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Prova

Prova de 2017: Centro universitário FAG — questões com gabarito

37 questões da prova de 2017 de Centro universitário FAG, em Português, Inglês, Literatura. Cada uma tem página própria, com enunciado completo, alternativas e gabarito — e dá para responder na própria página.

  • 37 questões

Resultados: 37 questões

Página 1 de 2

  • Linguagens

    Português

    Texto 1: A CRISE E SUAS INTERPRETAÇÕES


    Quanto mal uma mídia partidarizada pode causar a um País? Que prejuízos a irresponsabilidade dos veículos de comunicação traz à sociedade?


    No Brasil, essas não são perguntas acadêmicas. Ao contrário. Em nossa história, sobram exemplos de períodos em que a “grande imprensa”, movida por suas opções políticas, jogou contra os interesses da maioria da população. Apoiou ditaduras, avalizou políticas antipopulares, fingiu não ver os desmandos de aliados. O instituto Vox Populi acaba de realizar uma pesquisa nacional sobre sentimentos e expectativas a respeito da economia. O levantamento deixa claro o preço que pagamos por ter a mídia que temos.
    A pesquisa tratou principalmente de inflação e desemprego e mostra que a opinião pública vive um pesadelo. Olha com desconfiança o futuro, teme a perda de renda e emprego, prefere não consumir e não tem disposição de investir. Está com medo da “crise”.
    Todos sabem quão importante é o papel das expectativas na vida econômica. Quando a maioria das pessoas se convence de que as coisas não vão bem, seu comportamento tende a produzir aquilo que teme: a desaceleração da economia e a diminuição do investimento público. A “crise” é, em grande parte, provocada pelas expectativas. Estampada em manchetes e com tratamento de luxo nos noticiários de tevê, a “crise econômica” estava na pauta dos meios de comunicação muito antes de se tornar uma preocupação real da sociedade. Há ao menos dois anos, é o principal assunto.
    A nova pesquisa mostra que a quase totalidade dos brasileiros, depois de ser bombardeada durante tanto tempo com a noção de “crise”, perdeu a capacidade de enxergar com realismo a situação da economia. A respeito da quantia imaginada para comprar, daqui a um mês, o que compram atualmente com 100 reais, apenas 2% dos entrevistados estimaram um valor próximo àquele. Os demais 98% desconfiam de que vão precisar de mais ou de muito mais. Desse total, 73% temem uma alta dos preços superior a 10%. Quase a metade, 47%, estima uma inflação acima de 20%. E não menos de 35% receiam que os preços subirão mais de 30% em um mês.
    Os números são semelhantes nas análises do desemprego. Apenas 7% dos entrevistados sabem que hoje menos de dez indivíduos em cada cem estão desempregados. Cerca de um quarto acredita que o desemprego varie de 10% a 30% da força de trabalho e 38% imaginam que a proporção de brasileiros sem emprego ultrapassa os 40%. Por esse raciocínio, o cenário até o fim do ano seria dantesco: quase 40% acreditam que o desemprego em dezembro punirá mais da metade da população ativa. Para tanta desinformação e medo do futuro, muitos fatores contribuem. Nossa cultura explica parte desses temores. Os erros do governo, especialmente de comunicação, são responsáveis por outra. Mas a maior responsável é a mídia hegemônica.
    Ninguém defende que a população seja mantida na ignorância em relação aos problemas reais enfrentados pela economia. Mas vemos outra coisa. A mídia deseduca ao deformar a realidade e por nada fazer para seus leitores e espectadores desenvolverem uma visão realista e informada do País. Fabrica assustados para produzir insatisfeitos.
    Com isso, torna-se agente do agravamento de uma crise que estimulou e continua a estimular, apesar de seu custo para as famílias e para o Brasil. (COIMBRA, Marcos. Revista Carta Capital. Disponível em:
    http://www.cartacapital.com.br/revista/852/acrise-e-suas-interpretacoes-4986.html. 
    De acordo com a Nova Ortografia da Língua Portuguesa, no trecho “Apoiou ditaduras, avalizou políticas antipopulares, fingiu não ver os desmandos de aliados (...)” o termo destacado:


    I. deveria ter sido grafado com hífen, como em anti-higiênico e anti-inflacionário.
    II. está adequadamente grafado, obedecendo à regra em que prefixo terminado em vogal se junta com a palavra iniciada por consoante.
    III. está adequadamente grafado, assim como em antiaéreo e antiprofissional.
    IV. tem como facultativo o emprego do hífen, visto que o Novo Acordo Ortográfico ainda é recente.
    V. obedece à mesma regra que palavras formadas por prefixos como super-, ultra- e sub-


    Estão CORRETAS as proposições
    Escolha uma alternativa para a questão ef1f89f4-eb
  • Linguagens

    Inglês

    Text 3 - How to Tell if Your Sunscreen Protects You From the Sun - Here’s what you need to know.

        Don’t go overboard with the SPF. The American Academy of Dermatology recommends using an SPF of at least 30, but most experts agree to not go over 50. It’s not that a higher SPF doesn’t provide any more protection, but once you get above 50, that increase is negligible. Case in point: SPF 50 blocks about 97% of UVB rays, while SPF 100 blocks about 99%.
        But most sunscreen users don’t think about that; rather, they see a number that’s twice as high and assume they’ll get twice as much protection or that the protection will last twice as long, which cultivates a false sense of security that could lead to a bad burn. “SPF values above 50 are really misleading,” Lunder says. “They offer a very small increase in sunburn [UVB] protection, and they don't offer better UVA protection.” She says that the FDA is considering a rule to cap SPF values at 50, but nothing has been finalized.
        And then there’s the fact that, although the increase in SPF doesn’t add much protection, it could increase your chances of negative side effects from the ingredients. “We do not recommend SPF of 50 or higher, as the minimal added protection does not outweigh the exponentially more active ingredients required to do so,” Chris Birchby, the founder of the sun-care line Coola, tells Teen Vogue. “More active ingredients increase the chances of skin irritation.”
    http://www.teenvogue.com/story/how-to-tell-if-sunscreen-protects-you-from-the-sun
    According to the text 3, SPF values above 50 are misleading because:
    Escolha uma alternativa para a questão d1d66152-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 4


