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Prova

Prova de 2024: Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo — questões com gabarito

17 questões da prova de 2024 de Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, em Português, Literatura, Inglês. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 17 questões

Resultados: 17 questões

  • Linguagens

    Português

    Examine o cartum de Will Leite, publicado no perfil “dona.anesia” no Instagram, em 27.03.2023.


    Imagem da questão de Português, Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo 2024, Figuras de Linguagem


    Na construção de seu sentido, o cartum mobiliza fundamentalmente o seguinte recurso expressivo:

    Escolha uma alternativa para a questão d2df79cb-75
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    Do ponto de vista intelectual, o narrador caracteriza Benedito como uma pessoa
    Escolha uma alternativa para a questão d3075dad-75
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    O narrador recorre à metalinguagem no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão d31c3cfd-75
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão d332edac-75
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    O leitor é figura fundamental na prosa de Machado de Assis. Observa-se a inclusão do leitor na narrativa no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão d3430ab7-75
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    O pronome sublinhado no segundo parágrafo do texto refere--se a
    Escolha uma alternativa para a questão d3574db0-75
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    Em “ao levantar da cama não aparecia a ninguém” (2o parágrafo), a oração sublinhada expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão d366c1df-75
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    A vírgula marca uma pausa de pequena duração e é empregada, entre outras possibilidades, para indicar a supressão de uma palavra. Verifica-se o emprego de vírgula para assinalar a supressão de um verbo em:
    Escolha uma alternativa para a questão d370b182-75
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    Prefixação é o processo de formação de uma nova palavra a partir do acréscimo de um prefixo a uma palavra já existente. Verifica-se o emprego de palavra formada com prefixo que exprime ideia de negação no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão d37f6721-75
  • Linguagens

    Literatura

        Imaginação, sentimento, emoção prevalecem sobre a razão. É o triunfo do individualismo e do subjetivismo. Idealiza-se a realidade, foge-se do mundo pelo sonho; angústia e pessimismo preponderam; pratica-se o culto da morte, do passado e da natureza. Grandes temas dominam toda a poesia: saudade, Indianismo, “mal do século”, natureza brasileira, “exaltação nacionalista” e causas sociais (abolicionismo). Descartam-se as imposições da arte poética clássica.


    (Paul Teyssier. Dicionário de literatura brasileira, 2003.)


    O texto trata do movimento
    Escolha uma alternativa para a questão d38a35e9-75
  • Linguagens

    Inglês

        Sleep tourism has become a major travel trend since the beginning of the covid-19 pandemic, leading to the emergence of sleep hotels, sleep suites, and in-house sleep experts for travelers looking to rest.


        Sleep tourism is a travel trend that emphasizes getting the best sleep possible. It often involves picking a vacation spot that offers sleep amenities. According to the magazine Fortune, hotels have responded to a rise in sleep-focused travelers by upgrading their sleep services, even hiring sleep experts.


        The rise in sleep tourism is a result of a growing sleep epidemic. According to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), one in three adults doesn’t get enough sleep. Quality sleep is often mistaken for a luxury when it’s essential for good mental and physical health.


        The CDC warns that inadequate sleep can lead to some serious health conditions, such as heart disease, obesity, type 2 diabetes, and depression. Sleep deprivation is also a major cause of car collisions each year, as well as workplace injuries.


    (Eva Hagan. https://greenmatters.com, 29.04.2024. Adaptado.)
    The main purpose of the text is to
    Escolha uma alternativa para a questão d392dfd9-75
  • Linguagens

    Inglês

        Sleep tourism has become a major travel trend since the beginning of the covid-19 pandemic, leading to the emergence of sleep hotels, sleep suites, and in-house sleep experts for travelers looking to rest.


        Sleep tourism is a travel trend that emphasizes getting the best sleep possible. It often involves picking a vacation spot that offers sleep amenities. According to the magazine Fortune, hotels have responded to a rise in sleep-focused travelers by upgrading their sleep services, even hiring sleep experts.


        The rise in sleep tourism is a result of a growing sleep epidemic. According to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), one in three adults doesn’t get enough sleep. Quality sleep is often mistaken for a luxury when it’s essential for good mental and physical health.


        The CDC warns that inadequate sleep can lead to some serious health conditions, such as heart disease, obesity, type 2 diabetes, and depression. Sleep deprivation is also a major cause of car collisions each year, as well as workplace injuries.


