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Prova

Prova de 2017: Faculdade Cásper Líbero — questões com gabarito

49 questões da prova de 2017 de Faculdade Cásper Líbero, em Português, Literatura, História, Atualidades e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 49 questões
  • 8 matérias

Resultados: 49 questões

Página 1 de 3

  • Ciências Humanas

    História

    Luís XIV da França (1638-1715) era conhecido e cultuado como o “Rei Sol”, como mostra esta peça decorativa que tem seu rosto no centro, e promoveu um intenso processo de concentração do poder. Qual era o regime político por meio do qual ele governava?


    Imagem da questão de História, Faculdade Cásper Líbero 2017, Construção de Estados e o Absolutismo
    Fonte: https://goo.gl/MyWmzU | Acesso: 08/11/2017
    Escolha uma alternativa para a questão fe9b2db0-ef
  • Ciências Humanas

    Geografia

    A cidade do Rio de Janeiro enfrenta uma intensa crise associada ao aumento da violência urbana. Uma das ações implementadas pelo poder público local foi a instalação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Na comunidade da Rocinha, a instalação ocorreu no ano de 2012. A região é ocupada por uma população de 69.000 moradores e 23.000 domicílios. No entanto, a presença da UPP, que conta com 700 policiais, não foi capaz de conter a nova onda de violência que se observou ao longo de 2017.
    Com base nas informações disponíveis no texto, é correto concluir que na Comunidade da Rocinha
    Escolha uma alternativa para a questão ffcd7694-ef
  • Matemática

    Matemática

    Pesquisa divulgada pelo instituto de pesquisa Datafolha apontou que, no ano de 2016, uma em cada três mulheres foi alvo de algum tipo de violência no Brasil. Segundo a pesquisa, 40% das mulheres (20,4 milhões) com mais de 16 anos de idade sofreram algum tipo de violência, em que se destacam: assédio físico em transporte público (5,2 milhões) e ser beijada ou agarrada sem consentimento (2,2 milhões). Com base nas informações disponibilizadas, é correto afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão ffb9310e-ef
  • Ciências Humanas

    Geografia

    Um estudo da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que, no período entre 1990 e 2015, houve um avanço no desmatamento, e que o principal motivo disso seria o agronegócio. Segundo documento publicado pelo organismo, no caso do Brasil, cerca de 80% do desmatamento é atribuído à expansão de áreas para pastagem. A Pesquisa da Pecuária realizada pelo IBGE aponta a grande expansão dessa atividade no período entre 1991 e 2005, especialmente nos estados que integram a Amazônia Legal, como pode ser observado na tabela a seguir:

    Imagem da questão de Geografia, Faculdade Cásper Líbero 2017, Agropecuária


    De acordo com as informações disponíveis na tabela em relação ao período entre 1991 e 2015, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão ffab4f7a-ef
  • Linguagens

    Inglês

    Read the following interview to answer question.


    Giving Capitalism a Social Conscience
    David Bornstein


        For more than 40 years, Muhammad Yunus, the Bangladeshi founder of the Grameen Bank and recipient of the 2006 Nobel Peace Prize, has been asserting that the most powerful way to eradicate poverty is to unleash the untapped entrepreneurial capacity of people everywhere. “Poverty is not created by poor people,” he says. “It’s created by the system we built. Poor people are like a bonsai tree. You take the best seed from the tallest tree in the forest, but if you put it in a flower pot to grow, it grows only a meter high. There’s nothing wrong with the seed. The problem is the size of the pot. Society doesn’t give poor people the space to grow as tall as everybody else. This is the crux of the matter.”
        Yunus has recently written a new book, “A World of Three Zeros: The New Economics of Zero Poverty, Zero Unemployment, and Zero Net Carbon Emissions,” in which he argues that capitalism is in crisis and remains moored in a flawed conception of human motivation. He proposes a far more robust role in the economy for “social businesses,” which he defines as “non-dividend” companies “dedicated to solving human problems.”
        At 77, Yunus shows no signs of slowing down. He reports on an astonishing array of work he has been involved in — supporting and codeveloping social businesses (often in partnership with large corporations) in Bangladesh, Brazil, Colombia, France, Haiti, India, Japan, Uganda and numerous other countries.
        “We need to abandon our unquestioning faith in the power of personal-profit-centered markets to solve all problems and confess that the problems of inequality are not going to be solved by the natural working of the economy as it is currently structured,” Yunus writes.
        “This is not a comfortable situation for anyone, including those who are on top of the social heap at any given time. Do the wealthy and powerful … like having to avert their eyes from the homeless and hungry people they pass on the street? Do they enjoy using the tools of the state — including its police powers and other forms of coercion — to suppress the inevitable protests mounted by those on the bottom? Do they really want their own children and grandchildren to inherit this kind of world?”

