Questões do ENEM: Linguagens e Intertextualidade
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78 questões encontradas. Mostrando a página 1 de 4.
1FB32F10-89 Texto IAtualmente, estamos enfrentando a questão das inteligências artificiais (IAs), particularmente em seu uso como companheiras digitais ou como mediadoras de psicoterapias.Em um curto período, já podemos perceber seu impacto, transformando a maneira pela qual os jovens aprendem e se relacionam. IAs podem oferecer suporte imediato, auxiliar na organização de informações e até servir como uma ponte para a expressão emocional de jovens em sofrimento psíquico ou com dificuldades de socialização.Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/o-dilema-das-companhias-artificiais-na-adolescencia/. Acesso em: 13 nov. 2025.Texto IIAlicie Camargo, publicitária de 27 anos, conta que usa o ChatGPT em momentos de ansiedade. Ela avalia que a interação é em geral positiva — por exemplo quando a ferramenta a ajuda a acertar o tom de uma mensagem que deseja enviar a alguém e não sabe como, quando indica exercícios de respiração em momentos de crise e quando aponta algo que ela não enxergaria sozinha em uma situação."Mas eu entendo as limitações", diz ela, citando sugestões oferecidas pela IA que não condizem com a sua personalidade. "Se o problema for cobrar alguém, óbvio que ele [ChatGPT] vai dar a solução de cobrar a atitude, mas emocionalmente eu não estaria pronta para isso. Então o conselho não me serviu de nada." [...]L., jornalista e redatora publicitária de 21 anos que não quis se identificar, conta que conseguiu contornar o problema das respostas genéricas da tecnologia de forma prática [...] ela diz que desenvolveu técnicas para aprimorar os comandos e, consequentemente, as respostas do robô.A jovem começou a usar o chatbot para suporte emocional durante um período de luto, após a psicóloga com quem se consultava havia cinco anos morrer. Ela diz ser consciente dos riscos que a IA pode trazer, mas conta que na época foi o único recurso que se via capaz de utilizar, já que não conseguia procurar outro terapeuta. Depois de quatro meses usando a ferramenta, L. diz que se sentiu bem o suficiente para procurar tratamento psicológico e psiquiátrico, retomado há três meses.Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/equilibrio/2025/01/pessoas-buscam-inteligencia-artificial-para-conversar-e-aliviarsofrimento-psiquico.shtml. Acesso em: 6 jan. 2026.Considerando o uso de estratégias argumentativas, assinale a alternativa que evidencia a correta relação entre os textos.1F9E33F5-89 Português
Denotação e ConotaçãoUFU-MG · 2026Entre para guardar nos favoritos
Disponível em: https://cartum.folha.uol.com.br/charges/2025/12/06/marilia-marz.shtml. Acesso em: 8 dez. 2025.
A presença da flor sob uma redoma estabelece um diálogo intertextual com representações ficcionais em que esse objeto simboliza proteção ou encantamento. Na charge, esse diálogo contribui para a construção do sentido de que o Estado
F62FFFC5-6E Português
Interpretação de TextosUFRGS · 2025Muito fácilEntre para guardar nos favoritosInstrução: Para responder a questão, leia os excertos abaixo, retirados de A carta de achamento do Brasil, de Pero Vaz de Caminha, e de A terra dos mil povos, de Kaká Werá Jecupé.A carta de achamento do BrasilA feição deles é serem pardos, um tanto avermelhados, de bons rostos e bons narizes, bem feitos. Andam nus, sem cobertura alguma. Nem fazem mais caso de encobrir ou deixar de encobrir suas vergonhas do que de mostrar a cara. Acerca disso são de grande inocência. Ambos traziam o beiço de baixo furado e metido nele um osso verdadeiro, de comprimento de uma mão travessa, e da grossura de um fuso de algodão, agudo na ponta como um furador. Metem-nos pela parte de dentro do beiço; e a parte que lhes fica entre o beiço e os dentes é feita a modo de roque de xadrez. E trazem-no ali encaixado de sorte que não os magoa, nem lhes põe estorvo no falar, nem no comer e beber.A terra dos mil povosO índio não se chamava nem se chama de índio. O nome “índio” veio dos ventos dos mares do século XVI, mas o espírito “índio” habitava o Brasil antes mesmo de o tempo existir e se estendeu pelas Américas para, mais tarde, exprimir muitos nomes, difusores da tradição do Sol, da Lua e do sonho. Então, o que é índio para o índio? Eu vou responder conforme me foi ensinado por meus avós, pelo Ayvu Rapyta, passado de boca a boca com a responsabilidade do fogo sobre a noite estrelada, e pelas cerimônias e pelos encontros por que tenho passado com os ancestrais na terra e no sonho.Assinale a alternativa correta sobre os fragmentos acima, considerando, também, a leitura integral da obra A terra dos mil povos.C13D4A90-8D Português
