Química
- Relações da Química com as Tecnologias, a Sociedade e o Meio Ambiente
- Prova de 2014
- Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação
- Dificuldade: Médio
- Com imagem
- Código da questão: 2A50469C-DE

Prova
73 questões da prova de 2014 de Escola Superior de Administração, Marketing e Comunicação, em Química, História, Inglês, Atualidades e mais matérias. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.


O servo pertence à terra e rende frutos ao dono da terra. O operário livre, pelo contrário, vende-se a si mesmo, e além disso por partes. Vende em leilão oito, dez, doze, quinze horas da sua vida, dia após dia, a quem melhor pagar, ao proprietário das matérias-primas, dos instrumentos de trabalho e dos meios de vida, isto é, ao capitalista. O operário não pertence nem a um proprietário nem à terra, mas oito, dez, doze, quinze horas da sua vida diária pertencem a quem as compra. O operário, quando quer, deixa o capitalista ao qual se alugou, e o capitalista despede-o quando acha conveniente, quando já não tira dele proveito ou o proveito que esperava. Mas o operário, cuja única fonte de rendimentos é a venda da força de trabalho, não pode deixar toda a classe dos compradores, isto é, a classe dos capitalistas, sem renunciar à existência. Ele não pertence a este ou àquele capitalista, mas à classe dos capitalistas, e compete-lhe a ele encontrar quem o queira, isto é, encontrar um comprador dentro dessa classe dos capitalistas.
(MARX, Karl. . Disponível em: Trabalho assalariado e capital http://www.marxists.org/portugues/marx/1849/04/05.htm. Acesso em: 15 ago. 2014, às 11h30.)
Tomando por base as informações contidas no texto, julgue os itens abaixo:
I. Apesar de livre, ao contrário do servo medieval que era preso à terra, o operário da sociedade industrial, ao vender sua força de trabalho para o capitalista, acaba se tornando, em certa medida, escravo do sistema que o criou.
II. Ao contrário do servo medieval, que produzia para sua própria subsistência, o operário tem na venda da força de trabalho sua única fonte de sobrevivência.
III. Apesar de contraditório, mesmo sendo explorado o operário acaba necessitando do fortalecimento do capitalismo, uma vez que, sem ele, encontraria dificuldades para conseguir os rendimentos necessários para sua sobrevivência.
Está (ão) correto (s):
Leia as informações:
Formado em 1966, o Partido dos Panteras Negras pela Auto Defesa foi a maior organização revolucionária negra que já existiu. [...] A formação dos Panteras foi o resultado direto do desenvolvimento do movimento dos direitos civis, que já estava em pleno vapor por mais de uma década antes que eles fossem criados. [...] Tanto da polícia, turbas de brancos locais e da KuKluxKlan, os manifestantes dos direitos civis enfrentaram a constante ameaça de ataques brutais ou mesmo morte.
(WOOD, Adrian e RAJGURU, Nutan. . O Partido dos Panteras Negras Pela Auto Defesa Disponível em: http://www.lsr-cit.org/anti-racismo/37-anti-racismo/440-o-partidodos-panteras-negras-pela-auto-defesa Acesso em: 21 ago. 2014, às 09h30)

Os protestos pedindo justiça pela morte do jovem negro Michael Brown, 18, morto com seis tiros pelo policial branco Darren Wilson, 28, [no dia 15 de agosto de 2014] estão tão “rachados” como a segregada comunidade entre brancos e negros. Durante o dia, famílias inteiras portando cartazes coloridos e levantando os braços aos gritos de “Não atire” circulam pelas calçadas da avenida que corta a pequena Ferguson [...]. Mas, à noite, por nove dias consecutivos, as famílias somem e jovens, quase todos homens e encapuzados, atacam a polícia com coquetéis molotov, fazem saques e destroem o comércio local.
(LORES, Raul Juste. . Protestos realçam divisão racial nos EUA
In____Jornal , 20 de agosto de 2014, p. A10.)
Tomando por base as informações, julgue as afirmativas:
I. Apesar da suposta igualdade civil alcançada pelos Estados Unidos a partir dos anos de 1970, os conflitos ocorridos em 2014 demonstram que a luta de movimentos negros, como Os Panteras Negras, está longe de acabar.
II. Apesar de todas as lutas dos negros por igualdade nos Estados Unidos, iniciadas há décadas, o país ainda está longe de alcançar uma democracia racial, como demonstram os conflitos atuais na cidade de Ferguson.
III. Apesar de violentos, os conflitos atuais não representam a realidade dos Estados Unidos, uma vez que, desde os anos de 1960, movimentos como o do Partido dos Panteras Negras conseguiram eliminar a desigualdade existente entre brancos e negros no país.
Está (ão) correta (s):