    Fonte: New York Times. Publicado em 10/10/2017. Disponível em: https://www.nytimes.com/2017/10/10/ opinion/giving-capitalism-a-social-conscience.html . Acesso em 06/11/2017. [Excerpt]

    What does Yunus mean by “Poor people are like a bonsai tree”?
    Escolha uma alternativa para a questão ff8ab7b6-ef
  • Ciências Humanas

    História

    Considerando o período da ditadura militar entre os anos de 1964 e 1985, quais afirmações descritas a seguir estão corretas?


    I) O estímulo à vida cultural em razão do ambiente de liberdade redundou em farta produção artística no período, sendo a Tropicália um grande exemplo disso.
    II) A urbanização acelerada modificou o perfil agrário até então predominante, bem como aumentou em grandes proporções a demanda por infraestrutura e serviços urbanos.
    III) O desenvolvimento dos meios de comunicação e de transportes viabilizou contatos com áreas distantes do país e, consequentemente, proporcionou uma maior integração nacional.
    IV) A modernização brasileira e o crescimento econômico foram responsáveis pela efetivação de política de ampla distribuição de renda no período.
    V) O processo de democratização na esfera pública nesse período permitiu a regularidade na realização de eleições diretas para os poderes Executivo e Legislativo, bem como o respeito à Constituição Federal promulgada em 1946.
    Escolha uma alternativa para a questão ff2c8cb0-ef
  • Ciências Humanas

    História

    Diante da ascensão da cafeicultura na região do oeste paulista na segunda metade do século XIX, intensificou-se a
    Escolha uma alternativa para a questão ff17d638-ef
  • Ciências Humanas

    História

    Analise as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta:
    Escolha uma alternativa para a questão ff0c4d5d-ef
  • Ciências Humanas

    História

    No Brasil, durante o período colonial e o Império, a economia se apoiou na exploração da mão de obra escrava. Esse passado legou ao presente práticas deploráveis. Nos dias de hoje, ainda ocorrem denúncias da existência de trabalho escravo ou de regimes de trabalho análogos à escravidão no país. Dentre as muitas consequências da exploração legal da mão de obra escrava até maio de 1888, podemos citar
    Escolha uma alternativa para a questão feff61ba-ef
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou, desde o início de seu mandato, em janeiro de 2017, a rede social Twitter como um de seus principais meios de comunicação. Em setembro, um de seus “tuítes” teve repercussão global, ao ser supostamente entendido como uma declaração de guerra pelo governo de uma nação com poderio nuclear. Esse atrito provocado pela mensagem compartilhada no perfil do presidente dos Estados Unidos foi com o governo do seguinte país:
    Escolha uma alternativa para a questão fee4e0fe-ef
  • Ciências Humanas

    Geografia

    O gráfico a seguir representa o tempo que, em países desenvolvidos, homens e mulheres passavam com seus filhos, de 1960 a 2000. Considera-se geralmente o cuidado com os filhos um indicador de trabalho doméstico. Portanto, o gráfico permite identificar a tendência histórica na divisão sexual do trabalho doméstico.