    Diabetes prejudica mais a saúde cardíaca das mulheres do que dos homens

    Revisão de pesquisas concluiu que risco de doença coronária entre pessoas diabéticas é 44% maior entre o sexo feminino
        


        O diabetes pode impactar de forma mais negativa a saúde das mulheres do que a dos homens. É o que indicam os resultados de uma pesquisa conduzida por especialistas europeus e australianos. Segundo o estudo, o risco de que uma pessoa diabética sofra uma doença coronária é 44% maior se ela for do sexo feminino.
        A doença coronária ocorre quando o transporte do sangue ao músculo cardíaco é bloqueado parcial ou completamente devido ao acúmulo de gordura nas paredes das artérias. Alguns fatores de risco para a doença incluem idade avançada, histórico familiar do mal, tabagismo, má alimentação, sedentarismo e obesidade. Tais fatores de risco são muito semelhantes aos do diabetes tipo 2. O diabetes aumenta o risco de doença cardíaca, especialmente entre o sexo feminino. A chance de mulheres com diabetes desenvolverem doença coronária é 44% mais elevado do que o de homens diabéticos, e três vezes maior em comparação com mulheres livres do diabetes.
        O novo estudo, conduzido por especialistas da Austrália, Grã-Bretanha e Holanda, ainda concluiu que mulheres diabéticas têm o triplo de chance de sofrer uma doença coronária do que mulheres sem diabetes. Já entre os homens, esse risco é dobrado.
        Os resultados publicados no periódico Diabetologia se basearam em uma revisão de 64 estudos realizados nas últimas cinco décadas com 850 000 pessoas.
        Evidências — Em uma pesquisa anterior, essa mesma equipe de pesquisadores mostrou que mulheres com diabetes têm 25% mais chances de sofrer um derrame cerebral do que homens diabéticos. “Juntando os resultados dos nossos estudos, temos evidências suficientes de que o diabetes representa um maior risco à saúde cardiovascular das mulheres do que dos homens”, escreveram os autores no artigo.
        De acordo com a equipe, não está claro o motivo pelo qual o diabetes é mais perigoso ao coração das mulheres do que dos homens, mas existem algumas hipóteses. Uma delas é a de que o metabolismo feminino precisa se deteriorar muito mais do que o masculino para desencadear o diabetes. Assim, quando diagnosticadas com a doença, as mulheres apresentam mais fatores de risco à saúde, como excesso de peso.
        “Se os nossos resultados forem confirmados, saberemos que implementar intervenções específicas para cada sexo no tratamento do diabetes poderá ter um grande impacto no risco de uma pessoa ter doença coronária”, dizem os autores. Entre as formas evitar o diabetes tipo 2 estão: Perda da barriga.
        Um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2 é o acúmulo da gordura visceral, ou seja, a gordura acumulada na região abdominal que também se concentra no fígado e entre os intestinos. “Essa gordura obriga o pâncreas a produzir cada vez mais insulina para que a glicose consiga entrar nas células. Esse excesso estimula uma série de mudanças no metabolismo, como aumento da pressão arterial e das taxas de colesterol no sangue”, explica Carlos Alberto Machado, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Portanto, o ganho de peso pode significar o aumento da gordura visceral e, consequentemente, do risco de diabetes tipo 2.
        Muitos estudos já relacionaram o exercício físico ao menor risco de diabetes tipo 2, assim como outras pesquisas mostraram que o sedentarismo pode levar ao desenvolvimento da doença. Em 2002, um estudo clássico sobre diabetes, o Diabetes Prevention Program (DPP), mostrou que uma mudança no estilo de vida é melhor para evitar a doença do que medicamentos como a metformina, que reduz a resistência à insulina. Essa mudança no estilo de vida significa 150 minutos de atividade física por semana, uma melhora na alimentação e a perda de 7% do peso corporal em seis meses. “Embora a pesquisa tenha sido feita há dez anos, seus resultados foram comprovados pelos estudos que vieram depois”, diz Carlos Alberto Machado, diretor da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

    http://veja.abril.com.br/noticia/saude/diabetes-prejudica-mais-a-saude-cardiaca-das-mulheres-do-que-dos-homens 
    Em “Essa gordura obriga o pâncreas...”, o termo destacado é um:
    Escolha uma alternativa para a questão b2d3de54-e0
  • Linguagens

