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Prova

Prova de 2019: Centro Universitário São Camilo — questões com gabarito

100 questões da prova de 2019 de Centro Universitário São Camilo, em Inglês, Física, Português, Geografia e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 100 questões
  • 8 matérias

Resultados: 40 questões

Página 2 de 2

  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.

    Worshiping the false idols of wellness

    Imagem da questão de Inglês, Centro Universitário São Camilo 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension


         Before we go further, I’d like to clear something up: wellness is not the same as medicine. Medicine is the science of reducing death and disease, and increasing long and healthy lives. Wellness used to mean a blend of health and happiness. Something that made you feel good or brought joy and was not medically harmful — perhaps a massage or a walk along the beach. But it has become a false antidote to the fear of modern life and death.
        The wellness industry takes medical terminology, such as “inflammation” or “free radicals,” and polishes it to the point of incomprehension. The resulting product is a “Do It Yourself” medicine for longevity that comes with a confidence that science can only aspire to achieve.
         Let’s take the trend of adding a pinch of activated charcoal to your food or drink. While the black color is strikingly unexpected and alluring, it’s sold as a supposed “detox.” Guess what? It has the same efficacy as a spell from the local witch. Maybe it’s a matter of aesthetics. Wellness potions in beautiful jars with untested ingredients of unknown purity are practically packaged for Instagram.
         Medicine and religion have long been deeply intertwined, and it’s only relatively recently that they have separated. The wellness-industrial complex seeks to resurrect that connection. It’s like a medical throwback, as if the idyllic days of health were 5,000 years ago. Ancient cleansing rituals with a modern twist — supplements, useless products and scientifically unsupported tests.
         The dietary supplements that are the backbone of wellness make up a $30 billion a year business despite studies showing they have no value for longevity (only a few vitamins have proven medical benefits, like folic acid before and during pregnancy and vitamin D for older people at risk of falling). Modern medicine wants you to get your micronutrients from your diet, which is inarguably the most natural source.
         Yet the wellness-industrial complex has managed to pervert that narrative and make supplements a necessary tool for nonsensical practices, such as boosting the immune system or fighting the war on inflammation. The resulting fluorescent yellow urine from multivitamins may provide a false sense of efficacy, but it’s a fool’s gold (and the consequence of excessive B2 that couldn’t possibly be absorbed). So what’s the harm of spending money on charcoal for non-existent toxins or vitamins for expensive urine? Here’s what: the placebo effect or “trying something natural” can lead people with serious illnesses to postpone effective medical care. However, I admit that doctors can learn something from wellness. It’s clear that some people are looking for healers, so we must find ways to serve that need that are medically ethical.

    (Jen Gunter. www.nytimes.com, 01.08.2018. Adaptado.)
    Assinale a alternativa que apresenta o trecho do terceiro parágrafo que indica que o carvão ativado é inócuo para a saúde.
    Escolha uma alternativa para a questão b3aebdff-06
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.

    Worshiping the false idols of wellness

    Imagem da questão de Inglês, Centro Universitário São Camilo 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension


         Before we go further, I’d like to clear something up: wellness is not the same as medicine. Medicine is the science of reducing death and disease, and increasing long and healthy lives. Wellness used to mean a blend of health and happiness. Something that made you feel good or brought joy and was not medically harmful — perhaps a massage or a walk along the beach. But it has become a false antidote to the fear of modern life and death.
        The wellness industry takes medical terminology, such as “inflammation” or “free radicals,” and polishes it to the point of incomprehension. The resulting product is a “Do It Yourself” medicine for longevity that comes with a confidence that science can only aspire to achieve.
         Let’s take the trend of adding a pinch of activated charcoal to your food or drink. While the black color is strikingly unexpected and alluring, it’s sold as a supposed “detox.” Guess what? It has the same efficacy as a spell from the local witch. Maybe it’s a matter of aesthetics. Wellness potions in beautiful jars with untested ingredients of unknown purity are practically packaged for Instagram.
         Medicine and religion have long been deeply intertwined, and it’s only relatively recently that they have separated. The wellness-industrial complex seeks to resurrect that connection. It’s like a medical throwback, as if the idyllic days of health were 5,000 years ago. Ancient cleansing rituals with a modern twist — supplements, useless products and scientifically unsupported tests.
         The dietary supplements that are the backbone of wellness make up a $30 billion a year business despite studies showing they have no value for longevity (only a few vitamins have proven medical benefits, like folic acid before and during pregnancy and vitamin D for older people at risk of falling). Modern medicine wants you to get your micronutrients from your diet, which is inarguably the most natural source.
         Yet the wellness-industrial complex has managed to pervert that narrative and make supplements a necessary tool for nonsensical practices, such as boosting the immune system or fighting the war on inflammation. The resulting fluorescent yellow urine from multivitamins may provide a false sense of efficacy, but it’s a fool’s gold (and the consequence of excessive B2 that couldn’t possibly be absorbed). So what’s the harm of spending money on charcoal for non-existent toxins or vitamins for expensive urine? Here’s what: the placebo effect or “trying something natural” can lead people with serious illnesses to postpone effective medical care. However, I admit that doctors can learn something from wellness. It’s clear that some people are looking for healers, so we must find ways to serve that need that are medically ethical.

    (Jen Gunter. www.nytimes.com, 01.08.2018. Adaptado.)
    In the excerpt from the second paragraph “and polishes it to the point of incomprehension”, the underlined word refers to
    Escolha uma alternativa para a questão b3ab21e7-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão. 

         Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei- -me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno. Este outro suplício escapou ao divino Dante; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei- -me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos, e disse-lhe, — para dizer alguma cousa, — que era capaz de os pentear, se quisesse.

    — Você?
    — Eu mesmo.
    — Vai embaraçar-me o cabelo todo, isso sim.
    — Se embaraçar, você desembaraça depois.
    — Vamos ver.

    (Dom Casmurro, 2016.)
    Na cena retratada no texto, destaca-se uma das principais características do autor, que é sua capacidade de
    Escolha uma alternativa para a questão b359b8e9-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão. 

         Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei- -me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me. Quantos minutos gastamos naquele jogo? Só os relógios do céu terão marcado esse tempo infinito e breve. A eternidade tem as suas pêndulas; nem por não acabar nunca deixa de querer saber a duração das felicidades e dos suplícios. Há de dobrar o gozo aos bem-aventurados do céu conhecer a soma dos tormentos que já terão padecido no inferno os seus inimigos; assim também a quantidade das delícias que terão gozado no céu os seus desafetos aumentará as dores aos condenados do inferno. Este outro suplício escapou ao divino Dante; mas eu não estou aqui para emendar poetas. Estou para contar que, ao cabo de um tempo não marcado, agarrei- -me definitivamente aos cabelos de Capitu, mas então com as mãos, e disse-lhe, — para dizer alguma cousa, — que era capaz de os pentear, se quisesse.

    — Você?
    — Eu mesmo.
    — Vai embaraçar-me o cabelo todo, isso sim.
    — Se embaraçar, você desembaraça depois.
    — Vamos ver.

    (Dom Casmurro, 2016.)
    No texto, a expressão “olhos de ressaca” é utilizada para descrever
    Escolha uma alternativa para a questão b35665f7-06
  • Linguagens

    Português

    Leia a crônica de Ruy Castro para responder à questão. 

