Questões do ENEM: Ciências Humanas e Pensamento pós-moderno
Use os filtros para chegar às questões que interessam. Cada resultado abre em uma página própria com enunciado, alternativas e gabarito.
- Filtrando por
- Ciências HumanasRemover este filtro
- Pensamento pós-modernoRemover este filtro
- Limpar tudo
Resultados
12 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 1.
D206F92B-C4 A peça teatral grega, Antígona, é a continuação dramática de Édipo Rei, de Sófocles. Antígona luta pelo direito de prestar o cerimonial de luto do irmão, que fora condenado pelo rei tirano, Creonte, tendo sido proibida de qualquer direito aos ritos religiosos fúnebres, importantes na época, pois se acreditava que a alma ficava vagando. Antígona, religiosa, desobedece ao Rei, ao Estado e enterra o irmão, sendo morta. Na tragédia, estão em conflito as leis divinas e as leis dos homens.A tragédia exemplifica o Estado e os costumes, determinando a ação da mulher, situação que reflete toda a história até o nosso tempo. Hoje, a filósofa, Judith Butler, interpreta a tragédia de Antígona, de uma perspectiva feminista, considerando outras possibilidades, como referências da pós-modernidade. Afirma a filósofa:Quem, portanto, é Antígona nesse cenário, e o que devemos fazer de suas palavras, palavras que se tornam eventos dramáticos e atos performativos? Ela não pertence ao humano, porém fala por meio de sua linguagem. Proibida de agir, ela, no entanto, age, e seu ato está longe de ser a simples assimilação de uma norma existente. Ao agir como alguém que não tem o direito de fazê-lo, ela perturba o vocabulário do parentesco que é uma precondição do humano, implicitamente levantando a questão, para nós, de quais realmente devem ser essas precondições. Ela fala na linguagem do direito da qual está excluída, participando na linguagem da reivindicação com a qual nenhuma identificação final é possível. Se ela é humana, então o humano entrou em catacrese: já não conhecemos mais seu uso próprio.Judith Butler. O clamor de Antígona. Parentesco entre a vida e a morte. Florianópolis: UFSC, 2014.Nesse sentido, Butler, ao tomar Antígona como referência desse mundo pós-moderno, no que se refere às perspectivas do feminismo, apresenta a crítica de que o movimento feminista deveA645402A-A2 Filosofia
O Sujeito ModernoUECE · 2022FácilEntre para guardar nos favoritos“A pandemia em si é a expressão da guerra contra a natureza. Doenças migrando de animais selvagens para a esfera humana porque estamos invadindo a natureza, mais e mais. Estamos vendo isso de todas as formas... Nós já sabemos que essa doença prejudica quem está com o sistema imunológico fraco, já sabemos disso, sabemos o que o vírus faz. No entanto, se olharmos de fora, o que vemos é o sistema econômico. Ele é tão inconsequente que é construído sobre essa disposição de sacrificar vidas em nome do lucro – sempre foi assim, desde o tráfico de escravos no Atlântico até a crise climática contra a natureza”.KLEIN, Naomi. Entrevista. In: DAVIS Angela; KLEIN Naomi. Construindo movimentos [recurso eletrônico]: uma conversa em tempos de pandemia. – 1ª ed. São Paulo: Boitempo, 2020, p. 9.Na passagem anterior, a pensadora canadense Naomi Klein relaciona a pandemia da Covid-19 à emergência climática, ligando esses fenômenos à economia nos seguintes termos:
E5F610A1-75 Filosofia
A PolíticaUECE · 2021FácilEntre para guardar nos favoritos“A despeito de todas as conquistas provenientes da elaboração da ideia de direitos humanos, o crime de estupro é associado ao sexo, e não à violência, e seus índices sequer são diminuídos nas sociedades contemporâneas de controle e promoção de segurança. O estupro é crime cometido preponderantemente contra as mulheres também por se tratar de um corpo compreendido como algo para um outro que é tido como mais forte, com mais poderes e, portanto, mais direitos. [...] Estupra-se significativamente mais as mulheres porque são elas que têm, segundo a tradição, o corpo frágil para reagir. [...] Trata-se de um crime autorizado pela tradição, sobre o qual o poder de qualquer regime jurídico/penal não tem qualquer valor. Neste aspecto da vida em sociedades, a despeito de quais sejam as avaliações possíveis – se ‘atrasadas’ ou ‘avançadas’, ‘mais civilizadas’ ou ‘mais primitivas’ –, as mulheres seguem tendo um destino traçado pelo modo falocêntrico de interpretar a natureza e de dar seguimento a tradições.”
LOPES, A. D. Sobre esse gênero que não nos pertence e os poderes a nos pertencer. In: Kalagatos – Revista de Filosofia, Vol. 15, nº 2, 2018, p. 34-55 – Adaptado.
Considerando a citação acima, assinale a afirmação verdadeira.
