Inglês
- Preposições | Prepositions
- Prova de 2024
- UFRGS
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 77A26DD2-5A


Prova
44 questões da prova de 2024 de Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Inglês, Português, Literatura. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.




Considere as seguintes propostas de alteração de segmentos do texto.
I - Substituição de they all saw nothing (l. 11) por none off them didn’t see nothing.
II - Substituição de have no light perception whatsoever (l. 18-19) por do not have any light perception whatsoever.
III - Substituição de doesn’t have a transformative impact (l. 65) por has no transformative impact.
Quais resultariam gramaticalmente corretas, se aplicadas ao texto?


Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as afirmações abaixo, acerca do texto.
( ) O pronome those (l. 10) refere-se a war veterans (l. 09).
( ) As palavras Most (l. 19), some (l. 23) others (l. 24) those (l. 25) referem-se a blind people.
( ) O pronome whose (l. 30) refere-se a nerve (l. 30).
( ) O pronome which (l. 35) refere-se a blindness (l. 35).
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é


( ) toddlers (l. 09)
( ) encroachment (l. 42)
( ) disingenuous (l. 64)
1. crianças
2. usurpação
3. invasão
4. genuíno
5. pacifistas
6. hipócrita
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é


Considere as seguintes afirmações acerca do segundo parágrafo do texto.
I - O impulso a equiparar a cegueira à escuridão é exemplificado através da ideia do mundo coberto por um véu negro.
II - Duas pessoas comparam a cegueira a situações diferentes, quais sejam, o “zumbido visual” e o “mundo de névoa”.
III - A cegueira pode ser comparável, para algumas pessoas, a enxergar o mundo através de um buraco de botão de camisa, enquanto para outras a luz produz um efeito semelhante a agulhas brilhantes.
Quais estão corretas?
Instrução: Para responder a questão 30, leia os excertos abaixo, retirados respectivamente de A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé, e de “A fonte”, parte inicial de O continente, de Erico Verissimo.
Tiaraju – o santo guerreiro
Tiaraju é um nome épico. Alguns historiadores chegam a dizer que graças a ele o Rio Grande do Sul é parte do Brasil. Foi um líder nascido em 1723 e que morreu na batalha no dia 7 de fevereiro de 1756. É considerado herói guarani missioneiro rio-grandense. Chefe dos Sete Povos das Missões Jesuíticas de São Miguel.
A fonte
— Vi o combate. O alferes foi derrubado do cavalo por um golpe de lança. Vi quando ele quis erguer-se e um homem... um general... de cima do cavalo varou-lhe o peito com uma bala.
Alonzo segurou a cabeça do menino com ambas as mãos e aproximou-a de seu rosto como se quisesse ler-lhe os pensamentos no fundo dos olhos.
— Como podias ter visto isso tudo se o combate foi travado tão longe daqui?
Pedro respondeu simplesmente:
— Eu vi.
— Disseste que estavas conversando com o corregedor.
— Estava.
— E que te dizia ele?
— Dizia que seu corpo tinha sido atirado num mato perto dum rio. E que a batalha estava perdida.
— Onde estava ele quando te falou?
— Lá em cima. A alma de Sepé subiu ao céu e virou estrela.
Alonzo largou a cabeça do menino, que fez meia-volta e se encaminhou para a janela, puxando o padre docemente pela manga da sobretúnica. Ergueu o dedo e mostrou o crescente:
— Deus botou também na testa da noite um lunar como o de são Sepé.
— São Sepé? — repetiu o padre, meio estonteado.
Sem dizer palavra e sem fazer o menor gesto, Alonzo viu o menino guardar o punhal entre a camisa e o peito, e sair da cela em silêncio.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esses excertos, considerando, também, a leitura integral da obra A terra dos mil povos.