Interpretação de TextosUSP · 2024Entre para guardar nos favoritosTexto 1“Em Big Tech: a ascensão dos dados e a morte da política, Morozov estabelece ‘um paralelo com os setores extrativistas de recursos naturais, como o petróleo’, colocando ‘no centro da discussão o modo de produção dessa economia, que ele chama de ‘extrativismo de dados’. Apesar de a frase ‘os dados são o novo petróleo’ ser um chavão fraco em termos conceituais, Morozov acha o modismo útil para debatermos a matriz extrativista desse modo de produção, em especial a forma como as grandes empresas de tecnologia ‘continuam escavando a nossa psique tal como as empresas de petróleo escavam o solo’.”ZANATTA, Rafael. “Extrativismo Digital”. Quatro Cinco Um, 01/04/2019. Disponível em: https://quatrocincoum.com.br/resenhas/ (Adaptado).Texto 2“Colonialismo de dados é um modo de configurar o mundo inteiro, de tal forma que um recurso novo possa ser extraído – e esse recurso é a vida humana a partir da qual se pode extrair um valor econômico. Sustentamos que os modos nos quais este novo colonialismo opera, as escalas nas quais opera diferem do colonialismo histórico que tão bem entendemos. Mas a função, a finalidade subjacente, o núcleo deste novo colonialismo é exatamente o mesmo do colonialismo histórico. É o de despossuir, apropriar-se dos recursos do mundo para o bem de uns poucos, de uma parte do mundo.”COULDRY, Nick. Colonialismo de Dados e Esvaziamento da Vida Social Antes e Pós Pandemia de Covid-19. In: Homo Digitalis. A Escalada da Algoritmização da Vida em Tempos de Pandemia. Anais do XIX Simpósio Internacional Instituto Humanitas Unisinos (Adaptado).Considerando os excertos apresentados, é correto afirmar que extrativismo de dados e colonialismo de dados são conceitos desenvolvidos por Morozov e Couldry para nomear e descrever fenômenosD2DF79CB-75 Português
Figuras de LinguagemFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2024Entre para guardar nos favoritosExamine o cartum de Will Leite, publicado no perfil “dona.anesia” no Instagram, em 27.03.2023.

Na construção de seu sentido, o cartum mobiliza fundamentalmente o seguinte recurso expressivo:
7D88807E-68 Português
Interpretação de TextosUEG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosLeia os textos 01 a 04 para responder à questão.
Texto 01
A minha posição ao propor “Parangolé” é a da busca de uma nova fundação objetiva na arte. Não se confundir com uma “nova figuração”, isto é, pretexto para uma volta a uma representação figurada de todo superada, ou ao “quadro”, seu suporte expressivo. O “Parangolé” é não só a superação definitiva do quadro, como a proposição de uma estrutura nova do objetoarte, uma nova reestruturação da visão espacial da obra de arte, superando também a contradição das categorias “pintura e escultura”. Na verdade, ao propor uma arte ambiental, não quero sair do “quadro” para a “escultura”, mas fundar uma nova condição estrutural do objeto que já não admite essas categorias tradicionais. Seria tentar a constituição de um novo “mito do objeto”, que não é nem o objeto transposto da pop art, nem o objeto-verdade do nouveau-réalisme, mas a fundação do objeto em todas as suas ordens e categorias manifestadas no mundo ambiental, que é revelada aqui pela obra de arte. O objeto que não existia passa a existir e o que já existia se revela de outro modo pela visão dada pelo novo objeto que passou a existir. Estão reservados ao artista a tarefa e o poder de transformar a visão e os conceitos na sua estrutura mais íntima e fundamental; é esta a maneira mais eficaz para o homem de hoje dominar o mundo ambiental, isto é, para recriá-lo a seu modo e segundo sua suprema vontade. É esta também uma proposição eminentemente coletiva, que visa abarcar a grande massa popular e lhes dar também uma oportunidade criativa. Essa oportunidade, é claro, teria que se realizar através das individualidades nessa coletividade; o novo aqui é que as possibilidades dessa valorização do indivíduo na coletividade se tornam cada vez mais generalizadas – há a exaltação dos valores coletivos nas suas aspirações criativas mais fundamentais, ao mesmo tempo em que é dada ao indivíduo a possibilidade de inventar, de criar – é a retomada dos mitos da cor, da dança, das estruturas criativas enfim.