Atente para as informações abaixo:
Em 05 de novembro de 1605, o católico radical Guy Fawkes participou da chamada “Conspiração da Pólvora”, que pretendia explodir o parlamento inglês. Em 1988, Alan Moore e David Lloyd criaram o personagem “V”, um anarquista que, dotado de grandes habilidades e recursos e usando uma máscara estilizada de Fawkes, inicia uma campanha visando a derrubada do Estado na Inglaterra. Em 2003, surge o grupo conhecido como Anonymous, que adotou a máscara de “V” como símbolo em suas manifestações.
A associação entre o personagem Guy Fawkes, o anarquista “V” e o movimento Anonymous pode ser encontrada na seguinte alternativa:

mede 30 . Os segmentos
são, respectivamente, a altura e a mediana relativas ao vértice A.
Os segmentos
são, respectivamente, as bissetrizes dos ângulos
mede:




Texto para a questão:
Complexo de d. Sebastião
Neymar expia a culpa pela derrota, mas as mudanças em
nosso futebol não podem mais esperar, diz autor
Entrevista de Ivan Marsiglia com José Miguel Wisnik
ESTADÃO - A palavra mais usada nas avaliações da derrota da seleção brasileira para a alemã, por 7 a 1, na Copa de 2014, foi “apagão”. Concorda com ela?
WISNIK - Prefiro “implosão”. “Apagão” sugere uma falha de energia, um acidente de percurso, um lapso momentâneo. A comissão técnica, que se especializou na negação da evidência e da amplitude dos fatos, apega-se a essa versão. Implosão, em vez disso, significa que uma estrutura cedeu a pressões que ela não pôde mais suportar. Acho que é claramente esse o caso. Ou, pelo menos, é esse o claro enigma.
ESTADÃO - Outra palavra muito repetida foi 'vexame', e de tal proporção que teria redimido a histórica derrota na final de 1950 para o Uruguai.
WISNIK - “Vexame” dá uma inflexão moral a essa catástrofe futebolística, e quem dirá que não se trata de uma tremenda humilhação esportiva? Mas martelar a palavra soa como uma atualização do gozo regressivo da eleição do bode expiatório. Não vejo mais essa necessidade de achar nos jogadores o novo Barbosa e o novo Bigode, [jogadores culpabilizados pela derrota da seleção na Copa de 1950] felizmente. O que não passou, no entanto, é a permanente espera mágica pela vitória por goleada, independente da existência do adversário, combinada com a precária análise dos dados de realidade. Esse desequilíbrio pesa sobre os jogadores. O grau da expectativa futebolístico-messiânica é altíssimo, e não é de se espantar que o time brasileiro entre em colapso em certas situações cruciais. Aliás, isso já aconceu pelo menos três vezes: lá no Maracanazo [Copa de 1950], agora no Mineiraço, e na final de 1998 na França, depois da convulsão de Ronaldo. Não me consta que outras seleções nacionais passem pela mesma síndrome. Uma vez é um acidente. Duas, uma coincidência. Mas três é uma estrutura.
ESTADÃO - E de onde vem essa estrutura?
WISNIK - Essas partidas fazem pensar na batalha de Alcácer Quibir, em 1578, durante a qual, segundo relatos, o jovem rei português d. Sebastião foi tomado por estranha catatonia, antes de desaparecer no deserto e ter a sua volta aguardada durante séculos pelos portugueses. [...] Em 1950, a equipe, encolhida na partida final ante a enormidade do sucesso ou do fracasso inéditos, esteve paralisada abaixo do seu tamanho. Em 2014, sucumbiu ante a expectativa maciça, projetada sobre ela, por algo maior do que seu tamanho. Nos dois casos, espelhados sintomaticamente em território brasileiro, há uma resistente dificuldade de dimensionar, isto é, de encarar o real, que se junta à euforização publicitária, à cobertura da Rede Globo, aos oportunismos políticos de todo tipo e ao baixo nível médio da cultura futebolística. Tudo continua muito parecido com o ambiente que cercou a final de 1950, embora sem a mesma inocência trágica.
ESTADÃO - Você escreveu que 'a glorificação frenética de Neymar, justificada pela excepcionalidade do jogador, disfarça uma ansiedade compensatória de fundo'. Por quê?
WISNIK - Sem querer me repetir, [a figura de Neymar] ferida encarnava d. Sebastião em batalha, desaparecido do campo, mas preservado misteriosamente da desgraça explícita e ocupando mais ainda o lugar mítico do Desejado.
(O Estado de S. Paulo, 12/07/2014. Disponível em http://m.estadao.com.br/ O Estado de S. Paulo noticias/ali%C3%A1s,complexo-de-d-sebastiao,1527395,0.htm, acesso em 01/09/2014)