    Português

    Texto 1


    Redes de apoio e jovens equilibrados


        Dois artigos científicos divulgados recentemente revelam como questões comportamentais afetam a saúde mental dos jovens. No primeiro deles, a religião aparece como uma proteção contra o suicídio. A pesquisa é importante ................ o atentado contra a própria vida é uma das principais causas de morte entre jovens. Nos Estados Unidos, fica atrás apenas de acidentes e violência, na população de 15 a 24 anos. As garotas são as vítimas mais frequentes.
        A pesquisa, publicada na revista médica European Psychiatry, foi feita na Universidade de Tel Aviv, em Israel. Ela sugere que adolescentes judeus praticantes, entre 13 e 17 anos, tiveram um risco 45% menor de ter pensamentos suicidas e tentativas de suicídio do que jovens que não seguem a religião. Outras pesquisas também sugerem que, entre jovens cristãos que seguem a religião, as taxas de depressão são menores. A crença religiosa se mostra como um elemento importante no equilíbrio emocional, .............. oferece uma rede de apoio. Os amigos e conhecidos que partilham dela funcionam como uma fonte de apoio para os jovens.
        O segundo artigo, revela que a orientação sexual é um fator que afeta a saúde mental dos jovens. A pesquisa, realizada pela Escola de Medicina da Northwestern University, nos EUA, revelou uma alta taxa de transtornos emocionais entre garotos com orientação homo ou bissexual, entre 16 e 20 anos. Um em cada três já experimentara um episódio de depressão. Um em cada quatro tinha transtornos de conduta, e um em cada cinco abusava de álcool ou era dependente. Estresse pós-traumático, vício em nicotina, anorexia e pensamentos suicidas também apareceram com maior frequência. Uma conclusão ................. do estudo mostra que, muitas vezes, o mesmo jovem apresenta mais de um desses problemas e, infelizmente, não costuma receber apoio médico ou psicológico.
        As minorias sexuais, que enfrentam preconceito, fazem parte de uma população mais suscetível às dificuldades emocionais e à exposição a riscos. Daí a importância de adotar posturas incisivas contra a intolerância e o bullying no ambiente escolar. Campanhas de saúde e políticas públicas para esse grupo de adolescentes são fundamentais. Os garotos homo ou bissexuais enfrentam maior risco de contaminação pelo vírus HIV.
        Os trabalhos divulgados analisam a influência de fatores diferentes sobre a saúde emocional dos jovens, mas a conclusão de ambos é semelhante: contar com uma rede de apoio – seja institucional ou de amigos e conhecidos – é imprescindível para que os jovens consigam lidar de maneira equilibrada com os desafios da adolescência e do início da vida adulta.
    Fonte: Jairo Bouer: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/jairo-bouer/noticia
    Considerando a correta grafia dos vocábulos, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas no texto 1.
    Escolha uma alternativa para a questão b2bae4f1-e0
  • Linguagens

    Português

    Texto 2


    Redes de apoio e jovens equilibrados


        Dois artigos científicos divulgados recentemente revelam como questões comportamentais afetam a saúde mental dos jovens. No primeiro deles, a religião aparece como uma proteção contra o suicídio. A pesquisa é importante ................ o atentado contra a própria vida é uma das principais causas de morte entre jovens. Nos Estados Unidos, fica atrás apenas de acidentes e violência, na população de 15 a 24 anos. As garotas são as vítimas mais frequentes.
        A pesquisa, publicada na revista médica European Psychiatry, foi feita na Universidade de Tel Aviv, em Israel. Ela sugere que adolescentes judeus praticantes, entre 13 e 17 anos, tiveram um risco 45% menor de ter pensamentos suicidas e tentativas de suicídio do que jovens que não seguem a religião. Outras pesquisas também sugerem que, entre jovens cristãos que seguem a religião, as taxas de depressão são menores. A crença religiosa se mostra como um elemento importante no equilíbrio emocional, .............. oferece uma rede de apoio. Os amigos e conhecidos que partilham dela funcionam como uma fonte de apoio para os jovens.
        O segundo artigo, revela que a orientação sexual é um fator que afeta a saúde mental dos jovens. A pesquisa, realizada pela Escola de Medicina da Northwestern University, nos EUA, revelou uma alta taxa de transtornos emocionais entre garotos com orientação homo ou bissexual, entre 16 e 20 anos. Um em cada três já experimentara um episódio de depressão. Um em cada quatro tinha transtornos de conduta, e um em cada cinco abusava de álcool ou era dependente. Estresse pós-traumático, vício em nicotina, anorexia e pensamentos suicidas também apareceram com maior frequência. Uma conclusão ................. do estudo mostra que, muitas vezes, o mesmo jovem apresenta mais de um desses problemas e, infelizmente, não costuma receber apoio médico ou psicológico.
        As minorias sexuais, que enfrentam preconceito, fazem parte de uma população mais suscetível às dificuldades emocionais e à exposição a riscos. Daí a importância de adotar posturas incisivas contra a intolerância e o bullying no ambiente escolar. Campanhas de saúde e políticas públicas para esse grupo de adolescentes são fundamentais. Os garotos homo ou bissexuais enfrentam maior risco de contaminação pelo vírus HIV.
        Os trabalhos divulgados analisam a influência de fatores diferentes sobre a saúde emocional dos jovens, mas a conclusão de ambos é semelhante: contar com uma rede de apoio – seja institucional ou de amigos e conhecidos – é imprescindível para que os jovens consigam lidar de maneira equilibrada com os desafios da adolescência e do início da vida adulta.
    Fonte: Jairo Bouer - http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/jairo-bouer
    Considerando a correta grafia dos vocábulos, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas no texto 2.
    Escolha uma alternativa para a questão 9b08dbd7-e0
  • Linguagens

    Literatura

    A respeito do conto “Pai contra mãe” de Machado de Assis, assinale a alternativa CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão ef2b9d94-eb
  • Linguagens