OITICICA, Helio. Paragolé: uma nova fundação objetiva na arte. In: Ciclo de exposições sobre arte no Rio de Janeiro - 5. OPINIÃO 65. Curadoria Frederico Morais; apresentação Frederico Morais. Rio de Janeiro: Galeria de Arte Banerj, 1985 [72]. [Adaptado].
Texto 02
Parangolivro
negro pobre poeta
sem noção de sequência
multiplicidade de olhares
ler e descobrir
escrever bater com a cabeça
uma arma em nossa mira
não caber
dentro da armadura
debater até sangrar
entrar e sair
como se não estivesse
viver longo
cada instante
olhar os filhos sem fim
caminhar sob o sol
fugir do inferno de si
[...]
osso em febre
oco do fim do mundo
uma palavra porrada
parangolivro parangolé
morro raimundo de montes
claros colares
hélio morro da mangueira
parangolé oiticica
ninhos gibis
incertezas
instantes de interdelírio
garotos hospícios
parangolivres
[...]PEREIRA, Aroldo. Parangolivro. Rio de Janeiro: 7 Letras, 2007. p. 13, 15.
Texto 03
Parangolé
Entre
a
casa
é sua
sua casa-
camisa
suas vestes-
vestíbulos
saia-sala
chão-chapéu
entre
a casa
é sua
corredor
para o corpo
escada
para o êxtase
vestido
com vista
para o marMARQUES, Ana Martins. Da arte das armadilhas. São Paulo: Companhia das Letras, 2011. p. 54-55.
Texto 04
Parangolé Pamplona
O Parangolé Pamplona você mesmo faz
O Parangolé Pamplona a gente mesmo faz
Com um retângulo de pano de uma cor só
E é só dançar
E é só deixar a cor tomar conta do ar
Verde
Rosa
Branco no branco no preto nu
Branco no branco no preto nu
O Parangolé Pamplona
Faça você mesmo
E quando o couro come
É só pegar carona
Laranja
Vermelho
Para o espaço estandarte
Para o êxtase asa delta
Para o delírio porta aberta
Pleno ar
Puro hélio
Mas
O Parangolé Pamplona você mesmo fazCALCANHOTTO, Adriana. Parangolé Pamplona. Disponível em: https://www.letras.mus.br/adriana-calcanhotto/87107/. Acesso em: 27 fev. 2024.
Os Parangolés de Hélio Oiticica podem ser considerados obras antiartísticas. A partir deles, podia-se questionar o status quo dos suportes das obras de arte, como a escultura e a pintura, tendo em vista seu ato transgressor de criar uma “nova condição estrutural” da “arte ambiental”, conforme texto 1. Portanto, uma exposição de Parangolés neutralizaria sua própria natureza: essa nova estrutura buscava recriar a ambiência e a atmosfera das favelas, numa específica fusão de espaçotempo, que desafiava as noções de duração, suporte e experiência estética.
As três fontes de influência que levaram Oiticica a conceber o Parangolé como uma síntese são:
7D7B7E2A-68 Português
Interpretação de TextosUEG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosA construção social do ser humano


BERGER, Peter L.; LUCKMANN, Thomas. A construção social da realidade: tratado de sociologia do conhecimento. 36. ed. Petrópolis: Vozes, 2014. p. 68-73. [Adaptado].
