Questões do ENEM: Linguagens e Interpretação de Textos

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Resultados

9.017 questões encontradas. Mostrando a página 15 de 451.

  • 02D3C629-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2025MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia, a seguir, a transcrição da segunda parte da entrevista de Grada Kilomba.


    Parte II

    É uma linguagem que trabalha exatamente com as binaridades (...) e divide a existência humana entre duas identidades: o feminino e o masculino, o que é extremamente problemático, porque não leva em conta a complexidade de gêneros (...). É um enorme nó que nós temos que desatar e que mostra que a língua portuguesa não é neutra. É uma língua que traz consigo um exercício do poder, que determina identidades, e que determina quem é “normal” e quem é desviante, e que determina também uma equação que é: quem pode falar e representar a condição humana? O que que significa ser um erro ortográfico na tua própria língua? Que violência é essa quando determinadas identidades não podem existir?

    (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=m-EyJXtlJ0M. Acesso em 26/08/2024.)


    Qual alternativa melhor resume os argumentos da autora?
    Escolha uma alternativa para a questão 02d3c629-d7
  • 02D11D9C-D7

    Português

    Coesão e coerência
    UNICAMP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos
    A autora Grada Kilomba concedeu uma entrevista ao programa Roda Viva, em maio de 2024. Leia, a seguir, a transcrição da primeira parte da entrevista.


    Parte I

    Quando nós começamos a fazer tradução para português, eu tive realmente uma grande crise, porque eu comecei a perceber que aquela não era a obra que eu tinha escrito. A obra e tudo o que aparece, os sujeitos, passam a ser masculinos, porque em português, como em outras línguas europeias, quando se está em um coletivo de mulheres, mas há a presença de um indivíduo masculino, o coletivo passa a ser referenciado como masculino. Ou seja, a presença das mulheres passa a ser inexistente. (...)

    (Disponível em https://www.youtube.com/watch?v=m-EyJXtlJ0M. Acesso em 26/08/2024.)


    Qual alternativa apresenta um exemplo de plural que resolve o problema citado pela autora em seu depoimento?
    Escolha uma alternativa para a questão 02d11d9c-d7
  • 02C96A83-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Do ponto de vista psicológico, sofrimentos ligados às marcas do pertencimento indígena subjazem esforços para se negar o pertencimento, para apagar as potenciais marcas na língua, gestualidade e até mesmo do cultivo da espiritualidade. Mas o sofrimento persiste quando a pessoa tenta se diluir nas demais categorias. É notável, hoje, que a atuação psicológica no campo do burnout étnico-racial aponte a sobrecarga de pessoas que acabam por se esforçar, muito além do que seria necessário para excelência em seu desempenho no trabalho, com tarefas extras que envolvem apagar os efeitos das marcas de seu pertencimento étnico-racial ou lidar com os efeitos que essas marcas têm no ambiente de trabalho. Chegando, em alguns casos, a situações de grave adoecimento, cujas causas nem sempre são facilmente identificáveis pela pessoa que sofre.

    (GUIMARÃES, Danilo Silva. Para celebrar o dia dos povos indígenas. In: Jornal da USP. Disponível em https://jornal.usp.br/articulistas/danilo-silva-guimaraes/para-celebrar-o-dia-dos- -povos-indigenas/. Acesso em 30/08/2024.)
    Em “para apagar as potenciais marcas na língua, gestualidade e até mesmo do cultivo da espiritualidade”, o emprego da locução em negrito evidencia
    Escolha uma alternativa para a questão 02c96a83-d7
  • 02C6DB61-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Do ponto de vista psicológico, sofrimentos ligados às marcas do pertencimento indígena subjazem esforços para se negar o pertencimento, para apagar as potenciais marcas na língua, gestualidade e até mesmo do cultivo da espiritualidade. Mas o sofrimento persiste quando a pessoa tenta se diluir nas demais categorias. É notável, hoje, que a atuação psicológica no campo do burnout étnico-racial aponte a sobrecarga de pessoas que acabam por se esforçar, muito além do que seria necessário para excelência em seu desempenho no trabalho, com tarefas extras que envolvem apagar os efeitos das marcas de seu pertencimento étnico-racial ou lidar com os efeitos que essas marcas têm no ambiente de trabalho. Chegando, em alguns casos, a situações de grave adoecimento, cujas causas nem sempre são facilmente identificáveis pela pessoa que sofre.