    Português

    Texto 2: Repórter Policial


        [...] Assim como o locutor esportivo jamais chamou nada pelo nome comum, assim também o repórter policial é um entortado literário. Nessa classe, os que se prezam nunca chamariam um hospital de hospital. De jeito nenhum. É nosocômio. Nunca, em tempo algum, qualquer vítima de atropelamento, tentativa de morte, conflito, briga ou simples indisposição intestinal foi parar num hospital. Só vai para o nosocômio.E assim sucessivamente.
        Qualquer cidadão que vai à Polícia prestar declarações que possam ajudá-la numa diligência (apelido que eles puseram no ato de investigar), é logo apelidada de testemunha chave. Suspeito é Mister X, advogado é causídico, soldado é militar, marinheiro é naval, copeira é doméstica e, conforme esteja deitada, a vítima de um crime – de costas ou de barriga pra baixo – fica numa destas duas incômodas posições: decúbito dorsal ou decúbito ventral.
        Num crime descrito pela imprensa sangrenta, a vítima nunca se vestiu. A vítima trajava. Todo mundo se veste… mas, basta virar vítima de crime, que a rapaziada sadia ignora o verbo comum e mete lá: “A vítima traja terno azul e gravata do mesmo tom”. Eis, portanto, que é preciso estar acostumado ao “métier” para morar no noticiário policial. Como os locutores esportivos, a Delegacia do Imposto de Renda, os guardas de trânsito, as mulheres dos outros, os repórteres policiais nasceram para complicar a vida da gente. Se um porco morde a perna de um caixeiro de uma dessas casas da banha, por exemplo, é batata…a manchete no dia seguinte tá lá: “Suíno atacou comerciário”.
        Outro detalhezinho interessante: se a vítima de uma agressão morre, tá legal, mas se — ao contrário — em vez de morrer fica estendida no asfalto, está prostrada. Podia estar caída, derrubada ou mesmo derribada, mas um repórter de crime não vai trair a classe assim à toa. E castiga na página: "Naval prostrou desafeto com certeira facada." Desafeto — para os que são novos na turma — devemos explicar que é inimigo, adversário, etc. E mais: se morre na hora, tá certo; do contrário, morrerá invariavelmente ao dar entrada na sala de operações.
        De como vive a imprensa sangrenta, é fácil explicar. Vive da desgraça alheia, em fotos ampliadas. Um repórter de polícia, quando está sem notícia, fica na redação, telefonando pras delegacias distritais ou para os hospitais, perdão, para os nosocômios, onde sempre tem um cupincha de plantão. [...]
    Fonte: STANISLAW, Ponte Preta. São Paulo: Moderna, 1986.
    “Nunca, em tempo algum, qualquer vítima de atropelamento, tentativa de morte, conflito, briga ou simples indisposição intestinal foi parar num hospital”. Pela afirmativa do narrador, depreendesse que:
    Escolha uma alternativa para a questão ef26463d-eb
  • Linguagens

    Português

    Texto 2: Repórter Policial


        [...] Assim como o locutor esportivo jamais chamou nada pelo nome comum, assim também o repórter policial é um entortado literário. Nessa classe, os que se prezam nunca chamariam um hospital de hospital. De jeito nenhum. É nosocômio. Nunca, em tempo algum, qualquer vítima de atropelamento, tentativa de morte, conflito, briga ou simples indisposição intestinal foi parar num hospital. Só vai para o nosocômio.E assim sucessivamente.
        Qualquer cidadão que vai à Polícia prestar declarações que possam ajudá-la numa diligência (apelido que eles puseram no ato de investigar), é logo apelidada de testemunha chave. Suspeito é Mister X, advogado é causídico, soldado é militar, marinheiro é naval, copeira é doméstica e, conforme esteja deitada, a vítima de um crime – de costas ou de barriga pra baixo – fica numa destas duas incômodas posições: decúbito dorsal ou decúbito ventral.
        Num crime descrito pela imprensa sangrenta, a vítima nunca se vestiu. A vítima trajava. Todo mundo se veste… mas, basta virar vítima de crime, que a rapaziada sadia ignora o verbo comum e mete lá: “A vítima traja terno azul e gravata do mesmo tom”. Eis, portanto, que é preciso estar acostumado ao “métier” para morar no noticiário policial. Como os locutores esportivos, a Delegacia do Imposto de Renda, os guardas de trânsito, as mulheres dos outros, os repórteres policiais nasceram para complicar a vida da gente. Se um porco morde a perna de um caixeiro de uma dessas casas da banha, por exemplo, é batata…a manchete no dia seguinte tá lá: “Suíno atacou comerciário”.
        Outro detalhezinho interessante: se a vítima de uma agressão morre, tá legal, mas se — ao contrário — em vez de morrer fica estendida no asfalto, está prostrada. Podia estar caída, derrubada ou mesmo derribada, mas um repórter de crime não vai trair a classe assim à toa. E castiga na página: "Naval prostrou desafeto com certeira facada." Desafeto — para os que são novos na turma — devemos explicar que é inimigo, adversário, etc. E mais: se morre na hora, tá certo; do contrário, morrerá invariavelmente ao dar entrada na sala de operações.
        De como vive a imprensa sangrenta, é fácil explicar. Vive da desgraça alheia, em fotos ampliadas. Um repórter de polícia, quando está sem notícia, fica na redação, telefonando pras delegacias distritais ou para os hospitais, perdão, para os nosocômios, onde sempre tem um cupincha de plantão. [...]
    Fonte: STANISLAW, Ponte Preta. São Paulo: Moderna, 1986.
    Assinale a alternativa correta quanto ao que esclarece o texto 2:
    Escolha uma alternativa para a questão ef2298c4-eb
  • Linguagens

    Português

    Texto 1: A CRISE E SUAS INTERPRETAÇÕES


    Quanto mal uma mídia partidarizada pode causar a um País? Que prejuízos a irresponsabilidade dos veículos de comunicação traz à sociedade?