    Imagem da questão de Geografia, Faculdade Cásper Líbero 2017, Crescimento
    Fonte: OCDE



    A análise do gráfico permite afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão fecfb4b1-ef
  • Ciências Humanas

    História

    A charge ao lado foi publicada em 1962 e representa a chamada “Crise dos Mísseis” ocorrida entre União Soviética e Estados Unidos naquele mesmo ano. Na ilustração, ambos os países estão representados por seus líderes, respectivamente, Nikita Kruschev e John F. Kennedy.


    Imagem da questão de História, Faculdade Cásper Líbero 2017, Guerra Fria e seus desdobramentos
    Fonte: http://www.johndclare.net/cold_war16.htm | Acesso: 14/10/2017.



    Sobre a “Crise dos Mísseis”, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão fec66d88-ef
  • Linguagens

    Literatura

    A propósito do “Delírio” do protagonista nas Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é correto afirmar que
    Escolha uma alternativa para a questão fe18eea8-ef
  • Linguagens

    Literatura

    Sobre a personagem Virgília, de Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, é correto afirmar que o protagonista do romance
    Escolha uma alternativa para a questão fe0f134f-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que justifica corretamente o uso da vírgula depois de “divertidos” em: “No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica...”
    Escolha uma alternativa para a questão fdedaf23-ef
  • Linguagens

    Português

    Leia o texto a seguir e responda à questão:


    Quem são e o que querem os que negam a Internet?

    Nicholas Carr


        O Vale do Silício, conjunto monótono de centros comerciais, parques empresariais e complexos de fast-food, não parece um núcleo cultural, e, no entanto, se converteu exatamente nisso. Nos últimos 20 anos, a partir do exato momento em que a empresa de tecnologia norte-americana Netscape comercializou o navegador inventado pelo visionário inglês Tim Berners-Lee, o Silicon Valley tem remodelado os Estados Unidos e grande parte do mundo à sua imagem e semelhança. Provocou uma revolução na forma de trabalhar dos meios de comunicação, mudou a forma de conversar das pessoas e reescreveu as regras de realização, venda e valorização das obras de arte e outros trabalhos relacionados com o intelecto.

        De bom grado, a maioria das pessoas foi outorgando ao setor tecnológico um crescente poder sobre suas mentes e suas vidas. No fim das contas, os computadores e a Internet são úteis e divertidos, e os empresários e engenheiros se dedicaram a fundo para inventar novas maneiras de fazer com que desfrutemos dos prazeres, benefícios e vantagens práticas da revolução tecnológica, geralmente sem ter que pagar por esse privilégio. Um bilhão de habitantes do planeta usam o Facebook diariamente. Cerca de dois bilhões levam consigo um smartphone a todos os lugares e costumam dar uma olhada no dispositivo a cada poucos minutos durante o tempo em que passam acordadas. Os números reforçam o que já sabemos: ansiamos pelas dádivas do Vale do Silício. Compramos no Amazon, viajamos com o Uber, dançamos com o Spotify e falamos por WhatsApp e Twitter.

        Mas as dúvidas sobre a chamada revolução digital têm crescido. A visão imaculada que as pessoas tinham do famoso vale tem ganhado uma sombra inclusive nos Estados Unidos, um país de apaixonados pelos equipamentos eletrônicos. Uma onda de artigos recentes, surgida após as revelações de Edward Snowden sobre a vigilância na Internet por parte dos serviços secretos, tem manchado a imagem positiva que os consumidores tinham do setor de informática. Dão a entender que, por trás da retórica sobre o empoderamento pessoal e a democratização, se esconde uma realidade que pode ser exploradora, manipuladora e até misantrópica.