    Como um tumor

         Cientistas da Universidade de Hiroshima, no Japão, criaram uma rã transparente, cujas intimidades ficam expostas e podem ser perfeitamente observadas pelo lado de fora. Com isso, salvaram-se gerações inteiras de rãs, porque os cientistas não precisarão mais dissecá-las para saber como reagem às substâncias que eles vivem lhes injetando. Outra vantagem é a de que poderão acompanhar uma rã por todo o seu ciclo de vida — o ciclo de vida da rã, claro, não dos cientistas.
        Para chegar à rã transparente, os japoneses, craques em engenharia genética, levaram anos cruzando exemplares de rãs albinas. E agora partiram para aperfeiçoá-la: vão fazer com que qualquer corpo estranho que apareça dentro da rã se acenda. Um tumor, por exemplo. 
         Já no Marrocos, também nesta semana, os cientistas da Universidade de Rabat conseguiram com que um pato nascesse no ovo de uma galinha. Se isso lhe parece meio mixo (afinal, no mesmo dia, em Recife, uma avó deu à luz seus próprios netos, lembra-se?), saiba que a proeza marroquina é considerada mais importante, pelo fato de os palmípedes e os galináceos constituírem famílias diferentes.
         Por coincidência, é o que se está discutindo em Brasília nos últimos dias: um político gerado num ovo destinado a palmípedes pode se baldear no meio do mandato para o terreiro dos galináceos, por ver neste mais oportunidades para ciscar? Em princípio, não. Mas e se o eleitor só quiser saber do pinto ou do pato, e não do ovo de onde ele saiu?
         Essas mudanças nunca são de graça. Assim, sugiro convocar os japoneses para cruzar nossos políticos com as rãs albinas e, com isso, criar políticos transparentes. Quando um deles recebesse um corpo estranho — uma propina, por exemplo —, esse corpo se acenderia. Como um tumor.

    (Crônicas para ler na escola, 2010.)
    “Mas e se o eleitor só quiser saber do pinto ou do pato, e não do ovo de onde ele saiu?” (4° parágrafo)

    No contexto, “o pinto ou o pato” e “ovo de onde ele saiu” referem-se, respectivamente,
    Escolha uma alternativa para a questão b352b5c0-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema de Antonio Cicero para responder à questão.

    Balanço

    A infância não foi uma manhã de sol:
    demorou vários séculos; e era pífia,
    em geral, a companhia. Foi melhor,
    em parte, a adolescência, pela delícia
    do pressentimento da felicidade na malícia,
    na molícia, na poesia,
    no orgasmo; e pelos livros e amizades.
    Um dia, apaixonado, encarei a minha
    morte: e eis que ela não sustentou o olhar
    e se esvaiu. Desde então é a morte alheia
    que me abate. Tarde aprendi a gozar
    a juventude, e já me ronda a suspeita
    de que jamais serei plenamente adulto:
    antes de sê-lo, serei velho. Que ao menos
    os deuses façam felizes e maduros
    Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos.

    (Porventura, 2012.) 
    No trecho “e era pífia, em geral, a companhia”, um adjetivo é utilizado como predicativo do sujeito. Outro exemplo de adjetivo utilizado na mesma função ocorre em:
    Escolha uma alternativa para a questão b343b9fe-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema de Antonio Cicero para responder à questão.

    Balanço

    A infância não foi uma manhã de sol:
    demorou vários séculos; e era pífia,
    em geral, a companhia. Foi melhor,
    em parte, a adolescência, pela delícia
    do pressentimento da felicidade na malícia,
    na molícia, na poesia,
    no orgasmo; e pelos livros e amizades.
    Um dia, apaixonado, encarei a minha
    morte: e eis que ela não sustentou o olhar
    e se esvaiu. Desde então é a morte alheia
    que me abate. Tarde aprendi a gozar
    a juventude, e já me ronda a suspeita
    de que jamais serei plenamente adulto:
    antes de sê-lo, serei velho. Que ao menos
    os deuses façam felizes e maduros
    Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos.

    (Porventura, 2012.) 
    Nos trechos “e eis que ela não sustentou o olhar / e se esvaiu” e “A infância não foi uma manhã de sol: / demorou vários séculos;”, ocorrem, respectivamente, os seguintes recursos expressivos:
    Escolha uma alternativa para a questão b3403ad7-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema de Antonio Cicero para responder à questão.