    No Brasil, essas não são perguntas acadêmicas. Ao contrário. Em nossa história, sobram exemplos de períodos em que a “grande imprensa”, movida por suas opções políticas, jogou contra os interesses da maioria da população. Apoiou ditaduras, avalizou políticas antipopulares, fingiu não ver os desmandos de aliados. O instituto Vox Populi acaba de realizar uma pesquisa nacional sobre sentimentos e expectativas a respeito da economia. O levantamento deixa claro o preço que pagamos por ter a mídia que temos.
    A pesquisa tratou principalmente de inflação e desemprego e mostra que a opinião pública vive um pesadelo. Olha com desconfiança o futuro, teme a perda de renda e emprego, prefere não consumir e não tem disposição de investir. Está com medo da “crise”.
    Todos sabem quão importante é o papel das expectativas na vida econômica. Quando a maioria das pessoas se convence de que as coisas não vão bem, seu comportamento tende a produzir aquilo que teme: a desaceleração da economia e a diminuição do investimento público. A “crise” é, em grande parte, provocada pelas expectativas. Estampada em manchetes e com tratamento de luxo nos noticiários de tevê, a “crise econômica” estava na pauta dos meios de comunicação muito antes de se tornar uma preocupação real da sociedade. Há ao menos dois anos, é o principal assunto.
    A nova pesquisa mostra que a quase totalidade dos brasileiros, depois de ser bombardeada durante tanto tempo com a noção de “crise”, perdeu a capacidade de enxergar com realismo a situação da economia. A respeito da quantia imaginada para comprar, daqui a um mês, o que compram atualmente com 100 reais, apenas 2% dos entrevistados estimaram um valor próximo àquele. Os demais 98% desconfiam de que vão precisar de mais ou de muito mais. Desse total, 73% temem uma alta dos preços superior a 10%. Quase a metade, 47%, estima uma inflação acima de 20%. E não menos de 35% receiam que os preços subirão mais de 30% em um mês.
    Os números são semelhantes nas análises do desemprego. Apenas 7% dos entrevistados sabem que hoje menos de dez indivíduos em cada cem estão desempregados. Cerca de um quarto acredita que o desemprego varie de 10% a 30% da força de trabalho e 38% imaginam que a proporção de brasileiros sem emprego ultrapassa os 40%. Por esse raciocínio, o cenário até o fim do ano seria dantesco: quase 40% acreditam que o desemprego em dezembro punirá mais da metade da população ativa. Para tanta desinformação e medo do futuro, muitos fatores contribuem. Nossa cultura explica parte desses temores. Os erros do governo, especialmente de comunicação, são responsáveis por outra. Mas a maior responsável é a mídia hegemônica.
    Ninguém defende que a população seja mantida na ignorância em relação aos problemas reais enfrentados pela economia. Mas vemos outra coisa. A mídia deseduca ao deformar a realidade e por nada fazer para seus leitores e espectadores desenvolverem uma visão realista e informada do País. Fabrica assustados para produzir insatisfeitos.
    Com isso, torna-se agente do agravamento de uma crise que estimulou e continua a estimular, apesar de seu custo para as famílias e para o Brasil. (COIMBRA, Marcos. Revista Carta Capital. Disponível em:
    http://www.cartacapital.com.br/revista/852/acrise-e-suas-interpretacoes-4986.html. 
    O Texto 1 discorre, entre outras questões, sobre a atual crise econômica pela qual está passando o nosso país. Contudo, pode-se dizer que sua principal finalidade é discutir:
    Escolha uma alternativa para a questão ef1851be-eb
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1: Brazil judge lifts WhatsApp suspension


    A judge in Brazil has ordered that a suspension of the popular messaging application WhatsApp be lifted. Judge Xavier de Souza said the service should be re-instated immediately. A court had ordered the service be suspended for 48 hours on Thursday for failing to comply with a court order to provide investigators with information relating to a criminal court case. 

        Judge Souza said it was “not reasonable that millions of users be affected by the inertia of the company”. “Extreme ruling” Brazilians had complained bitterly on social media about the suspension of Whatsapp, which is a hugely popular app used by many to communicate with family, friends and colleagues both inside of Brazil and abroad. Ninety-three per cent of the country's internet population use Whatsapp, according to the TechCrunch website, with many young and poor Brazilians taking advantage of its free text message and internet telephone service.

        Within hours of the suspension being coming into force, the hashtag #Nessas48HorasEuVou (#Inthese48hoursIwill) began trending on Twitter, with Brazilians joking about all the things they would do during the suspension. Impact of the WhatsApp ban - Paula K, a Brazilian living in London In a country where mobile providers charge a fortune for a monthly plan – not to mention the high cost of making international calls – the use of WhatsApp for both texts and internet calls allows expats like me to keep a direct line with family, friends or even colleagues back home.

        It’s worth remembering that Brazil already has a high cost of living – services and products often cost the same price as they do in the UK – but people often only earn about a third of the wage they would here. One of my friends who works for one of the major mobile providers in Brazil said it was advising people to download alternative apps such as Viber and/or create a group on Messenger to keep the communication flowing. “I am stunned that our efforts to protect people’s data would result in such an extreme decision by a single judge to punish every person in Brazil who uses WhatsApp,” Mr. Zuckerberg wrote in a post on Facebook.

        The suspension was ordered after WhatsApp failed to comply with a court order. The court which ordered the suspension gave little detail, apart from saying that the order related to a criminal case. But Brazilian media said WhatsApp had been asked to provide details of communication by a suspected gang member who is alleged to have used WhatsApp to organise illegal activity. Separately from the court case, Brazilian phone companies have urged the government to restrict the use of free voice-over-internet services offered through WhatsApp.

        The phone companies argue that the rise of WhatsApp has damaged their businesses. Meanwhile other messaging services said they had benefited from the temporary absence of WhatsApp. One such company, Telegram, said on Twitter that more than 1.5 million Brazilian users had joined up since the court order was handed down.

    (Disponível em: <http://www.bbc.com/news/world-latin-america>. Acesso em: set. 2017)

    Segundo o texto 1, os brasileiros utilizaram a hashtag #Nessas48HorasEuVou (#Inthese48hoursIwill) para:
    Escolha uma alternativa para a questão d1cfc1aa-e9
  • Linguagens

    Inglês

    Text 1: Brazil judge lifts WhatsApp suspension


    A judge in Brazil has ordered that a suspension of the popular messaging application WhatsApp be lifted. Judge Xavier de Souza said the service should be re-instated immediately. A court had ordered the service be suspended for 48 hours on Thursday for failing to comply with a court order to provide investigators with information relating to a criminal court case. 