( ) Como se observa, a visão dos dois autores é oposta sobre Sepé Tiaraju. No segundo caso, é um homem derrotado e morto.
( ) No primeiro excerto, Jecupé traz a primeiro plano um herói do enfrentamento “O Brasil de pindorama versus o Brasil das capitanias”.
( ) No segundo excerto, o menino Pedro Alonzo conta ao padre sua visão e que Sepé “virou estrela”.
( ) Nos dois trechos, de Jecupé e de Verissimo, Sepé tem a força de um herói fundacional.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Instrução: Para responder a questão, leia o excerto abaixo, retirado do capítulo 40, de Niketche, de Paulina Chiziane.
— Diz-me, Tony para quê enganar mulheres e deixá-las com filhos nos braços? O querias tu com elas?
— Nada de sério, confesso. Orgulho, simples orgulho. Ter uma mulher aqui, um filho acolá, dá vaidade a qualquer macho. Não sou o único. Muitos homens fazem isso.
Ele mergulha as mãos no meu peito e me destrói o coração como quem arranca uma planta do chão. Sinto uma dor imensa, ele mata-me, eu morro, quantas vezes me matam por dia, neste lar, eu, que sou a primeira esposa?
— Não me culpes, Rami. Não fui eu quem inventou o mundo e as suas tradições. Muito antes de eu nascer os homens já eram assim.
Como ele tem razão, meu Deus! Esta situação nasce do ventre do passado e desde sempre que as mulheres são peixe na banca do mercado: um quilo deste, dois quilos daquele, fico com este, largo aquele, gosto deste, agora pego, agora pago, agora uso, agora asso, agora como.
— A ideia de juntar essas mulheres foi tua, Rami. Surpreendeste-me. Superaste-me. Conduziste todo esse rebanho com uma mestria incrível. Eu só iria usar e largar sem pensar sequer nas consequências. De vendedeiras de rua conseguiste transformá-las em empresárias.
— Meu Tony cansaste-te de mim e amaste a elas. Cansaste-te delas e agora voltas para mim. Daqui a pouco te cansas de mim outra vez. Não acredito em ti.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre esse excerto, considerando, também, a leitura integral da obra Niketche.
( ) Tony, depois do doloroso aprendizado, mostra-se arrependido e assume a responsabilidade por tudo que ocorreu.
( ) Rami, quando diz que as mulheres são peixes, percebe que elas são como mercadorias a serem compradas, eventualmente largadas e usadas ao bel-prazer do cliente.
( ) Rami, de fato, organizou um sistema poligâmico com ela e as demais amantes. ( ) Rami não acredita nas declarações de Tony, movidas pela perda de poder sobre as mulheres.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre algumas canções de Lupicínio Rodrigues.
( ) “Vingança” expressa a dor e o ressentimento decorrentes do término de uma relação amorosa, em que o eu lírico sugere ter sido traído pela mulher amada e, em um tom de desabafo e de amargura, revela o desejo de vingança.
( ) “Se acaso você chegasse” apresenta uma situação de traição, cantada em primeira pessoa, em que o eu lírico se dirige à pessoa traída, exigindo que não se aproxime mais dele e da mulher causadora da discórdia entre os ex-amigos. ( ) “Nervos de aço” apresenta o eu lírico que se dirige a um “meu senhor”, revelando-lhe que tem um amor, mas que a mulher amada já pertence a outro homem e, conformado com essa situação, ele abençoa o enlace do casal.
( ) “Castigo” apresenta referência às plantas que permanecem eretas até o fim e indica a tentativa da mulher, que outrora preteriu o eu lírico, de manter a dignidade, mesmo diante do declínio inevitável.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados, respectivamente, da canção “Identidade”, de Jorge Aragão, e da obra O avesso da pele, de Jeferson Tenório, considerando, também, a leitura integral desse livro.
Elevador é quase um templo
Exemplo pra minar teu sono
Sai desse compromisso
Não vai no de serviço
Se o social tem dono, não vai
Quem cede a vez não quer vitória
