Questões do ENEM: Linguagens e Figuras de Linguagem

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399 questões encontradas. Mostrando a página 12 de 20.

  • E4A3A1BA-DE

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNIFESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Leia o soneto “A uma dama dormindo junto a uma fonte”, do poeta barroco Gregório de Matos (1636-1696), para responder à questão.

    À margem de uma fonte, que corria,
    Lira doce dos pássaros cantores
    A bela ocasião das minhas dores
    Dormindo estava ao despertar do dia.

    Mas como dorme Sílvia, não vestia
    O céu seus horizontes de mil cores;
    Dominava o silêncio entre as flores,
    Calava o mar, e rio não se ouvia.

    Não dão o parabém à nova Aurora
    Flores canoras, pássaros fragrantes,
    Nem seu âmbar respira a rica Flora.

    Porém abrindo Sílvia os dois diamantes,
    Tudo a Sílvia festeja, tudo adora
    Aves cheirosas, flores ressonantes.

    (Poemas escolhidos, 2010.) 
    A sinestesia consiste em transferir percepções de um sentido para as de outro, resultando um cruzamento de sensações.

    (Celso Cunha. Gramática essencial, 2013.)

    Verifica-se a ocorrência desse recurso no seguinte verso:
    Escolha uma alternativa para a questão e4a3a1ba-de
  • 5333ADED-DC

    Português

    Figuras de Linguagem
    Faculdade de Medicina de Marília · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos

    Leia o texto de Claudia Wallin para responder à questão.


        Vossas excelências, ilustríssimos senhores e senhoras, trago notícias urgentes de um reino distante. É mister vos alertar, Vossas Excelências, que nesta estranha terra os habitantes criaram um país onde os mui digníssimos e respeitáveis representantes do povo são tratados, imaginem Vossas Senhorias, como o próprio povo. Insânia! Dirão que as histórias que aqui relato são meras alucinações de contos de fada, pois há neste rico reino, que chamam de Suécia, rei, rainha e princesas. Mas não se iludam! Os habitantes desta terra já tiraram todos os poderes do rei, em nome de uma democracia que proclama uma tal igualdade entre todos, e o que digo são coisas que tenho visto com os olhos que esta mesma terra um dia há de comer.

        Nestas longínquas comarcas, os mui distintos parlamentares, ministros e prefeitos viajam de trem ou de ônibus para o trabalho, em sua labuta para adoçar as mazelas do povo. De ônibus, Eminências! E muitos castelos há pelos quatro cantos deste próspero reino, mas aos egrégios representantes do povo é oferecido abrigo apenas em pífias habitações de um cômodo, indignas dos ilustríssimos defensores dos direitos dos cidadãos e da democracia.

        Este reino está cercado por outros ricos reinos, numa península chamada Escandinávia, onde também há príncipes e reis, e onde os representantes do povo vivem como sobrevive um súdito qualquer. E isto eu também vi, com os olhos que esta terra há de comer: em um dos povos vizinhos, conhecido como o reino dos noruegueses, os nobres representantes do povo chegam a almoçar sanduíches que trazem de casa, e que tiram dos bolsos dos paletós quando a fome aperta.

        É preciso cautela, Vossas Excelências. Deste reino, que chamam de Suécia ainda pouco se ouve falar. Mas as notícias sobre o igualitário reino dos suecos se espalham.

    Estocolmo, 6 de janeiro de 2013.

    (Um país sem excelências e mordomias, 2014. Adaptado.)

    Assinale a alternativa em que ocorre um pleonasmo.
    Escolha uma alternativa para a questão 5333aded-dc
  • 08E5D542-DA

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNIFESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial de Raízes do Brasil, do historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), para responder à questão.