        Judge Souza said it was “not reasonable that millions of users be affected by the inertia of the company”. “Extreme ruling” Brazilians had complained bitterly on social media about the suspension of Whatsapp, which is a hugely popular app used by many to communicate with family, friends and colleagues both inside of Brazil and abroad. Ninety-three per cent of the country's internet population use Whatsapp, according to the TechCrunch website, with many young and poor Brazilians taking advantage of its free text message and internet telephone service.

        Within hours of the suspension being coming into force, the hashtag #Nessas48HorasEuVou (#Inthese48hoursIwill) began trending on Twitter, with Brazilians joking about all the things they would do during the suspension. Impact of the WhatsApp ban - Paula K, a Brazilian living in London In a country where mobile providers charge a fortune for a monthly plan – not to mention the high cost of making international calls – the use of WhatsApp for both texts and internet calls allows expats like me to keep a direct line with family, friends or even colleagues back home.

        It’s worth remembering that Brazil already has a high cost of living – services and products often cost the same price as they do in the UK – but people often only earn about a third of the wage they would here. One of my friends who works for one of the major mobile providers in Brazil said it was advising people to download alternative apps such as Viber and/or create a group on Messenger to keep the communication flowing. “I am stunned that our efforts to protect people’s data would result in such an extreme decision by a single judge to punish every person in Brazil who uses WhatsApp,” Mr. Zuckerberg wrote in a post on Facebook.

        The suspension was ordered after WhatsApp failed to comply with a court order. The court which ordered the suspension gave little detail, apart from saying that the order related to a criminal case. But Brazilian media said WhatsApp had been asked to provide details of communication by a suspected gang member who is alleged to have used WhatsApp to organise illegal activity. Separately from the court case, Brazilian phone companies have urged the government to restrict the use of free voice-over-internet services offered through WhatsApp.

        The phone companies argue that the rise of WhatsApp has damaged their businesses. Meanwhile other messaging services said they had benefited from the temporary absence of WhatsApp. One such company, Telegram, said on Twitter that more than 1.5 million Brazilian users had joined up since the court order was handed down.

    (Disponível em: <http://www.bbc.com/news/world-latin-america>. Acesso em: set. 2017)

    De acordo com o texto 1, é CORRETO afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d1cb7e6e-e9
  • Linguagens

    Literatura

    O acendedor de lampiões


    Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

    Este mesmo que vem infatigavelmente,

    Parodiar o sol e associar-se à lua

    Quando a sombra da noite enegrece o poente!


    Um, dois, três lampiões, acende e continua

    Outros mais a acender imperturbavelmente,

    À medida que a noite aos poucos se acentua

    E a palidez da lua apenas se pressente.


    Triste ironia atroz que o senso humano irrita:

    Ele que doira à noite e ilumina a cidade,

    Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


    Tanta gente também nos outros insinua

    Crenças, religiões, amor, felicidade,

    Como este acendedor de lampiões da rua


    (Jorge de Lima)

    Sobre o romance “Fogo Morto”, de José Lins do Rego, é correto afirmar:
    Escolha uma alternativa para a questão d1c675de-e9
  • Linguagens

    Literatura

    O acendedor de lampiões


    Lá vem o acendedor de lampiões da rua!

    Este mesmo que vem infatigavelmente,

    Parodiar o sol e associar-se à lua

    Quando a sombra da noite enegrece o poente!


    Um, dois, três lampiões, acende e continua

    Outros mais a acender imperturbavelmente,

    À medida que a noite aos poucos se acentua

    E a palidez da lua apenas se pressente.


    Triste ironia atroz que o senso humano irrita:

    Ele que doira à noite e ilumina a cidade,

    Talvez não tenha luz na choupana em que habita.


    Tanta gente também nos outros insinua

    Crenças, religiões, amor, felicidade,

    Como este acendedor de lampiões da rua


    (Jorge de Lima)

    A respeito do poema de Jorge Lima “O acendedor de lampiões”, considere as seguintes afirmações:


    I. O poema se desenvolve a partir da oposição entre dois temas: a injustiça social, representada pela pobreza do acendedor de lampiões, e a falsidade de crenças e ideais propostos à sociedade.
    II. O poema apresenta um único tema, o da injustiça social, ao qual todas as imagens apresentadas ao longo do texto se subordinam.
    III. O poema se desenvolve a partir da comparação entre dois temas distintos, mas complementares: o da contraditória situação vivida pelo acendedor de lampiões, e o da falsidade de crenças e ideais propostos à sociedade.


    É CORRETO o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão d1bc880f-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 3 - Memória coletiva

        Em 1925, quando a era das comunicações começava a se acelerar, o filósofo francês Maurice Halbwachs aventou a ideia de uma “memória coletiva”: o conjunto de lembranças que um grupo de pessoas compartilha sobre um evento marcante e que, somado a fatos e imagens de domínio público, forma um tecido muito mais extenso e bem tramado do que a simples soma das recordações individuais. Esse tecido é tão forte, aliás, que pode ser compartilhado até mesmo por gerações que não assistiram aos acontecimentos. É um fenômeno presente na maneira como os judeus lembram o Holocausto ou os americanos revivem a Guerra do Vietnã. Na vida brasileira, o ano de 1970 é um desses polarizadores da memória coletiva: o ano em que o país reuniu a mais brilhante escalação da história do futebol, em que esse time derrotou de maneira quase heroica cada um dos seus adversários [...], em que a população experimentou, na Copa do Mundo, seu primeiro grande evento de mídia – e também um ano em que a ditadura militar arrancava as pessoas de suas casas e sumia com elas, em que tudo era dito aos sussurros e em que essa euforia de uma torcida nacional foi usada como cortina de fumaça para o desgoverno e se misturou a ele. [...] E está aí, em boa medida, a beleza de O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias (Brasil, 2006) [...]: na maneira como ele ao mesmo tempo separa e une esses dois fios da memória.
        No começo de 1970, Mauro (Michel Joelsas), de 12 anos, é tirado às pressas de sua casa em Belo Horizonte e levado para o apartamento do avô, no bairro paulistano do Bom Retiro. Os pais, aflitos, dizem que estão saindo de férias e, quando puderem, voltarão para buscá-lo, de preferência a tempo de assistirem juntos à Copa. Vão-se embora sem conferir se o avô recebeu o menino em segurança. Mas ele não está em casa, nem vai voltar. Mauro vira então atribuição da vizinhança. Mora meio na casa vazia do avô, meio no apartamento ao lado, do velho Shlomo (Germano Haiut), zelador da sinagoga local – o Bom Retiro reunia então uma forte comunidade judaica, a que Mauro nem sabia pertencer. Janta com uma pessoa, almoça com outra, brinca com as crianças do bairro e, o tempo todo, mantém um olho grudado no futebol e o outro no telefone, à espera de uma ligação dos pais que não chega nunca.
    [...]
    (BOSCOV, Isabela. Disponível em: http://arquivoetc.blogspot.com.br/2006/10/memria-coletiva.html.)
    Ao iniciar a introdução do conceito de “memória coletiva”, pode-se afirmar que a autora do texto 3:


    I. Utiliza como recurso textual, um argumento de autoridade de modo a gerar o nível de credibilidade pretendido.
    II. Através de fatos históricos e testemunhos comprováveis produz um nível de expectativa pertinente ao tipo textual proposto.
    III. Estabelece um comparativo entre tipos diferentes de lembranças, de modo a considerar a superioridade de um em relação ao outro.


    Está(ão) correta(s) apenas a(s) afirmativa(s)
    Escolha uma alternativa para a questão d1b627c2-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 2 - O pulo do gato

        O grande perigo do jornalista que começa é o de cair na presunção sociológica. É claro que, tratando da sociedade, o jornalismo é também um pouco de sociologia — mas a sociologia deve ir para o lugar próprio, os artigos elaborados com mais tempo, os editoriais e tópicos e, bem digerida em um texto fluido, a reportagem.
        Jornalismo é razão e emoção. O texto apenas racional é frio, e só comunica aos que se encontrem diretamente interessados no assunto. O texto deve saber dosar emoção e razão, e é nesse equilíbrio que está o chamado "pulo do gato". Muitos jornalistas acreditam que o adjetivo emociona. Enganam-se. Quanto mais despida uma frase, mais cortante o seu efeito.
        "E amolou o machado, preparou um toco para servir de cepo, chamou o menino, amarrou-lhe as mãos, fez-lhe um sinal para que ficasse calado, e rachou o seu corpo em sete pedaços. O menino P., de cinco anos, não era seu filho e F. descobrira isso poucos minutos antes, quando discutia com a mulher." Leads como esse são sempre possíveis na reportagem de polícia: não necessitam de adjetivos. As tragédias, como os cantores famosos, dispensam apresentações.
    Adaptada de : FIORIN, J L.; SAVIOLI, F.P. Para entender o texto: leitura e redação. São Paulo Ática, 2006)
    Leia as afirmações abaixo a respeito do Texto 2:


    I. Na linha 2, o autor afirma que “o jornalismo é também um pouco de sociologia”. O uso da palavra também faz pressupor outro significado além do que está explícito no texto, a saber: O jornalismo é tudo e mais um pouco.
    II. Na linha 2, ocorre o conectivo ‘‘mas’’, que manifesta uma relação de contradição entre dois enunciados: O jornalismo pode conter sociologia, não como um todo e sim, como parte.
    III. Na linha 6, a expressão ‘‘quanto mais’’ manifesta uma relação proporcional entre dois termos, quais sejam: jornalismo racional e jornalismo emocional.
    IV. Na linha 9, está dito: “e rachou o seu corpo”; nas linhas 9 e 10 afirma-se: “não era o seu filho”. O pronome possessivo em cada caso refere-se na 1.ª colocação ao corpo do menino P... e na 2.ª colocação está se referindo a do Personagem F... Tais recursos são indispensáveis no texto, caso contrário a coesão e coerência ficariam comprometidas.
    V. Na linha 10, afirma-se: “F. descobrira isso poucos minutos antes...”. O caso de coesão por catáfora faz referência à descoberta que o menino P... não era o seu filho.
    VI. O texto “O pulo do gato” caracteriza-se como uma resenha crítica.


    Está correto o que se afirma em:
    Escolha uma alternativa para a questão d1ab4235-e9
  • Linguagens