    (GUIMARÃES, Danilo Silva. Para celebrar o dia dos povos indígenas. In: Jornal da USP. Disponível em https://jornal.usp.br/articulistas/danilo-silva-guimaraes/para-celebrar-o-dia-dos- -povos-indigenas/. Acesso em 30/08/2024.)
    Com base no texto, assinale a alternativa correta
    Escolha uma alternativa para a questão 02c6db61-d7
  • 02C1AD62-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Se pensarmos o Brasil a partir das cosmologias e histórias indígenas, veremos que esta nação é múltipla e nela coexistem maneiras distintas de pensar e de viver. E mesmo que a vivência em um território comum nos coloque o desafio de construir um campo de ação política que nos unifique como cidadãos, as cosmologias indígenas não podem ser reduzidas às formas ocidentais de pensar e de ordenar o mundo.

    As experiências e os saberes indígenas consideram o universo em sua totalidade e inserem o ser humano em uma complexa rede de relações que envolvem os seres, naturais e sobrenaturais, integrando a vida como um todo. Essas cosmologias não se confundem e nem podem ser contidas dentro da lógica materialista e mercadológica, com a qual estamos habituados.

    (BONIN, Iara Tatiana. Cosmovisão indígena e modelo de desenvolvimento. In: Encarte Pedagógico V – Jornal Porantim, ano XXXVI, n. 376, Brasília, Junho/Julho 2015, p.1.)
    Segundo o texto, a construção de um campo de ação política comum para brasileiros, indígenas e não indígenas, exige que se considere a visão complexa dos povos originários
    Escolha uma alternativa para a questão 02c1ad62-d7
  • 02BF2E8B-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos
    Somos muitas, somos múltiplas, somos mil-lheres, cacicas, parteiras, benzedeiras, pajés, agricultoras, professoras, advogadas, enfermeiras e médicas nas múltiplas Ciências do Território e da Universidade. Somos antropólogas, deputadas e psicólogas. Somos muitas transitando do chão da aldeia para o chão do mundo. Mulheres terra, mulheres água, mulheres biomas, mulheres espiritualidade, mulheres árvores, mulheres raízes, mulheres sementes e não somente mulheres, guerreiras da ancestralidade.


    (Adaptado de ANMIGA. “Manifesto das primeiras brasileiras”. Disponível em https://anmiga.org/manifesto/. Acesso em 10/09/2024.)


    O uso da expressão de “mil-lheres” no texto indica
    Escolha uma alternativa para a questão 02bf2e8b-d7
  • 02BC6F41-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Brasil pode perder o Pantanal até o fim deste século, afirma Marina Silva



    Sofrendo com secas e incêndios extremos, o Pantanal pode ser destruído por completo até o fim deste século se o mundo não for capaz de reverter as mudanças climáticas causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, que estão provocando eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos. Foi o que disse a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado na 4ª feira (4/9) sobre as queimadas e a estiagem prolongada que atinge a maior parte do país – com prejuízo maior ao Pantanal e à Amazônia.


    Marina não tirou o fim da maior planície alagável do planeta da cabeça. A Ministra mencionou o que cientistas de todo o mundo apontam há décadas: ou agimos para conter a crise climática, eliminando petróleo, gás fóssil e carvão, combatendo o desmatamento e modificando o uso do solo pelo setor agropecuário, ou ela irá acabar com biomas, com a biodiversidade e com a Humanidade. [...].


    (Adaptado de ClimaInfo, 5 de setembro de 2024. Disponível em https://climainfo. org.br/ 2024/09/04/brasil-pode-perder-o-pantanal-ate-o-fim-deste-seculo-afirma-marina-silva/. Acesso em 12/09/2024.)

    No excerto “Marina não tirou o fim da maior planície alagável do planeta da cabeça”, a expressão “maior planície alagável” é empregada como recurso para retomar
    Escolha uma alternativa para a questão 02bc6f41-d7
  • 02BA0DEE-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2025FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Brasil pode perder o Pantanal até o fim deste século, afirma Marina Silva



    Sofrendo com secas e incêndios extremos, o Pantanal pode ser destruído por completo até o fim deste século se o mundo não for capaz de reverter as mudanças climáticas causadas principalmente pela queima de combustíveis fósseis, que estão provocando eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes e intensos. Foi o que disse a Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em audiência na Comissão de Meio Ambiente do Senado na 4ª feira (4/9) sobre as queimadas e a estiagem prolongada que atinge a maior parte do país – com prejuízo maior ao Pantanal e à Amazônia.


