil e foi apenas “influenciado” pelas línguas dos povos originários e escravizados (ou, como ouvi na escola, de índios e escravos), já se provou inadequada para descrever o tamanho do impacto que tiveram na trajetória do nosso país as línguas que existiam aqui quando se deu o desembarque dos marinheiros da esquadra de Cabral.

    A mesma coisa, você já deve estar imaginando, se aplica ao estudo das alterações geradas em nosso idioma pela presença dos africanos escravizados desde os primeiros momentos da colonização real do território, e de modo bem mais acentuado a partir do estabelecimento de ciclos econômicos como o do açúcar e o do café, que dependiam da exploração cada vez mais intensiva de números crescentes de escravizados. Não é à toa que, descontada a fortuna singular do nheengatu, cujo destino ia se desenrolando numa área que estava (e, em certa medida, ainda está) “isolada” do Brasil litorâneo e mais densamente povoado, o fim do período de ouro da língua geral paulista coincida com o início desse novo modelo econômico.

    Num movimento que partia fundamentalmente do Nordeste açucareiro (onde as línguas gerais nunca tiveram a mesma prevalência), o Brasil de brancos e indígenas seria substituído por um Brasil cada vez mais negro. E de maneira curiosa, e até irônica, como veremos, quando se pensa nas tentativas conscientes de embranquecer a população brasileira a partir de meados do século XIX, a fim de garantir a manutenção de um modelo europeu, talvez o fator determinante para a vitória do português em terras brasileiras tenha sido a dispersão dessa mão de obra negra por seu território. [...]

    Uma alteração importante nesse nosso ponto de vista é a noção de que alguns escravizados podem já ter chegado ao Brasil com graus variados de conhecimento da língua portuguesa. Primeiro, porque a presença do idioma em Angola ia se estabelecendo como uma realidade. Segundo, pelo fato de que as pessoas capturadas em regiões no interior com frequência acabavam passando longos períodos presas nos entrepostos do litoral. Nessas feitorias, onde havia africanos lusitanizados e portugueses, é possível que a língua estivesse se instalando como instrumento de contato entre falantes de idiomas diferentes. Antes de aportarem no Rio de Janeiro ou em Salvador, essas pessoas faziam viagens transatlânticas que, a depender dos pontos de partida e de chegada, podiam se estender por cerca de três meses, de novo num ambiente multilíngue cuja única constante era o português.

    (GALINDO, C. W. Latim em pó: um passeio pela formação do nosso português. São Paulo: Companhia das Letras, 2022. p.164- 165;172.) 
    Sobre as ideias veiculadas no texto, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão af376802-16