Instrução: Considere os dois trechos abaixo – respectivamente, de Cem anos de solidão, de Gabriel García Márquez e de Água funda…
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Instrução: Considere os dois trechos abaixo – respectivamente, de Cem anos de solidão, de Gabriel García
Márquez e de Água funda, de Ruth Guimarães – e a leitura integral dessas duas obras para
responder à questão.
I.
Choveu durante quatro anos, onze meses e dois dias. Houve épocas de garoa em que todo mundo
vestiu suas roupas de ver o bispo e armou uma cara de convalescente para celebrar a estiagem, mas
logo todos se acostumaram a interpretar as pausas como anúncios de recrudescimento. O céu
desabava numas tempestades de estropício, e o norte mandava uns furacões que destrambelhavam
tetos e derrubavam paredes, e desenterravam pela raiz os últimos pés de plantações.
II.
Se era boa? Tão boa quanto mel de jati. É que a Mãe de Ouro tinha enfeitiçado o homem. A Mãe de
Ouro mora no outro lado da serra. Pra lá fica Juruna, no Itaparica, e é um estirão de mais de cem
vezes a distância de Nossa Senhora dos Olhos D’ Água a Maria da Fé. Pois ele bateu a pé, moço, bateu
a pé, com o sapicuá de farinha nas costas. Água não era preciso. Água dá à toa por aí, brota do chão,
e nenhum filho de Deus nega água a quem tem sede.
Mas é melhor contar do começo.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre os trechos acima.
( ) Os dois trechos permitem identificar o realismo mágico. No primeiro, isso é percebido, também,
por meio do longo período ininterrupto de chuva sobre Macondo; no segundo, a personagem
mítica Mãe de Ouro assume o formato de bola de fogo ou de uma bela mulher.
( ) A formação de Macondo e da família Buendía, na obra de García Márquez, ocorre de maneira
sobreposta. A sequência de nascimentos e de mortes dessa família são os únicos dados que
possibilitam ao leitor o entendimento do enredo.
( ) O livro de Guimarães está ambientado na Fazenda Olhos D´Água. O enredo organiza-se em dois
principais momentos: a história de Sinhá Carolina, dona da fazenda ao fim da época escravagista,
e a história de amor entre Curiango e Joca, que se apaixona pela moça ao vê-la pela primeira vez.
( ) A linguagem aproxima-se do tom coloquial e da oralidade na obra de Guimarães, em tom de
conversa. A variação interiorana que compõe o relato, tanto na fala do narrador quanto no modo
de expressão das personagens, abarca expressões e vocábulos rurais da sociedade campestre.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
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