    Marina não tirou o fim da maior planície alagável do planeta da cabeça. A Ministra mencionou o que cientistas de todo o mundo apontam há décadas: ou agimos para conter a crise climática, eliminando petróleo, gás fóssil e carvão, combatendo o desmatamento e modificando o uso do solo pelo setor agropecuário, ou ela irá acabar com biomas, com a biodiversidade e com a Humanidade. [...].


    (Adaptado de ClimaInfo, 5 de setembro de 2024. Disponível em https://climainfo. org.br/ 2024/09/04/brasil-pode-perder-o-pantanal-ate-o-fim-deste-seculo-afirma-marina-silva/. Acesso em 12/09/2024.)

    Com relação ao trecho em negrito no texto, é correto afirmar que se trata do uso de:
    Escolha uma alternativa para a questão 02ba0dee-d7
  • 02B61EF2-D7

    Português

    Interpretação de Textos
    UNICAMP · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia a charge a seguir.


    Q1.png (358×245)



    (Charge extraída do Jornal Porantim. Porantim, ano XLVI, n. 466, Brasíllia, Junho 2024, p. 2.)



    É possível afirmar que a linguagem não verbal da charge explora em relação à demarcação de terras indígenas no Brasil,

    Escolha uma alternativa para a questão 02b61ef2-d7
  • C1E06B2F-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2024Entre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2024




    Contribui para o efeito de comicidade do cartum a  

    Escolha uma alternativa para a questão c1e06b2f-8d
  • C1C14FEB-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2024Entre para guardar nos favoritos
    Da moenda para a célula a combustível: caldo de cana é usado para produzir energia elétrica



        “Pesquisadores do Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), órgão associado à USP, testaram o uso de caldo de cana para gerar energia elétrica em células a combustível. O processo dispensa a transformação do caldo in natura em etanol, feita nas usinas de álcool, impedindo a formação de resíduos nocivos ao meio ambiente. Após o êxito dos experimentos em laboratório, os cientistas vão desenvolver a aplicação da técnica em escala industrial.
        ‘A célula a combustível tem o mesmo princípio de funcionamento de uma pilha. A diferença é que o combustível serve como reagente para ser consumido e gerar eletricidade’, explica o pesquisador do Ipen, Almir Oliveira Neto, que coordenou a pesquisa. ‘No dispositivo que foi desenvolvido na pesquisa, a oxidação do caldo de cana acontece no ânodo e a redução de oxigênio no cátodo. O objetivo do experimento era obter energia da biomassa com o mínimo impacto ambiental possível. Para isso, utilizou-se o caldo de cana em uma célula a combustível para gerar energia elétrica’, diz o pesquisador. ‘O uso do caldo de cana direto evita a formação de vinhaça, um resíduo ambientalmente perigoso decorrente da produção de etanol, contribuindo, assim, para a preservação do meio ambiente’.”


    Disponível em https://jornal.usp.br/ciencias/ (Adaptado).
    De acordo com o texto, a pesquisa com caldo de cana apresentou resultados promissores em relação à sustentabilidade ambiental, porque 
    Escolha uma alternativa para a questão c1c14feb-8d
  • C17E1AEB-8D

    Português

    Figuras de Linguagem
    USP · 2024Entre para guardar nos favoritos
    Bem-vinda!


    “Eram faíscas suas palavras que me queimavam em
    doses homeopáticas
    durante todas as noites…
    Foram longos anos, dia após dia perdendo um pouco
    mais minha autoestima,
    abrindo mão das roupas que gostava, dos estudos, do
    trabalho e das amigas
    fazendo de tudo pra evitar brigas,
    mas ele sempre dizia que a culpa era minha.
    Até que um dia, me empurrou, me acuou
    como se eu pudesse caber em qualquer fresta,
    encurralada,
    me mandou ficar calada e, com medo, obedeci.
    Eu pedia desculpa toda vez depois de falar
    como se fosse um defeito de nascença querer me
    colocar.
    A minha casa se tornou um ambiente tão hostil e eu,
    prisioneira das minhas próprias ideias,
    acreditando que o amor era isso, esse abismo, onde só
    um fala e o outro, fica omisso.
    Precisei tirar forças de lugares sagrados
    pra me afastar e reagir, recolher meus pedaços.
    Meus olhos encheram de mar, eu desaguei,
    decidi não mais me calar, denunciei!
    E depois do silêncio quebrado, meus pensamentos em
    guerra cessaram,
    recuperei o fôlego e ouvi meu coração sendo grato.
    Encontrei em mim um porto seguro, entendi que meu
    corpo é meu lar
    e, no caminho até ele, escolho quem anda comigo e
    quem convido pra entrar.
    Hoje, quando olho pra dentro, vejo uma nova mulher
    renascendo,
    eu celebro sua chegada e contemplo essa nova vida.
    Sem medo, abro a janela de casa
    e, com olhar de quem há tanto tempo esperava,
    te pego pela mão e digo:
    Seja bem-vinda!”