Somos herança da memória
Temos a cor da noite
Filhos de todo açoite
Fato real de nossa história
Se preto de alma branca pra você
É o exemplo da dignidade
Não nos ajuda, só nos faz sofrer
Nem resgata nossa identidade
Vocês estavam juntos desafiando a sociedade hipócrita. Quando você entrava sozinho numa loja e recebia um tratamento frio e desconfiado por ser negro, se dava conta de que, quando Juliana estrava e te beijava, os vendedores te tratavam melhor. Uma mulher branca com um negro, ele deve ser um bom homem. E por algum tempo você começou a gostar disso também. A presença de Juliana te dava uma espécie de salvo-conduto em certos ambientes. Porque, quando você estava com ela, você não era qualquer negro diante dos outros. Você era especial.
A partir da leitura dos excertos, considere as seguintes afirmações.
I - Na canção, o preconceito racial é percebido na proibição do uso do elevador social por pessoas negras, que devem usar o de serviço, e a dignidade preta é alcançada ao se aproximar dos valores dos brancos, uma visão crítica que distancia pessoas negras de sua identidade.
II - No fragmento da obra, o estigma sofrido pela população preta, representada pelo pai do narrador, é suavizado quando ele é reconhecido por estar acompanhado de uma pessoa branca, fato que, em determinadas situações, conferia-lhe segurança e algum tipo de privilégio.
III - No fragmento da obra, Pedro, em um fluxo de consciência, revela ao leitor como se sentiu constrangido em uma situação específica de racismo, e o texto grafado em itálico representa a fala dos vendedores da loja.
Quais estão corretas?
Instrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados, respectivamente, da canção “Mulheres de Atenas”, de Chico Buarque, e da peça Lisístrata, de Aristófanes, considerando, também, a leitura integral da peça de teatro.
Mirem-se no exemplo
Daquelas mulheres de Atenas
Sofrem pros seus maridos
Poder e força de Atenas
Quando eles embarcam soldados
Elas tecem longos bordados
Mil quarentenas
E quando eles voltam, sedentos
Querem arrancar, violentos
Carícias plenas, obscenas
LISÍSTRATA – Aí está nossa dificuldade. Mas nosso dever é esse. Se resistirmos eles não resistirão. E teremos a paz.
LAMPITO – Dizem que isso aconteceu a Menelau. Quando viu os seios de Helena percebeu que tinha que escolher entre duas espadas. Largou a guerra e empunhou a da paz.
CLEONICE – Uma última hipótese. Se nos pegarem à força? LISÍSTRATA – Segurem-se nas portas, garrem-se nas camas, encolham o corpo em posição fetal.
CLEONICE – E se nos baterem?
LISÍSTRATA – Cedam então, mas não se mexam, não colaborem, sejam cadáveres frios diante da potência e da prepotência até a pospotência. Eles têm pouco prazer quando sentem que não correspondemos. Sobretudo se nossas mãos permanecerem inertes, eles logo se cansarão a brincadeira. No amor as mãos são preciosas.
A partir da leitura dos excertos, considere as seguintes afirmações.
I - No excerto da canção, a mulher é tida como propriedade, existindo, sobretudo, à satisfação dos desejos do homem, cuja realização sexual é percebida somente a partir do lado masculino, que pouco se empenha em satisfazer os desejos e os impulsos femininos.
II - No fragmento da peça teatral, a mulher problematiza o fato de não se submeter aos caprichos sexuais do marido e sofre com a violência física do homem sobre ela, prática socialmente comum à época em que ocorre a proposição da greve de sexo.
III- Nos dois trechos, embora escritos em épocas bastante distintas e com contextos históricos igualmente próprios, a submissão feminina é latente, principalmente no caso de Lisístrata, porque as decisões políticas e sociais estavam a cargo dos homens.
Quais estão corretas?
Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.