B677AE32-C4 Filosofia
O Sujeito ModernoUEG · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosA questão da verdade é uma das mais antigas questões filosóficas e as mais variadas concepções foram desenvolvidas ao seu respeito, como o ceticismo, o relativismo, o dogmatismo, dentre outras. Uma das concepções mais polêmicas acerca da verdade é a do filósofo Nietzsche, para quem ela é99E736EF-B9 Filosofia
O Sujeito ModernoUECE · 2019DifícilEntre para guardar nos favoritosAtente para o seguinte excerto, em que o autor, discutindo a significação social do filme, identifica a liquidação do valor da tradição e a deteriorização do que chamava de aura, característica das obras de arte do passado:“... a técnica reprodutiva desliga o reproduzido do campo da tradição. Ao multiplicar a reprodução, ela substitui sua existência única por uma existência massiva. E, na medida em que ela permite à reprodução ir ao encontro do espectador em sua situação particular, atualiza o reproduzido. Ambos os processos levam a um abalo violento do que é transmitido – um abalo da tradição, que é o outro lado da crise e da renovação atuais da humanidade. Ambos se põem em uma relação íntima com os movimentos de massa de nossos tempos. Seu agente mais poderoso é o cinema”.BENJAMIN, Walter. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. L&PM Editores. Edição do Kindle. Paginação irregular.Considerando o trecho acima e o que diz Benjamin em seu mais famoso texto, é correto afirmar que
4A6C8959-0A Filosofia
Aspectos da Filosofia ContemporâneaENEM · 2019MédioEntre para guardar nos favoritosPenso que não há um sujeito soberano, fundador, uma forma universal de sujeito que poderíamos encontrar em todos os lugares. Penso, pelo contrário, que o sujeito se constitui através das práticas de sujeição ou, de maneira mais autônoma, através de práticas de liberação, de liberdade, como na Antiguidade — a partir, obviamente, de um certo número de regras, de estilos, que podemos encontrar no meio cultural.
FOUCAULT, M. Ditos e escritos V: ética, sexualidade, política. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2004.
O texto aponta que a subjetivação se efetiva numa dimensão
9FDAD24A-FD Filosofia
O Sujeito ModernoUNICENTRO · 2018FácilEntre para guardar nos favoritosDo ponto de vista das reflexões filosóficas contemporâneas sobre o que foi a chamada Idade Média, é correto afirmar:A8E32E0D-02 Filosofia
O Sujeito ModernoUEG · 2017MédioEntre para guardar nos favoritosConsiderando algumas tendências sociológicas e filosóficas no pensamento contemporâneo, observam-se algumas correntes que fazem uma crítica da razão em seus fundamentos, nos seguintes termos:FAF95FFE-06 Filosofia
O Sujeito ModernoUNICENTRO · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir.A universalidade dos pensamentos, como a desenvolve a lógica discursiva, a dominação na esfera do conceito, eleva-se fundamentada na dominação do real. É a substituição da herança mágica, isto é, das antigas representações difusas, pela unidade conceitual que exprime a nova forma de vida, organizada com base no comando e determinada pelos homens livres.(ADORNO, T.; HORKHEIMER, M. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos. Trad. de Guido Antonio de Almeida. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1985. p.28.)Nesse texto, é destacado um importante feito registrado no passado ocidental relativo à93EDFBF1-7F Filosofia
O Sujeito ModernoENEM · 2015MédioEntre para guardar nos favoritosTodo o poder criativo da mente se reduz a nada mais do que a faculdade de compor, transpor, aumentar ou diminuir os materiais que nos fornecem os sentidos e a experiência. Quando pensamos em uma montanha de ouro, não fazemos mais do que juntar duas ideias consistentes, ouro e montanha, que já conhecíamos. Podemos conceber um cavalo virtuoso, porque somos capazes de conceber a virtude a partir de nossos próprios sentimentos, e podemos unir a isso a figura e a forma de um cavalo, animal que nos é familiar.
UME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1995.
Hume estabelece um vínculo entre pensamento e impressão ao considerar que7B6096FF-B0 Filosofia
O Sujeito ModernoUNICENTRO · 2010DifícilEntre para guardar nos favoritosConsideremos o campo da epistemologia contemporânea; sob esse aspecto, podemos afirmar que a posição de Thomas Kuhn (1922-1996), em relação à ciência, se contrapôs à concepção científica de Karl Popper (1902-1994)? Assinale a alternativa correta.11E820D4-C1 Filosofia
O Sujeito ModernoENEM · 2010MédioEntre para guardar nos favoritosA lei não nasce da natureza, junto das fontes freqüentadas pelos primeiros pastores; a lei nasce das batalhas reais, das vitórias, dos massacres, das conquistas que têm sua data e seus heróis de horror: a lei nasce das cidades incendiadas, das terras devastadas; ela nasce com os famosos inocentes
que agonizam no dia que está amanhecendo.
FOUCAULT, M. Aula de 14 de janeiro de 1976. In: Em defesa da sociedade. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
O filósofo Michel Foucault (séc. XX) inova ao pensar a política e a lei em relação ao poder e à organização social. Com base na reflexão de Foucault, a finalidade das leis na organização das sociedades modernas é