        A tentativa de implantação da cultura europeia em extenso território, dotado de condições naturais, se não adversas, largamente estranhas à sua tradição milenar, é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em consequências. Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra. Podemos construir obras excelentes, enriquecer nossa humanidade de aspectos novos e imprevistos, elevar à perfeição o tipo de civilização que representamos: o certo é que todo o fruto de nosso trabalho ou de nossa preguiça parece participar de um sistema de evolução próprio de outro clima e de outra paisagem.
        Assim, antes de perguntar até que ponto poderá alcançar bom êxito a tentativa, caberia averiguar até onde temos podido representar aquelas formas de convívio, instituições e ideias de que somos herdeiros.
        É significativa, em primeiro lugar, a circunstância de termos recebido a herança através de uma nação ibérica. A Espanha e Portugal são, com a Rússia e os países balcânicos (e em certo sentido também a Inglaterra), um dos territórios- -ponte pelos quais a Europa se comunica com os outros mundos. Assim, eles constituem uma zona fronteiriça, de transição, menos carregada, em alguns casos, desse europeísmo que, não obstante, mantêm como um patrimônio necessário.
        Foi a partir da época dos grandes descobrimentos marítimos que os dois países entraram mais decididamente no coro europeu. Esse ingresso tardio deveria repercutir intensamente em seus destinos, determinando muitos aspectos peculiares de sua história e de sua formação espiritual. Surgiu, assim, um tipo de sociedade que se desenvolveria, em alguns sentidos, quase à margem das congêneres europeias, e sem delas receber qualquer incitamento que já não trouxesse em germe.
        Quais os fundamentos em que assentam de preferência as formas de vida social nessa região indecisa entre a Europa e a África, que se estende dos Pireneus a Gibraltar? Como explicar muitas daquelas formas, sem recorrer a indicações mais ou menos vagas e que jamais nos conduziriam a uma estrita objetividade?
        Precisamente a comparação entre elas e as da Europa de além-Pireneus faz ressaltar uma característica bem peculiar à gente da península Ibérica, uma característica que ela está longe de partilhar, pelo menos na mesma intensidade, com qualquer de seus vizinhos do continente. É que nenhum desses vizinhos soube desenvolver a tal extremo essa cultura da personalidade, que parece constituir o traço mais decisivo na evolução da gente hispânica, desde tempos imemoriais. Pode dizer-se, realmente, que pela importância particular que atribuem ao valor próprio da pessoa humana, à autonomia de cada um dos homens em relação aos semelhantes no tempo e no espaço, devem os espanhóis e portugueses muito de sua originalidade nacional. [...]
        É dela que resulta largamente a singular tibieza das formas de organização, de todas as associações que impliquem solidariedade e ordenação entre esses povos. Em terra onde todos são barões não é possível acordo coletivo durável, a não ser por uma força exterior respeitável e temida.

    (Raízes do Brasil, 2000.)

    O Dicionário Houaiss de língua portuguesa define “elipse” como “supressão, num enunciado, de um termo que pode ser facilmente subentendido pelo contexto linguístico”. Verifica-se a ocorrência desse recurso em:
    Escolha uma alternativa para a questão 08e5d542-da
  • 08D82465-DA

    Português

    Figuras de Linguagem
    UNIFESP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o trecho inicial de Raízes do Brasil, do historiador brasileiro Sérgio Buarque de Holanda (1902-1982), para responder à questão.