    (Eva Hagan. https://greenmatters.com, 29.04.2024. Adaptado.)
    No trecho do segundo parágrafo “It often involves picking a vacation spot that offers sleep amenities”, o termo sublinhado expressa ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão d3a07fb0-75
  • Linguagens

    Inglês

        Sleep tourism has become a major travel trend since the beginning of the covid-19 pandemic, leading to the emergence of sleep hotels, sleep suites, and in-house sleep experts for travelers looking to rest.


        Sleep tourism is a travel trend that emphasizes getting the best sleep possible. It often involves picking a vacation spot that offers sleep amenities. According to the magazine Fortune, hotels have responded to a rise in sleep-focused travelers by upgrading their sleep services, even hiring sleep experts.


        The rise in sleep tourism is a result of a growing sleep epidemic. According to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), one in three adults doesn’t get enough sleep. Quality sleep is often mistaken for a luxury when it’s essential for good mental and physical health.


        The CDC warns that inadequate sleep can lead to some serious health conditions, such as heart disease, obesity, type 2 diabetes, and depression. Sleep deprivation is also a major cause of car collisions each year, as well as workplace injuries.


    (Eva Hagan. https://greenmatters.com, 29.04.2024. Adaptado.)
    No trecho do segundo parágrafo “hotels have responded to a rise in sleep-focused travelers by upgrading their sleep services, even hiring sleep experts”, o termo sublinhado refere-se
    Escolha uma alternativa para a questão d3aa9c96-75
  • Linguagens

    Inglês

        Sleep tourism has become a major travel trend since the beginning of the covid-19 pandemic, leading to the emergence of sleep hotels, sleep suites, and in-house sleep experts for travelers looking to rest.


        Sleep tourism is a travel trend that emphasizes getting the best sleep possible. It often involves picking a vacation spot that offers sleep amenities. According to the magazine Fortune, hotels have responded to a rise in sleep-focused travelers by upgrading their sleep services, even hiring sleep experts.


        The rise in sleep tourism is a result of a growing sleep epidemic. According to the Centers for Disease Control and Prevention (CDC), one in three adults doesn’t get enough sleep. Quality sleep is often mistaken for a luxury when it’s essential for good mental and physical health.


        The CDC warns that inadequate sleep can lead to some serious health conditions, such as heart disease, obesity, type 2 diabetes, and depression. Sleep deprivation is also a major cause of car collisions each year, as well as workplace injuries.


    (Eva Hagan. https://greenmatters.com, 29.04.2024. Adaptado.)
    No trecho do quarto parágrafo “inadequate sleep can lead to some serious health conditions”, o termo sublinhado expressa
    Escolha uma alternativa para a questão d3b4a5c4-75
  • Linguagens

    Inglês

        Imagem da questão de Inglês, Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo 2024, Interpretação de texto | Reading comprehension


        Research shows Americans are feeling increasingly lonely, with younger generations reporting lonelinees more frequently than older generations, and heavy social media users reporting loneliness more frequently than light users. Reaching out and taking time to connect, in person, with those around us builds relationships and a sense of belonging that can help reduce feelings of isolation.



    (www.p12.nysed.gov. Adaptado.)

    De acordo com o texto da campanha,
    Escolha uma alternativa para a questão d3bde802-75
  • Linguagens

    Inglês

        Imagem da questão de Inglês, Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo 2024, Interpretação de texto | Reading comprehension


        Research shows Americans are feeling increasingly lonely, with younger generations reporting lonelinees more frequently than older generations, and heavy social media users reporting loneliness more frequently than light users. Reaching out and taking time to connect, in person, with those around us builds relationships and a sense of belonging that can help reduce feelings of isolation.



    (www.p12.nysed.gov. Adaptado.)

    In the excerpt from the poster “a sense of belonging that can help reduce feelings of isolation”, the underlined words convey the idea of
    Escolha uma alternativa para a questão d3cd8899-75
  • Linguagens

    Português

        Muitas sociedades tiveram pessoas escravizadas. Não basta, pois, a sua existência para definir uma sociedade como escravagista. Para isso, outras condições devem estar presentes: alta proporção de escravizados na população, for te dependência econômica em relação ao trabalho escravo, estrutura agrária de latifúndio, influência onipresente da escravatura permeando toda a vida social.


    (Rubens Ricupero. “O que fizemos em 200 anos? O que falhou ou deve ser corrigido?”. In: Maria Arminda do Nascimento Arruda et al (orgs.). Dilemas do Brasil, 2023. Adaptado.)


    Os argumentos, apresentados no excerto, aplicam-se
    Escolha uma alternativa para a questão d3dceca0-75