        As investigações jornalísticas encontraram provas de que nos armazéns e escritórios do Amazon, assim como nas fábricas asiáticas de computadores, os trabalhadores enfrentam condições abusivas. Descobriu-se que o Facebook realiza experiências clandestinas para avaliar o efeito psicológico em seus usuários manipulando o “conteúdo emocional” das publicações e notícias sugeridas. As análises econômicas das chamadas empresas de serviços compartilhados, como Uber e Airbnb, indicam que, apesar de proporcionarem lucros a investidores privados, é possível que estejam empobrecendo as comunidades em que operam. Livros como The People’s Platform [A plataforma do povo], de Astra Taylor, publicado em 2014, mostram que com certeza a Internet está aprofundando as desigualdades econômicas e sociais, em vez de ajudar a reduzi-las.

        As incertezas políticas e econômicas ligadas aos efeitos do poder do Vale do Silício vão além, enquanto o impacto cultural dos meios de comunicação digitais se submete a uma severa reavaliação. Prestigiosos autores e intelectuais, entre eles o prêmio Nobel peruano Mario Vargas Llosa e o romancista norte-americano Jonathan Franzen, apresentam a Internet como causa e sintoma da homogeneização e da trivialização da cultura. No início deste ano, o editor e crítico social Leon Wieseltier publicou no The New York Times uma enérgica condenação do “tecnologicismo”, em que sustentou que os “gangsteres” empresariais e os filisteus tecnológicos confiscaram a cultura. “À medida que aumenta a frequência da expressão, sua força diminui”, disse, e “o debate cultural está sendo absorvido sem parar pelo debate empresarial”.

        Também no plano pessoal estão se multiplicando as preocupações sobre a nossa obsessão com os dispositivos fornecedores de dados. Em vários estudos recentes, os cientistas começaram a relacionar algumas perdas de memória e empatia com o uso de computadores e da Internet, e estão encontrando novas provas que corroboram descobertas anteriores de que as distrações do mundo digital podem dificultar nossas percepções e julgamentos. Quando o trivial nos invade, parece que perdemos o controle do que é essencial. Em Reclaiming Conversation [Recuperando a conversa], seu controverso novo livro, Sherry Turkle, professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT), mostra como uma excessiva dependência das redes sociais e dos sistemas de mensagens eletrônicas pode empobrecer as nossas conversas e até mesmo nossos relacionamentos. Substituímos a verdadeira intimidade por uma simulada.

        Quando examinamos mais de perto a crença do Vale do Silício, descobrimos sua incoerência básica. É uma filosofia quimérica que abrange um amálgama estranho de credos, incluindo a fé neoliberal no livre mercado, a confiança maoísta no coletivismo, a desconfiança libertária na sociedade e a crença evangélica em um paraíso a caminho. Mas o que realmente motiva o Vale do Silício tem muito pouco a ver com ideologia e quase tudo com a forma de pensar de um adolescente. A veneração do setor de tecnologia pela ruptura se assemelha ao desejo de um adolescente por destruir coisas, sem conserto, mesmo que as consequências sejam as piores possíveis.

        Portanto, não surpreende que cada vez mais pessoas contemplem com olhar crítico e cético o legado do setor. Apesar de proliferarem, os críticos continuam, no entanto, constituindo a minoria. A fé da sociedade na tecnologia como uma panaceia para os males sociais e individuais permanece firme, e continua a haver uma forte resistência a qualquer questionamento ao Vale do Silício e seus produtos. Ainda hoje se costuma descartar os opositores da revolução digital chamando-os de nostálgicos retrógrados ou os tachando de “antitecnologia”.

        Tais acusações mostram como está distorcida a visão predominante da tecnologia. Ao confundir seu avanço com o progresso social, sacrificamos nossa capacidade de ver claramente a tecnologia e de diferenciar os seus efeitos. No melhor dos casos, a inovação tecnológica nos possibilita novas ferramentas para ampliar nossas aptidões, concentrar nosso pensamento e exercitar a nossa criatividade; amplia as possibilidades humanas e o poder de ação individual. Mas, com frequência demais, as tecnologias promulgadas pelo Vale do Silício têm o efeito oposto. As ferramentas da era digital geram uma cultura de distração e dependência, uma subordinação irreflexiva que acaba por restringir os horizontes das pessoas, em vez de ampliá-los.