    Balanço

    A infância não foi uma manhã de sol:
    demorou vários séculos; e era pífia,
    em geral, a companhia. Foi melhor,
    em parte, a adolescência, pela delícia
    do pressentimento da felicidade na malícia,
    na molícia, na poesia,
    no orgasmo; e pelos livros e amizades.
    Um dia, apaixonado, encarei a minha
    morte: e eis que ela não sustentou o olhar
    e se esvaiu. Desde então é a morte alheia
    que me abate. Tarde aprendi a gozar
    a juventude, e já me ronda a suspeita
    de que jamais serei plenamente adulto:
    antes de sê-lo, serei velho. Que ao menos
    os deuses façam felizes e maduros
    Marcelo e um ou dois dos meus futuros versos.

    (Porventura, 2012.) 
    Segundo o relato autobiográfico do eu lírico:
    Escolha uma alternativa para a questão b3387be4-06
  • Linguagens

    Inglês

    Leia a tirinha para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, Centro Universitário São Camilo 2019, Sinônimos | Synonyms
    (Stephan Pastis. “Pearls Before Swine”. www.gocomics.com, 22.04.2019.)
    In the last panel, “miserable” means the same as
    Escolha uma alternativa para a questão 7956f4fe-06
  • Linguagens

    Inglês

    Leia a tirinha para responder à questão.

    Imagem da questão de Inglês, Centro Universitário São Camilo 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension
    (Stephan Pastis. “Pearls Before Swine”. www.gocomics.com, 22.04.2019.)
    No diálogo entre as personagens Pig (porco) e Goat (cabrito), Pig
    Escolha uma alternativa para a questão 7952bba5-06
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.

    The fantastic appeal of fantasy

    Imagem da questão de Inglês, Centro Universitário São Camilo 2019, Tradução | Translation
    The fantasy genre starts where science ends

         Few things can brighten up a dark morning in a Scottish seaside resort during an Atlantic storm. Yet while sheltering in a bookshop from the rain, I had a moment of sunny revelation. Stacked almost as high as my 11-year-old self were copies of The Lord of the Rings, with a cover illustration that promised mystery and magic. That chance discovery started a lifelong love of the fantasy genre1 , both as reader and writer. 
       The fantasy genre has had more and more success, but today we’re in the middle of an unprecedented fantasy boom. Sales continue to rise and it is now the biggest genre in publishing. The more rational the world gets, with super-science all around us, the more we demand the irrational in our fiction.
         Fantasy is not simply a case of swords2 and sorcery3 . Yes, there is that by the shelf. But the genre is as broad as the imagination. The genre starts where science ends.
        “In these modern times, where most of us sit at computers, fantasy books offer a chance to break out of mundane moments,” says Mark Newton, an editor with the genre. “People like to explore themes that go beyond the limited palette that literary fiction claims to offer.” 
         A search for the origins of fantasy will usually have academics muttering about Beowulf or Homer’s The Iliad, but they come from a time when all stories were fantasy: gods and monsters and supernatural artefacts with humanity caught in the middle. The first modern fantasy writer is usually considered to be William Morris, in the late 19th Century. But it was the early 20th Century where fantasy really started to gain status.
         Fantasy fiction has always been about visionary ideas. You can get artful words in plenty of literary fiction, but being able to see beyond the boundaries4 of the world around us — now that’s a special skill.
         I don’t write fantasy fiction simply to provide a trapdoor5 from the real world. For me, the genre is about the reality. But instead of coming up against it, fantasy maps the unconscious aspirations of our modern society through allegory in story- -forms as old as humanity. It’s about turning off the mobile phone and the computer and remembering who we are in the deepest parts of ourselves.

    (Mark Chadbourn. www.telegraph.co.uk, 12.04.2008. Adaptado.)

    1genre: gênero. Categoria distintiva de composição literária, como romance, poesia etc.
    2sword: espada.
    3sorcery: feitiçaria.
    4boundary: fronteira.
    5trapdoor: alçapão
    O sentido do trecho sublinhado em “fantasy books offer a chance to break out of mundane moments” (4° parágrafo) está mantido, em português, do seguinte modo:
    Escolha uma alternativa para a questão 7944fba5-06
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.