No trecho “Essa afirmação segundo a qual o homem se produz a si mesmo de modo algum implica uma espécie de visão prometeica do indivíduo solitário” (linhas 32-33), o vocábulo “prometeica” perfaz um tipo de relação intertextual que se denomina25007A3C-3A Português
Coesão e coerênciaUniversidade Federal de Juiz de Fora - MG · 2024MédioEntre para guardar nos favoritosOs textos V, VI, VII e VIII são comentários presentes na postagem, Texto IV. Leia-os com atenção para responder a questão.
TEXTO IV
Legenda: É oficial: o Brasil bateu a marca de mais de 500 mil influenciadores digitais, segundo levantamento feito pela multinacional Nielsen. O número já é equivalente à quantidade de médicos registrados no Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2022. O que nos leva a refletir: além de bom profissional, a gente vai ter que virar influencer, TikToker, topvoice do LinkedIn também? Onde ficam os lowprofiles, quem não tem tanto tempo e nem acesso a tudo que as redes exigem e as pessoas que só querem desempenhar a própria profissão sem transformar as redes sociais em um negócio? Compartilhar as nossas expertises por aqui pode ser ótimo, mas quando isso vira uma obrigação que reflete na remuneração, se transforma em sobrecarga e se torna pré-requisito para ter um emprego e o mínimo de reconhecimento, aí é que a gente sabe que a cultura de trabalho não vai nada bem. No post de hoje queremos falar dos dois lados da moeda. Você que nutre o seu perfil profissional aqui e nas redes vizinhas: qual é a sua maior dificuldade? Como lida com a dupla jornada de fazer o seu trabalho e ainda postar? Você já enfrentou ou enfrenta comentários depreciativos de colegas de profissão, por exemplo? E quem é do time de não compartilhar o trabalho: já sentiu ou sente pressão para criar também? O medo de ficar de fora do mercado bate por aí?Fonte: https://www.instagram.com/p/CftWaCzsi8T/?img index=1. Acesso em: 10 jul. 2024.TEXTO V

Fonte: https://www.instagram.com/p/Cft WaCzsi8T/?img index=1. Acesso em: 10 jul. 2024.
TEXTO VI

Fonte: https://www.instagram.com/p/CftWa Czsi8T/?img index=1. Acesso em: 10 jul. 2024.
TEXTO VII

Fonte: https://www.instagram.com/p/C ftWaCzsi8T/?img index=1. Acesso em: 10 jul. 2024.
TEXTO VIII

Fonte: https://www.instagram.com/p/C ftWaCzsi8T/?img index=1. Acesso em: 10 jul. 2024.
Embora de pequena extensão, o gênero textual “comentário” pode ser produzido com a intenção de emitir ponto de vista sobre uma questão, apresentando argumentos que sustentem o posicionamento defendido.Sobre estratégias argumentativas utilizadas nos comentários ao lado, textos V, VI, VII e VIII, está CORRETO o que se afirma em:C78FF7A0-03 Português
Interpretação de TextosUECE · 2024Muito fácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 1
Admirável Chip Novo
O título da canção dialoga com um famoso livro de Aldous Huxley, escrito em 1932, Admirável Mundo Novo, que trata de uma sociedade padronizada e perfeita, composta por pessoas despersonalizadas, reguladas pelos recursos tecnológicos. O fenômeno textual que permite essa referência a outro texto denomina-se07B72160-D9 Português
Funções da Linguagem: emotiva, apelativa, referencial, metalinguística, fática e poética.ENEM · 2024DifícilEntre para guardar nos favoritos33ª poéticaestou farta da materialidade embrulhada do signoda metalinguagem narcísica dos poetasdo texto de espelho em punho revirando os óculosmodernosestou farta dessa falta enxutadessa ausência de objetos rotundos e contundentesdo conluio entre cifras e cifrantesda feminil hora quieta da palavrada lista (política raquítica sifilítica) de supersignoscabais: “duro ofício”, “espaço em branco”, “vocábulo delirante”,“traço infinito”quero antesa página atravancada de abajureso zoológico inteiro caindo pelas tabelasa sedução os maxilareso plágio atrozratas devorando ninhadas úmidasmultidões mostrando as dentinasmultidões desejantesdiluvianasbandos ilícitos fartos excessivos pesados ebastardosa pecar e por cimaos cortinados do pudorvedando tudocom gomade mascarCESAR, A. C. Poética. São Paulo: Cia. das Letras, 2008.Recorrendo à intertextualidade e à metalinguagem, esse poema expande os referentes da poética de Manuel Bandeira ao937248BB-8B Português
Interpretação de TextosIFN-MG · 2024FácilEntre para guardar nos favoritosTexto 5
É verdade esse bilete: memes e a disputa pela verdade
Rangel Ramiro Ramos

A fim de ficar em casa e assistir a sua série preferida, Gabriel Lucca, de 5 anos, escreveu um bilhete passando-se por sua professora e o entregou à sua mãe. Nele, o recado era de que não haveria aula no dia seguinte, e, para finalizar sua “arte", Gabriel pós-escreveu: “é verdade esse bilhete”. A mãe de Gabriel não se conteve e publicou, no dia 21 de agosto, uma foto do bilhete no Facebook.