        Colocar em dúvida o Vale do Silício não é se opor à tecnologia. É pedir mais aos nossos tecnólogos, a nossas ferramentas, a nós mesmos. É situar a tecnologia no plano humano que corresponde a ela. Olhando retrospectivamente, nos equivocamos ao ceder tanto poder sobre nossa cultura e nossa vida cotidiana a um punhado de grandes empresas da Costa Oeste dos Estados Unidos. Chegou o momento de corrigir o erro.

    Fonte: https://brasil.elpais.com/brasil/2015/10/23/tecnologia/1445612531_992107.html Publicado em 25/10/2015. Acesso em 06/11/2017 [Adaptado]

    Assinale a opção que identifica corretamente um subtítulo para o texto:
    Escolha uma alternativa para a questão fdcb3f32-ef
  • Matemática

    Matemática

    No dia 30/08/2017, houve uma manifestação na Avenida Paulista, em São Paulo, em protesto contra a portaria do Ministério da Justiça que anulou a demarcação da Terra Indígena do Jaraguá, ocupada pelo povo Guarani Yvyrupa. A Justiça alega que a área havia sido homologada com 1,7 hectare em 1987 e, posteriormente, houve uma expansão irregular para 512 hectares. De acordo com a Justiça, a extensão correta é 76,5% superior à área homologada inicialmente. Desse modo, a extensão correta seria:
    Escolha uma alternativa para a questão ffdb68c7-ef
  • Examine o gráfico a seguir.

    Imagem da questão de Atualidades, Faculdade Cásper Líbero 2017, Economia Nacional na Atualidade


    As informações disponíveis a respeito dos valores recebidos por homens e mulheres no mercado de trabalho no Brasil indicam a persistência de uma situação de desigualdade. De acordo com o gráfico, é correto afirmar que a maior queda na proporção dos rendimentos das mulheres em relação aos homens ocorreu
    Escolha uma alternativa para a questão ffc4b4d8-ef
  • Linguagens

    Português

    Observe atentamente a imagem a seguir.


    Imagem da questão de Português, Faculdade Cásper Líbero 2017, Interpretação de Textos
    Arte do grafiteiro Thiago Mundano em apoio aos catadores adorna carroça: “Agente ambiental trabalhando. Não buzine”. | Fonte: https://goo.gl/9ooqdJ | Acesso em 07/11/2017.


    A reportagem “Reciclagem ainda engatinha em São Paulo e Rio”, publicada pela revista Veja em 21 de junho de 2012, informa que na capital paulista, apenas 1,3% do lixo é reciclado. “Nos Estados Unidos, esse índice é superior a 30%. Na Alemanha, chega a 67%. Segundo dados da própria prefeitura, 20% do lixo que vai para os aterros poderia ser reciclado. E pior: 60% do que é separado pelo cidadão em casa acaba indo parar nos aterros e misturado ao lixo comum”. Considerando as informações da imagem e da matéria publicada pela revista Veja, pode-se afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão ff65421d-ef
  • Linguagens

    Português

    O documentário O dia que durou 21 anos, dirigido por Camilo Tavares, busca retratar como o governo dos EUA patrocinou e apoiou o golpe militar no Brasil em 1964. Em entrevista ao site IHU On-Line, datada de 22 de abril de 2013, o diretor do filme afirmou: “Nos textos vemos que a ditadura estava fora de controle no sentido da tortura e da violação aos direitos humanos, mas os EUA mantinham o ‘silêncio dourado’ - expressão original do telegrama!”.


    Diante da afirmação do diretor e do que mostra o documentário, pode-se afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão ff56c92a-ef