    The fantastic appeal of fantasy

    Imagem da questão de Inglês, Centro Universitário São Camilo 2019, Palavras conectivas | Connective words
    The fantasy genre starts where science ends

         Few things can brighten up a dark morning in a Scottish seaside resort during an Atlantic storm. Yet while sheltering in a bookshop from the rain, I had a moment of sunny revelation. Stacked almost as high as my 11-year-old self were copies of The Lord of the Rings, with a cover illustration that promised mystery and magic. That chance discovery started a lifelong love of the fantasy genre1 , both as reader and writer. 
       The fantasy genre has had more and more success, but today we’re in the middle of an unprecedented fantasy boom. Sales continue to rise and it is now the biggest genre in publishing. The more rational the world gets, with super-science all around us, the more we demand the irrational in our fiction.
         Fantasy is not simply a case of swords2 and sorcery3 . Yes, there is that by the shelf. But the genre is as broad as the imagination. The genre starts where science ends.
        “In these modern times, where most of us sit at computers, fantasy books offer a chance to break out of mundane moments,” says Mark Newton, an editor with the genre. “People like to explore themes that go beyond the limited palette that literary fiction claims to offer.” 
         A search for the origins of fantasy will usually have academics muttering about Beowulf or Homer’s The Iliad, but they come from a time when all stories were fantasy: gods and monsters and supernatural artefacts with humanity caught in the middle. The first modern fantasy writer is usually considered to be William Morris, in the late 19th Century. But it was the early 20th Century where fantasy really started to gain status.
         Fantasy fiction has always been about visionary ideas. You can get artful words in plenty of literary fiction, but being able to see beyond the boundaries4 of the world around us — now that’s a special skill.
         I don’t write fantasy fiction simply to provide a trapdoor5 from the real world. For me, the genre is about the reality. But instead of coming up against it, fantasy maps the unconscious aspirations of our modern society through allegory in story- -forms as old as humanity. It’s about turning off the mobile phone and the computer and remembering who we are in the deepest parts of ourselves.

    (Mark Chadbourn. www.telegraph.co.uk, 12.04.2008. Adaptado.)

    1genre: gênero. Categoria distintiva de composição literária, como romance, poesia etc.
    2sword: espada.
    3sorcery: feitiçaria.
    4boundary: fronteira.
    5trapdoor: alçapão
    No trecho “Yet while sheltering in a bookshop from the rain” (1° parágrafo), o termo sublinhado indica ideia de
    Escolha uma alternativa para a questão 79389c79-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Caio Prado Júnior para responder à questão.

         De tudo se trata, pode-se dizer, ou se tem tratado na “filosofia”, e até os mesmos assuntos, ou aparentemente os mesmos, são considerados em perspectivas de tal modo apartadas uma das outras que não se combinam e entrosam entre si, tornando-se impossível contrastá-las. Para alguns, essa situação é não apenas normal, mas plenamente justificável. A filosofia seria isso mesmo: uma especulação infinita e desregrada em torno de qualquer assunto ou questão, ao sabor de cada autor, de suas preferências e mesmo de seus humores. Há mesmo quem afirme não caber à filosofia “resolver”, e sim unicamente sugerir questões e propor problemas, fazer perguntas cujas respostas não têm maior interesse, e com o fim unicamente de estimular a reflexão, aguçar a curiosidade. E já se afirmou até que a filosofia não passava de uma ginástica do pensamento, entendendo por isso o simples exercício e adestramento de uma função — no caso, o pensamento em vez dos músculos, sem outra finalidade que essa.
         Apesar, contudo, de boa parte da especulação filosófica, particularmente em nossos dias, parecer confirmar tal ponto de vista, ele certamente não é verdadeiro. Há sem dúvida um terreno comum onde a filosofia, ou aquilo que se tem entendido como tal, se confunde com a literatura (no bom sentido, entenda-se bem) e não objetiva realmente conclusão alguma, destinando-se tão somente, como toda literatura, a par do entretimento que proporciona, levar aos leitores ou ouvintes, a partir destes centros condensadores da consciência coletiva que são os profissionais do pensamento, levar-lhes impressões e estados de espírito, emoções e estímulos, dúvidas e indagações. Mas esse terreno que a filosofia, ou pelo menos aquilo que se tem entendido por “filosofia”, compartilha com a literatura, não é toda filosofia, nem mesmo, de certo modo, a sua mais importante e principal parte.
         Com toda sua heterogeneidade, confusão e hermetismo, a filosofia ainda encontra ressonância tal, que bastaria para comprovar que nela se abrigam questões que dizem muito de perto com interesses e aspirações humanas que devem, por isso, ser atendidos, e não frustrados pela ausência ou desconhecimento de objetivo e rumo seguros da parte daqueles que se ocupam do assunto.
         Mas onde encontrar esse “objeto” último e profundo da especulação filosófica para o qual converge e onde se concentra a variegada problemática de que a filosofia vem através dos séculos e em todos os lugares se ocupando; e de que se trata?