Alguns dias depois, a frase “é verdade esse bilhete” já havia se tornado um bordão nacional. Artistas, empresas e internautas das mais variadas regiões do país começaram a escrever absurdidades assinando de brincadeira: “é verdade esse bilhete”. O meme “é verdade esse bilhete” – que, no universo memeal, pode ser entendido como um bordão ou uma catchphrase – popularizou-se por sua ironia, figura de linguagem de oposição, que segundo Chagas (2016) é característica dos memes de discussão pública. [...]
Disponível em: https://museudememes.com.br/e-verdade-esse-bilete-memes-e-a-disputa-pela-verdade. Acesso em: 18 jul. 2024.
Texto 6

Disponível em: https://museudememes.com.br/e-verdade-esse-bilete-memes-e-a-disputa-pela-verdade. Acesso em: 18 jul. 2024.
A intertextualidade é conceituada como a “influência de um texto sobre outro que o toma como modelo ou ponto de partida, e que gera a atualização do texto citado”, de acordo com o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (2009). Considerando essa definição, é possível afirmar que o texto 6 propõe:
EE6EE8FD-7B Português
Interpretação de TextosUFRGS · 2023Entre para guardar nos favoritosNo bloco superior abaixo, estão listadas algumas personagens emblemáticas da literatura sul-rio-grandense; no inferior, um breve trecho em que há referência a elas.Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.1 - Blau Nunes2 - Naziazeno Barbosa3 - Rodrigo Terra Cambará4 - Camilo Mortágua5 - Mayer Guinzburg( ) – O sr. pensa que eu tenho alguma fábrica de dinheiro? (O diretor diz essas coisas a ele, mas olha para todos, como que a dar uma explicação a todos. Todas as caras sorriem.) Quando o seu filho esteve doente, eu o ajudei como pude. Não me peça mais nada.( ) Era o retrato de alguém que amava intensamente a vida, que tinha ânsias de abraçá-la, de gozá-la totalmente e com pressa. Sim, ele se reconhecia naquela imagem: a tela mostrava não apenas sua aparência física, as suas roupas, o seu "ar", mas também seus pensamentos, seus desejos, sua alma.( ) O guasca sadio, a um tempo leal e ingênuo, impulsivo na alegria e na temeridade, precavido, perspicaz, sóbrio e infatigável; e dotado de uma memória de rara nitidez brilhando através de imaginosa e encantadora loquacidade servida e floreada pelo vivo e pitoresco dialeto gauchesco.( ) Birobidjan. Um dia os judeus do Bom Fim reconheceriam a importância deste nome. Birobidjan: a redenção do povo judeu, o fim das peregrinações.A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, éCA0A02AF-75 Português
Interpretação de TextosFaculdades de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo · 2023Entre para guardar nos favoritosPara responder às questões de 02 a 06, leia a crônica “Médicos e monstros”, de Moacyr Scliar, publicada originalmente no jornal Zero Hora, em 20.08.1997.Sentenças judiciais nem sempre têm sido muito felizes no que diz respeito aos direitos humanos, mas este 20 de agosto marca o quinquagésimo aniversário de uma decisão jurídica que se tornaria um marco não apenas na história da justiça como na da ética médica. Naquela data o Tribunal de Nuremberg condenou 23 médicos nazistas por participação em atividades de genocídio.O número não chega a ser impressionante. E os réus eram, na verdade, figuras secundárias. Ali não estava, por exemplo, Adolf Eichmann, que injetava corante nos olhos de crianças para torná-los arianamente azuis, ou que matou uma criança com suas próprias mãos para confirmar o diagnóstico de tuberculose, posto em dúvida por colegas. Como outros, ele tinha escapado — para ser alcançado depois pelo longo braço da justiça israelense.Importante, contudo, foi a sentença. Porque, anexo a ela, estava um documento que depois se tornaria conhecido como o Código de Nuremberg. Em sua defesa, os médicos nazis haviam alegado que estavam agindo em nome