    Português

    Texto 1


    Redes de apoio e jovens equilibrados


        Dois artigos científicos divulgados recentemente revelam como questões comportamentais afetam a saúde mental dos jovens. No primeiro deles, a religião aparece como uma proteção contra o suicídio. A pesquisa é importante ................ o atentado contra a própria vida é uma das principais causas de morte entre jovens. Nos Estados Unidos, fica atrás apenas de acidentes e violência, na população de 15 a 24 anos. As garotas são as vítimas mais frequentes.
        A pesquisa, publicada na revista médica European Psychiatry, foi feita na Universidade de Tel Aviv, em Israel. Ela sugere que adolescentes judeus praticantes, entre 13 e 17 anos, tiveram um risco 45% menor de ter pensamentos suicidas e tentativas de suicídio do que jovens que não seguem a religião. Outras pesquisas também sugerem que, entre jovens cristãos que seguem a religião, as taxas de depressão são menores. A crença religiosa se mostra como um elemento importante no equilíbrio emocional, .............. oferece uma rede de apoio. Os amigos e conhecidos que partilham dela funcionam como uma fonte de apoio para os jovens.
        O segundo artigo, revela que a orientação sexual é um fator que afeta a saúde mental dos jovens. A pesquisa, realizada pela Escola de Medicina da Northwestern University, nos EUA, revelou uma alta taxa de transtornos emocionais entre garotos com orientação homo ou bissexual, entre 16 e 20 anos. Um em cada três já experimentara um episódio de depressão. Um em cada quatro tinha transtornos de conduta, e um em cada cinco abusava de álcool ou era dependente. Estresse pós-traumático, vício em nicotina, anorexia e pensamentos suicidas também apareceram com maior frequência. Uma conclusão ................. do estudo mostra que, muitas vezes, o mesmo jovem apresenta mais de um desses problemas e, infelizmente, não costuma receber apoio médico ou psicológico.
        As minorias sexuais, que enfrentam preconceito, fazem parte de uma população mais suscetível às dificuldades emocionais e à exposição a riscos. Daí a importância de adotar posturas incisivas contra a intolerância e o bullying no ambiente escolar. Campanhas de saúde e políticas públicas para esse grupo de adolescentes são fundamentais. Os garotos homo ou bissexuais enfrentam maior risco de contaminação pelo vírus HIV.
        Os trabalhos divulgados analisam a influência de fatores diferentes sobre a saúde emocional dos jovens, mas a conclusão de ambos é semelhante: contar com uma rede de apoio – seja institucional ou de amigos e conhecidos – é imprescindível para que os jovens consigam lidar de maneira equilibrada com os desafios da adolescência e do início da vida adulta.
    Fonte: Jairo Bouer: http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/jairo-bouer/noticia
    Considerando as ideias contidas no texto 1, analise as assertivas a seguir:


    I. De acordo com o texto, podemos afirmar que as garotas entre 15 e 24 anos são as vítimas mais frequentes de acidentes e violência.
    II. Segundo o texto, incentivar jovens a seguirem uma religião e a adotarem práticas heterossexuais é uma boa forma de diminuir o elevado índice de suicídios.
    III. Com base no texto, podemos depreender que o preconceito é um dos fatores que pode prejudicar a saúde mental dos jovens.


    Quais estão corretas?
    Escolha uma alternativa para a questão b2b72bbb-e0
  • Linguagens

    Inglês

    Text 2

    Going on holiday?

    Don’t advertise the fact that your house is empty. Do remember to cancel the milk and newspapers and also to draw curtains back. Don’t leave notes for tradesmen and try not to talk about your holidays and future plans loudly in public. Operate a “Good Neighbour” scheme to ensure that mail is taken in, the house checked regularly and that lights are put on. If you plan to be away for a long time, make sure that your lawn is cut. Call at your local police station and tell them you are going away. Make sure that they know who has your spare key and how you can be contacted in case of trouble. Especially at holiday time, don’t leave cash or valuables in the house ─ take them with you or lodge them with the bank.
    (Quoted in Penny Ur. A course in language teaching)
    Of the suggestions given by the London Metropolitan Police to the people of the city, which one shows a view of the world radically contrasted to that of Brazilian society?
    Escolha uma alternativa para a questão 9b23e8c1-e0
  • Linguagens

    Literatura

    Irene no céu

    “Irene preta

    Irene boa

    Irene sempre de bom humor.

    Imagino Irene entrando no céu:

    – Licença, meu branco!

    E São Pedro, bonachão:

    – Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

    A respeito do romance “Terras do sem fim” de Jorge Amado, assinale a alternativa CORRETA:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b1ad3c4-e0
  • Linguagens

    Literatura

    Irene no céu

    “Irene preta

    Irene boa

    Irene sempre de bom humor.

    Imagino Irene entrando no céu:

    – Licença, meu branco!

    E São Pedro, bonachão:

    – Entra, Irene. Você não precisa pedir licença.”

    A respeito do Barroco brasileiro, considere as seguintes afirmações:


    I. A arte barroca caracteriza-se por apresentar dualidades, conflitos, paradoxos e contrastes, que convivem tensamente na unidade da obra.
    II. O conceptismo e o cultismo, expressões da poesia barroca, apresentam um imaginário bucólico, sempre povoado de pastoras e ninfas.
    III. A oposição entre Reforma e Contrarreforma expressa, no plano religioso, os mesmos dilemas de que o Barroco se ocupa.


    Estão corretas:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b17c3b3-e0
  • Linguagens

    Português

    Texto 3


        Muitas bebidas esportivas usam glicose na composição, um açúcar simples. Essas bebidas são importantes para exercícios de longa duração, principalmente porque previnem a queda do glicogênio no fígado, que pode resultar em hipoglicemia. Glicogênio é carboidrato armazenado. Se o estoque diminuir, haverá menos energia para quem está realizando a atividade física. A pesquisa realizada na Universidade de Bath, na Inglaterra, apontou que a ingestão de carboidratos tanto na forma de glicose como sacarose (o açúcar comum), cumpre a função de manter os níveis de glicogênio constantes. Só que a glicose pode irritar o intestino e prejudicar seu desempenho físico. As pessoas que fizeram parte do estudo disseram que o exercício ficava mais fácil depois de tomarem bebidas com sacarose. O líder do estudo, Javier Gonzales, disse: “Isso sugere que, se a sua meta é maximizar a disponibilidade de carboidratos, a sacarose provavelmente é uma melhor opção que a glicose”. A grande diferença entre os dois carboidratos é que cada molécula de sacarose é composta por uma de glicose e uma de frutose, unidas. Segundo os resultados da pesquisa, combinar diferentes fontes de açúcares aumenta a velocidade com que elas são absorvidas no intestino. A sacarose, composta por duas moléculas, sai na frente da glicose, formada por apenas uma. Se a sua intenção é otimizar a performance de um exercício que vai durar mais de duas horas e meia, os autores do estudo recomendam o consumo de 90g de açúcar por hora - cada colher de chá rasa de açúcar deve ser diluída em 100mL de água.
    http://super.abril.com.br/ciencia/bebidas-isotonicas-... - adaptado
    Sobre o texto 3, é INCORRETO afirmar que:
    Escolha uma alternativa para a questão 9b0d6556-e0