    (O que é filosofia, 2008. Adaptado.)
    “Apesar, contudo, de boa parte da especulação filosófica, particularmente em nossos dias, parecer confirmar tal ponto de vista, ele certamente não é verdadeiro.” (2° parágrafo)

    Mantendo-se o significado original e a correção gramatical, os dois trechos sublinhados podem ser substituídos por:
    Escolha uma alternativa para a questão 78e0d589-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto de Caio Prado Júnior para responder à questão.

         De tudo se trata, pode-se dizer, ou se tem tratado na “filosofia”, e até os mesmos assuntos, ou aparentemente os mesmos, são considerados em perspectivas de tal modo apartadas uma das outras que não se combinam e entrosam entre si, tornando-se impossível contrastá-las. Para alguns, essa situação é não apenas normal, mas plenamente justificável. A filosofia seria isso mesmo: uma especulação infinita e desregrada em torno de qualquer assunto ou questão, ao sabor de cada autor, de suas preferências e mesmo de seus humores. Há mesmo quem afirme não caber à filosofia “resolver”, e sim unicamente sugerir questões e propor problemas, fazer perguntas cujas respostas não têm maior interesse, e com o fim unicamente de estimular a reflexão, aguçar a curiosidade. E já se afirmou até que a filosofia não passava de uma ginástica do pensamento, entendendo por isso o simples exercício e adestramento de uma função — no caso, o pensamento em vez dos músculos, sem outra finalidade que essa.
         Apesar, contudo, de boa parte da especulação filosófica, particularmente em nossos dias, parecer confirmar tal ponto de vista, ele certamente não é verdadeiro. Há sem dúvida um terreno comum onde a filosofia, ou aquilo que se tem entendido como tal, se confunde com a literatura (no bom sentido, entenda-se bem) e não objetiva realmente conclusão alguma, destinando-se tão somente, como toda literatura, a par do entretimento que proporciona, levar aos leitores ou ouvintes, a partir destes centros condensadores da consciência coletiva que são os profissionais do pensamento, levar-lhes impressões e estados de espírito, emoções e estímulos, dúvidas e indagações. Mas esse terreno que a filosofia, ou pelo menos aquilo que se tem entendido por “filosofia”, compartilha com a literatura, não é toda filosofia, nem mesmo, de certo modo, a sua mais importante e principal parte.
         Com toda sua heterogeneidade, confusão e hermetismo, a filosofia ainda encontra ressonância tal, que bastaria para comprovar que nela se abrigam questões que dizem muito de perto com interesses e aspirações humanas que devem, por isso, ser atendidos, e não frustrados pela ausência ou desconhecimento de objetivo e rumo seguros da parte daqueles que se ocupam do assunto.
         Mas onde encontrar esse “objeto” último e profundo da especulação filosófica para o qual converge e onde se concentra a variegada problemática de que a filosofia vem através dos séculos e em todos os lugares se ocupando; e de que se trata?