    Mel Duarte. Colmeia - Poemas Reunidos.
    Assinale a alternativa que apresenta uma correspondência correta entre os versos destacados e os recursos utilizados para evidenciar a dor expressa no poema. 
    Escolha uma alternativa para a questão c17e1aeb-8d
  • C17BD2CF-8D

    Português

    Denotação e Conotação
    USP · 2024Entre para guardar nos favoritos
    Bem-vinda!


    “Eram faíscas suas palavras que me queimavam em
    doses homeopáticas
    durante todas as noites…
    Foram longos anos, dia após dia perdendo um pouco
    mais minha autoestima,
    abrindo mão das roupas que gostava, dos estudos, do
    trabalho e das amigas
    fazendo de tudo pra evitar brigas,
    mas ele sempre dizia que a culpa era minha.
    Até que um dia, me empurrou, me acuou
    como se eu pudesse caber em qualquer fresta,
    encurralada,
    me mandou ficar calada e, com medo, obedeci.
    Eu pedia desculpa toda vez depois de falar
    como se fosse um defeito de nascença querer me
    colocar.
    A minha casa se tornou um ambiente tão hostil e eu,
    prisioneira das minhas próprias ideias,
    acreditando que o amor era isso, esse abismo, onde só
    um fala e o outro, fica omisso.
    Precisei tirar forças de lugares sagrados
    pra me afastar e reagir, recolher meus pedaços.
    Meus olhos encheram de mar, eu desaguei,
    decidi não mais me calar, denunciei!
    E depois do silêncio quebrado, meus pensamentos em
    guerra cessaram,
    recuperei o fôlego e ouvi meu coração sendo grato.
    Encontrei em mim um porto seguro, entendi que meu
    corpo é meu lar
    e, no caminho até ele, escolho quem anda comigo e
    quem convido pra entrar.
    Hoje, quando olho pra dentro, vejo uma nova mulher
    renascendo,
    eu celebro sua chegada e contemplo essa nova vida.
    Sem medo, abro a janela de casa
    e, com olhar de quem há tanto tempo esperava,
    te pego pela mão e digo:
    Seja bem-vinda!”


    Mel Duarte. Colmeia - Poemas Reunidos.
    A expressão bem-vinda usada no título e repetida no último verso faz alusão
    Escolha uma alternativa para a questão c17bd2cf-8d
  • C13D4A90-8D

    Português

    Interpretação de Textos
    USP · 2024Entre para guardar nos favoritos
    Texto 1

    “Em Big Tech: a ascensão dos dados e a morte da política, Morozov estabelece ‘um paralelo com os setores extrativistas de recursos naturais, como o petróleo’, colocando ‘no centro da discussão o modo de produção dessa economia, que ele chama de ‘extrativismo de dados’. Apesar de a frase ‘os dados são o novo petróleo’ ser um chavão fraco em termos conceituais, Morozov acha o modismo útil para debatermos a matriz extrativista desse modo de produção, em especial a forma como as grandes empresas de tecnologia ‘continuam escavando a nossa psique tal como as empresas de petróleo escavam o solo’.”

    ZANATTA, Rafael. “Extrativismo Digital”. Quatro Cinco Um, 01/04/2019. Disponível em: https://quatrocincoum.com.br/resenhas/ (Adaptado). 


    Texto 2

    “Colonialismo de dados é um modo de configurar o mundo inteiro, de tal forma que um recurso novo possa ser extraído – e esse recurso é a vida humana a partir da qual se pode extrair um valor econômico. Sustentamos que os modos nos quais este novo colonialismo opera, as escalas nas quais opera diferem do colonialismo histórico que tão bem entendemos. Mas a função, a finalidade subjacente, o núcleo deste novo colonialismo é exatamente o mesmo do colonialismo histórico. É o de despossuir, apropriar-se dos recursos do mundo para o bem de uns poucos, de uma parte do mundo.”