da ciência; para evitar que essa afrontosa alegação servisse de desculpa em crimes posteriores, o Código de Nuremberg estabeleceu vários princípios. Que hoje nos parecem óbvios: um experimento médico só pode ser feito com o consentimento da pessoa; deve proporcionar resultados que beneficiem a humanidade; deve evitar qualquer sofrimento. Que os doutores nazistas tenham violado princípios tão básicos mostra a que ponto chegaram em sua degradação. Mas não só eles, obviamente; em Tuskegee, no Alabama, médicos deixaram de usar a penicilina em pacientes negros com sífilis para observar como evoluiria a doença não tratada (um conhecimento, diga-se de passagem, há muito registrado nos manuais clínicos).Robert Louis Stevenson criou as figuras de Dr. Jekyll e Mr. Hyde, o médico e o monstro, para simbolizar o antagonismo entre o bem e o mal. Nos doutores nazistas esse antagonismo desapareceu: eram médicos e eram monstros. Diante da enorme quantidade de pessoas indefesas, a medicina optou pela extrema crueldade das experiências sem sentido, da tortura impiedosa, das câmaras de gás. Uma experiência que os médicos da ditadura, por exemplo, herdaram e que praticaram — inclusive aqui no Brasil — até há muito pouco tempo.Cinquenta anos depois da sentença do Tribunal de Nuremberg, é necessário lembrar, ainda uma vez, que a medicina surgiu, única e exclusivamente, para ajudar o ser humano. Qualquer ser humano.(Moacyr Scliar. A nossa frágil condição humana, 2017.)Entendendo-se a intertextualidade como a superposição de um texto literário a outro, tal procedimento está bem exemplificadoD30972D9-74 Português
Figuras de LinguagemFaculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2023Entre para guardar nos favoritosExamine o cartum de Rafael Corrêa, publicado em sua conta no Instagram em 15.04.2022.

Na construção de seu sentido, o cartum mobiliza fundamentalmente o seguinte recurso expressivo:
DBCCECC8-8B Português
Interpretação de TextosUNESP · 2022Entre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia o trecho de um ensaio de Michel de Montaigne (1533-1592).Há alguma razão em fazer o julgamento de um homem pelos aspectos mais comuns de sua vida; mas, tendo em vista a natural instabilidade de nossos costumes e opiniões, muitas vezes me pareceu que mesmo os bons autores estão errados em se obstinarem em formar de nós uma ideia constante e sólida. Escolhem um caráter universal e, seguindo essa imagem, vão arrumando e interpretando todas as ações de um personagem, e, se não conseguem torcê-las o suficiente, atribuem-nas à dissimulação. Creio mais dificilmente na constância dos homens do que em qualquer outra coisa, e em nada mais facilmente do que na inconstância. Quem os julgasse nos pormenores e separadamente, peça por peça, teria mais ocasiões de dizer a verdade.Em toda a Antiguidade é difícil escolher uma dúzia de homens que tenham ordenado sua vida num projeto definido e seguro, que é o principal objetivo da sabedoria. Pois para resumi-la por inteiro numa só palavra e abranger em uma só todas as regras de nossa vida, “a sabedoria”, diz um antigo, “é sempre querer a mesma coisa, é sempre não querer a mesma coisa”, “eu não me dignaria”, diz ele, “a acrescentar ‘contanto que a tua vontade esteja certa’, pois se não está certa, é impossível que sempre seja uma só e a mesma.” Na verdade, aprendi outrora que o vício é apenas o desregramento e a falta de moderação; e, por conseguinte, é impossível o imaginarmos constante. É uma frase de Demóstenes, dizem, que “o começo de toda virtude são a reflexão e a deliberação, e seu fim e sua perfeição, a constância”. Se, guiados pela reflexão, pegássemos certa via, pegaríamos a mais bela, mas ninguém pensa antes de agir: “O que ele pediu, desdenha; exige o que acaba de abandonar; agita-se e sua vida não se dobra a nenhuma ordem.”(Michel de Montaigne. Os ensaios: uma seleção, 2010. Adaptado.)Do ponto de vista temático, o texto de Montaigne dialoga especialmente com a seguinte citação:93A227BA-74 Português