    (O que é filosofia, 2008. Adaptado.)
    “E já se afirmou até que a filosofia não passava de uma ginástica do pensamento, entendendo por isso o simples exercício e adestramento de uma função − no caso, o pensamento em vez dos músculos, sem outra finalidade que essa.” (1° parágrafo)

    A palavra sublinhada pode ser substituída, com correção gramatical, mantendo-se o sentido original do texto, por:
    Escolha uma alternativa para a questão 78ddd2e6-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho da crônica de Machado de Assis, escrita em 1861, para responder à questão.

         Começo por uma raridade, não uma dessas raridades vulgares de que fala uma personagem de teatro, mas uma raridade vulgarmente rara: — o governo de acordo com a opinião. 
         Os complacentes e os otimistas hão de rir; não assim os julgadores severos; esses dirão consigo: — é verdade! — A opinião havia acolhido com entusiasmo a unificação da Itália; o governo acaba de reconhecer com prazer e sem delongas acintosas o novo reino italiano. Não é caso de milagre, mas também não é comum.
         Afez-se o país por tal modo a ver no governo o seu primeiro contraditor, que não pôde reprimir uma exclamação quando o viu pressuroso concluir o ato diplomático a que aludo. E por que não havia de fazê-lo? Perguntará o otimista. Eu sei! por descuido, por cortesania, por qualquer outro motivo, mas a regra é invariável: o governo sempre contrariou a opinião.

    (Comentários da semana, 2008.)
    Assinale a alternativa que apresenta um trecho do texto e uma figura de linguagem que nele ocorre.
    Escolha uma alternativa para a questão 78d74818-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o trecho da crônica de Machado de Assis, escrita em 1861, para responder à questão.

         Começo por uma raridade, não uma dessas raridades vulgares de que fala uma personagem de teatro, mas uma raridade vulgarmente rara: — o governo de acordo com a opinião. 
         Os complacentes e os otimistas hão de rir; não assim os julgadores severos; esses dirão consigo: — é verdade! — A opinião havia acolhido com entusiasmo a unificação da Itália; o governo acaba de reconhecer com prazer e sem delongas acintosas o novo reino italiano. Não é caso de milagre, mas também não é comum.
         Afez-se o país por tal modo a ver no governo o seu primeiro contraditor, que não pôde reprimir uma exclamação quando o viu pressuroso concluir o ato diplomático a que aludo. E por que não havia de fazê-lo? Perguntará o otimista. Eu sei! por descuido, por cortesania, por qualquer outro motivo, mas a regra é invariável: o governo sempre contrariou a opinião.

    (Comentários da semana, 2008.)
    Machado de Assis faz o comentário sobre um acontecimento histórico específico. Segundo o autor,
    Escolha uma alternativa para a questão 78d31283-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto para responder à questão.

        Se o século XIX, marcado pelo progresso científico — genética, evolucionismo, positivismo, sociologia, racionalismo, etc. — motivou escolas literárias correspondentes — ________, _______ , _______ —, propugnando uma descrição rígida, precisa e minuciosa, acarretou, em contrapartida, um momento de descrédito da ciência, uma reação quase radical, que propunha a diluição dos objetos e sentimentos no vago e indistinto, no inefável, abstrato e incorpóreo, ideal supremo do ________.

    (Lauro Junkes, 2016. Adaptado.)
    As palavras “indistinto” e “incorpóreo” são formadas com um prefixo que tem o mesmo significado do prefixo de
    Escolha uma alternativa para a questão 78cf17b4-06
  • Linguagens

    Literatura

    Leia o texto para responder à questão.

        Se o século XIX, marcado pelo progresso científico — genética, evolucionismo, positivismo, sociologia, racionalismo, etc. — motivou escolas literárias correspondentes — ________, _______ , _______ —, propugnando uma descrição rígida, precisa e minuciosa, acarretou, em contrapartida, um momento de descrédito da ciência, uma reação quase radical, que propunha a diluição dos objetos e sentimentos no vago e indistinto, no inefável, abstrato e incorpóreo, ideal supremo do ________.