    COULDRY, Nick. Colonialismo de Dados e Esvaziamento da Vida Social Antes e Pós Pandemia de Covid-19. In: Homo Digitalis. A Escalada da Algoritmização da Vida em Tempos de Pandemia. Anais do XIX Simpósio Internacional Instituto Humanitas Unisinos (Adaptado).



    Considerando os excertos apresentados, é correto afirmar que extrativismo de dados e colonialismo de dados são conceitos desenvolvidos por Morozov e Couldry para nomear e descrever fenômenos 
    Escolha uma alternativa para a questão c13d4a90-8d
  • D3DCECA0-75

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritos
        Muitas sociedades tiveram pessoas escravizadas. Não basta, pois, a sua existência para definir uma sociedade como escravagista. Para isso, outras condições devem estar presentes: alta proporção de escravizados na população, for te dependência econômica em relação ao trabalho escravo, estrutura agrária de latifúndio, influência onipresente da escravatura permeando toda a vida social.


    (Rubens Ricupero. “O que fizemos em 200 anos? O que falhou ou deve ser corrigido?”. In: Maria Arminda do Nascimento Arruda et al (orgs.). Dilemas do Brasil, 2023. Adaptado.)


    Os argumentos, apresentados no excerto, aplicam-se
    Escolha uma alternativa para a questão d3dceca0-75
  • D3574DB0-75

    Português

    Coesão e coerência
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    O pronome sublinhado no segundo parágrafo do texto refere--se a
    Escolha uma alternativa para a questão d3574db0-75
  • D3430AB7-75

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    O leitor é figura fundamental na prosa de Machado de Assis. Observa-se a inclusão do leitor na narrativa no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão d3430ab7-75
  • D332EDAC-75

    Português

    Denotação e Conotação
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    Está empregado em sentido figurado o termo sublinhado em:
    Escolha uma alternativa para a questão d332edac-75
  • D31C3CFD-75

    Português

    Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    O narrador recorre à metalinguagem no seguinte trecho:
    Escolha uma alternativa para a questão d31c3cfd-75
  • D3075DAD-75

    Português

    Interpretação de Textos
    Faculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial do conto “Evolução”, de Machado de Assis, para responder à questão


        Chamo-me Inácio; ele, Benedito. Não digo o resto dos nossos nomes por um sentimento de compostura, que toda a gente discreta apreciará. Inácio basta. Contentem-se com Benedito. Não é muito, mas é alguma coisa, e está com a filosofia de Julieta: “Que valem nomes, perguntava ela ao namorado. A rosa, como quer que se lhe chame, terá sempre o mesmo cheiro.” Vamos ao cheiro do Benedito.



        E desde logo assentemos que ele era o menos Romeu deste mundo. Tinha quarenta e cinco anos, quando o conheci; não declaro em que tempo, porque tudo neste conto há de ser misterioso e truncado. Quarenta e cinco anos, e muitos cabelos pretos; para os que o não eram, usava um processo químico, tão eficaz que não se lhe distinguiam os pretos dos outros — salvo ao levantar da cama; mas ao levantar da cama não aparecia a ninguém. Tudo mais era natural, pernas, braços, cabeça, olhos, roupa, sapatos, corrente do relógio e bengala. O próprio alfinete de diamante, que trazia na gravata, um dos mais lindos que tenho visto, era natural e legítimo; custou-lhe bom dinheiro; eu mesmo o vi comprar na casa do... lá me ia escapando o nome do joalheiro; — fiquemos na rua do Ouvidor.



        Moralmente, era ele mesmo. Ninguém muda de caráter, e o do Benedito era bom, — ou para melhor dizer, pacato. Mas, intelectualmente, é que ele era menos original. Podemos compará-lo a uma hospedaria bem afreguesada, aonde iam ter ideias de toda parte e de toda sorte, que se sentavam à mesa com a família da casa. Às vezes, acontecia acharem--se ali duas pessoas inimigas, ou simplesmente antipáticas; ninguém brigava, o dono da casa impunha aos hóspedes a indulgência recíproca. Era assim que ele conseguia ajustar uma espécie de ateísmo vago com duas irmandades que fundou, não sei se na Gávea, na Tijuca ou no Engenho Velho. Usava assim, promiscuamente, a devoção, a irreligião e as meias de seda. Nunca lhe vi as meias, note-se; mas ele não tinha segredos para os amigos.


    (Machado de Assis. Contos: uma antologia, 1998.)


    Do ponto de vista intelectual, o narrador caracteriza Benedito como uma pessoa
    Escolha uma alternativa para a questão d3075dad-75