Interpretação de TextosFaculdade de Medicina de São José do Rio Preto · 2022Entre para guardar nos favoritosNenhum ser humano deveria ser ameaçado de “transferência” de sua casa ou de sua terra; nenhum ser humano deveria ser discriminado por não pertencer a esta ou àquela religião; nenhum ser humano deveria ser destituído de sua identidade ou de sua cultura, seja qual for o motivo.(Edward W. Said. A questão da Palestina, 2012. Adaptado.)O excerto pertence a um livro que discute a condição dos palestinos, mas sua ideia geral pode também ser aplicada à situaçãoE3DF5454-FA Português
Interpretação de TextosMinistério da Educação · 2022FácilEntre para guardar nos favoritosTEXTO 1A atual política de preços da Petrobras, na qual se baseiam todos os reajustes recentes, surgiu em 2016. Até o término dos anos 1990 e início dos anos 2000, havia monopólio na exploração e comercialização de petróleo no Brasil. Isso mudou em 2002, com a Lei n. 9.478 (Lei do Petróleo). O novo marco legal teve como objetivo abrir o mercado e estimular a concorrência no setor. Aos poucos, os preços começaram a ser reajustados e a acompanhar o que era praticado no mercado internacional. Isso porque, com a abertura de mercado, o importador surge como concorrente. Esse importador, ao formar seu preço para vender seu produto no mercado doméstico brasileiro, é influenciado por oscilação de preços nos derivados no mercado internacional.Disponível em: https://valor.globo.com/empresas/noticia/2022/06/17/ como-funciona-a-politica-de-precos-da-petrobras-entenda.ghtml. Acesso em: 29 jun. 2022 (adaptado).TEXTO 2
TEXTO 3De instabilidade política e econômica à seca intensa, a alta dos preços dos combustíveis só agrava a inflação e aumenta a conta no bolso do consumidor. O quanto esse aumento afeta a vida do povo brasileiro depende da renda e de como a pessoa usa os combustíveis. Ouso do transporte público ou próprio, e a distância que percorre nas atividades diárias são variáveis que podem significar mais ou menos gastos. Uma coisa é certa: quanto maior a renda, menor o impacto; quanto menor a renda, maior é o impacto do aumento do preço.Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/preco-doscombustiveis-tem-maior-impacto-para-a-populacao-demenor-renda/. Acesso em: 28 jun. 2022. (adaptado)Considerando a imagem e os textos apresentados, avalie as afirmações a seguir.I. O governo federal, como instrumento de gestão pública, poderia reduzir os impostos federais que incidem sobre a gasolina, exercendo o poder regulatório do Estado para minimizar os impactos econômicos e sociais do preço dos combustíveis.II. A eliminação dos impostos federais sobre a gasolina teria um maior efeito no preço do combustível do que a eliminação dos impostos estaduais cobrados nos postos, beneficiando a população de maior renda.III. O papel regulatório do Estado, tendo em vista a redução dos impactos econômicos e sociais do preço dos combustíveis, seria mais efetivo, caso o governo federal, na condição de acionista majoritário da Petrobras, pautasse a redução da "Parcela Petrobras" no preço da gasolina, considerando o componente lucro do produto que integra essa parcela.É correto o que se afirma em
25C869DB-7A Português
Gêneros TextuaisENEM · 2022MédioEntre para guardar nos favoritosEspaço e memória
O termo “Na minha casa...” é uma metáfora que guarda múltiplas acepções para o conjunto de pessoas, de adeptos, dos que creem nos orixás. Múltiplos deuses que a diáspora negra trouxe para o Brasil. Refere-se ao espaço onde as comunidades edificaram seus templos, referência de orgulho, aludindo ao patrimônio cultural de matriz africana, reelaborado em novo território.