        A tentativa de implantação da cultura europeia em extenso território, dotado de condições naturais, se não adversas, largamente estranhas à sua tradição milenar, é, nas origens da sociedade brasileira, o fato dominante e mais rico em consequências. Trazendo de países distantes nossas formas de convívio, nossas instituições, nossas ideias, e timbrando em manter tudo isso em ambiente muitas vezes desfavorável e hostil, somos ainda hoje uns desterrados em nossa terra. Podemos construir obras excelentes, enriquecer nossa humanidade de aspectos novos e imprevistos, elevar à perfeição o tipo de civilização que representamos: o certo é que todo o fruto de nosso trabalho ou de nossa preguiça parece participar de um sistema de evolução próprio de outro clima e de outra paisagem.
        Assim, antes de perguntar até que ponto poderá alcançar bom êxito a tentativa, caberia averiguar até onde temos podido representar aquelas formas de convívio, instituições e ideias de que somos herdeiros.
        É significativa, em primeiro lugar, a circunstância de termos recebido a herança através de uma nação ibérica. A Espanha e Portugal são, com a Rússia e os países balcânicos (e em certo sentido também a Inglaterra), um dos territórios- -ponte pelos quais a Europa se comunica com os outros mundos. Assim, eles constituem uma zona fronteiriça, de transição, menos carregada, em alguns casos, desse europeísmo que, não obstante, mantêm como um patrimônio necessário.
        Foi a partir da época dos grandes descobrimentos marítimos que os dois países entraram mais decididamente no coro europeu. Esse ingresso tardio deveria repercutir intensamente em seus destinos, determinando muitos aspectos peculiares de sua história e de sua formação espiritual. Surgiu, assim, um tipo de sociedade que se desenvolveria, em alguns sentidos, quase à margem das congêneres europeias, e sem delas receber qualquer incitamento que já não trouxesse em germe.
        Quais os fundamentos em que assentam de preferência as formas de vida social nessa região indecisa entre a Europa e a África, que se estende dos Pireneus a Gibraltar? Como explicar muitas daquelas formas, sem recorrer a indicações mais ou menos vagas e que jamais nos conduziriam a uma estrita objetividade?
        Precisamente a comparação entre elas e as da Europa de além-Pireneus faz ressaltar uma característica bem peculiar à gente da península Ibérica, uma característica que ela está longe de partilhar, pelo menos na mesma intensidade, com qualquer de seus vizinhos do continente. É que nenhum desses vizinhos soube desenvolver a tal extremo essa cultura da personalidade, que parece constituir o traço mais decisivo na evolução da gente hispânica, desde tempos imemoriais. Pode dizer-se, realmente, que pela importância particular que atribuem ao valor próprio da pessoa humana, à autonomia de cada um dos homens em relação aos semelhantes no tempo e no espaço, devem os espanhóis e portugueses muito de sua originalidade nacional. [...]
        É dela que resulta largamente a singular tibieza das formas de organização, de todas as associações que impliquem solidariedade e ordenação entre esses povos. Em terra onde todos são barões não é possível acordo coletivo durável, a não ser por uma força exterior respeitável e temida.

    (Raízes do Brasil, 2000.)

    No primeiro parágrafo, o autor recorre a uma construção paradoxal em:
    Escolha uma alternativa para a questão 08d82465-da
  • F0C783A5-D9

    Português

    Figuras de Linguagem
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense - Rio Grande do Sul · 2016FácilEntre para guardar nos favoritos
    INSTRUÇÃO: Para responder à questão, considere o texto abaixo.


    Imagem da questão de Português, da prova de 2016
    URBIM, Carlos (coord.). Rio Grande do Sul: um século de história. Porto Alegre: Mercado Aberto, 1999.
    No estudo das figuras de linguagem encontra-se a antonomásia. Embora o nome pareça complicado, trata-se apenas do recurso de substituir um nome por outro (ou expressão), que facilmente o identifique. Assinale a alternativa em que se encontra uma antonomásia, retirada do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão f0c783a5-d9
  • 1C4866E6-B9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    QUERIDO ÉRICO

    Lygia Fagundes Telles

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Assinale a opção em que NÃO há metáfora.
    Escolha uma alternativa para a questão 1c4866e6-b9
  • 1C344626-B9

    Português

    Figuras de Linguagem
    UECE · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    QUERIDO ÉRICO

    Lygia Fagundes Telles

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Lygia emprega uma metáfora para expressar o seu descuido em não calcular as consequências de suas ações referentes às escolhas literárias. Essa metáfora é construída
    Escolha uma alternativa para a questão 1c344626-b9
  • 483C9158-B6

    Português

    Denotação e Conotação
    IF-RR · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Para responder a questão, considere o poema Ave Roraima da poetisa Eli Macuxi:

    Ave Roraima

    Ave Roraima que canta
    Feito pássaro mítico.
    No peito de quem se encanta
    Por seus líricos fascínios
    Correm rios, cores quentes
    Queimam lavrados ardentes
    Choram guaribas no cio.
    Mesmo quem vem do asfalto
    Do barulho e da poeira
    Quando vê é roraimeira
    Pretoneubereliakin...
    Ave Roraima que canta
    Amor que chega e suplanta
    Todos males em mim!
    Partindo do pressuposto de que todo texto literário é resultado de um trabalho de linguagem feito com o objetivo de produzir determinados efeitos, considere as alternativas abaixo e assinale a correta:
    Escolha uma alternativa para a questão 483c9158-b6
  • 4036C71E-B5

    Português

    Figuras de Linguagem
    Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    No estudo das figuras de linguagem encontra-se a antonomásia. Embora o nome pareça complicado, trata-se apenas do recurso de substituir um nome por outro (ou expressão), que facilmente o identifique. Assinale a alternativa em que se encontra uma antonomásia, retirada do texto.
    Escolha uma alternativa para a questão 4036c71e-b5
  • AB6F0F85-B3

    Português

    Figuras de Linguagem
    IF-PR · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos
    (...)
    Em lugares distantes, onde não há hospital
    nem escola
    homens que não sabem ler e morrem de fome
    aos 27 anos
    plantaram e colheram a cana
    que viraria açúcar.
    Em usinas escuras,
    homens de vida amarga
    e dura
    produziram este açúcar
    branco e puro
    com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

    Na 2ª estrofe do poema de Ferreira Gullar, há figuras de linguagem que reforçam a carga poética do texto. Leia atentamente os textos a seguir.

    I) O amor é o fogo que arde sem se ver;

    É ferida que dói e não se sente;

    É um contentamento descontente;

    É dor que desatina sem doer (Legião Urbana).

    II) Na outra margem do rio uma casa acendeu. Dois galos ensaiaram. O farol que estava na mão do homem apagou. A lancha apitou despedida. O Porto de manga está amanhecendo (Manoel de Barros).

    III) Se fosse só para medir a dimensão de nossos homens públicos, nem teria sido necessário inventar o sistema métrico decimal (Millôr Fernandes).

    IV) Como, se na desordem do armário embutido

    Meu paletó enlaça o teu vestido

    E o meu sapato inda pisa no teu (Chico Buarque).


    Identifique, em quais textos, pelo menos um desses recursos está presente e assinale a alternativa correspondente.

    Escolha uma alternativa para a questão ab6f0f85-b3
  • E997B321-B3

    Português

    Figuras de Linguagem
    IF-MT · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO III

    Todos os homens são iguais perante Deus

    E sem uma boa agência de propaganda,

    todas as margarinas também.

    (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE AGÊNCIAS DE PROPAGANDA 20º Anuário do Clube de Criação de São Paulo)

    A relação que se estabelece entre os textos II e III, considerando o uso da referência bíblica, constitui uma
    Escolha uma alternativa para a questão e997b321-b3
  • E984390B-B3

    Português

    Figuras de Linguagem
    IF-MT · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    A QUESTÃO REFERE-SE AO TEXTO I.

    Nessa descrição, “Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas”, o autor recorreu
    Escolha uma alternativa para a questão e984390b-b3
  • AC305E1B-B1

    Português

    Crase
    UDESC · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016



    Analise as proposições em relação à obra As fantasias eletivas, Carlos Henrique Schroeder, e ao Texto 5.

    I. Na obra, as personagens Renê e Copi têm em comum o sentimento de solidão, ambos tentam o suicídio, mas apenas Copi consegue por fim à amargurada vida que ela levava.

    II. No período “que ligam o continente à ilha de Florianópolis” (linha 3) ainda que retirada as palavras ilha de, a crase permanece: que ligam o continente à Florianópolis.