    (Lauro Junkes, 2016. Adaptado.)
    Completam as lacunas do texto, respectivamente:
    Escolha uma alternativa para a questão 78cbaaf8-06
  • Linguagens

    Inglês

    Leia o texto para responder à questão.

    The fantastic appeal of fantasy

    Imagem da questão de Inglês, Centro Universitário São Camilo 2019, Interpretação de texto | Reading comprehension
    The fantasy genre starts where science ends

         Few things can brighten up a dark morning in a Scottish seaside resort during an Atlantic storm. Yet while sheltering in a bookshop from the rain, I had a moment of sunny revelation. Stacked almost as high as my 11-year-old self were copies of The Lord of the Rings, with a cover illustration that promised mystery and magic. That chance discovery started a lifelong love of the fantasy genre1 , both as reader and writer. 
       The fantasy genre has had more and more success, but today we’re in the middle of an unprecedented fantasy boom. Sales continue to rise and it is now the biggest genre in publishing. The more rational the world gets, with super-science all around us, the more we demand the irrational in our fiction.
         Fantasy is not simply a case of swords2 and sorcery3 . Yes, there is that by the shelf. But the genre is as broad as the imagination. The genre starts where science ends.
        “In these modern times, where most of us sit at computers, fantasy books offer a chance to break out of mundane moments,” says Mark Newton, an editor with the genre. “People like to explore themes that go beyond the limited palette that literary fiction claims to offer.” 
         A search for the origins of fantasy will usually have academics muttering about Beowulf or Homer’s The Iliad, but they come from a time when all stories were fantasy: gods and monsters and supernatural artefacts with humanity caught in the middle. The first modern fantasy writer is usually considered to be William Morris, in the late 19th Century. But it was the early 20th Century where fantasy really started to gain status.
         Fantasy fiction has always been about visionary ideas. You can get artful words in plenty of literary fiction, but being able to see beyond the boundaries4 of the world around us — now that’s a special skill.
         I don’t write fantasy fiction simply to provide a trapdoor5 from the real world. For me, the genre is about the reality. But instead of coming up against it, fantasy maps the unconscious aspirations of our modern society through allegory in story- -forms as old as humanity. It’s about turning off the mobile phone and the computer and remembering who we are in the deepest parts of ourselves.

    (Mark Chadbourn. www.telegraph.co.uk, 12.04.2008. Adaptado.)

    1genre: gênero. Categoria distintiva de composição literária, como romance, poesia etc.
    2sword: espada.
    3sorcery: feitiçaria.
    4boundary: fronteira.
    5trapdoor: alçapão
    No trecho “they come from a time when all stories were fantasy” (5° parágrafo), o termo sublinhado refere-se a
    Escolha uma alternativa para a questão 794810cc-06
  • Linguagens

    Português

    Leia o poema de Jorge de Lima (1895-1953) para responder à questão. 

    O acendedor de lampiões 

    Lá vem o acendedor de lampiões da rua!
    Este mesmo que vem infatigavelmente,
    Parodiar o sol e associar-se à lua
    Quando a sombra da noite enegrece o poente! 

    Um, dois, três lampiões, acende e continua
    Outros mais a acender imperturbavelmente,
    À medida que a noite aos poucos se acentua
    E a palidez da lua apenas se pressente.

    Triste ironia atroz que o senso humano irrita: —
    Ele que doira a noite e ilumina a cidade,
    Talvez não tenha luz na choupana em que habita.

    Tanta gente também nos outros insinua
    Crenças, religiões, amor, felicidade,
    Como este acendedor de lampiões da rua!

    (Antologia poética: Jorge de Lima, 2014.)
    “Um, dois, três lampiões, acende e continua”
    Outros mais a acender imperturbavelmente,” (2a estrofe)

    O trecho sublinhado
    Escolha uma alternativa para a questão 78c70af1-06