O espaço é fundamental na constituição da história de um povo. Halbwachs (1941, p. 85), ao afirmar que “não há memória coletiva que não se desenvolva em um quadro espacial”, aponta para a importância de aspecto tão significativo no desenvolvimento da vida social.
Lugar para onde está voltada a memória, onde aqueles que viveram a condição-limite de escravo podiam pensar-se como seres humanos, exercer essa humanidade e encontrar os elementos que lhes conferiam e garantiam uma identidade religiosa diferenciada, com características próprias, que constituiu um “patrimônio simbólico do negro brasileiro (a memória cultural da África), afirmou-se aqui como território político-mítico-religioso para sua transmissão e preservação” (SODRÉ, 1988, p. 50).
BARROS, J. F. P. Na minha casa. Rio de Janeiro: Pallas, 2003.
Na construção desse texto acadêmico, o autor se vale de estratégia argumentativa bastante comum a esse gênero textual, a intertextualidade, cujas marcas são
21E20D83-8B Português
Interpretação de TextosUNESP · 2021Entre para guardar nos favoritosPara responder à questão, leia a cena inicial da comédia O noviço, de Martins Pena.AMBRÓSIO: No mundo a fortuna é para quem sabe adquiri-la. Pintam-na cega... Que simplicidade! Cego é aquele que não tem inteligência para vê-la e a alcançar. Todo homem pode ser rico, se atinar com o verdadeiro caminho da fortuna. Vontade forte, perseverança e pertinácia são poderosos auxiliares. Qual o homem que, resolvido a empregar todos os meios, não consegue enriquecer-se? Em mim se vê o exemplo. Há oito anos, era eu pobre e miserável, e hoje sou rico, e mais ainda serei. O como não importa; no bom resultado está o mérito... Mas um dia pode tudo mudar. Oh, que temo eu? Se em algum tempo tiver de responder pelos meus atos, o ouro justificar-me-á e serei limpo de culpa. As leis criminais fizeram-se para os pobres...(Martins Pena. Comédias (1844-1845), 2007.)“O como não importa; no bom resultado está o mérito...” O teor dessa fala aproxima-se do conteúdo da seguinte citação:040DBC7B-B3 Português
Interpretação de TextosUniversidade Estadual do Maranhão · 2021DifícilEntre para guardar nos favoritosLeia o texto a seguir para responder à questão.CARTA PRAS ICAMIABASÁs mui queridas súbditas nossas, Senhoras Amazonas.Trinta de Maio de Mil Novecentos e Vinte e Seis,São Paulo.Senhoras:Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e a literatura desta missiva. Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas linhas de saùdade e muito amor, com desagradável nova. É bem verdade que na boa cidade de São Paulo – a maior do universo, no dizer de seus prolixos habitantes – não sois conhecidas por “icamiabas”, voz espúria, sinão que pelo apelativo de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e assim sois chamadas [...]Nem cinco sóis eram passados que de vós nos partíramos, quando a mais temerosa desdita pesou sobre Nós. Por uma bela noite dos idos de maio do ano translato, perdíamos a muiraquitã; que outrém grafara muraquitã, e, alguns doutos, ciosos de etimologias esdrúxulas, ortografam muyrakitan e até mesmo muraqué-itã, não sorriais! Haveis de saber que esse vocábulo, tão familiar às vossas trompas de Eustáquio, é quasi desconhecido por aqui. [...] Mas não nos sobra já vagar para discretearmos “sub tegmine fagi” sobre a língua portuguesa, também chamada lusitana. [...]Andrade, M. Macunaíma. Porto Alegre: L&PM, 2018.
O trecho de “Cartas pras Icamiabas” em que se identifica intertextualidade, com efeitos de paródia, relativa à passagem da produção poética do poeta português Luís Vaz de Camões, é