    III. Em “Dizem os locais que Cruz e Sousa” (linha 6) há referência ao escritor catarinense, representante máximo da estética Simbolista, cuja poesia ficou marcada pela transcendência espiritual e pelo eterno conflito entre a matéria e o espírito.

    IV. Em “observa todos os dias a massagem que os carros, caminhões, ônibus e motos fazem” (linhas 2 e 3) ocorre a figura de linguagem personificação.

    V. A leitura da parte da obra Poesia completa de Copi revela a personagem Copi uma poetisa nos moldes parnasianos, com uma poesia metrificada que tem como objetivo maior “A arte pela arte”.

    Assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão ac305e1b-b1
  • AC015185-B1

    Português

    Figuras de Linguagem
    UDESC · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Texto 2

    MUITOS ANOS DE ASILO.
    NINGUÉM OS QUIS.
    NEM A COR NEM A IDADE CERTAS.
    FICARAM LÁ.
    E FICARAM ATÉ DEPOIS QUE SAÍRAM.
    GUARADARAM O APELIDO.
    ELE, 36.
    ELA, 37.
    ERAM OS NÚMEROS QUE MARCAVAM AS ROUPAS.
    E AS CAMAS.
    OS NÚMEROS DA CHAMADA.
    DAS CADEIRAS DO CAFÉ DA MANHÃ.
    ELA SE FORMOU PROFESSORA.
    ELE, DEPOIS DE TUDO,
    PASSOU A DETESTAR MOTO.
    E, POR ISSO MESMO,
    FOI SER MOTOBOY.
    TINHA OUTRO TRABALHO.
    VENDIA INFORMAÇÃO.
    COM OU SEM FOTOS DE CELULAR.
    SEMPRE QUE VIA ALGUMA COISA.
    NAS RUAS, NAS ANDANÇAS.
    VENDIA PARA UM PORTAL DE NOTÍCIAS.
    UMA MERRECA.
    MAS DIVERTIA.
    AH, E NUNCA TREPARAM.
    NUNCA. NÃO ERA ESSE O LANCE DELES.

    VIGNA, Elvira. Vitória Valentina, Ed. Lamparina, 2016.
    Assinale a alternativa incorreta em relação à obra Vitória Valentina, Elvira Vigna, e ao Texto 2.
    Escolha uma alternativa para a questão ac015185-b1
  • 1EF555BD-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Federal do Amazonas · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema a seguir, intitulado “As águas do Recife”, de João Cabral de Melo Neto:

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016


    Sobre o texto fazem-se as seguintes afirmativas:


    I. Embora predomine a função poética da linguagem, há momentos em que se observa a função metalinguística.

    II. No enunciado dos versos 1 e 2, observa-se a presença da figura de linguagem chamada metáfora.

    III. Nos versos 6 e 11, ocorre a existência de outra figura de linguagem, que é a prosopopeia.

    IV. No texto, a linguagem utilizada foge das formas cotidianas de expressão, abandonando, portanto, a lógica comunicativa.

    V. Na última estrofe (versos 13 a 16), a figura de linguagem observada é a metonímia, mediante o emprego da causa pelo efeito.


    Assinale a alternativa correta:

    Escolha uma alternativa para a questão 1ef555bd-b0
  • C0DB7AAD-B0

    Português

    Análise sintática
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    Leia o poema a seguir e responda à questão.


    Plena Pausa


    Lugar onde se faz                                        Nenhuma página

    o que já foi feito,                                          jamais foi limpa.

    branco da página,                                       Mesmo a mais Saara,

    soma de todos os textos,                            ártica, significa.

    foi-se o tempo                                             Nunca houve isso,

    quando, escrevendo,                                 uma página em branco.

    era preciso                                                 No fundo, todas gritam,

    uma folha isenta.                                       pálidas de tanto.



    (LEMINSKI, P. Toda poesia. São Paulo: Companhia das Letras, 2013. p.185.)