Considere a passagem entre as linhas 27 e 32 e as possibilidades de paráfrase.
I - Há perguntas mais diretamente ligadas – ao lado dessas questões políticas preocupantes – ao que a diversidade linguística pode mostrar, tanto sobre a nossa capacidade para adquirir e operar com línguas, quanto sobre as demais faculdades intelecutais humanas.
II - Tanto sobre a nossa capacidade para adquirir e operar com línguas, quanto sobre as demais faculdades intelecutais humanas, há preocupantes questões políticas ligadas mais diretamente ao que a diversidade linguística pode mostrar.
III- Ao lado dessas preocupantes questões políticas, seja sobre a nossa capacidade para adquirir e operar com línguas, seja sobre as demais faculdades há perguntas, mais diretamente ligadas ao que a diversidade linguística pode mostrar.
Quais dessas sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase, mantendo a correção gramatical?
Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.


Considere as seguintes afirmações sobre palavras e expressões do texto.
I - A palavra hecatombe (l. 19) expressa a ideia de “catástrofe”.
II - A expressão uma janela (l. 41) funciona como uma metáfora para a ideia de “abertura”.
III - A expressão essa dificuldade (l. 56) estabelece uma relação coesiva referencial com a expressão não é nada fácil responder essa questão (l. 54-55).
Quais estão corretas?
Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.


Considere as seguintes sugestões de alterações na pontuação do texto.
I - Inserção de vírgulas depois de línguas (l. 08) e depois de existem (l. 09).
II - Supressão da vírgula na linha 20.
III- Substituição da vírgula na linha 56 por dois-pontos.
Quais sugestões poderiam ser efetuadas sem alterar o sentido original da frase, mantendo a correção gramatical?
Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.


Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.


Considere as seguintes afirmações sobre palavras e expressões do texto.
I - No texto, há um predomínio do uso do pretérito imperfeito. Por meio desse predomínio, o narrador assinala modos de agir rotineiros do personagem Rodrigo para caracterizá-lo ao leitor.
II - No texto, os usos do presente, nos murmúrios de Rodrigo Cambará, atualizados nos verbos Preciso (l. 39), tenho (l. 45) e quero (l. 46) revelam o “agora” em que o personagem falava consigo mesmo.
III - No texto, a relação entre a expressão Um dia (l. 37) e o verbo contemplou (l. 38) apresenta o sentido de ação pontual na narrativa, semelhante ao sentido expresso pela relação entre Às vezes (l. 55) e perguntava-se (l. 55).
Quais estão corretas?
Instrução: A questão está relacionada ao texto abaixo.








Considere os trechos abaixo, retirados da obra A falência, de Júlia Lopes de Almeida, e a leitura integral da obra.
I. — Minha senhora, eu sou da opinião de que a mulher nasceu para mãe de família. Crie os seus filhos, seja fiel ao seu marido, dirija bem a sua casa e terá cumprido a sua missão. Este foi sempre o meu juízo e não me dei mal com ele; não quis casar com mulher sabichona. É nas medíocres que se encontram as esposas.
II. (...) tinha ascendência sobre a criadagem, que a tratava por dona. Mesmo entre os brancos a palavra da sua experiência era ouvida com acatamento. Ela era a mulher desembaraçada, a doceira dos grandes dias de festa, a única das engomadeiras capaz de satisfazer as impertinências do dono da casa; ninguém sabia como a (...) preparar um remédio, um suadouro, nem dar um escalda-pés sinapisado, nem tão bem escolher o peixe, preparar um pudim ou vestir uma criança.
III. Aos doze anos conservava o seu ar estúpido e humilde; não conhecia uma letra, mas ensinava as criadas novas a varrerem a casa e a porem a mesa com perfeição. Como o Mário lhe bateu um dia com os arreios do seu cavalo de pau, Francisco Theodoro resolveu pô-la em um colégio, de pensionista, recomendando uma instrução prática, nada ornamental.
Assinale a alternativa correta acerca dos perfis femininos que compõem o enredo.