    Sobre os versos “Mesmo a mais Saara, / ártica, significa.”, assinale a alternativa correta.
    Escolha uma alternativa para a questão c0db7aad-b0
  • C0799CB3-B0

    Português

    Figuras de Linguagem
    Universidade Estadual do Norte do Paraná · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos
    Steve Jobs, fundador da Apple, é aquele tipo de líder que marcou tanto a nossa geração que ainda durante muitos anos surgirão novos livros, filmes e histórias sobre passagens marcantes da sua vida que vale a pena conhecermos. Tanto exemplos positivos quanto outros que mostram exatamente o que não devemos fazer em nossas empresas. Mas, por que ele foi tão especial assim? Porque revolucionou nada menos do que seis diferentes mercados: computadores pessoais, filmes de animação, música, telefonia, tablets e publicação digital. Quem mais, em seu tempo, mudou o curso das coisas tão drasticamente ao longo das últimas décadas – ou mesmo séculos atrás? Talvez Leonardo da Vinci e olhe lá. Desde a morte dele, em outubro de 2011, muito se discute de onde vinha a sua incrível capacidade de atrair profissionais supertalentosos e extrair o melhor dessas pessoas, se no dia a dia era visto como intratável por quem o conhecia de perto. Sim, Jobs era aquele tipo de líder que, ao conhecê-lo, logo classificaria você como extraordinário ou imbecil. Sem meio-termo. E um detalhe: para ele, a maior parte das pessoas fazia parte do time dos imbecis. Aliás, daí vem outra dúvida: como alguém assim pode ser considerado um bom exemplo de líder? Especialmente, num momento da história em que o relacionamento líder-liderado é colocado como condição básica para o sucesso de qualquer gestor? O fato é que Jobs compensava a sua falta de tato pessoal com uma incrível capacidade de inspirar todo mundo ao seu redor. Ele sabia despertar significado, senso de propósito, vontade de “chegar lá” ou qualquer outro nome que você dê àquele brilho nos olhos que leva todos nós a mover céus e terra até atingir o objetivo traçado. Ainda que destratados, vários colaboradores diretos conseguiam relevar suas malcriações porque sentiam que trabalhar ao lado dele lhes possibilitava uma chance real de mudarem o mundo. Ter um chefe que falava coisas duras e despropositadas não era motivo suficiente para abandonarem o que sempre sonharam encontrar em suas carreiras. O que estou querendo dizer é que se você consegue inspirar as pessoas que trabalham contigo, elas são capazes de tolerar alguns dos seus “deslizes” porque acreditam na causa e se sentem realizadas por participar de algo grande.
    (Adaptado de: MOREIRA, W. A liderança de Steve Jobs. Folha de Londrina. 16 jul. 2016. Economia e Negócios. p.2.) 
    Leia o período do texto a seguir.


    Ele sabia despertar significado, senso de propósito, vontade de “chegar lá” ou qualquer outro nome que você dê àquele brilho nos olhos que leva todos nós a mover céus e terra até atingir o objetivo traçado.


    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, a figura de linguagem presente no trecho sublinhado.

    Escolha uma alternativa para a questão c0799cb3-b0
  • 367C18B1-42

    Português

    Figuras de Linguagem
    FGV · 2016DifícilEntre para guardar nos favoritos

           Por que o senhor não escreve coisas poéticas, soltas, gostosas? As crônicas, antigamente, nos deixavam mais leves, de bem com a vida e o mundo. Agora, tudo o que a gente lê nos leva para baixo. Está difícil de suportar. Escrevo na manhã de um domingo. Sete horas. Aquele sol que nos tem castigado, começava a dar sinais de ardência profunda. Olhei pela porta de vidro do terraço e descobri, maravilhado e feliz, que a pitangueira plantada em vaso, que chegou há dois anos, estava repleta de frutos vermelhos, reluzentes, envernizados. Os primeiros. Fiquei admirado. Os pássaros não tinham descoberto? Aquelas frutinhas tinham se salvado? Chupei uma, duas três, queria todas, mas precisava guardar para a família, afinal, eram as primeiras. Pitanga, coisa de infância, do interior. Uma das frutas mais sofisticadas do Brasil, a meu ver. Antigamente, quando viajávamos pela Varig, ao sair do Recife, recebíamos um copo de suco fresco de pitanga, perfumado. Dia desses, Maria Eduarda, amiga pernambucana, me disse: “Você está chegando aqui, sabemos que gosta de vinhos. Que vinho prefere?”. E eu: “Nenhum! Quero suco de pitanga”. Maria Eduarda: “Pois vai tomar das pitangas do pomar de meu pai, Cornélio”. Foi uma celebração!

          Esta é a pitada de poesia que encontrei neste momento. Mas ficaram em minha mente essas perguntas cotidianas que todos estão fazendo. Ouço no dia a dia, pela manhã ao comprar o pão e o leite, no supermercado, no bar, numa escola, na livraria, ao entrar no cinema. Ouvi agora, ao percorrer cinco cidades do litoral (...). Jovens e mais velhos, acreditando que o escritor tem as respostas, me olhavam: “O senhor acha que a gente sai dessa?”. Só consegui dizer: “Não sei e acho que ninguém sabe”.

                                                         Ignácio de Loyola Brandão, O Estado de S. Paulo, 02/10/2015. 



    O trecho em que se pode apontar a elipse de um substantivo anteriormente mencionado é: 
    Escolha uma alternativa para a questão 367c18b1-42
  • D16EB2A8-E4

    Português

    Figuras de Linguagem
    PUC-GO · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO 5

    É com certa sabedoria que se diz: pelos olhos se conhece uma pessoa. Bem, há olhares de todos os tipos — dos dissimulados aos da cobiça, seja pelo vil metal ou pelo sexo.

    Garimpeiro se conhece pelos olhos. Olhos de febre, que flamejam e reluzem. Há, em suas pupilas, o ouro. O brilho dourado tatua a íris. Trata-se apenas de um reflexo de sua alma e daquilo que corre em suas veias. É um vírus. A princípio, um sonho distante, mas, ao correr dos dias, torna-se uma angustiante busca. Na primeira vez que o ouro fagulha na sua frente, na bateia, toda a alma se contamina e o vírus se transforma em doença incurável.

    Todos, no garimpo, têm histórias semelhantes. Têm família, filhos, empregos em suas cidades, nos distantes estados, mas, de repente, espalha-se a notícia do ouro. Então, largam tudo, vendem a roupa do corpo e lá se vão. Caçar o rastro do ouro é a sina. Nos olhos, a febre — um brilho dourado doentio. Sim, é fácil conhecer um garimpeiro.

    Todos sabem que, no garimpo, não é lugar para se viver. Mas ninguém abandona o seu posto. Suor, lama, pedregulhos, pepitas douradas, cansaço — é a vida que até o diabo rejeita.

    Por onde passam, o rastro da destruição. A  Amazônia é nossa. Tratores e retroescavadeiras derrubam e limpam a floresta; as dragas chegam, os rios se contaminam rapidamente de mercúrio. Quem pode mais chora menos. Na trilha do brilho dourado, nada se preserva. Ai daqueles que levantarem alguma voz... No dia seguinte, o corpo é encontrado no meio da selva, um bom prato aos bichos.

    (GONÇALVES, David. Sangue verde. Joinville: Sucesso Pocket, 2014. p. 5-6. Adaptado.)

    Assinale a alternativa que apresenta uma metáfora reveladora do posicionamento contrário do narrador em relação à prática do garimpo na Amazônia:
    Escolha uma alternativa para a questão d16eb2a8-e4
  • FF696094-E1

    Português

    Figuras de Linguagem
    USP · 2016MédioEntre para guardar nos favoritos

    TEXTO PARA A QUESTÃO

    Imagem da questão de Português, da prova de 2016

    Dentre os recursos expressivos empregados no texto, tem papel preponderante a
    Escolha uma alternativa para a questão ff696094-e1